All language subtitles for The.Secret.of.the.River.S01E08.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Est�s louco, meu.

- Cala-te, foda-se! - Deixa-o!

Isto depende de ti. Onde o escondeste?

Estou � espera de resposta.

N�o lhe digas nada.

N�o te atreves a disparar, cabr�o.

O que te faz ter tanta certeza?

Esta minha arma n�o � de servi�o. Uma Muxe e o seu amante lutam.

Um zanga-se e mata o outro.

Coisa de maricas.

Quando a Pol�cia chega, o assassino descontrolado dispara.

O pol�cia, em autodefesa, dispara contra ele.

Sabem quanto tempo demoro para escrever um relat�rio destes?

Seus maricas.

Diz-me ou mato-o.

- Mas que caralho? - Solta-o, cabr�o!

- Anda c�! - Eu dou-te uma sova.

Quieto, cabr�o.

Acabou, Braulio, todos v�o saber que �s um pol�cia que vende crian�as.

O SEGREDO DO RIO

- Vamos, irm�s! - Onde est�o aqueles sacanas?

- Malditos invasores! - Vamos dar cabo deles!

Filhos da puta!

Obrigada. Obrigada por virem.

Senhoras, vamos, n�o tenham medo.

Ele insistia que tu eras irm�o dele.

� um mentiroso.

Sim, eu sei. N�o te preocupes, vai correr tudo bem.

Obrigado.

Vamos, n�o tenham medo, senhoras.

Vamos fazer justi�a. Aquele cabr�o � um cretino.

Ouve, demos cabo do teu amigo Braulio!

N�o tens nada que estar aqui!

O que queres, maricas?

Que saias daqui! Porque eu digo.

Tu e os teus tarados.

Tarados de merda.

Olha.

V�, cabr�o!

Vou dar cabo de ti.

- Uma de cada vez e... - Cala-te, idiota!

V�o-se embora!

V�, cabr�o!

V�!

V�!

Vou dar cabo de ti!

Filho da puta!

N�o sabia de nada, juro.

O Alejandro diz que achas que te abandonei.

Eu nem sabia que tu existias.

A m�e disse que te enviou muitas cartas.

N�o, n�o as recebi.

Ent�o, n�o me abandonaste a mim. Abandonaste-a a ela.

Amava-a muito, mas...

Como podes imaginar, n�o podia ser o marido que ela queria.

Eu tentei.

Mas n�o consegui.

N�o era a minha vida.

Porque vieste realmente c�?

N�o vamos fingir agora que...

Que temos uma rela��o.

N�o podes esperar que eu seja o pai que procuras.

N�o nesta altura da minha vida.

Vim conhecer-te, saber quem �s.

Bem, esta sou eu.

E o meu nome � �mbar.

Desculpa, mas n�o posso ser o pai que procuras.

Porque ele morreu.

Com licen�a.

Est�s a cometer um erro, idiota.

� uma ordem superior, de Juchit�n. Levem-no.

Isto n�o fica assim, seus maricas de merda.

Agora todos v�o saber que vendes crian�as, cabr�o.

Vou precisar que assines o relat�rio como testemunha.

Pode ser amanh�?

Sim.

Estamos � procura do outro, o da casa da tua av�.

Mas achamos que fugiu.

Guti�rrez... Toma.

Boa noite.

- Pensei que ele te ia matar. - Eu tamb�m.

Sicar�!

Emi!

Pau...

Muito obrigado. Pensei que ainda estavas zangada.

Ele � uma crian�a.

Estava muito assustado. O tipo que dizia ser seu irm�o veio procur�-lo.

Ainda bem que avisaram a Marina.

- Chegou com as amigas mesmo a tempo. - Isso � bom.

Bem, tenho de ir.

Paulina...

Fica, Erik. Tu e a Sicar� t�m de resolver isto.

Isto � entre voc�s, n�o comigo.

Estamos seguros aqui.

Acabou, Emi.

Ficas aqui?

Sim.

A noite toda?

A noite toda.

Estou aqui ao lado.

Descansa, Emi.

Queres?

Preciso urgentemente.

O meu primo volta no domingo.

Diz que n�o faz mal ficares aqui.

� mais seguro do que a casa da Solange ou da tua av�.

