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Noite Candente - 1957
Mark.
Vou sair um momento com este jovem.
� algo que me esqueci de fazer hoje.
Algo que prometi.
Boa noite, senhora.
N�o fique assustado e n�o fa�a nenhuma bobagem.
Abra.
Tem um mecanismo de tempo.
Quer estar morto antes de que isto termine?
Desligue esse sistema de alarme.
Que cara.
Ele acha que o dinheiro � dele.
S�o moedas de 5 centavos.
N�o seja um her�i.
- Ol�, Bill. - Ol�.
Teve sorte?
Entre e tome algo gelado.
Que o jornal diz?
- Que n�o est�o tendo sorte. - Deixe-me ver.
Tom Ellis e o bando desaparecem em Orzak; acredita-se que estejam na zona de Chatsburg.
Nunca v�o pegar Tom Ellis.
Cada vez que Tom e os deles assaltam um banco,
...p�em a mesma manchete no jornal.
P�em os mesmos controles de estrada.
O policial McQuade sai de servi�o balan�ando a cabe�a.
Tom Ellis � um cara bastante complicado, hem?
Voc� saberia se estivesse aqui h� um tempo.
- De onde �? - De Kansas City.
E que est� fazendo por aqui?
Eu e minha nova esposa alugamos uma cabana junto ao lago.
Escolheu bem para a lua de mel, h� muitas emo��es por aqui.
Com Tom Ellis por aqui, toda a zona sobe como a espuma.
Sabe de uma coisa?
O velho Tom parou aqui uma vez.
Ele e a garota dele. Para provis�es.
Ele e Ruth Childers.
Eles formam um bom casal.
Uma mulher bem bonita.
Sim, eu sei.
Verdade?
Sim, Ruth Childers.
Uma garota de Kansas City, uma vez a entrevistei para o jornal.
Oh?
Pois estiveram aqui em minha loja h� cerca de um ano.
Pareciam boas pessoas.
Tenho que ir, at� logo,
Volte sempre.
Sentiu minha falta?
Bem, � isso.
Voc� me ama?
Muito.
N�o, quer dizer...
Qu�?
Quero dizer que o amor � algo muito importante para mim.
J� sei, quer seu caf� da manh�.
Sim, um caf� r�pido.
Irene...
Eu sei, ovos e presunto.
N�o, saiamos daqui.
Depois do caf�, encontrei um lugar lindo perto do lago.
N�o queria dizer isso, refiro-me a...
Vamos embora daqui, vamos para outro lugar.
Por qu�?
N�o sei, acho que me cansei deste lugar.
Por qu�?
Bem, pode ser que esta cabana r�stica n�o tenha sido uma boa ideia,
...deixa-me inquieto.
S� estamos aqui h� 3 dias.
Deveria ter sabido melhor.
Mas o escolheu para a lua de mel exatamente pelo que �.
Tranquilo, encantador...
Irene, j� lhe disse, isso me cansa, j� estou farto.
Est� bem.
Ou�a.
Irene, sou um homem sem trabalho,
...continuo pensando que acontecer� quando terminar a lua de mel.
Onde vamos morar? Como? De qu�?
Sou um bom jornalista, tenho uma esposa que merece tudo e n�o tenho trabalho.
Vamos deixar a natureza e ir para uma cidade.
Trarei seu caf�.
Diga-me por que paramos aqui.
- Por que n�o continuamos? - Neg�cios, querida.
Que tipo de cerveja ser�, senhor?
Tem que estar brincando, Bill.
Ah, n�o. Qu�?
- Aqui s� servimos cerveja. - Bem, cerveja para todo mundo.
Seja o neg�cio que for, n�o pode esperar?
Tem que ser esta noite?
Isso deixou todo mundo confuso.
Meu nome � Kermit. Ol�.
Ol�. Tudo isto para os da casa, uma ocasi�o especial.
Convido voc�s para o pr�ximo, paroquianos.
Bill, pare com isso.
Qual � a ocasi�o?
Bem, eu tenho uma nova esposa.
Quem deseja que sua lua de mel seja t�o solit�ria?
Temos tido luas de mel em Chatsburg, amigo.
N�o estaremos muito aqui, querida.
Kermit.
Onde posso encontrar uma mulher chamada Ruth Childers?
- Quem? - Ruth Childers.
Conhecem alguma Ruth Childers?
Aqui em Chatsburg?
Tudo isto me parece bem, mas, por que � t�o importante encontr�-la?
Ele tamb�m n�o sabe.
Em um povoado pequeno como este, pensava que todo mundo se conhecia.
Perguntou-me...
...para que quer saber?
N�o, n�o fiz isso.
Ei, gar�om!
Procuro Ruth Childers.
Nunca ouvi falar dela.
Senhora.
Por que n�o diz a seu homem que entre no seu carro e...
...caia fora do povoado?
- J� � hora disso. - Vou fazer isso mais alto, senhora.
Ei, que � isto?
Tudo o que quero � falar com Ruth Childers.
Vejamos se realmente quer.
Poder�amos dizer que estamos em paz.
Deixe de perguntar por Ruthie,
...caia fora do povoado.
Eu faria isso agora, eu n�o esperaria nem um segundo.
- Est� bem, querida? - Tire-me daqui, tire-me daqui!
Pare!
Bill!
Pare! Que algu�m o pare!
Eu cuidarei dele.
Que houve?
Ele ficou arrogante e eu bati nele.
Est� ferido?
Desapare�a.
Fora!
Venham.
De onde v�m?
Kansas City.
E que fazem aqui no velho Sul?
Quer dizer, parece que...
Esperem.
Que diziam que faziam aqui?
Quem � voc�?
Lou Follett.
Sou xerife do condado.
�s vezes venho aqui porque eles come�am a brigar entre si.
Por que voc� brigava?
Por nada. Derramaram-me um copo de cerveja e eu n�o aceitei.
N�o!
- Meu esposo veio aqui perguntando por... - Ok, deixe.
Tem algum problema?
Temos?
Sou jornalista, vim aqui em busca de uma hist�ria.
Para que jornal trabalha?
Agora, para nenhum.
Perdi meu emprego de jornalista.
E com uma hist�ria como a que anda buscando, recuperaria seu trabalho, n�o?
Como sabe?
Contarei depois, n�o se preocupe.
