All language subtitles for Chahine Youssef - Awdat al ibn al dal AKA The Return of the Prodigal Son (1976) - pt br

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Ai!

Termine o resto.

Estou com fome.

Um peda�o de p�o, para acabar meu turno!

T� morrendo de fome!

Aqueles que trabalham para o sr. Tolba nunca t�m fome.

Diga: "Sou um covarde".

Mais uma palavra e o sr. Tolba o afogar� no canal!

Sr. Samir,

voc� � o covarde!

CAFE CLUB E CINEMA TOLBA MADBOULI

-O que houve? -As correias s�o usadas.

Chame Hassouna, que ele as reparar�.

Segure os oficiais.

Remova-as rapidamente.

E onde as colocarei?

Vou lhes mostrar as m�quinas que funcionam.

� preciso que as m�quina trabalhem!

Posso tentar repar�-las, mas n�o antes de amanh�...

N�o, agora mesmo!

As correias s�o usadas.

Eu lhe disse agora mesmo!

Suas m�quinas n�o aguentam 2 horas de funcionamento!

E voc�? Voc� serve para qu�?

Ou ent�o voc� envelheceu e se esqueceu da mec�nica?

-Diga-me. -Sim, senhor.

� menor neglig�ncia, voc� bloqueia os sal�rios.

Hassouna!

Ah, ol�.

Voc� n�o deveria passar aqui, para me ver?

Voc� os conhece?

Meus rapazes jogaram uma partida de v�lei com seus oper�rios.

-Onde? -No clube esportivo.

Voc� fala sobre um clube!

Quando ele me falou de voc�,

eu lhe perguntei

se voc� era o Madbouli, da Academia Militar.

Ele me disse que agora voc� havia retomado os neg�cios da fam�lia.

"Ele fez parte de minha turma!", eu lhe disse.

Ah, l�, l�...

O mundo � pequeno!

Quando � a revanche?

N�s n�o passamos de simples camponeses.

Como assim?

� preciso fazer-lhes um verdadeiro clube.

E organizar torneios:

oper�rios, camponeses, militares... Por que n�o?

Ele � limpo!

Basta, crian�as!

Diga, voc� vai honrar suas d�vidas? Os cursos terminaram.

Que d�vidas?

O beijo. Voc� me prometeu.

Ah, o beijo

lbrahim ...

ao pr�ximo ano!

Vamos trabalhar muito, prometo.

-Irei a Port Said. -E eu, para o Alto Egito.

Espero nunca mais o encontrar.

Voc�s j� n�o tiveram o bastante?

Sim. Vamos. Tchau, tchau!

� poss�vel que j� estejamos nos despedindo?

A escola terminou?

Como o tempo passa r�pido!

Acabamos de chegar

acabamos de nos reencontrar e j� temos que nos separar.

Talvez, para sempre.

A hora da despedida chegou.

Querida escola, adeus!

Adeus, nossos dias mais belos.

Adeus, nossas lembran�as mais caras.

At� logo.

Querida escola!

Adeus! Adeus! Adeus!

At� logo, janelas

que permitiram que nosso esp�rito volitasse.

Foi com voc� que alcan�amos

Os apelos que ningu�m podia resistir.

At� logo, janelas,

que permitiram que nosso esp�rito volitasse.

Foi com voc� que alcan�amos

Os apelos que ningu�m podia resistir.

Voc�, pequeno pombo correio

E voc�, pequeno muro

Eu tamb�m lhes digo adeus

A hora da despedida chegou

Querida escola, adeus, adeus.

Adeus, nossos dias mais belos.

Adeus, nossas lembran�as mais caras.

Adeus, senhor.

Sim, at� logo.

Juntos, tanto na ida, quanto na volta

3 anos se passaram

Na nossa querida escola

N�s fomos colegas de sala

Debru�ados sobre os mesmos deveres

Os tempos de raio de sol

Escondendo o tempo do adeus

Fomos descuidados

Eh, sim!

A escola terminou Para onde iremos agora?

Todos para a universidade!

A hora da despedida chegou

Querida escola, adeus, adeus.

A vida reuniu

E n�o separa jamais

Ser� nossa hist�ria diferente?

Devemos continuar amigos

Nossos bons momentos

Ser� uma pena esquec�-los

Os anos passaram

Com uma rapidez!

Nossos bons momentos

Ser� uma pena esquec�-los

Os anos passaram

Com uma rapidez!

A hora da despedida chegou

Querida escola, adeus, adeus.

Adeus, nossos dias mais belos.

Adeus, nossas lembran�as mais caras.

At� logo

Adeus

Querida escola

Propriedade Madbouli!

Vamos, Ibrahim Madbouli!

Pode deixar. Eu vou para a aldeia.

Des�a, Ibrahim!

N�o tenho muito tempo.

Vamos!

E quem vai me ajudar a fazer as contas?

- N�o me culpe, av�. - Vov� vai fazer um esc�ndalo!

Precisamos segui-los de perto, para que sintam o nosso zelo.

N�o fazemos outra coisa!

Dia e noite!

O que h�, Fatma?

N�o suporto mais o est�bulo, a casa, nem esta cidade!

Mas...

s�o t�o seus bens, suas terras e sua casa

quanto nossos.

Eu lhe pe�o, devolva-me aquilo que lhe confiei.

Seu dinheiro?

Sim. E, por piedade, deixe-me partir.

N�o posso.

Tenho seu dinheiro.

Mas Tolba investiu tudo que tenho nos neg�cios.

� complicado.

Tanto pior! Partirei assim mesmo.

Voc� me manda minha parte mais tarde.

Reflita bem, Fatma.

Tolba poderia ser um bom marido.

Antes me matar!

Seja razo�vel.

Ou me caso com Ali, ou fico solteira para sempre.

Os dois s�o meus filhos.

Mas Ali partiu h� 12 anos.

Ent�o, eu partirei!

Partir? Para onde?

Sob que teto?

Deixe, Ali! N�o se envolva!

N�o se envolva, Ali!

Voc� escreveu ao presidente.

N�o se arrisque.

Governo!

E aquele l�?

-Presidente do conselho municipal. -Bem!

Olha eu!

E olhe voc�!

Quem �?

Tallat El Balkassi!

N�o � brincadeira!

� o sr. ministro!

E ele, o que foi feito dele?

Morto em junho de 1967.

-Quem �? -Morto durante a guerra de atrito.

-E ele? -Est� por a�.

Promovido a coronel.

-E aquele? -Perdeu as pernas no I�men.

-E aquele ali? -Vive.

E aquele?

Morto em 1956.

Chega, Tolba.

Como os soldados s�o formosos!

As divisas nos ombros, no peito as...

Pouco importa!

Tolba � um arm�rio.

Voc� deveria t�-lo deixado termina a escola militar.

Ter�amos paz.

Desde que esta visita termine bem.

De que tem medo?

Que ele se arrependa de ter mudado de caminho.

O que h� de novo na base?

O estado de urg�ncia parece persistir.

Tudo � poss�vel.

As tropas est�o acampadas em volta das cidades e aldeias.

A base que voc� escolheu, vai lhe servir de moradia.

A prop�sito,

se voc� me der o or�amento do abastecimento...

Infelizmente

n�o depende de mim.

O capit�o Houssam o informar� melhor.

Apresente um pedido � administra��o...

Deus � generoso.

Comigo sempre esteve e sempre estar�!

De acordo com ag�ncias de not�cias, a Casa Branca...

O qu�? N�o importa! N�o dissemos que "basta"?

Sil�ncio!

Tafida!

Feito. V� at� a cooperativa, pois voc� sabe falar com eles.

Se eles n�o derem nossa ra��o,

Feito, v� se mudar. Avie-se!

-Titia Lawa... -Sim?

O que � "bazduquer"?

"Assassinar", "massacrar" no nosso querido dialeto alexandrino.

Inscreva-se na universidade de Alexandria

e voc� aprender� tudo isso.

Sou cientista e pretendo estudar na Europa.

-Aonde vai? -Ajudar Tafida.

A estender a roupa?

E da�?

Se seu pai o visse, ele teria um infarto.

Pegue seu livro, escolha uma sombra e finja que est� lendo.

Hassouna, quase n�o h� �gua!

Eu fa�o o que posso.

Mam�e iria preferir que voc� fosse � universidade de Alexandria.

� o sonho da minha m�e tamb�m.

