All language subtitles for House.of.Cards.1993.1080p.WEB-DL.DDP2.0.H.264-ISA

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Original subtitles

O ENIGMA DAS CARTAS

Por que as pessoas sonham?

Para ver as coisas melhor.

- De onde as pessoas vêm? - Os deuses as fizeram.

Onde os deuses moram?

Moram em todas as coisas vivas.

- Por que fizeram as pessoas? - Estavam entediados.

Eles fizeram as pessoas para entretê-los.

Por que os deuses deixam as pessoas morrerem?

As pessoas não morrem. Elas vão de uma casa para outra.

- Sectenel, conte uma história. - Qual?

A grande deusa da luz fez as primeiras pessoas do milho.

Ah, sim. Depois, ela deu a eles o poder de ver tudo.

- Eles podiam ver através das paredes. - Podiam ver através das pedras?

Podiam até ver dentro uns dos outros. Hoje, só podemos fazer isso em sonhos.

Então, se estivéssemos sonhando, não precisaria me contar o resto.

Eu já saberia.

Agora, preste atenção.

Um dia, Hurakan, o deus do céu...

- ficou com tanta 'veja' das pessoas... - 'Veja'?

Tudo bem, tanta inveja das pessoas...

Isso deixou a grande deusa triste e ela decidiu...

dar esse poder a crianças muito especiais.

As crianças que podem ver. Mas só podiam usar a visão...

em sonhos, onde não há palavras.

Por que não tem palavras?

Porque é mais fácil ver sem palavras.

- O que elas vêem? - Elas vêem o mundo como ele quer.

- Como em sonhos? - Sim...

como em sonhos.

Não chore. Lembre-se, você não deve chorar.

Era uma vez, uma deusa da luz...

que criou vocês três do milho.

O que aconteceu? Conte, conte!

Ela os amou tanto que deu a visão especial.

Sally?

Seja lá o que vai fazer, não ria.

Não, não. Eu disse 'não ria'.

Não, Sally, eu disse para não rir.

- Mais um presente. - Sectenel...

Meu pais, minhas leis. Não é para ninguém agradecer.

Eu agradeço a todos.

As bonecas para Sally, o avião para Michael...

e isso é para Alex.

Porque ele vive...

sempre.

Onde o papai mora agora?

Lá em cima. Na lua.

Mas como ele chega lá?

Como chega lá se está morto?

Lembre-se que às vezes...

você tem que ficar bem quieta para ver as coisas.

Tudo bem, sem adeus.

Vamos.

- Vamos para casa. - Não me lembro de casa.

- Tonta, casa é nossa casa. - Michael!

Querida, tudo vai voltar quando sentir a grama entre seus dedos.

Não vai voltar.

Para onde estamos indo? Para onde estamos indo?

Não chore. Lembre-se, você não deve chorar.

Lembre-se, você não deve chorar. Não chore.

Lembre-se... Para onde estamos indo? Não chore.

Estamos em casa, querida.

Sally, chegamos.

Estamos em casa, querida.

Querida...

Mãe, ainda está aqui!

Último dia da temporada de caça.

Está tudo bem. Só um cara com uma arma.

Michael, tenha cuidado!

- Ei, é o Bart! Ei, Bart! - É a Lil.

Michael!

Não se preocupe. Não vamos ficar.

Entre e fique à vontade.

Tem bolo de carne e salada de batata na geladeira.

As camas estão feitas e tem papel no banheiro.

Ligue quando quiser. Bem-vinda e olá.

Passamos uma demão de tinta na casa.

Guardamos a melhor parte para quando você voltasse.

Obrigada, Ray. Obrigada, Lil.

Vamos sair daqui.

Espere! Mãe! Pare, pare!

Que beleza! Belo movimento, Ruthie!

Vamos, Ruthie! Vamos, Ruthie!

- Vamos, Bart! - Michael!

Muito bom!

Ela tem os olhos de Alex.

Não ria, Sally. Não ouse rir.

Seja lá o que vai fazer, não ria.

- Hora do jantar. - Discurso, discurso.

As pessoas não morrem. Elas vão de uma casa para outra.

Até que elas se juntam à luz da lua...

onde não há palavras.

- Cuidado! - Sem problema.

- Vai bater. - Essa coisa vai para onde eu quiser.

Droga!

Quer que eu pegue uma escada?

A gente faz isso amanhã.

Ah, cara.

Sally.

Sally.

Acho que me pegou.

Tudo bem.

Foi uma promessa boba, mesmo.

Queria conseguir cumprir.

- Pode me abraçar? - Está bem.

Bem...

- Posso ficar um pouco? - Claro.

- Posso sair para caminhar? - Claro.

Fique de olho na Sally por mim. Mas não a acorde.

Você subiu lá?

Tudo bem, não fale nem com seu irmão.

