All language subtitles for L immorale (1967) WEB-DL Oldies

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Original subtitles

O IMORAL

Senhorita! Desculpe, senhorita!

O que voc� acha? � iminente?

Acalme-se. Tudo vai bem

- N�o h� nada de estranho? - N�o, nada.

�s vezes parece estar indo bem mas a crian�a se enrola com o cord�o umbilical.

- O que disse? - Tudo � poss�vel.

- Ou a crian�a nasce de costas. - N�o pense nessas coisas. Tudo vai bem.

A senhora precisa de repouso.

- Aguarde na sala de espera. Aqui � proibido. - Sim, tem raz�o.

Com licen�a ... Se ela acordar, Eu estarei na sala.

- Ela pode precisar de mim. - Est� bem.

Al�, Luisa, � voc�? � o papai. Passe para a mam�e. Obrigado.

Giulia? Sou eu. Tudo pronto?

As malas est�o prontas? Termino a transmiss�o e vou.

Sim, estou vindo! J� vou!

Eu estou fazendo o �ltimo turno.

Est�o me chamando. J� vou!

Sim, vou imediatamente. Eu estarei a� em 10 ou 20 minutos.

Adeus, querida.

Ah! Ai est�.

- Desculpe, Doutor. - S�. - Yo soy...

Se lembra da sra. Malagugini? Chegou uma hora e meia atr�s.

Ah sim! Tudo vai bem. N�o se preocupe.

� que � muito jovem. E � a primeira vez.

Melhor assim. Tudo vai bem.

A senhora s� precisa de calma. Tem que descansar.

- Eu posso v�-la? - Agora est� descansando. Melhor n�o.

Precisa de tranquilidade. Voc� tamb�m. � a melhor coisa para os dois.

Tudo deve ficar bem. Ela � jovem e saud�vel.

N�s nos preparamos meticulosamente para o parto indolor.

Dez minutos todos os dias. Os dois juntos.

Um dois tr�s, aspirar, expirar.

Todos os dias, n�s dois juntos.

�timo! Ent�o voc� tamb�m poderia dar � luz!

- At� mais, meu amigo. - At� logo.

- Tenho que me ausentar por uma hora. Posso? - sim

O que precisar. At� seis ou sete horas.

- Tudo que precisar. At� logo. - Obrigado, at� logo.

- Fique de olho nela, por favor. - De acordo.

Tchaikovsky.

Aqui estou! Presente!

Do que voc� est� rindo, hein? Seu macaquinho!

Giulia!

Aonde vai esta bela senhora?

- � praia! - A praia! A praia!

- Eu tamb�m! - Diga ol� aos peixes!

Voc� tamb�m? A cambalhota? A� est�!

Eu te trouxe quadrinhos.

Este para voc� e Gordon para voc�.

E caramelos, assim voc� n�o vai incomodar a mam�e no trem.

Giulia, o carro est� pronto.

- O que voc� tem a�? - Nada.

Eu vi. O que voc� est� escondendo?

- Nada. - Mostre-me.

Deixe-me ver o que voc� estava escrevendo!

Deixe, voc� vai ver esta noite.

Pela primeira vez, ela me escreve algo e eu n�o consigo ver.

Pensei que n�o chegaria a tempo.

E eu queria me despedir por escrito.

Por que voc� n�o me diz todas estas coisas?

Quando?

Nunca tenho chance.

Voc� est� sempre t�o ocupado.

Que cabelo macio e perfumado!

Eu lavei esta manh�.

Riccardo, voc� est� em casa?

�timo, ent�o voc� me ajuda um pouco.

Voc� tamb�m vem � esta��o, certo?

Por qu�? Quem disse que n�o ia?

Claro que vem, Ele perguntou se podia.

Eu n�o queria, sabe.. Voc� tem muito o que estudar.

Assim que voc� terminar os exames, voc� vem.

E enquanto isso, cuidem-se.

- Por favor. - Claro.

Olha, tem malas l�. Pegue voc� mesmo.

Eu vou cuidar disso. Mas vamos nos apressar.

- Ainda n�o temos os bilhetes. - Comprei ontem.

Que idiota eu sou! Meninas, ajudem-nos! A bolsa e a jaqueta.

Trouxe revistas para voc�. Giulia!

- As janelas! - Eu comprei Anna Bella, �poca ...

Est�o na sacola de comida. Caso voc� fique com fome.

Obrigado, eu j� tinha preparado.

- V� descendo. Riccardo, acompanhe elas. - Sua maleta!

- Tem janta na geladeira. - Obrigado.

O pacote! Est� esquecendo o pacote!

- Voc� tem as chaves? - Sim, Sergio, n�o se preocupe.

Voc� est� suad�ssimo.

- Voc� est� se sentindo mal? - Eu? N�o, eu estou bem.

Por que diz isso?

Tchau, Riccardo! Tchau Sergio!

Cuide-se. E vigie Riccardo. Estuda demais.

Fique tranquilo, divirtam-se!

- Tem certeza de que tudo est� bem? - Est� tudo bem!

- Dinheiro! - Obrigado!

- Nos vemos no s�bado! - S� se voc� puder realmente vir.

- Adeus! - Adeus, Sergio!

At� logo!

Tchau, papai! At� logo!

- Te levo em casa? - N�o, obrigado.

Tenho pressa. Nos vemos esta noite.

- Voc� precisa de dinheiro? - N�o, por que?

- Se precisar, me diga. Voc� vai pra casa? - sim

Tente n�o estudar muito. No final, voc� ficar� doente.

Ainda n�o terminei os exames.

- Nos vemos esta noite. Adeus. - Adeus.

- Roccaraso, 141. - Cabine oito.

Sra. Baistrocchi! Sra. Baistrocchi!

O telefone! � de Roma!

Crian�as, � o papai!

Depressa!

- Al�? - Al�, Adelina.

- � Nin�? - Al�, papai!

- Quando voc� vem? - Oi Bruno.

Aqui tem um cachorro que come a pr�pria merda.

Quem te ensinou a falar assim?

Que significa isso? Venha, saia!

Adelina? � voc�, preciosa?

Como falam esses delinquentes!

Eles s�o tremendos, voc� sabe disso. Parecem v�ndalos.

Quando voc� vem? Me sinto t�o s�...

Sente minha falta, hein?

Venha logo, venha.

Diga-me que sente minha falta

Tamb�m sinto sua falta.

Claro que sim, meu bem.

- Sim, na esta��o. - Ah, eles se foram.

- Riccardo tamb�m? - N�o, ele ir� para Marina di Massa.

� um lugar bonito. Voc� ver� como eles gostam.

Menos mal! Com o calor que faz as meninas n�o aguentavam mais.

Voc� precisa de dinheiro?

Te mando um cheque. Ou eu dou a voc� no s�bado.

