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. .
.
. . .
Um lugar pra se viver, um cantinho nesse mundo bem gostoso, eu e você.
Uma vida cor -de -rosa, uma casa e um jardim, onde toda a
natureza se guarda.
Bianca vai para uma colônia de férias.
Eu acho que o pai dela fez isso só para separar a gente. Que é Bianca?
Bonita, hein?
Vírgula. Além disso, ele disse que não tem futuro.
Ele disse isso.
Ele é careta.
Muito. Porque ela não está namorando os Beatles.
Preste atenção.
Dê um sorriso. Dê um sorriso.
Estupro feito.
Leozinho das Canogas vai dar um jeito.
Deixe comigo.
Você acha? Claro. Não me conhece?
Não me conhece? Falar nisso?
Comida?
É comida?
Opa!
Adoro. Adoro. Eu também.
Delícia.
O que é meu é teu.
Bota molhinho, bota molhinho.
Delícia. Ei, Leozinho, onde é que a gente vai passar o verão, hein? Meu
verão é comigo mesmo.
O meu verão será no Havaí, na Indonésia, na Austrália,
ou em Bangu.
Léo, Léo, vem cá. Por que você não para de brincadeira?
Não me leva assim pra um paraíso.
Paraíso? Uma casa maravilhosa, uma piscina. Uma piscina? Um jardim
De repente até uma prainha particular.
E a gente pode até ensaiar a banda, ó. E as novas músicas também.
Jogar um voleizinho, um futebol.
Futebol?
Piscina colorida, paraíso, música.
É comigo mesmo.
Tem uma casa pra alugar em Búzios.
Xuxu, beleza, eu estou em Angra. Xuxu, beleza, todo mundo. É festa, todo mundo.
É festa. Você mais, você mais, todo mundo mais. Ih, qual é, cara? Tu não tem
grana nem pra passar o verão aqui no Rio de Janeiro que girar numa mansão em
Angra, em Búzios. Que?
Tá pintando bom dinheirinho pra mim.
Um dia, você vai querer dar o golpe do baú em mim.
Sabia? É.
Que papo furado você tem, sabia, Léo?
Sai dessa.
Tá bom.
Jogo duro.
Tá vendo?
Olha pra mim.
Olha pra mim.
Tem o cara de mentiroso.
Eu não sei do que você está falando. Eu sou chilena.
Continua delirando, Léo?
Delirando por você.
Eu te amo.
Você pelo menos arranjou um emprego para dizer que está ganhando essa grana
toda?
Eu já trabalho. Já trabalho na praia, no sol, no mar, na areia.
Vem cá, quando é que você vai crescer, Léo? Eu não estou brincando.
Quando você me der um beijo e me namorar.
Até aí.
Não vai dar, cara. É muito longe.
Ô, Malê, acorda. Carlão tá te chamando.
Carlão? É, lá, ó. Carlão? Deixa que eu resolvo o câmbio e desligo.
Grande galotinho.
Grande Carlão. Léo, eu preciso que você quebre um galho pra mim. Pode falar. Eu
vou ter neném.
Vai ter neném?
Vai ter neném? Peraí, Léo.
Peraí, Léo.
Quem vai ter neném é minha mulher, brother.
O que você não falou logo, rapaz? Olha só, meu irmão. Fui chamado pra uma
corrida que vai rolar uma grana pesada.
Grana? É, eu racho contigo.
Tá rachado? Tá certo.
Confirmado. Brother, vai me levar pro hospital. Vamos lá. Eu vou lá.
Se for possível, mande um telegrama.
Sim, senhor.
Cuide bem da casa, meu filho.
Não se preocupe.
Ei, motorista!
Venha logo!
O que você quer para a tarde?
Olha!
Que lindo, hein?
Sua filha.
Temendo a gatinha, hein?
Falei alguma coisa que não devia?
A vida pra mim perdeu muito sentido.
A nossa casa agora me parece tão grande, tão triste.
E eu vejo a Carla em todos os cantos.
Eu também.
Não sei porque o destino foi tão cruel conosco.