- N�o apanharam o Felipe. - Verdade.

O que foi?

J� acabou, n�o acabou?

Sim.

Nem acredito que tudo come�ou por causa disto.

� verdade.

Mentir-me n�o foi fixe.

J� pedi desculpa.

Foi uma ideia parva para deixares de me rejeitar.

Est� bem. Pronto.

Fica com ela.

� tua.

Boa noite. Sei que � tarde.

N�o te preocupes. O que se passa, Ana?

Acabei de saber. Toda a gente est� a falar disso.

O Braulio foi preso.

O Erik est�?

N�o, n�o est�, mas entra.

Eu s�... N�o percebo nada, Paulina.

O Braulio foi falar comigo.

Estava a investigar o neto da Rafaela,

pois, pelos vistos, est� envolvido na morte do Sergio.

Por isso � que...

Eu escrevi aquele bilhete.

E levei-a ao Erik.

Temos de falar, Ana.

O que � isso?

S�o cartas

da minha mulher.

Tens mulher?

Tinha.

Enviou-mas quando eu trabalhava em Salina Cruz, lembras-te?

Sim, claro.

Mas, bem, isso foi h� muitos anos.

Tinha acabado de chegar a Istmo, imagina.

Mas est�o fechadas.

N�o quis abri-las.

E n�o tive coragem de as deitar fora.

O que raio se passa?

Meninas...

Tenho uma filha.

Porque se riem de mim?

Eu n�o sabia.

Ela disse que a m�e me escreveu a contar, mas vejam...

Vamos abri-las?

Sabes do que me lembrei?

Quando fui � tua procura,

estavas a usar as coisas da tua m�e.

Estavas a p�r maquilhagem.

Lembras-te?

Manuel?

Foi a primeira vez que o fiz.

Naquela altura,

sentias algo por mim?

Estavas atra�da por mim?

N�o.

Sentia uma energia

que me ajudou a entender que era diferente.

Mas n�o era atra��o.

�ramos apenas crian�as.

Sim.

Talvez tenha sido algo plat�nico.

Mas eras, obviamente, muito especial para mim.

E agora?

Ainda �s e sabes disso.

E tamb�m �s muito atraente.

Tu tamb�m �s muito bonita.

"Ela � Sagit�rio, como a tua m�e.

Quando ela se ri, fica com covinhas nas bochechas.

Chama-se Silvia, como a minha m�e."

Lamento que as coisas n�o tenham corrido como querias.

N�o tens culpa.

Al�m disso, agrade�o.

"Acho que ela vai ter um temperamento forte, tal como tu.

Quando j� n�o quer o biber�o, atira-o para o ch�o."

Para, mi�da, est�s a ficar emocionada.

Bem, � bonito.

� parecida comigo.

Fui t�o est�pida por n�o abrir estas cartas.

Conheces bem a �mbar?

Bem, n�o diria que a conhe�o bem. Quero dizer...

Conhe�o-a da rua, de vista. � isso.

Porqu�?

S� queria saber se tu sabias mais sobre ela, sobre a vida dela.

N�o, nem por isso.

Pelo menos, n�o perdi o meu tempo.

Conheci-te.

N�o v�s que o Manuelito est� por tr�s disto?

Ele est� a tramar-me, Guti�rrez!

N�o posso fazer nada. A defesa avan�ou rapidamente com as ONG.

Emitiram um alerta contra ti a n�vel federal.

O Felipe vai dar cabo dele.

Duvido.

Ningu�m o viu nesta aldeia.

Viram algu�m que coincide � sua descri��o a apanhar o autocarro para Tapachula.

N�o, meu, estou a dizer-te.

O tipo n�o vai embora sem lixar o Manuelito primeiro.

POL�CIA

Como est� a sa�de da tua m�e?

Sempre te ajudei com isso, lembras-te?

Esquece, Braulio.

Isto � muito lixado. N�o contes comigo para nada.

Maldito Guti�rrez!

Anda c�, cabr�o.

O Braulio n�o disse isso.

- Disse que tinha encontrado o processo e... - Ele mentiu-te.

Ele est� detido porque est� envolvido em merdas muito feias.

Ele � pol�cia.

Eu n�o...

