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Original subtitles

Boa noite.

Vamos tentar entrar nesse bolo.

Onde vocês pensam que vão?

Entrar, ora.

Qual é, hein, cara?

Vocês são menores.

Olha aí, gracinha. Ele pensa que a gente é de menor.

Documentos. Documentos?

É. Ah, eu tenho documentos.

Boa noite.

Como é que é?

Documento.

Pô, digo eu.

Olha a passagem.

Boa noite.

Tudo legal aí?

Boa noite.

Vão entrar.

Vão entrar.

Deixa que o bolo é outro jeito.

Me dá um tempo.

Você não é de nada.

. . . .

.

Sem parar.

Hoje é dia de...

Tietê, manda que eu quero dançar com aquela mulher, ok?

Ok, ok.

Vem cá.

O que quer?

Dá pra mim, vai.

Te amo, ok?

Vai.

. .

.

Perdão, não.

É o que eu quero.

É.

Ela não me deu a mínima.

Para ninguém, amor.

Mas ainda ganho.

E você?

Ainda continua aqui?

Minha canção é super, super sônica.

Minha cabeça está pegando fogo, fogo, fogo.

Grilo na cuca. Gina, arrumei o cara lindo de morrer. É?

E ele não descobriu nada?

Ainda não. Ainda bem.

Minha cabeça está pegando fogo, fogo, fogo.

E por falar de tristeza, ninguém chora por mim.

Foi, Soraya?

Não foi nada.

Ele descobriu.

E daí?

Sai para outra.

Não adianta, eu não dou sorte mesmo.

Oi, Xena. Oi, Tietê. O que está acontecendo?

Ela tinha arranjado um namoradinho.

Mas o cara descobriu.

Descobriu o quê?

Deixa eu fazer as apresentações.

Soraya, essa é a Tietê.

A virgenzinha da turma.

T .T. é a assessoraia. Uma travesti maravilhosa e muito amiga que divide um

apartamento comigo.

É vestir?

Não parece.

Muito prazer.

Prazer.

Chino, eu morri de vergonha.

O que é?

Olha, eu tenho uma novidade.

Que novidade?

Eu vou ser mãe.

E quem é o pai?

Não sei.

Que importância tem isso?

Ai, que maravilha!

Meu corpo vai queimar você

É verdade.

Legal mesmo.

Que bacana.

Como é que é? Vai pintar ou não vai, cara?

Claro.

Claro que vai.

Deixa comigo.

Mas a crioula é boa mesmo, Ivan?

Mas que pergunta. Então você acha que eu não sei escolher as minhas peças,

rapaz?

A crioula é o diabo, compadre.

Mas peraí.

Como é que vai ser o lance, hein?

O negócio é o seguinte.

Olha aí.

Quando a peça pintar lá no pedaço, vocês se mandam e me esperam lá na esquina.

Aí eu entro com a bichinha no carango e coloco vocês lá dentro.

Aí sim, a gente vai correr de Itacuja lá na barra, compadre.

Está legal?

Isso vai dar sujeira, hein?

Sujeira, compadre?

Falou, bicho. Estou com você.

Uma moleza dessa, compadre?

Opa, olha o gado.

Está no papo.

Como vai?

Tudo bem.

A caranga está lá.

Que

lindo.

Aquele ali.

Até parece.

E eu andar nisso?

Ô, cagalhão!

Terrecchel!

Que foi, ô cara?

Ela que desnobou meu carro!

Esse urubu! Essa doméstica que desnobou meu carro!

Até que ela tem um pouco de razão.

Vai à merda você também e vê se não mexe o saco, porra!

Eu te disse, esse negócio de curra já era. A gente tem que transar uns lances

diferentes.

Que lance?

Já tem, uma novidade.

Sabe, amizade, eu moro longe de Paca. Não dá pra ir buscar documentos.

Te dou uma nota de vintinho na mão.

Qual é? Vinte e hoje, vinte e amanhã. Tu faz poupança.

Nunca se sabe o dia de amanhã.

Te arranca.

Quase consegui. Entra.

Não. Fala uma porrada.

Tudo que eu posso fazer é dançar e me desligar das coisas sérias da

vida que não tem solução.

Já que eu não posso parar, já que eu não posso sentir,

já que eu não posso parar pra sentir.

Tudo que eu posso fazer é dançar, me acomodar e me esconder

entre as coisas.

. . . .

o o o

o o o o o o o

o o o o o

Obrigado.

Vem, vem, vem.

Aconteceu alguma coisa?

Não, não.

Eu só vim apanhar uma blusa pra Baby.

Ah, puxa vida.

Vem cá, papai.

Baby.

Esse é meu pai.

Prazer.

Traz a blusa, vai.

Baby.

Traz a blusa, Joana.

Posso?

A vontade.

Hum, bom.

O

cara

ia caindo e se agarrou em mim.

Até que foi engraçado.

Engraçada?

Aí, sabe?

Foi um rebu incrível. Uma coisa tremenda. Você não imagina.

Aí, sabe?

Aí apareceu o Bebeto. Com aquela blusa e me cobriu.

Claro.

Claro. Baby, qual é?

Toma.

Puxa aqui.

O bebê está com pressa. Eu também.

Vamos embora, vamos.

Você se importa se eu ficar?

