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A QUINTA DO CLARKSON
CAPÍTULO 30 DE MÃOS LARGAS
Estávamos agora em meados de julho.
E sob vastos céus azuis,
as colheitas pareciam estar a progredir bem.
Em breve, estaríamos a pôr mãos à obra
e a iniciar a labuta de as colher.
Porém, não estava ansioso por isso,
porque tinha de me concentrar em abrir o bar.
Certo, amigo.
- Certo. Trabalhos. - Sim.
Quero abrir antes de finais de agosto.
- Fim de agosto. - Sim.
Certo? Contamos com seis semanas,
e há coisas...
- Não é preciso muito. - Não.
Mas há coisas a reparar, como isto que nos sustenta.
Repor o deck.
- Quero-o bonito. - E vai ficar.
Sim?
- Temos esta bela área exterior. - Sim.
O trabalho seguinte foi a água.
Porque o estudo revelou que, se a bebêssemos,
rapidamente vomitaríamos até morrer.
- É aqui que está o furo. - Certo.
E foi-nos dito que esta água é tóxica.
Tem alguma doença. Não é potável.
Temos de resolver isso antes de abrir.
Pois, não é potável.
O Alan sugeriu que aproveitássemos o cano da rede de distribuição
que alimenta a quinta da frente.
É naquele campo que está a conduta.
- É? Aqui? - Sim.
- Será fácil de encontrar. - Sim, trabalho de dois minutos.
- Aqui, os lavabos para deficientes. - Sim.
Em frente ao depósito de gás.
Analisados os trabalhos de interior...
Parede de vigas. Um pequeno bar.
- Alterar aquele bar. - Sim.
... passámos ao que interessa.
- Queres saber por quanto fica? - Sim.
Não estou muito preocupado. Isto são ninharias.
O que são "ninharias"?
Digamos que entre dez e 15 mil libras
para colocar um deck novo e ajustá-lo.
Está bem.
- Que mais? - A água.
A conduta de água vai ocupar-nos alguns dias.
Que sejam 1000 libras para pôr a água aqui corretamente.
- Não está mal. - Nada mau, certo? Que mais?
Parede de vigas. E o bar de cima.
O bar e a parede, eu diria
- cerca de cinco mil. - E os canos.
Isso é fácil. Que mais?
O bar de baixo.
- Aí é diferente. - Certo.
Fazer um bom bar lá em baixo implica outro orçamento.
- Consigo acomodar isso. - Certo.
Então, estamos a falar entre 20 e 25.
- Sim, 25. - Podemos pôr este bar...
A funcionar, sim.
Enquanto os rapazes do Alan demoliam o deck podre...
... fomos ver se havia outros trabalhos a fazer.
E, imediatamente, encontrámos um rosto acolhedor.
Grande G!
Jeremy! Alan! O velho general voltou.
O que fizeste ao teu cabelo?
- Pois. - Só tinhas cinco libras?
Fizeram-me isto por dez.
- Consegui... - Não cortaram a parte de trás.
Não, só cortaram em cima
e depois ainda raparam, vês?
- Sim. - Sabes,
é o mesmo corte que usava quando tinha cinco anos.
Ouve, ainda bem que estás aqui porque...
Sim?
Precisamos de reconstruir isto.
Não sei como é que isso ainda se aguenta.
Lembras-te disto...
Se isto ficar aqui, eles vão bater na parede outra vez,
para te enganar ou assim.
Ainda é longe de Chadlington até aqui.
Ia dizer, podes pôr tudo assim e os cones,
posso sempre pô-los direitos, porque têm buracos, é o que posso dizer.
Afinal, se eles estão aqui, eu também posso, certo?
- Sim. Parece-me bem. - Boa. Boa.
- É isso que temos a fazer. - Sim.
Vamos dar um salto ali, já voltamos.
- Na boa. - Até já.
Com a renovação do bar em curso,
voltei à tarefa de o abastecer com comida.
O Endgame iria ter a sua própria linha de produção,
mas eu não podia esperar até que isso acontecesse.
Então, decidi ir ao meu primeiro leilão de gado
e comprar umas vacas.
- Sim? - Charlie?
Olá.
Estava aqui a pensar, quantas vacas achas que devo comprar?
Precisamos de seis a sete. Talvez oito.
Certo. Então, vou comprar oito vacas. E queremos vacas magras?
Sim, mas que não sejam demasiado magras.
Queres comprar algo que possamos engordar rapidamente.
Como? Não sei o que queres dizer.
Que significa isso?
Queremos algo que demore apenas dois meses
até ter peso para abate.
- Certo. - Pois...
Ou seja, uma vaca gorda está no ponto?
- Sim. - Uma vaca magra está a caminho
- de ficar no ponto? - Correto.
Obrigado, Charlie.
- Boa sorte. - Obrigado.
Continuava incerto sobre o que o Charlie estava a dizer,
mas não havia motivo para pânico
porque a Harriet tinha gentilmente concordado em vir comigo e dar-me a mão.
Não bebes café?
Não. Chá. Um homem de Yorkshire que não bebe chá?
- Eu bebo chá. - Bem...
E começámos por ver as raças em saldo.