Eu n�o acredito.

Mescal?

N�o, obrigada.

Ana...

Tu n�o acreditas em muitas coisas.

Ana, no dia do teu casamento, o Sergio tentou abusar do neto da Rafaela.

Isso n�o � verdade.

O Sergio jamais faria isso. Ele era um santo.

Nunca ningu�m te quis dizer, Ana, mas � verdade.

Podes perguntar ao meu pai, se quiseres. Ele tratou do caso.

Ou podes falar com o Erik, ele estava l�.

O Erik?

O meu sobrinho?

Ele viu o Sergio a tentar abusar do Manuel.

Mas...

Mas ent�o...

Eram mi�dos, Ana. A culpa n�o foi deles.

O Sergio estava muito b�bedo. Caiu e bateu com a cabe�a.

Lamento muito, Ana.

Parece que hoje � a noite das verdades nesta aldeia.

- Estamos quase a acabar. - Demasiado mescal.

Isso assusta-te?

N�o.

Deixei-te roupa no quarto. Eu fico com a cama de rede.

Achas mesmo que precisas de ficar?

Prefiro prevenir.

Al�m disso, o meu primo tem tudo.

Vamos ver...

- Olha. - Erik!

N�o a vou usar. Mas o Felipe est� louco. Aquele tipo � perigoso.

E se ainda estiver a vigiar o Emi? Ou a ti?

�s t�o querido.

Descansa.

Tu tamb�m.

Cuidado com isso, Erik.

"� claro para mim que n�o queres nada comigo.

Partiste sem dizer adeus e nunca respondes �s minhas cartas,

mas talvez queiras saber e conhecer a tua filha.

Ela � linda. Tem os teus olhos e os meus l�bios.

Sei que ela ser� uma grande mulher."

� verdade? Ela � bonita?

Sim, ela � muito bonita.

Mas acho que anda a dormir com o Alejandro.

Vamos?

- Vou � casa de banho. - Vou pagar.

Meu, quanto te devo?

Aquele n�o � o primo do Samuel?

O do motot�xi?

Sim, � o Alejandro.

Ele � bonito.

Tem namorada?

Tinha, mas j� n�o tem.

O Samuel disse-me que o Alejandro dorme com uma Muxe, a �mbar,

a designer.

Conhece-la?

- N�o brinques. Que cabra. A s�rio? - Sim.

- H� quanto tempo est�o juntos? - N�o sei.

Gostava de estar com o Alejandro, e de certeza que toda a cidade j� sabe.

Silvia.

Estou a falar contigo, o que foi?

N�o me ias dizer que andas a dormir com a �mbar?

Ouvi uns tipos a falar na casa de banho.

Estava l�, como uma idiota. Como achas que me senti?

- Silvia... - Perguntei-te.

Perguntei-te se fodias Muxes, que n�o me importava,

que estava curiosa, e tu mentiste-me.

Quero l� saber com quem fazes sexo.

Tens raz�o, n�o sei porque n�o te contei.

E com a �mbar.

Sabias que era ela quem eu procurava e n�o disseste nada?

- Temia que me mandasses � merda. - Por favor, foi s� uma queca.

Nunca mais te quero ver na puta da minha vida!

Boa noite. D�-me umas garnachas, por favor?

A conta, por favor.

Erik?

Erik.

- Ol�, Emi. Como foi a tua noite? - Boa.

Tenho fome.

Resolvemos j� isso.

Bom dia. Ol�, beleza.

Como foi a tua noite?

Excelente.

Ele disse que ia cozinhar.

Sim? Tu e eu n�o vamos deixar.

Devias ir para casa.

Eu trato da fome do Emi.

Vou � Procuradoria.

Para assinar a queixa.

Precisam de algo?

O meu telem�vel. Deixei-o em casa da Solange ontem � noite.

Est� bem.

Bom pequeno-almo�o.

- Obrigado. - Obrigado.

Pens�mos nisso ontem � noite.

Falta muito para a Vela, mas queremos prestar homenagem � Solange.

- O plano � ter l� a sua banda. - Claro.

- Perfeito. Ser� uma grande festa. - N�o se preocupe.

Venha. Tenho o s�tio perfeito para a foto. Boa tarde.

