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Acho que a Lula Landry foi assassinada, Robin.
Por a mesma pessoa que matou a Rochelle.
- Mam�. - Eu era amigo do seu filho Charlie.
O Charlie est� morto.
Os medicamentos deixam-na confusa.
Sabe o que o seu tio fez naquele dia?
Ele n�o foi a Kentingern Gardens. De certeza.
Erraste acerca de Tansy Bestigui. Ela estava na varanda
e ouviu algu�m l� em cima.
A Lula estava obcecada com a sua fam�lia a s�rio,
que ela dizia ser a preta.
Rosas brancas, como chegaram l�?
Houve outras entregas aqui?
Uma camisola, luvas de pele... Um designer qualquer.
- Guy Som�. - Os forros destac�veis do Guy.
Muito convenientes.
- Como correu a entrevista? - Fiquei com o lugar.
N�o acredito que n�o vais aceitar.
Ligou a Charlotte Campbell, "Prestes a ser Sra. Jago Ross."
Estou um pouco triste, Robin.
- Vai estar bem para ir � Vashti? - Claro que sim.
Vou apagar a luz.
Foste tu! Tu mataste a Lula.
Estrada livre. Manter a velocidade. Terminado.
Recebido.
- A pobre Sra. Anstis, certo? - Tretas!
Eu sou bom partido.
Mal posso esperar por abra��-lo.
Aguardar. Obstru��o � frente.
Um afeg�o a mudar o pneu.
Tire da� a carrinha! Entre na carrinha e siga.
Aguardar.
- Entre na carrinha! - Duas crian�as afeg�s na estrada.
Entre na carrinha. Siga!
Aten��o: homem afeg�o a ir para a frente do ve�culo.
Recebido.
- Continuar. - Recebido.
Trava! Trava! Trava!
Sargento Strike? Strike, ouve-me?
Sargento Strike, ouve-me?
Obrigada.
Posso ajudar?
Sim... Queria experimentar uns vestidos.
Fica-lhe t�o bem!
Estou � espera do meu irm�o.
� para a sua esposa.
Experimente o verde. Vai ficar bem. Ela �...
Escura. Lind�ssima, na verdade.
Quem saiu, era famoso?
N�o sei.
- N�o era a Ciara Porter? - N�o a vi.
Mas �s vezes ela vem c�.
A Lula Landry vinha c� muito.
A Vashti era um local top na lista dela de Londres.
No dia em que morreu? Este provador.
N�o! At� me d� pele de galinha!
Dizem que ela ia estar com o Deeby Macc, mas...
Acho que n�o ia trair o Evan.
- Que foi? - Ia mesmo.
Acredite em mim.
Mas ela amava o Evan!
Viu as fotos deles?
Sim, mas n�s ouvimos a conversa.
- A Lula e o Evan? - N�o!
A vaca que vinha com ela.
Mas a Mel gravou a conversa.
- N�o! - Sim!
Foi marota. N�o ach�mos bem.
Ela jurou que n�o daria � imprensa. Era s� brincadeira.
- Quem � a Mel? - Est� de folga hoje.
Mas acredite: a Lula Landry estava a trair o Evan.
Com quem, se n�o com o Deeby Macc?
Venha ver ali.
Que achas?
Sim.
"Sim"? Ela est� fant�stica!
Mas tudo bem: o meu irm�o tamb�m n�o me diria isso.
Muito bem. Voltarei � procura da Mel.
Estou com dores de cabe�a hoje.
- Eu estava...? - Estavas bem.
- Engra�ado, na verdade. - Ainda bem.
- D�i muito? - J� tive piores.
Mas n�o recentemente.
Anda ver isto.
Este � quem o Bristow tanto quer encontrar.
Ele vai e volta.
Parece nervoso. Pode ser f� do Deeby Macc,
� espera de ver o her�i. Dez minutos antes da Lula cair.
A c�mara seguinte.
- Depois da Lula cair? - Sim.
O mesmo, a andar rapidamente, menos agitado, com prop�sito.
- N�o � o mesmo. - Porqu�?
Esta camisola tem um log�tipo.
Exato. S�o pessoas diferentes.
N�o se v� a cara deste, mas olha as m�os.
Luvas de pele. O Som� mandou uma camisola
e luvas para o Deeby Macc.
Disfar�ou-se com a roupa.
Sim. Tenho de falar com o Guy Som�.
