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Original subtitles

Os tumultos pol�ticos intensificaram-se na Europa Central e no Sul da �sia,

com surtos de viol�ncia diretamente ligados a novas funcionalidades

lan�adas em vers�o beta limitada na semana passada na plataforma Traam.

O fundador da Traam, Venis Parish,

garantiu que a sua empresa atuar� com toda a pondera��o

antes de lan�ar a vers�o final das novas ferramentas

para os quatro mil milh�es de utilizadores.

Merda. Escrevi...

Para o an�ncio de lan�amento. � parvo. "Fuck", mas com dois "U".

- "Fuuck.� - � engra�ado, n�o �?

� muito engra�ado.

Ponho assim?

Lan�amos o produto a n�vel mundial

com "Fuuck", com dois "U"?

- E com tr�s "U"? - N�o sei. Gosto de dois.

Sim, dois � genial.

Acabei de lan�ar uma s�rie de novas ferramentas de conte�do

que v�o fazer a imprensa

parecer um pr�-coito e anunciei-a como "Fuuck".

O que foi?

Acho que, dado o que estamos a colocar no mundo,

se n�o tivermos a IA para ajudar... - A censurar?

N�o, para ajudar a gerir e atenuar.

Neste momento, temos a Casa Branca,

mas isso muda. Desligam a ficha, e entramos numa espiral de morte.

Est� bem, podes dizer � Janine e � dire��o que eu vou falar com o Jeff

sobre a sua espantosa IA... - Obrigada.

... para que parem de se passar. � muito aborrecido.

Vamos arranjar expositores para o u�sque. Pequenos expositores de u�sque.

- Tiraram os caro�os? - Sim.

Ou seja, um pequeno monstro gorduroso

da Whole Foods meteu aqui os dedos,

e n�o gosto disso. Espera a�. Sim?

Meu! Vou conseguir ir ao p�quer.

Se me puderes receber.

Claro! Isso � fant�stico.

Sim, meu, estou ansioso. O Jeff tamb�m vai?

Sim, o Jeff vem, se n�o houver problema.

Sim, isso � �timo. Casa nova, n�o �?

Sim, casa nova. Mal posso esperar para veres.

Parece-me bem. Tenho de ir. At� logo.

Est� bem.

- Sopas? - Jeff, s� para avisar que o Ven vem.

Vai? Est� bem. Isso � �timo.

- Sim? Tudo bem? Os Brewsters voltaram? - Sopas, eu estou fixe se ele estiver.

- Seria bom v�-lo. - Tudo bem.

- At� breve, Sopas. - At� breve.

Est�s feliz?

Sim. Quero dizer...

S�o 36 horas de farra com os meus melhores amigos. Estou feliz.

Claro que, do meu ponto de vista, dares a not�cia

de que vais a uma festa de sexo no M�xico n�o � o ideal.

- N�o gosto de como... - Mas vais.

... a tua ansiedade se manifesta. Est� bem?

S� porque fazem sexo numa festa n�o quer dizer que seja uma festa de sexo.

Acho que � isso que significa.

Sim?

Randy? Para que saibas, o Ven alinhou. Os Brewsters originais est�o a postos!

�timo. �timas not�cias, Sopas-Homem. Estou a caminho, mas estou em reuni�es.

- Entendido. - Adeus.

Sim. Portanto, tenho tudo e j� revi.

Mas est� tudo em ordem? A minha equipa m�dica anterior era...

Bem, prefiro usar a taxonomia vitoriana fora de moda,

labrego, simpl�rio, imbecil, idiota.

O Dr. Tofler era certamente um labrego, muito provavelmente um simpl�rio.

Eu sei, James. Mas...

Em termos dos factos, o diagn�stico...

- Todos concordamos. N�o h� cura. - N�o acredito em si.

Mas, com bons cuidados,

ter� cinco, provavelmente dez, talvez 15 anos, antes de...

N�o � uma pessoa muito inteligente, pois n�o, Dr. Phipps?

H� tanto que podemos fazer,

e n�o conseguimos curar um pequeno peda�o de cartilagem dentro de mim?

Incorreto.

Sayonara, equipa! "Nada de rob�s na cantina", aproveitem o beliche!

Melhore!

Quero que ele fique confort�vel. � o homem mais rico do mundo.

Tem um limiar alto.

O Venis fica com o meu quarto, o principal.

- Vou para o quarto de h�spedes. - Vai mudar?

Sim, n�o � nada. Tira-me daqui,

e vou para o quarto de h�spedes. E escondemos essa informa��o.

N�o por ser humilhante. Apenas porque � aborrecida. Obrigado, P.

Chegou um convidado, o Randall Garrett.

�timo. Diz-lhe que j� vou. Mal posso esperar para ver aquele idiota.

S� um momento. Deixa-me ver uma coisa.

"Slowzo. Bem-vindo � Slowzo.

N�o � s� para medita��o. � uma superaplica��o de estilo de vida."

"A parte fixe de entrar com mil milh�es..."

"Investir mil milh�es. Muitos milh�es. Um monte deles."

"Injetar mil milh�es. Se investir mil milh�es nesta aplica��o,

dar� � luz um unic�rnio."

CONTE�DO FALSO AUMENTA VIOL�NCIA

Defensores dos direitos humanos na L�bia acreditam que a viol�ncia contra migrantes

e as ferramentas de deepfake da Traam est�o ligadas.

Um especialista diz que o lan�amento de mensagens din�micas adicionais

e de sofisticadas funcionalidades de voz para v�deo foi como deitar gasolina...

Cala-te.

Ol�! O dono desta terr�vel monstruosidade est� em casa?

Rand-O. Pap� Urso!

- Gandalf Dinheiro Escuro em pessoa. - Jeffrey, amor! E o ritmo card�aco?

- Setenta e tr�s. - Tenho uma pontua��o de sono de 80.

- N�o... - Os Brewsters cantam de galo!

Muito bem, entrem!

- Olhem para este s�tio! - Obrigado.

N�o, s� disse para olharem. N�o � um elogio.

Sim, foi uma grande proposta.

Matei cachorros para preparar Mountainhead...

- Sabem como �. - Mountainhead?

- Sim. - "Mountainhead" tipo Fountainhead?

A tua decoradora de interiores foi a Ayn Ins�pida?

Meu Deus, aqui vamos n�s. Muito bem. Viste que o Nikkei foi suspenso?

- Sim! Assim come�a. - N�o �?

O Randy adora isto. Est�s a esfregar as m�os de alegria ou de antecipa��o?

- Mudar. - Mudar?

Mudar. As coisas n�o podem piorar para o trabalhador, Jeff.

A s�rio? Quanto � que achas que � o sal�rio m�nimo no Sud�o do Sul?

V� l�. Quantos metros quadrados tem?

Tem 1950 metros quadrados.

A constru��o triplicou, mas pensei: "Sabes que mais? Qualidade � qualidade."

S� se constr�i um covil de ped�filos uma vez,

tem de ser bem feito.

A s�rio, faz esses mi�dos felizes.

- Est�o a ver isto? - C�us...

P�nico em T�quio? Xangai pode suspender.

Os japoneses est�o outra vez a passar-se por nada.

Pois. N�o, a s�rio, Sopas, este s�tio � mesmo feio.

A s�rio, objetivamente...

- Sim. - Um p�ssimo design.

Quais s�o os crit�rios objetivos para a avalia��o est�tica, Jeff?

Isso � verdade. Conheci a tua primeira mulher, por isso...

- E eu fodi a tua namorada. - Caramba!

- Desculpa. Foi desagrad�vel. - Boa!

A s�rio, Jeff, est�s a fazer muito dinheiro.

Sim, constr�is a grande IA

e deixas a IA fazer o resto. - Sim.

H� muitas oportunidades,

se souberes o que fazes.

- Sabes que o Venis vem? - Sim, sei que o Venis vem.

Estou empolgado por v�-lo.

- Est�s? Empolgado? - Sim.

Acham que umas palavras num podcast nos deixam chateados?

Ele preocupa-me.

A ONU est� a chate�-lo por fomentar uma guerra racial.

- V� l�... - Estou preocupado com ele,

ouvi dizer que d� voltas de jato s� para adormecer.

Ele arrasa. A tecnologia? A interface do utilizador? Inacredit�vel.

A equipa dele executou a sua vis�o � risca.

� risca. Soou bem, meu. Soou mesmo bem.

Contrataste um mi�do em Baltimore para te ensinar a dizer palavr�es.

E tu contrataste um mi�do em Toronto para te ensinar a foder.

Agora, sim!

Agora, est� a rolar.

- Festival de Gozo de Montreaux. - Sim.

Isto � �timo.

Meu Deus... Tive saudades vossas.

- Adoro ver-vos. - Sim.

- Falar de assuntos pessoais, neg�cios... - � verdade.

Qual � a temperatura aqui?

Devem estar uns 20 oC.

- Boa temperatura. - Sim.

Sim. � bom.

Rand-O, est�s bem, meu?

- Eu? Estou �timo. - De sa�de?

- Sim. - Sim.

O cancro foi, em termos l�quidos, muito positivo.

Sabedoria, aumento de 50%. Prop�sito, significado, ambos aumentaram.

- Claro. - E em termos f�sicos?

N�o � preocupante.

� fixe n�o me preocupar com isso porque n�o tenho de o fazer. N�o me preocupo.

Certo.

Os oficiais dizem estar incr�dulos

com a escala e qualidade

de not�cias e testemunhos falsos espalhados

que circulavam na rede social Traam,

Este v�deo

� uma das muitas contradi��es... - No quarto.

... e aumento das tens�es inter�tnicas e religiosas em toda a Am�rica Central.

... a viol�ncia est� a crescer, paralisou...

At� amanh�.

por v�rias fontes fi�veis.

Aqui vamos n�s!

Bem-vindo a Mountainhead!

- Est� com bom aspeto, n�o �? - Anda c�.

- N�o abuses! V� l�! - N�o! � bom v�-lo. � muito fixe.

Anda c�!

Sim! Est�s mesmo com bom aspeto!

- Adoro os teus �culos. Isto � �timo. - Diagrama de Venn.

Podemos abra�ar-nos?

Claro, amigo!

- � bom ver-te. - Anda.

Cuidado. N�o me esmagues com toda essa energia de fundador.

- Fui mal citado. - Como, se foste tu que disseste?

Que interessa? Nem me lembro.

Agora, parece-me bem.

O FBI ligou-me. Ligaram-te? Estamos preocupados com isto de It�lia?

N�o nos preocupemos com um pa�s

que exporta queijo. - Ou seja...

Nenhum pa�s com um queijo comercializado internacionalmente

deixou de pagar a sua d�vida nacional.

