All language subtitles for The.Secret.of.the.River.S01E03.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Deve ser a tua pulseira! Vamos ser apanhados!

Calma.

Que raio vamos fazer?

Vamos ser presos, Manuel.

Tenho uma ideia.

O SEGREDO DO RIO

POL�CIA DE ISTHMUS

N�o, o Sergio n�o est� em nenhuma.

O que fazem?

O Orlando pediu a todos para verem as fotos e v�deos do casamento.

Para qu�?

Ele pode ter estado com outra mulher.

Encontraram uma pulseira de mulher onde o canalha morreu.

Ou onde foi morto. S� Deus sabe.

N�o h� nada aqui.

Isso foi culpa minha.

O teu pai bateu-te no dia em que fomos � praia, n�o foi?

Tive de voltar, filha.

Esqueci-me dos meus pap�is.

V� l�. Desembucha, querida.

Diz-me o que se passa, o suspense d� cabo de mim.

J� rezei tanto a Nossa Senhora de Juquila,

mas ela n�o me ouviu.

Tem que ver com o Manuel, n�o �?

Ele est� estranho.

N�o sei como lhe dizer que a m�e dele vai morrer.

O que faziam dentro do arm�rio?

N�o respondem? O que estavam a fazer?

Pedimos desculpa, Sr. Orlando.

A s�rio.

N�s... N�s est�vamos s�...

Est�vamos a jogar �s escondidas.

Eles vieram fazer os TPC e come��mos a jogar.

Nunca pensei que se escondessem no arm�rio.

Porque n�o pediste autoriza��o?

N�o estavas aqui. E podias zangar-te.

Desculpe, senhor.

N�o quer�amos meter a Paulina em apuros.

Quanto tempo estiveram escondidos?

- Bem... - Estivemos...

Mal cheg�mos ao oitenta.

Est�vamos a contar at� cem.

Jacinto, aconteceu algo com o teu filho.

Quantas vezes tenho de dizer?

Queres que te bata outra vez?

N�o gosto que andes com aquele mi�do!

O que v�o dizer, Erik?

N�o � normal. Est�s a ouvir-me?

Chega, Jacinto. Est�s a assust�-lo.

N�o te metas.

Isto � culpa tua.

Est�s a torn�-lo num maricas.

O que faziam dentro do arm�rio?

E n�o me digas que estavam a jogar �s escondidas.

Estavam aos beijos?

Claro que n�o!

N�o lhe digas isso, tens uma mente suja! Ele disse que estavam a jogar!

- S�o mi�dos. Os mi�dos jogam. - Olha para mim!

N�o nos beij�mos. Quer�amos que a Paulina demorasse muito a encontrar-nos.

Fizemos um torneio de escondidas e ganh�mos.

V�s?

Est�s a exagerar outra vez, como um louco.

Vai para o quarto.

Ficas aqui no s�bado. N�o vais ao jogo.

- Mas vou lan�ar na nova equipa! - N�o vais, porra!

Mexe-te!

Tu tamb�m, vai dormir.

Qual � o teu problema?

E se ele fosse maricas?

Se o Erik fosse maricas, o que farias?

Expuls�-lo-ias de casa?

Bater-lhe-ias at� ele ser o que queres que seja?

Quando ages assim,

sinto que n�o te importas com o Erik.

E pergunto-me se amas mesmo o teu filho.

N�o � justo, o meu pai n�o me pode fazer isto hoje!

� s�bado, est�o � minha espera!

Disse-lhe a verdade, n�o tenho culpa que ele n�o acredite em mim.

Al�m disso, disseste-me para ser amigo do Manuel.

Sim. Afasta-te.

Tamb�m n�o concordo com o teu pai, filho.

Ent�o, porque n�o fazes nada?

Nunca me ajudas.

- Estou a falar contigo! - Para!

N�o sei o que dizer mais, n�o posso fazer nada!

� sempre a mesma coisa.

Estou?

Carmen!

Estava � espera da tua chamada.

