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Original subtitles

- Brenan, peidaste-te? - Não.

- Fede. Tens um rabo fedorento. - Não tenho.

És um menino feio!

Raios me partam...

Gaita!

Sinto-me muito melhor. Fui à casinha.

- Tudo a postos? - Sim, as malas estão na bagageira,

os miúdos estão presos e trouxe-te uma garrafa de água.

- Certo. O que tens na cara, amor? - O quê?

- Essa marca. É uma nódoa negra? - Não sei. Não sei.

- Bateram-te? - Não! Ninguém me bateu.

Estou maluca, é? Tens uma negra no maxilar.

- Quem te bateu? Gene! - Ninguém.

Vou contar até três. Um...

- Dois... - Vá lá.

- Dois e meio... - Não há crise... O Kenny Powers.

- O Kenny bateu-te? - Sim.

Anda a atormentar-te?

Não, estávamos a fazer rap e uma cena do "Rocky" e bateu-me.

- Fizeram uma cena do "Rocky"? - Foi uma brincadeira.

- Não me parece. Vou ligar à April. - Não fales com a April, ouviste?

- Falo, sim! - Eu resolvo isto.

- Gostava de ver isso. - Sou capaz.

- Consegues mesmo? - Consigo! Esquece!

Está bem, vou esquecer o assunto por agora. Vamos embora.

Temos de parar na estação de serviço, já não tenho pensos.

Na natureza, o macho alfa é o mais forte da alcateia,

uma criatura extremamente forte, bem constituída e um líder nato.

Hipopótamos, abelhas, os manos Wayans...

Na maioria das vezes, são os maiores.

Mas nem todos nascem alfa, há animais que se tornam grandiosos.

Usam a mente, ganham respeito e formam alianças.

O vosso pai usou essa técnica com resultados brilhantes.

Agora é a tua vez, filho.

Aplaca os desejos do Dakota, dá-lhe esta galinha chow mein.

Isso. Não tenhas medo, Toby. És o dono dele.

Raios partam, ele não chega lá. Assim estás só a provocá-lo.

É o derradeiro desafio duplo do "Sports Sesh"

e parece que se resume a dois concorrentes.

Agora, o pequeno-almoço dos campeões.

Tarte de maçã com chantilly e uma lata de cerveja.

- Não é preciso! - Kenny Powers sai pelo canal.

Parece que Jed Forney e Guy Young vão decidir o desafio com o taco.

Powers está a acelerar. Jimmy Clay abre a lata de cerveja.

Passamos à trave e Guy Young vai ao chão!

Jed Forney a caminho da pirâmide, a três degraus do topo.

Dois e um! Conseguiu! Agarrou a bandeirola!

Venceu! Apanhou a bandeira laranja!

Jed Forney é o vencedor do desafio duplo do "Sports Sesh"!

Boa corrida, pá!

O "Sports Sesh" volta já a seguir ao intervalo.

- Estúpido, estúpido, estúpido! - Onde tinhas a cabeça?

- Ganhaste ao Guy no programa dele? - Gaita, sou mesmo estúpido!

- Sou mesmo idiota. - Vocês são um prato.

Acham que o Guy se vai importar porque ganhaste um desafio parvo?

Não conheces o Guy Young.

Joguei basebol com ele, acho que o conheço.

- Isto não é basebol. - Isso foi há muito tempo.

O Guy tem mau perder. Faz fita. Se não acreditas, pergunta ao Dontel.

Um ex funcionário amargo, deve ser muito isento.

Pergunta ao Rodney, ele não é de falar mal.

- Diz-lhe, Rodney. - Ele pode ser lixado.

Calma, somos colegas de programa. Eu protejo-te.

- Não deixo ninguém fazer-te mal. - Obrigado, Kenny. Fico-te grato.

- KP! - Guardei-te lugar, mano.

O KP encontrou o nicho dele. És hilariante, o público adora-te.

Também estou a adorar o meu carisma.