- Charolesa e Angus. - Sim.
- São boas? - Sim.
- Estas foram criadas em altitude. - Sim.
Quer dizer que elas descem, certo?
É sempre preferível que os animais desçam em altitude do que subam.
Porque, se tiveres uma ovelha
e ela tiver sido criada a alta altitude, ela consegue baixar.
Se for uma ovelha de baixa altitude, não a queres em alta altitude.
- Porquê? - Porque não sobreviveria.
Não está habituada a essa altitude.
- Porque o ar é rarefeito? - Não está habituada.
Elas morrem, percebes? Se estiverem algures
com alta altitude, morrem logo.
Gado Belga Azul, li sobre isto...
- Sim? - ... na semana passada.
Há algo de errado com eles.
O que têm de errado?
Li no The Times.
A febre aftosa tem ressurgido. Mas não é só no gado Belga Azul.
Aqui está. Chama-se gado brutamontes.
"Um gado estrangeiro musculado chamado de gado brutamontes
poderá substituir as raças britânicas no âmbito de pesquisas privadas."
"O gado Belga Azul pode pesar até 1300 kg,
quase um pequeno rinoceronte, e são criados para obter carne extra."
"Mas este gado também é responsável por uma série de ataques brutais."
"O ex-ministro David Blunkett, que é cego, sofreu três costelas partidas
ao proteger o seu cão-guia do ataque de uma vaca no Peak District."
"'Era uma raça europeia enorme e eu podia ter morrido.'"
Ou seja, este gado é perigoso.
Também não vais comprar nada disto.
Fomos então para os currais, para ver as vacas de perto.
- Bom dia. - Olá.
Adoro os anúncios. "Pomos as ovelhas de molho."
"Sistemas de chorume."
Então...
Vês aquele lombo?
Aquilo é o que procuras.
É um lombo plano como uma mesa.
Não queremos ver a coluna nem os ossos.
Não queres que sejam barrigudas.
Isso é o pior.
Não as queres barrigudas,
queres que pareçam musculadas.
- Assim? - Sim. Vais sacar bifes dali.
Deves ter em conta o rácio carne-gordura.
Seguindo as dicas da Harriet, fiz uma longa lista de vacas
que pensei que o Charlie aprovaria.
A três, a seis.
E depois, recebi um curso intensivo sobre como licitar.
É preciso ir improvisando. Se o vendedor começar com 1200 libras,
não licites, porque depois vão licitar acima.
- Quem? - Os outros compradores.
Eles saberão que queres as vacas porque licitaste logo.
Espera até ao último minuto.
- Como sei que é o último minuto? - Quando o valor não avançar,
saberás que estagnou ali. É aí que deves acenar.
Faço o quê?
Isso?
- Com as sobrancelhas. - Não licites nada que não queiramos.
Porque vão interpretar isso como um sinal.
Portanto, nada de pôr a mão no ar ou coçar o nariz.
Vão achar que...
- Vão achar que estás a licitar. - Certo.
E depois vamos para casa com 20 vacas erradas.
Senhoras e senhores, comecemos.
- Vês aquela televisão? - Sim.
Mostra-te o número do lote em que vamos.
Boa. Dá jeito saber isso.
E foi a última coisa que percebi
porque, nesse instante, o leiloeiro começou a falar.
Mil e sessenta...
Licitação de 1120, 30, 1130, 40...
Licitação de 1160!
Está nos 80, 85, vai por 1205, 10, 15.
1225. Está nos 1220, vendido ao senhor. Nome?
Estou à nora.
- Percebi zero. - 1225. 1225 libras.
1160 para a licitação em Uttoxeter, 1160 para a licitação...
Ele fala assim com a mulher quando pede marmelada?
Pergunta-lhe.
Ouve lá, passa a marmelada...
Meninos... façam os deveres.
Vou lá cima cagar e depois limpo-me,
vou descer e comemos o jantar,
depois vemos televisão, e depois...
... para a licitação. Vendido. Shoby por 1240.
Estas... Estas são boas.
A base é 1320.
50, quem dá 1350...
- 1600. - Estás a licitar?
Agora 1600...
Está nos 1620, a licitação continua,
vendido à senhora por 1620.
- É nosso por 1620. - Nicles Batatoides. 1620.
- Desculpa, compraste-as? - Sim.
- Bem... - 1620.
Comprámos duas por 1620. Lote dois-três-quatro, por 1620.
Como é que licitaste? Mexeste uma unha e ele reparou?
Eu não vi nada... Olá!
Belo animal.
Foi então que decidi mostrar quem é que mandava.
Eu é que devia licitar.
E fazer algumas aquisições.
- 1110, agora 1120. - Vais...
Agora é contigo.
1150.
- Baixa a mão! - Vendido!
1150.
Quase duas vezes.
Comprei?
Compraste duas vezes.
- Comprei? - Licitaste duas vezes.
Merda.
Licitação a 1170...
Não obstante, prossegui sozinho.
Um, dois, vendido, Nicles Batatoides.
Estou satisfeito. É uma bela vaca.
Licitação nos 1120...
Comprei aquelas?
Sim.
Licitação nos 900...
... agora nos 1000.