T�pico Randy. QI de 200.

- � bom. - Est�s bem.

Porque est�s a ser esquisito?

- Pois est�. - Est�s bem, s� isso.

Claramente, este lan�amento est� a p�r-te muita press�o.

N�o! � algo grande. Estamos todos empolgados.

Mas viram o que o Fundador Jeff est� a fazer?

O teu patrim�nio deve ter duplicado.

Quero dizer, s� por causa de todos os mortos do teu lan�amento.

- J� chegou � Lua. - Esta doeu! Levem isso para o ringue.

Levem para o ringue. Sentem-se.

- Essa foi dura. - Sentem-se tranquilos.

- Ven? - Sim?

- Como est�s, meu? - Estou fant�stico.

- Sim? - Sim.

N�o sei se fico o fim de semana todo. Vou ver um Bugatti aos Pa�ses Baixos.

O div�rcio terminou?

- S� nos cas�mos por piada, sabes? - Sim.

A Allison � uma p�ssima comunicadora.

Tem um modelo do mundo extremamente impreciso na cabe�a.

- Podes-me dar um refrigerante? - Sim.

S� preciso de estar perto dos meus amigos, de pessoas que percebem.

C�us... Estou totalmente dividido.

Percebem? Estou hiperfocado no lan�amento.

E no meu filho, o que � fant�stico.

- Mas preciso de lhe dar algum espa�o. - Randall?

- O diretor da NSA pode falar connosco? - Porque � que os ATM desligaram em Ohio?

N�o, apenas um banco subcapitalizado.

A Cooperativa de Cr�dito do Tio Hayseed. � m�nimo.

Sim, parece m�nimo.

Sim, mas esta viol�ncia no Uzbequist�o

� um pouco preocupante, sabem?

Desculpa, mas esses pa�ses... S� chegamos aos G20. Prioridades.

Boa jogada. Cavalheiros, debate!

Vamos, brainstorming de uma declara��o. As novas atualiza��es s�o �timas!

Estamos empolgados. Silicon Valley adora! O ant�doto para a m� tecnologia � a boa.

� melhor a nossa que a dos chineses. Em alta.

Destacar os conte�dos interessantes que os criadores da Traam produzem?

Sim, aquele v�deo... O mi�do do malabarismo com os p�s.

Isso foi bom.

Sim, tal como estamos aqui a jogar p�quer em Mountainhead,

a sermos Brewsters normais e a relaxar.

Porra... Acho que isto s�o p�s cortados de verdade. Que loucura, meu.

O Jeff est� a atirar. Est� mesmo a atirar!

- Est�s connosco ou n�o, meu? - N�o, meu, eu n�o te censuro.

O planeta Terra � como um bufete livre,

e ningu�m para at� os pratos quentes acabarem.

Digam l�. Se estamos a construir uma barricada intelectual,

digam pontos fracos.

- Homem de a�o? - Sim.

Muito bem, o homem de a�o diz

que a tua plataforma j� era divisiva e que a atualiza��o a puseram pior.

Agora, inflamaste uma situa��o vol�til,

e as pessoas est�o a utilizar a IA generativa

para circular mensagens personalizadas e deepfakes n�o falsific�veis.

Por exemplo, a pessoa X vai para a zona Y

para comprar uma arma para atacar um grupo a uma hora espec�fica,

promovendo ataques genocidas pr�ximos,

criando divis�es sect�rias com provas em v�deo,

instabilidade maci�a do mercado, fraude...

Sim, acho que tudo isso � discut�vel,

na sede da Traam, certo?

Ou�am...

Na primeira vez que as pessoas viram um filme,

pensaram que seriam atropeladas pelo comboio.

A resposta n�o foi: "Parem os filmes".

- A resposta foi: "Mostrem mais filmes." - Sim.

Vamos mostrar aos utilizadores o m�ximo de coisas poss�vel

at� que todos percebam que nada � assim t�o s�rio.

- Sim. - Nada significa nada,

e tudo � engra�ado e fixe.

- Exatamente. - Engra�ado.

Sal�o intelectual. Foi por isso que constru� este s�tio.

� como o via a funcionar.

Vamos redigir algo? Uma Proclama��o Brewster?

A �nica coisa que seria �til, por acaso,

� se soubessem que tenho acesso � vossa IA.

Sim, porque a tua � racista e merdosa.

V� l�.

V� l�.

N�o, porque voc�s traficaram o Nilo e toda a minha divis�o.

E o que fizeram por mim na Bilter � fenomenal e intuitivo.

� mesmo. Na fraude, diferencia��o, falsifica��es. Percebe uma piada.

Modera��o que n�o � modera��o, vidro inteligente.

- Ent�o, vende-ma. - N�o.

N�o. Sem neg�cios, sem refei��es, sem gajas.

Tens aprova��o da dire��o para isto?

Eu entendo, meu. Tenho aprendizagem zero-shot

e a Ess�ncia da Justi�a,

e tu tens o 4Chan em �cidos, por isso...

- Estupendo. - Estou a vender um filtro para pesadelos.

N�o � um neg�cio que abranda.

Ent�o, devo desistir disso para te fazer um favor?

Eu n�o quero saber.

- Mas ficas rico, em dinheiro ou a��es... - Sim.

E � uma �tima parceria, seja como for. Uma parceria estrat�gica.

Porra, meu... Obrigado, Ven.

Obrigado pela tua parceria estrat�gica.

- Pronto. - Sim!

Sinto a estrat�gia na minha boca.

Meu Deus! Isso � a energia de fundador?

Aonde vais, parceiro?

Porra, mandaste-me a parceria para a cara!

Obrigado, meu! � t�o bom!

�s doentio, Jeffrey.

Isso � muito engra�ado. Mas vamos conversar. Sim?

Confrontos violentos abanaram a Am�rica hoje,

depois de uma s�rie noticiosa originada por computadores

TRAAM ACUSADA DOS CONFRONTOS NO C�UCASO

... visto no Traam dizendo que o Azerbaij�o preparava-se para

para uma interven��o militar apoiada pela Turquia.

Os l�deres comunit�rios apelam � popula��o a n�o confiarem nas not�cias online,

por mais convincentes que pare�am.

S� h� ursos-negros aqui.

S�o t�midos. Podemos aproximar-nos e bater-lhes.

� t�o bonito que fodia isto.

- E est�s bem, com tudo? - Sim, acho que sim.

- Press�o. Press�o a aumentar. - Sim.

Acho que preciso da IA do Jeff. Porque esta press�o � bastante intensa.

Sabes que est�s a fazer algo importante.

Sim. Sinto que as pessoas est�o a perceber.

Os n�meros, o engajamento, que estava a tornar-se uma preocupa��o...

Porque � que se focam nos pormenores?

As pessoas s�o burras?

- Isto tem de acontecer! - Sim.

H� sempre pessoas que morrem.

Quero dizer, h� oito a dez paragens card�acas durante a Super Bowl.

Certo.

Acabem com a Super Bowl!

Acreditas nas outras pessoas?

� preciso acreditar.

Mas acreditas? H� oito mil milh�es de pessoas sinceras como n�s?

� �bvio que n�o.

Est� com bom aspeto, n�o? O Ven?

A sua pele � resplandecente.

Ele tem usado a Slowzo. N�o sei se h� alguma liga��o.

Mas � um bocado louco, n�o?

Disse que precisa de se masturbar de duas em duas horas.

"Uma tez resplandecente."

Pergunto-me se os amigos dele precisam de o encorajar

a descansar um pouco. - Slowzo. A queima � dura.

N�o � nada de especial,

mas achas que me arranjas mil milh�es?

- Mil milh�es, Sopas? - Sim.

- Para uma aplica��o de medita��o? - N�o s�.

- Uma superaplica��o de estilo de vida. - Se precisas de dinheiro,

n�o � a minha �rea, mas posso ver.

Eu percebo, a sa�de mental est� a explodir,

com tudo o que est� a acontecer.

Se houver mercado, talvez seja poss�vel.

N�o sou muito ligado � minha m�e.

Bem, estudos mostram que isso � muito importante.

Sim.

Sim, � muito importante.

Perdi a liga��o com tantas pessoas.

O Nilo, o Yannis, at� mesmo com voc�s. A s�rio.

Mas com a minha m�e custa.

Se nos conseguisse tirar desta maldita rocha, resolveria tanta coisa.

Bem, sabes,

� um bom planeta para principiantes, mas j� o super�mos.

S� quero tornar-nos transumanos.

Subir na escala! Andar por a� de Tron Bike.

Batidos digitais, punhetas de rob�s, sabes?

Estar na Academia de Plat�o com Plat�o.

Sinto que o universo est�...

... a agarrar-me e a despeda�ar-me.

O meu tronco est� a ser afastado por uma for�a tremenda,

e o vazio das gal�xias est� a entrar.

N�o � bom.

Ven.

Qual ser� a cronologia da transfer�ncia de uma consci�ncia humana?

Com falhas? Dez.

Se o Jeff me vendesse o Nilo e os rapazes?

Com a minha computa��o? Talvez cinco.

E podia...

Isto vai parecer est�pido. Se tivesses as ferramentas da IA do Jeff,

posso ser um dos primeiros a... - Claro. �s o primeiro da fila.

S� precisamos de umas cobaias, uns dez idiotas.

Quando estiver tudo certo, vais ser digital, Randall.

O primeiro c�rebro na rede.

Primeiro c�rebro na rede

- Primeiro c�rebro na rede - Isso � bom.

- Boa can��o. - Primeiro c�rebro na rede

Muito bem. �s vezes, � bom cantar sem raz�o.

Sim.

Muito bem.

Quatro presidentes da tecnologia! Aqui, no Monte Techmore.

A avalia��o financeira do estado da na��o.

Brewsters, toca a subir o patrim�nio l�quido!

- Sim! - Patrim�nio!

Muito bem. O Rei do Dinheiro,

o Marqu�s do Guito, a Estrela Polar do Patrim�nio L�quido.

- � o Venis Parish, com 220 mil milh�es! - Sim!

- C�us! � como escrever em granito. - Sim!

Gelo!

Ele � um plutocrata,

que tamb�m � um Plat�o-gato! - Sim!

- O Grande Duque da Massa. - Sim!

- O Randall Garrett, com 63 mil milh�es. - Sim, porra!

D� c� isso!

Sabe bem!

- Este tipo � um jovem rapaz... - Vamos l�.

... a ganhar muita pasta!

Os seus dados anal�ticos confundiram todos os cr�ticos.

Jeff Abredazi, est�s nos 38.

Na verdade, s�o 59. � a estimativa mais pr�xima agora.