Também gosto. Fico feliz por te ter aqui, KP.

Guy, não quero parecer estranho,

mas estás a tornar-te o meu melhor amigo.

Não digo isso a qualquer um. Já tive um melhor amigo.

Morreu de repente, de overdose. Estava sozinho em casa.

Depois da minha experiência com o Shayne,

nunca pensei voltar a ter um melhor amigo como ele.

- É muito bom ter um melhor amigo. - É a cena mais brutal de sempre.

- O que fazes no fim de semana? - Eu?

Tenho de ver na agenda, mas nada.

Tenho um evento de caridade. É a corrida de barcos dragão.

Barco dragão. Soa-me a algo de origem asiática, correto?

É verdade.

O que dizes? Queres fazer uma corrida comigo?

Queres fazer parte da minha equipa?

Graças às artes marciais, os meus músculos arrasam em cenas orientais.

- Quanto vamos receber? - Nada. É para a caridade, Kenny.

Só tens de escolher uma organização e está feito.

Vou levar esta amizade com calma, mas mudaste a minha vida.

O mínimo que posso fazer é ajudar-te nesta batalha.

Adoro!

Vamos lá!

Dez segundos para descolar.

Vai ser brutal.

Stevie, não é hora de brincadeiras. Preciso de falar contigo já.

Arranja-me uma obra de caridade para eu representar numa regata.

- Calados! - Que raio?

Peço desculpa pelos meus filhos. Percebi que não consigo controlá-los.

Stevie, preciso que te concentres. Escolhe uma boa causa para eu ajudar.

Preciso de algo porreiro e depressa.

Sei que andas obcecado, por isso, nada de Fundação da Pila Murcha.

Era mesmo essa que ia sugerir.

Por falar nisso, fui ao médico das pilas

e ele disse que o meu problema é psicológico.

- Isso é bom, certo? - Não! Claro que não!

Se fosse físico, podia desentupi-la e voltar a fazer amor.

Cientificamente falando, o que se passa aí em baixo

é que os teus músculos sexuais olham-se no espelho e dizem:

"Credo, não há mulher neste mundo que me deixe papá-la."

- Isso faz sentido, Kenny. - Não tens brio no teu aspeto.

Tenta fazer um corte de cabelo caro e compra camisas que não sejam roxas.

- Não gostas de roxo? - Deixa a tua pila guiar-te.

O coiso sabe o que quer vestir e quer ser um bonzão.

Roupa nova, Stevie novo.

O coiso quer ser um bonzão.

É isso mesmo. Seus sacanas sensuais.

Tão suados, tão crus, tão genuínos.

Ângulo enviesado.

A regra dos terços a bombar! Isto é uma cena à "Amor Cão".

Finjam que estão a escavar a antiga cidade do El Dorado.

Quando encontrarem o tesouro, salvarão a aldeia.

- Kenny! - Tu do carrinho de mão!

Finge que estás a ser perseguido pelo chupacabra. Mais depressa.

Amor, o Gene e o Tel andam esquisitos contigo?

Não, só chatos como de costume.

Descobri que fizeram a noite do esparguete sem nós.

Mas como? Nós inventámos a noite do esparguete.

A Viv descaiu-se. Ia jurar que se passa alguma coisa.

Não quis dizer nada, mas o Gene anda a pregar petas.

- Como assim? - Mente sobre as relações dos outros.

- Tudo inventado, sem fundamentos. - Meu Deus.

No outro dia, falou-me do Tel.

Disse que ele anda no Chat Roulette a ver se lhe fazem bicos.

O Tel adora a mulher, nem sabe mexer no Chat Roulette.

Faz-me pensar se o Gene não será infeliz no casamento.

- Está com a Dixie. - É ainda pior.

Sabes, acho que ela me julgou por ter bebido no parque aquático.

- Meu Deus. - O que foi?

- Já percebi. - O quê?