Não entendo, Sally. O que há com você?

Subiu lá. Subiu lá.

- Ei! - Oi.

Achei que a encontraria aqui.

Sabia que todo trilho de trem do mundo tem exatamente...

- 1,42m de largura? - Parece bom.

- Está atrasado esta noite. - John?

- Achamos que ia voltar antes. - Tinha que terminar o trabalho.

Tive que trabalhar 7 meses depois que ele morreu.

Você passou esse tempo todo reconstruindo aquela pirâmide...

e aposto que ainda não chorou bastante.

Fiz uma promessa de não chorar.

Promessa idiota, Ruthie.

Sabe, você...

Você nunca contou...

Trabalhando à noite.

Alex adorava trabalhar sob a luz da lua.

Eu ouvi um barulho, como um sussurro...

eu virei e vi sua lanterna caindo.

Fui atrás dele... Besteira... Estava a 6m dele.

Tentei pegá-lo... E ele bateu, Lil.

Meu Deus, bateu nas pedras.

Toda essa coisa ruim no mundo, por que teve que ser ele?

Sal?

Sal?

Vamos, Sal. Que negócio de retardada é esse?

Sal?

Sinto muito. Sinto muito.

Não sei o que está tentando fazer, mas não vai funcionar comigo.

Sal?

- Não vai funcionar com ele. - Sal?

Sally, Sally, Sally.

O quê? O que foi?

Qual o problema?

Eu não as machuquei.

Não as machuquei, Sal.

Aqui, tome, pegue-as, Sal. Qual o problema, Sal?

Pare de gritar! Quer esse urso?

Pode ficar com ele. Pegue. Sal?

Pare de gritar! Pegue o que quiser.

Pare de gritar, Sal!

- A casa nem tem mais o cheiro dele. - O trem está vindo.

Encontrei uma bota velha no armário. No armário!

- Vamos sair do trilho. - Você não entende?

Quando eu chorar, ele vai realmente embora.

Saia dos trilhos, Ruth!

Quer um biscoito? Quer?

Fique ai, está bem?

Aqui está. Aqui, aqui.

Sally, quer um biscoito?

Você tem que dormir. A mamãe vai me matar!

Pare de gritar!

Olha, sua idiota, suas bonecas. Não as machuquei.

Não fiz nada. Olhe, Sal. Por favor, olhe.

Vou colocar de volta. Sally, vou colocar de volta...

exatamente onde encontrei. Olhe.

Bom, a moeda da lua... Vai fazer um pedido?

Eu quero...

acreditar em Deus novamente.

Tudo bem. Qual é o problema?

Nossa, você está ficando louca, Sal.

Não sei, Sal.

Não conte para a mamãe, certo?

- Michael, tudo bem? - Claro.

E esses biscoitos? Vá para cama. Tem aula amanhã.

Vamos, sorria.

- Bom dia. - Bom dia.

Bem-vindos.

- Isso está muito feio, Frank. - Protege as pessoas da chuva.

Além disso, com você fora, vou ganhar dinheiro de novo.

Acho que a resposta é não.

Faça esses dois e você fica com a restauração da ponte.

- Tem que ser feio assim? - Vamos. Sim ou não, Ruthie?

Ruthie, telefone para você. Algo sobre seus filhos.

Quando digo que vou aceitar o trabalho, esses idiotas ligam.

Parece que Sally subiu em uma árvore na escola...

provavelmente para chegar perto de um esquilo ou pássaro.

Ela costumava fazer essas coisas com Alex.

Bom, uma criança a seguiu, caiu e quebrou o braço.

Quando chego lá, eles estão suados porque Sally não quer falar com eles.

Depois disseram que trariam um psiquiatra...

para examiná-la porque ela não está falando.

E se eu poderia esperar algumas horas por ele.

Eu disse que não. Então, eles me disseram...

que teriam que examinar Sally porque poderiam...

ser processados pelos pais da criança.

E eles disseram que um psiquiatra anêmico vai vir aqui...

e foi por isso que tranquei o portão depois que entrou.

- Ei, Bart, acorde! - Nossa!

O que acha disso?

Cuidado!

Nossa! Você viu isso?

Pegou bem, Sal.

Agora jogue de volta.

Sal, jogue para mim.

Nossa!

Ah, não. De novo, não.

Não se preocupe. Sally pega para nós.

Ela? Acorda, Matthews.

Aposto meu Roger Clemens com seu Yogi Berra.

- Fechado? - Fechado.

Sal, pegue a bola.

Sal, vá pegar a bola.

Que estranha.

Sally, o jantar está quase pronto.

Vamos, Sal. Rápido.

Meninos, o jantar está quase pronto.

O que há com vocês dois? Não me escutaram?

Disse que o jantar... Meu Deus!

Não se mexa! Lil! Vá lá fora!

- Para quê? - Vá!

