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Est�s louco, meu.
- Cala-te, foda-se! - Deixa-o!
Isto depende de ti. Onde o escondeste?
Estou � espera de resposta.
N�o lhe digas nada.
N�o te atreves a disparar, cabr�o.
O que te faz ter tanta certeza?
Esta minha arma n�o � de servi�o. Uma Muxe e o seu amante lutam.
Um zanga-se e mata o outro.
Coisa de maricas.
Quando a Pol�cia chega, o assassino descontrolado dispara.
O pol�cia, em autodefesa, dispara contra ele.
Sabem quanto tempo demoro para escrever um relat�rio destes?
Seus maricas.
Diz-me ou mato-o.
- Mas que caralho? - Solta-o, cabr�o!
- Anda c�! - Eu dou-te uma sova.
Quieto, cabr�o.
Acabou, Braulio, todos v�o saber que �s um pol�cia que vende crian�as.
O SEGREDO DO RIO
- Vamos, irm�s! - Onde est�o aqueles sacanas?
- Malditos invasores! - Vamos dar cabo deles!
Filhos da puta!
Obrigada. Obrigada por virem.
Senhoras, vamos, n�o tenham medo.
Ele insistia que tu eras irm�o dele.
� um mentiroso.
Sim, eu sei. N�o te preocupes, vai correr tudo bem.
Obrigado.
Vamos, n�o tenham medo, senhoras.
Vamos fazer justi�a. Aquele cabr�o � um cretino.
Ouve, demos cabo do teu amigo Braulio!
N�o tens nada que estar aqui!
O que queres, maricas?
Que saias daqui! Porque eu digo.
Tu e os teus tarados.
Tarados de merda.
Olha.
V�, cabr�o!
Vou dar cabo de ti.
- Uma de cada vez e... - Cala-te, idiota!
V�o-se embora!
V�, cabr�o!
V�!
V�!
Vou dar cabo de ti!
Filho da puta!
N�o sabia de nada, juro.
O Alejandro diz que achas que te abandonei.
Eu nem sabia que tu existias.
A m�e disse que te enviou muitas cartas.
N�o, n�o as recebi.
Ent�o, n�o me abandonaste a mim. Abandonaste-a a ela.
Amava-a muito, mas...
Como podes imaginar, n�o podia ser o marido que ela queria.
Eu tentei.
Mas n�o consegui.
N�o era a minha vida.
Porque vieste realmente c�?
N�o vamos fingir agora que...
Que temos uma rela��o.
N�o podes esperar que eu seja o pai que procuras.
N�o nesta altura da minha vida.
Vim conhecer-te, saber quem �s.
Bem, esta sou eu.
E o meu nome � �mbar.
Desculpa, mas n�o posso ser o pai que procuras.
Porque ele morreu.
Com licen�a.
Est�s a cometer um erro, idiota.
� uma ordem superior, de Juchit�n. Levem-no.
Isto n�o fica assim, seus maricas de merda.
Agora todos v�o saber que vendes crian�as, cabr�o.
Vou precisar que assines o relat�rio como testemunha.
Pode ser amanh�?
Sim.
Estamos � procura do outro, o da casa da tua av�.
Mas achamos que fugiu.
Guti�rrez... Toma.
Boa noite.
- Pensei que ele te ia matar. - Eu tamb�m.
Sicar�!
Emi!
Pau...
Muito obrigado. Pensei que ainda estavas zangada.
Ele � uma crian�a.
Estava muito assustado. O tipo que dizia ser seu irm�o veio procur�-lo.
Ainda bem que avisaram a Marina.
- Chegou com as amigas mesmo a tempo. - Isso � bom.
Bem, tenho de ir.
Paulina...
Fica, Erik. Tu e a Sicar� t�m de resolver isto.
Isto � entre voc�s, n�o comigo.
Estamos seguros aqui.
Acabou, Emi.
Ficas aqui?
Sim.
A noite toda?
A noite toda.
Estou aqui ao lado.
Descansa, Emi.
Queres?
Preciso urgentemente.
O meu primo volta no domingo.
Diz que n�o faz mal ficares aqui.
� mais seguro do que a casa da Solange ou da tua av�.
- N�o apanharam o Felipe. - Verdade.