Se puder ir...

N�o, estou muito bem.

� que est� calor.

Sim.

Sim.

- � normal que durma? - Ela n�o dorme, est� apenas entorpecida.

Que bonita! Ela n�o � bonita?

D� a ela quando ela estiver acordada. E diga a ela que eu estive aqui.

- Vou dizer. - E agora o que mais?

Nada, espere.

Se voc� tiver que ir, v� embora.

Assim que houver novidades eu aviso.

N�o, estou sempre por aqui. Eu ligarei.

Mas voc� deve me dizer a verdade!

Se houver o menor perigo ... N�o est� escondendo nada de mim?

- Se n�o, eu vou ficar. - Pode ir. Ligue e lhe direi como vai.

Obrigado.

Oh, voc� pode parar l� em baixo na administra��o para ver sobre o dep�sito?

- Claro. - Bom dia.

Por que eu deveria ir para casa?

Tem o Riccardo. Deveria falar com ele.

N�o, agora n�o. Mais tarde. Mais tarde.

Serei um monstro?

Eu sou realmente um monstro?

Creio que n�o.

Fa�o...

Fa�o tudo o que posso, por todos.

Sem exce��o.

Tudo o que posso

Professor!

Como o senhor est�? N�o, n�o se mexa.

Est� bom aqui. � um lugar muito fresco.

� o �nico lugar fresco onde se pode estar hoje.

Est� quente l� fora!

Eu acompanhei a fam�lia at� a esta��o.

Foram viajar?

Sim, para a praia.

� bom, neste calor. Pelo menos para as crian�as...

- Se me entende. - Claro.

Eu tenho duas meninas

Luisa e Mina.

Luisa tem quase oito anos. e Mina quase seis.

Voc� n�o tem um mais velho?

Sim, Riccardo, o mais velho.

Esse estuda demais.

Vai passar no vestibular com um ano de anteced�ncia.

Talvez queiram fechar e eu estou aqui...

N�o, fique tranquilo.

- Lembran�as a sua esposa. - Obrigado, eu vou darei.

Talvez no s�bado eu os veja.

Perd�o. Precisa de algo?

N�o, obrigado.

O que eu fa�o, Don Michele? Devo fechar?

Como? N�o. Deixe. Espere.

Perd�o.

- Perd�o, tem um momento? - Diga.

- Que deseja? - N�o...

N�o, apenas pensei que poderia ter um tempo.

Eu gostaria de falar com o senhor.

Voc� quer se confessar?

N�o, confessar-me n�o.

Como quiser.

� dif�cil.

N�o sei por onde come�ar.

Eu gostaria de conversar um pouco

Eu estou esperando um filho. Sim, um filho.

Bem, isso � �timo.

N�o finja, me entendeu perfeitamente.

- N�o � da minha esposa. - Bem, tudo bem. Acalme-se.

Se voc� quiser...

Quer ir dar uma volta?

Est� bem.

Ela � uma garota muito jovem.

20 anos de idade. Mas n�o quero que pense mal.

Ela � uma garota especial. Muito s�ria.

Extraordin�ria.

Eu a conheci no outono passado na Toscana.

Eu estava l� em turn� com um quarteto de cordas.

Genial! Realmente fant�stico!

Parab�ns!!

Perd�o.

Por favor, posso ter seu aut�grafo, Maestro?

- Que bom, mas n�o tenho caneta. - Pegue.

Obrigado. Ali, por favor.

- Seu nome? - Marisa. Marisa Malagugini.

Aqui est�.

- Obrigado. - Eu que agrade�o.

- Com licen�a, senhorita. - Sua caneta.

- Est�o esperando por voc� na recep��o. - Agora mesmo? Estou indo.

Por favor, senhores, entrem.

- Ma, ma, ma... - Sergio!

Sergio, o que voc� est� fazendo? Mexa-se!

- O trem est� saindo! - J� vou! Um momento.

Malagugini. Deve ser ela.

Al�, � da Casa dos Malagugini?

- Marisa est�? - Quem �?

Quem �?

N�o... eu...

Desculpe, devo ter me enganado de n�mero.

Foi engano.

Me desculpe. At� logo.

Senhorita Malagugini!

Eu vim para me despedir.

A mim?

Sergio!

Voc� sabe para quem eu estava ligando neste momento?

Sergio!

Mas o que voc� est� fazendo?

Desculpe.

Cuide das minhas coisas, do violino!

Ligue para minha casa! Volto logo!

- Quando? - Muito tarde!

- Ligue para minha casa! - Casa? Qual?

Mas, Sergio...

Eu perdi.

- Me desculpe, a culpa � minha. - N�o.

Desculpe-me quando sai o pr�ximo trem para Roma?

O �ltimo expresso sai em 40 minutos. Depois h� o noturno.

Perfeito. Temos meia hora.

Podemos tomar uma bebida no bar.

- Ou dar uma volta. - Obrigado.

O que mais lhe interessa? M�sica?

Estou estudando musica

�, Que instrumento?

- Violino? Piano? - A harpa.

- Harpa? - Eu estudo harpa.

Voc� est� falando s�rio?

N�o � f�cil conhecer uma garota que goste de harpa hoje em dia.

Bem, � um instrumento que me permitir� sair daqui.

Ent�o voc� est� esperando .. pela primeira chance de escapar?

Perd�o, mas para quem voc� estava ligando?

Eu n�o acredito.

Como coisas assim acontecem?

Por que?

Se meus irm�os descobrissem ..

me matariam!

Voc� tem medo?

N�o.

Isso tinha que acontecer.

E estou feliz que tenha sido com voc�.

Seu signo � G�meos, certo?

Sim, acho que sim.

Eu li que voc� nasceu em junho no programa. Voc� deve ser um geminiano.

Eu sou de Libra.

Ambos s�o signos do ar.

Est�o destinados a ficar juntos, entende?

Sergio!

- Adeus, querida. - Adeus.

Tchau, meu bem! Tchau!

Adeus!

Adeus, Marisa!

Se eu fosse a Roma, voc� gostaria?

A Roma? Voc�?

- Voc� realmente faria isso? - Sim! Se voc� quiser, sim!

E o que disse a ela?

Isso seria maravilhoso!

Mas mal a conhecia e voc� acabou pedindo a ela..

Mas voc� n�o entendeu nada.

N�o era nenhuma aventura.

Nem um simples capricho de uma garota por um m�sico de passagem.

N�o, Marisa n�o � assim em absoluto.

N�o, ela realmente se apaixonou. De uma vez por todas.

Eu fui o primeiro homem na vida dela.

Talvez...

Mas voc� � casado! E sua esposa?

Bem, n�o � nada f�cil.

- Minha esposa? � complicado. - Eu imagino, complicado � a palavra.