Sally, querida.

Querida, a mamãe está aqui.

Você pode... pode só...

Venha engatinhando até a mamãe.

Sally?

Você sabe como a mamãe odeia alturas.

Sally, Sally, você...

Sally!

Mãe, não se mexa!

Sally? Querida?

Lillian, para 911. Chame os bombeiros.

Michael, pegue uma escada.

- Atrás do barracão. Vamos! - Vá!

Sally, pare de fazer isso, por favor.

Vai ficar tudo bem, querida.

Vamos! Vamos!

Vamos logo! Vamos!

Está de ponta-cabeça.

Cuidado!

Sally, querida.

Sally, por favor.

- Aquela é Sally Matthews? - É, quem é você?

- É a mãe dela? - Sally, ouça, querida...

eu vou dar um jeito, mas pare de fazer isso, certo?

Sra. Matthews, mude de posição.

- Quem é você? - Sou médico. A escola me mandou.

- Consegue mudar de posição? - Não, seu idiota.

Então, tente não olhar para sua filha.

- Para quê? - Ruth, ele é médico!

- Vocês são irmãos? - Eu sou. Sou irmão dela.

- Qual seu nome? - Michael.

Michael, quero que pense bem. Olhe para sua mãe.

Está vendo algo diferente nela? Algo que nunca tenha visto?

Não sei. Não sei o que dizer.

- Ela nunca esteve no telhado. - Bart!

Pense, Michael. Preste bem atenção.

- Por favor, Sally. - Tem alguma coisa diferente nela?

A mamãe está aqui.

Meu Deus, eu não sei.

Alguém está vendo alguma coisa de diferente na Sra. Matthews?

- O cabelo, as roupas... - O boné! Está para trás.

- Sra. Matthews, vire seu boné. - O quê?

- Seu boné. Vire. - Está louco?

Por favor, vire seu boné.

Sally, querida? Sally?

Sally.

Segure-se, Sra. Matthews. Michael, precisamos subir lá.

- Não olhe para baixo, mãe. - Socorro!

- Segure-se, Ruthie. - Um nó, Bart, um nó.

Não se mexa, não olhe para baixo.

Todo mundo, em cima da cama.

Suba na cama. Venha.

- Cuidado. - Um pouco tarde para isso.

Está escorregando.

Pare de se debater. Está ficando mais difícil.

- Estou tentando ajudar. - Não ajude.

Não ajude.

- Legal. - Cale a boca, Bart.

Meu Deus!

Muito bem, garotos.

- Obrigada por virem tão rápido. - Desculpe pela corrente, senhora.

- Há quanto tempo ela está assim? - Quem?

- A filha. - Sally... Ela nunca...

Ela tinha apenas 3 anos quando eles foram para o templo.

Então, não sei.

- Ela fala? - Que nem uma matraca.

Com um ano e meio, já era tagarela. Bem esperta.

Eles costumavam receber...

amigos arquitetos de outros países...

e ela aprendia coisas de outras línguas.

- Era uma loucura. - É mesmo?

Onde está o pai?

O marido da Sra. Matthews morreu lá.

Um acidente em uma das ruínas.

Ruth o viu cair.

- A garotinha o viu cair? - Não.

Bom, isso me custou 4 anos do fundo de pensão.

Sally, querida, vamos falar um pouco...

sobre essa nossa aventura. Sally?

Desculpe envolvê-lo nisso.

Gostaria de oferecer um café...

mas tenho que fazer o jantar para as crianças.

Claro, Ruth...

- Vamos todos para casa. - Muito obrigada, Dr. Burlinger.

Beerlander. Jacob T. Beerlander.

Bom, tenho que ir. Ray logo estará em casa...

e temos que colocar os cavalos para dormir.

Bartholomew!

Odeia ser chamado assim. Não preciso chamar duas vezes.

- Mãe! Pelo amor de Deus. - Pegue suas coisas...

muita emoção para um dia só. Hora de ir embora.

- Bom, me liga. - Sim.

- O quê? - As chaves. Do portão.

Sabe, para evitar o anêmico.

Tudo bem. Os bombeiros tiraram o cadeado.

Sra. Matthews?

Quando sua filha parou de falar?

- Como sabia do boné? - Foi você que me disse.

- É, mas... - Michael, quero que vocês tomem banho.

- O que tem? - Tem o que você vai comer.

Coloque isso de volta. Vamos.

- Como sabia do boné? - É um sintoma comum...

entre essas crianças. Fazem isso...

quando algo familiar está fora do lugar.

O que quer dizer com 'essas crianças'?

Já tinha ouvido um grito daquele antes?

Todas as crianças gritam, às vezes.

O que quer dizer com 'essas crianças'?

Sabe que não gritam assim. Quando ela parou de falar?

Sally nunca parou de falar. Olhe, Dr. Burlinger...