� 59. Estava bem com ambos.

- Mas, sim, agora � 59. - Boa!

- Sim. - P�e isso a�.

- Sim! - Agora, o anfitri�o com menos tost�o.

Sempre no limite, mas recebe o convite! O Sopas-Homem,

Hugo Van Yalk, com um valor de 521 milh�es!

- Milh�es! - Milh�es!

- Bravo! - �timo!

Muito bem, malta. Vamos a isso.

- Diadema para o Venis. - Sim.

Chap�u de capit�o para o Randy.

Marinheiro para o Jeff.

E, mais uma vez, a trazer a concha. Sopa dos Pobres.

- O Sopas e a sua colher gigante! - Muito bem, ali est� ela.

- Aceita a colher! - Senhores, vamos gritar.

Manifesta��o do Legado do Acelerador do Deus da Montanha!

Manifesta��o do Legado do Acelerador do Deus da Montanha!

- Slowzo superaplica��o! - Transumano!

- N�o deixes a Hester foder ningu�m! - As regras antitrust

devem garantir que a biotecnologia oferece um prolongamento da vida

sem ser restringida pela m�o morta do excesso de regulamenta��o do governo!

- Harmonia mundial transumana! - A Slowzo torna-se superaplica��o!

N�o deixem a Hester foder ningu�m!

Ven, vais saber de uma coisa horr�vel que aconteceu.

Sim, eu soube. Quantos estavam no edif�cio?

Trezentos a quatrocentos queimados vivos.

Estamos a ser usados por chap�us brancos e servi�os de emerg�ncia.

Exatamente. Vamos ser positivos. Somos positivos.

Isso n�s sabemos. O resto � conjetura.

Eu acredito que somos. A quest�o � se somos.

Somos.

- Que foi? - Est�s bem?

� uma curva de aprendizagem muito acentuada

em regi�es onde introduzimos utilizadores novos.

Sim, parece muito acentuada, de facto.

Sim, as pessoas v�o perceber. Assim que um mi�do palestiniano

vir conte�do marado de um mi�do israelita, as merdas certas,

vai pensar: "Est� bem." E acabou.

Sim, de certeza que vais resolver o problema da Palestina, mas, agora,

h� falsos bandos de violadores na aldeia vizinha.

Sim. E o Snoopy com uma ere��o, 18 metros, com resolu��o 8K.

- At� se percebe. - Sim, eu percebo, claro.

Tu e o Snoopy excitado continuam a espalhar o vosso caos,

e eu ganho dinheiro a vender as barreiras de prote��o.

Isto � uma parceria.

- Muito dinheiro no meu filtro da Bilter. - �s um idiota.

Receia-se que cerca de 500 pessoas tenham morrido no �ltimo ataque.

As v�timas foram identificadas erradamente...

VIOL�NCIA NA �NDIA

... num v�deo falso e manipulado

para mostrar os preparativos para a profana��o de s�tios religiosos.

As v�timas foram perseguidas por uma multid�o num centro comunit�rio...

450 PESSOAS QUEIMADAS

... nos arredores da cidade, onde de mulheres e crian�as

j� tinha procurado ref�gio. - Inacredit�vel.

O inc�ndio come�ou quando cocktails Molotov foram atirados pelas janelas

e as portas do edif�cio est�o fechadas com carros abandonados.

Um porta-voz disse que o montante de desinforma��o que est� a ser fabricada

atingiu um n�vel que est� a sobrecarregar as autoridades,

ap�s a atualiza��o global completa do Traam da cria��o de conte�dos

mas que a culpa...

"VINGAN�A" DE DEEPFAKES NA TRAAM

... n�o � das novas funcionalidades.

- Podes silenciar isso, pelo Ven? - Estou-me a cagar.

Quero dizer que a culpa n�o � tua, Venis.

� �bvio que n�o. Porque disseste isso?

A culpa � das pessoas que atiram as bombas.

- Devo cancelar o DJ, por respeito? - Sim.

N�o, ver uma catana a cortar carne humana � duro,

mas voc�s os tr�s a dan�ar numa carpete � uma verdadeira atrocidade.

Pessoal, muito disto nem sequer � real.

� t�o hiper-real que n�o pode ser real.

Ser� que podia ter pedido melhor marketing?

Que estupidez! V� o fogo.

Pessoal, parece que tenho um novo n�mero.

C'um cara�as! Meu, isso � um n�mero muito grande.

Muito bem. Vamos abrir o champanhe?

N�o, n�o � um momento de champanhe.

O patrim�nio do Jeff � oficialmente maior que o meu,

e seria perverso n�o celebrar a sua perspicuidade.

- N�o... - Sopas, traz o chap�u!

- N�o � apropriado. - Traz o chap�u!

- Meu! - Traz o chap�u, Sopas!

N�o tragas o chap�u. N�o quero o chap�u, meu.

- Isto n�o �... - Jeffrey, parab�ns!

Viste a tua vantagem. Abre o champanhe.

Entre todo o caos, � nojento.

Tenho sentimentos amb�guos.

Estou sentado na cura para o cancro enquanto toda a gente morre.

� estranho.

Ele � agora o segundo Brewster no ranking, e eu festejo esse facto.

- Abre o champanhe! - N�o quero.

- Abre o champanhe, Jeff! - V� l�! Passei � frente

de um tipo das telecomunica��es na Tail�ndia e de ti?

N�o precisas de ser um sacana!

Anda c�.

Vamos abrir champanhe.

Estou a brincar.

- Parab�ns, Jeff. - Aqui estamos n�s.

- Entraste no top 10. - � te�rico.

- Sa�de. Ao Jeff. - Sa�de.

- Ao Jeff. - � tudo te�rico.

- � tudo te�rico. - Sim.

N�o importa. O facto de levares isto t�o a s�rio faz-me pensar

que talvez lhe tenhas atribu�do mais significado do que devias?

- Sim? - N�o � real. Cabe�as n�o explodem assim.

- N�o explodem assim? - N�o.

- Como � que explodem? - N�o explodem.

Pessoal, sabem que n�o h� problema em rir

destas coisas m�s e falsas.

Ven, estou numa transmiss�o.

Queres que lhes pe�a para pararem de pilhar?

Um homem acabou de metralhar o vizinho por causa de toalhitas no Kentucky.

- O que temos � t�xico, n�o terminal. - Tem piada.

Pedi-lhes para pararem,

mas as pessoas no chat s�o a favor da pilhagem.

Mas, Jeff, se falares com o Misha

e a dire��o disser que vai ajudar,

isto n�o avan�a?

Queres que fale com o Misha? Est�o a pressionar-me?

- N�o! - V�o obrigar-me

a fazer uma tatuagem e a fumar?

O que aconteceu ao "sem neg�cios, sem refei��es, sem gajas"?

Vende-me o teu filtro da Bilter.

� bom para ti e para mim.

Foi para isso que vieste? Para me pressionares?

Ven, porque n�o marcas uns n�meros?

Porque n�o mexes do teu lado?

- Mexer? Eu mexo. - Sim?

Estou a mexer, cabr�o!

- Sim. - Sabem o que acho?

Acho que temos de avan�ar, porra.

Estou a negociar com quatro centros de dados de grande escala. Nada para isto.

Eu digo que devemos continuar. Vamos l�, porra!

- Sim? - Sim.

- Vamos l�, porra! Vamos! - Sim!

Quanto pior a doen�a, mais valiosa � a cura.

- Vamos l�, porra! - Vamos l�, porra!

- Vamos l�, porra! - Vamos l�, porra!

Muito bem, meu, vai!

Est�o a ver isto?

ARGENTINA � BEIRA DO COLAPSO TOTAL

Que raio?

A Argentina est� o caos. A Argentina vai cair.

O Banco Central enlouqueceu.

O que vemos

� uma hiperinfla��o no sul global e uma crise de cr�dito no norte.

Sim, mas, talvez se estiveres no Equador

esteja tudo fixe, Ven.

Sim, o Equador parece bem. N�o, est� lixado.

Merda, que triste! Vamos olhar para leste, para o Peru, e esperar que resista.

Algu�m est� a receber alguma coisa da pen�nsula Maia?

- A Hester n�o est� a atender. - Deve ter-se deitado cedo.

Com senhores da guerra e uma banda mariachi.

Sim, certo. Est�o a fod�-la com uma maraca.

Isso � sempre muito engra�ado. Sim, ela est� com outros gajos.

Estou s� a gozar.

O PRESI QUER FALAR CONTIGO E COM O VEN! LIGA!

� o Dave e o Roddy... � o presi.

O presidente quer falar connosco.

- Claro. - N�o, connosco, Ven.

Agora? O que vai dizer?

N�o sei... Est�s preocupado?

- N�o estou preocupado. - Pronto.

Sr. Abredazi, vou chamar o presidente.

- �timo. Ele est� a�? - Estamos em espera.

O presidente. Assustador.

Em termos de catering, ainda acham que vamos jogar?

Tenho um pregado que mandei pescar.

"Sem neg�cios, sem refei��es, sem gajas."

- V� l�. - N�o � refei��o. � peixe.

O qu�? Mas que raio? Para qu�?

� uma noite de p�quer. N�o h� empregados, nem chefes.

H� sandu�ches, hamb�rgueres gordurosos,

baldes de frango...

Isto n�o � fixe, o presi a p�r-me em espera.

O que poderia ele ter a dizer?

- Quero dizer... Talvez seja dos Balc�s? - � realmente um pregado magn�fico.

Ou�am, n�o importa o que ele diz. � o que n�s dizemos.

Porque, na verdade, � muito prov�vel

que estejamos num momento de destrui��o criativa.

De grande viragem.

Mesopot�mia em 5000 a. C.

Urbaniza��o, animais domesticados

e a acumula��o de excedentes comercializ�veis.

Tipo m�vel. A roda.

As na��es est�o a vacilar, pol�tica e economicamente,

e penso que desempenhamos um papel importante.

Vou p�r aquele maldito limpa fundos no vapor.

Assumimos controlo de na��es em dificuldades?

Mostramos como se faz?

Para um ou mais Estados fr�geis ou falhados do Hemisf�rio Ocidental,

como a Argentina, a Venezuela ou Cuba, apoiamos intelectual e financeiramente

uma troca progressiva para Estados da rede criptogr�fica.

- A popula��o gosta e aumenta. - Simples.

� a� que isto vai dar. Destrui��o criativa. Primavera �rabe.

Talvez olhemos para El Salvador como um ensaio.

Para aprofundar na Argentina, os bancos, as ruas...

- Est� a acontecer. - � triste.

Tenho uma casa l�, em Buenos Aires. Esperem, n�o, vendi-a.