Voc� se lembra de fazer um batismo?

Do filho de um amigo meu, Calasanti.

Ah, sim, Calasanti. Eu lembro.

Lembra da madrinha desse batismo?

A madrinha? N�o, eu n�o. Mas por que?

Uma senhora bonita com um chap�u.

Adele Baistrocchi.

Ah, sim, eu sei.

Uma senhora bonita um pouco...

Aproxime a crian�a um pouco.

Bem, de certa forma, ela tamb�m � minha esposa.

Eu a conheci h� dez anos.

Eu era diretor de orquestras de turn�s.

Fizemos Il Trovatore, La Boheme, La Traviata...

Senhorita, n�o leve t�o a s�rio.

Senhorita, n�o fique assim. Isso acontece com todos n�s.

- Isso aconteceu comigo. - Claro, mas isso � um desastre.

Acredite em mim, senhorita, at� os grandes cantores t�m dias ruins.

- Eu nunca serei famosa. Nunca! - Vamos, beba um pouco.

- Deixa a em paz! - N�o, eu n�o valho nada.

- Nada, sou uma fracassada. - Isso n�o � verdade.

Sou um fracasso.

E, claro, a coitada, naquela noite de volta a Roma eu estava t�o desesperada, t�o sozinha.

Eu tive que confort�-la.

Consol�-la? Isso � uma coisa boa. Muito gentil. Mas depois?

O que aconteceu depois?

Dois belos meninos: Nin� e Bruno, 9 e 7 anos.

Eles s�o filhos maravilhosos.

Quieto! Eu vou te comer!

E onde voc� esta indo?

Basta, hora de dormir!

�Ya vale, Sergio, que as� se exaltan!

- Vamos. - Um golpe baixo...

- Vamos, v� dormir. - Ou�a sua m�e!

- Boa noite. - Eu quero dormir com o papai!

N�o, papai tem que trabalhar amanh�.

V� para a cama! Vamos.

- Boa noite, mam�e. - Boa noite, meus queridos.

Ningu�m vai me dizer boa noite?

Boa noite, meu bem.

Boa noite.

Se soubesse padre, o qu�o boa e doce Adele �!

Disposta a se sacrificar, nunca com ci�mes.

Apenas para dar um exemplo, ela nunca diz: "Sua esposa".

Ela sabe que eu n�o gosto.

Em vez disso, ela diz: "Giulia", como se ela fosse uma amiga ou irm�.

E, ao mesmo tempo, tem um temperamento muito caloroso.

Entendo! Mas eu estava pensando em sua esposa.

Sua esposa, a senhora Giulia.

Ah, Giulia!

Giulia � uma mulher perfeita.

Uma mulher fant�stica, completa.

Sabe que � um homem de sorte? Voc� encontra apenas mulheres perfeitas!

Sim, tem raz�o. Exatamente. Sou um homem de muita sorte.

Imagine que ap�s 18 anos de casamento,

ainda amo minha Giulia com a mesma ternura, a mesma do�ura.

Est� dormindo?

Ol�.

Volte a dormir.

Me d� sua m�o.

Quem ser�?

Al�?

Sim, � a resid�ncia Masini. Quem est� falando?

Quem?

S� um momento.

Eu n�o consigo entender nada. Perguntam por voc�.

Al�? Sim, � ele.

Uma senhorita me pediu para ligar para o senhor.

N�o a conhe�o. Vou passar para ela. Aqui.

Obrigado.

Sergio.

Sou eu, Marisa.

Ah, sim!

Ah, sim, claro!

N�o...

Claro que vou, em seguida.

Quem era?

- Da Delegacia de Pol�cia. - Como?

Aquele idiota, Calasanti, foi preso!

- Outra vez? - Parece que brigou com um policial.

Desculpe, mas � melhor eu ir l�.

O que houve? Que horas s�o? Acorde! N�o ouviu o telefone?

Al�?

Calasanti, Sergio Sim, � o Sergio.

Voc� foi preso hoje � noite, entendeu? N�o responda..

N�o atenda o telefone. Para ningu�m!

Sim, est� na cela, na delegacia. Tchau!

Mas quem �?

N�mero errado. Foi engano.

Eu n�o podia acreditar. Eu lhe asseguro.

Ela deve estar louca, louca! Absolutamente louca, pensei.

Eu queria mand�-la de volta para de onde veio imediatamente.

Juro, eu queria mand�-la de volta.

Eu estava com medo, entende? Em p�nico, confuso.

Mas quando eu a vi l�, de p� com uma mala,

t�o sozinha na esta��o, esperando apenas por mim.

Ela havia deixado tudo por mim. Confiava apenas em mim.

E s� havia me visto uma vez.

Foi um dos momentos mais felizes da minha vida inteira.

Marisa � uma criatura maravilhosa.

Espont�nea como uma crian�a, digna como uma mulher madura.

Ela queria arrumar um emprego, ent�o ela n�o seria um fardo para mim.

Ent�o, no come�o, arranjei-lhe um trabalho tempor�rio na orquestra

Consegui um quarto para ela em uma pequena pens�o.

N�o foi f�cil para mim, garanto-lhe,

porque Marisa tinha um car�ter dif�cil.

Por exemplo, eu nunca passei a noite toda com Adele.

Ela se acostumou com a ideia de que Giulia estava me esperando.

E tamb�m deixei bem claro para Marisa que deveria me acordar

caso eu ca�sse no sono.

Sergio! Sergio!

Droga! J� � de manh�!

Que horas s�o? Seis!

Por que voc� n�o me acordou?

Eu disse que tinha que estar em casa � meia-noite.

- Voc� tamb�m dormiu? - N�o.

Eu .. eu tentei te acordar.

Como assim, "tentou me acordar"?.

Se tivesse tentado, eu teria acordado.

Diabos!

- Por que voc� n�o me acordou? - Voc� n�o me ouviu.

Dormia t�o bem..

Mas voc� deveria ter insistido e ter me acordado.

Onde est�o meus sapatos? Ah, aqui est�o eles.

Isso � realmente s�rio?

Eu n�o posso ficar. Sabe perfeitamente que n�o posso.

Quer dizer que voc� nunca poder� passar a noite inteira comigo?

Nunca?

Tem medo? Voc� age como se estivesse com medo!

Me responda! Nunca?

A noite toda, nunca?

Marisa...

Voc� conhece perfeitamente minha situa��o.

E como me sinto sobre isso tamb�m.

Nada foi escondido de voc�.

Por que voc� se comporta assim?

Eu n�o sei!

Bem, adeus. Eu te ligo mais tarde.

N�o, espere! Ou�a!

- me desculpe. - N�o...

- Voc� ainda me ama? - N�o seja bobo!

Falaremos sobre isso mais tarde. Eu ligo para voc�

- Agora tenho que ir. - N�o, espere.