Como est�s? J� tenho os documentos.

N�o, claro que n�o. O Manuelito n�o sabe nada.

Ele nem desconfia.

Mas n�o te preocupes, n�o te faz bem.

Eu envio-te j� a encomenda.

S� preciso que me d�s a morada outra vez.

Sim, diz.

Calle Dos...

N�mero 37... Sim.

Barrio Nuevo.

Salina Cruz.

J� tenho. Sim, eu envio-to j�.

Carmen, cuida de ti.

Vamos falando.

N�o me vais contar?

Mas j� te disse, s� te quer�amos assustar.

N�o acredito em ti.

- Porqu�? - Porque n�o.

Al�m disso, devem-me uma.

Salvei-vos do meu pai.

Conta-me!

Foi ideia do Erik.

Est�vamos a passar por aqui.

Vimos o teu pai a sair.

E o Erik teve a ideia de entrarmos em tua casa para te assustar.

E porque me queria assustar?

Porque o Erik gosta de ti e quer ser teu namorado...

Mas � s� por isso que entraram no arm�rio dos meus pais?

T�nhamos acabado de entrar

e ouvimos um barulho.

Vimos que era o teu pai e assust�mo-nos.

Pau, chega aqui um momento, por favor!

A minha m�e.

Volto j�.

A tua av� tamb�m te chateia tanto?

O teu quarto � t�o bonito.

Bom, adeus.

Est�o � minha espera no mercado.

Erik!

Manuel.

Procurei-te no treino de basebol. Est�s de castigo?

Sim.

Descobri algo.

Sobre a pulseira verde?

A pol�cia tem-na?

N�o.

�...

� sobre a tua m�e.

A tua m�e...

... n�o est� nos Estados Unidos.

- O qu�? - Foi o que ouvi.

A minha m�e disse � tua m�e que lhe ia enviar uns documentos.

A morada era "Salina Cruz, Barrio Nuevo."

� onde eu vivo.

� onde est� a tua m�e.

Porque me est� a mentir?

H� uma forma de descobrir.

O Sr. Chente vai para Salina Cruz todas as ter�as.

Visitar o filho.

Pod�amos entrar na carrinha dele para ir procurar a tua m�e.

O meu pai vem a�. Baixa-te.

Falei com a tua m�e.

N�o te volto a castigar.

N�o te queria bater com o cinto.

Adivinha.

Tenho namorada.

A s�rio?

Sim, � a Paulina.

Isso � bom.

Filho...

Amo-te muito.

� s� que...

Prefiro um filho morto

do que um maricas.

Percebes, certo?

Manuel...

Manuel.

Ainda a� est�s?

Av�, sabes o nome da cidade onde est� a minha m�e?

Av�!

C�us!

Era s� o que faltava.

- Ela n�o te disse nada? - N�o.

Av�, o que est�s a fazer?

� para o mau-olhado.

N�o v�s que deixei cair o sal?

Mas quando ela liga, ela liga de l�?

Dos Estados Unidos?

Sim.

Ela n�o me mentiria sobre isso.

Porque perguntas sobre esses disparates?

N�o gosto de maus press�gios.

N�o podemos deixar que o azar entre pela janela.

- N�o, n�o pago nada. - Est� bem.

- Mas demos-te ouvidos. - Quem me paga?

Vais receber o dia inteiro.

- Chefe, o relat�rio chegou. - Chega a acordo com ele.

� o relat�rio de Oaxaca.

Encontraram impress�es digitais na roupa do Sergio.

De mi�dos.

O Manuel disse-me que me querias assustar.

Sim, mas era s� uma brincadeira.

- Disse ao pai que �s minha namorada. - Porque lhe disseste isso?

N�o queres que te chateie por causa do Manuel, certo?

O qu�? Claro que n�o.

O Manuel disse que querias ser meu namorado.

Eu tamb�m j� te disse isso. Mas tu n�o dizes nada.

Queres?

- Eu quero. - Adeus.