Ent�o, por que teimar?

Por que a Europa?

Desde a morte de minha m�e, quero partir.

Talvez, longe, eu a reencontre.

Voc� n�o quer mesmo ficar?

Veremos. Agora, vamos.

-Aonde? -Quero meu beijo.

Espere um pouco.

N�o discuta! Feche os olhos.

Para qu�?

Voc� nunca vai ao cinema?

Vou.

Voc� tamb�m.

De onde saiu? O que est� fazendo?

O comportamento de sua filha a diverte?

-Isso n�o o lembra de nada? -N�o.

Force a mem�ria.

No terra�o, quando eu fazia isso...

Voc� era uma emigrante, fugindo dos alem�es

N�s �ramos valentes!

Voc� s� fazia o que lhe dava na cabe�a.

E voc�? Voc� n�o faz o que lhe d� na veneta?

Eu falava das crian�as. Aonde isso os levar�?

E eu? N�o existo mais?

Voc� n�o entende.

O que se passa?

Minha filhar poder� obter um diploma melhor do que ele.

Voc� tem raz�o.

O que n�o impede que eu trabalhe para seu pai.

Quem se importa?

Esse menino, considero-o como meu filho. Mas seu pai...

O que ele pode fazer?

Eu o conhe�o bem.

Um verdadeiro tirano!

N�o somos obrigados a ficar.

Voc� sempre poder� arrumar trabalho em Alexandria.

Decida-se.

N�o � t�o simples.

Venha e pare de falar besteiras.

O foguete foi lan�ado.

Logo o homem partir� � conquista do espa�o.

O astronauta eg�pcio Farouk el Baz

afirma que dentro em breve, o homem ir� deixar

sua pegada na Lua.

Vou me especializar na pesquisa espacial.

Primeiro, termine seu bacharelado!

Construir foguetes como esse.

Talvez ir�o, em seguida, bombardear nossas escolas e f�bricas!

Farouk el Baz, o estudioso eg�pcio de renome mundial,

filho do pa�s, diplomado na universidade de Ain Shams,

prometeu reencontrar seus antigos professores no Cairo.

Tafida, aonde foi sua m�e?

Sayed est� procurando por ela.

E quando voc� espera seu av� chegar?

O que houve?

Fatma engoliu um vidro de tintura de iodo.

-Por qu�? -N�o sei.

Pelo amor de Deus,

ela bebeu o vidro inteiro.

Obrigada, Lawahez.

Voc�, sempre a postos por n�s.

Devo-lhe uma.

N�o diga isso. � a fam�lia, isso � normal. Tchau.

V� se deitar, meu querido.

-Houria! -Sim?

Escute, Tolba.

Voc� est� cansado. Fatma tamb�m est� cansada.

Ibrahim ficar� cansado ap�s os exames. Todos estamos cansados.

E da�?

Voc� poderia

nos alugar um chal� em Ras el Bar.

Espero um contrato com o ex�rcito.

Fatma � mais importante.

Alugue um chal� espa�oso, agrad�vel.

Fatma o ver� como voc� � sempre: charmoso, simp�tico, am�vel.

A�, poderemos concluir o casamento.

-Por que Ras el Bar? -Por que n�o?

N�s j� estivemos l�, com a m�e de Ibrahim.

Que ela repouse em paz.

Am�m.

N�o me importo.

Devo proteger minha filha dessa maldita fam�lia!

J� tomei minha decis�o.

Vou pedir as contas e levo a pequena para Alexandria.

O menino n�o � de nada. Sua m�e deve ter morrido de desgosto

depois do que aconteceu a ela e a sua irm�.

Voc� est� falando bobagem. Tal pai, tal filho.

Nossa filha � de outra t�mpera!

Se Ali tivesse voltado

nada disso teria acontecido � Fatma.

12 anos esperando a volta de Ali!

Quem faria isso?

Aonde vai?

Voc� vai me deixar louco.

-Eu n�o compreendo mais nada. -Nem eu.

Voc�?

Preciso refletir.

E para refletir voc� deve ser bruto.

Eu sou o idiota da fam�lia.

V� l� e encontre uma solu��o.

-Mohamed, devo lhe falar. -Estou escutando.

Fatma me assusta. H� 12 anos que ela espera!

Eu sonho ver Ali entre a gente, novamente.

Se voc�s tivessem sido compreensivos

ele, talvez, tivesse dado sinal de vida.

"Compreensivos"?

Ele queria mudar o mundo!

Tanto melhor! Acho que nosso mundo vai bem?

Ainda bem que ele n�o � casado.

V� ao Cairo para busc�-lo.

� preciso escolher:

o chal�, para aproximar Tolba e Fatma

ou a viagem a Cairo para trazer o filho pr�digo.

Tolba se encarrega dos neg�cios.

Nada de ironia, Mohamed!

Em vez de jogar xadrez com seu pai,

Ibrahim faria melhor se jogasse com voc�.

Voc� � astuta, minha velha!

Isso sim!

Voc� tem mais de um �s em sua manga.

Venha ver.

Voc� queria ser inteligente

e dilapidou a fortuna dos Madbouli, em projetos rid�culos.

Voc� tem nos for�ado a estender a m�o.

Fatma tentou o suic�dio

Ali n�o volta

Tolba est� perdido

E voc�, voc� n�o pensa sen�o em volitar.

Diga-me.

Voc� se lembra do filme que vimos em Mansoura?

Um homem que criou um rob�, para servi-lo,

e o rob� que acabou por mandar nele?

-Frankenstein? -Sim!

� voc� e seu filho, Tolba.

Eu, Frankenstein!

Voc� n�o tem vergonha, Fatma?

Fazer isso comigo?

Se lhe acontecesse qualquer coisa

o que eu faria?

Suicidar-me?

Tudo o que fiz, fiz por amor.

Eu amaldi�oo aquela noite...

� preciso respeitar a vida.

Deus nos confiou voc�.

Assim como voc� me foi confiada,

como tudo, aqui, me foi confiado.

Levante-se, eu olhe suplico, pe�a perd�o a Deus!

Eu lhe pe�o que me deixe em paz!

Est� bem.

Respeito sua vontade.

O essencial � que se reestabele�a.

Tenho uma boa not�cia para voc�:

vamos passar uns dias em Ras el Bar.

Tolba! Chega!

Ali Madbouli!

Levante-se. O chefe est� chamando-o.

Em p�!

O rel�gio! O rel�gio! O rel�gio!

Foi voc� quem quebrou o rel�gio.

Quem? Eu?

Sim, foi voc�

quem quebrou o rel�gio.

Voc� quebrou o precioso rel�gio do senhor.

Voc� quebrou seu rel�gio!

N�o fiz nada para ningu�m.

Sou um simples ser humano.

Vim chorar a nossa sorte

e o pardal que eu tinha na m�o

Um rel�gio mais precioso do que sua vida.

De joelhos!

De joelhos ante o senhor!

Implore seu perd�o!

Sou um criminoso, um desequilibrado

O rel�gio! O rel�gio! O rel�gio!

Foi voc� quem o quebrou

Estavam aqui, 10 pardaizinhos

Balan�ando-se sobre um galho estreito

T�o estreito

Que um caiu na palma de minha m�o.

Ele me bicou a m�o e voou.

Eis o doidinho da aldeia!

O rel�gio! O rel�gio! O rel�gio!

Foi voc� quem o quebrou

Procurei por entre as flores

Dentre milhares de flores

Os restos mortais da minha juventude desaparecida

Mas s� restam cinzas

Procurei por entre as flores Dentre milhares de flores

Os restos mortais da minha juventude desaparecida, mas s� restam cinzas.

Roubar o tempo do senhor

A dispers�o, o esbanjar, o dilapidar

Como ousa roubar o tempo dos outros?

A dispers�o, o esbanjar, o dilapidar

�s suas ordens.

Voc� pode ir.

Entre, Ali.

Felicita��es.

Voc� ser� liberado em breve.

Seu pedido ao presidente da rep�blica

foi aceito.

Precisa falar bem da gente.

UM PASSAPORTE AO PARA�SO

Meu Deus!

Acalme-se, mam�e.

Voc� n�o teve tempo de terminar sua prova.

N�o se preocupe, vai dar certo.

Saberemos o resultado dentro de 15 minutos.

Saiam!

Parab�ns.

91,2 sobre 100.

E voc�?

89 sobre 100.

Parab�ns.