Estou preocupada e estou assustada.
De repente, n�o sei o que estamos fazendo nesta cidade horr�vel.
Um povoado amargo, senhora.
Amargo como o seu.
Por qu�? Que h� com essas pessoas?
Por que derramaram cerveja em mim e bateram em meu esposo...
...quando a �nica coisa que fazia era perguntar por Ruth Childers?
E por que meu marido n�o me contou do que se tratava tudo isso?
Suponho que n�o queria que se visse envolvida com isso, n�o?
Envolvida com qu�?
Querida, h� uma mulher que mora neste povoado...
...e a hist�ria continua com ela, o nome dela � Ruth Childers, s� isso.
Voc� sabe onde ela est�?
Claro.
Onde?
- Eu o levarei at� a porta dela - Agora?
Em 15 minutos, meia hora, quando tenha revisado a rua principal.
- Est�o no hotel? - Sim.
Eu o pegarei l�.
Bem.
Leva-me com voc�, Bill?
- Se for com ele, me leva... - N�o.
Irene.
Verei voc� no hotel.
Pensava que a �gua me refrescaria, mas est� t�o quente como o ambiente.
Este quarto.
Que essas pessoas fazem para respirar neste povoado?
V� embora.
Leve sua esposa e seu carro.
E dirija a algum lugar que seja fresco.
Pode ser que Lane.
Com um lago por onde os amantes passeiam.
Onde s� h� duas pessoas sozinhas.
Sem brigas de bar ou cervejarias.
Sem insultos.
Apenas duas pessoas casadas, isso � tudo.
Duas pessoas sozinhas.
Agora mesmo, n�o pode ser assim.
Por qu�?
Porque me despediram, porque pensam que estou acabado.
Vou encontrar Ruth Childers e vou a falar com ela.
Vamos ter mais de 200 d�lares, querida.
Est� l� em baixo, �, melhor eu ir.
Pode ser que quando n�o estiver me perguntem que fa�o aqui.
Talvez escreva um aviso e pregue no vidro,
...e volte correndo para casa.
N�o voc�.
N�o voc�!
Irene, olhe.
Eu posso lhe dizer.
Acho que aqui acontece algo importante.
Pode ser que no povoado,
...ou em outro lugar perto daqui.
Esta hist�ria � grande e tenho que peg�-la.
A meu modo.
E tenho que fazer isso sozinho.
N�o quero que aconte�a nada a voc�.
Viu o tipo de pessoas que s�o.
Viu o que aconteceu no bar?
Ent�o, pode ser que lhe machuquem.
N�o, n�o se tiver cuidado.
E se fizer melhor que antes.
N�o posso lhe dizer mais nada!
Porque se algu�m lhe perguntar, voc� n�o saber� nada e...
...n�o poder�o lhe machucar.
Tome.
Leia este jornal enquanto eu estiver fora.
H� problemas em todo o mundo, ir� mant�-la acordada.
Espere-me.
Bill!
Uma semana para se lembrar, hem?
Perco um emprego, ganho uma esposa e ent�o eu mere�o isso.
Voltarei logo.
� aqui.
Obrigado.
Ol�, Ruth.
Sim?
Lou Follett me disse onde lhe encontrar.
- � amigo seu? - N�o, n�o, eu o conheci esta noite.
- Disse-me onde estava. - O que voc� quer?
N�o se lembra de mim, verdade?
Bill Partain, costumava trabalhar para o Kansas City Herald.
Sim, eu me lembro.
Que quer?
Apenas falara dos velhos tempos em Kansas City.
E lhe pedir que fa�a algo por mim.
Pe�o que me ajude.
Entre.
Entre.
Est� bonita, Ruth.
Voc� se estabeleceu.
Rolo dom�stico.
Na �ltima vez que nos vimos, eu sa�a de uma cadeia de Kansas City.
Parece que agora vai bem.
Eles vieram algumas vezes desde ent�o, mas n�o me ficharam.
- Apenas me interrogaram. - Eu sei.
Acabei em Chatsburg.
- Ruth... - Assim como voc�.
Sabe por que lembro de voc�?
Escreveu uma hist�ria sobre mim, e fiquei famosa entre meus amigos.
Se quiser uma cerveja gelada, tenho muitas na geladeira.
Sim, seria bom.
- Tenho conhaque, se quiser. - N�o, uma cerveja est� bem.
Sim, escreveu sobre mim.
Uma garota como Ruth Childers deveria acabar na cadeia.
Algo assim.
Os motivos, as causas,
...de onde vinha, por que fiz o que fiz.
Algo do tipo.
Lembra-se?
Sim.
Sabe algo?
Sabe algo?
N�o, o qu�?
As pessoas me perguntam como � que vivo como vivo.
Eu n�o lhes respondo.
Apenas lhes mostro a hist�ria que escreveu sobre mim.
Eu n�o respondo mais isso.
Ent�o eu lembro porque me economizou muito tempo e muita conversa.
Ah, voc� pode bater nele se quiser, ainda n�o consegui fazer isso.
Faz calor.
Sim.
Que faz em Chatsburg?
Bem,
...na semana passada perdi meu trabalho no jornal.
Ent�o me casei.
Onde ela est�?
Est� me esperando no hotel.
Ent�o, o que vai me pedir n�o quer que dure muito, verdade?
Tom Ellis.
Est� nos arredores de Chatsburg, nas colinas ou em algum lugar perto.
- Quer outra? - N�o, olhe,
...quero chegar a Tom Ellis.
Quero entrevist�-lo.
Sair� em todas as manchetes do pa�s, e gostar� disso.
E eu recuperarei meu trabalho.
N�o h� ningu�m mais nisso.
Nem a pol�cia, nem minha esposa, ningu�m mais.
E assim continuar�.
Falo uma hora com ele e os rapazes gritar�o seu nome em cada esquina.
A primeira vez que estive na cadeia, foi por algo que fiz por Tom Ellis.
C�mplice antes e depois.
Venha, vamos, sabe onde ele est�, ponha-me em contato com ele.
Gosta de ouvir seu nome...
...bem alto e...
...suavemente, isso ele gosta.
Algo aconteceu com todos aqui, voc� j� est� aqui h� tempo suficiente para perceber.
Esse � Tom Ellis.