Até que, por fim...
Sessenta. Nicles Batatoides por 1260.
Então, tens uma, duas, três, quatro, cinco, seis. Tens oito.
- Está feito? - Sim.
Com o dinheiro entregue e as minhas vacas a serem carregadas,
pedi à Harriet que me explicasse uma última coisa.
Quando comprei uma das vacas,
um homem veio ter comigo e deu-me 40 libras.
- Qual a razão? - É dinheiro da sorte.
Na compra das vacas, recebes dinheiro da sorte
como forma de incentivo.
Então, é dinheirinho
- que ele me deu? Gosto dele. - E sem imposto.
Agora há, porque eu revelei na televisão.
- As Finanças estão a ver. - Nós devolvemos.
Após despedir-me da nossa Nicles Batatoides honorária...
- Cuida-te. - Até breve.
... regressei à quinta com as minhas novas vacas.
Entrem, vacas novas.
E aguardei que o Charlie me louvasse por um trabalho bem feito.
Olha só!
Aquelas duas limousines são ótimas. Muito boas.
- Vão engordar rápido. - Comprou-as a Harriet.
Quem escolheu as outras?
Fui eu. Esta não te parece bem fixe?
Não, não tem um lombo arredondado. É magro.
E aquela?
- O mesmo. - Que mal tem aquela?
Não têm tamanho.
Têm boas estruturas, mas precisam de ganhar mais peso.
- Havia gado gordo lá. - Disseste para evitar as gordas.
Disse para comprar.
Disseste vacas magras, quase no ponto, não gordas.
Disse que as primeiras deveriam ficar no ponto num mês.
Logo, se fossem gordas já estavam no ponto?
- Fiz asneira? - Nem por isso.
Não foi um completo acerto.
Aquelas duas devem ficar no ponto até ao final de agosto.
Esta, talvez daqui a seis meses.
Não. Seis meses?
O Charlie disse que a forma de as deixar prontas para o bar mais rapidamente
era pô-las a fazer uma dieta altamente calórica.
É preciso alterar isto.
Vamos deixar-vos grandes e gordas.
Enquanto o Charlie foi tratar disso,
eu voltei para o Windmill...
... para a minha primeira reunião com a Sue e a Rachel.
Deve encarar isto como uma máquina.
E queremos mesmo que fique incrível. E queremos...
Juntas, são especialistas em abrir bares em Cotswolds,
e, agora, eu precisava delas para arrancar com o meu.
No imediato, eu pretendo abrir este sítio em cinco semanas.
Obviamente, é algo desafiante. Não é o ideal. Mas vamos fazê-lo.
Então, a Sue descreveu o quão eficiente a operação teria de ser.
Vamos sentar ou servir 150 pessoas aqui.
- Mais 100 na esplanada. - Sim.
- Duas a quatro vezes por dia. - Sim.
Para cada refeição que sai da cozinha,
deve haver uma máquina eficiente, porque a comida tem de sair,
toda a gente deve saber o que fazer, fazê-lo,
e mandar a comida cá para fora.
Fui mostrar-lhes a cozinha,
que presumi já estar recheada com tudo o que precisávamos.
Para atingir os números pretendidos, esta organização da cozinha
precisa de ser muito melhorada.
Outro fogão de seis bocas. Um grelhador.
Um grelhador salamandra na parede.
Sim, um grelhador salamandra.
Este Rational, precisamos de outro na outra ponta da cozinha.
- Dois desses? - Sim.
- É um megaforno. - Quanto custa?
- Quanto custa? - Sete mil?
O quê? Por um forno?
- É incrível. - Como é que se gasta
- 7 mil libras num forno? - Os chefs adoram.
Quanto é que vamos gastar aqui?
Se vamos ter equipamentos novos...
- 75 a 100 mil. - Muito dinheiro.
Os meus ouvidos...
- É surpreendente. - Setenta e cinco a...
Má altura para os ouvidos.
Pareceu-me ouvir 100 mil.
Quiçá metade disso, se usarmos material recondicionado.
- Menos de 50. - 35 a 40.
- Com recondicionados... - Certo.
- Material não conforme. - Servem para
- cozinhar carne no fim de semana? - Sim.
E o que vai para aqui?
- Isto fica. - Aqui é a preparação.
- Aqui prepara-se a comida? - Sim.
Está um nojo. Vejam este chão.
Isto não é sujidade nova, é sujidade velha.
Está imundo. Vê o frigorífico. Um nojo.
Imundo.
Temos de revestir estas paredes imundas.
Barato e bonito. Só revestir.
Sabem que tencionamos montar a loja naquele espaço?
- O quê? - A loja da Lisa.
Precisamos daquela área. Temos tanto para armazenar.
Há mobília extra,
- copos extra. - Não pode pôr a loja aqui.
Precisamos de muita arrumação.
- Há guardanapos, batatas... - Que arrumação?
Estantes, louça extra, despensa.
Mil e um copos,
- papel, rolos de WC. - Escovas, os vossos rolos de WC.
É preciso arrumação.
- Isto é o que não se vê. - Pois.
Só vemos a funcionária a tirar um fino.
Isso representa só um por cento.
O resto é...