Aposto que a ofendeste quando estavas bêbeda

e agora está a virar isso contra ti e a isolar-nos dos vizinhos.

- Eles que se lixem? - Sim!

Olha como a nossa vida melhorou. Estamos podres de ricos.

Temos um exército de trabalhadores. Nunca fomos tão felizes, pois não?

Vês aquele ali? Vês o broche que o Titi tem ao pescoço?

Era da tua bisavó.

Usei-o como incentivo ontem para quem trabalhasse melhor e ele ganhou.

O Titi foi quem escavou mais.

- Acho que consigo. - Não, podias...

- Se tiver balanço, passo obunker. - Se for com força.

Tudo bem, Gene Ruim? Como está esse maxilar?

Não me bateste com força, não dói muito.

Mariquinhas.

Sei que a coisa se descontrolou, estávamos passados.

Droga, sexo, incesto.

Sim, vamos recapitular a noite. Eu estive lá, sei o que aconteceu.

Também assisti a comportamentos suspeitos da vossa parte

e posso falar deles, se quiser. - O quê? Não fizemos nada.

Eu sei, é o que estou a dizer. Nem eu.

- Ninguém fez nada. - Tudo bem.

- Esqueçam. - Ótimo.

Sei que fizeram a noite do esparguete e não nos convidaram.

Por mim, estou-me a borrifar.

Mas magoaram a April e não aceito isso.

- Deixa as mulheres fora disto, sim? - Tudo bem.

- Deixa as mulheres fora disto! - Está bem, calma!

- Agora tu, Tel. - Desculpa.

- Tens trocos? Onde tens os trocos? - Para quê?

Quero uma limonada rosa. Deem-me guita. Têm trocos?

- Não tenho nada. - Vou deportar-te para o México.

- Quero ver-vos jogar sem bola. - Vá lá.

Nunca testemunhei um comportamento tão repugnante.

Deixem as mulheres fora disto, seus bullies.

- Os tacos vermelhos são teus, Gene? - Sim, são os meus Callaway.

Caraças, por que me trouxeste à "Cidade de Deus"?

- Não há burgueses por alguma razão. - Acho que vais gostar.

Espero bem que sim, falta pouco para a regata.

É aqui. Topa.

O que é isto? Os putos têm todos SIDA?

Não, são pobres! Vais salvá-los do gueto ensinando-lhes basebol.

Miúdos negros a praticar desporto não é preocupante! Ninguém vai ligar.

Vou enfrentar pesos pesados. SIDA, floresta tropical e fibrose cística.

Não subestimes a causa, tem muito potencial.

Um destes miúdos pode ser o próximo Babe Ruth.

Mas eu quero o próximo Rock Hudson ou Liberace.

O Guy Young tem a SIDA! E eu? Quero a porcaria da SIDA!

A SIDA é difícil de apanhar. Todos os famosos querem a SIDA,

mas já não estamos nos anos 80. Já não basta sentarmo-nos na sanita.

Mas toda a gente adora miúdos negros pobres.

"Diff'rent Strokes", "Mentes Perigosas", o Urkel...

A culpa dos brancos, tens de alinhar.

"Um Sonho Possível" foi campeão de bilheteiras.

Estou desiludido contigo, mas vou dar a volta.

Desculpa! Detesto desiludir-te, mas estou transtornado com a pila.

Ouve, não é um polo que vai salvar a tua autoconfiança.

Escolhes roupa muito croma. Não admira que não a ponhas de pé.

Nem deve conseguir respirar. Calças de poliéster... És um tanso.

Desculpa ter-te desiludido.

Só ficaria feliz se eles tivessem todos SIDA.

Comias esparguete com o Gene e a Dixie e agora olha para ti.

Isto é a classe alta, a elite.

Têm de perceber que somos como eles. Sê linguisticamente impecável.

Fala de finança, história antiga, industrialismo.

- Tens de ser o Bill Riley com mamas. - Está bem.