O que foi?
J� acabou, n�o acabou?
Sim.
Nem acredito que tudo come�ou por causa disto.
� verdade.
Mentir-me n�o foi fixe.
J� pedi desculpa.
Foi uma ideia parva para deixares de me rejeitar.
Est� bem. Pronto.
Fica com ela.
� tua.
Boa noite. Sei que � tarde.
N�o te preocupes. O que se passa, Ana?
Acabei de saber. Toda a gente est� a falar disso.
O Braulio foi preso.
O Erik est�?
N�o, n�o est�, mas entra.
Eu s�... N�o percebo nada, Paulina.
O Braulio foi falar comigo.
Estava a investigar o neto da Rafaela,
pois, pelos vistos, est� envolvido na morte do Sergio.
Por isso � que...
Eu escrevi aquele bilhete.
E levei-a ao Erik.
Temos de falar, Ana.
O que � isso?
S�o cartas
da minha mulher.
Tens mulher?
Tinha.
Enviou-mas quando eu trabalhava em Salina Cruz, lembras-te?
Sim, claro.
Mas, bem, isso foi h� muitos anos.
Tinha acabado de chegar a Istmo, imagina.
Mas est�o fechadas.
N�o quis abri-las.
E n�o tive coragem de as deitar fora.
O que raio se passa?
Meninas...
Tenho uma filha.
Porque se riem de mim?
Eu n�o sabia.
Ela disse que a m�e me escreveu a contar, mas vejam...
Vamos abri-las?
Sabes do que me lembrei?
Quando fui � tua procura,
estavas a usar as coisas da tua m�e.
Estavas a p�r maquilhagem.
Lembras-te?
Manuel?
Foi a primeira vez que o fiz.
Naquela altura,
sentias algo por mim?
Estavas atra�da por mim?
N�o.
Sentia uma energia
que me ajudou a entender que era diferente.
Mas n�o era atra��o.
�ramos apenas crian�as.
Sim.
Talvez tenha sido algo plat�nico.
Mas eras, obviamente, muito especial para mim.
E agora?
Ainda �s e sabes disso.
E tamb�m �s muito atraente.
Tu tamb�m �s muito bonita.
"Ela � Sagit�rio, como a tua m�e.
Quando ela se ri, fica com covinhas nas bochechas.
Chama-se Silvia, como a minha m�e."
Lamento que as coisas n�o tenham corrido como querias.
N�o tens culpa.
Al�m disso, agrade�o.
"Acho que ela vai ter um temperamento forte, tal como tu.
Quando j� n�o quer o biber�o, atira-o para o ch�o."
Para, mi�da, est�s a ficar emocionada.
Bem, � bonito.
� parecida comigo.
Fui t�o est�pida por n�o abrir estas cartas.
Conheces bem a �mbar?
Bem, n�o diria que a conhe�o bem. Quero dizer...
Conhe�o-a da rua, de vista. � isso.
Porqu�?
S� queria saber se tu sabias mais sobre ela, sobre a vida dela.
N�o, nem por isso.
Pelo menos, n�o perdi o meu tempo.
Conheci-te.
N�o v�s que o Manuelito est� por tr�s disto?
Ele est� a tramar-me, Guti�rrez!
N�o posso fazer nada. A defesa avan�ou rapidamente com as ONG.
Emitiram um alerta contra ti a n�vel federal.
O Felipe vai dar cabo dele.
Duvido.
Ningu�m o viu nesta aldeia.
Viram algu�m que coincide � sua descri��o a apanhar o autocarro para Tapachula.
N�o, meu, estou a dizer-te.
O tipo n�o vai embora sem lixar o Manuelito primeiro.
POL�CIA
Como est� a sa�de da tua m�e?
Sempre te ajudei com isso, lembras-te?
Esquece, Braulio.
Isto � muito lixado. N�o contes comigo para nada.
Maldito Guti�rrez!
Anda c�, cabr�o.
O Braulio n�o disse isso.
- Disse que tinha encontrado o processo e... - Ele mentiu-te.
Ele est� detido porque est� envolvido em merdas muito feias.
Ele � pol�cia.
Eu n�o...
Eu n�o acredito.
Mescal?