Beerlander.

- Jacob T... - Tudo bem.

- Dr. Jacob T. Beerlander. - T. Beerlander. Isso.

Muito obrigada pelo que fez hoje.

Mas está começando a parecer um dos loucos do jardim de infância.

Sally ficou longe por três anos. O pai dela morreu no ano passado.

Seu próprio lar é estranho para ela.

Ela não quer conversar. Só precisa de um tempo, só isso.

- Como ela falava antes? - O que quer dizer? Ela falava.

Ela era feliz? Era carinhosa com você?

Era? Ela é. Sally é feliz.

Ela só falava quando falavam com ela ou falava em um tom só?

Sally falava em três idiomas. Alex tinha muito orgulho dela.

- Deve ter gravado umas mil fitas. - Mil fitas?

Três idiomas?

Posso ouvir essas fitas?

Eu conheço minha filha.

Não acredito que ela precise ser tratada...

por você ou qualquer outro médico.

Tudo o que ela precisa é de um pouco mais de atenção de sua mãe.

- Com licença. - Sra. Matthews, me faça um favor.

Leve-me essas fitas. Aqui está meu cantão.

Acredito que esteja um pouco nervosa.

- Não estou nervosa. - Então, pense quando se acalmar.

Vou deixar minha manhã reservada para você.

Você precisa falar comigo, sabe disso.

Tenho certeza que notou o fato de que sua filha quase se matou hoje.

Duas vezes.

Bom dia.

Respire. Droga, vamos. Respire.

Mãe?

Sim, o que foi, Michael?

Ela não teria caído. Eu sei, ela já...

Querido, podemos falar sobre isso depois?

Como está se sentindo, Sally?

Sabe, às vezes, parece estranho para mim também, aqui.

Quer falar sobre isso?

Não precisa, mas...

gostaria que falasse. Sinto falta de conversar com você.

Não ria.

Não ouse rir.

Tenho uma idéia. Por que não fala comigo em 'Nahuatl'?

Assim, não vou entender mesmo o que fala.

¿Español? ¿Quieres hablar en español?

Te quiero mucho, Sally Jean.

Te quiero.

- Quanto tempo faz? - Faz 22 minutos...

E não há nenhum sinal de inquietação.

Nenhum sinal de nada. Silêncio.

Não gosto disso.

Certo, 6 anos de idade, antiga habilidade verbal...

capacidade de equilíbrio além do normal...

grito autista, resistência psicótica a mudança perceptiva...

nenhum sentimento e maia.

Fica falando em língua maia.

O cara maia parece falso?

Duvido que ela tenha contratado um maia e um anão...

só para enganar você.

Não sei.

- Como a mãe está levando? - Negação, culpa...

medo profundo e bancando a durona.

Ela vai ficar bem.

De que tipo de exames está falando?

E o que está procurando?

Um tumor?

Uma concussão por causa de uma queda ou choque?

Queria que me dissesse alguma coisa. Não vou jogar na sua cara...

se mudar de idéia depois.

Sua filha está demonstrando características clássicas de autismo.

Isso é ridículo.

- Sally não é mais autista do que eu. - Tudo bem.

É por isso que precisamos dos exames. E muitos.

- Que tipo de exame? - A primeira coisa a ser verificada...

é se ela possui histórico de disfunção do SNC.

Sistema Nervoso Central. Ou como sugeriu...

- Desequilíbrio Neurofisiológico. - O quê?

De uma forma mais clara, danos cerebrais, Sra. Matthews.

Quero Sally fora da sala de observação.

- Quero ir para casa, por favor. - Venha.

Vamos, Sally, por favor. Está assustando a mamãe.

Sally, sabe como mamãe tem medo de ficar com medo.

Conte para mim. Seja lá o que for será nosso segredo, eu prometo.

Ela gosta de subir nos lugares.

Não cai de lugar nenhum. É sério.

Como se faz pontos?

300 no tríceps, 200 no bíceps. 100 nos peitorais e 50 no peito.

- Fez 50. - O que mais ela faz de especial?

- Ela arremessa como um menino. - Eu também.

Você também é estranha.

Ela disse alguma coisa para você?

Não.

Fiz 300.

Vai ser estranho. Nunca achei que sentiria falta dela falando.

- Vai levar ela de novo naquele lugar? - Ainda não sei.

- O que acha que papai faria? - Não sei, Michael.

- Vão tentar fazê-la falar? - Talvez.

Ela vai falar, se quiser.

- Acha que o papai... - Michael, tem que parar com isso.

Jogue.

Temos que fazer as coisas sozinhos, agora.

Não temos o papai. Ele não pode mais nos ajudar.

Aqui está.

- E como está? - Ruim.

- Letal como sempre? - Espero que sim.

- E Sally? - Engraçado...

Ela ficou amiga desse arqueólogo maia que a convenceu...