Ficar? Mas ficar para quê?

Para bater um papo com seu pai, para descansar.

Mas, baby, o papai já está cansado. Qual é, Joana? Não posso estar aqui na sua

casa, não?

Baby, olha... Calma, gente, calma. Por favor, calma.

Não se preocupe.

Olha, Joana, você não confia no seu pai?

Eu não confio em você.

Se cuida, papai.

Se ela incomodar, bota para dormir no quarto de hóspedes.

O bebê está ali.

Tchau. Tchau.

Está querendo a sua casa.

Por que você resolveu ficar aqui?

Por quê?

Você quer mesmo saber?

Porque eu parei em você assim que eu entrei aqui.

Você gosta desse tipo de música?

Gosto. Mas eu prefiro os clássicos.

Sabe como é.

Minha filha me obriga a ouvir esse troço o dia inteiro.

Uau! Quanta comidinha! Queijos e filhos!

Maravilha!

Eu nunca trajei esse Titor.

Deve ter gostado.

Eu não achei uma boa deixar a Bíblia em casa com o papai.

Por que? O coroa é virgem.

Não é isso, Bébé?

Às horas o teu coroa já deve estar bem formado.

Você não é de nada mesmo. Eu acho melhor a gente ir dormir.

Eu juro que amanhã dá um jeito.

Ah, então vamos embora, vamos.

Droga. Ah, vamos embora.

Pô, detestado pra baixo, pô. Não fica assim, não.

É, cadê o Luís?

Ufa!

Caralho.

Cadê o meu uísque? O senhor pediu o uísque?

A gente foi e voltou e você ainda está aí, rapaz?

Calma, Bebeto. Deixa comigo, tá? Ah, legal, porque assim não dá, né?

Servem o uísque.

Eu preciso falar com o senhor.

Pode falar.

Aqui não.

No escritório.

Afonso não é o meu filho.

Nem o meu.

Seu Afonso, eu tenho tido muitas reclamações a seu respeito.

O senhor me desculpe, mas essa mocidade é muito impaciente.

O senhor é que é muito lento. Eles souberam escolher o apelido. São

também.

Irreverentes ou não...

São eles que trazem o tutu pra casa, sabia, seu Lesma? E é com esse tutu que

lhe pago.

Uma mixaria.

Mixaria. Pra aguentar essa barulheira infernal. A gozação

deles.

E essas varizes que não me deixam trabalhar em paz.

Olha, vamos entrar num acordo.

Está certo.

Você trabalhou para o meu pai. É um grande amigo.

Claro, e eu te considero amigo.

Mas assim não dá mais perto.

Hoje é sexta -feira.

Você trabalha hoje, sábado e domingo.

Segunda, tchau.

Desculpe, Lesma.

Mas eu não posso ver meus clientes se queixando da sua moleza.

Desculpa, Beberto. Eu vou me sentar. Eu não estou numa boa, tá?

Olha o grito.

Nem um.

Por que você está me evitando, Joana?

Eu não estou evitando ninguém.

Como não? Você está me tratando como se eu fosse um bicho?

Como é, menina? Você está muito enganada comigo, viu?

Ah, é?

Você acha que eu sou alguma ingênua?

Vem, vamos dançar.

Não.

Acaba com isso, menina. Vamos dançar.

Vem.

Quanta gentileza.

Eu adoro a vida.

Eu também.

E fala de você.

Eu prefiro ouvir.

Ouvir o quê?

Você. Falar de você.

Eu não tenho nada a dizer, não. Você tem.

Todos nós sempre temos algo a dizer.

Eu não.

Esse papo tá ficando careta. Você tá ficando careta?

Eu?

Quando é que você vai me convidar?

Convidar?

Convidar pra quê?

Pra cama.

Ou por que você acha que eu fiquei aqui?

Sei não.

Eu não posso fazer isso com você.

Por quê?

Você é amiga de minha filha.

Mas eu não sou sua filha. Não vai ser um incesto, certo?

Você às vezes fala como se fosse uma depravada.

Eu nunca pensei que o escritor pudesse falar dessa forma.

O que eu sou para você?

Uma personagem?

Faça de mim uma personagem sua.

Use -me como quiser.

Vá dormir.

Quarto de hospedagem fica no fim do corredor.

Deixa eu assar. Vem.

Não, vem assim, assim. Não, não. Tá, vem.

Vem, vem, vem, vem, vem.

Ó, ó. Aqui.

Aqui.

Ó. Ó. Ó.

Ó. Ó.

Ó. Ó.

Ó.

Ó.

O que é,

pessoal? Vamos ou não vamos?

Você me dá uma carona?

Que tal a gente ver o som nascer? Não é uma boa?

Eu vou embora. Eu estou preocupada.

Eu estou.

Legal.

Vamos nessa.

Vamos nessa.

Pode deixar.

Eu tiro.

Que cara mole.

Coitado. O fim de semana comigo.

Não tem problema nenhum.

Ele só volta de São Paulo segunda -feira.

É, mas eu combinei uma praia com os amigos, sabe?

Ah, Márcio.

Mas você não pode passar um fim de semana comigo?

Não é sempre que a gente tem uma oportunidade dessas.

Tá legal.

Obrigada, amor.

Ô, Lesma.

Traz um salgadinho aqui pra gente.

Pois não.