N�o, obrigada.
Ana...
Tu n�o acreditas em muitas coisas.
Ana, no dia do teu casamento, o Sergio tentou abusar do neto da Rafaela.
Isso n�o � verdade.
O Sergio jamais faria isso. Ele era um santo.
Nunca ningu�m te quis dizer, Ana, mas � verdade.
Podes perguntar ao meu pai, se quiseres. Ele tratou do caso.
Ou podes falar com o Erik, ele estava l�.
O Erik?
O meu sobrinho?
Ele viu o Sergio a tentar abusar do Manuel.
Mas...
Mas ent�o...
Eram mi�dos, Ana. A culpa n�o foi deles.
O Sergio estava muito b�bedo. Caiu e bateu com a cabe�a.
Lamento muito, Ana.
Parece que hoje � a noite das verdades nesta aldeia.
- Estamos quase a acabar. - Demasiado mescal.
Isso assusta-te?
N�o.
Deixei-te roupa no quarto. Eu fico com a cama de rede.
Achas mesmo que precisas de ficar?
Prefiro prevenir.
Al�m disso, o meu primo tem tudo.
Vamos ver...
- Olha. - Erik!
N�o a vou usar. Mas o Felipe est� louco. Aquele tipo � perigoso.
E se ainda estiver a vigiar o Emi? Ou a ti?
�s t�o querido.
Descansa.
Tu tamb�m.
Cuidado com isso, Erik.
"� claro para mim que n�o queres nada comigo.
Partiste sem dizer adeus e nunca respondes �s minhas cartas,
mas talvez queiras saber e conhecer a tua filha.
Ela � linda. Tem os teus olhos e os meus l�bios.
Sei que ela ser� uma grande mulher."
� verdade? Ela � bonita?
Sim, ela � muito bonita.
Mas acho que anda a dormir com o Alejandro.
Vamos?
- Vou � casa de banho. - Vou pagar.
Meu, quanto te devo?
Aquele n�o � o primo do Samuel?
O do motot�xi?
Sim, � o Alejandro.
Ele � bonito.
Tem namorada?
Tinha, mas j� n�o tem.
O Samuel disse-me que o Alejandro dorme com uma Muxe, a �mbar,
a designer.
Conhece-la?
- N�o brinques. Que cabra. A s�rio? - Sim.
- H� quanto tempo est�o juntos? - N�o sei.
Gostava de estar com o Alejandro, e de certeza que toda a cidade j� sabe.
Silvia.
Estou a falar contigo, o que foi?
N�o me ias dizer que andas a dormir com a �mbar?
Ouvi uns tipos a falar na casa de banho.
Estava l�, como uma idiota. Como achas que me senti?
- Silvia... - Perguntei-te.
Perguntei-te se fodias Muxes, que n�o me importava,
que estava curiosa, e tu mentiste-me.
Quero l� saber com quem fazes sexo.
Tens raz�o, n�o sei porque n�o te contei.
E com a �mbar.
Sabias que era ela quem eu procurava e n�o disseste nada?
- Temia que me mandasses � merda. - Por favor, foi s� uma queca.
Nunca mais te quero ver na puta da minha vida!
Boa noite. D�-me umas garnachas, por favor?
A conta, por favor.
Erik?
Erik.
- Ol�, Emi. Como foi a tua noite? - Boa.
Tenho fome.
Resolvemos j� isso.
Bom dia. Ol�, beleza.
Como foi a tua noite?
Excelente.
Ele disse que ia cozinhar.
Sim? Tu e eu n�o vamos deixar.
Devias ir para casa.
Eu trato da fome do Emi.
Vou � Procuradoria.
Para assinar a queixa.
Precisam de algo?
O meu telem�vel. Deixei-o em casa da Solange ontem � noite.
Est� bem.
Bom pequeno-almo�o.
- Obrigado. - Obrigado.
Pens�mos nisso ontem � noite.
Falta muito para a Vela, mas queremos prestar homenagem � Solange.
- O plano � ter l� a sua banda. - Claro.
- Perfeito. Ser� uma grande festa. - N�o se preocupe.
Venha. Tenho o s�tio perfeito para a foto. Boa tarde.
Irm�, olha a foto, est� fant�stica!