Tens um lenço de papel?

Inclina-te para a frente.

Estás pronta para brilhar. Vamos entrar na elite.

- Olá a todos. - Parece o Neo, não é?

- Pois parece. - Muito fixe.

Diz-se que as antigas corridas de barcos dragão eram tão competitivas

que os concorrentes se agrediam com bambu para afogar o adversário,

com o único objetivo de conquistar a vitória para o poderoso dragão.

Eu e muitos amigos estimados... O Kenny P está cá.

- Olá. - Olá.

É uma honra navegar estas belas embarcações

em nome das nossas organizações. A minha é a SIDA do Guy.

- Qual é a tua, KP? - Putos negros.

Putos negros...

Vamos começar as festividades.

O sacerdote Shen-Quan... Disse bem?

Ele vai oficiar o despertar do dragão.

O sino é para os simbolismos.

O que ele disse. Vamos à festa!

- É um prazer, April. - Tão lisonjeiro.

- Estás linda. Deslumbrante. - Obrigada.

- Vamos beber um copo, April? - Está bem.

- Deixemo-los falar. - Sim.

Ela é deslumbrante, Kenny. Como arranjaste uma mulher daquelas?

- Fiz uns jogos mentais. É infalível. - Adoro.

A tua também é uma brasa, parece a dama do "Transformers".

- Conheci-a numa casa de banho. - A sério?

- Somos uns grandes sedutores. - Podes crer.

- Nem mais. - Olá!

- Ali está ele! - Valha-me Deus.

- Olha quem é ele. - O sal e pimenta chegaram!

- Como vai isso? - Tudo bem, amigo?

- Tudo bem. - Como estás, Cheryl?

A patroa trouxe a famosa tarte de pêssego dela.

- É verdade. Prometi que te trazia. - Eu lembro-me e estou em pulgas.

Põe-na ao pé dos outros bolos e já lá vou provar.

- Já vou ter contigo. - Adorei ver-te.

Prometi que nadava com ela e lhe sussurrava palavras de amor.

Se tiver sorte, enfia-me um dedo no bueiro.

- Brincadeiras anais. - Olho cego!

Se estivermos na água, deixem. É porque há festa.

- Vai-te a ela, leão. - Força nisso.

O Jed Forney... Santo Deus!

- O Forney é porreiro. - Não é nada.

É foleiro, chato e graxista. E a mulher dele trouxe tarte.

Mandei vir bolos da Sweet Lady Jane, não vou comer a porcaria da tarte.

Eu sei, trouxe-a num Tupperware. A apresentação está muito aquém.

- Lembra-me o meu irmão mais novo. - Como assim?

A mulher dele parece um rapaz. Tem cabelo curto, mamas pequenas,

rabo achatado, pernichas de puto e dedos curtos.

- Parece o Pimentinha. - É repelente.

Nem quero imaginá-los a fazer sexo. Bom, vou falar com os mecenas.

- Claro. - Campeão. Obrigado por teres vindo.

- Na boa, na boa! - Campeão.

Kemosabe, estás com eles de fora.

Tens o escroto e os tintins a sair da fralda.

Olá a todos

e sejam bem-vindos à Escola de Basebol do Kenny Powers!

E agora, aqui está ele... Kenny Powers!

- 'Tá-se. - Porreiro.

- Brutal. - Curtido.

- Descontra. - Cagueiros.

Conversa séria.

É para isso que estamos aqui hoje. Sei o que estão a pensar.

"Quem é que este branquelo julga que é, este cara pálida?"

- Não pensem essas cenas. - Não sejam racistas.

Porque este sacana deste branquelo,

doravante, é o vosso representante.

Decidi bater-me em vosso nome numa regata de caridade.

Haverá outras causas muito mais interessantes,

como a Doença de Lyme, fenda palatina, guerras e florestas.

- Cancro da mama em adolescentes. - Mas não temam.

Prometo a todos e a cada um de vocês que vou ganhar a regata.