Irm�, olha a foto, est� fant�stica!

Venha. Este � o local perfeito.

A Solange est� t�o bonita!

Sim, amiga.

Vais embora?

Sim.

Estou cansada de que tudo corra t�o mal e...

S� quero esquecer... tudo.

Bem, ent�o...

Talvez tenha chegado mesmo a tempo.

� s� que...

Quero dizer-te uma algo.

Algo importante.

O qu�?

Perdoa-me.

Ontem, quando nos conhecemos...

Fiquei muito chocada.

Bloqueei.

Fui para casa e...

Comecei a procurar umas cartas que a tua m�e me tinha enviado.

Nunca as tinha aberto.

Nunca as li.

N�o sabia de nada.

Eu n�o podia ser o Alonso.

N�o queria ser ele.

Queria esquec�-lo, queria...

Apag�-lo.

E abandonei-te.

Por isso vim pedir desculpa.

Para. Somos t�o rid�culas.

A chorar, n�o �?

Olha...

Posso come�ar a fazer parte da tua vida... Se tu quiseres.

N�o sei como fazer isso, mas...

Pensei que talvez...

Tu e eu podemos pensar em algo juntas.

E...

- E o Alejandro? - Esse tipo.

Quando a vires, diz-lhe que est�o aqui umas roupas e o telem�vel dela.

Est� bem.

Est�s bem?

Tenho uns problemas, mas conto-te depois.

- Est� bem. Obrigado. - Certo.

O que me incomoda � que o Alejandro me mentiu.

Para qu�?

Olha...

Antes, n�o o conhecia a ele nem a ti e...

Est� tudo bem.

Cada um faz o que quer com o seu sexo, n�o quero saber.

Mas porqu� mentir-me?

�s vezes, a verdade � como...

Como uma pedrada.

Uma pedrada que d�i muito e...

Somos est�pidos

e mentimos.

Mas n�o � por maldade,

mas sim porque somos toscos e n�o sabemos o que fazer com a verdade.

Menti � tua m�e durante muitos anos.

N�o sei se um dia

tu e eu seremos fam�lia.

Mas, por agora, gostava de ser tua amiga.

Se quiseres, claro.

Sim.

- Sim. - Boa.

Olha...

Queres ir a uma festa hoje � noite?

Hoje � noite?

Sim, hoje � noite vamos celebrar a vida de uma amiga muito querida

e vamos dar uma festa.

Queria muito que conhecesses as minhas amigas.

- Est� bem. - Est� bem.

Mas gostava de comprar roupa primeiro.

N�s fazemos uns huipiles muito bonitos.

Escolhe um e � teu.

- Est� bem. - Est� bem.

Sim.

Sa�de.

Sa�de.

Vieste visitar-me, papi?

Vim assinar a queixa.

Como foste capaz? Ele � quase uma crian�a!

Quase. Mas ele sabe o que fazer desde pequeno.

J� s�o depravados em crian�as.

Pensaste que a Manuelita era diferente?

- �s mesmo idiota, cabr�o. - O idiota �s tu.

Achas que o Sergio tentou abusar dele sem raz�o?

O Manuelito seduziu-o.

- Ele tamb�m queria brincar - Mentira. Eu estava l�.

Solta-o! Sai daqui!

N�o faz mal quereres fod�-lo,

s� n�o comeces a sentir e a pensar como um maricas!

Vou matar-te, cabr�o!

- Ol�, Alejandro. - O Erik mandou-te isto.

Tens a� o telem�vel.

Muito obrigada. Adeus.

Que se passa, Alejandro?

Fica quieto, maricas. Onde est� o Emiliano?

Onde est� ele?

N�o te vou dizer, tarado.

�s mesmo uma aberra��o.

N�o finjas que �s durona.

Podemos fazer coisas porcas juntos, o que achas?

Queres brincar? Vamos!

Chama-o.

Chama-o!

Juro que te mato, idiota.

Juro que te mato, idio...

Foi em leg�tima defesa, Guti�rrez. Ele tinha uma faca.

Temi que ele magoasse o Emi e disparei.

Al�m disso, a arma j� estava na casa.

- � do meu primo Agust�n Mej�a. - Tanto faz.

Ainda t�m de vir comigo.

