All language subtitles for Anjos do Arrabalde (Carlos Reichenbach,1987 )

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Deixe de frescura!

Oi, seu Domingo. Tudo bem? Tudo bem.

Como vai, dona Neve? Oi, dona Carmo. Tudo bem?

Eu tomo conta do carrinho pra senhora.

Oi, Cidinha. Tudo bom?

Oi, tudo bem?

A Holanda tá aí? Ela tá sim. Pode entrar.

Oi, Holanda.

Até que enfim!

Olha quem está aí.

Cadê o beijo da tia?

Mas ela está linda, hein, Carmo?

Cresceu tanto.

Você vai ficar parada aí? Vai lá ver seus amigos, sua turminha.

A Lucinha fica aqui com a tia, não fica?

Vai!

Oi, Danilo. Oi, Carla. Tudo bem? Tudo bem com você?

Deixa eu ver.

Espera.

Espera.

Vem cá.

Cair.

Entra. Com licença.

Oi, Darlia. Querida.

Gente, o que foi que eu ensinei para vocês?

A tia voltou!

O que é que está acontecendo aqui, hein?

Oi,

Rosa. Tudo bem?

Tudo bem.

O que é que houve?

Nada. Eu fui à feira e resolvi dar uma passada por aqui.

Você é louca.

Conseguiu se livrar desse inferno.

Está com a vida arrumada.

Volta só para ver os pestinhas.

Para ver as amigas também.

Te conheço.

Essa molecada não tem jeito, não.

Não aprende nada.

A gente se esforça à toa.

É, às vezes eles são difíceis, mas com jeito... Obagem.

Vai me dizer que você resolveu voltar.

O Henrique cedeu, é?

Que isso, Rosa?

Está a maior zorra lá na tua classe.

Vá embora, não. Espero recreio.

Essa daí não tem jeito, não.

Não gosta daqui, não gosta dos meninos.

É, mas ela sabe ensinar. É inteligente, né? E daí?

As crianças morrem de medo dela.

Depois é que mais castiga, que mais reprova.

Está cheia de reclamação dos pais, viu?

É, a situação dela é delicada, mas... E ela ainda facilita.

Sabe, tem uma ótima professora querendo assumir aqui.

Você não vai fazer isso, Holanda.

Se ela pelo menos fosse como você.

Aqui todo mundo te adora.

Não adianta que eu não vou voltar, não adianta.

Oi, Lígia.

Como vai? Tudo bom.

Olha quem está aqui.

Oi, Luiz Antônio, tudo bem?

Quer dizer que sua mãe resolveu deixar você voltar a estudar?

A senhora pôs na cabeça da mãe. Você não queria?

Ah, a senhora foi embora.

Ah, mas a tia Dara tá aí, né?

Ela não é legal?

É, mas é diferente.

Pronto, mocinho. Sal e sal.

Não precisa mais voltar, né, tia? Claro que sim. Você ainda tem duas caras pra

cuidar. Ih... Escuta, Lígia. Dá pra você dar uma olhadinha nos dentes da

Lucinha? Claro.

Senta aqui, querida.

Senta mais para cá.

Abre.

Tudo bom?

Vem cá que eu tenho uma surpresa para você. Para mim?

É, vem.

E você também vai ser professora? Não.

Não?

Não adianta a Holanda vir com chantagem emocional que a Carmo não vai voltar,

não. É, qualquer dia a festa vai ser para vocês duas.

Deus me livre.

Aí, Nelson, como é que é? Tudo bem.

Tchau. Boa sorte.

Opa.

Que beleza.

Que elegância.

Estou elegante?

Dá para confiar, hein? Vem.

Conseguiu alguma coisa, Dalila? Nada, ela não quer falar.

Oh, minha filha, assim não dá.

Assim fica impossível te ajudar.

Oi, gaúcho.

Sinto o cheiro de colônia no ar.

Só podia ser o meu amigo Henrique.

Está ficando meio boneco, hein?

Para a merda. Como é?

Conseguiu livrar a cara do pé de anjo lá do Carandiru? Não. Está difícil a beça.

Você não é a filha do velho Jair que conserta a rádio?

Filha do velho Jair?

Não é você que de vez em quando vai lá em casa fazer as unhas da Carmen? Eu não

sou do bairro, moço.

O que foi que houve com ela?

A turma achou ela perto da estrada velha de Perus.

Abusaram dela.

Mas ela não quer dar a ficha.

Está com medo, não é?

Foi o namorado, não foi?

Eu não tenho namorado.

Gostou da sacanagem.

Deixa disso, doutor.

Foi ele, não foi?

Não, senhor.

Não precisa ter medo, não, minha filha.

Eu vou botar esse cara na cadeira.

Quem é a beldade?

Um puto que anda comendo o bairro inteiro.

E deve ser muito competente, porque ninguém dá queixo.

Foi esse cara, não foi, bem? Não foi.

É fácil a gente descobrir, minha filha.

É só chamar um médico, fazer um exame, encontrar esperma. Deixa a menina,

gaúcho.

Está dispensada, minha filha.

Já perdi muito tempo com você.

Tchau, pessoal. Depois eu falo com vocês sobre... Espera aí.

Venha, eu levo você para cá. Não, eu moro longe.

Está mentindo.

Não precisa ter medo.

Me deixe em paz.

Vou para a cidade e deixo lá.

Esquece.

Chegou o chefe da família.

Até que enfim, Rosa.

Pois é.

As normalistas do Silveira Sampaio atacam novamente.

Você andou pela escola, né?

Foi.