Para ver se a roupa � do segundo homem.
- Boa sorte. - Tu vens comigo.
Sinto-me como um mamute felpudo numa cerca com gazelas.
Sim. H� cinco minutos atr�s, eu gostava da minha carteira.
Vamos.
N�o, est� aqui agora.
- Desculpe. - As penas.
Vimos � sess�o de Mil�o.
Desculpe.
N�o tem marca��o.
A montanha veio ao Kevin.
� o seu verdadeiro nome, n�o �?
S� preciso que identifique umas roupas.
Saia do meu est�dio.
Acho que s�o suas e est�o envolvidas na morte da Lula.
Isso deve-lhe interessar.
Venham.
Deve gostar de ti.
Isto � seu, n�o �?
Como � que ele arranjou aquilo? Ainda n�o foi lan�ado.
- � mesmo seu? - Esse nariz � mesmo seu?
O porteiro da casa da Lula
fez uma entrega sua ao Deeby Macc.
- O que lhe enviou? - Tricia!
Sim, Guy?
Traz-me uma camisola Deeby Macc e um par das luvas novas.
- O que achava Lula sobre Deeby Macc? - Nada de especial.
Eu dizia-lhe, "Fofa, se ele escrevesse can��es sobre mim,"
"eu punha-me nua � espera dele � porta."
N�o percebo � por que escolheu o Duffield,
com aquela cara de poeta triste,
quando devia procurar uma alma negra.
Ela foi longe com isso?
Procurava o pai, porque era africano.
A m�e era uma parola de Canning Town.
Cham�vamos-lhe Sra. Metadona.
A Cuckoo ia muito � biblioteca.
Ficou toda entusiasmada,
pois o pai era um intelectual.
- Que biblioteca? - N�o sei.
Algures em Russel Square.
N�o prestei aten��o, todos se desligaram.
- Menos a Rochelle. - Sim, ela sabia levar a Lula.
Devem ficar justas nessas m�os grandes e peludas.
Mas a Ciara n�o se queixou.
Ficou avaliado com cinco estrelas, querido.
E ela tem muitos com quem o comparar.
E j� l� est�o.
- A discuss�o come�a. Vozes altas. - Como chegaram � varanda?
Podia ter a porta aberta.
- A nevar... - A Lula sentia-se presa.
- Gostava de a ter aberta. - Ou... Durante a discuss�o,
ela vira e afasta-se dele.
Eu faria isso, se quisesse que ele sa�sse.
Sem ver a Tansy Bestigui a tremer no andar de baixo.
Acho que foi repentino e brutal. A Tansy n�o ouviu pedido de socorro.
Espero que sim. Que tenha sido r�pido.
Tenho pouco tempo e cometo um grande erro.
Deixo aqui as flores,
que aparecem na foto da pol�cia ap�s a queda.
N�o as vou deixar morrer aqui.
Des�o por esta rua... Cabisbaixo...
L� vou eu, de carapu�o e luvas, tendo escapado a tudo.
Ah, encontrei isto.
- Cart�o da biblioteca de... - Soas.
Russell Square.
Podemos ir amanh�, ver o que ela procurava.
Sim. Vou estar com o Bristow de manh�.
- Posso ir sozinha. - Est� bem.
- Bom trabalho. - Obrigada.
- Que � isso? - Skates.
- Quis dizer... - Us�mo-las
na recria��o de uma cena de crime.
Desculpa ter chegado tarde ontem.
- Devia ter ligado. - Foi o que eu disse.
N�o sou controlador. S� estou... Preocupado.
- Eu sei. - N�o costumas ser assim.
Tr�gua?
- Falei com o gerente de empr�stimos. - Ai sim?
Temos de ter rendimento comum se queremos
uma casa boa, perto do metro e de boas escolas.
J� o avisaste do novo emprego?
Ainda n�o.
Um u�sque duplo.
E uma cerveja.
Este � o Charlie, antes de morrer.
- A jogar cr�quete. Jogava bem. - Eu lembro-me.
O Alec dizia que ele ainda iria jogar na sele��o.
E esta � a Lula, no que dia em que chegou.
Adorava essas luvas vermelhas.
Ainda as tenho.
O John disse que trouxe coisas do apartamento.
Lembran�as.
- Tipo o qu�? - Umas coisitas.
Quer que ponha um filme, Sra. B?