Eu sabia!

Aonde vai, Ibrahim?

AQUI REPOUSA AICHA TOUFIK HASSAN

Mam�e!

Consegui. Obtive 89 sobre 100.

N�o cheguei a 90, conforme lhe prometi.

Eu estava em peti��o de mis�ria.

Tafida � uma boa menina.

Sem ela, eu teria repetido.

E depois, 89 n�o � assim t�o ruim.

De qualquer jeito, n�o tenho a inten��o de fazer medicina.

Parto ao estrangeiro.

N�o suporto mais aquela casa. Nem o Egito.

Mam�e, vou me tornar um pesquisador.

Quero me especializar na geologia lunar.

Voc�, naturalmente, agora pode ir para qualquer lugar.

Voc� pode passear pelos planetas.

Se eu for � Lua, poderemos nos encontrar.

Sinto muito sua falta, mam�e.

Onde est� o sr. Tolba?

Est� em reuni�o.

Ele deveria estar � beira mar

inv�s de diante da tela.

Explique ao patr�o

porque faltam dois zeros.

Velho senil!

Vamos revisar as contas.

Onde est� o contrato do ex�rcito?

Aqui, senhor.

S� falta um certificado.

Continue a enrolar e a guerra vai acabar.

E adeus contrato!

Dizem que o plano Rogers,

Rogers, o americano... vai ser adotado.

Ah, �?

E os observadores da ONU

N�o me importo!

V� procurar todos os certificados.

Deixe-me descer.

Traga-nos um pouco de �gua.

Pelo menos, um copo!

Voc� mesmo dever� ir buscar.

Ela conhece o patr�o.

Ela � dona do caf� e do cinema.

Cale-se, Tolba pode ouvi-lo!

Acreditava que estivesse na prensa.

Os problemas com o cinema; deveria fech�-lo.

Consegui meu diploma.

Muito bem!

Isso merece que eu o beije.

Vamos beber!

Que m�dia o agradaria?

-60, eu poderia aceitar. -60?

E 89?

� um desperd�cio!

60 � suficiente, para ser um veterin�rio.

Quero fazer meus estudos no exterior

e me especializar em geologia lunar.

Vamos aumentar o est�bulo

ele ser� quadruplicado

vamos comprar vacas leiteiras americanas!

E depois, h� o cinema, a prensa. Tudo ser� seu.

Este � o meu sonho.

N�o me decepcione.

N�o � isso que quero.

Voc� ser� veterin�rio.

E estamos em guerra, viajar est� fora de quest�o.

Anunciaram o cessar fogo para amanh�, 4 de agosto.

Isso n�o acontecer�.

Partirei �s minhas custas.

S� lhe pe�o um passaporte.

N�o se canse � toa.

Voc� tem tudo de que precisa aqui.

Voc� tem at� sua moleca, a filha de Hassouna,

enquanto espera eu lhe encontrar uma esposa.

Tafida � uma camarada, uma amiga.

N�o h� amizade entre um homem e uma mulher.

Ent�o, por que o governo abriu escolas mistas?

-Um erro. -Voc� se engana.

Jamais!

Eu o ajudarei a partir.

Como assim?

Voc� se esquece de que sou seu av�?

Traga-me 4 fotos.

Est� bem. Logo em seguida.

Os conflitos, acertaremos depois.

Acha que vou conseguir convenc�-lo?

Tudo � poss�vel nesta fam�lia...

de loucos!

E voc� enviou quatro assim?

Eles v�o envi�-las para a pol�cia.

E v�o colocar um cartaz.

Com uma legenda: "Procura-se para o est�bulo de Tolba."

Amo quando voc� brinca de autodeprecia��o.

Eu a farei morrer de rir,

como Mohamed Madbouli, o grande!

Estou indo! Aten��o! Calor � frente!

Obrigada, Mohamed. Vamos nos sentar.

Dizem que as cebolas fazem chorar.

Para sua m�e, � o peixe.

O peixe! Isto me faz lembrar de Alexandria!

Eu lhe disse que s� se preocupasse com o arroz e a salada.

Ah, se voc� soubesse!

Durante os bombardeios alem�es,

um torpedo explodiu a traineira de meu pai.

Eu trabalhava no mercado de peixes.

Vermelhos pra c�, douradas pra l�, frituras, caranguejos,

E Ibrahim?

Um vermelho � dor�!

E seu pai?

N�o falemos nisso.

Um tubar�o.

� bom ou n�o?

-D�-me isso! -A sua sa�de.

Onde est� Hassouna?

Eu passo minha vida a consertar a sucata dos Madbouli!

-Est� pronto. -� para a festa das crian�as.

Nostalgia dos tempos melhores!

Os velhos dias do vov� na Fran�a, em Paris!

A inesquec�vel Mistinguett, rainha dos espet�culos musicais!

Eu a vi com meus pr�prios olhos!

Levantar a cortina!

Ela aparecia...

Descia de uma escadaria imensa...

usando um vestido

bem longo!

Eu estava com Yvette.

A filha do encanador.

Os amigos de meu pai me viram e lhe disseram:

"Seu filho n�o voltar� com um diploma de Direito,

mas de "Charleston!"

Ele disse: "Volte!" e eu me recusei.

"Ent�o, chega de dinheiro!"

Est� bem. Eu volto."

Um conselho: assim que chegar a Paris,

v� ao teatro!

-Ele n�o partir�. -E meu passaporte?

D�-me 2 fotos e voc� o ter� amanh�.

Vou fazer um discurso.

Eu congratulo meu camarada Ibrahim, filho de Tolba Madbouli,

e, na mesma ocasi�o, eu me felicito pelo nosso reencontro.

Nesta mesa, em torno da qual

reuniram-se os grandes c�rebros da aldeia,

eu me fa�o uma pergunta:

Por que partir, Ibrahim?

Tudo que poder� aprender alhures

� ensinado em nossas universidades.

Obrigado pela aten��o.

Senhoras e senhores,

filosoficamente, logicamente e psicologicamente,

o menino dever� conseguir um diploma superior �quele da garota

para poder lhe dar os xeques mates.

Muito obrigado pela aten��o e at� mais ver!

Que conselhos t�o bons!

O importante � que sejam felizes, aqui ou alhures...

O importante � que eu quero

um cuscuz, antes de morrer!

Eu como peixe dia sim, outro tamb�m.

Quando voc� saber� pedir em alexandrino, sem sotaque argeliano.

Falo �rabe melhor do que voc�!

Voc� acha que isso � �rabe?

O que acha, Fatma?

Se Ibrahim decidir partir,

nada o deter�.

Diga-me, Tafida.

Voc� n�o est� em forma, esta noite.

Estou triste por Fatma.

Ela n�o disse uma palavra � noite.

-Triste ou preocupada? -Preocupada?

Ter que viver na expectativa.

Ibrahim n�o � Ali.

E eu, eu n�o sou Fatma.

Sou como voc�, ningu�m me pisa.

Muito bem, minha linda!

Eu lhe guardei 4 pulseiras de ouro.

Assim, n�s indenizamos seu pai,

e meu primo de Sohag me prometeu sua ajuda

se eu precisar.

-Pra que isso seria bom? -N�o seja idiota.

Ele vai a Paris? Voc� o segue. Ao fim do mundo? Voc� o segue.

Eu farei meus estudos em Alexandria.

Depois, veremos.

Sou realista.

Mr. Tolba quer v�-lo.

A troco de qu�?

Ele reclama do contrato de reabastecimento.

N�o � o momento. Livre-se dele.

Um m�s e o contrato ainda n�o foi assinado.

J� n�o importa.

A casa se esvazia dia a dia.

Aonde Fatma vai, todas as noites?

Na casa do Hassouna e sua mulher.

Gra�as a seu filho Ibrahim.

E voc�? Onde passa as noites?

O que voc� acha? Fumando haxixe, com os velhos?

Por que n�o?

O que voc� procura esquecer?

E isso que faz?

A casa se esvazia e eu me sinto s�.

Por que voc� me abandona?

Eu s� tenho voc�.

Quem voc� prefere? Ali ou Ibrahim?

Eu s� amo voc�, voc� � o mais velho.

Aquele que ficou arraigado �s suas saias.

Os outros s�o ego�stas. Voc� � o �nico que � terno.

Eu gostaria que nossa fam�lia fosse novamente unida.