A carro não faz falta na escola.

Ah, vi uma menina na delegacia parecida com a filha do velho Jair.

A Ninha?

O que foi que houve com ela?

Deve ser pra mim.

Espera aí que eu vou atender.

Como é que vai o seu irmão?

Está internado?

Está em casa.

Como todo homem, corre lá atrás da faxineira.

Cuidado, hein?

Estas coisas vêm no sangue.

Aquele teu cliente esquisito está aí de novo.

Com licença, hein? O trabalho me chama.

Se você demorasse mais um pouco, os dois pegavam. Por que? Ele andou te

provocando?

A gente se entende.

Então, doutor, dá pra levar o irmão com isso aí?

Eu vou dar um jeito.

Você não larga mesmo desse fogão, não é?

Mas que desperdício. Fica aí se matando por causa de um pé rapado.

O que foi isso na sua perna?

Foi o João?

Você é trouxa. Vai ver, gosta de apanhar. Devia cobrar.

Forrada comigo, eu custo o dobro.

Eu nasci na mesma merda que você e estou por cima.

Homem pobre é minha, não dá pé.

Não dá pé.

Chega!

O Nivaldo... O Nivaldo me comeu na barra. O Nivaldo?

Aquele cara da aeronáutica? Ele até me ofereceu dinheiro.

Babaca!

Eu quero que esse cara morra.

Como é que é? Tá com a grana?

Não. Pô, o bagulho tá em cima.

Tô liso, cara.

16.

Os dois estudavam na mesma classe, na quinta série, e moravam na mesma rua, na

periferia de Guarulhos, a 20 quilômetros de São Paulo.

Ontem, Amarildo fez 16 anos, e a família esperava por ele para comemorar o

aniversário.

Você mexeu no dinheiro da faxineira?

A faxineira é louca.

Ela vive botando a culpa em mim só para receber duas vezes.

Além do mais, ela é feia e velha.

Ainda bem.

Assim você não dá em cima dela.

e marcas de tiro no muro e no porção da escola.

A morte dos estudantes revoltou todo o bairro. Sem encontrar os culpados, a

população responsabilizava a própria escola.

Assustados, alguns alunos choravam os colegas mortos e pediam que a escola

poupada.

Ana. Ana.

Você quer café?

O que foi que aconteceu?

Nada. Eu caí no quintal e me machuquei um pouco.

Deixa eu falar, tá?

Não precisa fazer isso.

Olha aqui, por que nós não conversamos sobre isso, hein?

Calminha, tá? Você acha que eu ia fazer isso com você?

Escuta, não acha precipitadamente, tá bom?

Por favor.

Olha, vamos conversar sobre isso.

Já falei uma porção de vezes que não quero saber daquela sua amiga meio

esquisita aqui em casa, hein?

Outra coisa, não vale a pena ficar se martirizando.

Você já saiu da escola?

Esquece.

Eu gosto da Dália.

Eu acho uma mulher inteligente, generosa.

Todo mundo sabe que o negócio dela é outro.

Das suas amigas, quem eu gosto mesmo é a Rosa.

Ela também gosta de você.

Ah, é?

É.

Eu acho que ela tem uma quedinha por você.

Mas no fundo, no fundo, acho que... ela tem inveja da minha segurança com você.

Depois ela gosta desse seu jeitão aí, meio... meio careta.

Porra, sou careta?

Eu tô pensando em convidar a Rosa e o Gaúcho, que é louco por ela.

Pra passar um fim de semana com a gente lá na Praia Grande.

Ah, mas o gaúcho não é homem pra ela, não. O quê? O gaúcho não é homem?

É que a Rosa tem um cara.

Casado.

O gaúcho dando sopa, solteiro.

Ah, eu achei uma menina que cobra uma ninharia.

Eu podia pagar com as minhas economias, hein?

O que é que você insiste em ter empregado, hein?

Você sabe muito bem que a nossa situação ainda não tá legal.

É para ajudar um pouco, só.

Você quer arranjar motivo para poder sair zanzando por aí, não é?

Eu estou atrasado. Tchau.

Bom dia, pai.

O Baiano te botou para fora?

Você anda apanhando dele.

Deixe -me trabalhar aqui com o senhor.

E se ela sabe fazer alguma coisa?

O senhor ensina.

Aqui não tem nada para você, não.

Fechou algum pra mim?

Tá em cima da geladeira. Tô pra feijão e detergente.

Se sobrar troco, não exagera.

Bom dia.

Bom dia, dona Dália.

Tá bom, Mané. Eu tô com pressa. Mas eu mal comecei.

Passa a chave, senão eu vou chegar atrasada.

Tchau, Mané.

Falou, Dona Dália.

Oi, Dona Dália.

Vem, entra aqui.

A senhora não está precisando fazer as mãos?

Está precisando de dinheiro, não está?

Ah, eu quero trabalhar.

A senhora não me chamou mais?

Pega a minha bolsa no banco de trás.

Pega.

Pega a carteira.

Pega o dinheiro que tem aí.

Não tem muita coisa mesmo.

Só deixo trocado pela gasolina.

Você andou apanhando do seu homem, não é?

Não, senhora.

Quer passar o dia lá em casa?

Você tem medo do Afonso?

Ele é meio maluco, não é?

Ele não é bom da cabeça mesmo.

Esqueça, Holanda.

Que porcaria.

Olha aí,

Rosa. Vem com a gente almoçar.

Obrigada, Day. Eu quero ir para casa.

Está certo.

Boa sorte.

Mas que moleza, Rosa.