Ele foi operado e est� fora de perigo.

N�o � grave, n�o tocou nenhum �rg�o importante.

Ali�s, a Dra. Jim�nez est� c�.

- Tenho de lhe fazer umas perguntas. - Sim, for�a.

- Vem comigo. - Sim, claro.

Paulina...

N�o quero saber de nada.

� sobre ontem � noite.

Estou a ouvir.

Ol�.

Ol�.

Queres vir a uma festa?

� em casa da �mbar. N�o sei se a conheces.

Conhe�o-a.

Posso levar-te?

Um banho primeiro, certo?

Por favor.

- Ajuda-me com o tabuleiro. - Claro. Aqui est�o as entradas.

Muito bem.

Obrigada, linda.

Tiraram-te as impress�es digitais?

N�o, s� ficaram com a arma. Acho que n�o suspeitam de nada.

E ningu�m foi morto.

Eles estavam � procura do Felipe, certo?

Que vai acontecer ao Emi?

Falei com o Adri�n.

Talvez possa vir viver connosco mais tarde.

Muito bem.

E tu e o Erik?

Olha.

A Solange f�-lo a pensar em ti.

Esperando que, um dia, o usasses.

Se gostares, claro.

Adoro.

Tinhas raz�o, �mbar.

Fui injusta.

Mas aprendi.

Agora percebo.

Eu tamb�m sou uma Muxe.

Quero ser Muxe.

Erik!

Como est�s? Est� tudo bem?

Sim. Anda, Vou apresentar-te a umas amigas.

Volto j�.

Ol�.

Ol�, Paulina.

Sei que o que te disse n�o foi correto.

Senti-me mal.

N�o sei. Estava cega.

Est� tudo bem.

�s vezes, somos todos um pouco cegos.

- Na verdade, queria dizer-te que... - O Erik contou-me tudo.

Est�s linda.

Tu tamb�m.

Venham c�.

Depressa, venham c�.

Venham, vamos dan�ar.

Isto est� bom, vamos!

- Olha quem est� aqui. Ol�. - Que vestido lindo.

Anda c�.

E tu?

�s vezes, sinto-me atra�do por ti.

Isso assusta-te?

Muito.

Quando te perguntei se te podia ver nua,

incomodou-te?

Fizeste-me sentir desconfort�vel.

Desculpa.

Mas tu �s muito bonita, Sicar�.

Muito.

N�o sei o que aconteceu.

Estar atra�do por algu�m n�o � crime nem pecado, Erik.

Senti o mesmo.

�ramos muito chegados quando �ramos crian�as.

Bem, sim.

Voltar a ver-te...

Senti muitas coisas.

Tudo ao mesmo tempo.

E fiquei confuso.

Amo a minha Pau.

E eu estou apaixonada pelo Adri�n.

Na verdade, n�o te quero ver nua.

E, na verdade, tamb�m n�o quero que me vejas nua.

Posso perguntar-te algo?

Quando �ramos mi�dos,

j� sabias que querias

ser mulher?

N�o sei.

Eu s� queria ser livre.

Nem homem, nem mulher.

S� quero ser eu.

Bom descanso.

Bom descanso.

Erik...

Um grande amigo...

Vale mais do que mil amores.

MESES DEPOIS

Primeira vez em Istmo?

N�o, eu sou daqui.

Vou dizer-vos uma coisa importante.

A amizade � a melhor coisa que existe.

A melhor inven��o do mundo.

Emi.

A Sicar� chegou!

N�o sei porque falamos tanto sobre o amor

e t�o pouco sobre amizade.

A amizade � mais livre.

Tem menos regras.

E, muitas vezes, � a �nica coisa que nos faz sentir

que n�o estamos sozinhos neste maldito mundo.

Podem estar longe um do outro.

Talvez se vejam raramente.

Podem ser muito diferente.

Mas a amizade manter-vos-� sempre juntos.

Como se fossem uma pessoa s�.

Diferentes, mas iguais.

Entendem?

- N�o. - N�o.

N�o importa, um dia v�o entender.

Um grande amigo vale mais do que mil amores.

Vamos nadar?

For�a.

Vamos?

Depois de ti.

Legendas: Rita Mendes do Carmo

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