E às vezes tenho a sensação de que fomos nós que matamos a Carla.
Calma. A gente não pode se culpar tanto assim.
Mas eu não consigo.
Se nós não tivéssemos proibido aquele namoro, ela não fugiria.
E não aconteceria o acidente.
Ninguém tem culpa de nada, Ilma.
Nós não podemos mudar o destino. Nós temos que trabalhar para superarmos as
nossas dificuldades.
Essa viagem vai nos trazer novas esperanças.
Será que desta vez nós vamos encontrar um médico que possa nos ajudar?
Filha, nós já discutimos sobre isso.
Papai, não sei por que você quer me castigar.
Meu bem, colônia de férias não é um castigo, né? Mas pra mim não há nada de
interessante lá.
Porque o que é interessante pra você, Bianca, é aquele menino sem futuro.
E isso é muito pouco pra você.
Mamãe!
Mamãe, não esquece do meu tênis. Não.
Tá?
Papai, por favor.
Não, Bianca.
Tchau, querida.
Meu bem, para de ficar socada.
Priscila, vê se levanta um chão de perna, tá?
Doutor, doutor, saiu, doutor, saiu.
Dá -me um pouquinho.
Descornei uma casa para a gente passar o verão.
Jura? Mais uma.
Vem cá, Zé.
Você vai pegar o ônibus que está indo para a colônia.
Vem cá, Marcelo.
A namorada dele está dentro do ônibus.
E você vai dar um jeito de soltar com ela no trevo de Angra. Sabe naquele
Deixa comigo.
Vem cá.
Legal? Beleza, vamos lá.
Vai lá, Marcelo. Olha o anel. Boa sorte.
Você vai passar o melhor verão da sua vida.
Quem é o senhor?
Oba!
Eu?
Sou eu.
E eu sou Vitor Hugo.
Sim. Sabe de quem que eu sou tio?
Não. De meu sobrinho.
Sabe de quem que eu sou sobrinho? Não.
Do meu tio.
Sabe quem é meu tio?
É o tio Arou.
E a tia Ilma.
Posso falar com eles?
É, sinto muito, mas eles não estão.
Viajaram. Viajaram? Sim.
Nem me telefonaram?
Como pode ir? Eles viajaram, mas eu cheguei.
Dá licença.
Opa! Desculpa. Desculpa.
Desculpa.
Carlinhos! Senhor!
Carlinhos! Minha filhinha!
Que saudade, Carlinha. Você se foi.
Mas o que é isso?
Eu não estou entendendo. Afinal de contas, quem é esse senhor?
Carlinha. Vitor Hugo, você pode me explicar o que está acontecendo aqui?
Minha filha.
Com licença, cavaleiro.
O senhor é quem?
Eu sou sobrinho e sou primo.
Eu sou primo e sou sobrinho. Eu sou Léo. Eu sou Leozinho.
Eu vim para ficar.
Vou ficar até a volta do tio Haroldo e da tia Ilma.
Eles precisam do meu apoio.
Vira pra isso.
Vira pra isso.
É Juliana.
Vem cá, Juliana.
Vem conhecer o seu primo, Léo.
É o sobrinho, né?
Então, já que o senhor é sobrinho, Vitor Hugo, por favor, acompanhe o cavaleiro
até os seus aposentos.
Coitadinha.
Ela não fala e nem sai de casa desde a morte da irmã.
Não fala nada?
Nada.
Coitadinha.
É a primeira vez que eu
trabalho com esse tipo de ônibus. Eu trabalhava na Rio São Paulo.
Você é um santo. Você caiu do céu.
Amém.
Chocolate? Sim.
Sim. Ó.
Ó. Sim.
Gosto muito de chocolate.
Thank you, senhor.
Oh, thank you.
Pode ir.
É o paraíso.
Eu vou ligar pra ela, ela não vai acreditar.
Estou no paraíso.
Vou ligar pro meu amorzinho.
Ela vem pra cá.
Alô?
Adivinha quem é? É bonitinho e tem chulé.