- Merda. A Lisa não vai... - ... pilhas de químicos.
Merda.
Como é que lhe vais dizer? Porque não acho que...
Vou fazer o que faço sempre.
Penso numa solução e conto-lhe essa solução.
Se lhe contar o problema,
bate-me na cabeça e no pescoço com algo rombo.
Posto esse problema no meu micro-ondas mental,
fui procurar o Alan...
- Credo! - Valha-me Deus!
ELIMINAÇÃO DE RESÍDUOS
... que me tinha informado que a fossa séptica do bar estava cheia.
E também desfeita.
- Olá, rapazes. - Olá, Jeremy.
Olá, rapazes.
O que é esta porra?
É o depósito de fibra de vidro.
Isto é o defletor que ruiu no interior.
Vai lá, Jeremy, e dá uma espreitadela. Olha lá para baixo.
- Credo... - Eu sei!
- Incrível. - Meu Deus.
Valha-me Deus.
- Que porcaria. - O problema aqui é a gordura.
É a isso que cheira, gordura.
- É daí que vem esse azedo? - Sim.
- Gordura? - Cheira-me a merda.
Deve ter sido isso que fez cair o defletor,
- a gordura. - O que é o defletor?
É o que separa a merda da água.
- Ele está a bombeá-la? - Sim.
- Vai para o teu camião? - Sim.
Vamos pôr-lhe uns tubos novos para que volte a funcionar.
Está bem.
Lembra-te de que isto já vem dos anos 60-70.
E nunca foi limpo.
Acumula gordura e merda desde...
Desde que o bar abriu, nos anos 80. Mas a fossa já existia.
- 50 e tal anos. - Sim.
Olha. Alguém deixou cair, deixaram cair na retrete.
- Pode ainda funcionar. - "Pode funcionar", diz ele.
Temos um telefone novo.
Valha-me Deus!
Não, não posso crer.
Porra! Ele está metido ali.
- Aquele homem está ali. - Sim!
- Como respira? - Vai de férias, amanhã.
Vai para a Grécia, amanhã, mas o problema...
- Vai para a Grécia. - Sim.
- Vai tresandar a gordura. - Ele está na merda.
Podia fazer outro trabalho qualquer.
- Sim. - Mas disse: "Não."
A nossa vida é estar na merda.
Olá. Tudo bem?
- Melhor do que tu. - Quer vir?
- Não! Não caibo, felizmente. - Pois.
Incrível.
Vocês são incríveis. Trabalho fantástico.
Aí está, chefe.
Nos dias seguintes, os trabalhos no bar prosseguiram a um ritmo intenso.
De momento, está uma bela merda, não está?
E no meio de todo o trabalho físico, a Sue tentava encontrar um cozinheiro.
E se os obreiros ainda estiverem...
E a Lisa foi comprar móveis.
Gosto muito da mesa bistrô francesa.
Esta é uma boa base. Podíamos pôr mármore em cima.
O que é que me estão a fazer? Olhem para isto.
Já eu, tinha de preparar a dieta de engorda para as novas vacas.
O que, primeiro, implicava uma ida à fábrica de cerveja Hawkstone...
Quanto pesam estas?
Quase uma tonelada.
... onde Mark, o cervejeiro, tinha embalado alguns ingredientes adequados.
Então, o que temos em cada uma destas
é o chamado grão de cerveja.
E é um resíduo da fábrica de cerveja.
Meia tonelada nesta, meia tonelada naquela.
E levamos isto e damos de comer às vacas.
E há uma circularidade.
Assim, os resíduos alimentam as vacas, as vacas engordam,
cagam no campo, de lá vem a cevada, trazem-na e transformam-na em cerveja.
É do mais sustentável.
Sou quase a Greta Thunberg, mas com galochas.
De volta à quinta, encontrei-me com o sous-chef Kaleb,
para começarmos a preparar as megarefeições das vacas.
Então, isto misturado com a cevada que não vendemos no ano passado,
- porque não prestava. - E moído.
- Misturado. E depois, melaço. - Sim.
- Para dar um travo adocicado. - Para elas comerem.
E depois os resíduos
- do fabrico do nosso óleo vegetal. - Sim.
Ou, ouve esta ideia:
Porque não dar-lhes um pequeno-almoço chique todos os dias?
Para começar a preparar o catering das vacas,
o Charlie mandou vir uma enorme Magimix rural.
- Tudo bem? - Sim. E consigo? Sou o James.
- Sou o Jeremy. Como está? - James. Como está?
Isto é tipo um grande aspirador.
Suga a cevada,
- a farinha de colza... - Sim.
... mistura tudo e vai para o centro.
- Mistura ali? - Sim.
Tenho minerais e melaço para juntar também.
Isto é tão agradável.
Fazia isto o dia todo.
- Devo separar um pouco? - Sim.
Adoro a ideia de cozinhar com um camião.
Gordon Ramsay, Marco Pierre White,
Angus Steakhouse... Nenhum usa camiões para cozinhar.
E ali está.
Comida de vaca.
À hora da alimentação, nessa tarde, adicionámos o grão de cerveja...
Polvilha-se por cima, assim.
... e o jantar foi servido.