- Pode ler a palavra-passe? - Sim. Leopardo...
Leopardo! Querido beb� velho!
- Tra�o, 1942. - 1942: o ano em que nasci.
Bom dia.
Oh! Macarons?
Que sortuda!
- O Sr. Bone trouxe-mos. - Ai sim?
Obrigado. Muito gentil.
S� umas perguntas r�pidas.
Sabias que a Lula estava � procura da fam�lia?
Sim, sabia algo sobre isso.
Tentei n�o me meter no assunto. Por raz�es �bvias...
N�o sabes quem � o pai?
Eu gosto de acreditar que foi o homem que a criou.
- Desculpa... N�o. - Era um estudante africano.
Nigeriano, acho eu.
O Alec disse-me.
Teve de arranjar outro advogado, porque o Tony se recusou.
- Porqu�? - N�o queria que fic�ssemos com ela.
- Porqu�? - Por causa do Charlie.
O Tony disse algo ao Alec que o irritou muito
e houve uma discuss�o enorme.
O Alec disse que o Tony n�o vinha mais c� a casa.
Mas era meu irm�o... Oh, xiu! Esta parte � gira.
Disseste-me que o Tony veio c� na noite da morte da Lula.
Tens boa mem�ria.
Desculpa... Sim.
Eu estava l� em cima, enquanto ele esteve aqui com a M�e.
Eu passei por ele nas escadas.
- N�o viu o filme? - N�o: saiu antes.
- Para Oxford. - Sim.
Vou ver o que descubro sobre os papeis da ado��o.
- Isso seria �til. - Ela adorava aquelas luvas.
- Ol�! Veio buscar o vestido? - N�o. A Mel est�?
Nos provadores.
� a Mel?
Cormoran Strike: trabalho para a fam�lia de Lula Landry.
Vim explicar os perigos legais de gravar
conversas privadas e partilh�-las
sem autoriza��o.
Mas primeiro,
vai dar-me a grava��o que tem no telem�vel.
- Assina aqui. - Tens a certeza?
Nunca tive mais. Eles n�o precisam.
Nem acredito! Vou v�-lo hoje, Roch, depois de tanto tempo!
E aqui, ela espreita a ver se algu�m ouvia.
Estas celebridades, t�o paranoicas...
"Vou v�-lo hoje."
- Quem, o Deeby Macc? - � a conclus�o �bvia.
- Como foi na SOAS? - Ora bem.
O registo da Lula mostra que
ela procurou livros de Hist�ria do Gana.
Mais especificamente, viu v�rias vezes uma tese
de um homem chamado Josiah Agyeman, que era l� estudante.
Agyeman.
- N�o � nigeriano? - N�o, ganense.
A dedicat�ria da p�s-gradua��o parece interessante.
"� minha esposa amada, Ami, e ao nosso beb�, Jonah,
"com gratid�o ao Pastor Jorge Duran da Igreja da Luz Sagrada,"
"por ensinar humildade e f� a quem tanto se desviou."
"A quem tanto se desviou."
Acho que ele pode ser o pai biol�gico da Lula.
Sim.
Tenho de ir ter com um tal de Professor Enright, o orientador dele.
Ainda est� na SOAS, mas estava em aula. At� logo.
Economia pol�tica ganense... Especialmente na altura de Nkrumah.
Eu por acaso gostava de falar com Josiah Agyeman.
O Dr. Agyeman j� n�o est� connosco.
Pode dizer-me como o poderia contactar?
Ele faleceu, h� pouco mais de um ano.
N�o � a primeira menina a vir � procura dele.
A Lula deve ter descoberto o mesmo que tu.
O professor disse que ela ficou triste.
Ele n�o sabia quem ela era?
� um perito em divis�es administrativas
na �frica subsariana.
N�o deve estar a par do mundo das celebridades da moda.
O Agyeman � um beco sem sa�da.
N�o, porque eu procurei pelo Pastor Duran.
O pentecostalista mencionado na dedicat�ria.
A igreja fica em Tooting
e ele tinha muitas fotos da fam�lia Agyeman, inclusive...
Oh, esta n�o.
O Agyeman com o filho, Jonah.
N�o h� d�vida sobre a quem ela sa�a.
Azul, vermelho, azul.
� dos TRF.
Coldstream Guards.
A Lula disse, "Nem acredito que o vou ver hoje."
E no provador da Vashti,
"Vou v�-lo ap�s tanto tempo."