Depressa, Afonso.

Pois não, madame. Afonso, escuta.

O Márcio aqui é só um amiguinho, hein? Não fica pensando bobagem, não.

Madame, um bom garçom é igual um padre.

Com licença.

Amiguinho, vamos passar o fim de semana juntos.

O que você tem?

Nada não.

Já pifou?

Nada disso.

Ah, então não encuca não, xerri?

Ninguém encucado aqui.

Então qual é, poxa?

Tô me sentindo um lixo.

Você que tá se encucando agora.

É nada disso.

Seguinte, eu não quero que minha filha te encontre aqui.

Só isso.

Dá pra entender?

Só que pode deixar que eu vou tomar um banho e me manda, tá?

Escuta aqui, Sherry.

Você não é livre?

Claro. Então por que esse medo todo da sua filha?

Ela tem ciúmes de você?

É uma questão de respeito. Só isso.

Pois esse teu respeito... Cortou meu...

Calma, cara.

Ela.

O que foi?

A mina.

Dessa vez ela não me escapa.

Vamos nessa. Vamos lá.

Eu nunca esqueço aquele trecho que passou, de as alegres mãos

que ele deixou.

Jamais ouvi dizer que alguém não se alegrou, dos

trote e do rock and roll.

Uma canção de amor dava a vida a cor, havia

emoção em nosso coração.

Fala aí, malandrinho. Vocês dois já podem ir disputando na porrinha?

Quem é o segundo? Porque o primeiro é o malandro aqui, moro? Ué, por que você

não é o seu primeiro?

Você é um dono da caranga, culpado.

Por que você nunca pintou lá na discoteca?

Olha, eu gamei na tua experiência, viu?

Mas a próxima vez eu vou querer transar com você. Mas tem esses filhinhos de

filhinha, tá bom?

Esse chuveiro é o maior barato.

Anda logo com esse banho que a Joana pode chegar.

Eu nunca esqueço a Cuba livre no barril.

E o voto livre no... Eu quero saber porque essa mulher está dando tanta

a segunda vez que ela já passa por aqui?

Eu acho que ela está aqui de passear. Eu não estou aqui de ver se der cedão,

mano.

Opa.

O que é isso, rapaz? Sentado? Vamos trabalhar, vamos trabalhar.

Vamos lá.

Ai,

boa noite.

Gonço. Guto, veja nossa conta de pré, tá?

Anda rápido mesmo.

Quando o dia amanhecer, nós já estaremos em Angra dos Reis, amor.

É, mas eu dirijo, tá?

Como você quiser.

Maravilha. Maravilha.

O que é isso?

Oi, pai.

Oi, filha.

Cadê a Baby?

Baby?

Ela foi embora logo depois que você saiu.

Eu fiquei preocupada com você.

Preocupada comigo?

Bobagem.

É porque a Baby... O que é que tem a Baby?

Nada.

Por favor, Dona Lenita está?

Não, a madame está fora.

Sabe onde, por favor?

Numa festa, na casa de uns amigos.

Ah, foi uma festa.

Alô?

Alô? E o Dr. Silvio está?

Quem quer saber?

É... Fala!

É o advogado dele.

É um assunto urgente. O Dr. Silvio está em São Paulo e ele só volta na segunda

-feira.

Quer deixar algum recado?

A senhora tem o telefone de onde ele está, por favor?

É um assunto de muita urgência.

O que quem fala é Laura.

O que você está ouvindo é uma gravação.

Ao terceiro sinal do vídeo, tire de cara sua mensagem, por favor.

Ela será automaticamente gravada.

Assim que eu puder, vou responder.

Don't, don't say that.

Trying to please me.

You never let me down before.

I don't imagine.

You're too familiar.

And I don't see you anymore.

I would not leave you.

Em momentos de problemas, nós nunca poderíamos ter chegado tão longe.

Não, Senhor.

Eu peguei os bons tempos.

Eu peguei os ruins tempos.

Eu peguei você do jeito que você é.

Não vá tentando.

Some new passion Don't change the color of your hair

Hey there You always have my

Unspoken passion Although I might not

seem to care I don't want

clever conversation

Don't want to work that hard No love I just

want some Someone to talk to I want you

just the way you are

I

need to know that you will always be

Maria Carolina.

Eu acho linda.

A Gina jura que vai ser menina.

Eu sinto.

Sabe, é uma certeza engraçada.

Por que você veio com a gente?

Devia ter ido com a Joana.

Eu iria, mas estou tão feliz aqui com você.

Seu pai vai pensar que você ficou dormindo com alguém na barra.

E daí?

Vai ver que nem ele acredita que a menina é virgem.

Será que você não tem outro assunto?

Três voltas. Dá -lhe.

Vamos lá.

Avança.

Vamos.

Grace.

Grace é um nome bonito.

Está aí. Grace eu gosto.

Vai ser garotão. Esse papo de menina é furado. Vai ser um puta massa.

E vai se chamar Carlos.

Por que Carlos?

Porque é nome de rei. Tem C de Cristo, rei dos homens.

A de águia, rainha das aves.

R de rosa, rainha das flores.

L de leão, rei dos animais. O de ouro, rei dos metais.

S de... S de que, né?

Ah, tá aí.

S desse sol lindo que tá nascendo.