Adivinhou? Meu amor, eu estou no paraíso.
Aquela casa que você sonhava.
Piscina, praia, tem tudo aqui.
De mentira o quê, meu amor?
É a casa dos meus tios.
Dos meus tios.
É.
Fala com o Carlão e vem pra cá que eu estou te esperando.
Não vai poder vir hoje? Não vem.
Vai pensar?
Vai vir?
É verdade, meu amor.
Beijão. Tô te esperando.
É o paraíso.
Ele tá com um certo problema.
Pô, valeu, cara. Valeu. Salvou. Garota.
Oi, motor.
Oi. Tudo bem, meu filho? Vai.
O que você está fazendo aqui?
Olha, você não vai mais pra colônia de férias.
Vai comigo pra casa do tio do Léo, um amigo meu.
Mas como?
Fica fria, porque eu já armei tudo.
Vou contar tudo pro papai.
Ô, Priscila.
Peraí.
Só um.
Tá bom, Priscila. Eu te dou aquela minha blusa branca de cera que você adora.
Tá bom.
Senhor,
o champanhe.
Francês. Alô?
Marcelão? Sou eu, Jean.
Olha só, é verdade.
Aquilo que ele falou é verdade.
Ele conseguiu.
Olha só, avisa a turma toda e vem correndo, tá?
Tá, um beijo.
Tchau.
Jean? Com licença, senhora. Pois, meu marco.
Quero montar o caminho, mas tiro de costas, tá?
Fecha os olhos, hein?
Tá bom?
Fecha os olhinhos.
Diga o que gosta.
Dona Sofia?
Dona Sofia?
Dona Sofia?
Ah, traga para mim aqueles canapés.
Aquele que eu pedi.
É, pode trazer agora.
Muito chique.
Por que que você não vem ver
televisão aqui do meu lado, hein?
É assim?
Abre a boquinha. Ó a deusinha.
Eu
podia
aproveitar e me mostrar o resto da casa, Léo.
Vamos lá?
Vitor Hugo, a campainha.
É, ouvi.
Vitor Hugo, a campainha.
Sonora, né, Sofia?
Vai abrir a porta.
Ah!
O Léo tá aí?
Eu sou amigo dele.
Sim.
Eu sou a Paula, amiga do Marcelão e do Léo. Eles estão aí?
Obrigada, querida.
Amigo do Léo, tem amigo da Paula, tem amigo de todo mundo aí. Tá todo mundo
E aí?
Vocês demoraram.
Gente, você veio com tudo aí, Paula.
Eu trouxe tudo.
E aí?
Gente, que casa.
Bem, cadê o Léo?
Tá por aí, né?
Ritorugo. Sim, Sofia.
Prepare os seus nervos e os seus ouvidos.
Ué, pra quê?
A temporada promete, meu caro.
Turma, podem ficar à vontade, hein?
A casa é nossa.
Ô, Léo, tem dinheiro lá no meio, hein?
Milionário. Desculpa. É, mas não é qualquer um que tem um palacete desse
emprestar para o sobrinho.
E não é qualquer um que tem um sobrinho assim como eu.
Você já viu um cinema que tem nessa casa?
Comer um sanduíche aqui com mostarda.
Delícia.
Delícias.
Léo, Léo, Léo.
Oi. Falar com você, meu chapa. O que foi? Mas é sério, gente, é particular.
Fala, Zé.
Fala, Zé.
Deu zebra, meu irmão. Deu zebra.
O motorista, ó, sumiu. E agora tem um ônibus aí fora, cheio de adolescentes. E
eles estão achando que isso aqui é uma colônia de férias, meu amigo.
Peraí, Zé. Peraí. Deixa eu ver se eu entendi, Zé. Eu falei pra você pegar o
Marcelo, pegar a namorada do Marcelo e trazer pra cá.
Peraí, Zé.
Isso aqui é mentira.
Eles estão pensando que isso aqui é uma colônia de férias.
Eu vou segurar a penteca, Zé. Eu vou ligar pra colônia de férias deles e vou
desmarcar tudo.