Olá, vacas! Está na hora.
Delicioso!
Olha!
Olha para isto! Toca a comer.
Olha! Olha!
Não é delicioso com o melaço?
Já as vejo a engordar.
- Elas adoram. - Elas gostam mesmo.
No bar, quase todas as superfícies em que se podia andar estavam interditas.
Por isso, fui lá para fora limpar o mato
com a minha companhia preferida.
É assim mesmo.
Sim! A unidade de apoio emocional está de volta.
E veio faminto.
Contudo, a minha sessão terapêutica foi interrompida pela Sue e pela Rachel,
que me chamaram para uma conversa urgente.
A primeira coisa na nossa lista,
cobrir o deck com alguns toldos.
Tivemos de aprovar a compra, há cerca de 40 minutos,
para garantir que os toldos chegavam
- a tempo. - Quanto custam?
- São toldos grandes? - Sim, três toldos enormes
- para cobrir o deck. - Certo.
Cerca de 40 mil libras.
Incluindo a parte elétrica, as luzes,
preparação para trifásico, se cá chegar.
Já falámos com o Alan, mas não sobre a montagem.
Perdão. Estão a dizer palavras.
- 40 mil libras por três toldos? - Sim.
- São enormes. Têm 8 metros. - 40 mil libras por três toldos?
Sim.
Se não cobrir o terraço e estiver a chover,
ninguém pode comer lá.
Eu sei que precisamos de toldos,
mas isso parece-me uma autêntica loucura.
Queríamos evitar colocar...
Até podemos cobrir o deck de forma mais económica
- com algo tipo guarda-sol. - Certo.
Mas é o topo de uma colina.
E dado o tamanho do deck, precisaríamos, talvez, de uns 50.
Ficaria a parecer um mar de guarda-sóis.
E, a mesa tem esta forma.
O guarda-sol é arredondado.
- Ao sol, é na boa. - A Sue leva com chuva.
- Eu não. - Ela tem abrigo. Tu, não.
- Pois. - Ponto final.
Como cheguei a este ponto?
Estás a mudar de ideias?
Não, custa-me a crer que tenho 64 anos e alguém me está a dizer,
com toda a seriedade: "Já agora, os toldos custam 40 mil libras."
Dá para comprar a porra de um Golf GTI.
Achavas que só ias gastar dinheiro na compra do bar?
Pensei que ia pôr um novo balcão e abrir.
Isso é a única coisa de que não precisas. O balcão está ótimo.
Ainda não dissemos quanto custam os móveis.
- Sim. - A Lisa viu coisas lindas.
- Ótimas opções. - Quanto?
- 40 mil libras. - Sim.
Em que ficamos com os toldos?
Deem-me uma hora para pensar nisso.
Está bem.
Com o orçamento fora de controlo,
fui lá fora falar com o Alan.
- Este material é incrível. - É ótimo.
Experimenta.
- Não dá para cair, pois não? - Não. Só se estiveres bêbedo.
Queres as boas ou as más notícias? É uma bela vista.
O que foi?
Isto vai ficar pelo dobro.
- O quê? - Isto. Mais do dobro. À conta disto.
- O quê? - Desculpa.
- Estás a gozar. - Não! Não estou a gozar.
De 20, vai ultrapassar as 40 mil libras.
Não temos outra opção. O deck tem de ser antiderrapante.
Não podemos fazê-lo sem isto.
E isso acresce 20 mil libras?
Sim, vai acrescer 16 mil, mais o trabalho extra,
mais outros extras.
Não paro de comprar discos, porque eles não aguentam.
Bem, isto acaba com a questão dos toldos.
Pois, não vamos comprá-los.
Não, mas espera aí. Sabes aquelas telas
- que saem dos edifícios? - Sim, sim.
Se as estenderes de... É melhor mostrar-te.
Se estenderes as telas,
se as montares entre o topo da porta e a caleira...
Sim.
... se tiver em declive...
Não, eu levantava-a. Punha um poste aqui. Levantas e depois voltas a estender.
Acabaram de colocar uma espécie de tenda
- no The Three Horseshoes. - Sim?
Temos de os trazer cá, ver o que eles podem fazer.
Sim.
Claramente, a ideia de abrir o bar por 25 mil libras
saiu completamente ao lado.
Mas isso teria de esperar,
porque, no pingue-pongue que era a minha vida,
tinha de regressar à quinta, onde acabara de nascer uma nova prole de leitões.
Caramba!
- Ficou com todos? - É um exército.
Um, dois, três, quatro,
- cinco, seis, sete, oito, nove... - Não dá para contar.
... e mais um, ali debaixo, dez.
Não há baixas.
Olha como trepam por todo o lado. São tão giros!
- É uma ótima mãe. - Nem acredito.
São notícias fantásticas.
Depois, fomos ver o Richard Ham,
porque o veterinário Dilwyn tinha concebido um plano para cuidar dele.
A situação é a seguinte:
O Richard Ham já está na idade de se fazer às irmãs,
- logo, metemo-lo com os rapazes. - Boa.
Mas o Dilwyn diz que se o pusermos logo no curral dos rapazes, agridem-no
e até o podem matar.