Senhor da vida, rei dos astros.

S... S desse sábado maravilhoso em que eu soube que vou ser pai.

Ai, que legal.

Tá maluco?

Já disse que não é seu. E nem vai se chamar Carlos, coisa nenhuma.

E vai chamar o que então?

Bom, se for homem, e eu sei que não vai ser, vai se chamar...

Pedro. Pedro?

Por que Pedro?

Pra turma chamar de Pepe.

Pepe? Pepe?

Peraí, uma vez só eu... Eu, hein?

Não enche.

Alô, Rogério, é você.

Alô, de onde falam, por favor?

Alô, qual o número, por favor?

Alô, Rogério.

Alô.

Alô, Rogério.

Alô, Rogério.

Me responde, por favor. É você que está falando.

Fale comigo, Rogério. Eu sei que você está aí.

Você vai me matar com esse silêncio? Será que você não entende?

Alô, Rogério.

Eu estou morrendo de frio.

Eu estava no banho. O telefone tocou.

Eu pensei que era você.

Era engano.

Será que você sabe quantos carros passaram na minha rua das quatro da

as oito de hoje?

Será que você sabe quantos fios de cabelo perdi na minha escova?

Eu sei, eu tive tempo de contar.

Eu tive tempo de contar, eu tive tempo.

Rogério, você... Você quer que eu vá aí?

Se você quiser, amor, ou você quer vir aqui?

Rogério, me responde, pelo amor de Deus.

Rogério, amor.

Não diga bobagem. Você também não tem nada a ver com isso.

Mas meu nome é Pedro, poxa.

Mas não é o pai.

Nem você.

Nem a chibolha. O feio, hein?

A Gina jura que vai ser menina.

Então vai ser menina. E vai se chamar Cleópatra.

Cleópatra é o cacete.

Eu como bom quando eu caio.

Eu como bom quando eu transo.

Eu como bom quando eu brilho.

Eu passo batom. Eu passo batom. Eu passo batom. Eu

passo batom. Olha lá, olha lá. A virgem e a bicha.

Preste atenção no que vou dizer.

Olhe, sua mulher foi raptada.

Não saia do apartamento.

Aguarde as instruções.

O que foi?

Algum problema?

Minha mulher?

Não, deve ser brincadeira de algum amigo.

Telefonista, uma limpa, por favor.

Não, Dr. Silvio.

Dona Lenita não está.

Ela saiu ontem à noite, não voltou para casa.

Ela não disse onde ir?

Não, senhor.

Não, senhor. Por quê?

Algum problema?

Não, pode deixar. Obrigado.

Deve estar na casa da irmã ou da mãe.

Não é a primeira vez que eu telefono para casa de suas amigas, onde você diz

foi dormir e não encontro nem você nem suas amiguinhas. O que você está

pensando, sua vagabunda? Eu sou palhaço?

Eu me mato de trabalhar para dar vida mansa para uma vadia?

Algumas suas coisas e fora.

Vai dormir na rua para o resto da vida, sua vagabunda.

Pelas ruas da cidade grande.

Vou andando sem saber pra onde, caminhando em passos

indecisos, sempre em busca de algum sorriso que depare

comigo e reflita sentimentos nobres,

coisas que aos poucos me consolem e me façam entender

que talvez o que eu sinta Seja só ilusão.

A solidão está tomando conta de tudo, aos poucos devasta

as pessoas do mundo, que vão morrendo aos poucos sem saber

porquê. A solidão está tomando conta

de tudo, aos poucos devasta as pessoas do mundo.

Que vão morrendo aos poucos sem saber porquê.

Alô, Rogério, aqui é a Laura.

Rogério, fala alguma coisa comigo, pelo amor de Deus.

Não faz assim, tá?

Você já comprou o jornal de hoje?

Abre na página 3.

Você sabe quantos sós tem?

Eu sempre tive tempo de contar.

Rogério, não faz assim comigo, pelo amor de Deus.

Você está querendo me enlouquecer.

Você sabe que hoje é sábado.

É um dia tão bonito lá fora.

Você comprou o jornal?

Que sei hoje.

Rogério, por que você não me telefona, não me fala alguma coisa, não me deixa

recado?

Rogério, pelo amor de Deus, fala alguma coisa comigo.

Rogério. Pelas ruas da cidade grande Velhos e moços se

escondem E se perdem sozinhos num deserto infinito que existe por

dentro de todos nós.

Pelas ruas da cidade grande, os corações já não

sabem mais o que é mesmo o amor e se existe onde é que ele está.

A solidão está tomando conta de tudo.

Vamos embora.

Pode falar.

Quanto? De onde eu mando levar?

Cinquenta milhões.

Quê?

Cinquenta milhões?

Não, não.

Cinquenta milhas.

Cinquenta mil cruzeiros. É que eu estava falando de cruzeiro antigo.

Puta, amigo, não tem problema.

Essa importância eu posso arranjar.

Eu vou voltar para o Rio agora mesmo.

Você tem o telefone da minha casa?

Como vou lhe mandar o dinheiro quando eu chegar por aí?

Olha, me dá um tempo.

Eu telefono para sua casa.

Bom,

do jeito que está, você vai morrer com umas três milhas.

Pela madrugada.

Não faz isso, não. Três milhas. Que mancada.