Desmarco tudo.
Faz de conta que ninguém foi. E você vai dizer que a primeira tarefa é ir pra
piscina. Vai lá, todo mundo pra piscina. E eu ligo e desmarco. Agora tem que ser
bico calado.
Bico calado.
Eu vou lá? Vai lá.
Mas ninguém pode saber. Quando o motorista aparecer, a gente expulsa todo
Ótimas notícias.
Chegaram mais uns amigos.
Tio Arudo e tia Ilma sempre disseram que querem fazer desta casa uma colônia de
férias. Vamos realizar seus sonhos.
Alegria? Alegria?
Alegria?
Colônia de férias?
Escuta, eu nunca ouvi falar nessa história de colônia de férias, não.
Mas ele é o sobrinho.
É ele que manda.
Qual vai ser a primeira atividade?
Gente, olha, atenção.
O chefe dos recriadores mandou todo mundo ir pra piscina. Ih, já começou
errando.
Não dá canção
O senhor Ronaldo Pinto, ele insiste em falar com o senhor.
Quem? É o senhor Ronaldo Pinto.
Me dá aqui.
Alô? Como vai, doutor Leão? Quem tá falando é o senhor Ronaldo Pinto. Eu
marcar uma audiência pra tratar sobre a venda da casa. Eu tô ouvindo?
É, o senhor não está me ouvindo? O senhor sabe que a casa tá vindo? Não,
não. Não estou interessado e não vendo nada. Não estou interessado, não.
Eu disse não!
Meu,
eu gostei da Roberta. Você viu o mergulho que ela deu?
Menina, é uma fera, velho.
Pô, cara, e a Bianca?
Ela é tão meiga, cara. Tão carinhosa.
Tô apaixonado.
Nossa, aí, galera.
Letícia tá me dando auto -ismônio, cara.
Tá amarradona na minha, cara.
Puxa, o Léo foi o maior barato e fez todo o suíte pra gente.
Ai, ai.
Ai, Roberta, o Cláudio é lindo, né?
Mas é tão metido.
Puxa, será que um dia ele vai ficar afim de mim de verdade?
É ruim, hein?
Eu bem que vi, né, Zerona Bianca?
Gente, mais aula na namorada do Marcelo?
E aí, meninas, que tal um banhozinho juntos?
Atenção, atenção!
Hoje, aula de surf!
Aula de surf!
Aposição de surfista!
Concentrado!
Agora! Entrando no tubo!
Calma! Calma! Calma!
Calma! Calma! Calma! Calma!
Calma! Calma! Calma! Calma! Calma! Calma!
Calma!
Para dentro d 'água!
Para dentro d 'água! Para dentro d 'água! Tá de roupa? Tá de roupa? Quer um
poção?
O que é isso?
O que eu dou pra você?
Paredinha! Paredinha! Paredinha!
Alegria! Alegria! Para dentro d 'água! Para dentro d 'água! Para dentro d
Paredinha! Paredinha! Vai! Dá limpeza! Dá limpeza! Dá limpeza! Dá limpeza!
Se o papai disse isso, ele ia adorar.
Tudo bem, Priscila. O que você quer dessa vez?
Aquele vestido rosa.
Tá bom, o vestido é seu. Agora some daqui.
Oba! Consegui, consegui!
Música
E quem sabe um dia aquela gata vai ser meu amor.
Esse sobrinho, eu nunca ouvi falar desse rapaz.
O que me causa estranheza mesmo é o Dr. Haroldo e a Dona Ilma não terem levado a
Juliana.
Ódeis médicas.
Ela tá adorando essa animação.
Vitor Hugo, ponha -se no seu lugar.
Você não é médico, faz a palpite.
Vai já tocar o sino.
Vitor Hugo, ponha -se no seu lugar.
Você não é médico, faz a palpite.
Tá já pra tocar o sino.
Vou até aí.
Já apontou dois mil Mais de dois Milhões
E o mundo não é só o Brasil E o mundo não é só o Brasil E o
mundo não é só o Brasil E o mundo não é só o
Brasil
Engraçado, mano.