- Talvez te enviemos. - Vendi?

O Sopas? Para presidente-n�o presidente da Argentina?

� um pa�s a s�rio.

Talvez comecemos no Panam� ou compremos S�o Bartolomeu.

� muito pequeno, Jeff. � m�nimo.

- Pod�amos comprar o Haiti. - Quinze milh�es de habitantes?

Mil para cada um para se mudar. Quinze mil milh�es de d�lares.

Pois, n�o sei se quero ir para o Haiti.

- Muito amido e terremotos. - N�o vais para a Argentina, Sopas-Homem.

A s�rio, arranjamos um helic�ptero, um avi�o, uma equipa de gest�o de crise,

notificamos o banco e as for�as armadas,

para se enviarmos algu�m a Buenos Aires.

- Como vai o teu espanhol? - E o ingl�s dele?

N�o sei se quero gerir a Argentina sozinho.

N�o a seguir a um grande projeto de constru��o.

- Porra! O presidente de Paris foi morto. - Falso.

PRESIDENTE MORTO A TIRO

N�o, meu, t�m nove �ngulos disto. Come merda, Zapruder.

- Isso � dif�cil. - Trezentas mil pessoas na Pra�a Vermelha.

Real. Pessoal, n�o consigo desligar isto.

N�o �? � agora que fica mesmo bom!

Este efeito de destila��o composto para o conte�do.

N�o se para uma revolta de escravos a meio.

� espera da Casa Branca?

A minha opini�o, que � essencialmente hegeliana,

� que toda a Hist�ria funciona com base no: "Foda-se! O qu�? Fixe!"

Foda-se, bronze! O qu�? Fixe!

Civiliza��o. Foda-se, ferro! O qu�? Fixe, imp�rio.

Foda-se, produ��o industrial! O qu�? Fixe,

mais-valia e felicidade material.

Agora com escravatura. Foda-se, sou um escravo!

- O qu�? Continuo um escravo. - A li��o da hist�ria

� que tudo � sempre fixe, desde que se chegue l�.

- Lei de Randall. - N�o.

- Eu... - Sim.

N�o quero uma lei com o meu nome. Isso � uma estupidez.

� simplesmente uma teoria, de origem hegeliana.

Acho que se vai tornar numa lei. A s�rio.

Muitos parisienses dizem que isto � �timo.

Sabes? Prefer�vel, at�.

H� problemas no abastecimento.

- Unilever, Nestl�, as a��es. � selvagem. - N�o.

Temos muitas calorias armazenadas.

Os pa�ses ocidentais t�m reservas estrat�gicas.

�leo de canola, banha de porco, sumo congelado...

Algu�m me d� uma ajuda com estas carnes frias?

N�o, estou bem.

Vou comer uma sandu�che de �leo de canola, banha e sumo congelado.

Est� bem.

Est�o a ver isto da Turquia e da Arm�nia? As chamadas falsas?

N�o foi declarada guerra, mas h� unidades mobilizadas.

As ruas n�o t�m bom aspeto. Isto � muito mau.

- Isto pode ser fixe. - Pode ser.

- Pode estar a transformar-se num momento. - Em termos de qu�?

Em que tudo se revela.

Todos os malditos �dios. Todo o ressentimento.

Uma drenagem um pouco desagrad�vel, mas altamente cat�rtica,

de todo este veneno, hist�rico, �tnico, racial, religioso...

� uma grande viragem.

� por isso que estou entusiasmado com estas atrocidades.

N�o, claro, s�o empolgantes.

Penso nas pessoas que n�o se est�o a matar.

- Superior em ordem de grandeza. - � bom para o ecossistema.

- Uma queimadura controlada. - N�o, estou a ver.

H� aquilo de as pessoas serem enterradas vivas.

- "Aquilo." - Sim, claro.

- Talvez tenhamos de piratear o �dio. - Piratear o �dio?

O sistema Bretton Woods cai.

As moedas fiduci�rias caem. O blockchain prevalece.

Obrigado. Seremos n�s os bolcheviques

de uma nova ordem mundial tecnol�gica que come�a hoje?

Sopas...

Esta maldita armadilha mortal

pode ser o quartel-general global da humanidade.

CBO, Casa Branca Oeste.

Comunica��o, log�stica? Militar, software, infraestruturas?

Finan�as. IA. Medita��o, diversos.

E fazemos Argentina, Paraguai, Chile

ou Haiti, Cuba, Panam�, M�xico? - Boa pergunta. De sul para norte, n�o?

Caracas no Natal.

E, j� agora, vamos reutilizar estes pratos.

Ven, o presidente est� pronto. Quer falar contigo,

mas queres que prepare o terreno ou...

Eu preparo tudo para ti.

Que raio, Jeff? Ele � apenas um tipo.

Um conjunto de mol�culas de carbono. Eu trato disto.

- Fixe. - Diz-lhe ol� por mim.

Ele vai lembrar-se.

Est� bem.

� carbono muito importante.

Est�o em p�nico, vais notar isso a falar com ele.

N�o, ele est� a gostar.

Sim, gostam do ambiente, mas n�o gostam...

H� incidentes nos EUA.

Ataques. Reais, falsos, repres�lias. Est� fora de controlo.

O NSC quer um disjuntor. Vou passar a chamada. Pode ser?

Sim.

Sr. Presidente? Tudo bem?

Ele tinha cr�ticas mal informadas. Afetaram-no. Ele est� assustado.

O presidente � um tipo simp�tico e amigo, mas � um simpl�rio.

Pergunto-me, tendo em conta as oscila��es, � se nos limitamos a seguir a corrente,

a aproveitar o hardware, software e dados, a escalar isto e a fazer um golpe nos EUA?

Um golpe nos EUA? Isso � uma enchilada bem gorda.

Acho que vou comer um ovo.

Um simples ovo mit salz. Sim.

Um golpe? Tipo um golpe de Estado?

- Nos EUA? - Seria desafiante.

Sim.

"Os tecno-autocratas roubaram-me a r�dio p�blica." Depois, adivinhem?

As escolas funcionam, o crime diminui...

"Meu Deus, ser� que gosto destes tipos?"

"Quero foder estes tipos!"

Estamos a falar dos EUA, certo?

Com os militares, os porta-avi�es, os fuzileiros navais...

Como � que os enfrentamos? Damos-lhes com o pregado do Sopas?

Estou bastante envolvido em termos de hardware e software,

sistemas de pagamento, sal�rios... - Sim. Certo.

Que capacidade operacional militar

t�m os EUA na aus�ncia da nossa coopera��o?

Se nos opus�ssemos?

Se eu desligasse a ficha e sa�sse?

Nada voa, nada se mexe.

O tio Sam fica com biscates n�o pagos e armas de brincar.

D�vamos cabo deles em 20 minutos.

N�s e o Mike, o Roddy, o Sam, o Jerry e o D.?

C�us!

Isto pode acontecer.

Podemos fazer isto.

Ligo ao Roddy da NSA? Ele � forte. Tenho linha direta para a Casa Branca.

Todos t�m.

Basta um telefone.

Tenho uma linha muito direta.

- Entra diretamente. - Randall.

- Considerarias um papel... - N�o quero ser presidente,

nem mesmo interino.

N�o? Mas nunca recebeste as tuas flores.

J� tive flores. Sinto-me reconhecido.

N�o... O qu�, quero uma biblioteca com o meu nome?

- N�o. N�o quero ser presidente. - Vamos cozinhar.

E ser�amos melhores a governar o mundo?

Porque, Randall, acho que est�s a cozer um ovo sem �gua.

Tenho outras preocupa��es neste momento, Jeff.

Marco Aur�lio nunca teve de cozer o seu pr�prio ovo.

N�o sei, n�o teve? Cresceste com ele, n�o foi?

Sopas-Homem, o que...

- N�o sai �gua? - N�o.

Que estranho. N�o h� �gua. Porque n�o h� �gua?

Press�o de merda na tua casa defeituosa, Sopas?

N�o. N�o � a press�o, Jeff. A press�o � excelente.

Fico com hematomas a tomar duche. Oitenta psi.

As torneiras parecem canh�es de choque. Passa-se algo.

Desligaram-me a �gua?

Podes ser um alvo.

Sim. A China est� a tentar desidratar-nos.

Se eu fosse a China, visava os homens mais inteligentes da Am�rica?

- "Sim." - Vejamos assim.

Os franceses mandaram os canadianos dizer ao estado que me corte a �gua?

Ser� por causa do Presidente da C�mara de Paris? Paula!

Desculpem. Algu�m consegue ouvir um ru�do agudo?

Daqueles que n�o se conseguem ouvir? Subaud�vel?

Porque agora t�m uma frequ�ncia

que nos faz borrar as cal�as.

A s�rio? Achas que tocam isso

quando fazes compras na farm�cia ou...

- O qu�? - Vais � farm�cia

comprar medica��o... - Fode-te.

- N�o... - Fode-te!

Fode-te!

Estou s� a ser um Brewster. Estou a gozar.

Malta!

- O que achamos do vidro? - Demais? Pergunto-me se terei exagerado.

N�o, a Guarda Republicana est� furiosa.

Sentir-me-ia melhor longe do vidro.

Literalmente a Guarda Republicana? Tipo, a iraniana?

O qu�, tu achas que est�o no Utah? Vieram para o Sundance?

Enorme risco de queda.

F�cil. L� em baixo. N�o queremos estilha�os nas portas de correr.

Vamos l�.

H� um b�nquer l� em baixo. Vamos abrigar-nos.

N�o percebo porque estamos a sair.

Achei mal uma s� faixa.

Randy, ias ficar na Reserva Federal. Ou Argentina, Sopas?

Quem fica com a Argentina?

Eu trato da Reserva Federal. Mais a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.

Mas destru�ste uma cadeia de caf�s regionais

em menos de seis meses? - Gerir...

Gerir o Paraguai � mais f�cil

do que entrar num setor maduro de consumo, Jeff.

Sim, eu preferia gerir a �frica subsariana

do que lan�ar um concorrente da Sweetgreen no mercado atual.

N�o exageremos talvez no bowling com fruta, por causa do mecanismo?

� um fruto. Um mel�o � um fruto.

Est� bem. Que se lixe, acho eu.

A �nica coisa a dizer �:

achamos o hemisf�rio ocidental escasso?

Um pouco gasto? Quero dizer, � grande, mas o que mais?

Sim, apenas um monte de caixas da Amazon a circular em infraestruturas dos anos 50.

Um monte de burritos frios a serem entregues a vagabundos.

Um golpe no hemisf�rio ocidental.

Magrebe, Ar�bia Saudita, Ir�o. �sia?