Ela estava � espera dele. N�o do Deeby Macc.
Achou que ia ver o irm�o pela primeira vez.
- N�o acha que... - Vou fazer umas chamadas.
Que triste...
Eu estava entusiasmada...
� costume haver algo triste por tr�s de tudo.
- Onde vais? - Contar ao John, do irm�o da Lula.
Um irm�o?
Sabes, isso faz-me sentir estranho.
Claro que faz.
Odeio o termo "irm�o verdadeiro". Ou "pais verdadeiros".
Os meus pais s�o os que me criaram.
- Podes pensar assim. - O teu pai?
Para Jonny Rokeby, eu n�o passei de uma queca.
Este tal irm�o, este soldado, � quem aparece na grava��o?
Estou a manter a mente aberta.
Falamos � pol�cia sobre o Agyeman?
Desculpa, John. Tenho de ir j�.
N�o faz mal.
Bom dia. Venha comigo, por favor.
Disseram-me que foi soldado.
Em Helmand, certo?
A culpa dela se ter matado � minha.
Isto tudo � culpa minha.
Como assim?
Ela queria ver-me na noite em que morreu.
Mas eu... Acabei por n�o conseguir.
Este �s tu, certo?
Conta-me o que aconteceu.
O meu pai falou-me antes de morrer. N�o sabia se ela tinha tido o beb�.
A mulher com quem dormiu em Londres?
Ele estava a estudar e a minha m�e estava em Accra.
E a Lula liga-te do nada.
- N�o queria a imprensa nisto. - Do telefone da amiga.
Sim, uma Rochelle.
Ficas a saber que tens uma meia irm� supermodelo famosa.
Foi demais para mim. Deu-me cabo da cabe�a.
A Lula, os grandes carros e apartamentos.
- E a M�e. - Eu percebo.
Percebes?
Ia partir o cora��o da minha m�e.
Ela n�o est� bem de sa�de.
De in�cio disse � Lula que n�o, mas ela insistiu...
- Conhecia-la? - N�o.
Ela era... Ela era intensa, sabe?
A certa altura, ela disse, "Fica com todo o meu dinheiro."
Eu disse, "N�o me interessa o dinheiro."
At� disse que me deixaria tudo
no testamento, s� para chatear o tio.
Depois, senti-me t�o culpado.
Se eu tivesse ido, ela estaria viva.
Querer proteger a sua m�e foi um bom instinto.
Ela disse que percebia. N�o queria magoar ningu�m.
E � isso.
Ela estava � procura de algo, sabe?
Soava a boa pessoa.
Acho que o era.
- Depois ligo. - Est� bem.
Persegui��o al�m de ass�dio.
O seu sobrinho disse que esteve na sua irm�
na noite da morte da Lula. � verdade? � o seu �libi?
Por que raio precisaria de um?
- Diga voc�. - Pode provar que n�o estive?
Usou o seu cart�o de cr�dito no bar do seu hotel preferido
� mesma hora que era suposto estar com a sua irm� doente.
Por que n�o queria que adotassem a Lula?
N�o foi...
N�o foi...
A Yvette disse-me que voc� n�o queria a Lula.
Mas n�o deixou de se interessar em proteger a fortuna dela.
Eu sempre quis o melhor para a Lula. Sempre.
Desde o primeiro dia.
Chelsea.
- Bunsen. - Como andas, Shanker?
Pus umas flores na campa da tua m�e.
Obrigado.
Queres alguma coisa?
Isto � a matr�cula de um carro no local habitual.
- Queres que o game? - N�o.
- Anda l�. - Deixa o carro onde est�, n�o tires nada.
Entra e verifica uma coisa.
- Verifico o qu�? - O GPS.
P�e essa morada e v� se aparece no hist�rico.
Ol�, fala Robin Ellacott. Sim, Recursos Humanos.
Queria s� informar que a minha situa��o se alterou
e n�o poderei aceitar o lugar.
Mas por favor diga que agrade�o.
Sim, obrigada.
- Nem fal�mos sobre isto. - Fal�mos, sim.
Est� bem, mas n�o decidimos.
- Isto afeta-nos a ambos. - A mim, principalmente.
Eu... Eu gosto do meu trabalho atual.
Sempre sonhei com uma carreira assim.
Assim? Que eu me lembre, era em Psicologia.