Se voc�s pudesse, voc� e Fatma,

se entenderam,

antes de minha morte,

os risos de uma crian�a...

Eu n�o lhe pe�o a lua.

A lista de licenciados.

Mas � a metade dos oper�rios!

N�o tenho necessidade deles.

-E o escrit�rio? -Pouco me importa.

Eles t�m direitos.

Direitos! Eles nem t�m contrato.

N�o mais do que voc�.

N�o v� atrapalhar. V�. Suma!

Coragem.

N�o posso fazer milagres!

Se est� pensando em me passar para tr�s, est� enganado!

Papai, este menino � meu filho!

Ibrahim, pergunte ao seu av� o que ele representa aqui.

Tenho autoridade sobre ele,

eu lhe pago um sal�rio, como a voc�, dinheiro no bolso.

Voc� quer correr atr�s de sonhos, de rochas lunares,

para ser um perdedor, como ele!

Os velhos nos arruinaram, pois plantaram no deserto!

Seu filho mais novo foi construir castelos nas nuvens.

E onde est� agora? Onde est�o seus castelos?

N�o haver� viagem.

E tampouco universidade.

Voc� ir� para a escola veterin�ria da aldeia. E ponto final.

Voc� vai superar isso, vai.

Cientificamente, sua ideia n�o tem valor.

Por qu�?

Economicamente, tampouco.

Despesas in�teis.

Aqui, os estudos s�o gratuitos.

A cada um, suas ambi��es.

Mam�e sugeriu que eu partisse com voc�.

� mesmo?

Isso os obrigaria a mendigar, e eu n�o aceitei.

Por que eles fariam isso?

Para que fic�ssemos juntos.

Juntos, n�o quer dizer

quando formos velhos,

quer dizer imediatamente, agora!

Juntos, imediatamente, agora, mas...

N�o h� mais nem menos!

Li que o ser humano tem a necessidade de uma presen�a.

Um abra�o, um beijo...

Caso contr�rio, corre o perigo de se desequilibrar afetivamente.

Onde voc� quer chegar?

Se voc� partir, n�o vou esperar por voc�.

N�o quero que minha juventude se finde,

como Fatma.

N�o permito que voc� diga isso.

Toda aldeia fala.

� melhor se ocupar do que eles falam de voc�.

O qu�? Eu quero que voc� meta as m�os embaixo?

-Eu n�o disse isso. -Mas pensou.

N�o, mas agora come�arei a pensar.

E n�o pararei de tentar.

Voc� escolhe o imposs�vel

para acabar n�o fazendo nada.

At� seu tio Ali era mais s�rio do que voc�.

Tafida!

Ele n�o teve o suficiente?

Ele deve esquecer essa hist�ria de viagem.

Recuso-me ser como um gato

que cura sua ferida lambendo-a.

Que imagem!

Voc� viu

os ferimentos em sua casa.

Ferimentos?

Quem foi ferida? Fatma?

Ele foi condenada.

Tanto pelos seus, como pelos estranhos.

Voc� o sabe muito bem.

At� logo.

"Se solicitar a reabertura do inqu�rito,

dever� identificar

a pessoa que me fez o bode expiat�rio

e voc� provaria minha inoc�ncia.

Estou certo que � minha sa�da da pris�o,

voc� vai me outorgar voc� o mestre,

o chefe, o grande irm�o,

alguns instantes,

s� pra mim.

Coloque-os a oeste quando o vento viraria

S� podemos comprar do DDT.

Aos honor�rios de Madame Ratiba?

Essas folhas de eucalipto far�o o neg�cio.

Pegue o quanto puder.

Elas atraem mesmo s�o os mosquitos!

O eucalipto ama os mosquitos.

Fogo, menos! Menos!

� muito pesado.

� imposs�vel.

Eu estava em transe. Eu gritei:

"Vamos, caras!"

E pronto! Em dois tempos, tr�s movimentos, estava arranjado.

Voc� n�o cr� em mim?

Eu o compreendo...

Boa noite.

Voc� n�o confia em mim

depois do lance do passaporte.

Eu n�o quero voc�.

� o papai que � teimoso.

Mas eu n�o sei mais o que

Vov�?

Est� me escutando?

Ali?

Sauda��es.

Crian�a suja.

Voc� me faz tanta falta, Ali!

Tanta!

Ratiba, seu filho voltou!

Felicita��es, senhora Ratiba!

Voc� envelheceu, Ali!

Primeiro, voc� deve vir me ver

O que ele tem?

Ali... voltou.

Alerte a todos os cantores, as dan�arinas,

os tocadores de pandeiro, de flauta...

Convide todo mundo! Amigos e inimigos,

ricos e pobres, pequenos e grandes.

Que venham todos fazer a festa essa noite.

Ali voltou, s�o e salvo!

Eu n�o lhe devo nada.

Sim. Minha compensa��o.

Voc� cogita conseguir pela for�a?

Amigavelmente.

Com quem?

Com voc� ou com sua mulher?

Com o departamento de trabalho.

N�o me fale mais deles.

S�o comunistas. Eu posso mand�-los ao inferno.

Eu n�o quero mais do que me � devido.

Voc� mendigar�!

Encontrarei pessoas para me ajudar.

De quem voc� fala? Ali?

Veremos.

Hassouna!

Voc� � um homem corajoso. Hassanini e seu irm�o podem voltar.

E Tawil tamb�m. Sejamos loucos! Pro diabo com as economias!

-Quem � este que o trouxe?

Av� d� uma grande festa.

Eu vim convidar tio Hassouna.

Que ele seja bem vindo... Mas em honra de que?

Tio Ali est� de volta!

Ali? Qual Ali?

Seu irm�o.

Enfim, de volta.

Esper�vamos qualquer coisa dele.

Sou eu quem vai colocar um pouco de ordem nessa bagun�a.

Acho que ele poder� me conseguir um passaporte?

Ele sempre pagou seus d�bitos e manteve suas promessas.

Ao contr�rio de mim, ele n�o tem nem d�bito nem promessa.

Voc�, voc� ser� sua surpresa!

Boa noite. Seja bem-vindo.

Como eles convidaram todo mundo?

Quando a gente ama, isso n�o conta.

Todos os mendigos da aldeia.

Voc� � c�nico.

Eu lhe disse. Eles n�o esperam nada.

Ali est� de volta. Entre!

Ali!

Senti sua falta, Tafida.

Ele n�o as reconheceu.

Escutem todos!

Sil�ncio!

Este anel pertence a meus antepassados.

Meu pai me ofereceu no dia de meu casamento.

Eu o entrego, a meu turno.

As pessoas o amam muito.

H� mais de 300 pessoas.

Ele a pediu depois de mim?

Ap�s a sua chegada.

Que ele seja bem-vindo.

Como acha que estou?

Soberbo!

Aproxime-se.

O que tem?

N�o consegui falar com voc�.

Creio que voc� me esqueceu.

Voc� era muito pequeno, quando ele partiu.

Amanh�, ele estar� mais dispon�vel.

Eis a mais bela.

Diga boa noite para sua prima.

Boa noite, Aicha.

N�o, Ali, Aicha est� morta.

Ela � Fatma.

Boa noite, Fatma.

Boa noite, meu querido.

-Aonde voc� vai? -Eu o acompanho.

Ali!

Se voc� n�o estiver cansado,

ter�amos feito as n�pcias com a banda.

Boa noite.

Espere.

Voc� est� bem aborrecido, esta noite.

Ap�s amanh�, tudo deve se ajustar.

Seu Ali dever� aceitar ou ir embora.

Voc� n�o gosta dele!

N�o � uma quest�o de amor, mas de ordem.

Voc� banca o mais novo que ele.

Ele envelheceu muito.

Amanh�, precisamos lhe dizer duas palavras.

Duas palavras?

N�o escute sua m�e.

N�o escute seu pai.

Escute seu irm�o.

Ent�o ser�o 3 palavras.

De fato, voc� � forte em c�lculo.

O que est� fumando?

Tolba!

V� para o diabo.

O que voc� tem, meu querido?

Sou um homem acabado.

N�o diga isso.

Eu mal encontrei for�a para voltar.

Venha se sentar.

Sente-se Ali.

Eu pensei que estava feliz, longe da gente.

N�o via o momento de procur�-los.

O que estava procurando, ent�o?

Eu me procurava.

E voc� se encontrou?

Para me perder, mais uma vez.

Voc� se casou?