- D�-me um beijo! - Adeus.

Um de verdade.

Bem, vou esperar voc� me ligar.

N�o vou a lugar nenhum. N�o vou me mexer do telefone. Me ligue por favor.

Vou ligar assim que puder.

- Tchau. - Tchau.

Droga! Ela tamb�m tinha a mania do telefone.

Todas mant�m o telefone debaixo do travesseiro.

Ou talvez seja eu que as acostumo errado

Giulia! Calasanti ligou para voc�?

O que? N�o. Por qu�?

Maldi��o! Ap�s gravar a noite toda, sou eu quem deve substitu�-lo!

Talvez voc� possa achar o n�mero dele. Oh, espere, acho que est� no criado.

Sim, um n�mero de telefone.

Desculpe, mas n�o h� nada l�.

Deve estar em algum lugar. Bem, esque�a.

O que houve?

Aconteceu algo? Me diga. Noto algo em sua voz.

N�o, nada. Mas, que horas s�o?

Sim, eu sei. Eu deveria ter ligado antes..

Mas n�o posso sair da sala quando quiser.

Est�vamos gravando a noite toda. Tem raz�o.

Eu sinto Muito.

Oh! Falando de Calasanti ..

Desde que se tornou pai ficou um idiota.

Ele quer que voc� seja a madrinha.

Eu sei que � um t�dio, mas o que posso dizer a ele?

O que voc� acha?

Me explique uma coisa

- A madrinha n�o era a Sra...? - Baistrocchi.

Adele, vamos. Sim, porque...

No dia seguinte, Adele, coitada, ela � sempre se sacrificando.

Sempre estava exclu�da de tudo.

Sabe, Sergio, eu ficaria muito feliz se pudesse ser a madrinha.

O que voc� acha? Acha que Calasanti... Quero dizer, se sua esposa..

- perd�o, Giulia n�o se importa? - Claro que n�o.

Se voc� quiser, eu mesmo direi a Calasanti. Est� contente?

- Sim. - Ei, mam�e!

- A� vem as crian�as. - Ol�!

- Bom dia, senhora. - Bom dia, senhora professora

- Bom dia, Sr. Baistrocchi. - Bom dia.

Como?

Os filhos da Sra. Baistrocchi acham que voc� �...?

Mas seu nome n�o � Baistrocchi! Eles o chamam pelo seu nome falso?

Claro, mas n�o h� mal.

- Quando crescerem, entender�o. - E afinal, a madrinha?

Quero dizer o batizado.

N�s comemoramos, certo? S� que foi r�pido.

Voc� n�o notou nada?

T�nhamos que correr para a outra igreja.

- Felicidades! Parab�ns! - Vamos, depressa...

N�o, n�o. Eu n�o deveria...

Pobrezinho! E se minha esposa descobrisse?

Foi batizado duas vezes?

Pobre menino! Pobre menino!

Sua vida � uma mentira cont�nua! Passa o tempo mentindo!

Mas fa�o isso por uma causa justa, n�o por divers�o.

O que desejam?

- Uma cerveja. - Eu tamb�m.

� por elas. Eu quero agradar a todas! O que?

- Cerveja Wurhrer? - Sim.

N�o quero que haja diferen�as. Por exemplo:

Devo ligar para uma? Tamb�m ligo para as outras.

Olha, tr�s liga��es todas as manh�s, tr�s a tarde e tr�s a noite.

27 liga��es por dia. Al�m das imprevistas e das extras.

A prop�sito, com licen�a.

Al�? � o sr. Malagugini.

Sim, o marido da senhora que chegou hoje de manh�.

Como ela est�? Ah, nada.

Ela ainda n�o acordou?

Se por acaso ela acordar, ligue para mim neste n�mero.

3-7-8-4-2-2.

No, repita consigo. 3-7-8-4-2-2.

N�o vou sair daqui.

Sim, eu estarei aqui. Obrigado.

- Se perguntarem por Malagugini, estou aqui. - N�o se preocupe.

Vai tudo bem.

Por enquanto sem not�cias. Tudo est� bem. N�o h� perigo.

Sinta que batimentos acelerados!

Sinta.

Dizem que � o sistema neurovegetativo.

Mas n�o � nada grave. Bastaria que parasse de fumar.

Me disseram isso tamb�m quando fiz meu seguro de vida.

N�o respire.

Agora respire fundo.

- Me perdoe, isso sempre me faz rir. - Tente n�o rir, por favor.

Por qu�? Algo est� errado?

Nada s�rio, por enquanto, mas eu me cuidaria mais.

- Voc� fuma? - Sim, um pouco, mas n�o muito.

Muito bem, Bem, comece por parar.

- A favor de quem? - Marisa.

- Marisa Malagugini. - Malagugini, Marisa.

- Cigarro? - N�o, obrigado.

Vejamos. Capital, idade...

Um bom pr�mio. Eles te disseram?

Mais 150.000 de b�nus. S�o quase 160.000 liras.

160.000? Com licen�a, Mas � um exagero!

- 160.000... - Pelos outros dois seguros,

- paguei um pouco mais da metade. - De acordo.

Giulia Masini: 30 milh�es segurados e 85.000 liras por ano.

E h� outro de 30 milh�es a favor de Adele Baistrocchi.

Por este, ele j� paga 100.000 por ano porque foi sete anos depois.

Tudo bem, mas 160.000!

Reduza o valor.

Em vez de 30 milh�es fa�a isso por 18 ou 20.

N�o. N�o.

Se demonstrou estatisticamente...

que entre 30 e 40 anos as chances de...

Aumentam 40%.

Ent�o...

Marisa Malagugini.

Nascida em...?

Minha vida vale cada vez menos, mas custa cada vez mais.

Oito bocas para alimentar, com alugu�is e seguro.

E querem que eu pense no neurovegetativo.

Quando crian�a, cantava na igreja.

E ainda tenho uma voz de bar�tono.

N�o rejeito nada. Todo o trabalho � bom, de dia ou de noite.

E eu tenho que comer com todos, sem magoar ningu�m.

Giulia cozinha leve e Adele adora coisas apimentadas.

Com Marisa eu costumo comer fora e n�o posso lhe dizer que j� comi.

�s vezes eu tenho que comer duas vezes simulando fome e elogiando as cozinheiras

Minha fraqueza � o fettuccine.

O resultado � que eu sofro de azia

- Ol� papai! - Ei!

Minha especialidade � brincar de Papai Noel.

E tamb�m...

Todos os santos devem ser celebrados e todos os anivers�rios. 16 no total.

As festas, comunh�es, confirma��es aprova��es.

Natal, Reis Magos, p�scoa.

E tenho de ter certeza de n�o de o mesmo presente do ano anterior.