E essa sou eu.
C�mplice antes e depois.
Vai me ajudar?
Faz calor.
Penso devagar, mas...
...pensarei.
Bem,
...obrigado pela cerveja. - De nada.
Ah, e feliz regresso.
Irene?
Sim.
Pensava que estaria dormindo.
Faz muito calor.
� a segunda ducha que pego.
Bill.
Qu�?
H� um roup�o na cama.
Pode me trazer?
Pensava que estaria dormindo.
N�o.
- Voc� a viu? - Sim.
Vai fazer que lhe devolvam seu trabalho?
Ela far�?
N�o sei, pode ser.
Parece mais fresco sem elas.
Irene.
Sabe, verdade?
Diga-me de qualquer maneira.
Querida, eu amo voc�.
E n�o voltar� a me deixar sozinha esta noite?
N�o.
Diga.
Agora sou a noiva.
Diga-me que sou encantadora.
Diga que me deseja.
Fa�a tudo rimar e eu n�o rirei.
Abram a�!
Ouviram-me?
Ouviram o que est� acontecendo neste hotel?
H� uma gata selvagem no hotel.
Fora daqui, deixe as pessoas em paz!
B�bado!
� melhor me deixar entrar, senhor.
Est�o acontecendo coisas que n�o se acreditaria.
Sr. Partain, n�o tem por que suportar isso!
Sr. Partain?
Diga a ele que tem que fazer isso, Sr. Partain.
N�o h� nada, eu o conhe�o. Tudo ir� bem.
Vai ser melhor que isso, Sr. Partain.
Poderia ter perguntado por voc� na recep��o.
Mas o velho Fred poderia ter percebido o que estava acontecendo.
Ent�o eu sou apenas um b�bado invadiu seu quarto.
Ruth Childers lhe enviou?
Venha e d� uma olhada, Sr. Partain.
Uma destas pode ser que matasse esse homem.
O do jornal.
O do banco?
Um ladr�o atirando do carro da fuga
Jogaram o carro em uma vala.
Aposto que os rapazes do Condado de Langon t�m uma lembran�a de Tom Ellis.
Quebrando aquele carro.
Vai me levar at� Tom Ellis?
Um movimento seu em falso a partir de agora,
...e a transformar� em vi�va.
Apenas quero uma hist�ria para os jornais.
O mesmo que Tom Ellis quer.
Sabe de uma coisa?
Tem sorte que Tom esteja nos arredores de Chatsburg.
Sim.
Sim.
Fa�a-o se sentir bem.
Comporte-se.
Demonstre respeito.
Alguns s�o semelhantes a ele.
Outros, n�o s�o nada para ele.
Mas ele trata todos eles como se fossem semelhantes a ele.
As pessoas precisam dele.
Eles encontram um pacote nas portas de suas casas.
Dinheiro, provis�es, coisas assim.
� assim.
Tom Ellis lhes d� o que precisam e o que querem.
Assim como acontece com voc�.
Bem, pegue-me pela manh�, estarei pronto.
N�o.
Agora.
Agora mesmo.
- Olhe, minha esposa... - Eu sei.
Voc� e sua lua de mel.
Mas o que o Sr. Ellis tem em mente tem que ser agora mesmo.
Ou�a.
Vai estar aqui a noite toda,
...quero sua palavra de que nada acontecer� a ela.
Nada acontecer� a ela.
Tom Ellis resolveu isso.
Ningu�m vai dar nem a hora.
Se n�o pedir.
Irene.
Vou sair.
- N�o sei aonde vou. - N�o se preocupe com nada.
N�o acontecer� nada a ele. Tom Ellis preparou tudo.
Olhe,
...n�o saia do hotel se puder evitar.
Quero voc� aqui dentro.
Em seu quarto. Com a porta trancada.
- Quando voltar�? - Ele n�o sabe.
Nem voc� tamb�m, Sra. Partain.
Pense bem no seu esposo.
Se algu�m perguntar, n�o se afastou do seu lado.
Irene...
- Seu carro � o da frente? - Sim.
Eu dirigirei, conhe�o a �rea. Vamos.
Boa noite, Sra. Partain.
Esperamos?
Sim.
Para qu�?
Um �ndio.
Sim.
Um �ndio chamado Rosey.
Um puro sangue.
Da cabe�a aos p�s.
Sabe fazer a dan�a da chuva.
Espere um momento.
Era um caminh�o de imprensa.
Nada de �ndios.
E voc�, Kermit?
Como � que tem rela��o com Tom Ellis?
Algo tem que ser feito.
H� muitas coisas a fazer que ir por a� roubando bancos.
Como qu�?
Bem, este � um pa�s de agricultores.
Poderia ser um.
Deixe que lhe diga algo, Sr. Partain.
Quando tina 14 anos meu pai me deu um arado.
Passei por seis sulcos e havia tantas pedras que parecia uma serra.
Ent�o eu disse a meu pai: "Vou para Kansas City."
Em Kansas City me mandaram rapidamente de volta a Chatsburg.
Em Chatsburg n�o h� nada.
Houve uma vez uma f�brica, mas a fecharam.
Agora, j� n�o resta nada.
Exceto Tom Ellis.
Matou algu�m, Kermit?
Acho que sim.
Esta vez est�vamos com um trabalho e a pol�cia nos pegou saindo do banco.
Houve muitos tiros, n�o tenho certeza, mas...
...lembro-me de ter uma placa brilhante na altura dos olhos...
...e eu apertando esse gatilho.
Esse homem caiu muito devagar.
Ainda posso v�-lo cair t�o devagar, que voc� n�o poderia acreditar.
Mas houve tantos tiros que n�o sei se fui eu ou foi outra pessoa.
Ent�o veio o Sr. Ellis e me tirou de l�.
Come�amos a correr.
Acho que...
...ainda estaria l� olhando se n�o tivesse sido o Sr. Ellis.
Voc� acha que � todo um homem, n�o �?
N�o h� nada que n�o fizesse por ele.
N�o h� nada que qualquer um n�o fizesse por ele.
Espere.
Voc� vai ver.
Este � Rosey, Sr. Partain.
N�o podemos lhe deixar saber aonde vamos.
Temos que ter certeza.
Sr. Ellis.
Sr. Ellis.
Est� aqui.
Tom Ellis.