E me divorciei. Sem filhos.

-Tenho uma esposa para voc�. -Farei o que voc� quiser.

Eu sei que voc� pensa nela.

O importante � que ela o agrade.

Eu amarei a quem escolher, segundo seu cora��o.

Meu cora��o escolheu e se enganou.

Aconselhe-me.

Fatma espera por voc�.

-Fatma? -Sua prima.

Ela recusou muitos partidos.

Eu me lembro... A pequena irm� de Aicha.

Todas as vezes que ela ma via, ela fugia.

Como ela sabia que eu voltaria?

Como eu, ela rezou.

Apresse-se.

Ainda h� lugar?

Sim, mas venha logo.

Venha me ajudar a carregar as caixas.

Voc� desmontou a casa inteira.

Espere um pouco!

N�o espero mais. Fique com o seu Tolba.

Quer que eu durma no ch�o?

Dormir� onde quiser.

Eu volto para Alexandria.

Voc� n�o tem outra obsess�o

voltar pra sua casa, na sua cidade.

Sua casa,

� minha casa. Se n�o fossem os estudos de Tafida...

Idiota!

O que ser� de n�s?

Eu n�o sou vidente!

Aten��o!

Tio Ali acordou?

Enfim, poderei partir.

Ele vai acertar tudo com meu pai.

Voc� falar� com ele, n�o �?

Por que n�o?

Voc� acha que Tafida me esquecer�?

E voc�, Ibrahim, se esquecer�?

Longe dos olhos, longe do cora��o.

Estou falando dela.

Ela n�o o esquecer� e o esperar�.

Ela esperar� 12 anos se for preciso.

Mas talvez voc� mude

e Tafida n�o mais o agradar�.

Eu n�o serei mais digno dela.

Bom despertar, meu sol!

J� faz anos que eu n�o escuto isso!

E ao acordar voc� me contava seus sonhos.

Eu n�o sonho mais.

Eu lhe preparei um caf� da manh� de rei.

Fatma vai traz�-lo para voc�.

Bom dia.

Bom dia, Fatma. Sinto muito por ontem � noite.

Fiquei surpreso com a morte de Aicha. Minhas condol�ncias.

Obrigada.

Me desculpe, eu entrei...

Cansado? Esgotado, quebrado.

Ent�o? Me perdoa por ontem?

S� por ontem? Tem algo mais?

Quantos invernos h� em doze anos?

Vamos. Onde est� seu cora��o?

Esque�a meu cora��o. Eu preciso de voc� para uma coisa importante.

�s suas ordens.

Tem algu�m na fam�lia que voc� ainda n�o viu

e que tem pressa de conversar com voc�.

Ibrahim

Ele � como voc� quando voc� partiu.

Ele quer partir, mas Tolba n�o concorda.

Voc� podia ajudar.

Encontraremos uma solu��o.

Isso pede um pouco de paci�ncia,

de reflex�o e de diplomacia.

Mas, que �?

Seu sobrinho, filho de Tolba.

Tolba! Ele me espera!

Voc� falou com ele? Um pouco.

O que ele disse?

Um pouco de paci�ncia, de reflex�o

e de diplomacia.

Sinto muito. Preciso me apressar.

Suas m�os s�o doces como as de Ali.

Espero que n�o tenha as mesmas ideias que ele.

Voc� n�o quer me ver feliz?

Eu daria tudo por isso. Fale com meu pai.

Voc� sempre me ajudou a conseguir o que eu queria.

Desta vez, n�o � um brinquedo o que voc� est� pedindo

Mais uma raz�o.

Minha raz�o me diz:

"Deixe-o partir."

E meu cora��o me diz: "N�o."

O que acontecer� se eu partir?

Voc� seguir� as ideias que o perder�o. E se voc� ficar...

Se eu ficar, o qu�?

Voc� se afogar� ainda mais.

Me afogar?

Nos bra�os da sua bela

que nem mesmo � do seu n�vel.

Ele olhava o vazio.

Ele n�o me reconheceu.

Quem se lembraria de seu rosto?

Eles provavelmente o torturaram.

Ali deveria dizer-lhes essas coisas.

Voc� se lembra? "Eu repudio a escravid�o!"

Todos em fila.

Mesmo ante a morte, � preciso fazer fila.

Hassouna!

Ah, sim, at� que enfim!

Ontem, voc� me fez parecer louco.

Voc� n�o me reconheceu.

Nunca paramos de falar em voc�!

Eis Ahmed Tawil.

E ele, voc� o reconheceu?

Espero que no Cairo,

voc� n�o se deixe tentar pela bela vida.

Voc� o reconhece? Ele era pequeno, quando voc� partiu.

L�gico que ele reconhece seu sobrinho.

Pronto, Ibrahim.

Ent�o � voc�, Ibrahim.

N�o fique nervoso. Tudo vai dar certo.

E aqui minha filha.

D� bom dia ao tio Ali.

Seja bem-vindo entre n�s.

Vamos nos sentar.

Duas outras por��es.

-Voc� sempre trabalha aqui? -Aonde quer que eu v�?

Como Tolba desenterrou-lhe essa prensa?

Ele fez com que o sr. Karkour

acreditasse, que iriam nacionalizar sua empresa.

Ele acabou cedendo-a por uma ninharia.

Desde ent�o, nenhum parafuso foi renovado.

Funcionar, funciona!

Uma verdadeira prensa!

-E funciona bem? -Se quisermos.

Ali!

Senhor engenheiro!

60 sacos por caminh�o.

Voc� conta os sacos e anota quantos foram.

Por que a �gua n�o brota nunca desse deserto?

Somente o sangue de nossos jovens o acalma.

Quantos foram mortos!

Seca, �rida, in�til.

Como eu.

Sou t�o in�til quanto voc�.

Minha gera��o se deixou ser engolida pelo deserto.

Voc� tamb�m,

voc� � um in�til.

Voc� deixou seu trabalho para voltar a Cairo!

-Abandonou seus estudos! -Os diplomas s�o in�teis.

Um passo � frente e dois para tr�s.

Retomei todos os meu projetos

do Oceano ao Golfo

passando pela �frica.

Eu tinha a m�o m�gica.

Subitamente, a magia desapareceu. Todo muito se rejubilou.

O azar!

Azar?

Magia?

Voc� se toma por um adivinho?

Voc� n�o passa de um c�o.

Um c�o ignorante

que nem pode terminar seus estudos.

C�o sarnento!

Sou um c�o!

Inv�s de persistir e tornar esse deserto verdejante

por que n�o tenta me esclarecer o esp�rito?

Eu sou como Mistinguett, s� fui feito para o amor!

Voc� n�o me ajudou.

800 milh�es de chineses se viraram sozinhos.

Por que n�o � chin�s?

Se perguntarmos a um louco: quem � louco?

Quem segue a corrente,

ou quem quer marcar a Lua

com sua pegada?

O que ele responderia?

Nem voc� nem eu deixaremos pegadas.

Mas entre Ibrahim e a Lua

s� h� um passaporte.

Um primeiro passo...

O segundo, em dire��o � Lua.

-Primeiro passo. -Segundo passo.

� um equipamento bem velho,

sua prensa!

Ela produz 5 vezes mais do que no passado.

N�o vamos voar?

Falaram-me do buraco onde voc� encerrou seu irm�o.

Depois de todos esses anos... voc�s s�o s�cios.

N�o � nada. Mais tarde...

Aqui uma vis�o geral

de como eles compreendem a associa��o.

Eu deveria pegar um serra para cortar as m�quinas

e dar uma correia para a sra. Ratiba

2 ou 3 parafusos para Fatma

e um alicate ao grande senhor.

N�o nos sobrar� mais do que arrebatar as lajes para partilh�-las.

Quanto ao jovem, s�mbolo do futuro,

ele ser� o Executivo dos penicos!

E quem tem trabalhado,

que est� amarrado a toda a papelada,

ter� feito tudo pelos belos olhos deles!

Presente!

E essa a ideia deles de empresa.

Eu a peguei em ru�nas, e fiz maravilhas!

-Com o dinheiro de quem? -E por quem?

Quem lucrou? Quem vive na opul�ncia?

Quem mata sua fome?

O suor de minha testa!

Diga-lhes, Ali!

As pessoas pensam que o sucesso � f�cil.

Diga-lhes como voc� correu e discursou,

para acabar voltando derrotado e abatido.

Tolba, definitivamente, tem o direito...