Ele disse que a forma de contornar isso é construir um minicurral,
que eu já fiz, e depois, como companhia, juntá-lo com o macho mais pequeno,
e ambos podem viver juntos e criar laços.
Passado uma semana, libertamo-los e esperamos que fiquem bem.
Certo.
Muito bem, Richard.
Aí está ele, perfeito.
Bom trabalho, K.
O Ham está aí dentro. Agora é esperar.
Vai ficar bem.
Estes dois vão tornar-se amigos.
Daqui a uma semana, voltamos a colocá-los aqui,
e este protegerá o Richard Ham de ser espancado.
O Richard Ham é um bom rapazinho.
- Pois é. - Ele ainda não anda de mota
- nem luta em bares. - Adoro o seu monóculo.
Mas fá-lo-á.
Parecem estar felizes.
Aquele parece ser um porco amável.
- O que... - Problema.
Richard!
- Ele não se mexe. - É o seu irmão!
É o irmão dele e está ali para proteger o Richard.
Meu Deus! Eu nunca vi nada assim!
O Deliverance estava errado. Os porquinhos não guincham.
Ele acabou o serviço.
Ouve, Jeremy, acho que ele vai ser violado por todos,
- se ficar com os rapazes. - Não pode ficar com as fêmeas.
Pelo menos, não engravida.
- Não resolvemos nada. - Vou ligar ao Dilwyn.
- Que vais dizer? - Vou dizer: "O que devo fazer?"
Há uma coisa.
- Já ouviram falar de freemartismo? - Não.
Nunca ouviram falar? Então, se uma vaca tem gémeos no ventre,
- dá à luz um rapaz e uma rapariga. - Certo.
A rapariga nasce sem saber qual o seu sexo.
O que estou a dizer é que aquele rapazinho
moveu a cauda pensando que era uma rapariga.
Por isso, questiono-me se não será transexual.
O quê, temos porcos transexuais?
Isto parece uma assembleia do Partido Trabalhista.
- Isto existe. - Podemos ser só agricultores?
- É bem visto. - É o que faço.
Isto acontece. Trabalhei numa quinta...
Enquanto o professor Cooper tagarelava,
o Richard Ham armou-se em Houdini e fugiu para o curral principal,
para junto dos seus irmãos e primos.
Então, decidi ligar ao Dilwyn.
Quanto ao Richard Ham, fiz como sugeriu,
construí um minicurral para ele no canto do curral masculino,
peguei noutro varrasco, meti-o lá dentro e depois pus o Richard Ham lá com ele.
- Sim? - E, nesse instante,
o outro porco violou-o brutalmente.
Certo.
Acho que eles estavam apenas a ser adolescentes, não é?
E estavam só...
Não, não, Dilwyn. Não sei como eram as coisas em Gales,
mas em Yorkshire, nunca me ocorreu algo assim...
Nunca me passou pela cabeça.
E agora, o Richard Ham está com todos os outros machos.
Está ser maltratado?
Não, para já, não. Mas...
A meu ver, o ideal
é esperar e ver como corre com o grupo.
Se ele encaixar no grupo grande, tens o problema resolvido.
- Certo! Obrigado. Adeus. - De nada! Adeus.
Felizmente, o meu próximo trabalho com os animais era muito mais simples
porque envolvia as cabras,
que nas últimas semanas tinham estado no seu pasto de treino
a habituarem-se à vedação invisível de alta tecnologia.
Certo, aqui está a pastagem.
É aqui que elas andam. Vejam.
O raio mortal do Elon mantém-nas onde queremos que elas estejam.
Vamos lá, cabras.
- Estás pronto? - Estou.
Agora que estavam totalmente obedientes,
podia libertá-las para fazerem o trabalho para o qual as tinha comprado.
- Vamos, cabras. - Vamos.
Vamos, cabras.
Que era limpar as silvas em todas as áreas inacessíveis da quinta.
As cabras são muito boas em colinas.
Esse é o objetivo.
Então, é isto.
Começamos a Operação Limpeza,
onde nunca seríamos capazes de vedar.
Olha para aquilo.
- Estão esfomeadas. - É um paraíso para elas.
Quanta área vão cobrir?
- Bem... - Vê na app.
- Não tenho a app. - Eu tenho.
- É uma ótima app, não é? - É menos de um acre,
- ou melhor, um hectare. - Pois,
o ideal é que pastem em certas áreas
e depois avancem. É como um pastoreio em grupo.
Mas foi para isto que as comprámos, para desbravar estas silvas.
- E em menos de cinco minutos? - Olha só.
Aquelas silvas não têm hipótese.
É fantástico.
Tirando a engorda das vacas novas,
não havia exigências mais imediatas em termos de gestão animal.
Então, virei o meu foco para o Windmill,
para o qual tivera uma ideia.
Está apenas cerca de dez a 15 milímetros fora de esquadria.
Para realçar a ligação do meu bar à agricultura,
decidi pendurar um velho trator do teto.
Mas, primeiro, queria modificá-lo.
Bem, já tenho o trator,
agora quero pô-lo cromado e mais leve.
A meu ver, quando há um trabalho destes,
mais vale dá-lo a um homenzinho da aldeia.