O Partido Comunista Chin�s � um gorila de 230 kg, em termos da triarquia global.

Quais s�o as fraquezas

do regime chin�s?

Cabecinha pensadora.

Sim!

Tenho de dizer que isto � super fixe.

Queria que tiv�ssemos um bom fim de semana,

e as coisas tornaram-se um pouco sombrias.

Derrubamos a China e o Estado-na��o. Agora, estamos a fazer mem�rias.

Sim, � melhor fazer uma grande atualiza��o em todo o mundo

do que andar por a� com adesivos a dizer "curar a mal�ria".

Sim. "Sou velhote e curei a mal�ria."

"Muitos mais africanos."

"Obrigado pelos africanos extra, adoramos!"

Estamos aqui, malta. Estamos aqui.

Temos literalmente os recursos, a capacidade mental, a vis�o...

Bem, seria absurdo dizer "para dominar o mundo",

mas, em termos leigos, para dominar o mundo.

P�r os minerais de terras raras a mexer, acabar com as negociatas, Jeff.

Ven, um pouco de coopera��o. Libertar as IA.

Podemos tornar-nos p�s-humanos em meia d�cada.

Uma vida eterna de conforto sem fim para bili�es.

T�pico fim de semana.

E a nanotecnologia, Randy?

Isso abre a porta � miniaturiza��o?

Dez minutos depois de termos a intelig�ncia artificial geral,

teremos nano-pessoas, ponto final.

Podemos ficar pequenos e viver dentro uns dos outros.

Sei que est�o a brincar, mas um de n�s fica grande.

- Se vamos viver dentro de outros. - Eu fico. Fico grande,

e voc�s e o Sabre vivem dentro de mim.

Meu, isso � que � viver o sonho. N�s a viver nas tuas entranhas? Obrigado.

- Pronto. - Ven,

recebi uma mensagem a perguntar se sabes que a UE te vai bloquear.

A Fran�a vai enviar t�cnicos de topo atr�s de mim

quando voltarem da merda do almo�o?

Tem de ser olho por olho.

Derrubar a Europa Ocidental?

- O qu�, redes? Sim. Um apag�o? - F�cil.

O que � bom em mim � que conhe�o toda a gente e posso fazer tudo.

- Apag�o em curso! - Apag�o em curso!

- Apag�o em curso! - Esperem.

- Vamos l�. - � Fran�a?

Ou a B�lgica. Esses idiotas do chocolate.

Av�, a tua lanterna est� acesa.

Agora, uma coisa que dever�amos discutir � a sa�de mental das pessoas.

- Ai sim? - Ent�o,

quando a IA se apoderar de todos os postos de trabalho

e o dinheiro acabar, a singularidade chega ao Natal.

As pessoas t�m de trabalhar online com sa�de mental.

Meu Deus. Sopas, queres convencer-nos?

S� estou a dizer que o Jeff alinha, e pode ser boa altura

para os investidores largarem mil milh�es. - O Jeff alinha na Slowzo?

- O Jeff? - N�o... Eu disse

que veria o mercado. Isto � muito dif�cil, Sopas.

Estou empolgado.

- E tu... - Como vais conciliar

a aplica��o de medita��o e a presid�ncia da Argentina?

� uma superaplica��o de estilo de vida.

Queremos apostar na corre��o da postura, na terapia

e numa cor nova.

- Numa cor nova? - Sim.

Meu Deus! Est� bem, alinho. Que raio se passa contigo, meu?

Bateste com a cabe�a na tua casa super escorregadia?

- Ven? - Sim?

A Janine, a presidente da dire��o, chegou de avi�o e est� no port�o

a pedir o acesso. Qual � a jogada?

Deve ter vindo dizer: "Obrigada, Sr. Venis,

por explodir o engajamento."

- Vou bater uma antes do encontro. - Boa. T�tica de remo��o de esperma.

- Esperto. - Mandei umas mensagens.

Os argentinos est�o prontos.

Tudo isto est� a acontecer incrivelmente r�pido,

na minha ascens�o ao poder.

Mesmo s� falar com os meus pais seria �timo. Porra. Que cena.

� a tua vez, Eva Per�n.

Buenos Aires! Daqui Mountainhead. Est�o a ouvir? Chamo-me Hugo Van Yalk.

Ent�o, quem � quem no golpe?

Como correu? Bons tipos?

Tipos intensos. Entr�mos mesmo no assunto.

T�pica transpar�ncia radical. Tudo relativamente simples.

Nove presidentes latino-americanos foram assassinados desde a guerra.

A Janine?

Sim, problemas. A Janine contou ao meu Misha.

- Dire��o grande, problemas grandes. - Apag�o. A rede foi-se abaixo na B�lgica.

Interferiste com o qu�, 30% da sa�da el�trica?

Mesmo com geradores de reserva,

haver� incubadoras de UCI afetadas algures.

Esperemos que sim!

Temos de mostrar �queles minorcas quem manda.

O que � que ela est� a dizer? Parece zangada.

Sim, � verdade. Como se lhe fossem tocar.

N�o gosto de ser amea�ado.

Certo, ningu�m te est� a amea�ar, mas, pelo que sei,

dez minutos depois de a ligarmos, a sua IA BILTER pode simplesmente,

se as pessoas quiserem, dizer a toda a gente o que � real ou n�o.

Est� bem. Se � algo que interessa �s pessoas, tudo bem. Eu tenho...

... um acordo. O Jeff quer. � uma quest�o de tempo.

- Berry? - Sim?

- Chama o Sabre. - Est� bem.

- Estamos bem? - Sim.

Obrigado.

- Ol�. - Ol�. Trago-o j� para fora.

Explicaste que vamos adiar a sesta dele?

- Sim. - Est� feliz?

- Sim. - Ele pode recusar.

- O meu rapazinho forte. Ol�. - Pronto.

Ol�!

- Desculpa, podes dar-me espa�o? - Claro.

Ol�. Estava a enlouquecer, mas o pap� vai ficar bem.

Fa�o isto por ti.

� bonito, n�o �?

� fofo.

Malta?

- Ol�. - Ol�.

Vem ver isto.

Caramba...

S�o as minhas pe�as de xadrez?

Isto � um bocado triste.

- Quero dizer, � melhor do que nada. - �?

- N�o �? - � bom.

- Diz: "Adeus, pap�." Pronto. - Espera a�.

Obrigado por vires ao pap�.

Malta, nunca o vi t�o mal, acho eu.

Est� bem, ele meteu-se numa luta com uma �rvore.

Sim. Parece que que temos uma luta de �rvores.

Que esperto.

Precisava de libertar. � esperto.

Porra.

Pap� Urso, tens um minuto?

Vem c�, Jeffrey. Junta-te a n�s!

O Ven est� bem?

Ent�o, n�o vais fazer um acordo?

� desagrad�vel para mim ser chulo do meu beb�

porque o Ven ficou drogado e foi viver com uma modelo esquisita.

Se fizesses, acho que ele podia levar-nos l�.

A tua IA BILTER, a computa��o dele.

- P�e-nos p�s-humanos em cinco anos. - Em cinco.

- Fixe. Talvez. - Sim.

Os nossos corpos ficavam pendurados em estendais a subir degraus?

Somos como os eletr�es que andam � volta da rede?

- Exatamente. - Pois. Est�s dorido, Pap� Urso?

Adoro-o como um irm�o.

Mas, em primeiro lugar, eu estou a subir, e ele � um icebergue a derreter.

E a atualiza��o � uma ave-maria.

Temos de jogar pelo seguro, sim?

- N�vel do Pap� Urso. - Claro.

Est�s preocupado com ele, certo? Todo o esfor�o,

as horas tardias, n�s a viver dentro dele. Lembras-te disso?

Ele a lutar com uma �rvore?

�s bom para ele. Mant�m-no na linha,

intelectual e moralmente, mas n�o vais estar por perto para sempre.

E...

Quando partires, estou preocupado.

E...

Antes que o Venis meta as coisas, crimes de guerra...

Penso que tu, ou n�s, devemos falar com pessoas.

Com quem?

Com, por exemplo, a dire��o dele.

Uma reuni�o da dire��o pode ser... Talvez o Ven precise de tirar uma semana,

ou um m�s, seis meses ou alguns anos.

Foste o primeiro investidor dele.

Sa�as sabendo que fizeste a coisa certa.

Eu acredito em tudo isso. Acredito mesmo.

Transi��o para uma monarquia empresarial, ciberestado at� � singularidade...

Abra�ar o caos.

Mas, neste momento, estamos a divertir-nos com os d�lares nas nossas casas e corpos.

Estado-na��o.

E se o velhote ainda tiver mais 20 anos?

Nem todos s�o neandertais em DC.

Pod�amos mant�-los apertados. � um bom rendimento.

- Conversa de Brewster. - Sim.

- Claro... - � s�...

O Ven d� um passo atr�s, e quem ajudares a escolher entra.

Refresca as coisas.

Depois bebemos pi�a coladas e vemos o mercado a subir.

- Pode ser bom. Sim. - Deixa-me pensar.

Desculpa, deve ser a Hester.

Sim, Lena.

Caramba... Merda.

As coisas est�o a ficar fora de controlo, Randy. Acho que a Hester est� em sarilhos.

Lena... P�es dois tipos a vigiar a Hester?

De olho nela o tempo inteiro?

S� para eu saber que ela est� bem. Muito discretos.

Para seguran�a pessoal. Nada de mal.

� muito interessante sobre a central el�trica,

mas acho que gostaria de voltar ao que eu estava a falar,

que � o Slowzo.

Estamos a atravessar um per�odo de grande agita��o,

em termos de grandes investimentos, talvez queiras fazer parte disso.

Tem uma nova cor.

Teria uma popula��o muito descontra�da, uma popula��o muito d�cil.

- Desculpem, desviei-me. - Sopas, posso falar contigo em privado?

Cinco minutos. Sim?

E tenho ideias muito interessantes sobre as pens�es do setor p�blico.

Como est�s?

Sim, �timo. Sinto-me bem em rela��o � Argentina.

Fal�mos em usar uma estrela pop como minha representante.

Querem que invista numa central el�trica, o que me parece...

Porque acho que precisamos de arranjar um plano para matar o Jeff.

- Desculpa, mas que raio? - Bem, obviamente, n�o � matar o Jeff.

Matar o Jeff foi apenas uma hip�rbole.

Ent�o, devemos partir da� e encontrar uma solu��o

que tenha o mesmo resultado que matar o Jeff,

mas que obviamente n�o envolva matar o Jeff.

- Certo. - Foi uma forma de falar.

� �bvio que n�o estou a falar de matar literalmente o Jeff.

Certo. Sim, claro.

E como � que chegaste a isto?