Ouve, Pau.

Preciso de um favor.

Amanh�, na escola,

tens de fazer algo por mim e pelo Manuel.

Despacha-te, eles v�o-se embora.

Estas foram tiradas pelas irm�s da Ana.

Estas s�o as nossas, mas j� as vimos.

N�o encontr�mos nada.

Obrigado, Luisa.

Ainda vou p�r os rapazes a v�-las de novo.

Conseguiste o v�deo?

Sim.

Mas foi dif�cil.

O Ernesto pediu-me muitas vezes para tratar bem dela.

- Trata bem dela. - N�o te preocupes. E muito obrigado.

Vou tratar bem dela.

Obrigada.

Sempre foste assim? Desde pequeno?

Assim como?

Assim como �s.

Ou quando deste conta?

Como descobriste que eras assim?

O meu pai saiu de casa por minha causa.

Certo?

Porque dizes isso?

Sou diferente.

Eu percebo.

Sinto-me diferente.

O pai disse-me que era bom que eu n�o fosse maricas.

Mas tu n�o te importas, pois n�o?

Tudo o que me importa � que sejas feliz.

Isso mesmo! Sim!

- N�o, faz tu. Vou falhar. - V�, Manu. Sim.

Tu consegues!

- Consegui! - Qual queres?

A bola n�o.

Aquele.

Sim, certo?

Obrigado.

- De nada. - Obrigada.

Ent�o?

N�o descobri nada.

Sempre soube que havia algo em mim.

Porque gosto de coisas femininas.

Mas �s um rapaz, tens uma pila.

Sinto que, mesmo que ningu�m veja, sou uma rapariga.

J� cheg�mos?

Acho que sim.

Ol�, filho!

Vamos.

Tirei isto � minha av�.

Vai chegar para um t�xi?

Tamb�m tenho algum.

Conta.

Olha. Trouxe isto.

� o Fernando Valenzuela.

- Quem? - N�o o reconheces?

� o melhor lan�ador do M�xico.

O meu pai deu-mo nos meus anos.

Vale muito dinheiro. Foi por isso que o trouxe.

Se tivermos um problema, vendemo-lo.

Obrigado.

Quanto �?

Dezassete.

Mais os cem. Cento e dezassete.

Acho que cem chega.

Vem a� um t�xi.

Professor.

Luisa, como est�s?

Bem. E o senhor?

Tamb�m. Como est� o Erik?

Como assim?

Ele e o Manuel est�o doentes, n�o est�o? Com dengue?

Por isso faltaram �s aulas hoje.

Esta � a minha casa.

- Parece que n�o est� ningu�m. - Manuel! Voltaste!

Ol�, dona Mar�a. Estava � procura da minha m�e.

Ela j� n�o est� doente? Teve alta do hospital?

A vizinha ficou muito doente.

Quase morreu. Foi levada de urg�ncia para o hospital.

Olha, quando algu�m tem sintomas...

- Espera por mim, Manuel! - Espera, Manuel!

Manuel!

Manuel!

Manuel.

Talvez n�o esteja muito doente.

A m�e do meu primo foi levada para o hospital...

E nunca mais voltou.

Viemos v�-la, certo?

Vamos procur�-la.

Faltam-me cem pesos.

Merda!

Para onde foram estes mi�dos?

Minha senhora?

Disseram-nos quatro vezes que seremos vistos em breve.

O m�dico chega em 15 minutos e atende-a nessa altura.

LABORAT�RIO - ULTRASSOM QUIMIOTERAPIA

Enfermeira, veja a paciente na cama 20.

Sim.

Como vamos saber onde est� a tua m�e?

Temos de ver todos os quartos.

N�o, aqui n�o est�.

M�e.

M�e.

Manu.

Porque me mentiste?

Porque me disseste que estavas nos Estados Unidos?

Manu...

Pareces t�o real.

Vamos.

N�o podes ficar aqui.

�s o meu pr�mio, Manu.

Meu amor.

Estou muito cansada.