Bill Partain.
Sim, eu sei.
Veio para escrever sobre mim, verdade?
Sim, isso mesmo.
Bem, j� conhece Kermit,
...e Rosey.
Este � Elly Horn.
Oh, ouvi falar de voc�, Elly.
E voc� deve ser Oren Kobble.
- Sim. - H� uma boa foto sua.
E que diga.
N�o sei como se chama.
Voltemos aqui,
...Elly passou pela casa dela, buzinou e veio correndo.
N�o sei o nome dele tamb�m.
� Hazel, voc� j� sabe, amor.
Hazel.
Onde quer que vamos, eles ficam agitados, certo, Elly?
Fazem o mesmo que as formigas com tudo que est� de cabe�a para baixo.
Algum dia, Elly e eu teremos que fazer algo a respeito aos dois.
Isso � verdade.
Elly � um assassino.
Eu sei.
N�o se altere, sente-se.
- Tom. - Sim, Elly?
- Quer um conselho? - Claro, Elly.
No que se refere a mim,
...comporte-se.
Elly entra em p�nico.
Ao fazer suas anota��es, lembre-se disso.
Observe este exemplo.
Alguns dias atr�s, um caixa do banco soou o alarme.
Tivemos tempo de sobra para recolher toda a grana exatamente como a montamos.
Elly pegou um saco cheio de moedas de 25 centavos e fugiu.
Um saco nojento de moedas de 25 centavos que valia 100 d�lares.
Elly entra em p�nico.
Vamos com isso, senhor, para que est� aqui?
Quero sua hist�ria.
Quero escrever sobre Tom Ellis e que todo mundo leia.
Gosta desta casa que temos aqui?
Est� bem.
Traga a comida.
Fique � vontade.
Uma hist�ria verdadeira sobre mim poderia ser muito bom para mim, certo?
Em que sentido?
Bem, sou desses que querem que os outros saibam a verdade sobre ele.
Por qu�? Quer que as pessoas gostem de voc�?
N�o, a pol�cia lhe acusa de alguns trabalhos em uns bancos...
...dos que quer se livrar.
Para que quando o apanharem a associa��o de banqueiros...
...n�o seja duro com ele.
N�o d� ouvidos a ele, � um valent�o.
Bem, digamos que quer ver seu nome nos jornais.
Bem, eu contarei sobre mim e voc� anotar�.
N�o poderia levar outra vida mais do que levo agora.
- Uma inf�ncia dura, hem? - N�o, voc� n�o entende.
Eu tamb�m fui uma vez um impaciente como ele.
Roubei algumas lojas, eles me pegaram e me prenderam.
Saiu se parecendo com Elly?
Exceto pelo cabelo.
Continue.
De novo na cadeia, eu fujo.
Esculpi uma barra de sab�o para faz�-lo parecer uma arma.
Voltei a estas colinas e comecei novamente do zero.
E todos o adoram por isso.
Eles amam qualquer um que enfrenta a pol�cia e sai impune.
Que dizem em Chatsburg sobre mim?
Eles o amam.
E por que n�o? � uma cidadezinha fedorenta.
Eu sou a �nica coisa boa que lhes aconteceu.
Gosta de como eles se interp�em entre voc� e a lei, certo?
- Gosta do poder, n�o? - Sim.
Tenho uma arma no cinto e toda a cidade ao meu lado.
E todos os destas colinas.
Isso � poder e gosto disso.
Ei!
Eles querem voc� no seu jornal?
Por qu�?
Bem, at� que ponto eles gostam de voc�?
Sente-se.
N�o, quer ouvir algo inteligente, Tom?
Pensei nisso, v� e sinta...
Ent�o, para que fala com ele?
Leve-o daqui.
V� embora, Elly.
Oh...
Onde est�vamos?
Por que me perguntou sobre meu jornal?
Correu um risco ao vir aqui, sabe disso, verdade?
E suponho que poderei ir embora tamb�m sem problemas.
N�o se preocupe com isso.
Muito bem
Comece a escrever, sim?
Agora sou um homem de 42 anos.
Nascido aqui, no condado de Marshall Oak.
Frequentei a escola t�o bem quanto qualquer outra pessoa e gostei.
Bom dia, Sra. Partain.
Ol�!
Um ma�o de cigarros, Dodie.
Parece que n�o se pode escapar deste calor.
Deita-se com ele e se levanta com ele.
- Verdade, Sra. Partain? - Sim.
- Teria que haver uma lei. - N�o, obrigada.
Na capital � mais fresco.
- Oh? - Oh, sim, sim, muito mais fresco.
Veja, este povoado est� em uma esp�cie de bolsa.
Uma esp�cie de bacia contra a encosta inferior dos morros.
Compreendo.
Todo o calor dos outros lugares, se...
...desloca at� aqui e se acumula.
Oh.
Levarei este.
- Sra. Partain. - Sim?
Ontem � noite, durante um tempo, tive uma conversa com seu esposo.
- Oh. - Quer me perguntar sobre isso?
- N�o. - Ent�o ele lhe contou?
Pode ser.
O Sr. Partain n�o parece estar por aqui.
Est� l� em cima, em nosso quarto, dormindo.
- Voltou a sair de noite? - N�o.
E agora, est� l� em cima no seu quarto dormindo.
V� e olhe, aqui est� a chave.
Oh, n�o, o que voc� disser, o que voc� disser.
Olhe, voc� � nova aqui, uma estranha.
Quero que saiba desta cidade.
Quero que saiba onde se mete...
...ao estar aqui.
Esta � uma cidade solit�ria e moribunda.
E Tom Ellis � tudo o que tem.
Ele � para eles todo o orgulho e a dignidade que lhes resta.
E se eles puderem evitar isso,
...ningu�m vai lhes tirar Tom Ellis.
Agora, j� sabe o que enfrenta.
Diga isso a seu esposo.
Cliff foi acusado de assassinato e nunca disse uma palavra.
Que acha disso?
- Muito leal. - Mais caf�?
Ah, direi o que quero, Tom.
Quero sair daqui dentro de algumas horas.
Voltar � cidade e dizer a minha esposa que estou bem.
Duas horas longe de sua esposa e j� est� preocupada?
O que ela vai saber?
Diga a ela que nos traga mais caf�.
Est� dormindo.