- Podem crer! - Deixa-me falar, Stevie.

Vim expiar as atrocidades dos meus antepassados.

Acham que me orgulho de descender de um sacana desdentado de peruca?

O George Washington não fez puto! Pode chupar aqui, odeio o maricas!

É calão de rua, pessoal. Espero que percebam a nossa cena.

- Não vamos estar com brincadeiras. - Este campo de basebol é uma treta.

Há um pântano no fundo do campo e um tampão usado na segunda base.

Mas agora que sou o vosso líder, tudo vai mudar.

Ganharei às outras obras de caridade, vou ganhar a guita, o pilim

e vou gastá-lo aqui. Vamos comprar um sofá novo.

Vamos mudar as vossas vidas e sinto que a mudança já começou.

Aleluia.

Preparem-se para a vitória. Têm o campeão do vosso lado.

São uma plateia ou um quadro?

Reajam, por favor!

A sério? O Gene e a Dixie têm visitas outra vez, não compreendo.

Qual é a deles? Tenho de ir lá tirar isto a limpo.

Não faças isso, April. É exatamente o que eles esperam que faças.

Se têm algum problema, têm de desembuchar.

Irritaram-te, eu sei.

- Podes ir comigo? - Não preferes mandar mensagem?

- Não ia resultar. - Queres ir lá pessoalmente.

Kenny, não estou a brincar.

- Lá vem ele. - Pronto.

- Tel, corta o queijo. - Aqui está a travessa.

- De certeza que foi no aeroporto? - Olá.

Dixie... Olá, pessoal. Eu não demoro.

Como correram os teus jantares nestas duas semanas?

Vi o pessoal e não recebi o convite. Deve ter ido parar ao spam.

Não sei se isto é uma piada, mas é muito passivo-agressivo.

Não é uma piada, estou zangada contigo.

Sinto-me excluída e tenho sido uma grande amiga.

- És uma boa amiga, mas... - Já sei o que é.

O quê?

Ficaste zangada comigo por me ter embebedado à frente dos miúdos.

- Pois, não foi isso que me irritou. - Então, qual é o problema?

O meu problema é o teu marido! O teu marido deu um soco ao meu.

- Como? - É verdade, deu-me um soco na boca.

- Mentira! É mentira, é invenção. - Não mintas.

- Sim! Deste-me um soco na boca! - Não digas que te bati!

- Um de cada vez! - Acertaste-me em cheio na boca!

Um de cada vez! Nesta casa, fala um de cada vez!

Tudo bem. Cala-te, Gene, é a minha vez.

Credo! Um de cada vez.

Muito bem.

Não fui totalmente sincero sobre o que aconteceu no parque aquático.

Podes crer.

Depois de se deitarem, eu e os homens fomos beber um copo ao bar.

Encontrámos uns fãs meus que nos convidaram para uma festa.

Quando chegámos ao quarto, a festa era mais selvagem do que pensávamos.

Havia raparigas...

... e o Gene fez sexo oral desprotegido.

- O quê?! - O quê?

- Gene... - O Gene fez sexo anal.

- Isso é mentira! - É verdade.

- Não! - Entrei no quarto...

Disse-lhe: "Gene, és casado." Dei-lhe um soco porque fiquei varado.

- Não queria ver aquilo. - Não fiz sexo com ninguém.

- Podes confirmar, Tel? - Sem dúvida.

Senta-te, imediatamente! Tu ficaste a assistir, Tel.

- Tel! - E bateste uma.

- Ele ficou a ver e bateu uma. - Disseste que a coca foi o pior!

O quê? Cocaína? Cocaína é droga!

Não consumi cocaína. Havia cocaína, mas...

- Por que não me contaste?! - Tem calma! Não fiz nada!

- Diz qualquer coisa, Kenny. - Pila de coca! Qual é a tua?

- Não fiz nada! - Toma lá queijo, seu rato! Come!