N�o a arquivar papeis para um detetive perneta em Soho.
Fazes parecer que s�o ambas coisas s�rdidas!
Ele ficou sem uma perna a lutar na guerra.
Uma que foi perda de tempo e esfor�os.
Que coisa horr�vel de se dizer...
Bem...
Se calhar, devias conhec�-lo.
- Conhec�-lo. - Sim. Pod�amos...
Tomar um copo depois do trabalho.
E eu voltava sozinho, enquanto tu o ias p�r na cama?
- Esquece. - Estou a brincar.
Estou a brincar!
Foi morta porque fez testamento?
N�o, mas a Rochelle foi.
- N�o percebo. - A Rochelle chantageou o assassino
porque ela sabia do testamento.
- Que est� onde? - N�o sei.
Ele mata novamente se precisar.
- Escrit�rio de Cormoran Strike. - Ligaste?
Patrim�nio contestado.
- � tudo? - Est� marcado.
�timo.
Eu queria falar contigo sobre..
Eu nunca iria para uma ilha deserta com aquele.
O Tony esteve aqui na noite da morte da Lula?
Est� tudo t�o turvo!
A minha mem�ria antiga � boa.
Mas a medica��o torna tudo t�o confuso.
Compreendo.
Mas lembro-me de ti e do Charlie. Sempre grudados.
A tua m�e era modelo ou assim...
- � verdade. - T�o glamorosa!
N�o te pareces nada com ela. O Johnny tamb�m n�o � muito atraente.
O meu marido, o Alec, tinha muitos amigos homossexuais.
C�mara dos Lordes...
Ele n�o se importava que eles estivessem perto do Johnny.
"L� por serem maricas, Yvette,"
"n�o quer dizer que t�m mau gosto."
Est� na hora do almo�o, Sra. B.
Posso ir � casa de banho?
Aqui tem.
Ele est� l� em cima.
� melhor n�o entrar a�.
O GPS tinha a morada.
- Est� bem. - Encontr�mos isto.
Disse-te para n�o...
Isto � de gra�a.
Mas o rapaz ficou triste depois de estar num carro que n�o p�de gamar.
Isto deve amenizar a dor.
Apanhei-o, Wardle.
Soubeste de alguma coisa? Algu�m foi preso?
Vai para casa.
A s�rio. J� n�o estou � espera de ningu�m.
N�o vai acontecer nada hoje.
Eu... N�o aceitei o emprego em Recursos Humanos.
N�o te poderei pagar muito mais depois deste caso...
Eu sei.
Boa noite.
Vou chegar tarde hoje.
O mo�o que aparece nas grava��es. Nunca o descobriram.
�s tu, certo?
Ela disse que tinha medo dele.
Sai de perto de mim!
- Oh, �s tu, John. - Est�s � espera de outra pessoa?
Talvez, mas ainda bem.
Queres piza? Tem uma fatia, mas j� tirei o pepperoni.
N�o, obrigado.
Senta-te.
Pelo trabalho �rduo.
Descobrir o Jonah Agyeman foi um bom resultado.
Que generoso.
A Marsha disse-me que foste l� hoje. Fiquei surpreendido.
- Queres? - N�o, obrigado.
Ligaram-me para ir ter com um poss�vel cliente,
mas afinal n�o existia.
Sim. Pedi � minha secret�ria para fazer isso.
Desculpa, John. Precisava de espa�o.
Tenho not�cias angustiantes sobre o Tony Landry.
Ele sabe que tu mataste a Lula.
- Perd�o? - Ele sabe que tu mataste a Lula.
Talvez n�o o admita, mas ele sabe.
� imposs�vel saber algo que n�o � verdade.
No dia em que a Lula morreu
tu foste ao apartamento dela.
Estavas furioso por ela encontrar o Jonah.
Sa�ste.
Foste at� la abaixo, mas n�o sa�ste do pr�dio.
Estavam a preparar o apartamento para o Deeby Macc.
Pegaste nalguns adere�os.
As flores e as roupas para o escape.
N�o sei quando decidiste matar a tua irm�.
Tal como nunca saberei quando decidiste
empurrar o teu irm�o de uma pedreira abaixo h� tantos anos...
Mas tu decidiste. E depois, voltaste.
Lamento muito, mas n�o sou muito bom com a nega��o desprez�vel
que presumo ter de demonstrar. Eu...
- Estou mesmo desiludido. - Abre.