- que Alex foi morar na lua. - E a Sally, Ruth?

Se falar a incomoda tanto, por que ela não me dá uma dica?

Sabe, linguagem de sinais, um bilhete, uma coisa, qualquer coisa.

- Está sentindo alguma coisa? - Só um pouco de medo.

- Já era tempo. - Lil, você também, não.

O que o médico bonitão quer que você faça?

Que o deixe estudá-la até que encontre o que está procurando.

Se não gosta dele, por que não a leva em outro lugar?

Eu fiz vários telefonemas ontem, adivinha quem indicaram?

Odeio isso. Eu odeio isso.

Odeio não saber o que fazer.

Eu me sinto tão derrotada.

Sabe...

eu fiquei observando Michael duas horas depois que ele nasceu.

E pensava que, naquele momento...

ele conhecia todos os segredos do universo.

E a cada segundo que passava, ele os esquecia.

É engraçado, eu...

Nunca observei Sally com tal atenção.

Queria muito ter feito isso.

Meu Deus, espero que não tenha nada de errado com ela.

Os especialistas tendem a encontrar as coisas nas quais são especializados.

- São profissionais, Ruthie. - Vão tratar a doença, não ela.

- Não vai ser Sally. - Ela não é Sally agora, Ruth.

Não seja idiota, Lil.

É como bater com uma marreta em um pedaço de cristal.

Você tem os fragmentos. Fragmentos lindos e normais...

mas eles não são nada para Sally.

Ela está sozinha, em algum lugar.

Ela pode não falar, mas isso não significa...

que não está tentando me dizer alguma coisa.

Obrigado, mãe.

- Acorde sua irmã. - Tudo bem.

Ei, Sal, hora de...

- Mãe! Você tem que ver isso. - O quê?

Vem logo! Droga!

Michael, não fale... Droga.

Fique aqui. Não fale nada.

Meu Deus, o que você fez?

Toda a estrutura é inteiramente suportada por sua dinâmica interna.

Você pode ver que alguns ângulos são malucos...

mas o design é impecável.

Isso não é trabalho de uma criança retardada.

- Não dissemos que era retardada. - Que seja!

- Ela já tinha feito uma dessas antes? - Não, claro que não.

Com um histórico diferente, seria sintomático.

Sintomático? Do quê?

Qual é o seu problema? Você é louco?

Não vê que isso é Sally dizendo alguma coisa?

Ela está mostrando que não está doente.

Isso significa alguma coisa. Se pudessem esquecer...

suas teorias por um minuto e olhar, talvez pudessem ver.

- Olhe para ela. - Isso não significa que está doente.

Todo mundo fica no seu próprio mundo, às vezes, eu fico.

Sim, todos ficamos, mas nós voltamos.

- Já vimos isso, Sra. Matthews. - Escute.

- Não. Vocês nunca viram isso antes. - Deixe-me mostrar uma coisa. Por favor.

Tenho 38 pessoas aqui. Pessoas jovens que receberam vários diagnósticos...

foram mal-diagnosticados no começo de suas vidas...

como retardadas, autistas, insanas, esquizofrênicas...

epilépticas, com danos cerebrais, possuídas pelo demônio...

bebês abortados, pobres e negros, bebês considerados abortados.

Vamos, dê uma olhada. São todos únicos.

Todos precisam de ajuda. Vamos.

Bom dia, Mac.

Bom dia, Jake. Como vai?

- Está certo. É o Jake. - Muito bem, Mac. 'Que quer? '

'Que quer'? Poc? Poc? Uma ou duas?

- O que está fazendo? - Vou dar duas pipocas a ele.

- Pediu duas pipocas. - Ele fez duas pipocas.

- O que acha disso, Lindy? - Muito bem, Robby Lyons.

- Muito bem. - Não fale mais nada.

- Só 'água'. - Só água.

- Não, fale só 'água'. - Fale só água.

- Joey, o que tem no copo? - Joey, o que tem no copo?

- O que é isso? - O que é isso?

- Isso é água, Joey. - Isso é água, Joey.

- Fale o que tem no copo. - Fale o que tem no copo.

- Joey, o que é isso? - Joey, o que é isso?

- O que é isso? - O que é isso?

- Isso é água, Joey. - Isso é água, Joey.

Não sei por que não consegue dizer 'água'.

Ele ainda não consegue. Eu tentei, tentei mesmo...

mas ele estava com sede e tiver que dar a ele.

Leva tempo, Gloria. Tudo leva tempo.

Sra. Miller, quero que conheça a Sra. Matthews.

- Gloria. - Ruth, oi.

- Seu filho também está aqui? - Não, não.

- Meu Deus, olhe. - Ele faz muito isso.

Pássaros, sempre pássaros.

Nas festas, quando a família vem, ele faz um desenho para cada um.