O cara é super louco.
Chegou um telegrama internacional endereçado a Sofia.
Deve ser dos seus filhos.
Chegamos bem.
Conto com o doutor amanhã.
Talvez possamos voltar logo.
Abraços, Haroldo e Ilma.
Você já viu aquela garotinha que fica aí, perambulando pela casa toda?
Já. Ela deve ser a filha do dono da colônia. Ela tem um quarto só pra ela.
Ai, Ana Paula, pois é.
Tá tudo muito lindo, as férias estão maravilhosas, tô adorando ficar aqui. Só
tem um problema.
Me apaixonei. Me apaixonei pra valer.
Estou vitrada pela educação da Ana Paula. Não sei o que eu faço.
Eu acho que ele não gosta de mim.
Eu fico tão triste por isso.
Não sei que tem sorte. Já vi que o namorado vira colo. Ah, meu
Deus. É, mas se o papai souber... Ah, é, é. Eu conto pra ele que você
sapateou em cima da mesa.
Aqui não é aquele quarto, né?
Mas aqui é o meu cantinho.
Gostosinho, né?
É. Você foi super gentil em ceder seu quarto pras meninas também.
Eu sou um gente, né?
Eu não sabia, Léo, que você tinha uma família tão chique e tão fina assim.
Família toda rica.
Toda milionária.
E quem sabe... você...
Quer entrar pra minha família, quer?
A gente podia terminar de conversar amanhã, que tá ficando tarde. Eu tô
assada pra caramba.
Amanhã a gente termina.
Boa noite.
Boa noite.
Puxa vida, quando é que ela vai entrar na minha?
Puxa vida.
Pode ser eu puxar?
É.
O senhor, perdão, mas é que se... O senhor vai ter que me ajudar, porque,
infelizmente, eu não possuo três mãos. Ah, sim? Pois não.
A vontade.
Muito obrigado.
Pouco açúcar, por favor. Pouco açúcar.
Seu Léo, assim, só a título de curiosidade, o senhor, afinal de contas,
sobrinho. Por parte da dona Ilma ou por parte do seu Haroldo?
Dos dois.
Eu sou um pouco assim...
do seu Haroldo, um pouco da minha tia.
Eu sou sobrinho da minha avó.
Sobrinho da sua avó.
Perfeito, claro.
Mas, assim, esse parentesco de ser sobrinho da sua avó seria, assim, por
do tio do seu Haroldo ou por parte da avó materna da dona Ilma? Dos dois.
Um pouco pra cá, um pouco pra lá.
Entende? É um pouquinho...
Vai ficar me fazendo pergunta? Não, desculpe. Vem cá, vai ficar me fazendo
pergunta? Desculpe. Eu sou o dono dessa casa.
Eu sou sobrinho do dono dessa casa.
Se põe no seu lugar de governanta. Perdão, senhor.
Sinceramente?
E me dá uma caneta, por favor.
E o papel?
E o caldo da galinha? O caldo de quê? Da galinha. Da galinha.
Tem maluco.
Vou mandar uma cartinha pra esse programa.
Quem sabe eu não ganho.
Pronto, senhor. Sim.
Cartinha.
Daqui o caldo. Tem que ganhar.
Qual o CEP?
22, 22, 22.
Tem que ganhar.
Imediatamente, hein? No correio
. . .
Me abraça, meu mozinho.
Te amo.
Quem é esse?
É, senhor.
Eu é que não estou entendendo.
Postura. Postura. Só postura, senhor. Postura.
Sentido.
Respeito é um bom negócio, sabia?
Estava sonhando com a minha princesa.
É sentido.
O doutor Ronaldo Pinto está na varanda e quer falar com o senhor.
Doutor Pinto?
O senhor Pinto está aí.
Pessoalmente? Pessoalmente.
Aqui? Aqui.
Sim?
Pessoal, o Ronaldo Pinto. Eu sou o Ronaldo Pinto. E eu sou o Léo Pereleca.