Então, vim a uma aldeia a muitas centenas de quilómetros da civilização,
onde há um homenzinho que vai fazer o trabalho por mim.
Ali está ele.
- Amigo! - Olá!
Bem-vindo. É... É isto?
Sim.
- É de 1935. - Eu sei que é.
É um belo trator.
Onde tu vives, isto é moderno, não é?
- É jeitoso! - As pessoas vão dizer:
"Olha para isto. Isto é combustão interna?"
Já nos apareceu pior.
Já nos apareceu pior para restaurar. Não somos galeses.
- Isto é Gales. - Não é.
Atravessei a M5 há cerca de quatro horas.
- A M5 não é a fronteira... - É.
- Não é. - É. Quando...
Não são galeses de um lado da M5 e ingleses
- com arcos e flechas do outro. - São.
Uma vez esclarecidos séculos de política e geografia,
voltámos ao meu trator.
Temos de o baixar para menos de 750 kg ou vai mandar o teto abaixo.
Basta tirar todos os componentes internos. Transmissão, tudo.
E depois cromar, cromar o capô e as cavas das rodas.
- Que partes queres cromar? - As vermelhas.
Certo.
- Não queres cromar estas partes? - Não.
- Acho que aí pões Hammerite. - Certo!
- Em preto? - Sabes, aquilo...
- Sim. - É Hammerite?
- Hammerite é uma tinta. - É o teu mundo.
- Pois é! - Eu sei.
Isto é tão estranho.
Agora, este é o teu mundo e aquele é o meu.
Tens de fazer isto até à época da pantomima.
Quer dizer que...
Quando é que vais para Swindon?
- Não vou... - Vais.
- Não vou. - Vais.
Sabes que entras na série?
- De que forma? - Em grande forma.
Como assim? Nunca fiz nada na série.
Fizeste. Só não sabes o quê.
- O teu contributo é enorme. - Certo.
Tenho de ser honesto contigo. Enorme e, nalguns aspetos, pouco digno.
Certo.
Com o trator baixado, a conversa passou para o tópico de que menos gosto.
Certo, queres falar de preços e orçamento?
- É muito? - Posso falar.
Naquele bar, tudo custa demasiado dinheiro.
- Boa. Mantenhamos isso. - Sim.
Estamos a falar de centenas, milhares, dezenas de milhares ou milhões?
- Dezenas de milhares. - Dezenas?
Cerca de 20.
Não... 20? Para cromar? O quê?
Sim, para o desmontar todo, tirar tudo de dentro.
- Vai precisar de máquinas. - Eu fazia isso.
20 mil libras para pintar um trator?
A questão é que, como a tua conta está a levar uma tareia,
vamos ajudar à festa.
Não cedas agora! Isto vai ajudá-la a ganhar força,
torná-la resistente. Vai ser difícil sacar algo dela,
enquanto que, agora, está fraquinha
- e ferida. - Tem dó.
Tem dó.
Caso contrário, estarei na primeira fila do Wyvern
e farei observações
- sobre o teu desempenho. - Não faço pantomima.
Quanto custa a tinta?
A tinta vai custar cerca de três mil libras por litro.
- Por litro? - Sim, de tinta cromada.
Porque não me disseste, antes de eu vir,
que ia ser mais do que o PIB de muitos países europeus?
- Não terias vindo. - Pois não.
Mas agora estás aqui.
Então, agora tenho-te preso pelos tomates.
E vou torcê-los um bocadinho...
Se fosse um agricultor normal a vir, não lhe cobravas 20 mil libras.
E que agricultor normal cromaria o seu trator, seu palerma?
Não é bem...
Como faltavam apenas cinco semanas para a abertura,
fui obrigado a aceitar as condições do pantomimo.
Contudo, no que toca a boas notícias, a Sue e a Rachel arranjaram um chef.
Chamava-se Nick e, tal como elas,
tinha uma vasta experiência no lançamento e gestão de bares.
Quantos bares já abriste?
- Restaurantes? - Dez.
- Tens um bar em Stratford? - Sim.
Mas podes vir aqui dar uma mão?
Sim, na boa. O sítio em Stratford funciona
só comigo a supervisionar. Neste momento...
Algo inquietante foi o Nick salientar que abrir o meu bar
seria mais difícil do que qualquer outro que ele abrira no passado.
O que me enche de pavor é que,
na conversa inicial que tive contigo, referiste 17 vacas
e queres vendê-las no bar. Como é que as vamos vender.
O quê?
Não as podemos vender na sua totalidade.
E se nós...
Se vais servir 300, 350 pessoas aqui num dia,
- não podemos ter 20 porções... - Não é viável coração...
- ... de chambão... - ... língua...
Acabaríamos com uma ementa de 100 pratos,
o que é completamente inviável.
Então, numa base regular e contínua, precisamos de servir um corte da vaca.
O que fazemos com o resto da vaca?
Espera lá. Valha-me Deus. Isto é complicado.
Então, abatemos uma vaca, levamo-la ao talhante...
O que eu pretendo são partes dessa vaca em grandes quantidades,
por um período de tempo finito.
Numa semana, vamos servir bifes de alcatra,
logo, nessa semana, só quero bifes de alcatra.