Foi o ônibus. Entra aí logo no carro que eu tenho pouco tempo de almoço.

Pode ficar tranquila que comigo por perto ele não vai fazer nada.

Terminou de bater o texto?

Uma boa parte.

Desculpe, eu não sabia que você estava acompanhada.

Vem cá.

Eu sou noivo dela. Ela não te contou?

Mentira. Só um amigo.

Vem que eu te faço um café.

Não quero só um café.

Estou com fome.

É.

Sabe o que falam da senhora?

Sei. Por que a senhora não casar com o moço?

Aí ninguém vai poder falar mais nada.

Aí. É uma ótima ideia.

A gente até pode levar o Afonso na nossa lua de mel.

Você é um cretino.

Ela é uma gracinha, hein? Onde é que você a descobriu?

Ela é minha manicúria.

Ah, é?

Estou precisando fazer as unhas.

Aí, Aninha, aproveita. A Carmona é rica.

Pode pagar muito bem.

Pega os óculos.

Tarde já.

Fica mais um pouco, por favor. Você gozou?

Precisa perguntar? Precisa, você anda muito fria.

Foi bom, foi muito bom. Foi bom nada. A hora, estava preocupado com a hora. Você

também não ajudou nada.

É que a gente se vê tão pouco. Então, devia ter sido ótimo.

Culpa minha.

Claro. A Sônia gosta, ela não reclama, ela está sempre afim. Ela tem você.

Conversa, sei que não vibra.

Mas foi bom, eu senti... Sentiu o quê?

Você não chora, não grita, não arranha, não faz nada. Parece uma múmia. É o meu

jeito. Você não pode ser assim. Tem que reagir. Sou eu que faço tudo. Para que

isso? Para ver se você chora, pelo menos.

Não choro.

Está vendo, Rosa? Assim não dá.

Suárez. Me larga. Você não quer. Não inventa, não. Me larga.

Eu quero, sim.

Não esquece da pílula.

Não precisa.

Não inventa, não.

Eu sou estéreo.

Está falando sério? Você é estéril?

Sou.

Então você me fez de palhaço esse tempo todo?

Sabe disso faz muito tempo?

É louco.

A gente passou três meses transando com preservativo. Nessa época você me amava.

E as pílulas que você tomou? Tudo fingimento?

Estou com fome.

Pede um sanduíche.

Pede dois, os mais baratos.

Você estava brincando comigo, não estava?

Não.

Alô?

Oh, Dalia, você poderia arrumar uma empregada, hein?

Tá louco?

Já viu meu lerite?

E tem o Afonso, que vive dando em cima delas. A Aninha que diga.

Não é, Aninha?

Ele é meio tarado.

Eu vou arrumar uma que faça o serviço de cama e mesa pros dois.

Você não tem o que fazer, não?

Tá de folga, é?

É, não tô nem aí com essa revista.

A gente escreve meia dúzia de besteira por semana e não muda nada.

Tô de saco cheio.

Depois que eu tô aqui é porque eu gosto.

E o importante pra mim é esse livro que eu tô escrevendo agora.

Eu me sinto bem aqui na periferia.

Aqui eu sinto cheiro de gente.

Podia estar aí, nas melhores boates.

Whisky importado, caviar.

Mas eu tô aqui.

É muito mais autêntico.

Tá pronto.

Diz pra tua amiga casar comigo.

Vai a merda, Carmona.

Pronto. Parabéns, hein? Tá ótimo.

Eu já tô indo, dona Adália.

Ah, não.

Tira esse dono, pelo amor de Deus.

Por que você não fica aqui?

A casa é grande, tem um quarto vazio.

Pode ficar.

Não, eu tenho que ir mesmo.

Pode deixar.

Acompanho -a até a porta.

Tchau.

Nilo.

Nilo. Opa. Nilo.

Você vai me desculpar, mas estou de saída.

Então, eu espero. Está legal.

Como é que é, rapaz? Tudo bom, Grancho?

Vocês estão indo para onde? Estamos indo aqui perto no desmanche dar uma batida.

Estou nessa, hein?

O que é isso, rapaz? O negócio lá é chumbo grosso e tu tá meio fora de

o que interessa tá aqui dentro, quer ver?

Vamos lá.

Que gracinha que ela é.

Você tem bom gosto.

Não faz, meu gênero.

Que tal uma rapidinha aí?

Escruto. Faz tanto tempo que a gente não faz.

Até já esqueci como é. Eu te ensino, professora.

Como vai, Afonso?

Tem sopa?

Você podia pelo menos avisar.

Quando você chegar.

O que

é que aquela vagabunda estava fazendo aqui?

Almoçando, por quê?

Ela é galinha, sabia?

Bom, eu vou saindo.

Onde estão as folhas que você bateu? Na sala, em cima da televisão.

Você gostou do que você leu?

Erudito demais.

Não vai vender nada.

Ótimo. Não é para vender mesmo.

Então não conte com dinheiro para sustentar suas mordomias.

Eu sou um homem simples.

Você quer algum por conta?

Não, hoje eu não preciso.

Então eu já vou indo.

Se você quiser, a gente pode trabalhar junto.

Trabalhar?

Você entendeu.

É só dar um jeito nesse teu visual.

Trançar umas roupinhas mais incrementadas.

Eu financio pra você.

E o João?

Ih, larga o João. Se você pintar com uma grana legal, eu tenho certeza que ele

nem vai perguntar de onde veio.

É mole, Aninha.

Eu te dou um banho de loja. A gente se trança direitinho.