Ele n�o tem o direito de nos enrolar!

Ele cobre cada um com o chap�u do outro

e se afoga na papelada!

Voc� s� precisa de

Partir? Por que era a decis�o certa?

Quanto a voc�, quanta coragem!

O dinheiro com o qual trabalha,

� o dinheiro de nossa fam�lia!

O dinheiro de Aicha e Fatma.

Quanto ao seu dinheiro, v� procur�-lo no deserto,

l�, onde o senhor seu pai, o dilapidou.

Vou me trocar.

Ainda em curso, valente Ali!

E agora, meus camaradas,

a cena entre Ali Madbouli e Tolba!

Jamais!

Voc� n�o ir� a parte alguma

Voc� ficar� aqui e gerir� a propriedade familiar

N�o lhe perten�o

Eu sou senhor do meu destino

Seja rei no seu reino

Mas a rua nos pertence

A rua � para mim, tamb�m!

N�o, filho de meu pai, n�o se engane

Diga-lhe camaradas

De quem � a rua?

Diga-lhe

Pois ele n�o v� mais

De quem � a rua?

A rua � nossa

S� nossa!

Os outros

N�o s�o os nossos

Os ego�stas

N�o s�o os nossos.

Voc� que conheceu os grandes caminhos

Rejeitando os opressores

Conte-nos sua experi�ncia

Estanque a sede de seus camaradas

O caminho estava cheio de espinhos

E o sangue manchado meus passos

Cercado de fantasmas, de miragens

Afundando-me na areia

E os o�sis? Conte!

N�o me lembre de minha queda.

Mas n�o, voc� � o mais forte.

Diga, a rua � de quem?

A rua � nossa

S� h� arbustos?

Arbustos, areias movedi�as, loucuras!

E nossas aspira��es, as miragens?

As miragens cegam.

Ent�o, voc� est� perdido!

Nenhum onde outro alcan�ou as estrelas,

eu s� encontrei m�goas e suspiros.

Mas de quem � a rua?

A rua � nossa.

Eu peguei a estrada

Determinado, resolvido

Que mis�ria me esperava

Quanta humilha��o

E ainda assim, n�o vou me esquecer

O gosto do fruto amargo

Agora que reencontrei o gosto de a��car

E suas promessas

Que alimentavam nossos sonhos?

Seus l�bios falam

Nossos olhos viram

E suas promessas, que alimentavam nossos sonhos?

Seus l�bios falam

Nossos olhos viram

As belas cores do arco-�ris

Promessas!

Belas promessas.

Venham, venham, venham ver Aconteceu um acidente

Venham, venham, venham ver Aconteceu um acidente

Vamos ver.

Ver? Vamos ajudar

O caminhoneiro perdeu toda sua carga.

Eis novamente nosso Ali

Nosso valente Ali

Nosso Ali dos grandes dias.

O granito rosa

Voando em peda�os

Liberta o gigante que irriga o deserto

Tudo isso, n�o s�o mais do que quimeras?

Vento, promessas, quimeras tamb�m?

A felicidade de seus amigos

A conquista dos direitos alheios

Aliviar o fardo dos camaradas

Depois ler em seus olhos

A express�o de felicidade

Eis novamente nosso Ali

Nosso Ali dos grandes dias.

Eu tamb�m me lembro de certo brilho

Nos olhos dos camaradas

A conquista dos direitos alheios

Vento, promessas, quimeras?

Eu tamb�m me lembro de certo brilho, Nos olhos dos camaradas

Vento, promessas, quimeras tamb�m?

A felicidade de seus amigos

A conquista dos direitos alheios

Aliviar o fardo dos camaradas

Depois ler em seus olhos

A express�o de felicidade

Eis novamente nosso Ali

Nosso valente Ali

Nosso Ali, dos grandes dias.

Voc� vai me deixar louco, minha linda

"Voc� vai me deixar louco"

O granito rosa, voando em peda�os

Liberta o gigante que irriga o deserto

Eis novamente nosso Ali

Nosso valente Ali

Nosso Ali, dos grandes dias.

Eu n�o a entendo, minha bela

Eu n�o a entendo

A rua � nossa

Somente nossa

Os outros n�o s�o dos nossos

Os ego�stas

N�o s�o dos nossos.

Sil�ncio, todo mundo!

Ou eu abro fogo!

A rua est� impedida,

Cowboy John decidiu.

Cada um em seu buraco!

Aqui, nada de exig�ncias, de sonhos loucos.

Nada de anarquia, sem vaias, sem bagun�a.

R�pido! Cada um em seu buraco!

O que se passa com eles?

Cada um colocou as esperan�as em voc�.

Eles querem milagres.

Que seja, mas deem-me tempo.

12 anos n�o foram suficientes?

Mas a situa��o n�o � f�cil.

D�-me um voto de confian�a.

N�o vou deixar de fazer.

Eu disse a Tolba que suas m�quinas s�o descartadas.

25 anos � muito para uma presa!

E Ibrahim deve partir.

Voc� disse isso a Tolba?

E voc�, voc� tem a parte mais importante.

� preciso que voc� participe das decis�es.

-Voc� disse isso a Tolba? -N�s discutimos.

Eu preciso de seu apoio.

Prove-me seu amor.

Eu n�o posso consertar tudo em um instante.

Estou cansado, eu sofri muito.

Vi tudo se despeda�ar ao redor de mim.

Tra�ram-me, enganaram-me.

Ainda espero...

21 andares.

Se nos deixarem fazer, vamos alcan�ar o c�u.

Naturalmente, ele mentia. Mas eu acreditei.

Mais um passo e eu alcan�aria as estrelas.

Ent�o, um dia

tudo desabou.

Em 1 segundo, vi acabado o trabalho duro de 12 anos.

12 anos de trabalho duro, Fatma.

Voc� iria se orgulhar de mim.

Se voc� tivesse voltado,

veria que est�vamos aqui.

Eu estava aqui, a esperar por voc�.

O importante � que voc� esteja aqui, agora.

Eu sempre estive.

N�o me deixe cair.

Ent�o � isso?

Voc� vai para Alexandria?

Est� na hora da matr�cula na universidade.

Seus documentos est�o na faculdade de ci�ncias.

Seu lugar o espera.

N�o. Meu tio Ali arrumou minha viagem.

Eu imaginava seu tio de outro jeito.

Brandindo um cartaz:

"Abaixo os direitos de todos, menos os de Tafida"?

-N�o. -N�o, o qu�?

Eles ousam fingir que voc�s se parecem!

� amarga.

Tanto melhor.

Ibrahim

Olhe-me em meus olhos.

� um jogo novo?

Voc� tem medo, Ibrahim.

N�o fuja.

Leia em meus olhos.

Agora, voc� tamb�m tem medo.

Afaste-se!

Deixe-me ver!

Foi na perna.

Amarre firme!

Se voc� n�o partir

e eu ficar com voc�,

tenho medo de me tornar sua seguidora

inv�s de ser sua bem amada.

E isso, n�o aceitarei jamais.

Muito bem, Tafida. S� ficou um arranh�o.

Temi ter que adiar minha viagem.

Ele quer um diploma importante que lhe permita dar

tapas di�rios em sua futura esposa!

Ao deixar Alexandria,

pense naqueles que o amam.

Vamos embora.

Para Alexandria.

Voc� ficar� ocupado.

ent�o, eu n�o queria...

N�o pude falar com voc�

Voc� n�o me concedeu um s� minuto.

Ent�o. Ap�s 25 anos de bons e leais servi�os.

penso que tenho direito a uma indeniza��o.

Venha me ver amanh�.

Acabei de lhe dizer que partirei amanh�.

Amanh�, n�o � depois de amanh�.

Voc� conhece Tolba.

Estou convencido que � seu direito,

mas a papelada, as contas, � um verdadeiro quebra cabe�a.

Quebra-cabe�a, Tolba, as contas...

Fa�a meu trabalho e poder� ver mais claramente.

Escute, Hassouna

N�o duvido de sua boa f�, mas eu tenho trabalho.

N�s n�o ouvimos isso outras vezes, caras?

Escute-me bem.

Eu n�o estou falando com o irm�o do propriet�rio,

a n�o ser que voc� tenha se tornado o propriet�rio.

Falo dos meus direitos e dos direitos de minha filha.

Minha filha � o que eu tenho de mais precioso!