Sra. de Elly, ele disse...
Que, Elly?
O que h� de bom em voc� contar a esse jornalista?
Quer que fa�a algo a respeito a ele, Sr. Ellis?
N�o tenho muita certeza.
J� viu alguma vez um assassinato?
N�o como este, com duas pessoas frente a frente.
Seria toda uma hist�ria, n�o �?
Tenho hist�ria suficiente para vend�-la a qualquer jornal, n�o quero ver isso.
Como que a qualquer jornal? Pensava que trabalhava para o Herald.
N�o h� jornal que n�o me contratasse com esta hist�ria.
Sabe o que esteve fazendo, Tom?
Diga-me algo.
Que quer que diga?
Quer que eu lhe elogie?
Quer que diga o importante que �? Acha que terei problemas em vender isso?
N�o.
- Olhe, Tom... - N�o diga uma palavra mais.
N�o fa�a que me aborre�a.
N�o se aborre�a.
Eu...
...n�o direi uma palavra mais.
Que vai escrever sobre mim?
Que �...
...um homem estranho nascido muito tarde para seu tempo.
Um pistoleiro atual.
Inteligente, cruel e desnorteado.
Se tivesse vivido h� 70 anos, teriam escrito uma can��o sobre voc�.
...um ator a interpretaria todos os dias na televis�o.
Os crimes de Sedelia,
...Crowis Point, e que outros lugares?
Eles esqueceriam e fariam de voc� um her�i.
Todos esses bancos que roubou,
...foram porque nasceu com um v�cio,
...ao querer alimentar os pobres.
O que vem � mente, hem?
Alguma divers�o nisso, Tom?
Ir sem rumo, roubando?
Sem nenhum lugar para ir.
Com um povoado miser�vel que lhe apoia.
Com quem voc� � e isso � algo que deveria ter morrido h� muito tempo.
N�o estou, a h� prazer nisso.
Cavalgo nestas colinas como um rei, senhor...
N�o, rato!
Bem, vamos.
Conven�a-me.
- Tenho muito valor para voc�. - Bem, � isso que eu quero ouvir.
E agora, conven�a-me.
- O jornal para que trabalhava... - Mas para o que j� n�o trabalha!
- O jornal para que... - Quanto, quanto valeria isto para eles?
- Muito, n�o sei. - Como, quanto?
25.000 por voc� e a hist�ria?
Sim.
Mas n�o sabe, n�o tem certeza, verdade?
N�o, n�o tenho certeza.
Ei, Oren.
Ei, Oren.
Que acha?
Pedimos um pequeno resgate?
�s vezes sai bem.
Bem, decida-se
N�o vou implorar por minha vida, e menos a voc�.
Quando a coisa se aproximar, voc� far� isso.
E agora, sente-se e escreva.
Escreva esse jornal e fa�a-os saber o que est� acontecendo.
Que sejam 50.000.
�ndio, venha c�.
Ponha-os em um carro e leve-os daqui.
Jogue-os em algum lugar onde n�o os encontrem.
Tome.
Escreva algo.
Direi o que escrever.
Escreva isso.
Ou algo assim.
Est�o me retendo por 50.000 d�lares,
Ponha um an�ncio nas p�ginas de an�ncios.
No jornal matutino.
Coloque a coisa do dinheiro a�.
Que pare�a como algo inteligente.
Diga que s�o neg�cios.
E se virmos algum estranho farejando essas colinas,
...pensaremos que s�o policiais e os mataremos.
N�o ponha nada no jornal referente a que est� sequestrado.
Mas diga-lhes que se o an�ncio n�o estiver no jornal matinal,
...mandaremos para eles suas orelhas.
Escreva isso.
Quando o �ndio voltar, irei a Kansas City e entregarei isso.
Est� bem?
Sim.
Sim, est� bem.
Escreva isso.
Faria algo por mim, por favor?
Senhora?
Pode me dizer onde mora uma mulher chamada Ruth Childers?
Por favor, ou�a-me!
Estou preocupada.
Na noite passada meu esposo saiu a ainda n�o voltou.
Procurava uma mulher chamada Ruth Childers...
...e acho que � l� aonde foi.
Se sabe onde fica, por favor, diga-me.
N�o sei.
Disse que estava preocupada, mas � mais, estou assustada.
Terrivelmente assustada.
Entende?
Sim, eu entendo.
Ent�o me diga.
N�o, n�o sei onde, sinto muito.
Mente, sabe onde est�.
Est� gritando, senhora.
Hoje temos clientela calma.
Ele n�o quer me dizer, e voc�?
Senhora.
Na noite passada seu esposo esteve aqui perguntando o mesmo.
Tudo o que aconteceu foi que bateram nele e tive que limpar tudo isto.
Teste em outro lugar.
N�mero, por favor.
Quero o telefone do ajudante do xerife, Lou Follett.
Um momento, por favor.
Sinto muito. O escrit�rio do xerife n�o atende.
S� telefonei ao escrit�rio do xerife.
Mas ningu�m atende.
- Procura Lou Follett? - Sim.
Follett tem que cuidar de todo este condado.
Desde State Line North at� uns 150 Km ao Sul.
East Benton Creek e West Danville.
Em algum desses lugares poder� encontr�-lo.
Onde fica a casa dele? Onde mora?
De verdade que quer encontr�-lo, n�o �, senhora?
Follett tem uma casinha.
N�o h� nada mal em dizer onde.
Essa rua acima.
� direita no primeiro cruzamento.
A terceira casa a partir da esquina.
Editor do Kansas Cirty Herald Urgente.
Sim?
Vou colocar Dave nisso esta noite.
Tem que ter alguma iniciativa.
Com certeza pode cuidar disso.
Claro que tenho certeza!
E tem esses caras com motocicletas e...
...camisas pretas de seda..
Eu estava esperando por eles, e quer saber?
Eles vestiram um disfarce, quero dizer...
... isso � o que parece para as mulheres.
Assim como um cara faz tatuagens, sabe o que quero dizer?
Nunca pensei nisso.
N�o?
Pois me diga algo.
Que pensa de mim? Agora mesmo, que pensa agora?
H� uns minutos, estava medindo a dist�ncia entre os dois.
Ah, sim.
N�o funcionaria.
Sim.
- E depois h� Rosey. - Sim, existe a Rosey.