Eles amam os desenhos dele.

Ele fica o tempo todo desenhando, se deixar.

Uma vez, o pai tirou o bloco de folhas dele.

Às vezes, queria que nunca tivesse aprendido a desenhar.

- Mas isso é muito bom. - Acho que sim.

Queria que, às vezes, ele... Não sei...

Vejo você mais tarde, Gloria, não se preocupe.

Estamos fazendo progresso. Seja confiante.

Seja confiante.

Espero vê-la novamente.

Sally.

Querida?

Ouça.

Joey não vai se lembrar como desenhar depois que acabar, vai?

Às vezes, há uma perda. Às vezes.

Certo, qual vai ser a perda de Sally?

Sally não vai ter uma perda se agirmos agora.

Qual vai ser a perda de Sally?

Ela vai crescer, ter uma vida normal, vai ter seu bebê de volta.

Completamente? Como ela era?

- Sem problemas? Sem mudanças? - Se agirmos agora.

- Se... - Sra. Matthews, Sally...

A condição de Sally apareceu do nada. Em uma semana...

uma criança perfeitamente normal, feliz e saudável...

- apresentou uma condição impossível... - Vamos, querida.

Sra. Matthews, a condição dessa criança é instável, certo?

Não temos tempo para brincadeiras.

Vamos, querida.

Sally? Sally? Espere, espere.

Escute... Olhe...

Estamos em desvantagem... Querida, por favor.

Deixe-me saber o que está acontecendo com você...

Só assim posso ajudar.

1, 1, 7, 8, 3, 9, 3.

1, 9, 3, 8, 7, 7.

1, 7, 9, 7, 3, 7.

7, 3, 7, 6, 8, 3.

1, 7, 6, 0, 8, 1.

1, 9, 3, 8, 7, 7.

3, 5, 0, 3, 7, 7.

- O quê? - Números primos.

O que é isso?

É um número que só pode ser divido por ele mesmo.

Parece uma coisa boa.

É necessário um computador para calcular um número primo...

com mais de cinco dígitos. Como aquelas crianças fazem isso?

- Não posso ajudar, mãe. - Obrigada.

- O que é isso? - Dezoito centavos.

Muito bem, faça os 18 centavos. O que está fazendo, mocinha?

- E sua comida e roupas? - O que ele está fazendo?

Está contando dinheiro. E sua comida e suas roupas?

Consegue fazer? Sei que consegue.

- Oi. - Olá.

Meu nome é Luchera Huntley. Quem está procurando?

Estava procurando umas crianças que vi ontem.

- Meu nome é Isaac Banks. Paz. - Oi, Isaac, paz para você.

- Oi, qual é o seu nome? - Luchera.

Oi, Luchera, muito prazer.

- Obrigada. - Bom dia, como vai?

- Você é bonita. - Obrigada.

Olá.

2, 1, 3, 8, 3.

1, 7, 6, 0, 8, 1.

1, 8, 1, 9, 9.

1, 1, 3, 9, 3, 3.

3, 5, 0, 3, 7, 7.

3, 0, 4, 1, 5, 2, 7.

Obrigada.

1, 1, 3, 9, 3, 3.

- Dr. Beerlander? - Sim? Já vou.

- Está bom, quer escrever na lousa? - Doutor, preciso falar com o senhor.

- Tudo bem, pode escrever na lousa. - Aonde vai?

- Eu já volto. - Você vai voltar?

Sim, eu já volto.

E depois foi Emily, acho que ela falou um número de 11 dígitos.

Não sabia o que fazer, então, comecei a procurar no livro.

Sabe quanto problema pode arranjar entrando para brincar com as crianças?

Bem, eu não estava...

Não vê que esses números têm significados?

Eles têm significados especiais. Eles usam os números como...

como pensamentos inteiros, como partes de uma música...

como uma pintura. Eles estavam conversando...

em números primos e consegui me juntar a eles...

consegui entrar no mundo deles. Se isso funciona com eles...

então, alguma coisa deve funcionar com Sally.

Você entrou. Entrou no mundo deles. Que maravilha!

Por que não faz eles voltarem para o meu, por favor?

Meu Deus. Acha que é a primeira pessoa...

a ver Deus no rosto de uma criança doente?

Eu convivo com essas crianças há 20 anos.

Toda manhã, eu acordo rezando para que uma delas, apenas uma...

faça uma coisa humana simples...

como amarrar os sapatos ou abraçar a mãe.

Quando foi a última vez que Sally fez isso? Abraçar você?

E por que não está lutando por isso?

Temos muitos milagres por aqui, Sra. Matthews.

O que é normal é que impressiona.

Você é médico. Você lida com curas e doenças.

Eu sou mãe. Quero que Sal...

Você não...

- O que é isso, terapia Nintendo? - Não, é realidade virtual.