Olha, compadre, eu não quero nada de luxo, não. Só um retoque. Uma

de leve, por favor.

Quinhentas pratas. Agora já são outras falas. Pelo carro, do jeito que tá.

Tá me gozando, rapaz?

Se é pra brigar, não tá mais aqui quem falou.

É pegar ou largar.

Pera aí, calma. Calma.

Pode deixar, Dorothea. Bom

dia,

papai. Bom dia, filha. Bom dia, dona Joana. Bom dia, Dorothea. Pode deixar

eu mesmo assino. Sim, senhora.

Puxa, papai.

Eu não vejo você sentar nessa máquina desde que mamãe... Desculpa, papai.

Eu fico tão feliz.

Estou alinhavando umas ideias.

Não sei no que isso vai dar.

Aquela sua amiga Baby.

O que tem nela?

Fala sobre ela.

Para quê?

Ela vai virar personagem sua?

É sobre ela que você está escrevendo?

Deixa eu ver.

Eu não posso ver?

Ainda não.

Mais tarde.

Agora me fala sobre ela.

Pensei que ela tivesse contado tudo ontem à noite.

É, papai.

Porque eu sei que você mentiu.

Mentiu ou não mentiu?

Vem cá.

Você não acha que está sendo muito indiscreta, não, hein?

Ué, eu pensei que eu não tivesse segredos com você.

Mas eu não estou escondendo nada de você.

Pode ser.

Mas ela não entra mais aqui nessa casa.

Não é uma ironia.

Todo mundo me gozando.

Só porque sou virgem.

Meu pai ainda me bota para fora de casa.

Me chamando de prostituta.

Não dá vontade de... ser mesmo.

Não dá vontade de cair na vida.

Ai, meu Deus, que ódio.

Liga não, Tetê.

Liga não.

A vida é assim mesmo. A gente tem que encarar, entende?

É isso mesmo, Tetê.

E já que teu pai te expulsou de casa, você tá livre agora.

Você não tem que dar mais satisfações pra ninguém.

É isso mesmo.

Agora pare de chorar e vamos arrumar suas coisas no armário.

Eu não queria incomodar.

Deixe de bobagem, Tietê.

Eu não tinha para onde ir, sabe?

Pensou certo.

Vem.

Deixe que eu atendo.

Oi. Oi, você.

Eu quero levar um papo com você.

Entra. Não.

Você arruma que eu te espero, ok?

Ok.

500 pratos.

Eu pego aquela desgraçada.

A se pego.

A pé?

Hoje à noite a gente ainda volta naquela discoteca.

Puxa, como esses caras bebem, hein?

Essa foi uma ideia de mestre. Há muito tempo que eu tô bolando.

Vai ser um moleque.

Você acha mesmo?

Faz como eu te falei.

Vamos firme.

E... Quando ele der o sinal, você

corre comigo.

Tá legal.

Um beijinho para a sorte.

Não.

Chata.

Vamos nos esconder.

Espera aí.

Deixa eu ver mais um pouquinho.

Olha que barato.

Que

emoção.

Tudo pagado assim não tem graça.

Você vai ver de noite.

É, mas vai ser um saco esperar até de noite.

Vamos se esconder.

Ah, espera aí, espera aí.

Oh, gracinha.

Vem.

Aí eu não entro.

Por quê? Porque aí é banheiro dos homens.

Ah, não é.

Agora é só esperar.

O que que é isso?

Mijador.

E como é que vocês fazem pra sentar nessa coisa aí?

Homem não senta pra mijar, sua burra.

Ah, é mesmo?

Vem.

Senta aí.

E agora?

Agora é esperar até de noite.

Você foi muito corajosa.

Eu estou com uma fome.

Tem que aguentar. O que é isso?

Eu vou ver se eu descolo lá na cozinha alguma coisa para a gente comer.

Não tem perigo?

É nada, deixa comigo.

O que

eles

dizem.

Qual é o papo?

Sei lá.

Fiquei grilado com essa tua gravidez.

Esse negócio de ser pai.

De repente.

Sei lá, me desfundou.

E por que você acha que é seu?

Deixa de frescura, Gina. Você também sabe que é.

O que é esse grilo agora?

Sei lá, pô. Fiquei com o caso depois daquela conversa na faladora do cedo.

E se fosse você?

Você não tem condições de assumir um filho, Gina.

Nem eu.

É.

Você ou seu.

Eu quero que você te... Você está brincando, cara?

Estou não.

Eu estou sabendo que é meu e eu não vou querer topar essa barra.

Olha que cara.

Se eu ainda senti alguma coisa por você, morreu de vez.

E eu não te pedi nada.

Não te comprei nada.

Você não tinha o direito de me dizer essas coisas.

Olha.

Aparece na discoteca hoje à noite. É, aparece.

Que eu vou lhe apresentar o pai do meu filho.

Gracinha.

Gracinha.

Na cozinha. E tem cada coisa para comer lá. Lá abaixo.

A gente podia descolar alguma coisa para beber.

Que barato, hein? Não bole nada.

Não tem ninguém na discoteca.

Segura aí.

Fica quietinho que eu volto já.

Uma noite dessa, eu fui ao cinema, onde só passava

filmes de vampiros.

Quando eu voltava para casa, vejo o que se deu comigo.