E lembrar do tamanho de cada um. N�o � nada f�cil.

S�o bonitas. S�o da marca IMEC.

Quero tr�s. Uma branca, uma azul e outra rosa.

Dois tamanhos 44 e um 46 grande.

Felizmente, Marisa usa o mesmo tamanho que Giulia.

E os tamanhos de sapatos das crian�as...

eu esque�o se � Mina que passou do 30 para 32...

ou se � Bruno que usa 34.

�Por que no me los trae a todos juntos?

Coloca todos eles um dia no carro.

Se Deus quiser! E tudo de mem�ria.

Eu nunca tive uma agenda. �s vezes cometo erros.

J� s�o 34, vov�?

Sim, mas em novembro!

Voc� j� tem 29 anos, vov�?

Acordo em tr�s casas diferentes.

Meu trabalho � curioso e em horas estranhas.

E tamb�m, sabe o que estou dizendo, padre?

Que duas fam�lias...Bem, duas e meia, d�o muito trabalho.

Nossos filhos s�o bons. Carinhosos, felizes.

N�o posso reclamar.

No Natal h� uma grande agita��o.

Um quer a �rvore, outro o Bel�m. E tem que faz�-los todos felizes.

Sua vida � um inferno!

- Por qu�? - E ainda me pergunta?

Porque a �nica solu��o ... O melhor � que ...

Que se divorcie!

Me surpreende!

N�o me fa�a dizer barbaridades. Na teoria ou na pr�tica, acredite...

Com o panorama horr�vel que descreveu... Deus me perdoe!

O div�rcio? Fico maravilhado com o senhor!

Se nos odi�ssemos, eu entenderia...

Mas nos amamos.

Al�m disso, se eu me divorciar, de quem?

E os filhos?

Os filhos!

Seria maravilhoso, junt�-los todos.

Adele, pobre, tamb�m sofre mucho.

N�o podem se conhecer? sempre me pergunta.

Eu tentei uma vez. Ano passado no Natal.

Pegue cem para voc� e cem para voc�.

V�o, e quando o homem passar deem a ele o dinheiro ok? Beijos.

E cuidado, n�o se machuquem.

Oi m�e!

Vamos, crian�as, vai come�ar outra volta.

S�o 50 liras por cabe�a.

- M�e, voc� vem? - sim

Estou indo, pai. Eu vou, espere por mim!

Todos juntos! Todos juntos!.

Que pena! S� faltava Marisa...

Al�m disso, � a que est� mais sozinha de todas.

Me espere aqui, vou comprar as entradas.

Quatro, duas crian�as.

Est� calor, n�o?

J� come�ou? Vamos nos apressar.

Vamos crian�as! Se apressem!

Papai, aqui!

Senhorita, poderia mudar de lugar? Obrigado.

- R�pido! - Vamos!

Vamos, sentem e comportem-se.

Pai, pode me comprar um sorvete?

Ora, voc� j� comeu um antes.

Sim, ent�o eu comprarei para voc�.

O que houve?

- Adivinha? - Cigarros!

Aquilo que rouba minha sa�de.

Eu pensei que tinha.

V� comprar ou voc� ficar� nervoso o tempo todo.

Voc� acha?

De passagem comprarei sorvete para as crian�as.

- Cuide do lugar. - Sim ..

Marisa!

Marisa, o que est� fazendo aqui?

Com licen�a, senhora, permita-me.

Obrigado.

Tesouro, o que voc� est� fazendo aqui? Qual � o objetivo?

N�o entende que assim voc� se atormenta e me atormenta?

- Com licen�a, se importaria de mudar de lugar? - Ali est� a senhora.

Perd�o, senhora, se importa? Desculpe.

Obrigado.

- Marisa! - N�o me toque!

N�o � justo, sabe?

N�o posso permitir que se atormente. Por que voc� veio?

Por qu�? N�o posso nem ir ao cinema agora!

Seja razo�vel, sim?

- N�o quero ser razo�vel! - V� embora!

Sil�ncio!

Marisa, por favor, sim?

N�o chore, por amor, Marisa, pare. Marisa, espere!

Desculpe-me, por favor.

Dois sorvetes, por favor.

- Bem, como est� indo? - N�o muito bem.

Ela est� sempre sozinha.

Sempre esperando eu ligar para ela,

mas quando ligo, n�o fala. Cala-se.

Eu n�o consigo entender. Porque voc� faz isso?

Como eu ia entender isso?

Pobrezinha! No Natal n�o consegui ver Marisa, nem um minuto.

De um lugar para outro com as crian�as.

Mas agora, com o ano novo perto, tenho que fazer algo para v�-la.

Devo inventar qualquer coisa.

Convenci Giulia de que a v�spera de Ano Novo era uma conven��o.

A� est�, todo mundo pronto? Cad� o champanhe?

- Aqui est� - J� vou.

Meninas, est�o prontas?

- Cuidado com a rolha! - Preparem os copos!

Vigie o rel�gio: cinco,

Quatro tr�s, dois...

Um! Vamos! Me d� os copos!

Um pouco para voc�.

E um pouco para voc�. Espere, temos que brindar.

- Isso. Feliz Ano Novo! - Feliz Ano Novo!

- Por mais mil anos, Giulia. - Por mais mil anos, Sergio.

Mas o que fazem essas duas? Est�o b�badas!

- Chega! - Veja isto!

Oh n�o, as duas! Ficaram loucas?

Venham aqui, sentem-se. Voc� sabem quantos anos voc�s ter�o daqui a mil anos?

Daqui a mil anos teremos a sua idade!

A velha desdentada falou. E voc�, minha querida, de quem �?

De quem voc� �, meu tesouro?

Riccardo, venha. Venha, pegue.

Feliz Ano Novo.

Voc� n�o est� um pouco adiantado?

- Vamos l�, tolo, felicidades. - Sa�de!

- Felicidades, Mam�e! - Obrigado, que todos os seus desejos sejam realizados.

- Vai sair esta noite? - Sim

Massimo est� dando uma festa, mas se te incomoda ...

N�o, n�o.. Voc� tem dinheiro?

- Bem, eu... - Espere, eu j� volto.

Giulia! Onde est� minha jaqueta? � muito tarde.

Imediatamente. - Voc� entendeu?

� meia-noite, papai far� um brinde especial na TV para voc�s e mam�e.

Mas que meia-noite que vale? Daqui ou da TV?

Naturalmente. � a nossa, n�o?

- Eu vou! - Est� claro? Adeus.

- Boa noite. Comportem-se. - Tchau.

- Aqui est� a jaqueta. - Obrigado.

Maldi��o, sempre correndo, sempre correndo.

- Diga-me: voc� se importa que eu v�? - N�o..

- Se voc� quiser, eu digo que estou mal. - N�o seja louco. V�, � tarde.