Depois saí pra Moema.

Vai chover, jornal.

Não dê bola pra ele, Valério.

Deixa comigo.

Como é que é, Nivaldo? Não vai me convidar pra dar uma volta na sua moto?

Não tô te entendendo, menina. Faz mó tempo que eu venho te cantando e você

quis me dar bola.

É que a Aninha me falou que você é muito especial.

Ah, é?

Então, como é que é? Vamos ou não vamos?

Qual é?

Sobe na garupa.

Pra onde eu vou te levar, hein, garota?

Problema teu.

Mirim, lá no quarto.

Carioca, lá no fundo.

Vem comigo.

Como é que é? Está equilibrado, rapaz.

Que bobeira é essa?

Quer morrer?

Vem comigo.

Me desculpe te alugar desse jeito, Carl, mas eu precisava falar com alguém.

Eu acho que eu perdi o Soares de vez.

Acabei contando tudo pra ele.

Não tenho mais como segurar o Soares.

Mas eu acho que é melhor pra você.

Homem casado não dá certo.

Não tem futuro.

Qualquer hora você arruma um cara legal, solteiro, bem de vida.

Vai ser melhor para você. Imagina.

Eu prezo a minha independência, Carmo. Toda a vida me virei sozinha.

Suárez tinha isso de bom. Ele era um bom amante.

Não pegava no meu pé.

Para aí, seu puto.

Vai ganhar casa e comida de graça e quem sabe até um marido.

Porra! O bicho tava na minha frente e eu não atirei.

O teu não atrapalha. Olha aí, tua orelha tá sangrando.

Hã?

Ah, faz parte, porra. Vamos embora. Vamos pra casa trocar de roupa.

É a oficina de um amigo meu.

Você não tá pensando que eu vou transar num lugar assim, não? Não tenho grana

pra te levar no motel.

Ah, é aqui que você traz as gurias?

Só as piranhas.

Pode te vendo toda a roupa.

Você é cheia de frescura.

Você é demais, porra.

Olha, o garotão está riado. Você deixe ele dormir mais um pouco.

Aninha! Aninha!

Deixa que eu vou atender.

Eu quero falar com você, Aninha!

Aninha!

O

que

é?

Aninha, está aí?

O que você quer com ela? Quero saber da Valéria. Ela não mora aqui.

Roubaram minha moto e eu quero saber onde é que ela está.

Eu não vou sair daqui enquanto eu não chubar essa merda. Acho bom vocês se

mandando, senão acabo chamando a polícia. O que está acontecendo aqui?

Calma, calma, Dona Maria.

Calma, calma. É o seguinte.

Se você não me deixar entrar, cara, eu juro como eu não vou parar de gritar na

sua porta.

Que cara mal educado. Chama a polícia. Vai dormir, Dona Maria.

Entra.

Entra.

Senta aí.

Estou com pressa. Quero saber da minha moto. Senta.

Ana.

Você sabe de alguma coisa?

Não.

Onde é que a Valéria mora?

Eu não sei.

Ana, não conhece essa piranha.

É mentira.

Elas são amigas, cara. Ela conhece sim.

Acho melhor você ir dando fora.

Calma aí, camarada. Só estou querendo saber da minha moto. Aqui ela não está.

Tudo bem.

Isso não vai ficar assim, não.

Eu volto, cara.

A hora que você quiser.

Fora!

Oi.

Tudo bem?

Oi, oi.

Está bem?

Rosa, surpresa para você.

Nato, o que aconteceu aí com você?

Foi um acidente de trabalho.

Aliás, seu marido está muito enferrujado, hein? Por quê?

Vou levar minha porta lá para cima.

Me dê suas coisas.

Não vai contar, não?

Se não contar, eu conto, hein? O que foi?

É que nós fomos dar uma batida hoje à tarde e o seu excelentíssimo marido

resolveu nos acompanhar.

Moral da história...

Você sabe que não gosto que você se arrisque assim.

Às vezes, preciso de ação.

Vamos sentar para jantar?

Esse cara teve alguma coisa a ver com você?

Ele abusou de mim.

Você

sabe

qual é o cúmulo da inocência? Não.

É uma adolescente apertar o biquinho dos seios pensando que é espinha.

Me perdoa, bancal cachorro magro, mas está na hora.

Espera aí, Rosa. Tem a sobremesa ainda.

Eu levo você, Rosa.

Eu? Num camburão.

Não.

Eu estou com o meu Opala 79 aí na porta.

É, vai sim, Rosa.

Já é tarde.

Depois, na companhia de um delegado, que segurança você quer mais, né?

Vai, é isso aí.

Muito obrigada, mas eu preciso ir mesmo.

Eu faço questão de levar você, Rosa. Eu vou pegar o seu chapéu. Não, espera aí.

Pelo menos um cafezinho vocês vão tomar.

Obrigada, Gaúcho.

Obrigado por quê?

Você não vai me convidar para dar uma subidinha?

Está bom.

Mas olha que eu não estou afim de nada.

Que isso.

É só para tomar um drinkinho, mais nada.

Simples, mas de muito bom gosto.

É, eu comprei pelo BNH.

Eu ainda estou pagando, com muito sacrifício.

Você também gosta desse cara?

Gosto. É um pouco brega, mas eu gosto.

Eu nunca trouxe nenhum homem aqui antes.

Porque não quis.

Calma.

Me respire.

Desculpe, Rosa.

Eu não quis magoá -la.

Mas é que... É que eu sou louco por você.

Por favor.

Hoje não.

Quem sabe um outro dia?