Um tremendo frio na barriga respondeu no meu umbigo. Vi um cara

feio, vestido de preto, de capa e cartola.

Tá maluca?

Tem que pegar tudo, é? Só podia ser o vulcão de dia porque eu vi na tela.

E o pior de tudo é que ele tá agarrando algo na tela.

Mas o porco?

Tem que ter medo. O que é que tá vendo aí?

Alguém entrou aqui.

Vamos procurar, vamos procurar. Que ironia.

Era o Pedro de Lara dando beijouquinhas no pescoço da doce meiga Aracide

Almeida. Mas de hoje em diante, eu não acredito nessa tal história

de condes e vampiros.

Pois se a gente dá uma de pato, pode até virar churrasco. E eu não estou afim de

cometer de novo nem mais um fiasco.

Ai, que medo, não sei.

Ai, que medo, não sei.

Cadê o papi?

O que você quer do meu pai?

Chique, cara. É eu, hein? Eu só queria ver se ele quer pegar uma prainha

Achei ele muito branquelo ontem.

Qual é a sua, hein, baby?

Eu te socorro naquela emergência, te trago pra minha casa, te empresto a

blusa e... Ih, já vai cobrar, é?

Eu quero que você fique longe do meu pai.

Isso eu resolvo.

Como vai, bebê?

Eu acho que estou sendo demais aqui.

Joana!

Joana!

Você quer falar comigo?

Eu queria te convidar para uma praia.

Você e a praia comigo?

Um coroa?

Um coroa maravilhoso. E com uma transada só já me fez ficar louca.

Há anos que eu não pego uma praia.

Espere um minuto.

Olha, experimente um dos meus.

Acho que te serve.

Vai ficar lindo.

Obrigada.

Nossa! O quê?

Você tem seios maiores que os meus. Eu sou mulher, queridinha.

O que tem a mais aqui foi um erro da natureza.

É.

Qualquer cara pode se apaixonar por você.

Você é bonita.

É. Mas quando eles descobrem...

Gina,

o que aconteceu?

O Beto...

O que é que tem?

Ele... Quer que eu tire o meu filho.

Meu filho.

Como não sabe, decide logo.

Você só tem que me dizer para onde eu devo mandar esse dinheiro.

Eu quero a minha mulher livre o mais depressa possível.

O senhor não acha melhor a gente avisar a mãe do Dona Lenita, patrão?

Não, não, não.

Agora depende só de você.

Os 50 mil já estão aqui comigo.

Eu quero a minha mulher aqui hoje.

O senhor me desculpe, patrão. É que eu estou tão nervosa.

Alô?

Alô? Alô?

Alô?

Desculpe. Eu ouvi. Eu ouvi.

Mas é que eu estou bolando um jeito.

De receber esse dinheiro sem correr nenhum risco. Não vai correr risco

Não vou avisar a polícia.

Não vou botar mais ninguém nessa história.

Fique descansado.

Ela está bem.

O senhor pode ficar descansado.

Eu estou bolando o meio.

Me dê mais um tempo.

Mas que diabo de raptor é você, que não planeja as coisas direito?

Escuta, eu quero minha mulher aqui em casa.

Olha, o senhor desculpe, mas não precisa ficar bravo, Pombas.

Eu estou procurando um meio.

Eu tenho que tomar minhas cautelas.

Onde é que você está? Eu levo dinheiro pessoalmente, tudo bem.

Não, não.

De jeito nenhum.

Eu vou bolar um jeito.

Aguarde nova chamada.

Como é que eu vou receber esse dinheiro?

Voltar assim por que, Márcio?

Encheu o saco. Mas o que foi que te aborreceu?

Quer saber mesmo?

Você. Você me aborreceu.

Sua casa em Angra dos Reis, seus carros, a fortuna do seu marido que você faz

dela, o que bem entende.

Você acha que pode me cobrar com essas coisas?

Márcio, eu não estou querendo te comprar.

Você me trata como se fosse minha dona.

Márcio, eu faço isso porque eu te amo.

E eu não gosto de ver aquelas serigatas dando em cima de você na minha cara.

É. Está a fim de variar um pouco com a Mirtes.

Eu percebi.

Eu vi quando ela te passou o bilhetinho na praia.

E você vai topar uma indecência dessas?

O que você acha?

Eu acho. Eu acho que eu devia mostrar esse bilhete para o marido dela.

Se você fizer isso, te cubro de porrada.

Pare o carro.

Pare o carro, já disse.

Desce. O que é?

Eu disse, desce.

Está legal.

Meu amor, você aborreceu?

A gente podia levar um papo, não?

Você me dá nojo.

Você?

É, eu...

Então...

Eu

acho que eu já vou embora.

Vamos conversar um pouco.

Olha... Eu podia esperar tudo nesse mundo, menos a tua visita.

Eu vou preparar um cafezinho e a gente bate um papo, tá?

Não é preciso. Eu acho que eu já vou embora.

O que houve?

Nada. Eu tive um problema lá em casa.

Tá, então a gente bate um papo e você me conta tudo direitinho.

Não repara bagunça.

Senta ali.

Relaxa.

Fique com esse medo todo, menina. Está tudo bem.

Qual é o problema?

O meu pai.

E a Baby.

O que tem a Baby?

Imagine só.

A Baby.

Eles estão transando.