Venha. Este � o local perfeito.
A Solange est� t�o bonita!
Sim, amiga.
Vais embora?
Sim.
Estou cansada de que tudo corra t�o mal e...
S� quero esquecer... tudo.
Bem, ent�o...
Talvez tenha chegado mesmo a tempo.
� s� que...
Quero dizer-te uma algo.
Algo importante.
O qu�?
Perdoa-me.
Ontem, quando nos conhecemos...
Fiquei muito chocada.
Bloqueei.
Fui para casa e...
Comecei a procurar umas cartas que a tua m�e me tinha enviado.
Nunca as tinha aberto.
Nunca as li.
N�o sabia de nada.
Eu n�o podia ser o Alonso.
N�o queria ser ele.
Queria esquec�-lo, queria...
Apag�-lo.
E abandonei-te.
Por isso vim pedir desculpa.
Para. Somos t�o rid�culas.
A chorar, n�o �?
Olha...
Posso come�ar a fazer parte da tua vida... Se tu quiseres.
N�o sei como fazer isso, mas...
Pensei que talvez...
Tu e eu podemos pensar em algo juntas.
E...
- E o Alejandro? - Esse tipo.
Quando a vires, diz-lhe que est�o aqui umas roupas e o telem�vel dela.
Est� bem.
Est�s bem?
Tenho uns problemas, mas conto-te depois.
- Est� bem. Obrigado. - Certo.
O que me incomoda � que o Alejandro me mentiu.
Para qu�?
Olha...
Antes, n�o o conhecia a ele nem a ti e...
Est� tudo bem.
Cada um faz o que quer com o seu sexo, n�o quero saber.
Mas porqu� mentir-me?
�s vezes, a verdade � como...
Como uma pedrada.
Uma pedrada que d�i muito e...
Somos est�pidos
e mentimos.
Mas n�o � por maldade,
mas sim porque somos toscos e n�o sabemos o que fazer com a verdade.
Menti � tua m�e durante muitos anos.
N�o sei se um dia
tu e eu seremos fam�lia.
Mas, por agora, gostava de ser tua amiga.
Se quiseres, claro.
Sim.
- Sim. - Boa.
Olha...
Queres ir a uma festa hoje � noite?
Hoje � noite?
Sim, hoje � noite vamos celebrar a vida de uma amiga muito querida
e vamos dar uma festa.
Queria muito que conhecesses as minhas amigas.
- Est� bem. - Est� bem.
Mas gostava de comprar roupa primeiro.
N�s fazemos uns huipiles muito bonitos.
Escolhe um e � teu.
- Est� bem. - Est� bem.
Sim.
Sa�de.
Sa�de.
Vieste visitar-me, papi?
Vim assinar a queixa.
Como foste capaz? Ele � quase uma crian�a!
Quase. Mas ele sabe o que fazer desde pequeno.
J� s�o depravados em crian�as.
Pensaste que a Manuelita era diferente?
- �s mesmo idiota, cabr�o. - O idiota �s tu.
Achas que o Sergio tentou abusar dele sem raz�o?
O Manuelito seduziu-o.
- Ele tamb�m queria brincar - Mentira. Eu estava l�.
Solta-o! Sai daqui!
N�o faz mal quereres fod�-lo,
s� n�o comeces a sentir e a pensar como um maricas!
Vou matar-te, cabr�o!
- Ol�, Alejandro. - O Erik mandou-te isto.
Tens a� o telem�vel.
Muito obrigada. Adeus.
Que se passa, Alejandro?
Fica quieto, maricas. Onde est� o Emiliano?
Onde est� ele?
N�o te vou dizer, tarado.
�s mesmo uma aberra��o.
N�o finjas que �s durona.
Podemos fazer coisas porcas juntos, o que achas?
Queres brincar? Vamos!
Chama-o.
Chama-o!
Juro que te mato, idiota.
Juro que te mato, idio...
Foi em leg�tima defesa, Guti�rrez. Ele tinha uma faca.
Temi que ele magoasse o Emi e disparei.
Al�m disso, a arma j� estava na casa.
- � do meu primo Agust�n Mej�a. - Tanto faz.
Ainda t�m de vir comigo.