Quer que eu vá embora?

É melhor.

Vem cá. Vem cá.

Entra!

Entra! Entra aí!

Entra! Sua porra! Sua vagabunda! Sua puta!

Toma!

Toma!

Como é, gaúcho? Comeu ou não comeu?

Atrás daquele jeitinho de freira tem uma fera, doutor.

Com

licença

aí, doutor.

Vou mandar meu irmão pro candiru.

Eu já disse pra você que dou um jeito.

Deixa comigo.

É que o senhor já deu dinheiro pro senhor. Você tá nervoso por quê, rapaz?

Calma. Tem que ficar nervoso, né?

Olha só que bunda.

Tesão, né? Muito boa, hein?

Henrique, vem cá.

Ela é cunhada do patrão. Eu preciso falar com você. Eu não posso atender o

senhor agora. Mas eu preciso falar com você faz tempo.

Calma, Nelson.

Calma. Não há medo de só me atender, poxa.

Você tem razão, Henrique.

Ela é filha do velho Jair mesmo.

Mas o velho não quer nem ouvir falar dela.

Ela esfaqueou o amante, mas ele está vivo.

Você vai precisar de um advogado, viu?

É melhor contar a verdade.

Eu não preciso de nada.

Por que você agrediu o seu Amácio? Ele bateu em mim.

Ela é primária.

Deixa ela vir comigo.

A Carmo toma conta dela.

Vê lá o que você vai me aprontar.

Boa noite, seu Lampa.

Boa noite, Dona Neide.

Foi você que encontrou o corpo?

Pois, senhor.

Ela era uma pessoa sozinha, seu delegado. Não tinha ninguém.

Só podia ser alguém que sabia que ela recebia todo dia 18.

Nascidinha. É assim, diretora. É só isso que a senhora sabe?

Ela fazia faxina em outros lugares também.

Tenha calma. Não, meu Deus, não.

Calma, calma, calma.

Calma, diretora. Não se preocupe. Não é possível.

Eu vou descobrir quem foi.

O mundo desabando e você preocupada com esse cara.

Dali, ele quer se encontrar comigo hoje.

Houve alguma coisa.

Sempre atrasada, né, doutora? Cadê as crianças?

É que mataram a dona Neide e as crianças foram dispensadas.

Dona Neide? Por quê?

Ninguém sabe. Acharam o corpo lá embaixo, no terreno baldio, levaram

Bom dia.

Olá.

Rosa.

Você não tem nenhuma informação pra mim?

Não.

E você?

Nada.

A gente convive com as pessoas e mal se fala.

Bem, eu... Eu vou dar uma chegadinha até a casa da velha e... Você não quer ir

junto?

Pra quê?

Ué, pensei que vocês fossem amigas da vítima.

Se eu disse bom dia duas vezes, acho que fui uma.

Bom, eu vou. Se cuida, tá? Tchau.

Você parece íntima do delegado.

É amigo do Henrique.

Homem interessante.

Seu Luiz, é melhor o senhor ir para casa.

Dália, pelo amor de Deus, me convida para almoçar com você. Claro, entra aí.

Eu posso me encontrar com ele? Vai ser peça.

Escuta, vocês são um prostituto médico legal.

Por exagero, Landa.

Vocês duas não ligam pra nada mesmo, hein? Tchau, diretora.

Lígia!

Lígia, me dá uma carona aí.

Bom dia,

Afonso.

Olha quem tá aqui.

A dona de casa ficou saideira, hein?

Não, só vim tomar um cafezinho.

Eu arrumei agora uma moça pra cuidar da minha filha.

Aninha, lembra dela?

Aninha?

É. Ela teve um problema lá com o marido. Foi parar na delegacia.

Aí o Henrique levou ela lá pra casa.

Ô, Samaritano.

Eu sabia que essa menina era a chave de cadeia.

Vai comprar pó de café.

Vai.

Não

aguento

mais. Estou cheia de bancar maceca desse menino.

Me dá uma grana aí. O que é isso? Um assalto? Eu sei que você tem grana aí.

Olha lá o que você vai fazer, hein?

Vê se de vez em quando dá uma grana pro teu irmão, hein?

Olha aqui, eu trouxe mais texto pra você bater. Estava inspirado. E o último

número da revista.

Certo.

Vem cá.

Opa, cheguei na hora certa, hein?

É, mas aqui não é pensão.

Acabou a comida.

Meu amigo Carmona.

Amigo, amante.

Ah, o Henrique precisa saber disso.

E você não disse nada, hein?

Eu tenho um servicinho pra você.

Fica.

Quando você terminar de lavar os pratos, você faz um cafezinho pra gente.

Sim, madame.

O que é ele?

Auditor dessa revista.

Meu Deus, você põe um homem para lavar pratos, Dahlia? Ele é bicha.

Hã?

Ele é bicha.

Calma.

Sabe quem morreu?

Ninguém.

Quem morreu?

O boi.

O boi morreu.

Rosa, como é que foi você lá com o gaúcho, hein?

É um cara legal.

Mas ele é meio rude.

Grosso.

Que tal irmos todos ao cinema?

Você está querendo ser mandado embora mesmo.

Ah, eu estou com a tarde livre.

Eu não posso.

E por que não?

Você agora tem ajudante.

Você está louca.

Suárez está me esperando.

Nada, Carmona, você é um gênio.

Eu não vou aceitar um não de ninguém.

Vamos todas. Vamos todas.

Cadê a Carmona? Saiu.

Eu não disse.

É só arrumar alguém para ajudar e ela dá moleza.