� isso que procuras, n�o �?
Estava na carteira Som� que a tua m�e levou da casa da Lula.
N�o sabias que tem um forro destac�vel, pois n�o?
Esteve debaixo do teu nariz este tempo todo.
A Rochelle sabia, claro.
- Por isso, mataste-a. - Nunca a conheci!
Ent�o por que � que o teu GPS reconheceu a morada dela?
A Rochelle n�o era assim t�o boa amiga da Lula.
Decidiu chantagear-te.
Ela n�o fazia ideia do que eras capaz.
Do que j� tinhas feito...
A Lula contou-te sobre o testamento na segunda discuss�o.
Isso determinou o destino dela.
Foi tudo para a M�e! A Lula morreu intestada. Eu n�o herdei nada!
Mas herdar�s quando a tua m�e morrer, o que n�o tarda.
Acho que o dinheiro foi sempre um motivo secund�rio...
� inveja.
Esta campainha � da bicicleta do Charlie, n�o �?
Daquela em que ele estava quando caiu � pedreira.
Primeiro o teu irm�o Charlie, depois a Lula.
Contrataste-me para incriminares o Jonah.
Eu sinto muito pela categoriza��o que a tua m�e faz.
O bonito, a esperta, o engra�ado...
Tu sempre foste apenas o segundo.
Por favor! Psicologia popular, n�o.
Est� bem. Eu tamb�m n�o gosto de motivos.
Apesar dos j�ris adorarem. Vamos aos factos que conhecemos.
O Tony sempre suspeitou de ti na morte do Charlie
e tentou impedir outra ado��o
- pois tinha receio pela Lula. - Ele disse isso?
Ele n�o esteve na tua casa.
Primeiro, fiquei desconfiado.
Mas vi que ao lhe dares um �libi,
era ele que te estava a dar um a ti.
O Tony Landry � um covarde fraco,
mas n�o � um assassino. Tu �s.
Acabou.
A tua m�e � uma drogada morta.
O teu pai nem quer saber se existes.
Tens d�vidas at� aos olhos.
Vives no teu escrit�rio e comes fast-food.
- Boa sorte ao dizer isso � pol�cia. - J� disse.
Fica a saber que a pele � porosa.
N�o impede a transmiss�o de provas forenses.
� um erro comum,
mas s� deixa os criminosos transpirados.
Especialmente quando est�o t�o agitados como naquela noite.
Vais para a cadeia por dois homic�dios, John.
Deviam ser tr�s, claro.
John, tu sabes que acabou.
Cormoran?
- Cormoran? - Sai!
Cormoran!
Cormoran, para! Para! Para!
Merda.
Est�s a sangrar. Vou chamar uma ambul�ncia.
E um t�xi.
Eu n�o vou com este canalha.
Lamento imenso sobre a Senhora Bristow.
Estava na hora.
Ela foi em paz.
Por que me queria ver?
Antes de morrer, a minha irm� e eu concord�mos respeitar
a vontade a Lula acerca do Jonah Agyeman.
- Est� bem. - Tamb�m pagarei
quaisquer custos que lhe sejam devidos a si.
Obrigado.
Receio que tenha m� impress�o sobre mim, Sr. Strike.
Eu nunca soube o que aconteceu com o John e o Charlie
naquela pedreira.
Estava ansioso o suficiente para tentar impedir a ado��o da Lula.
Imagine se eu dissesse � Yvette que
ele podia ter matado a Lula.
Imagine o que isso lhe teria causado.
Ela nunca ultrapassou a morte do Charlie e...
Tamb�m estava a morrer.
- Fam�lias... - Sim.
Com certeza, eu digo.
Muito obrigada. Adeus.
O telefone n�o para de tocar.
Obrigado.
- Eu sei o que custou, lembras-te? - � um b�nus.
- Eu nunca te contei. - O qu�?
O que queria dizer
na noite em que o John Bristow te atacou.
Estou cansada de entrevistas in�teis.
Eu gosto disto.
O Tony Landry manteve a promessa e pagou.
Paguei as minhas d�vidas.
Ent�o...
- Podemos fazer disto permanente? - Sim.
Talvez demore at� teres um aumento!
Tudo bem.
Muito bem.
Escrit�rio de C.Strike.
Estamos muito ocupados,
mas deixe o contacto e eu...
Muito obrigada.
Tradu��o: Susana Lino
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