-Voc� vai me impedir a entrada? -Por que n�o?

Venha o que vier.

Hassouna, eu o amo muito.

Mas eu n�o sou respons�vel por todos os seus males.

Eu tamb�m, estou

cansado, humilhado.

Depois de sua volta,

voc� n�o pensa sen�o em se vingar daqueles que o humilharam.

N�s entendemos.

Mas voc� nos humilha, do mesmo jeito.

O importante s�o nossas reivindica��es.

Aquelas que voc� prometeu antes de partir.

N�o importa que voc� me balance

meu dinheiro pela janela ou em minha face.

-Passe me ver quarta-feira. -N�o estarei mais aqui.

Nesse caso, n�o se surpreenda em encontrar as m�quinas paradas.

-Uma greve? -Como voc� bem diz: que palavra!

Ela lhe cai t�o bem quando o que veste.

Sr. Ali, pode me enviar meu dinheiro � minha casa esta tarde.

Foi por respeito � nossa amizade

que eu fui t�o paciente.

Parab�ns pelas m�quinas novas.

Voc� � o �nico a investir na aldeia.

Voc� enxerga tudo grande!

Uma nova f�brica!

Muito obrigado, sr. Tolba.

Esperemos que os engenheiros instalem o maquin�rio rapidamente.

As m�quinas chegaram!

Como uma caixa t�o pequena pode conter uma m�quina?

Voc� tamb�m saiu do ventre de sua m�e.

E quando a m�quina sair, vai se transformar numa grande f�brica?

� a tecnologia, filho.

Bom dia.

Depois de uma espera de 12 anos

ser� que voc� poderia me atender?

Francamente, n�o.

Mas...

Mas voc� continua a sonhar com ele.

� uma doen�a.

Ningu�m a conhece melhor do que eu.

Ningu�m compreende voc�,

como eu a compreendo.

Se voc� se aproximar, eu bato em voc�!

Mas eu adoraria isso!

Uma cadela raivosa. Uma �gua ocidental!

Saia daqui.

Se s� existisse voc� na terra,

eu preferia me suicidar!

Voc� n�o tem vergonha?

Deixe-a tranquila, Tolba. J� chega.

O que ele queria?

Minha opini�o sobre Ali.

Um pouco de descanso uma boa comida

ele ficar� forte como um le�o. Um marido sob medida.

Um marido sob medida?

Eu o preferia revoltado, obstinado e aventureiro.

No meu tempo, todo soldado que usava o tabaco

era bem-vindo.

Hoje em dia, escolhemos.

Devemos escolher entre Caim e Abel,

ou me atirar pela janela.

Como assim?

N�s marcamos o casamento para a pr�xima quinta-feira.

Voc� quer apert�-lo.

Eu farei o neg�cio?

N�o fique triste, Ibrahim.

Nem se preocupe.

Eu saberei faz�-lo se orgulhar de mim.

Est� dormindo, Ibrahim?

Eu existo, ent�o, por sua causa?

Com o que voc� sonha?

Meus sonhos lhe s�o estranhos.

Voc� � mais duro comigo que eu era com seu pai na sua idade,

quando eu era louco.

Doido porque voc� fugiu de casa?

Pois, eu sou louco.

Eu quero evitar que sofra o que sofri.

Quem o mandou? Meu pai?

N�o, sua av�.

Voc�, ent�o, n�o veio por que quis.

Isso � prova que eu o ame menos?

Voc� n�o me disse uma palavra desde que voltou.

Estou ocupado aqui.

E de l�, o que trouxe? Uma experi�ncia amarga.

Mas que valeu a pena.

Hassouna me disse que voc� era indom�vel.

Isso � passado.

Voc� renunciou aos seus sonhos?

Tr�s anos na pris�o os aniquilaram.

Eles me enganaram, humilharam.

Quem s�o "eles"?

O empreendedor... e os outros.

� sempre culpa dos outros.

Voc� fugiu por causa do meu pai. Eu n�o tenho por que fugir.

Eu vou descobrir o mundo.

Eu quero passar do outro lado da barreira.

Eu chegarei � lua.

Eu acreditava chegar �s estrelas.

E trazer

uma para Fatma, uma para Hassouna e uma pra mim.

Era no que acreditava.

-Eu perdi meu caminho. -Pobre desculpa.

Inaceit�vel por n�s.

Vou tentar conseguir seu passaporte.

�s vezes eu acordo

O cora��o grande

O que ele tem que ver l� fora?

N�o um dos que eu amo.

N�o aquele que acreditava ter reencontrado.

Nada mais daquele que eu reencontrei.

E o tempo passa.

E eu me digo

Que o p�ssaro canta

A formiga trabalha

O riso da crian�a ressoa

Embora o mundo esteja longe de ser feliz

N�s �ramos dois amantes

No presente separados, esfarrapados

N�s �ramos dois amantes

No presente separados, esfarrapados

Eu estendo o bra�o

Voc� n�o est� mais l�

Mas longe, t�o longe de mim

E eu me digo

Que o p�ssaro canta

A formiga trabalha

O riso da crian�a ressoa

Embora o mundo esteja longe

de ser feliz

Destino, trajet�ria

Fim de caminho

Adeus passado

Adeus grandes esperan�as

Adeus felicidade

Adeus espectros

No fim, o que resta?

N�o muita coisa

Destino, trajet�ria

Fim de caminho

Adeus passado

Adeus grandes esperan�as

Adeus felicidade

Adeus espectros

No fim, o que resta?

N�o muita coisa

Camarada, me diga

Numa encruzilhada

Como escolher?

No alvorecer de novos horizontes

Como escolher?

No alvorecer de novos horizontes

Quebre suas correntes Exploda as nuvens espessas

Ibrahim!

Essa partida, � breve?

Papais disse adeus aos oper�rios.

E a tia Lawahez?

Ela trouxe comida para a viagem.

"Agora, j�.

Sem o qu�, arriscamos um desequil�brio afetivo."

Onde voc� quer ir?

Economicamente falando, sandu�ches para a viagem,

� desperd�cio.

Cientificamente, "juntos", n�o � quando envelhecermos.

� agora, aqui.

E sentimentalmente...

Eu sabia!

Eu lhe disse que todas as correias estavam podres.

O acidente era inevit�vel.

Eu quero a pele desses v�ndalos!

Voc� ouviu a sirene?

Hassouna est� ferido.

Eles n�o assistir�o ao casamento.

Qual casamento? Eles devem partir.

N�o,

Ali os convenceu a vir.

Mas agora que Hassouna est� ferido,

eu duvido que possam vir.

Voc� viu Ibrahim? N�o.

N�s temos...

que chegar para o casamento.

Por que essa pressa?

Eu n�o tive tempo de convidar meus amigos.

Voc� divaga! Tudo est� pronto.

-Fatma estar� encantadora.

Voc� gosta dela?

Eu entrei com ela no dia do meu casamento.

Aicha tamb�m entrou com ela.

Sim, mas...

� uma tradi��o.

Eu a ajustei para o seu tamanho.

Eu vou ver Hassouna.

Por que n�o na semana que vem?

E arriscar n�o encontrar

onde fazer o casamento na semana que vem?

Como assim, onde fazer?

N�s o faremos aqui, nos dom�nios dos Madbouli.

Claro.

Mas se esse casamento n�o ocorrer rapidamente,

adeus ao dom�nio dos Madbouli.

Isso � sabotagem!

N�s traficamos a m�quina!

E o que isso est� fazendo aqui?

O engenheiro deve confirmar.

Fale, Ali!

Meu Deus!

Meu pobre Hassouna!

Fale!

� preciso examinar as eventualidades.

E reunir o comit� de lambe-botas do propriet�rio!

Da gaze e do algod�o, explicarei o que fazer.

Voc� pode guardar seus conselhos.

Mas saiba que o departamento do trabalho...

Use-o.

... vai rachar!

Voc� pagar� caro o sangue que derramou.

Deixe-nos em paz. Voc� j� escolheu seu lado.

Toma.

Toma, e terminamos aqui.

V�, voc� n�o veio.

Tanto faz, os caras.

N�o ser� ele.

Mas nos encontraremos.

Encontraremos quem?

Por que n�o voc�, revolucion�rio de p�s descal�os?

S� h� uma mulher que saber� se equiparar a voc�.

Voc� fala de uma mulher?

Sou eu quem compra seus vestidos.