Alguém me procurou? Não, senhor.

Não deixa a Lucy porque então, hein?

Espera aí. Não, senhora.

Deixa eu te ajudar. Olha, ele está aqui.

Ai, que bom ver o cinema, Rosa.

Vamos, meninos.

Doutor, tem uma pessoa esperando pelo senhor.

Guarda isso num lugar seguro.

Mas cuidado, hein?

Eu nunca tinha visto um filme japonês.

Coisa mais louca, hein?

E eu que fazia uns cinco anos que não ia ao cinema.

Também? O Henrique nunca quer sair de casa?

Ah, eu adoro suas amigas. Elas são ingênuas, primitivas, mas perversas.

Bom, estou me sentindo uma espécie de subversora, porque só o fato de ter

vocês de casa... Carmona, aponto para você.

Pelo amor de Deus, o que é que você está fazendo aqui?

Porra, nunca esperei ninguém tanto tempo.

Nós não vamos discutir agora, vamos?

Por que você é difícil de ter amizade com essa lésbica, hein?

Se você quer saber, esse sujeito que estava no carro é o namorado dela.

Namorado, uma conversa.

Olha, eu vou subir.

Se você tiver coragem, você sobe comigo.

Você está louca?

Rosa, a nossa relação tem durado porque nem terceiro discreto.

Eu quero conversar com você, mas não vai ser aqui não. Entra no carro.

Entra!

Sabe onde eu fui hoje?

Cinema.

Cinema? Você está louca?

A garota não está aqui como empregada, não. É você que tem que cuidar da sua

filha. Ainda bem que apareci de surpresa.

Sabe o que podia ter dado galho hoje aqui?

Veio gente perigosa aqui. E a garota não deixou entrar com a nossa filha aqui.

É? Veio gente perigosa? É. É culpa sua, Henrique.

Arruma um escritório mais bem longe daqui que eu estou cheia de ver seus

clientes vagabundos.

Senos, imaginais. Mas eles pagam, porra. Mas é dinheiro sujo. Não adianta nada

subir na vida desse jeito, Henrique. É dinheiro que te sustenta, que sustenta a

tua filha. E eu não tenho grana para alugar isso para coisa nenhuma, tá

entendendo? Que me sustenta, não. Porque eu quero trabalhar, você não me deixa.

Mulher nenhuma minha vai trabalhar coisa nenhuma.

Não vai mesmo. Não, senhor.

Você não é dono de mim, não. Eu me formei e te sustento. Você não é dono de

E aí

Oi, rapaziada. Poxa, papai. Oi, gente boa. Legal?

Pela hora. O Lelé aí tá afim de um bagulhinho. Chega mais aí, Lelé.

Aí. Tá, tem a grana aí, ó. Uma quina.

Confere a grana aí. Tá certinho.

Dá aí um daqueles grandão pro garoto. Ah, ele merece mais que o Lelé.

Servidona. Aí, garotão. Força.

Parece que tu tá meio assustado. Fala aí, rapaziada.

Está pensando que eu sou um otário?

Está pensando que eu sou um otário, meu irmão? Isso é uma laranja. Isso é uma

laranja. Aí, meu irmão, fica quietinho. Para de mexer a perna, porra.

Tu vai ver o nome dele.

Fica quieto, cara. Vê se não folga muito.

Afonso!

Afonso!

Afonso!

Eu acho que ele não está. As televisões estão desligadas.

Vamos para o quarto.

Eu estou assim.

Afonso, o que é isso?

O que é Afonso? Como é que foi isso, rapaz?

Deixa eu ver.

Acho melhor chamar um médico.

Não se meta!

Por que que você não manda esse merda embora?

Vamos subir.

Vamos subir porque hoje eu estou feliz.

Eu estou feliz e não vou deixar ninguém estragar isso.

Ninguém!

Me desculpe, Rosa.

Eu não tenho direito de te exigir nada.

Eu sou casado.

Tenho família.

O que é isso?

Pense.

Eu te amo. Você me ama.

Será que é amor?

Às vezes eu fico pensando se não seria só hábito.

Eu preciso de você. Você me escuta.

Seria tão bom se a gente pudesse ficar mais tempo juntos.

Sem que eu fosse obrigado a desestruturar minha família.

Você compreende, né?

Eu tenho amigos.

Um pouco de influência.

Quem sabe eu consigo fazer com que você venha trabalhar mais perto de mim.

Uma escola mais central.

menos riscos, menos perigo.

Hoje, quando você atrasou, eu fiquei preocupado.

Por que esse interesse pelo meu trabalho?

Minha vida está lá.

Minhas amigas.

Tenho um probleminha com a diretora, mas ela me respeita.

É, mas eu sinto que esse trabalho não te dá prazer.

Isso é tão importante, não é?

Não é difícil eu conseguir uma vaga pra você num órgão público qualquer.

Ganhando mais, trabalhando muito menos.

Eu vou trazer você pra mais perto de mim.

Não quero.

Quer sim.

Eu vou preparar sua sopa.

Não quero.

Carmo, eu sei que você não está dormindo.

Me desculpe, vai.

Deixa disso.

Eu te adoro.

Eu não posso te perder.

Foi a primeira vez que eu tive medo de você.

Eu não sei, mas... Mas eu acho que está acontecendo alguma coisa.

Não está acontecendo nada.

Eu é que estou cada vez mais apaixonado por você.

Você... Você teve alguma coisa com a Aninha?

Mas que absurdo.

Você sabe que você sempre foi a única mulher da minha vida.

Mentiroso.