- Vai-te lixar. - Odeio-te!

- Odeio-te! - Dix! Não consumi droga, Dix!

Dix!

É este o preço da mentira.

É o que acontece quando não somos leais com quem nos comprometemos.

É melhor a noite do esparguete ficar por aqui. Tel, levanta-te e baza.

- Amo-te tanto. - E eu a ti.

Vamos lá.

Olá!

- Kenny P! Tudo bem, campeão? - Maravilha. Tudo bem, lindo?

- Como te sentes? - Fantástico, pá.

Assimila tudo.

Aqui está o teu campo. Pronto para bater estes sacanas?

- Guy Young e Kenny Florzinha. - Tudo bem, Dontel?

Dontel... Já arranjaste emprego?

Não te preocupes, as barraquinhas aceitam senhas.

Quero pedir-te desculpa, Dontel. Desculpa ter-te estragado a vida.

- Deve ser lixado. - Toma!

Não, não, não há crise. Para ser franco, tenho pena de ti,

tens de trabalhar para esse sacana falso e inseguro.

Não é novidade nenhuma para ti, certo?

Olha bem para ti. Estás obcecado por mim.

- Não, não. - Queres comer-me aqui? É isso?

Não, percebeste mal. Sei porque correste comigo.

- Então, porquê? - Viste que ia ficar no teu lugar.

Mas hoje o importante é a caridade.

O que interessa é a SIDA, os putos e a diversão.

Vamos esquecer isto por agora.

- Na paz, coiros. - Adeus, Dontel. Seu falhado.

Todos vocês.

Estamos aqui para mostrar ao Dontel que é um falhado.

- Esquecem-se sempre do que são. - Podes crer.

Vamos dar-lhes uma abada e deixar as organizações deles sem cheta.

Espera aí, Jed. Deixa-me ajudar-te.

- Muito obrigado, Kenny. - Pronto, amigo.

És bom rapaz.

Guy, pareces muito à vontade a esfregar esse pau preto.

Parece o coiso do Dontel.

Aos vossos lugares.

Preparados...

Aos vossos postos!

E lá vão eles! A regata de barcos dragão começou!

Vamos lá!

Vamos!

- Já temos um barco na dianteira. - Vamos lá, remem!

Mais depressa!

Remem, remem!

Vamos lá!

- Depressa! - O número dois ganha terreno.

Vamos lá, rapazes, força!

Força, força!

Remem!

Número dois a ganhar velocidade e a aproximar-se do primeiro.

Que raio? Vamos lá, Forney, estás a atrasar-nos!

- Estou a dar o meu melhor. - O número dois aproxima-se!

- Cuidado! - Estão equiparados.

Mantém o ritmo, Forney, meu grande poltrão!

- Estou a tentar! - Não eras um atleta?

- E sou! - Vais fazer-nos perder!

- KP. - O que foi?

Atira-o do barco. Atira o Forney borda fora.

- Estás a gozar? - Atira-o, já! É um peso morto!

- Não! - Atira-o borda fora!

Não, Kenny!

O barco número um livrou-se de um elemento!

O barco número um está a avançar depressa.

Força! Força!

O barco número um ganhou a regata!

Chupa aqui! Chupa!

Olha para aquele palonço. Ia-nos lixando a corrida.

- Estiveste bem, Kenny. É bom ganhar. - É fantástico.

- Vai tomar banho, hoje vamos dançar. - Isso mesmo.

Na vida, nunca sabemos de onde surge um inimigo.

Um desconhecido que nos ultrapassa,

um gajo que nos lança olhares esquisitos nos lavabos

ou amigos queridos que nos traem por inveja.

Mas quando o inimigo aparece, tem de ser atacado com instinto animal.

- Os miúdos estão a dormir? - Sim.

Ótimo, porque a pila está de volta.

Graças a Deus!

Os mortais hesitam.

Os reis agem.

E o mortal que age...

É um sacana que chega a rei.

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