Muito prazer, encantado. Eu estou aqui porque eu tenho uma procuração para
vender esta casa.
Aliás, eu já botei até a placa no jardim.
Amanhã eu vou trazer um casal interessado na compra da casa e eu
está tudo bem.
Está tudo bem, sim.
O que é? O que é isso? O que é? Não, espera aí. O Sr. Haroldo me disse que a
casa estava completamente vazia. Que história é essa?
Alguém vai se interessar por uma casa dessa cheia de poceiros?
O Sr.
Haroldo desistiu de vender esta casa.
Sr. Perereca, eu tenho uma procuração.
Entendeu? Pra vender essa casa. Onde é que tá a procuração? A procuração tá
aqui, peraí. Segura aqui o estativo, por favor.
Onde é que tá a procuração? Deixa eu ver teu encontro. A procuração, deixa eu
ver. Seu Quinto, não sei onde é que tá a procuração. Seu Quinto, não é mesmo seu
nome, hein? É Léo Pereireta. Seu Pereireta, a procuração, onde é a
Tem a procuração ali? Não tem procuração. Dá licença, dá licença. Não
procuração. O testamento do meu titio, essa casa é minha.
Tá no testamento.
Mas que testamento é esse?
O que que é?
O que que é?
O que que foi?
Retire -se.
Indignidade. Retire -se de lá.
Peraí, eu vou descobrir.
E bom estar juntinho com você aqui agora
Prefere ser feliz que eu te bebo a qualquer hora
Vem dançar e sonhar com a música, música
Com você vou dançar pra fazer o mundo inteiro vibrar
Dó, ré, mi, fa, sol, ó, mi, dó, ri, trói, tá bom a dançar.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, oito, nove, dez,
oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove,
dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito,
nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez,
oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove,
dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito, nove, dez, oito,
nove,
Estranho. O que eles estão fazendo?
Estranho. Vou descobrir.
O mapa.
Vou localizá -los aqui no mapa.
Acho que eles estão aqui.
. . . .
eu vou descobrir que tipo de gente está nessa casa.
Não vê ouvido, não tá com a lábia.
De onde eu venho, para onde eu vou.
Eu sei lá quem é você, eu quero saber como é que se sai daqui.
Para de comer esse urubu que você pegou no mato e me diz como é que se sai
daqui. Eu mostro, eu mostro.
Você falou em ônibus, você falou em criança, que ônibus é esse?
Posso te esperar se você não vier. Eu vou encontrar o sonho que se esconde em
teu olhar.
Sendo de prazer.
Me veja, tá?
Robson, quer voltar?
Não tô legal.
Que isso aqui?
É meu remédio de falta de ar.
Tem um remédio bem melhor pra isso.
Não!
Eu forcei a barra.
A culpa foi toda minha.
Não precisa dizer nada, meu filho.
Só me abraça.
Deixe o velho de lado.
E venha para mim.
Ricos e felizes.
Para sempre.
Tudo bem.
Voltaremos dentro de três dias.
Abraços, Arudo e Ilma.
Senhor, mostarda?
Muito.
Muito. Bastante, bastante.
Com licença.
Tudo isso é uma mentira.
Essa casa não é do meu tio.
Os donos da casa vão voltar.
Está todo mundo frito.
Está todo mundo na enrascada.
Eu vou ser preso.
E eles vão voltar dentro de três dias.
Não acredito, Léo.
Eu não estou acreditando que você mentiu para mim de novo.
Que você está me fazendo de idiota.
Gostou do filme? Já.
Seu sobrinho?
Eu preciso ter um particular com o senhor.
Sim, senhora.
Você sabe quem é que vai dar as cartas agora, garota? Agora sou eu. Agora você
vai me escutar.
Estou cansada. Essa casa está uma bagunça. Essa casa está uma desordem. E
vamos colocar tudo nos seus devidos lugares.
Aliás, nós não.
Vitor Hugo, essa turminha de desordeiros e você. Sim, senhora.
Que dia agora em diante vai ser meu pai.