Você pode ver os gráficos como se estivesse dentro do computador.

Os clientes podem andar pelo design sem construir a casa.

- Como 'Tror? - Quase como 'A odisséia eletrônica'.

- 'Quase como'? - Precisamente.

Se eu puder duplicar o que Sally construiu...

ver como ela fez...

eu posso, talvez, entrar lá com ela, ver o que ela está vendo...

sentir o que ela está sentindo.

- Acho que vou dormir. - Tudo bem.

- Posso comer biscoitos? - Pode.

- Posso pegar o carro? - Sim, pode ir.

- Boa noite, mãe. - Boa noite.

ENTRAR NA REALIDADE VIRTUAL

Mãe?

Mãe?

- O quê, filho? - Você está bem?

- Quer que eu fique em casa, hoje? - Não.

Por que paramos aqui?

Tenho que fazer uma coisa para fingir que mereço o que ganho.

Já volto. Fique de olho na Sally.

Não, Sal, fique no carro.

- Está melhorando. - Muito obrigada.

Segurem.

Bom, tudo bem...

Espere ai.

Sally!

Johnson. Não a distraia. Traga o gancho para mim.

Vamos, Stoker.

Meu Deus! Sally, querida...

Venha aqui.

A corte é obrigada a investigar se os acontecimentos de ontem...

- foram devidos à negligência. - Que loucura!

Sally só saiu de perto de mim. Ela gosta de subir nas coisas.

Ela não iria cair. Ela só fugiu de mim.

Vamos, você...

Dr. Beerlander, estou vendo que há uma certa pressa aqui?

A criança precisa de tratamento agora.

Não, a criança não precisa de tratamento.

- Vossa Excelência, por favor... - Sra. Matthews...

sua filha estava a 42m do chão.

Está ciente de que o departamento da Assistência Social...

está acusando a senhora de negligência?

Isso é ridículo! Esta é minha filha. Não precisa ser vigiada pelo estado.

Sente-se, Sra. Matthews.

Eu realmente não a compreendo, Sra. Matthews.

Até eu poder investigar esse caso mais profundamente...

ordeno que Sally Matthews fique sob custódia legal...

do departamento da Assistência Social, sob supervisão do Dr. Jacob Beerlander.

Isso é tudo.

Por favor, não a tire de sua própria cama.

O que eles podem ganhar tirando-a de sua própria cama? Por favor.

- Dá ela para mim! - Não.

- Só um segundo. - Por quê?

- Deixe-me mostrar uma coisa. - Mãe!

- Veja! - Jake!

Sally, vou tirar você de sua mamãe.

E do seu irmão. Entendeu?

Veja isso, Ruth.

Viu? Nada. Veja isso.

Sally, nós vamos embora!

Viu? Nada. Ela não chora, ela não grita, nem olha para você.

É essa a filha que tanto quer?

Não quero levar sua filhinha. Quero trazê-la de volta.

- Não! - Mas que droga!

Michael! Michael!

- Vai estar aqui pela manhã? - Para onde mais iria?

- Eu vou saber? - Não tenho outro lugar para ir.

Certo. Vou falar com a assistente social.

Ela dorme aqui.

Você a leva às 10h, pela manhã, 7 dias por semana...

e a pega às 17h.

Sem mudanças, sem discussão.

Ou então, está fora do meu controle, certo?

Sally? Vamos. Venha comigo

Vejo você pela manhã.

Belo golpe, Michael.

O que vamos fazer agora?

A TORRE DA DESTRUIÇÃO

A LUA

Quase. Tome, um presente.

- Chegamos. - Como vai?

- Bem. - Pode entrar, se quiser.

- Não, acho melhor voltar ao trabalho. - Tudo bem.

Cuide-se, garota.

Não. Primeiro fale o seu nome.

Quem é esta? É a Sally?

Pode dizer 'Sally'?

Quem é esta?

Não. Primeiro fale o seu nome.

Olhe. Jake.

Jake. Jake. Jake.

Fale seu nome antes.

Minha tia disse que Sally está possuída por demônios.

Até parece.

- Ela disse que está na Bíblia. - Tudo está na Bíblia.

Michael...

ligue o motor, mas não engate a marcha.

Droga!

Talvez sua mãe tenha sido abduzida ou algo assim.

Bart!

Finalmente!

Michael, solte a embreagem aos poucos.

Olhe, querida... Sally, Sally.

Sally, Sally.

Sally.

Onde está a Sally?

Sally.

Sally.

- Está muito alto. - É, vai ficar mais.

- Acha que vai ficar bem lá em cima? - Claro.

- O que vamos fazer com essa coisa? - Não sei, ao certo.

Vamos descobrir quando estiver pronto.

É melhor ficar por aqui um tempo. Posso precisar ir atrás de você.

Eu disse ultimamente o quanto amo você?

- Não. - Eu amo muito você.