Na semana seguinte, podemos mudar a ementa.
Podemos mudar para uma pá assada lentamente.
Mas, de novo, tudo que vou querer nessa semana é pá.
O funcionamento da cozinha deve ser simples.
As pessoas devem ser servidas prontamente,
não só para sua satisfação, mas também para o bem do negócio.
- Para libertar... - Serves e libertas as mesas.
Agora fiquei preocupado.
Porque pensei que se tivéssemos 50 agricultores de todo o país,
- diríamos: "Ficamos com a carne." - Sim.
Teríamos o suficiente para alimentar 50 mil pessoas.
Mas o que estamos a fazer é apenas usar uma coisa.
Na loja da quinta, na roulotte,
- nós picamos tudo. - Sim.
Lombo, é tudo picado.
Que não é comercialmente viável num bar.
Nenhum dono de bar faz carne picada com lombo.
- É suicídio comercial. - Porra.
Certo, mas que vamos fazer com o resto da vaca?
Pois. Bem...
Até certo ponto, esse problema não é meu, é teu.
Porque esta é a tua ideia de como gerir o negócio.
Mas é uma ideia minha baseada em absolutamente nenhum conhecimento.
Nota-se.
O conceito de servir a totalidade da vaca neste bar, não funciona.
Duas semanas antes, a Sue e a Rachel colocaram-me um grande problema...
Sabem que vamos pôr a loja aqui?
- O quê? - Da Lisa.
Precisamos dessa área. Temos tanto para armazenar.
E agora, o Nick colocou-me um ainda maior.
Precisava urgentemente de resolver estas coisas,
mas não tinha tempo.
Lá para dentro.
Porque tinha de voltar à quinta para pesar as vacas...
Esta é a balança de pesagem, precisas de a configurar.
... para me certificar de que a nova dieta as estava a engordar.
Iniciar sessão. Olha.
Qual é o peso ideal para abate?
Cerca de 650.
Certo. Vamos lá.
VIGIAS DO PESO
Vamos lá.
Número do brinco?
ORELHA
Um-zero-cinco-três-oito-seis.
E essa pesa 468 kg.
Perdeu peso.
Com o decorrer da pesagem, percebi que este não era um caso isolado.
Qual era o peso?
462 kg.
Perdeu dois quilos.
Que raio!
Anda lá.
472 kg.
Esta perdeu quatro quilos.
Porque estão a perder peso?
Aí está.
490 kg.
Esta ganhou um quilo. Ganhou um quilo em quinze dias.
Grande merda.
- Menos sete? - Menos 14 ali, olha.
Entra.
Tão cedo, ninguém vai comê-las.
Não. Isto não é bom.
Que vamos fazer convosco?
Elas perceberam que, se engordarem, vão para abate.
Então, estão a tornar-se bulímicas.
Merda.
Acontece que o problema era mesmo a merda,
porque o Dilwyn disse que o novo superalimento lhes estava a dar diarreia.
Estás a dar-lhes muita comida rica em calorias
e elas não conseguem processá-la.
Então, é como quando eu como chinês.
O que lhes dás não faz efeito
porque sai diretamente pelo traseiro.
Depois, com a aproximação das colheitas, fomos ver os campos,
o que também foi um desastre.
Meu Deus!
- É uma lesma? - Merda.
- Não. - Isto não é bom.
Isto não é bom. Tens cravagem no trigo.
É um fungo alucinogénio que cresce no trigo.
Raios me partam!
Corajosamente, deixei o Kaleb e o Charlie a tratar do LSD no nosso trigo
e das nossas vacas bulímicas,
e voltei para o bar,
para me sentar ao sol com um copo de sumo mental
e resolver os problemas que lá havia.
E acabei por ter uma ideia.
Tenda!
O que era preciso era uma chamada urgente para o Sr. Wilman do The Grand Tour.
Eu chamo-lhe Reg. Não questionem.
- Estou sim? - Reg?
Sim?
Sabes a tenda do Grand Tour?
Sim.
- Sim. - Sabes onde está?
Está num armazém.
Está guardada num armazém.
Não conseguimos livrar-nos dela.
Com a ampla tenda do Grand Tour montada no relvado do bar,
não só teríamos um lugar para a loja da Lisa,
como também espaço para um talho e para a carrinha de hambúrgueres da Annie,
onde eu podia vender os cortes de carne que não fossem necessários no bar.
Podemos mandar para ali e para acolá, tudo na mesma operação.
- Sim. - Então, quando a vaca chega aqui,
é toda aproveitada.
- É a direção certa. - O que estou a dizer?
Sim. É bem pensado.
DOIS DIAS DEPOIS
A tenda do The Grand Tour.
É uma tenda do caraças.
Caramba!
Está aí toda?
Não. Ainda vem mais.
O quê?
Vá, continuem.
Agora, a quatro semanas da abertura, estávamos novamente no bom caminho.
NO PRÓXIMO EPISÓDIO
Olha só!
Aqui vamos.
Vamos lá.
O que achas de um lustre de chifres na sala de jantar?
Legendas: Pedro Silva Mota
Supervisão Criativa Hernâni Azenha
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