- Como estou? - Vaidoso como um pav�o

- N�o pare�o um diplomata? - Um p�o doce...

Se voc� respirar forte, vai sair creme pela sua barriga.

Isso porque voc� me fez comer muito. Adeus, filhas.

- Me veja hoje � noite, sim? - Tudo bem, tchau.

- N�o esqueceu alguma coisa, mastro? - Meu presunto!

Se voc� n�o estivesse aqui querida ...

Haveria outra.

- Ou�a... - V�, � tarde.

Eu n�o gostei do que voc� disse...

nem como disse.

Conversaremos depois. Me lembre!

� o papai! � o papai!

Quietos!

Al�? Casa dos Baistrocchi. Quem �?

Papai, voc� vem?

N�o, querida, n�o posso.

Pai, ou�a: os pastores passam Passam os senhores

e nesta noite santa guiada pela estrela eles procuram Jesus

Depois!

Sergio, � muito tarde! Achei que voc� n�o ligaria mais!

Quietos!

Claro que eu ia ligar. Eu sei que � um pouco tarde ...

Quero que os meninos me vejam na TV.

Mantenha-os acordados, sim?

Adele, o que h� com voc�?

Nada, essas noites. Voc� sabe ... O que eu vou fazer?

Eu pensei que voc� n�o ligaria. E ent�o...

Eu sei, sou burra. Est�pida

Adele, sabe de uma coisa? Deixo tudo e vou para casa.

Eu ligo para a televis�o e digo que estou mal

Por favor!

O que isso importa para mim! Voc� s� precisa me pedir.

Porque n�o? Ao diabo! Pelo que eles me pagam.

Oh, n�o, n�o, n�o. Mas agrade�o.

Obrigado por dizer isso.

Vou mant�-los acordados at� a meia-noite.

Oh, sim. Sinto muito..

O menino aprendeu uma poesia.

Ele sabe de cor. Espere...

- Recite-a para o papai. - Vou come�ar.

- Est� bem. - Pronto?

Passam os pastores Passam os senhores

e nesta noite santa guiados pela estrela eles procuram Jesus

E se Adele tivesse me pedido?

Se tivesse me pedido para que eu n�o fosse trabalhar?

O que teria feito?

Acho que teria deixado tudo e teria corrido para o lado dela.

Sim, eu teria ido at� eles.

Claro! E Marisa?

Hip�crita!

Voc� sabia muito bem que Adele, nunca teria pedido a voc�.

Por nada no mundo, teria dito a voc�.

Aposto que posso fazer voc� rir.

Marisa, eu gostaria que voc� raciocinasse um pouco.

N�o pode ver que � absurdo que voc� me espie?

Serve apenas para fazer voc� sofrer mais. E eu tamb�m.

Sergio..

- Eu devo te dizer uma coisa. - O que?

Mais tarde.

Agora vamos dan�ar. Depois.

Voc� acha que eu n�o sei?

Eu sei tudo, Marisa.

Eu sei como � passar uma tarde esperando uma liga��o e depois ...

Marisa! Marisa! Voc� sabe que...

n�o posso.

Sras. e Srs. aten��o! A meia-noite se aproxima.

Levantem seus c�lices!

Ali em cima.

Vamos, venha.

Espere.

Agora voc� ver� ... Sente-se.

Agora voc� ver�, todos os t�cnicos da TV s�o meus amigos.

Passaremos os �ltimos minutos do ano com uma orquestra.

Preste aten��o.

Este ano, est� quase no fim!

Mais alguns anos e tudo que n�o gostamos pertencer� ao passado.

- Srs. Aten��o .. Espere.

Ai est�! Eu acho que vi o papai.

Nove, oito,

Sete, seis,

cinco, quatro, tr�s,

dois, um! Feliz ano Novo a todos!

Felicidades! Feliz ano Novo

Feliz ano Novo Feliz ano Novo

Felicidades! Felicidades! Feliz ano Novo

� uma grava��o que fizemos quatro dias atr�s.

N�o foi uma m� ideia.

Em quem voc� estava pensando?

Em voc�. Em todos.

Marisa!

Marisa, me espere!

Aquela mesa ali.

Fique com o troco.

Marisa!

- Marisa, seja boazinha. - Por qu�? O que ganho em troca?

Marisa, voc� � injusta ...

O que eu tenho de voc�? Responda!

Um ter�o? Um quarto?

Vamos definir turnos de uma vez por todas!

- Espere! - Vamos ver...

Nos feriados, n�o. Esses s�o sagrados. Eles s�o para a fam�lia

- Vamos come�ar pela segunda-feira ent�o. - Devo lhe trazer o carro, senhor?

N�o! Deixe-me!

Voc� quer me ouvir, Marisa!

Pare!

Marisa, est� bem. Pare agora!

Olhe para mim. Agora voc� est� chateada!

Vamos, acalme-se, n�o se comporte assim. Vamos, vamos sair daqui.

N�o, deixe-me, eu vou sozinha. N�o preciso de nada.

Meu Deus!

Por que voc� me espionou e me seguiu?

Eu n�o segui voc�.

Vamos, venha. Suba.

Eu n�o te segui. Fui ao cinema por acaso.

Se voc� estava no cinema por acidente, por que voc� n�o foi quando nos viu?

Tudo bem Sergio Eu segui, espionei voc�.

Eu queria ver como "ela" era.

Quem � "ela"?

"Ela", sua esposa! Eu a imaginava diferente

Em vez disso, com aquele cabelo, fiquei chocada com a maneira vulgar dela se vestir.

Voc� est� bravo? Que direito voc� tem?

- S� porque ela te deu filhos? - N�o seja idiota, Marisa!

Eu amo voc�, voc� sabe.

Mas "elas" Eu tamb�m as amo.

Se voc� realmente me amasse

Eu acho ... Bem, eu tenho certeza, que voc� iria amar elas tamb�m

A elas y a todos.

Eu sou assim.

Em parte gra�as a eles. Posso explicar, Marisa?

Estou convencido de que...

� verdade, pode parecer absurdo e contra a natureza.

E me parece l�gico que voc�...

Ou�a, se a amasse tamb�m...

A minha mulher, a Giulia...

Eu a odeio!

Eu a odeio, entende!

- Eu a odeio, eu queria que ela morresse! - Pare com isso!

Tudo bem, v� embora, V�!

V� embora! Voc� nunca ser� capaz de entender.

N�o, porque voc� tem que ter uma coisa em mente:

Ao ofender minha esposa, tamb�m ofendeu Adele, compreende?

Sim, porque Marisa acreditava que Adele era minha esposa, Giulia.

Adele ... que culpa ela tinha, coitada?

Neste ponto, o que voc� teria feito?

Eu? O que voc� fez?

Levei Adele para Veneza.