Não, senhora. Vai.
Vai, sim. Vai, Léo.
Não, eu preciso falar com você.
Eu preciso dizer pra você.
Eu nunca tive um namorado. Eu nunca namorei ninguém.
Eu nunca fui beijada por ninguém.
Eu nunca fui abraçada por ninguém.
Não, não tô.
Tô doida por você.
Tô louca por você. Eu não quero mais ninguém.
Não tem, não interessa.
Não interessa, Val. Eu só quero você. Não, eu não.
Desde o dia que eu cheguei aqui, você me abraçou. Eu nunca fui abraçada.
Não me interessa se foi sem querer ou não, porque agora já falei para você que
quem dá as cartas sou eu. Ou então você vai para a cadeia.
Você e a sua turma de desordeiros.
E essa serigaita. Essa serigaita que estava aqui também.
O socorro!
A primeira estela da manhã veio iluminando devagar. Eu ainda
sonhava com você.
Era um romance inovar. Acho que eu era o teu herói.
Nada poderia nos deter.
Teus olhos lançavam...
Disponível
Você sabe que eu não sou seu primo, não sabe?
Você me acha maluco?
Você acha que vai dar confusão, não vai?
Seu pai vai me matar, não vai?
Eu vou ser preso, não vou?
Mas você gosta de mim, não gosta?
Minha querida, vá para a sua cama.
E você, rapaz, nunca mais se aproxime dela, ouviu bem?
Francamente, o que é que você está me levando?
Idiota! E você disse que sabia o caminho, miserável!
Quem sou eu, hein? Só estamos andando e não encontrei nada, porra! E onde eu
venho? Pra onde eu vou? Quem sou eu? Não sei aonde é que você vai ao nosso
depósito, Sabael!
O ônibus!
Jesus!
As crianças!
Jesus! Não pronuncie o seu santo nome em vão, hein? Não, Jesus é meu nome. Eu
sou o motorista do ônibus, que é da colônia de férias.
Mas e as crianças?
Onde é que estão as crianças?
Colônia de férias.
Crianças. Já descobri tudo.
Matei a charada.
O que é isso aqui? Quem são vocês?
Não interessa. O que interessa é que eu descobri tudo. Vou chamar a polícia e
mandar prender todo mundo.
Sequestro de crianças.
Invasão de domicílio.
É.
Televisão, jornais, revistas, um escândalo.
Peraí, peraí, peraí.
Eu quero esclarecer uma coisa aqui. Eu não tenho nada com esse assunto.
Eu sou governante da casa.
Muito pelo contrário. Nessa casa quem manda condutores no estômago sou eu. Mas
eu já sei o que está acontecendo.
Eu tenho certeza que é o sobrinho.
Sobrinho, sobrinho, coisa nenhuma. Aquele garoto nunca me enganou, mas ele
me pagar agora.
Ele vai me pagar.
Eu vou colaborar com os senhores.
Eu vou dar o número do telefone dos donos da casa.
Eu sei onde eles estão, são meus patrões.
Ele vai me pagar.
Eu vou dar o número do telefone para os senhores.
Me dá o número, menina.
Eu quero que eles sejam pegos em flagrante.
Eu vou telefonar para o seu Haroldo.
Você, Jesus, telefona para a colônia.
E você, menina, volta lá e desfaz.
Meus meninos.
Olha que lindos todos, hein?
Sabe, já que vocês foram tão bonzinhos, a casa ficou um brinco, parabéns. Eu vou
fazer o seguinte.
Eu vou dar uma festa.
É.
Eu não sei, Léo. O que você acha?
Eu fiz tudo isso... só pra te fazer feliz.
Tudo bem, só que eu acho que você foi longe demais dessa vida.
Longe?
Mas se você... me ajudar... a gente pode estar aí vendo.
Tá bom, eu vou te dar a última chance.
Jure?
Eu preciso falar com o senhor em particular.
Só um minutinho, tá?
Faz sorte.
Eu acabo de receber um telefonema.
Sim. Seus filhos acabaram de desembarcar.