Você deixou voltar a lecionar?

Pronto. Estragou tudo.

Eu aqui sendo sincero com você e você me vem com chantagem pra cima de mim.

Você foi exonerada, não foi? Então não ente. Não adianta insistir, Pumba. Para

com isso!

Eu disse que você estava diferente.

Fique à vontade, menina.

Chega, Ford.

Venha dormir.

A Dália com Carmona. É o namorado dela.

É que enfim, hein?

Olha só.

É, tá faltando sol.

Pedia pra vir pra praia.

Mas que cacho, hein? Oi, Carmona. Oi,

Dália. Que bom que você veio. Oi, Carmona.

E aí?

Atenção pessoal, olha o passarinho.

Vamos lá pessoal, sorrindo.

Atenção, gatinhas.

Isso.

Sabe o que você disse para os seus indígenas?

Tu é porco, hein? Tu vai no banheiro e não limpa a bunda.

Agora os homens da lei, posando para a posteridade.

para o mundo.

A rainha do lar e a futura professora.

E agora, Miss Pirituba.

Ei, que sacanagem é essa? Eu não gosto dessas brincadeiras de mão. Que isso,

Cheio de matar bandido.

O que eu preciso é de uma mulherzinha ao meu lado.

Uma casinha na praia.

Um monte de filhos para cuidar.

Um parquinho para pescar.

Eu gosto de defender bandido.

É o único que paga no ato.

Eu não quero ficar estacionado num degrau da vida.

Meu negócio é decolar.

Obrigado.

BUM!

Bom dia, Supervisor.

Bom dia, Dona Rosa.

O relatório da oitava série.

Por favor, estou trabalhando, Sônia.

O que é que houve?

Está vendo uma sindicância para saber se algum aluno teve alguma coisa a ver com

a morte da faxineira.

Que absurdo.

Faça o relatório da sétima.

Rápido, minha irmã, rápido. Será que eu não posso te ajudar em nada? Não.

Você acredita que o safado teve a coragem de trazer a mulher dele aqui?

Esquece esse cara.

Esquece.

A senhora que deu zero para o meu filho.

Foi. Eu vou pedir para a diretora mudar ele de classe.

A senhora persegue as crianças.

Faça o que quiser.

Vamos, filho, vem.

Vai embora. Ela não quer te ver. Chama ela aí, dona.

Você é muito atrevido, garoto.

Vai embora daqui.

Meu marido é da polícia. Você sabe disso? Eu chamo ele. Ele foi, dona. Ele

mais, não. O que ele está querendo? A guria só para ele?

Some daqui, seu cretino.

Aí, gatinha.

Pensou que ia se esconder de mim?

A gente tem muito para conversar ainda.

Agora você está livre?

Está desimpedida?

Pode ficar por aí.

Pode ficar à vontade.

Eu vou chamar o gaúcho a varinha mesmo.

O que é? Agora não tenho tempo.

Está acontecendo alguma coisa?

Nada. Está tudo em ordem?

Tudo ótimo. É.

A novidade é que a esposa do supervisor Suárez resolveu assumir aqui.

Ela adora a nossa escola.

Mas e a Rosa?

A Rosa vai ter que dar o lugar. Ela não é concursada.

O Suárez foi muito gentil e conseguiu uma outra escola para ela.

Um pouco longe, mas ela não vai ficar sem preto.

Você está bem?

Eu ando tão desarmada.

Você não acha?

Mas você vem almoçar na minha casa hoje, não vem?

Não dá.

O Gaúcho vem me buscar depois da aula.

Ele está louco por mim.

Eu devia ir no cabeleireiro, não devia?

Você está bem mesmo?

As crianças estão me esperando.

E eu estou tão desarmada.

No centro, um tribunal.

Eu me recordo que havia em meio à ilha um tribunal. E por mais que me esforce

afastar tal recordação, revejo o tribunal.

Levaram -me a ele.

Fui. Eu me recordo. Em torno havia um círculo fatal.

Os olhos em redor.

E tudo igual.

Igual circunferência.

O bem e o mal.

Ilha e tribunal.

E eu ali, no meio.

E os olhos em redor.

Eu me recordo.

No centro tribunal.

Ergui -me e olhei -o.

E olhou -me o tribunal em seu rebordo de olhares sobre mim.

Sobre os meus erros.

E tudo em círculo.

Entre o bem e o mal.

para a rua.

. .

.

.

Se a moda pega, essa moda vai pegar.

Quem não pode comandir ainda não carrega pra doar. Se a moda pega, essa moda vai

pegar. Quem não pode comandir ainda não carrega pra doar. Não se importa, não se

importa mais.

Não se importa mais. Por quê?

Não se importa mais. Por quê?

Moleza, Henrique.

A arma era sua.

A garota estava aos seus cuidados.

Como é que você vai deixar acontecer uma coisa dessas?

Aí fora está cheio de repórter e você vai ter que se virar. Ô, Anilo, quebra

essa. Como é que eu vou quebrar?

Tudo bem, pessoal da pesada, deixa comigo.

Mas está aí aquela garotinha da revista sempre do seu amigo Carmona que com essa

você se vira.

Não estou entendendo. Essa é uma revista séria.

Não lida com crime.

Por isso mesmo.

Osaldão, manda entrar essa mocinha da revista, por favor.

Espera aí, não vai fotografar, não. Para com esse negócio. Para com isso, rapaz.

Para com esse negócio.

Estou trabalhando.

Para com esse papo. A garota está assustada. Passou a noite inteira

em claro aqui.