Elly.
Que vai fazer comigo?
Bem...
Tomei uma decis�o.
S�o quase 9 horas, que horas voc� tem que entregar para que seja publicado?
- �s 9 horas. - �s 9 horas.
Bem, sup�e-se que seja depois das nove,
...suponha que j� passe das 9 horas quando for entregue, e da�?
Ent�o suponho que n�o haver� muita atividade aqui por baixo.
Mesmo que isso signifique a sua vida?
Tudo depende de qu�o seriamente eles levam isso.
E que voc� acha? Eles levar�o isso a s�rio?
- N�o sei. - N�o...
Deixe isso aliviar sua mente de algo.
Se acha que aquela garota, Hazel, vai sair por a� gritando sobre o que viu,
... bem, ela n�o vai fazer isso.
Ela...
..ir� para casa e...
...chorar� um pouco, como sempre faz.
Ent�o colocar� um pouco de batom e...
...vai esperar eu assoviar.
Ent�o, que nem pense nisso.
Descubra que cidade � essa.
Primeiro v� para o servi�o de edi��o.
Cerca de meia d�zia deles.
D� a algu�m um n�mero de telefone em cada cidade, em cada hotel,
...n�o pode haver mais de um ou dois em cada cidade.
Descubra se Bill Partain est� registrado em algum, e se estiver,
...faremos algum tipo de an�ncio apenas para estarmos seguros.
Vamos, apresse-se.
E a carta? O acompanhamento disso.
Voc� acha que a pessoa que entregou estar� aqui esperando?
Cuide dessas liga��es, Bernie.
Tenho que tentar localizar Flawn.
Ver se seu jornal pode se permitir a 50.000 d�lares.
Veja...
Veja se pode localizar o Sr. Flawn para mim.
Alguma mensagem para mim?
Nada, Sra. Partain.
Algu�m perguntou por mim, o Sr. Follett ou...
Ningu�m.
Meu esposo veio?
N�o.
Estive procurando uma mulher chamada Ruth Childers.
Voc� a conhece?
N�o.
Levo o dia todo a procurando.
Pelo que sei, todos...
...com quem eu falei, todas as campainhas que toquei,
...um deles poderia ter sido o dela.
Poderia ter sido o de Ruth Childers.
Poderia ser.
Uma dessas mulheres com quem falei.
- Ou uma daquelas que olharam para mim. - Eu j� lhe disse.
Poderia ser.
Estou procurando Ruth Childers.
Sei que mora aqui.
Em sua cidade.
Algum de voc�s dir� onde mora?
Al�?
Sra. Partain.
Um interurbano.
Pode pegar o da�.
Sim?
La Sra. Partain?
- A Sra. William Joel Partain? - Sim.
Tenho uma chamada para voc�, um momento, por favor.
Al�. Al�!
- La Sra. Partain? - Sim.
Quem �?
Sou Pete Wayne.
Sou o editor noturno do Kansas City Herald.
- Bill est� com voc�? - N�o.
Onde est�?
N�o sei.
Que quer dizer isso?
Significa que n�o sei onde est�.
N�o sei desde a noite passada a altas horas.
Recebemos uma carta de Bill, Sra. Partain.
Pedem um resgate por ele.
Sra. Partain.
N�o tente ir por sua conta.
N�o desligue e ou�a.
Querem 50.000 e nada de policiais.
Querem que ponhamos um an�ncio dizendo que queremos fazer neg�cios.
Querem o an�ncio na primeira edi��o do Herald.
Na coluna de pessoais.
Que est�o fazendo com ele? Que...
N�o far�o nada com ele at� que saibam se aceitamos suas exig�ncias.
Mente, v�o machuc�-lo!
Apenas fa�am o que dizem.
Fa�am o que...
Fa�a que paguem o que eles quiserem.
Espero uma liga��o do Sr. Flawn, ele � o dono,
...para descobrir se ele continua com isto.
Se ele der sinal verde, publicaremos esse an�ncio.
Tal como eles exigiram.
"Querido Bill,
...tentando encontrar financiamento, volte para casa logo. Assinado, Samaritano."
Como voc� compreender�, Sra. Partain,
...o jornal j� n�o tem nenhuma responsabilidade com Bill.
N�o posso prometer nada.
Algu�m tem que se preocupar com onde Bill est�!
Ajude-me, Sr. Wayne, ajude-me.
Farei o que puder.
Voc�s ouviram.
Ouviram implorar pela vida de meu esposo.
Parece que o sequestraram.
Parece que querem 50.000 d�lares de um jornal de Kansas City...
...antes de devolv�-lo.
Quero meu esposo de volta.
Quero s�o e salvo.
N�o sei se o jornal far� o que eles pedem.
As chances s�o que Tom Ellis mate meu esposo.
Eles sabem disso.
E sabem que se encontrar Ruth Childers poderia ajud�-lo.
De alguma forma, poderia ajud�-lo.
V�o me dizer onde ela est�?
Dir�o agora?
Senhora.
Eu sei onde mora.
Em Elm Street, N� 246.
Como foi?
Eles pegaram o bilhete.
O editor a tem?
Como vou saber se tem? Dei a uma mulher e fui embora.
Aonde vai?
Saio para pegar o jornal. N�o tire os olhos dele.
Ainda tem muito tempo.
Ao deixar o escrit�rio do jorna, vim a 90 Km por hora, nunca menos,
...o caminh�o dos jornais apenas vai a 60 Km por hora.
Est� nervoso, Elly?
Elly est� nervoso.
Eu tamb�m, Oren.
E isso?
Entre voc� e eu,
...como acha que sair�?
Entre voc� e eu, hem?
Bem,
...entre voc� e eu, provavelmente eu n�o saia vivo desta.
Voc� tamb�m.
� poss�vel.
Mas deixe que lhe diga algo, filho.
Meu anivers�rio se aproxima, farei 60 anos.
Nos �ltimos 12 anos me encontrei cansado.
Mas n�o que no pr�ximo dia terei 60 anos.
E com 60 � velho.
Estas coisas acontecem.
E vi que come�ava a acontecer quando Elly atirou em Tom.
Mas eu n�o tentei det�-lo.
Porque se vend�-lo por 50.000 d�lares, sai bem,
...eu levarei uma boa parte.