Certo, bem, ele � um traidor. E quer parar o futuro,

e algu�m tem de o impedir de ser...

Bem, basicamente de ser.

Por isso, estava a pensar: como se impede algu�m de ser?

Bem, talvez tirando-lhes o c�rebro,

pondo-o numa caixa e lan�ando-o em �rbita.

S�o as coisas que considerei.

Posso ser sincero?

Isto � muito perturbador.

Ele quer que a dire��o do Venis o expulse e quer partilhar a sua IA

com o governo para a regulamentarem.

� um desaceleracionista com P(doom) e zero toler�ncia ao risco.

Mas n�o podias falar com ele?

Talvez. Mas o mais inteligente seria arrumar com ele.

V� l�, meu.

S� queria um bom fim de semana. Agora vamos matar o Jeff?

- Recebi a mensagem. Que foi? - Ol�.

Anda. Segura o chap�u, cowboy.

- Entra. - Este � o teu quarto?

N�o. Quer dizer, sim, mas � maior do que parece.

- Em que sentido? - Tecnicamente, � o maior quarto.

N�o tens um quarto de jeito?

O Randy quer matar o Jeff.

- N�o! - O qu�?

Estou apenas a delinear formas de parar o Jeff sem quaisquer antecedentes.

Conta-me mais.

Ele est� a planear fazer com que a tua dire��o te expulse.

Est�s a brincar.

Ele n�o vai vender. � um desaceleracionista e uma cobra.

E, Sopas, mentiu-te sobre o investimento na Slowzo, para ter vantagem.

Ele quer impedir o nascimento de um novo mundo.

- Ent�o... - Ent�o, estava a pensar...

Se ele desaparecesse, resolvemos como mais tarde...

Se ele desaparecesse, a equipa dele, o Misha e o Jamal, iriam entender.

- Se ele desaparecesse de repente... - O Misha apoiava-te.

- Bem... - Experi�ncia, estatuto, intelig�ncia.

Deita as m�os � IA do Jeff, sim? Com a tua infraestrutura?

- IAG. Nano. Biotecnologia, mais vida. - C�us!

O dinheiro acaba,

os computadores alojam as mentes de milh�es de seres sencientes.

- Est� bem. - Mas, j� agora,

n�o h� outra forma de nos livrarmos dele? Tipo, uma carta aberta?

Mais do que o matar?

Randall... Estamos a dizer para n�o o matar.

A minha mente est� totalmente aberta. Mas ele nunca o permitiria,

nem as suas estruturas empresariais em vida.

Amea�ou tornar p�blica a hist�ria do Manibesto

e da tarte gelada de Paolo Alto.

- Ai sim? - Batemos uma com uma Pop-Tart,

e o Sopas comeu-a. E?

Claro. Nada de mais.

No entanto,

penso que, se uma utopia em rede de liberdade e vidas ilimitadas

e a vida estivesse ref�m de um �nico indiv�duo,

talvez ele devesse ser, como dizes, colocado num lugar seguro.

Que nome dariam a algu�m que tentasse impedir o advento

daquilo a que, por defini��o tradicional, ter�amos de chamar C�u?

Um idiota.

Uma palavra antiquada seria "o diabo".

- Somos mesmo chap�us brancos. - Certo. Vejo a l�gica.

E, s� para o dizer em voz alta, matar algu�m � muito fixe.

Matar algu�m � brutal.

- � primordial. - � primordial como o caralho.

"N�o gosto de ti. �s um problema."

- "Adeus." - Sim.

- E as quest�es morais? - Randall? Quest�es morais?

Bem, sim, claro.

Em termos de direito natural, ou mesmo de direito comum,

� essencialmente autodefesa global, mas, num sentido plat�nico ou kantiano,

o imperativo categ�rico � cumprirmos o nosso dever.

Isso pode ser uma m� interpreta��o de Kant.

Ai sim? Porque eu levo Kant muito a s�rio!

Em termos utilitaristas,

se concordarmos que o maior benef�cio para a maioria

ocorre na aus�ncia do Jeff, ent�o, logicamente, a quest�o

n�o � por que raz�o matar�amos Jeff, mas porque n�o.

Se estamos a falar a s�rio sobre eliminar o Jeff, acho que, moralmente,

eu, pessoalmente, teria de provar, com base em primeiros princ�pios,

que a sua morte salvaria uma multiplicidade de vidas futuras.

- Podemos fazer um modelo? - O Brian � r�pido.

Sim, mas discreto.

Mas n�o para o Jeff, para um bem humano fung�vel id�ntico ao Jeff.

Sabem que mais?

Quanto mais penso nisso,

mais fixe se torna. - Nem sequer � assim t�o dif�cil.

- Os humanos s�o muito fr�geis. - E eu sei krav maga.

Podes partir um pesco�o como se fosse um pretzel.

Ele nem se preocupa com o n�mero relativamente reduzido de pessoas

a serem queimadas. - Que podem ou n�o existir.

Agora, estamos preocupados

com o facto de, se o matarmos, e isto � uma conversa de loucos,

um pol�cia de Snowbird poder vir at� aqui

no seu carro da pol�cia e ficar tipo: "O que � isto?"

Sei que isso nunca aconteceria, mas � o que est� na minha cabe�a.

E que tal um perd�o?

Podemos conseguir perd�o presidencial.

- E um pr�-perd�o? - Sim. Acho que podemos ser pr�-perdoados.

Podemos ligar para... Podes ligar ao Roddy da NSA?

Vamos telefonar ao Dave e dizer:

"Dave, estamos a pensar em matar um tipo."

- Sim. - Sim... N�o, dizemos:

"Estamos a contactar porque temos solu��o para ultrapassar a situa��o atual,

mas � necess�ria uma execu��o extrajudicial.

- Podes ajudar-nos?" - Sim, o Dave vai tratar disso.

Partindo do princ�pio que isto funciona, como � que...

... "fazemos o trabalho"?

Da forma mais f�cil, tr�s bandidos armados numa casa de banho.

Sim, disparar sobre ele e tirar-lhe todo o sangue.

Se ele fosse transportado para Montana

e posto numa cl�nica... Esmagam-lhe o c�rebro numa trituradora.

- Pod�amos beb�-lo. - Sopas... V� l�, meu.

- Sim, vamos... - Desculpem, foi forte.

S� para estarmos em sintonia, qual seria a nossa hist�ria depois,

para saber? - A hist�ria oficial

devia ser apenas: "Ele morreu."

- � verdade. Morreu. Gosto disso. - "Que aconteceu ao Jeff?" "Morreu."

- Bem... - Obviamente, v�o perguntar como.

- De repente. - Est� bem. Se avan�armos com isto,

se os n�meros baterem, matam o Jeff e anunciamos: "Morreu de repente."

Voamos para a Argentina, Dubai, Singapura

e comandamos o resto da crise a partir de um hotel elegante?

Controlo a narrativa com a Traam.

- Sim, certo. - Ele consegue ver-nos?

Vamos. Sigam-me.

Muito bem. Em quem confiamos?

Sopas, tens seguran�as que o possam fazer?

Quero dizer, � um grande...

"Podes matar a pessoa X?" � um grande pedido.

Se disserem que n�o, � outra hist�ria.

Em termos de estoicismo aureliano e de simplicidade jur�dica,

o mais nietzschiano seria mat�-lo n�s pr�prios.

- N�s? - Sim.

Desintermedi�-lo, sim, porque o Sopas, disseste que o partias

como um pretzel. - N�o. Eu disse "em teoria".

Teoricamente, podia parti-lo como... Qualquer um pode faz�-lo.

Mas de que estamos a falar?

Teria de ser brutal e r�pido.

Isto � real. Quero dizer, isto � em teoria?

Uma coisa que acontece...

Uma coisa que me preocupa aqui � um escorreg�o e uma queda.

N�o, esta casa n�o � escorregadia.

- Porque dizem isso? - Um vinho, uns cogumelos...

Fica desorientado, um pequeno empurr�o e ol�, utopia americana!

- F�cil. - E isto?

Porque n�o comemos um pouco de queijo, consumimos MD e pensamos no assunto?

Pode nem ser de prop�sito.

Pode ser um acidente que n�o impedimos.

� uma excelente forma de o concetualizar.

- Malta, n�o tenho necessariamente... - Malta, p�quer? Vamos.

Vamos drogar-nos.

- Quero ficar pedrado! - Sopas? Sim?

V� l�. O vencedor leva tudo, o perdedor sofre uma queda.

Boa noite, meninas. Boa noite, Paula.

Randall, isto �... Viste o M�xico?

Est�o a ser nomeadas como informadores pessoas que n�o o s�o.

E est�o a ser enforcadas pelos gangues e...

A pol�cia federal

est� em tiroteio ativo com os militares.

Acho que dev�amos fazer alguma coisa.

Jeff?

Anda ver.

- O qu�? - A queda. Apenas a queda.

O qu�? A queda?

� dif�cil explicar o cen�rio. � fractal.

- Anda. - Um cen�rio fractal?

Olha.

- Fractal? - V� isto.

Est� bem.

Fica aqui. Quero mostrar-te algo. Espera.

� para os fractais.

Pelo menos isto parece fixe. Sopas, a experi�ncia do utilizador da Slowzo...

Meu, � uma merda. Entrei l�, e o design � stressante,

muito stressante, o que � estranho, porque � uma aplica��o de relaxamento.

- N�o sei se � inten��o... - Ao tr�s.

- Dois, tr�s. - ... criar o stress e dissip�-lo.

Que raio, meu?

Sopas!

Meu, o qu�? Isto � uma altura enorme!

- Podia ter morrido! - Piada.

- Qual � o teu problema, mano? - Era uma piada!

N�o tem gra�a!

Jeff, est�s bem?

- Podia ter morrido. - Sopas!

- Sopas! - Sopas!

- V� l�, foi exagerado. - Meu, nada fixe.

- Estava a brincar. - Gostas?

Desculpa.

Desculpa.

O qu�? N�o! Era suposto ser engra�ado!

- N�o... - Brewsters, meu!

N�o, meu.

Preciso de um minuto.

- Pareces assustado. - Vou ligar � Hes.

N�o me toques, porra.

Sim, estou a tripar muito.

Desculpa isto, Jeff.

Porqu�?

Pensei...

Pensei que o ia empurrar l� para baixo.

Devemos-te um pedido de desculpas.

N�o foi poss�vel naquele momento.

Pensei que �amos todos e depois pensei que voc�s tinham parado,

mas fiquei quieto,

e parecia que estava a ir, e tu n�o.

- Faz sentido? - N�o. Foderam-me.

- Senti-me um idiota. - N�o.