E daí?

Meu pai já tem quase 50 anos.

O que é isso, Joana?

Ele não é livre?

Sim. Minha mãe já morreu há três anos.

Joana, não entendo você.

Diz -me uma coisa.

O que é que você veio fazer aqui?

É difícil explicar, sabe, Diana?

Minha grande amiga sempre foi a Baby.

Sabe? Eu sempre tive medo de você.

Eu sempre pensei nessas coisas com nojo.

O meu negócio sempre foi homem.

Meus preconceitos não importam.

Eu tinha necessidade de conversar com alguém. E lá na turma ninguém leva nada

sério.

Aí eu me lembrei de você.

Não me importa o que você seja.

Eu estou aqui.

Vem comigo, vem.

Mas é um bebê.

Ele não é uma fofura.

Esse é o meu filhote.

A coisa que eu mais amo nesse mundo.

Vem, meu querido. Vem com a mamãe. Vem.

Vem, amor.

Segura. Que fofura.

Ele foi feito com muito amor, Joana.

Muito mesmo.

Levaram o pai dele.

Levaram como?

Ele está preso.

Alguma coisa séria? Algum crime?

O nome dele é Rogério. Como pai.

Rogério?

É lindo.

Muito bonito.

Fica com ele.

Alô, Rogério.

Aqui é a Laura.

Eu vou te avisar pela última vez.

Eu não vou deixar você continuar me enlouquecendo com esse silêncio,

Eu não vou deixar você sair da minha vida assim.

Eu vou sair.

Vou fazer umas compras.

Se quando eu voltar não tiver um recado seu, uma palavra sua gravada aqui, juro

que você me paga.

Você vai morrer de remorso o tempo todo.

Eu acho que seu

bebê está com fome.

O que foi?

O que houve?

Nada, é uma pessoa que eu não conheço.

Você parece que ficou perturbada.

É uma mulher que eu odeio.

Só eu posso salvá -la.

Dona Lenita.

O que foi?

Graças a Deus, a senhora voltou.

O patrão está na sala falando com o raptor. Ele está apavorado.

Raptor? Como? Como você está aqui?

Ele soltou a senhora?

Não, quer dizer... Olha, apanhe as coisas no meu carro, que eu vou

meu marido.

Escuta aqui, você quer ou não quer esse maldito dinheiro?

Resolve logo.

Eu quero, mas eu preciso... Eu quero a minha mulher de volta hoje.

Será que você já matou? Não.

Eu não matei ninguém, pelo amor de Deus. Nem pense uma coisa dessas.

Isso não vai ficar assim.

Eu vou chamar a polícia. Você é responsável por tudo.

Eu não matei ninguém, pelo amor de Deus. Eu não matei... Alô?

Patrão?

A patrão aqui.

Gosto de você assim como você é.

Gosto de lhe amar assim como você quer.

Gosto de você... O que diabos está acontecendo?

Essa misturinha que me ensinou foi minha avó. É do cacete.

Parecendo um morango com creme chantilly.

Sabe que eu nem tinha reparado.

Se minha filha aparecesse aqui agora... E aí, o que tem de mais?

Nada.

Estou falando sobre o aspecto moral da coisa.

Moral?

E o que é moral, Sr. Escritor?

É.

O que é moral?

Você tem as mãos macias.

É, prática bem.

Olha.

Se for o que eu estou pensando, é um coitado.

Um pobre diabo.

E de certa forma, ele fez um favor para nós dois.

Sabe, foi muito bom saber que você ainda se importa comigo.

Que sofreu por minha causa.

Claro, meu bem.

E por que eu não haveria de me importar com você?

Se não me amasse mais, por exemplo.

Você me ama, não é, Silvio?

Claro.

Claro, não é resposta.

Mas eu já demonstrei que te amo. Mas não disse.

E por que diabo eu tenho que acreditar nessa sua história?

E por que diabo eu devo acreditar se você fica sozinho lá em São Paulo, em

Salvador ou em Recife?

Ou sei lá onde diabo teus negócios te levem?

O que é isso agora?

Você não confia mais em mim?

E você?

Confia em mim?

O que te deu na telha de sozinha pra Angra dos Reis?

Eu estava me sentindo muito só aqui.

E lá?

Silvio, vem cá.

Entra aqui do meu lado.

Olha, vamos conversar com calma.

Isso tudo que aconteceu... pode ter sido a última chance para salvar nosso

casamento.

Salvar nosso casamento?

Estava pensando em... Calma, me ouça, por favor.

Eu quero abrir meu coração para você.

Eu... Eu não fui sozinha para Angra dos Reis.

É isso mesmo.

Eu fui para lá acompanhada de um rapaz jovem, bonito, de 20 anos, cheio de

Sua... E você não estava sozinha em São Paulo?

Estava.

Alô?

Voltou para casa.

Estou roubado.

Merda de raptor que eu sou.

Nem para isso eu sirvo.

Bosta de vida.

Bosta de vida.

I don't want clever conversation.

Don't want to work that hard.

No love.

I just want someone to talk to.

I want you just the way you are.

I need to know that you will always be the

same old someone that I do.

What will it take till you believe in me

the way I believe in you?

Louro.

Eu tenho ouvido você todos os dias, ultimamente.

Eu ouvi o seu recado dessa tarde também.