Suficiente para minha velhice.
E haver� muitas coisas de que n�o terei que me preocupar.
Por coisas assim, vale a pena arriscar a vida.
Sabe o que vou tentar, n�o �?
Se estivesse em seu lugar, faria o mesmo.
Vejamos como pode ser astuto,
Escrevi uma hist�ria sobre voc�, sobre como me ajudou.
E limpei meus pecados.
Porque s� sou um velho cansado que quer passar seus �ltimos dias em paz.
Isso n�o � nada, senhor.
N�o, escute.
N�o tem nada a oferecer.
Olhe, filho.
Atirei em tr�s pessoas.
E quis fazer isso.
Fugi da cadeia sequestrando um guarda para isso.
Houve um massacre em Alamont e eu estive l�.
E me diga,
...como algo do que escreva poder� curar tudo isso?
N�o se incomoda de receber ordens de um cara assim?
Voc� est� aguentando, filho.
Gritando por dentro e inventando coisas �s que pode se agarrar.
Elly n�o significa nada.
Receberia ordens desse �ndio se ele significasse obter parte desse dinheiro.
Que isto fique claro, daqui n�o vai sair vivo.
Sua vida n�o significa nada para n�s.
Deveria ter sabido disso quando veio aqui.
Onde est� esse caminh�o?
Onde est� esse caminh�o?
Chegar�.
Tom Ellis sempre dizia que entraria em p�nico.
Voc� vai resolver isso sozinho, Elly?
Esse caminh�o deveria estar aqui.
Se o caminh�o estivesse aqui, eu estaria preocupado.
Seria muito r�pido, algo iria mal.
Que vai fazer com isso?
Voc� estar� morto se me matar, Elly, isso n�o lhe ocorreu?
Que quer dizer?
Diga-me que n�o importa se est� vivo ou morto.
Se eu fosse voc�, diria agora, filho.
Ele provavelmente vai atirar e estragar tudo.
Ser�o apenas mais algumas horas, mas se voc� as valoriza, diga.
Quando esse caminh�o chegar, tudo que voc� tem � um an�ncio, se houver.
Tudo o que tem � uma nota dizendo que querem negociar.
Isso significa que tenho que escrever outra nota.
Dizendo que estou bem,
...e fazer os arranjos para que lhes entreguem o dinheiro.
- Bem. - Tem raz�o, Elly.
Vou fazer voc� escrever todas as notas que quiser agora mesmo.
Acha que poder�?
Eu duvido.
E eu tamb�m, filho.
Mas o que importa meia hora? E � todo o tempo que voc� tem.
N�o � isso, Rosey? Hem?
� verdade.
Pegue um.
Obrigado.
Claro.
Bill Partain � um homem muito agrad�vel.
Ele � amig�vel, atencioso e compreensivo.
Nada que aconte�a com ele vai cair nas minhas costas.
Porque eu sou das...
...que n�o veem nada, sabem nada e n�o ouvem nada, querida.
Compreende o que ser� de voc� se algo acontecer a meu esposo?
Irei � pol�cia, contarei tudo.
Contar� o qu�?
Que � uma vi�va?
E o que precisa � de um monte de pessoas presas e enforcadas...
...como cobran�a pela perda da noite de n�pcias?
Os homens s�o homens.
Vivem e morrem.
E no meio est� a solid�o.
Voc� sabe onde est� Tom Ellis, verdade?
- Por isso meu esposo procurava... - N�o sei onde est� Tom Ellis.
Eu moro aqui e estarei aqui quando ele queira me ver. Esperarei.
Levo 6 meses esperando.
Mas continuarei aqui.
Pode ser que se lembre e algum dia tenha vontade.
Como v�, n�o tenho muita capacidade para sentir pena de ningu�m mais.
E agora, vou dar uma festa...
Ruthie!
Mataram...
...o Sr. Ellis.
E quase me matou.
Elly?
Vou dizer algo e ent�o n�o vou querer lhe ver novamente.
Tom Ellis est� morto e Elly carrega tudo.
A seu esposo n�o resta muito tempo.
Nada de tempo.
Portanto, procure ajuda de outra pessoa.
Qualquer um, menos eu.
Algo errado, senhora?
Senhora!
Andei muito.
N�o havia ningu�m.
Vi um rapaz morrer.
Estava coberto de sangue.
E est� morto.
Que rapaz?
Um rapaz da cidade.
Um de voc�s.
Tentei encontrar ajuda.
O Sr. Follett...
Ningu�m...
� melhor que v� se deitar.
Qual � seu quarto? Trarei sua chave.
Sra. Bill Partain.
Tenho um quarto aqui.
Partain.
Houve uma liga��o para voc�.
Qu�?
Houve uma liga��o para voc�. Longa dist�ncia, de Kansas City.
Telefonista.
Com Kansas City, por favor.
Com o Kansas City Herald, quero falar com o Sr....
A linha est� ocupada.
Qu�?
Minha linha com Kansas City est� ocupada.
Que quer dizer?
S� temos uma linha, senhora, e est� ocupada.
� importante, muito importante!
Sinto muito, senhora.
S� temos uma linha para Clarytown.
Ter� que esperar.
Ligarei quando a linha estiver livre.
- Qual � seu n�mero? - 714
Eu ligarei.
A que hora se entrega o jornal matutino?
- Quer dizer o de Kansas City? - A que horas o distribuem?
Chega a Chatsburg em qualquer momento a partir de uma hora.
Transporte p�blico, O �nibus traz.
Entra pela parte norte da cidade, jogam alguns ma�os...
...ao longo da rua e depois continua.
Fazem a distribui��o em 20 km do Estado.
Al�?
- Sra. Partain? - Sim.
N�o desligue. Tento lhe p�r em contato com Kansas City.
Tenho pronta sua liga��o com o Kansas City Herald.
N�o importa.
Chega logo.
O �nibus que os trazia de Kansas City ia adiantado.
- Quero um, por favor? - Quando os cortar.
- Ei, Jim. - Hem?
Voc� colocou bolinhos?
Disse que gostaria de um peda�o de bolo.
Senhor, queria o jornal.
Parece engra�ado?
- Senhor. - Que quer?
Quero o jornal.
Tome. D�-me.
Essas marcas.
Sabe o que vai acontecer um dia desses?