Ele foi operado e est� fora de perigo.
N�o � grave, n�o tocou nenhum �rg�o importante.
Ali�s, a Dra. Jim�nez est� c�.
- Tenho de lhe fazer umas perguntas. - Sim, for�a.
- Vem comigo. - Sim, claro.
Paulina...
N�o quero saber de nada.
� sobre ontem � noite.
Estou a ouvir.
Ol�.
Ol�.
Queres vir a uma festa?
� em casa da �mbar. N�o sei se a conheces.
Conhe�o-a.
Posso levar-te?
Um banho primeiro, certo?
Por favor.
- Ajuda-me com o tabuleiro. - Claro. Aqui est�o as entradas.
Muito bem.
Obrigada, linda.
Tiraram-te as impress�es digitais?
N�o, s� ficaram com a arma. Acho que n�o suspeitam de nada.
E ningu�m foi morto.
Eles estavam � procura do Felipe, certo?
Que vai acontecer ao Emi?
Falei com o Adri�n.
Talvez possa vir viver connosco mais tarde.
Muito bem.
E tu e o Erik?
Olha.
A Solange f�-lo a pensar em ti.
Esperando que, um dia, o usasses.
Se gostares, claro.
Adoro.
Tinhas raz�o, �mbar.
Fui injusta.
Mas aprendi.
Agora percebo.
Eu tamb�m sou uma Muxe.
Quero ser Muxe.
Erik!
Como est�s? Est� tudo bem?
Sim. Anda, Vou apresentar-te a umas amigas.
Volto j�.
Ol�.
Ol�, Paulina.
Sei que o que te disse n�o foi correto.
Senti-me mal.
N�o sei. Estava cega.
Est� tudo bem.
�s vezes, somos todos um pouco cegos.
- Na verdade, queria dizer-te que... - O Erik contou-me tudo.
Est�s linda.
Tu tamb�m.
Venham c�.
Depressa, venham c�.
Venham, vamos dan�ar.
Isto est� bom, vamos!
- Olha quem est� aqui. Ol�. - Que vestido lindo.
Anda c�.
E tu?
�s vezes, sinto-me atra�do por ti.
Isso assusta-te?
Muito.
Quando te perguntei se te podia ver nua,
incomodou-te?
Fizeste-me sentir desconfort�vel.
Desculpa.
Mas tu �s muito bonita, Sicar�.
Muito.
N�o sei o que aconteceu.
Estar atra�do por algu�m n�o � crime nem pecado, Erik.
Senti o mesmo.
�ramos muito chegados quando �ramos crian�as.
Bem, sim.
Voltar a ver-te...
Senti muitas coisas.
Tudo ao mesmo tempo.
E fiquei confuso.
Amo a minha Pau.
E eu estou apaixonada pelo Adri�n.
Na verdade, n�o te quero ver nua.
E, na verdade, tamb�m n�o quero que me vejas nua.
Posso perguntar-te algo?
Quando �ramos mi�dos,
j� sabias que querias
ser mulher?
N�o sei.
Eu s� queria ser livre.
Nem homem, nem mulher.
S� quero ser eu.
Bom descanso.
Bom descanso.
Erik...
Um grande amigo...
Vale mais do que mil amores.
MESES DEPOIS
Primeira vez em Istmo?
N�o, eu sou daqui.
Vou dizer-vos uma coisa importante.
A amizade � a melhor coisa que existe.
A melhor inven��o do mundo.
Emi.
A Sicar� chegou!
N�o sei porque falamos tanto sobre o amor
e t�o pouco sobre amizade.
A amizade � mais livre.
Tem menos regras.
E, muitas vezes, � a �nica coisa que nos faz sentir
que n�o estamos sozinhos neste maldito mundo.
Podem estar longe um do outro.
Talvez se vejam raramente.
Podem ser muito diferente.
Mas a amizade manter-vos-� sempre juntos.
Como se fossem uma pessoa s�.
Diferentes, mas iguais.
Entendem?
- N�o. - N�o.
N�o importa, um dia v�o entender.
Um grande amigo vale mais do que mil amores.
Vamos nadar?
For�a.
Vamos?
Depois de ti.
Legendas: Rita Mendes do Carmo
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