Voc� quer, seu vestido? Ele lhe cairia bem.

Ent�o, Ibrahim?

Tem um ar bem frustrado, sua pequena.

Eu partirei logo.

Voc� faz isso por sua m�e?

Melhor enterr�-lo perto dela.

N�s temos um encontro atr�s das estrelas.

Voc� zomba de mim?

Eu lhe perguntaria se ela o perdoou.

Filha de um c�o!

Minha palavra, � anarquia!

A velha estrat�gia do casamento.

Esse pentelho n�o gosta do est�bulo.

E o velho tolo lega o anel de seus antepassados!

Dos seus malditos antepassados!

Ajude-me.

Eis o resultado do deixar-ir.

A culpa � sua.

Mas gra�as a Deus,

a amputa��o foi evitada.

Vamos ver um especialista em Alexandria.

Isso aconteceria cedo ou tarde.

Inv�s de se queixar das m�quinas obsoletas,

voc�s deviam organizar uma greve.

Gra�as a Deus.

O m�dico nos tranquilizou.

Eu o considero o respons�vel.

Isso � sabotagem!

O pa�s est� em guerra. A produ��o vai cair!

� tempo de pesquisar.

Eu n�o me calarei. Eu tenho rela��es.

Ibrahim n�o voltou.

Ele vai acabar voltando.

Ele deve ir ver seu pai.

Ou melhor, admirar os selos do lagar.

Eu volto. N�o demore.

Ent�o, voc� n�o vir� ao casamento?

Voc� viu o que aconteceu.

Ali e eu estamos preocupados com Hassouna.

Tranquilize o senhor engenheiro.

Diga a ele que em dado momento,

ser� preciso escolher entre n�s

e as m�quinas do seu mestre Tolba.

"Isso � sabotagem", "reunir um comit�"...

Perdoe-me, Fatma.

Mas nos recusamos a permitir que pisem em n�s.

Eu entendo.

Eu gostaria de lhe oferecer um presente.

Sua presen�a bastaria.

Escute aqui:

ao custo, de endurecer

seu cora��o pode estourar.

Voc� entende?

V�, se junte aos mascarados dele.

V� se atolar no universo ilus�rio de Ali.

E boa sorte na noite de n�pcias.

Se um dia precisar de n�s,

estaremos aqui para voc�.

Que pena.

Nunca estivemos t�o longe uma do outra.

Pelo contr�rio, nunca estivemos assim t�o pr�ximas.

Onde est�o os outros?

Todos, seus amigos, oper�rios.

Felicita��es.

Bom. Entre.

Eles s�o tr�s?

Vamos. Entrem e comecem imediatamente!

O buf� est� ali.

Felicita��es a toda a fam�lia.

Que Deus aben�oe esse casamento.

Mas � um casamento ou um div�rcio?

Um casamento.

Droga de casamento!

Mas ent�o, onde est�o os noivos e os convidados?

Ao tempo de beber seu ch�,

todos estar�o l�.

Onde Ibrahim passou?

No dia em que Ali voltou,

todos o estavam esperando!

Tafida!

O que faz?

-Fa�o minhas malas. -Voc� � maluca?

E voc�, quando partiu, estava maluco?

-Voc� n�o entendeu nada... -Dores?

Alguns sofreram. Outros morreram.

Mas eles n�o se enganaram.

Podemos esquecer seus erros.

Mas acobertar um crime � imperdo�vel.

Eu o amo, Ali. Eu o amo, Ali!

N�o me obrigue a pagar mais!

O amor que temos, vai iluminar o dom�nio.

O dom�nio!

N�o h� amor poss�vel, aqui.

Vamos embora!

Casarmo-nos aqui ser� um grande erro.

Partamos, Ali.

Vamos embora, como Ibrahim e Tafida.

Como Hassouna e Lawahez.

Eu voltarei para l�, com a cabe�a erguida.

Sozinho?

Eu n�o fiz tudo isso por nada.

Saberei me vingar.

-Voc� deve me dar... -O tempo.

Se Deus quiser.

Convencerei Hassouna e Lawahez a ficarem.

Com a ajuda de Deus.

O casamento ser� um casamento de verdade.

Se Deus quiser.

Fatma?

E ela que o interessa, ou as portas que ela lhe abre?

Eu jamais poderia confiar em voc�.

Voc� j� nos enganou uma vez.

Voc� pode sempre tentar enganar Tolba, Fatma e sua m�e.

Mas saiba que h� 20 anos que eles o enganam.

Voc� e milh�es de sua esp�cie.

E suas meias-medidas n�o mudaram nada!

Onde foi parar nossa amizade?

H� algum sentimento que n�o tenha violentado?

Mam�e! Papai!

Ibrahim est� fechado na f�brica!

Ali, voc� est� com a chave?

Fechado? Por quem?

Que import�ncia tem? Ele deveria partir conosco.

V� me buscar as ferramentas.

Voc� est� ferido! Eu ainda tenho f�lego.

Um dia, um jovem teve todas as portas batidas na cara.

Ele e seus amigos estavam sufocados. Ele os reuniu e disse:

"Eu voltarei com a chave da liberdade."

Seus amigos responderam... "Pegue tudo que temos."

"Leve nossos cora��es com voc�." Ele se chamava Ali.

Hoje � Ibrahim.

Venha Tafida!

Voc� devia agradecer Ali.

Se voc� espera agradecimentos, engana-se.

Voc� s� fez me devolver minha liberdade.

Agarre sua oportunidade e parta com eles.

Eu n�o tenho oportunidade para agarrar. J� tomei minha decis�o

e irei at� o fim n�o importa o que aconte�a.

S� se conquista um direito pela for�a.

Que belo discurso!

Pare de choramingar!

Arrivista falido.

Pare, Ibrahim.

Esperamos que o amor de Fatma compense um pouco nosso �dio.

Mas um dia, ela acordar�.

V� agora. Esque�a-me.

Eu me orgulho de voc�.

D� os primeiros passos conosco.

S�o os mais duros.

Meus deus, que roupa rid�cula!

Senhora se fez bela para Ali, seu querido.

N�o atente o diabo.

Voc� sempre o preferiu.

Voc� nunca me amou.

Voc� me tirou da escola militar, para me enterrar aqui.

Voc� me fez casar com uma mulher que eu n�o amava

para te garantir a fortuna dela.

Agora que a fortuna est� com Fatma, que n�o quer saber de mim,

voc� a joga nos bra�os de Ali.

Os homens dessa fam�lia n�o me seguem.

Cada um de voc�s vive em um sonho

e n�o v� que os bens nos fogem.

Pare com essas infantilidades!

Voc� me pediu Fatma para dar a Ali.

Ali? E j� � o bastante que tenhamos aceitado ap�s seu fracasso.

Mas h� mais importante.

Nesse momento, o importante,

� isso... e isso!

Voc� conspira sem se preocupar

com o que Ali far� ao saber o que ocorreu na aus�ncia dele.

Voc� encobre um crime por um mais cruel.

Isso � passado.

Como Mohamed Madbouli tem raz�o!

Voc� � mesmo Frankenstein.

Eu a odeio, senhora!

S� voc� pode entrar.

Ibrahim parte. Em dez minutos ele estar� a caminho.

Por que est� de preto? Muitos fantasmas!

Eis voc� diante de mim!

Bem vivo!

Suant!

Fatma!

Eu o quero logo em seguida, sa�de!

Acorde!

Pare!

Sa�de fam�lia podre, f�tida!

Deixe-me!

Faz doze anos que eu espero.

Eu quero acabar.

Deixe-me!

Tolba!

Destino, trajet�ria Fim do caminho.

Adeus, passado

Adeus, grandes esperan�as

Adeus, felicidade

Adeus espectros

Al�m disso, o que resta dele?

N�o muito

Destino, trajet�ria Fim do caminho

Adeus passado

Adeus grandes esperan�as

Adeus, felicidade

Adeus, espectro

Al�m disso, o que resta dele?

N�o muita coisa

Camarada, diga-me

no cruzamento dos caminhos

como escolher?

No alvorecer de novos horizontes

como escolher?

No alvorecer de novos horizontes

Quebre suas correntes

Desapare�am as nuvens pesadas

E eu digo

Que um p�ssaro cante

Uma formiga trabalhe

O riso de uma crian�a ressoe

Mas o mundo

Est� longe de ser feliz.

Legenda em portugu�s Lu Stoker e Block.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.