Uma esp�cie de viagem de n�pcias.

Fazia muito tempo que eu tinha prometido

Foi por ocasi�o de um concerto. N�o lembro bem de quem.

E como permitiram aos membros da orquestra trazerem um ou mais parentes.

Talvez seja melhor...

- � melhor irmos - Certo.

Adeus Sergio. Sergio, estou com medo.

- Giulia, estatisticamente � muito seguro! - Eu sei, mas me assusta.

- Adeus! - Ligue quando chegar l�!

N�o, meninas, por ali.

L� est� papai!

- Tudo bem? - N�o fale.

Com licen�a, eu perdi meu marido.

Quem � o seu marido?

- Eu sou a esposa do primeiro violino. - Ah, Masini! Encantado, senhora.

Pede-se aos passageiros que n�o fumem

e apertem o cinto de seguran�a. Obrigado.

Mas o que voc� est� fazendo?

Esse � o cinto da minha capa de chuva.

- Tem medo? - N�o, n�o com voc�.

Espere. A� est�.

Sra. Masini! Sra. Masini!

Como vai, senhora Masini? Tudo bem?

Sim, tudo bem, obrigado.

Sergio, se houver um acidente...

eu n�o me importaria, porque estamos juntos. Mas penso nas crian�as.

Pare de pensar nisso.

Como estou feliz!

Eu gostaria de morrer!

Bobagem minha!

- Sergio! - Giulia!

- O que voc� tem, um radar? - Eu ouvi o carro.

Voc� acha que pode me colocar em um canto e simplesmente me esquecer, hein?

� uma prova��o. E tive a sensa��o de que voc� estava vindo.

Deixe-me olhar para voc�!

- N�o, estou um desastre. - Mas voc� est� linda!

- O que � isso? - Nada, coisas para as meninas.

- N�o vai querer acord�-las agora! - N�o, n�o. Espere um minuto...

H� algo para voc�.

Voc� acha que eu esqueceria?

Aqui.

Mas por que?

Voc� gastou todo o seu dinheiro.

N�o, s�o cultivadas, mas s�o muito bonitas.

Veja como se fecha ...

Experimente.

Voc� sentiu minha falta?

Durante esses tr�s dias, n�o.

� normal, Foram dias muito intensos.

Recep��es, ensaios, concertos ...

Mas assim que cheguei ao aeroporto,

Percebendo o cheiro de casa e voc� ...

Que cabelo macio voc� tem!

Naquela noite, ficamos muito felizes.

Lembro que em um momento, Giulia...

Com licen�a, Don Michele. Eu gostaria de lhe dizer uma coisa,

Giulia desperta em mim o desejo de conquista que um homem...

- N�o sei se me entende. - Sim, sim, acho que entendo voc�.

Deixe. N�o atenda. Quem quer que seja.

N�o importa. N�o estou para ningu�m.

Marisa.

Era Marisa. Eu tinha certeza

Masini, acorde!

Tudo bem. Entendi. Todos para o bar!

Quero voc�s aqui em dez minutos. Pontualmente!

Al�? � a pens�o De Rosa? Meu nome � Masini.

Sim, o professor Masini.

Como? Quando foi embora?

De manh� cedo?

Entendo. Desculpe, ela n�o deixou nenhum recado?

Entendo.

N�o, est� bem. Obrigado.

Bem, � melhor assim.

Sergio! Sergio!

Voc� fez bem, sem d�vida.

Melhor assim.

Que idiota eu era por n�o entender isso!

Era l�gico ... por isso ela ligou �s duas da manh�.

A coitada precisava de mim.

E por que ela se foi?

Por que ela fugiu, a pobrezinha?

Porque estava gr�vida.

- Como voc� sabia? - Bem, voc� me contou.

Foi assim que come�ou, n�o? Marisa n�o � a garota da cl�nica?

- Ou essa � outra? - N�o, n�o.

- Menos mal. - Ela mesma.

E quando eu finalmente entendi a situa��o, e me dei conta...

Sr. Malagugini, eu percebi que as apar�ncias est�o contra mim.

Sou totalmente consciente, da situa��o em que estou.

mas quero que levem em conta uma coisa.

N�o h� nada s�rdido. Marisa e eu nos amamos.

- Senhorita, n�o come nada? - Coma um pouco.

Nem sequer provou.

Poderia deix�-la em paz?

Se n�o come, � porque sua consci�ncia a preocupa

Me passe o sal.

Tem um sujeito que pergunta pela Srta. Marisa.

E o que ele disse?

Ele disse: "Vim especialmente de Roma e preciso falar com a senhorita."

Est� esperando na sala de estar.

Sergio!

- Pai, o que eu fa�o? - Espere. Passe-me a pimenta.

Deixe-me ver voc�, querida.

Como vai? Voc� est� bem?

Venha, vamos nos sentar. Espere um momento.

Coloque a almofada atr�s.

Diga-me, voc� j� sente alguma coisa? Pode sentir? - Sim.

Seus parentes.. O que eles dizem? O que querem fazer?

Dizem que...

- a crian�a n�o deve nascer! - O qu�?

- Um aborto? - Sim, Sim.

Eles dizem que n�o h� outra solu��o.

Como assim? Nosso filho?

Aquele rato miser�vel! Eu vou dar um soco na cara dele!

Sr. Malagugini, estou ciente que, dada a minha posi��o...

Quero dizer...

Sr. Malagugini, somos todos adultos, certo?

- Ent�o vamos esquecer o porqu�, o como, etc.. - Mas o que est� dizendo! Voc� est� louco?

Voc� � Filiberto, creio

- Marisa fala muito de voc�. - Eu vou quebrar sua cara!

Vou mandar voc� para a cadeia! Vou quebrar seus ossos!

- Est� dizendo bobagens. - Degenerado infame! Corruptor de menores!

- V� embora, sem vergonha! - N�o toque nela!

Eu te mato!

D�i muito?

N�o, agora n�o.

- E voc� como est�? - Agora estou bem.

Venha aqui, perto de mim.

Nunca iremos nos separar.

Nunca, tesouro.

Nunca!

Caro Sr. Masini...

Me permite?

Voc� n�o precisa me perguntar o que fazer.

Voc� sabe perfeitamente, e crio que sempre soube.

Sr. Masini, n�o pode continuar assim!

Sim, Sr. Masini,

A primeira coisa a fazer � um corte radical nisso e voltar para sua fam�lia.

N�o ser� f�cil, mas precisa fazer isso.

� necess�rio, realmente.

que o senhor assuma a responsabilidade pela felicidade de todos.

N�o duvido da sua absoluta sinceridade sobre isso.

Mas que tipo de felicidade o senhor oferece a essas pessoas, Sr. Masini?

N�o, o senhor tem que voltar para junto da sua fam�lia.