- Est�s chateado? - Estou muito chateado!

Acho que, naquele momento,

senti uma relut�ncia...

Acham que sou est�pido?

- O est�pido do Sopas? - N�o!

"Se dissermos, ele faz, porque � um idiota"?

- N�o! - Mandam o palha�o!

- Porque eu tento, malta... - N�o � isso...

- Eu tento, porra! - N�s...

Eu ou�o o podcast.

Vejo os v�deos.

Li os teus livros, at� o da intelig�ncia racial.

E n�o consigo...

N�o consigo. N�o consigo passar � fase seguinte.

N�o me consigo tornar unic�rnio. N�o consigo fazer os mil milh�es.

Est� bem?

Falhar n�o faz mal, Sopas. O fracasso faz parte.

- Falhar � grande. - Sim.

Falhar muito.

- Falhar. Aumentar a escala. - Sim.

Mas, para ter sucesso, � preciso n�o falhar.

- Todos te adoram. - Sim.

A Slowzo � uma pequena empresa decente.

Porque conhe�o toda a gente e todos gostam de mim,

mas a taxa de queima � m�,

as receitas v�m de quem se esquece de cancelar.

Este s�tio � uma decis�o terr�vel.

- Sou a porra de um fara� na tumba. - N�o!

Sabem o que � de loucos?

Acho que vou mesmo acabar numa sopa dos pobres.

Algu�m me vai perguntar o meu nome, e vou dizer: "Bem...

Os meus amigos chamavam-me 'Sopa dos Pobres',

por ser o bilion�rio mais pobre do grupo."

E depois penso: "N�o, isso vai fazer com que me batam."

Ent�o, vou dizer apenas: "Chamo-me Hugo Van Yalk." Mas depois...

Isso tamb�m n�o vai levar a nada de bom, por isso, � uma perda de tempo.

- Sinto muito, meu. N�o foi... - Sim.

Aquilo foste tu a ser um homem do cara�as.

- Sim, isso � verdade. - E n�s a hesitar.

Pergunto-me se amanh�, enquanto estivermos a ca�ar,

um dos nossos homens lhe acerta acidentalmente nas costas?

Ser� que � um bom plano?

- Faz sentido? - Gosto e subscrevo. Sopas?

Sim, como queiram.

- �timo. - Eu n�o, quero dizer...

S� estou a pensar...

... em todas as coisas de IA que t�m planeadas, que s�o fant�sticas.

N�o me interpretem mal, mas � um pouco inquietante

do ponto de vista do homem comum.

Pod�amos pensar em incluir uma aplica��o de medita��o. Sim?

- Uma superaplica��o de estilo de vida? - Sim.

Isso... Porque � intrigante.

�timo.

- O Jeff quer falar comigo. - Achas que desconfia?

Acho que me vou embora.

N�o v�s!

- N�o? N�o queres que eu v�? Porque n�o? - Porque gosto de ti.

E � divertido ter-te a ti e � tua presen�a pateta.

Ficaste chateado

por ter ficado mais rico que tu?

N�o!

O dinheiro n�o me preocupa.

Porque podemos discordar sobre dinheiro, a Traam ou o Ven,

mas, por mais rico que eu seja, continuas a ser o Pap� Urso.

Mesmo que eu seja teu chefe, n�o muda nada. Sinceramente...

N�o vou vender.

Talvez o Ven se devesse afastar durante cinco anos, como o Jobs.

O Steven?

Eu adoro-te.

Jeff...

- Ele suspeitou? O que � que queria? - Foi muito nojento.

S� dizia: "Vamos separar a amizade dos neg�cios."

E "adoro-te, meu". C�us...

- Foi jogada de neg�cios. - Parece teatro. O que disseste?

Alinhei na cena. Disse: "Tamb�m te adoro, meu."

Ele � emocionalmente incontinente. Foi nojento.

Emocionalmente, � um homem de palha.

Teve dificuldades quando tentou tornar-se humano.

Foi desnecess�rio.

Sim, vi o que ele estava a fazer.

Muito bem. Se ele toma comprimidos para dormir,

acabamos com isto?

IAG corretamente alinhada, Ven.

Equivale a in�meras vidas infinitas para humanos aperfei�oados.

Progresso.

- Progresso. - Progresso.

Conspira��o catilin�ria!

Conspira��o catilin�ria!

Conspira��o catilin�ria!

- Khashoggi! - Khashoggi!

- Khashoggi! - V� l�, meu.

- Khashoggi! - Khashoggi!

- Khashoggi! - Khashoggi!

F�cil. N�o �?

- Sim? - Sim?

- Sim. - Esperem, amigos.

Antes da Batalha de �ccio, Oct�vio, que viria a ser C�sar Augusto,

rezou uma ora��o de vit�ria sobre o seu falecido companheiro, Marco Ant�nio.

E, esta noite, fazemos o mesmo.

- Tens a bola de bowling? - Sim.

- Envolve a cabe�a com isto e depois... - Eu?

- � a tua casa. �s o anfitri�o. - Disseste que sabias matar.

Mas posso sobrestimar

as minhas capacidades. - Aqui n�o. Venham.

Acho que pode ser incrivelmente ca�tico esfaquear algu�m.

N�o podemos for�ar mais uns comprimidos para dormir

e esperar? - Sinto que...

Sangue? Esvair sangue, perfurar a aorta. Feito.

Desculpem, isto � uma forma indireta de... Tem de ser com ar.

- Cortar o ar. - Esquece o ar. � dif�cil.

O corpo funciona com sangue. Temos de parar o cora��o. � isso.

Ou�am, o que queremos,

n�o importa como chegamos l�, � parar o c�rebro.

Temos de matar o c�rebro.

Concordo. E s� h� uma maneira de chegar ao c�rebro,

que � atrav�s do pesco�o.

- Ai sim? - Sim.

Boa sorte a entrar no Fort Knox.

N�o. Temos de chegar aos miolos pelo pesco�o.

Ou talvez a resposta para chegar ao c�rebro

esteja mesmo � frente dos...

Pensando nisso, o cr�nio humano tem muitos orif�cios.

- Como um queijo su��o. - � s� escolher.

V�o diretamente ao c�rebro.

Entramos l� os tr�s com os espetos e...

- Sabem... - Devo dizer que,

relativamente � sa�de mental,

o trauma para n�s � algo a considerar.

Sou um tipo de sangue, totalmente. Mas dev�amos apenas usar uma almofada?

Sim. Almofada? Sim.

A casa � minha, a escolha � minha. Almofada.

- Sim. - Est� bem.

Vamos usar a almofada como uma av�.

Est� bem.

Senta-te em cima dele!

- Senta-te! - Agarrem o corpo!

O corpo! Algu�m que agarre no corpo! Randy, as luzes! As luzes, por favor.

- Sopas? - As luzes!

Sopas?

Se o ouvimos,

a almofada � respir�vel? - � de penas.

- S�o edred�es islandeses. - Acaba com ele.

Devo bater-lhe?

- Com a bola! - Sim!

- D�-lhe no cr�nio! - Est�s a tapar o cr�nio!

- D� por cima de mim at� ao cr�nio. - N�o tenho �ngulo!

- D�-lhe nas partes baixas! - Isso n�o vai fazer nada!

� degrada��o incremental.

- D�-lhe! - Sim.

Levanta-te! Sai! Muito bem.

Merda!

Continua bem. Bate-lhe outra vez. O corpo ainda vive. Golpeia-o.

- Com o taco! - O cr�nio cont�m o c�rebro.

Venis.

Venis, se eu sair, podes esmagar-lhe a cabe�a?

Ou melhor, o Randy com a bola de bowling.

N�o lhe quero esmagar a cara com uma bola de bowling.

Pode ser horr�vel do meu ponto de vista.

- N�o � bom estar sentado em cima dele! - Ele est� a morrer, Sopas?

Parece estar a enfraquecer.

Est� a lutar. Pode estar a morrer.

Ent�o, � s� aguentar!

- D�-lhe nas partes baixas, Rand! - �s t�o est�pido.

- As pernas dele! - Dei-lhe com a bola.

- Est�s no diafragma! - N�o o estamos a matar!

- Com a bola! - Faz tu!

- Certo. - Cuidado com as pernas.

- Merda! - Porra...

Mas que raio?

- Enche a banheira. - N�o quero um banho!

Estou mesmo chateado!

- Banheira! Afogamo-lo. - �s um desaceleracionista.

- O qu�? - Recusas-te a vender

a tecnologia para criar um novo mundo

onde vivemos para sempre. - N�o fales.

N�o. Quero negociar. Deixem-me negociar, porra.

Temos de agir em conjunto.

- Certo. - Sim?

N�o! Afastem-se!

- Apanhem-no! - Larguem-me.

- N�o lutes! - Amarra as pernas! As m�os!

- N�o! - Tragam-no para aqui.

- As pernas dele! - N�o!

- Merda... - Porra!

Malta...

- Est� quente? - O que raio se passa?

Queimem-no. Afoguem-no.

Est� quente. A �gua voltou. N�o tem profundidade.

N�o, malta... Afastem-se ou corto-vos!

Apanhem-no! N�o nos corta.

Se apanhar o �ngulo, pode cortar-nos.

- N�o nos pode cortar. S� barbear. - Mas isto n�o faz sentido nenhum!

N�o interajam. N�o o ou�am. Ele est� ferido. Est� a morrer.

N�o estou a morrer. Estou est�vel, estou bem. Sopas!

- Bate-lhe. - N�o, isto n�o faz sentido nenhum!

� pela condena��o da IA e o alarmismo desaceleracionista.

- O qu�? - Sim.

Mas que raio? Primeiros princ�pios. Onde queres chegar?

Estamos a tentar matar-te. Gaseia-o, queima-o, afoga-o!

O vosso ataque n�o tem sentido l�gico.

Quando come��mos, temos de terminar.

Fal�cia do custo afundado.

- Continuemos ou h� repres�lias. - Somos completistas!

N�o somos! Falhamos, avan�amos e conseguimos.

N�o necessariamente.

- Meu... - V�o-se lixar!

- C�us... - Filho da m�e!

- Ele consegue sair? - N�o, n�o h� sa�da.

SEGURAN�A ARMADA MOUNTAINHEAD

- Caramba... Demos cabo disto. - N�o. N�o entres em espiral.

- Estivemos bem. � dif�cil. - Muitas aprendizagens.

Controlas a casa por a�?

Sim. O coelho est� na toca.

- Bloqueio total. - No painel,

n�o o pode piratear? - Se soubesse programar bem.

- Muito bem, Sopas. - Sim.

Revista em cima. Avisa se o vires. N�s revistamos em baixo.