Tenho de dormir.

Manuel.

Vem a� algu�m.

Vamos ser apanhados.

N�o a quero deixar sozinha.

Mas temos de ir.

Temos de voltar.

Est� bem. Espera.

Eu e a av� vimos buscar-te.

Vamos.

Foram-se embora.

N�o. Ainda os podemos apanhar.

Vamos, Manuel, corre!

Depressa! Tu consegues.

Est�s bem?

Entra. Eu fecho.

Tudo de bom, Chinito. Fica bem.

Tu tamb�m.

Toma.

OUTUBRO DE 2004

Podemos ligar ao teu pai.

Como ele � pol�cia, acho que n�o quer que mintas.

V�, querida, n�o me fa�as ligar-lhe.

Querida, onde est�o o Manuel e o Erik?

- N�o sei. - Como podes n�o saber?

Voc�s est�o sempre juntos.

O Erik s� me pediu para contar essa mentira, mais nada.

Diz-me tudo o que sabes, Paulina. E se lhes acontecer algo de mau?

Para onde achas que foram?

- Eles querem sair da aldeia? - N�o sei.

Achas que em casa algu�m reparou?

Jacinto, n�o encontro o Erik.

- O raio do mi�do voltou � praia. - N�o sejas assim. Ajuda-me a encontr�-lo.

A Paulina � boa a mentir.

N�o quero que a minha m�e morra.

N�o quero que lhe aconte�a nada de mau.

Vamos dividir-nos em grupos.

Vamos procur�-los pela aldeia porque est� a escurecer

e n�o sabemos do Erik e do Manuel.

N�o digas isso. N�o lhe vai acontecer nada, sim?

N�o quero ficar sozinho.

E n�o quero viver com o meu pai.

Vai correr tudo bem, vais ver.

Tenho tanto medo.

Nunca vais estar sozinho.

Tu e eu vamos estar sempre juntos.

Sempre.

Prometo.

Boa tarde, Solange.

Ol�, o que o traz por c�?

Queria fazer-te uma pergunta.

Est� bem.

Reconheces isto?

Raios, est� a escurecer.

E se n�o acreditaram na Paulina?

- Despacha-te, Manuel. - Erik, onde estavam?

Onde estavam?

Manuel, aonde foram? Aonde foram, Manuel?

Onde estavam? Responde-me, por favor, Erik!

Fomos � procura da minha m�e porque voc�s nos mentiram.

Tu sabias tudo, m�e. Eu ouvi-te.

Est� muito doente.

Temos de ir busc�-la.

Temos de traz�-la para c�.

N�o te pe�o nada, Orlando.

Vieste pedir-me conselhos. S� te disse o que penso.

As Muxes nesta aldeia sabem exatamente quem era o Sergio.

Custa-me aceit�-lo.

Penso na irm� dele, a Luisa.

Na Ana, a vi�va. O que devo dizer-lhes?

Pensa no Manuel.

Isso � especula��o. Ele n�o te disse nada.

�s vezes, n�s, as v�timas, n�o precisamos de falar.

Basta olh�-los nos olhos.

Se o Manuel esteve naquela �gua,

garanto-te que estava em perigo.

Ent�o, quero que ele me diga.

Ele est� assustado.

Ele tem medo e deve sentir-se culpado.

Calma.

Calma.

Calma.

Fecha os olhos.

Pensa na situa��o.

O Manuel est� na �gua.

- O Sergio est� l�, b�bedo. - Manuel.

Ele agarra-o.

- Quer tocar-lhe. - N�o v�s.

- Abusar dele. - Disse que n�o!

- Larga-me! - Agora imagina que...

N�o � o Manuel.

Quem est� l� � a tua filha Paulina.

Socorro! Pai, ajuda-me!

Larga-me! Est�s a magoar-me!

Pai!

Pai, ajuda-me!

Pai, por favor!

Ningu�m pode saber disto.

Ningu�m.

Legendas: Rita Mendes do Carmo

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