Eu sou a mulher de Rogério, Laura.

Eu tenho te odiado todo esse tempo, desde que eu descobri que você e ele...

Isso não tem nenhuma importância.

Rogério morreu, Laura.

Só por isso que ele não tem... Ele não tem respondido aos seus chamados.

Eu não sei qual de nós duas tem sofrido mais e... Nem sei a qual de nós duas ele

amou mais.

Mas eu... Eu acho que isso também não tem a menor importância.

Adeus.

Ahahahah

. . . .

.

Uma mesa, por favor.

O Sr.

Afonso, onde está?

Ah, o setor dele é lá em cima.

Eu preciso falar com ele.

Perfeitamente.

Está gostando?

Muito.

Olha lá.

Olha.

Meu pai e a baby.

O que é que tem?

Puxa. Esquece isso, tá? Esquece.

Ele passou por aqui tropeçando pelas mesmas.

Eu nunca vi o Lesman tão rápido.

Para onde é que ele foi?

Eu acho que ele foi lá para o depósito.

O que é, bebê?

O que você acha?

Nada não.

Você...

Já está, não é?

Sr. Afonso.

O que você está fazendo aí?

Estou... Estou lavando um copo.

Mas isso não é função sua.

Bom, mas está sujo.

Vamos lá que tem um casal que quer ser atendido pelo senhor.

Vamos, Sr.

Afonso.

Você não.

Só acompanhado, meu amigo.

Mas como?

Ontem mesmo estive aqui, não teve esse problema?

Onde eu estava de sair?

Vai tirando essa mãozinha, vai. Só acompanhado, meu amigo.

Quer dizer que não tem jeito mesmo?

Não.

Falou.

O que foi?

Tive uma ideia.

Vamos nessa.

Boa noite, senhoras e senhores.

Estou te falando que para entrar aí não vai ser fácil.

Você que não é de nada.

Boa noite, senhoras e

senhores.

Olá.

Espere um tempo.

Espere.

Quero falar com você.

Eu não quero falar com você. Vem cá.

Aqui está o Sr. Raposo.

Tome conta dele.

Mas não, em que posso servi -los? Mas sem arma dela?

Mas eu... Aqui

estão as 50 milhas. As 50 milhas?

Mas eu não sou raptor.

Aceita, Afonso. Com os nossos agradecimentos.

Para que você quer saber?

Nós não temos mais nada para falar sobre isso. Temos sim.

Eu quero a polícia direto.

Vai ser guria.

Menina.

Macho paca.

Seja o que for, você não tem nada a ver com isso.

E vê se me esquece, tá?

Eu quero falar com o senhor. Fale.

Em particular.

Particular?

Eu tenho uma saída para entrar lá dentro.

Uma saída.

Não custa nada dar atenção ao jovem.

Isso vai acabar dando em merda, hein?

Ah, o que é isso?

Sua bolsa, Dona Laura.

Acho que estamos ficando um pouco...

Espera um instante.

Usando uma impressão de vocês, eu acho que nós precisamos levar um papo.

É uma vergonha você ser amado nessa... Nessa mulher, Joana.

É isso mesmo.

Baby, eu sou uma mulher e eu sou um homem.

Eu acho que essas são as principais condições para um homem e uma mulher se

amarem. Estou errado?

Papai, ela podia ser sua filha. Mas não é.

Eu tenho uma filha, que é você, que eu amo muito.

Mas você não pode me acusar de fazer desse amor uma arma de repressão contra

você.

Ou você não levaria a vida que leva.

Eu nunca me queixei disso.

Eu gostaria de dizer o mesmo em relação a você.

Vai, pai. Tudo bem. Se você quer sofrer, tudo bem.

Vem me levar. Vem.

Vem.

Eu vou entrar nesta merda!

Filho da puta!

Filho da mãe!

Filho da mãe!

Cavalheiro, o senhor não pode ficar aqui.

Eu já volto. Valeu, cara.

O senhor me criou um problema no outro dia. Que problema, rapaz?

Ele está comigo.

Você

me

deu uma porrada.

Me botou a cuca no lugar.

Por que isso agora?

Tchau,

tchau.

Você parece

grilada.

O que foi?

Nada não, Pepe. Fala para mim.

Quando amanhecer, você quer ir para a barra comigo?

Fazer o quê?

Amar, Pepe.

Amar.

Amor total.

Já valeu, Pepe.

Sem compromisso.

Você está brincando comigo.

Nunca falei tão sério em minha vida. Você topa, Pepe?

Eu topo?

Claro.

Estamos aí.

Vem cá.

Quero te apresentar um danizo.

Oi, turma.

Esse aqui é o Ivan.

Oi, quer ver?

Amor a primeira vez.

Vem cá.

Ele já sabe, é?

Ainda não.

Vem cá, meu bem.

Vamos para a pista dançar. Vem.

Quando eu danço...

Eu bolo e rebolo quando eu caio.

Eu rolo e me rolo quando eu tranço.

Eu como bombom quando eu brilho.

Eu passo batom. Eu passo batom.

Eu passo batom. Eu passo batom.

Rapido mesmo.

Olha, senhor Raul, com o devido respeito, lesma é a puta que o pariu.

Eu quero mais.

Eu quero mais.

Eu quero mais.

Estão divorciados.

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