QUERIDO BILL Tentando conseguir financiamento. Volte logo para casa.
Samaritano.
Senhora, quer sair da�?
� um cara muito engra�ado, senhora.
Ei, senhor!
Senhor!
Ei!
Ei, senhor!
- Gritava comigo, senhora? - Deixe que v� com voc�!
Qu�?
Voc� distribui esses jornais, n�o �?
Sou como o correio em nos pr�ximos 25 quil�metros.
Deixe que eu v� com voc�.
Para qu�?
Preciso de ar.
Quero dar uma volta.
� pouco prov�vel que passemos por algu�m essas horas,
...mas se o fizermos, voc� ter� que se encolher no seu lugar.
Sou um homem casado.
- Eu me encolherei. - Entre.
Por onde �amos?
Tom Ellis.
Sim, um grande homem.
Por qu�?
Qualquer pessoa que faz o que faz e consegue o que quer � um deles.
Um c�o atencioso.
Pronta?
Diga a verdade. Para que quer esta viagem?
J� lhe disse.
E uma mentirosa, senhora, e sabe disso.
Dirija o caminh�o.
O que se prop�e?
Nada.
Para que tenta tirar informa��o sobre Tom Ellis?
Quero saber dele, � emocionante.
Vamos.
Ningu�m me engana.
Entende isso, senhora?
Ningu�m nunca me enganou.
Senhor.
A respeito de Tom Ellis,
...quando vem por aqui, onde fica?
Nas colinas.
Em algum lugar qualquer, em lugares diferentes.
Por qu�?
- Onde ele est� agora? - N�o sei.
Apenas nas colinas.
Pode ser que perto, pode ser que a 75 km.
Senhora, � melhor que des�a deste caminh�o.
N�o sei por que voc� est� tentando me convencer sobre Tom Ellis,
...mas � melhor des�a aqui.
Vai ter que me tirar, ter� que me jogar o melhor que puder
E se arriscar com a hist�ria que contarei ao xerife ao voltar para a cidade.
Dirija.
H� algum telefone aqui perto?
Em Clarytown, e sequer estamos perto.
Quantos jornais mais tem que entregar?
- Fiz uma pergunta! - Uns poucos.
E depois disso lhe levo de volta ao povoado.
Depressa, por favor, depressa!
Ei, �ndio, est� no jornal, venha e d� uma olhada!
Nada mais de centavos e moedas!
Afinal, era algu�m importante.
Que fazemos agora?
- Dormir um pouco. - Dormir?
Claro.
N�o pode entregar outra nota esta noite e se arriscar que lhe localizem.
Ou talvez voc� queira correr o risco de mostrar seu rosto em Kansas City.
Ou voc� pode querer confiar em Rosey para algo assim.
N�o! Que ele escreva uma nota e se envie pelo correio.
E deixar que o carimbo do correio conte ao mundo que estamos perto de Chatsburg?
V� dormir, Elly.
Pela manh� ter� a cabe�a mais leve.
Pensaremos o que dizer.
Onde mandar o dinheiro e quando.
N�o?
Sim.
Deixe que o jornalista e eu solucionemos isto.
Faremos de voc� um homem rico, Elly.
Ei, Rosey!
Dormiu bastante hoje?
Leve-o ao quarto dele e mantenha os olhos abertos.
Ei, �ndio!
Vamos, voc� vai conseguir uma pequena Pocahontas, hem?
E uma loja ind�gena de dois andares, hein?
Vamos, filho.
� melhor que durma um poco.
Deixe a luz acesa e n�o o perca de vista.
Suponho que n�o adianta nada que tente falar com voc�, hem, Rosey?
Sim.
Des�a aqui!
Eu encontrei, eu encontrei!
- Entre. - Sei onde est�, sei onde o t�m!
Estavam esperando o jornal, compreende?
Era importante para eles.
Ver se o an�ncio estava.
Por que se n�o algu�m esperaria o jornal �s duas horas de manh�?
Conseguiremos ajuda.
Conseguiremos ajuda.
A maneira mais simples.
O primeiro caminho de terra depois do limite da Rota 12.
Um homem no carro.
Que jogue o dinheiro pela janela e continue em movimento.
Voc� estar� sentado nas rochas e observar�.
Esperamos 15 ou 20 minutos, descemos e pegamos o dinheiro.
E pronto.
Estou cansado.
E por que continua me fazendo tantas perguntas?
Vai funcionar, verdade?
Sonhe com isso.
Que poderia ir mal?
Tantas coisas que nem poderia acreditar.
Tudo bem, Rosey?
Dorme, filho?
N�o pode estar dormindo, tem muito com que se preocupar.
Olhe, n�o h� forma de sair daqui.
E voc� � fraco para enfrentar aquele �ndio.
- Vai lhe fazer em peda�os. -Caia fora!
Estou com fome.
N�o me empurre, Rosey.
Estou com fome, s� quero pegar algo de comer.
Vai tudo bem, Rosey?
Rosey, est� bem?
Vai algo mal...
Voc� vai cortar meu pesco�o, hem?
Ainda n�o sei.
Ter� que fazer isso para sair daqui.
D�-me.
Faca, rev�lver, que mais?
N�o tem coragem de matar um homem.
Abra a porta.
N�o.
La �nica forma que saia daqui � me matando.
A sangue frio.
A �nica diferen�a entre voc� e eu, � que eu poderia fazer isso.
Voc� n�o pode.
Mexa-se.
Mexa-se!
Elly!
- Elly! - Sim, j� vou!
N�o sou eu, � ele!
N�o, Elly, n�o sou...
Vou atr�s de voc�!
ADEUS TOM ELLIS
Terminou.
Tom Ellis se foi com sua gl�ria.
Que acontece agora?
Que acontecer� com esta cidade?
T�m que ter algo em que acreditar.
Bem ou mal.
Bem, todo o mal morreu naquela estrada.
Sim.
Bem, talvez agora nos aconte�a uma coisa boa.
Algo pelo que fazer, ou criar, ou gritar.
Algo que nos produza orgulho.
Algo que nos fa�a saber que somos parte de toda esta terra.
Est� pronta?
Senhora.
Voltem alguma vez e passem por aqui.
Claro.
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2 2023 Inserido no site por Jaf em 24/12/2023
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