- E então? - O quê?

Quando uma mulher fala para um homem que ela o ama...

normalmente há uma resposta.

Gosto mais disso.

Pode me mostrar a Sally?

Mostre a Sally.

Mostre a Sally.

Mostre a Sally, mostre a Sally.

Fale 'Sally'. Fale seu nome. Fale 'Sally'.

Fale 'Sally'. Fale 'Sally'. Fale 'Sally'.

Fale 'Sally'.

Fale seu nome.

Fale 'Sally'.

Um saca-rolhas.

Um DIU galáctico.

Olha, Ruth, eu não só não tenho idéia do que está fazendo aqui...

como não tenho idéia do que está fazendo aqui.

- Você tem? - Suponha que você e eu somos...

as pessoas mais fortes do mundo e nada é mais pesado...

que essa latinha de cerveja.

Como saberíamos quão forte realmente somos?

Talvez Sally esteja em um lugar em que tudo tem seu peso.

Talvez, ela esteja em um lugar...

em que todas as forças estranhas...

significam alguma coisa. Talvez, se puder encontrá-la...

eu possa trazê-la de volta.

- Devo entrar e fazer com que pare? - Não.

Mude a música.

Não, espere...

Coloque a fita com o cara maia...

falando com a amiga maia.

Alô?

Sim.

Tudo bem. Tudo bem!

Joey está na água e não quer sair.

Nossa.

Com licença, Dr. Beerlander. Primeiro, não queria entrar...

agora, não quer sair. Ele não vai sair, se não estiver lá.

Tudo bem, vamos tirá-lo da água. Tudo bem.

- Vamos tirá-lo da água. - Vamos.

Bom...

Seja lá o que aconteça, ela pode subir lá.

Talvez, eu também possa.

Lil, parece que é o certo. Não sei, é que...

parece que é o certo.

Minha nossa, garotinha.

Para onde está nos levando?

Está pensando em ficar a noite toda?

Certo, aquele castelo de cantas é um ato criativo.

O que ela fez com a tinta, na pele, é trabalho de arte.

Não é copiado, não é idêntico, não é repetitivo.

- Ela viu a figura uma vez. - É um trabalho de arte.

O fato é, Jacob, é que ela está se afastando...

- e precisa trazê-la de volta. - Essa é a questão.

Uma questão muito importante. Uma pessoa se afasta...

ou volta ao mundo pela criatividade?

Uma pergunta muito importante para essa garotinha.

- Muito real. - Vou para casa, Jacob.

Estou começando a me perguntar se sei o que é progresso, Addie.

Joey abraçou a mãe depois do banho. Um abraço de verdade.

Um sorriso, sem ser forçado, foi lá e fez.

Isso é progresso.

Talvez seja um passo para frente e dois para trás.

Venha comigo. Não tenha medo.

Mãe! Mãe!

Michael, o que está fazendo aqui de pijama?

- O que está fazendo aqui? - Vim falar com você.

- Nós a encontramos andando pelo campo. - Para onde ela estava indo?

- Ela veio da torre. - Você veio aqui? Você subiu lá?

- Tive que contar para ele, mãe. - Gostaria de ver.

Meu Deus, segure-se, querida... Achei que estivesse sonhando.

Achei que estava sonhando. Desculpe, querida.

Eu acordei. Acordei muito antes.

- Meu Deus! - Eu posso subir.

Eu construi para poder subir com você, certo?

O que é, Sal?

Sally? O que é?

Vamos. Querida, vamos subir um pouco mais.

Vamos. Não, não tenha medo.

Vamos, Sally.

Gosto de alturas, agora, é verdade. Posso fazer isso, agora.

Viu? Não precisa ter medo. Não precisa mais.

Olhe para mim. Veja.

Viu? Eu consigo. Podemos conseguir juntas.

Vamos, querida. Tente.

Por mim, tente.

Por favor.

Não tenha medo. Não precisa ter medo, Sally.

Podemos fazer isso juntas. Juntas.

Juntas.

- Sally, volte para mim. - Ele está sozinho.

Sozinho na lua.

Não pode ir lá.

Não, querida.

Me mostre.

Sinto muito, Sally.

Adeus.

Mamãe.

Sally.

Estava tentando buscar você. Desculpe demorar tanto.

Querida...

Sinto falta do papai.

Eu também.

Eu também.

Desculpe.

Acho que estava guardando esse há muito tempo.

Vem cá.

- Qual é o seu nome? - Sally, qual é o seu?

Jake.

Camisa suja, Jake.

- Está, mesmo. - Oi.

Oi.

Nossa, você estava muito chata.

- Toc, toc. - Quem é?

- Banana. - Que banana?

- Toc, toc. - Quem é?

- Banana. - Que banana?

Que banana?

- Já tomou café? - Não.

Vamos, nós também não.

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