Dedique-se totalmente � sua esposa e filhos.

Sim, eu sei... Pelo amor de Deus!

Os outros tamb�m s�o seus filhos.

e isso n�o pode ser esquecido.

Voc� ter� que am�-los, cuidar deles, apoi�-los,

ajud�-los o m�ximo poss�vel.

mas isso n�o significa tem que continuar a manter...

rela��es com todas...

com as m�es de todas essas crian�as!

Repito, um corte radical.

� fundamental, Sr. Masini.

N�o h� outra sa�da. Um bom corte radical, Sr. Masini.

N�o h� outra solu��o.

N�o, n�o. N�o h� outra solu��o, Sr. Masini. � triste ...

mas deve assumir isso. E n�o persistir no erro.

E se quiser, podemos buscar juntos a melhor maneira de...

Se voc� quiser, posso falar com ...

com essas jovens senhoras. Especialmente...

com a mais jovem, pobrezinha.

E podemos analisar caso por caso.

- Mas n�o duvide que esta vida de enganos... - Perd�o.

Um momento, por favor. J� volto.

mas eu ... Eu as amo todas!

Toda uma vida de mentiras!

Talvez seja verdade, n�o nego.

Eu sou um mentiroso, mas ele n�o entende qualquer coisa.

N�o, ningu�m entende nada disso.

E tem a coisa do Riccardo. Eu n�o contei ao padre.

Por que eu n�o disse a ele sobre aquela noite?

Volto em seguida!

Voc� me descobriu. Voc� conhece meu segredo agora.

Sim, porque mesmo sua m�e n�o sabe.

J� sabe como � meu trabalho, voc� tem que lutar pela vida.

Eu j� fiz isso antes, voc� sabe e afinal,

� uma quest�o de tentar equilibrar o or�amento da fam�lia.

� duro?

Trabalhar aqui? Ah n�o! Voc� se acostuma a isso.

Venha, eu vou acompanh�-lo at� o carro.

Voc� precisa de dinheiro?

O que houve?

Que hip�crita!

Ou�a, Riccardo,

N�o deve me julgar dessa maneira.

� injusto!

Sim, eu sei. Aos olhos de um menino, de um filho ...

Temos que conversar, Riccardo. Com tranquilidade.

N�o precisa me dizer nada. Eu tamb�m entendo voc�.

Voc� � um homem.

Voc� sabe, as mulheres envelhecem antes dos homens.

E mam�e... � perfeitamente normal.

- Porque a mam�e j� est�... - Chega, Riccardo, n�o vou permitir...!

Voc� � um palha�o!

Me perdoe, Riccardo.

- Mas n�o devia... - Voc� � um palha�o!

Eu sei h� anos. E agora estou lhe dizendo: voc� � um palha�o!

Espere, Riccardo!

Temos que conversar.

Tenho que falar com ele de qualquer maneira. Ele vai entender.

J� � um homem. Ele vai entender.

Meu Deus! Que horas s�o!

Olhe as m�os. Muito bonitas! De violinista!

E voc� viu as unhas? J� tem unhas!

Ele acordou!

- Venha pequeno. - Com cuidado, por favor.

Eu lhe imploro.

Est� cansado?

Eu? Mas o que voc� est� dizendo?

- Estou te incomodando? - N�o. - S�rio?

Agora v� embora. Precisa descansar.

Voc� sofreu mais do que eu.

- Como voc� est� p�lida! - N�o, estou muito bem.

Voc� est� linda, sabia?

Por que est� olhando assim para mim?

Eu vejo que voc� sabe. � como se quisesse me dizer uma coisa.

Vamos. Me diga. N�o se preocupe

Por que voc� n�o vai?

Agora voc� me expulsa, certo?

- Sergio, vou te pedir uma coisa. - sim?

Eu ... eu gostaria ...

Eu quero ... voc� entende?

Eu pensei sobre isso enquanto me levavam para a sala de parto.

Me do�a muito.

Mas ent�o eu descobri, que as mulheres exageram,

para que sintam pena delas.

Ent�o eu pensei...

quando eu nasci,

* Quero dizer uma coisa ao Sergio. - Sim, diga-me.

Quero por alguns dias

n�o pense em nada.

Aqui tenho tudo o que preciso.

Ent�o v� embora.

V� por alguns dias.

� praia.

� praia?

- Voc� pode me prometer? - sim

Alguns dias na praia.

Com sua esposa.

Com Giulia.

Senhorita, liga��o para Marina di Massa?

Nesse n�mero.

Sra. Giulia Masini.

Sim, mas o que eu digo a ela?

O que vou dizer?

Que vou l� no s�bado?

E Adele? Vou ligar para ela tamb�m.

Vou l� no outro s�bado.

� isso.

Claro, seria �timo poder contar a verdade a todas!

Marina di Massa, em alguns minutos.

Enquanto isso, pode ligar para esse outro n�mero?

Adele Baistrocchi, Roccaraso.

Desculpe senhor, n�o est� se sentindo bem?

N�o. Nunca me senti melhor em minha vida!

Olha, eu vou ali e me sento.

Voc� me avisa, obrigado.

�Cremona, pronto! cabine nove, por favor!

�Cremona na espera! cabine nove!

E Riccardo?

Tenho que ligar para ele sem falta.

Ent�o hoje � noite n�s jantamos juntos.

E falamos.

Se eu tiver que ...

- mas ent�o. - Marina di Massa na espera, cabine 13!

Marina di Massa na linha!

- Depois. - Marina di Massa na linha!

Marina di Massa!

Quem ligou para Marina di Massa?

Senhor?

Perd�o Senhor, ligou para Marina di Massa?

Senhor?

Este homem est� morto.

Sim, est�o todos.

E como isso os afeta!

� bonito!

um consolo saber que quando partimos deixamos um vazio em muitas pessoas

que n�o pode ser preenchido.

Adele, Pobrezinha.

Bobona, minha!

Giulia, tesouro!

Eu sabia...

eu tinha imaginado mil vezes meu funeral.

e sempre vi voc� assim.

Tal como voc� est� agora!

Se o infort�nio tivesse ocorrido

uns 4 o 5 dias mais tarde

voc� tamb�m estaria aqui.

N�o pudemos falar.

Mas voc� vai entender, n�o �?

Talvez voc� j� tenha.

era esperta.

Minha doce, Giulia!

Escuta, minha querida... Agora voc� pode me dizer.

Voc� realmente n�o sabia?

Nunca?

Voc� nem suspeitou? Nunca?

Giulia, voc� deve me dizer...

A verdade...

Voc� sabia, n�o �?

Voc� sempre soube, Certo?

Giulia, responda.

Responda-me.

N�o me ouve?

Responda-me...

Por favor, Giulia!

Giulia...

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