Ela não parece muito assustada. Mas está sim. Para com esse negócio aí, rapaz.

O que você quer, hein?

Informação, né, cara?

A notícia sobre o bairro.

O que a menina tem a ver com isso?

Ela é a notícia.

Ela é o gancho. A violência na periferia.

Qual é a intenção do Carmona, hein?

Tirar sal com a nossa cara?

Sujar a imagem do bairro?

Isso aqui não é lugar de bandido, não.

Isso aqui é de classe média pra cima, tá entendendo?

A maquinária já se mandou toda daqui.

Tá a fim de baixaria, segue em frente.

Vila Mangalô, Taipas, Vila da Merda, Vila da Poca, tá entendendo?

O senhor tem alguma coisa a dizer, doutor?

Desses papos, eu não entendo.

Vocês vão me desculpar, mas eu tenho uma visita importante para fazer ainda

hoje. Eu tenho que passar em casa, trocar de roupa, e você pode ficar à

com o doutor Henrique, que ele resolve tudo.

Ô, gaúcho, vai me deixar nessa fria, pô?

Vocês falam a mesma língua, se entendem.

Osvaldão, Carioca, vamos nessa.

Vamos lá.

Para com isso, pô! Para com isso! Já falei, rapaz!

Como é que ela está?

Vai ficar boa logo.

Dá pra falar com ela?

Eu acho que sim.

Ela se nega a dizer qualquer coisa.

Aonde você pensa que vai? Calma, eu quero ver sua amiga.

Ela está descansando.

Deixa ela em paz.

Você está obstruindo o trabalho da imprensa.

Resolveu baixar o nível da revista?

Seu bairro vai virar matéria de capa.

Vai embora, pai.

Eu quero um ângulo bem humano.

Bem realista.

Bem com gente, verdadeiro.

Eu... resolvi chamar a Fernandinha pra trabalhar nisso.

Posso mandar minha jornalista pra sua casa?

Você é um calhórdia, cara.

Vai.

Meu Deus do céu! O homem tá esperando aí há quase uma hora!

Você viu a Rosa? Como ela está?

Consciência pesada, diretora. Eu? Mas eu não tenho nada com isso.

Pode desmanchar a pose, Soares.

Vai abrir o jogo ou prefere que eu conte?

Não estou te entendendo.

Por que você fez isso com a Rosa?

Ela era contratada, você sabe. Depois a Sônia pediu transferência pra cá. Ela

adora a Holanda.

Ele até foi muito bom com a Rosa.

Até conseguiu uma vaga.

Esse cara é um lixo.

Chega, Dália.

Você é amiga da Rosa, eu entendo. Mas já está passando dos limites.

Você sabe quem era o tal cara casado com quem ela andava?

Todo mundo aqui sabe qual é a sua, machona.

Eu posso te prejudicar.

Não, ela não é machona, não. Ela é noiva do editor da revista.

Então era com ele que ela andava. Ele era amante dele.

A gente se vê, diretora.

É, diretora.

É preciso fazer alguma coisa.

Arruma uma aluna.

Inventa uma sindicância pra ela.

Por que você não vai a merda, hein, Soares?

Ei, Deus do céu, desliga isso aí, porra. Aqui, ó.

Obrigado pela calora, pessoal.

Bom trabalho aí.

Tem alguém te esperando aí na cozinha.

O Afonso foi muito bonzinho.

Fez essa sopa pra mim.

É o meu trabalho, Dahlia.

Mas qual é o jogo de vocês?

Nenhum.

Eu só apresentei o Carmona para você.

Depois sumiu.

Evaporou.

Você resolveu diversificar?

Eu estou aqui, a trabalho.

isso.

Vai dormir, Afonso.

Vai dormir, Afonso.

Mas você continua histérica.

Vai embora, vai.

Eu tive um dia péssimo.

É?

Eu quero ouvir você.

Não vou dizer nada.

Claro que vai.

Bem, eu já vou indo.

Tchau. Pode ficar, dona Holanda.

Muito obrigada. Está um pouquinho tarde.

Com licença.

Que dia, meu amor.

Que dia.

Vou esquentar a sua comida.

Pode deixar.

Tomei uns aperitivos com o pessoal da décima quarta.

Andei beliscando.

O que que... O que que a Holanda queria, hein?

Você tá com cheiro de pinga.

Pinga? É.

Eu bebo uísque, você sabe.

Faz um café pra mim, vai?

Pega aí na térmica. Acabei de fazer.

Carmo!

Onde é que você vai?

Vou dormir.

Eu tenho que acordar cedo amanhã.

Vai trabalhar?

Vou.

Eu arrumei uma empregada que eu vou pagar com o meu salário.

Vai ser servente lá na escola?

Não.

Eu vou fazer o que eu gosto.

Você foi exonerada, esqueceu?

Eu menti.

Eu pedi afastamento sem remuneração por dois anos.

Eu posso voltar quando eu quiser.

Porra!

Você me enganou, Carmo.

Enganei, sim. E daí?

Vai me encher de porrada?

Vai dar uma de machão pra cima de mim?

O que foi que eu fiz, meu Deus do céu?

Mas está todo mundo contra mim.

Como eu não posso mais confiar em mais ninguém?

Nem na minha própria companheira?

Boa noite, Henrique.

Carmo!

Carmo!

Tá legal.

Você pediu.

Vou sair por aí, pegar a primeira puta que aparecer e dormir num hotel.

É isso que você quer, não é?

Dá o gravador aí, dona.

Paulinho?

É a tia.

Vamos.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.