- Jeff? - Jeff?

Sai da�, irm�o. Pens�mos melhor.

Ele apanhou-o!

O porco est� na pocilga.

- Ele viu-te? - Acho que n�o.

Porra. Est� bem.

- Muito bem. - Apanh�mo-lo.

Aumentamos a temperatura? Matamo-lo assim?

� uma boa forma de morrer, mas � infal�vel?

- Pessoal... - Credo.

- Porra. - Vamos conversar, sim?

- Sopas? Tens... - Sim?

- Podemos p�r g�s? - Esperem.

Muito bem.

Pod�amos ligar um carro e ligar o escape ali.

- Por favor! Vamos falar! - N�o olhes.

N�o estou a olhar.

Dev�amos deix�-lo decidir como quer morrer.

- Dar-lhe uma escolha. Pode ser... - � generoso.

O lan�a-chamas � exagerado.

- Que � isso? - � melhor criar uma c�mara da morte, sim?

- Muito bem, vamos a isso. Muito bem. - Malta, somos amigos.

- N�o! Deixem-me negociar! - Est� tudo bem.

- Sim. - N�o! Calma!

Deixem-me negociar!

- Deixem-me negociar! - Vamos.

- J� pass�mos das negocia��es, Jeff! - Parem!

Muito bem, amigo.

- Vamos negociar. - N�o vai.

- Quero muito falar contigo. - Mere�o o direito de negociar! V� l�!

- C�us... Cheira mal! - Desculpa.

- N�o quero morrer assim! - N�o toques.

- Espera. - Entrou.

- Talvez... - OK.

Tenho uma ferramenta.

- V� l�, Jeff! - Jeff, n�o fa�as isso! Jeff, para!

Vai-te lixar!

Jeff... Vai-te lixar! Para!

- Esperem. - N�o fa�as isso.

- Malta. - Perfeito.

- Despejar e empurrar. - Adoro.

Muito bem!

- Sopas, �s um g�nio. - Um pouco mais!

Venis, eu acabo contigo!

- Isto vai aquecer. - Eu acabo convosco!

J� est�.

- N�o. - Pronto.

N�o querem fazer isto!

Porra. Acho que...

- Para! - N�o querem fazer isto!

- Fazemos isto? N�o! - Posso recuar?

- Desculpem. - N�o, espera!

- N�o, Sopas... - N�o!

- Vamos acender isto juntos. - N�o.

- Qual � a preocupa��o? - Malta!

Vou viver aqui, obviamente,

e, se vir o Jeff ali em chamas,

preocupa-me que a sua presen�a possa... N�o assombrar, mas...

- Um fantasma! - Um fantasma, n�o.

A sensa��o do Jeff pode persistir,

e posso n�o conseguir desfrutar da sauna.

Sopas!

Estamos a salvar vidas futuras. Podes lembrar-te disso?

Compreendo, mas � suficiente para ver um homem a morrer queimado?

� noite de p�quer, n�o �?

- � noite de p�quer, jogamos p�quer! - Meu Deus, ele � t�o irritante.

- Sim. - Se eu ganhar, vivo. Se perder,

podem dar-me quetamina. Fa�am o que quiserem.

Mesmo que ganhes no p�quer, eu controlo a BILTER.

- Sim. - Eu dou-te a IA, fico com os restos.

Vai-te lixar!

- N�o est�s em posi��o de negociar. - Ou�am!

� um bom acordo!

V� l�, Rand-O! Olha!

Estamos juntos � mesa. Sim?

- Mensagens sugerem um colapso. - Rand, est�s a pensar!

- Isto � bom! � boa cena! - Reuni�o. Cedemos?

- Sim! - Estou a falar a s�rio.

Acho que � dif�cil de controlar.

- Honestamente, devemos queim�-lo. - N�o!

Conseguimos ultrapassar os pormenores legais, em vez de o queimar vivo?

Qualquer coisa com que concorde, vai alegar coa��o.

- Tecnicamente, � um desafio. - N�o o farei!

Ou�am, deixamo-lo falar com os advogados ali dentro?

Sim. Duplo NDA e declara��o de inten��es, esta noite.

- Autocomisera-se num podcast. - Sim!

Temos o Roddy da NSA, a Casa Branca, o Misha da dire��o. Confer�ncia?

- Podemos falar. - Sim!

O pacote completo para a declara��o de inten��es.

Fa�amo-lo enquanto ele ainda est� sob amea�a.

Se o Dave e o presidente assinarem, torna-se secund�rio.

- Quero dizer... Eu gosto do Jeff. - Eu gosto do Jeff.

- Gosto do Jeff. - Fazemos contraproposta?

- Sim! - Para.

Est� bem. Sim.

- Sim? - Sim.

- Sim. - Jeff?

- Sim? Sim, for�a. - Vamo-nos embora.

- N�o. - N�o, tu vais ficar aqui,

e n�s vamos falar disto. - N�o! Deixem-me sair!

- Jeff! N�o! - Jeff!

N�o fa�as isso! Para!

- Eu violo-te! - Est�s a estragar tudo!

- V� l�! Vais estragar tudo! - Senta-te.

Quero que sorrias para mim, Jeff! Sorri! Jeff! N�o estragues isto. Senta-te!

- Mostra os dentes, Jeff. Sorri. - Sorri.

- Precisas de te acalmar. - Mostra os dentes.

Acalma os �nimos.

- Isso. � o nosso Jeff. - Vamos.

Vamos resolver o teu futuro.

- Quem escreve... Fazemos � m�o? - Credo!

Ol�. Entrem, diretamente para as traseiras.

Advogados no lado oposto. Crise, RP, fiquem mais perto de mim.

Prazer em ver-te, Jim. Bem-vindos. Obrigado por virem.

� uma situa��o interessante, vou explicar.

- A �ndia parece melhor. - A Gr�cia, n�o.

A �ndia � maior.

MARCHAS PELA PAZ

DECLARA��O DE INTEN��ES VINCULATIVA

Est� feito. O acordo est� assinado.

Parab�ns, Sopas. A tua era de centimilion�rio acabou.

- Foste comprado por dois mil milh�es. - Sim!

Acab�mos o NDA e a declara��o de inten��es. O meu trabalho acabou.

Digo-vos, gostava de conduzir todas as minhas negocia��es

com o interlocutor com gasolina, e eu com o f�sforo.

Quem vai libertar o c�o?

Paula!

O Sr. Abredazi pensou que seria mais confort�vel dormir na sauna.

Est� na hora de ele se ir embora. Leve-o ao carro, sim?

Claro.

Ele n�o vem c�, pois n�o?

N�o, sai para o carro.

Espero que n�o tenha feito porcaria.

Ele tinha um balde. N�o pode ter enchido o balde.

Pessoal, �timo resultado. Execut�mos os objetivos declarados.

E dois mil milh�es.

Pensei que era al�rgico a este n�mero.

Bom dia.

- Meu Deus... Vem a�. - C�us...

- Espero que n�o se aproveite. - Trouxe os capangas.

Bom dia.

Bom dia.

Tudo bem.

Sinto-me um pouco seco.

N�o recebeste... Mand�mos-te �gua.

Sim. No entanto, estou um pouco desidratado

da noite na sauna. - Sim.

A aproveitar-se.

Os batidos s�o �timos, se quiseres.

Sim, tr�s tipos de batidos.

Este tem tr�s tipos de couves diferentes ou um disparate qualquer.

� muito bom.

Obrigado. Obrigado, malta.

Est�s bem?

O que posso dizer?

Tens outros amigos.

Adoras falar-nos de todos os teus amigos do golfe.

Est�s a brincar? Eu adoro-vos.

� por isso que acho que tentarem matar-me

� particularmente dif�cil de ultrapassar.

Tenta passar a culpa.

- Quase me queimaram vivo. - Os galos s�o galos.

Desculpa. Lamentamos se achas que fizemos algo de errado.

- Lamentamos. - Lamentamos que estejas chateado.

Isto era uma prenda.

O Brewster Brew. � um u�sque japon�s do Kentucky.

� um investimento trof�u.

� um �timo neg�cio,

mas sei que nenhum de voc�s quer estar no setor dos consum�veis.

Obrigado, Jeff.

Sim.

Ent�o, o Sopas ainda vai para a Argentina?

- Talvez. Vou controlar tudo de Miami. - Fal�mos de um projeto maior,

mas ningu�m quis entrar a fundo nisto.

Drenagem de �guas pluviais, etc.

N�o te fa�as de parvo. N�s gostamos de ti. S� fazia sentido.

Foi uma experi�ncia aterradora, e n�o sei se alguma vez irei recuperar.

N�o sejas rabugento.

Foi duro e agressivo, mas correu bem. N�o leves isto a peito.

Foi de loucos.

Muito bem. Vou tomar um duche e depois...

Sim.

- Ol�, Hes. - Ol�, Jeff.

Como foi?

Horr�vel nos aeroportos.

Sim. Agora, est�s a salvo.

N�o gosto de ser seguida. Jeff, isso assustou-me mesmo.

Los Angeles � fixe.

Vamos para l�, enquanto penso numa solu��o na Nova Zel�ndia, sim?

Vens comigo?

Sim.

Desculpa, Hes.

S� queria dizer...

A ideia foi do Randall.

- Est� bem. - N�o que signifique algo.

N�o h� desculpas, mas...

� que estou sob muita press�o.

N�o dormi nada e escrevi um e-mail de sete p�ginas ao Barry.

N�o estou muito bem.

- Mas... - Ven...

Foi divertido.

- Foi? - E n�o vai dar em nada.

Vou safar-me de tudo isto.

O qu�, vais passar o resto da vida em tribunal,

a renegar o que acabaste de assinar?

Toda a gente quer que eu fique com as tuas merdas.

Porque n�o �s um her�i e fazes o que est� certo?

Faz um acordo, une for�as.

Com o Randall, n�o. Isso � demasiado.

- O Randall est� doente. - Sim, mais cancro.

Cancro que n�o para.

Se mandar o Randall pastar, podemos fazer este acordo?

Entras?

Posso entrar.

Mas acabarei por ir atr�s de ti.

� isso que � empolgante.

Estou ansioso por ver o que acontece e a minha plataforma a todo o vapor.

- N�o � nada. - Nada?

Nada.

Acho que h� uma hip�tese n�o trivial de ser um desastre completo.

Sim, e eu n�o.

Fazemos uma aposta paralela.

Finalmente, este fim de semana de p�quer tem alguma a��o.

Porra!

Ol�, chamo-me Slowzo e vou guiar-te na sess�o de hoje.

Inspira...

... e expira.

Inspira...

... e expira.

Legendas: B�rbara Isabel Silveira

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