Sim. Dentro de 30 minutos, todos estarão aqui.
Sim.
Meus tios? Sim.
Não. Sim.
Não. Sim.
Telefonaram. Dentro de 30 minutos.
30 minutos.
Vão estar aqui.
Exatamente. Tem certeza?
Sim. Não.
Sim. Não.
Você está precisando de alguma coisa?
Como é que eu vou sair dela?
Como vai sair dela?
Pela porta.
Pela porta.
Mel, Mel.
Aquilo que você sabe a mim. É, com licença.
A gente tem que dar o fora.
Caramba, que música ótima. Olha, essa festa vai ser de arrepiar, hein? Tô
moro? Tô nela.
A gente... A gente... Tá perdido.
Sobe. Parece que teve um fantasma. O que aconteceu?
A gente... A campainha.
O que é isso aqui?
O que é isso aqui?
É o caminhão do Faustão, trazendo presentes para a família inteira.
Mas, mas, o senhor pode ficar aí mesmo. Quem é o Léo? Eu sou o Léo. Esse é o
penteiro do Léo, meus amigos. É você.
Você está na televisão, olha aí. O caminhão do Faustão chegando com prêmios
a família inteira.
Queremos conhecer a sua casa, o seu lar, a sua família. A partir de agora, é
mais emoção na sua televisão. A partir de agora, muitos prêmios para você. É
você. Meus amigos, é ele.
Ele é o vencedor do caminhão do Falcão deste domingo.
Você. São cinco milhões de cartas. Quantas cartas o senhor mandou?
Eu só mandei uma de brincadeira. Eu estou passando a televisão. Você está na
televisão ao vivo.
Quantas cartas o senhor mandou?
Eu só mandei uma. E o senhor ganha milhões em prêmios.
Atenção para a nossa pergunta.
Atenção para a nossa pergunta.
O senhor tem a caixinha do Caldo Quinora? Ele tem a caixinha.
O senhor tem o caldo de galinha.
Ele tem o caldo de galinha sim, está aqui. Ele tem o caldo de galinha sim,
aqui. É, meu amigo. Olha a família reunida.
O senhor, ele sabia que ia ganhar.
O senhor sabia que ia ganhar. Olha aí.
Esse caminhão do Faustão faz até chover. É muita emoção, meus amigos. Muita
emoção com o caminhão do Faustão.
Só uma figurinha como essa poderia ganhar neste domingo de chuva o caminhão
Falção. Que coisa maravilhosa. E eu vou fazer um filme.
Preciso de um cara como você. Você leva a gente. Olha o meu cartão.
Vamos fazer um teste com o nosso ator.
Atenção.
Tristeza.
Alegria.
Saco cheio.
Que grande revelação. E vem aí um filmão.
Obrigado, garoto. Obrigado.
Eu sou o culpado mesmo de tudo.
Eu sou o culpado.
Eu sou o culpado. Eu queria salvar o namoro do Marcelo. Eu queria... Eu tava
apaixonado. Eu queria... Eu queria dar uma alegria aos meus amigos.
Eu sei que eu sou o culpado.
Nós não fizemos nada de mal.
Eu sei que eu errei.
Podem me prender se quiserem.
Por quê, rapaz? Eu quero falar com você.
Papai, se você proibir meu namoro, eu fujo com ele.
Mãe, não prende ele não, por favor.
Eu gosto muito dele.
Desde quando o Carlinhos morreu, nunca mais tive essa
alegria toda.
Agora, eu acho que tenho um montão de amigos.
Acho que resolvemos o nosso problema.
Obrigada, pai.
Eu só queria a Jan pra mim.
Eu adoro ela.
Pode me prender se quiser.
Vamos escapar.
Deixa eu dar cartão pra ele. Vamos lá.
Entra, entra, entra, rapaz. Entra lá dentro.
Por favor, me prende ele.
Um, dois,
três!
Eu gosto de você de qualquer jeito, Léo.
Chame seu povo.
Uma vida em cor de rosa, uma casa e um jardim.
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