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Original subtitles

WINDMILL BAR E RESTAURANTE

QUATRO SEMANAS ATÉ À ABERTURA NO FERIADO

Então, licença para servir álcool...

Esta refere que "solicitámos ao Conselho de West Oxfordshire

a concessão desta propriedade...

Para renovar os pisos.

- Bar no piso de cima. - Sim.

É necessário cumprir com todos os pontos.

- Até ao 27 de agosto? - Sim.

Ou seja, a licença ser-nos-á emitida até 27 de agosto.

Certo, mas agora perguntas:

"Então e os dias antes do 27 de agosto?"

Porque vamos abrir antes disso, certo?

- Não. - O dia 27

- é depois do feriado prolongado. - Não.

- É sim. - É?

Sim.

- Não, o feriado prolongado é... - No 25.

Certo.

- Achei que era no seguinte. - Não.

Temos menos uma semana para preparar este sítio.

Pensei que o feriado era no 31. É no 25.

Correto. Sim.

QUATRO SEMANAS ATÉ À ABERTURA NO FERIADO

TRÊS SEMANAS ATÉ À ABERTURA NO FERIADO

Soube agora que o dia em que planeávamos abrir,

vamos abrir uma semana antes.

O feriado prolongado costuma ser no último fim de semana de agosto,

mas este ano, não é.

- É uma semana mais cedo. - Que merda.

Peço desculpa. Desculpa. Desculpa.

Todos os envolvidos na abertura do bar já estavam a dar o litro.

Mas, graças à minha inaptidão para ler um calendário,

agora teriam de trabalhar o dobro.

Caramba! Só carrinhas brancas.

O Keir Starmer pode não saber o que é a classe trabalhadora, mas eu sei.

E vejam só!

CAPÍTULO 31 À PRESSA

Na quinta, o Kaleb também tinha um prazo a cumprir,

porque a lavoura estava pronta a ser colhida.

Mas estava retido no seu escritório, sem poder avançar

até a Mãe Natureza o permitir.

Em princípio, na próxima semana... Vejamos o tempo.

Se o tempo permitir, podemos colher a cevada de primavera.

É só apps meteorológicas no meu telefone.

Limito-me a olhar para a que me interessa.

Configuro-as para o Egito.

É um bom clima.

Certo. Segunda está bom.

Terça chove. Quarta chove.

Quinta chove.

Bela merda!

Vou ligar ao Charlie.

- Charlie? - Sim.

Estava aqui a planear.

Na próxima semana, não vai dar para colher o trigo,

- porque... já viste o tempo? - Sim.

Só dá chuva.

Temos... Sete...

Pois, vai...

... na cevada,

porque essa semana...

E, portanto...

O meu telefone está... O meu escritório, preciso de um novo.

Posso ir a qualquer lado nesta quinta e tenho sinal.

Mal entro no escritório e só tenho um tracinho.

Não faço ideia do que aconteceu. Vou fazer o que acho melhor.

Nem sei porque lhe liguei.

Eu dirijo a quinta. Eu trato de tudo.

Entretanto, eu dirigia-me para o bar.

E, diga-se, estava prestes a apanhar uma bela surpresa.

ESTRADA FECHADA

O quê? Que raios?

Bem, esta é a única entrada.

AUTOCARROS AGUARDEM

ESTRADA FECHADA

O que estão a fazer?

Olá. Sabe quanto tempo é que isto vai estar fechado?

Não sei ao certo.

Até ao dia 23, como diz ali, mas não sei ao certo.

- Só cheguei cá hoje. - A nossa abertura é no dia 23.

Não sei. Sou um aprendiz. Só faço o que me mandam.

Quando cheguei ao bar, encontrei outro problema.

O toldo que eu pedira, em vez dos guarda-sóis caríssimos.

Credo.

Tornou esta sala de jantar incrivelmente escura.

Porra!

Pode revelar-se um erro dispendioso.

A propósito de dinheiro, Sua Excelência chegou então,

com uma das suas revisões orçamentais.

Wi-Fi.

A linha dedicada.

Aluguer mensal?

Mil libras por mês.

- É um giga por... - Mil libras por mês?

Sim, num contrato de um ano.

Céus!

- Vieram os guardas de trânsito. - Sim.

Vão estar cá seis, a 200 libras por dia, 1200 libras cada dia.

Dá cerca de 40 mil libras por mês.

- Isso é ridículo. - Não é razoável, pois não?

Sabes, o meu orçamento pessimista sobre quanto é que isto vai custar?

Acho que o vamos exceder.

Esperemos que haja afluência.

Isto levou-me ao ponto seguinte.

Obras nas estradas.

- Segundo a placa lá fora... - Sim.

ESTRADA FECHADA

- ... elas duram até ao 23. - Sim.

Vamos abrir no dia 23 e ninguém vai poder vir cá.

Vou falar com o contacto, porque ainda não percebi

porque é que fecharam o nó

- junto à rotunda. - Exato.

- Falas com o pessoal da estrada? - Sim.

Esta tenda é responsabilidade minha e vou ter de fazer algo,

porque não há luz naquela sala.

- As luzes estão ligadas... - Pois, as luzes elétricas,

mas aquela sala sempre foi luminosa e brilhante.

E parece algo...

Não imagino que gostes disto.

Quer dizer...

Não fiquei propriamente encantado.

E amiúde fico encantado com algumas coisas!

Não ficou encantado.

DEZASSETE DIAS ATÉ À ABERTURA

Dada a urgência para compensar o meu erro de calendarização,

era preciso pôr todas as mãos à obra.

E como ainda estava muito húmido para a colheita,

o Kaleb veio ajudar-me a mim e ao Mark, o cervejeiro, a demolir o velho balcão.

Eu fico com os trocos.

Não, Lisa!

Lisa, não faças isso.

Enquanto o velho balcão era desmontado...

... o motor do bar, a cozinha, começava a ganhar forma.

Boa. Muito bem.

E nas terras circundantes...

Oupa! Vamos!

... a cooperativa agrícola que formámos estava a reunir os animais

que em breve iriam para aquela cozinha.

Alguns dias sem chuva mais tarde...

- Este campo? - Sim, começamos neste.

... parecia que podíamos finalmente começar a colheita.

E apesar de estar muito ocupado com o bar, não ia perder isto.

- Isto tem de estar abaixo dos 15? - Sim.

- O ideal é 14,5. - Sim, 14,5. É isso.

- Teste? - Sim. Aqui vai disto!

MEDIDOR DE HUMIDADE

Queremos que seja menos de 14,5.

15,6. Até que não está mal.

Bem, vou até ao bar...

- Eu vou testando e aviso-te. - Assim que estiver seco,

- tens logo de me avisar. - Certo.

- Até logo. - Está bem.

Liga que eu atendo.

Assim que cheguei ao bar,

Mark, o cervejeiro, levou-me a ver as bombas de cerveja de alta tecnologia.

- Isto entusiasma-te, Mark? - Entusiasma.

Dá para ver.

- A tua barba está a vibrar! - Eu sei.

Oito tipos diferentes de cerveja.

- Quatro delas vão por ali. - Sim.

- Porque é que é tão bom? - Não precisamos de o limpar.

Seria preciso limpar os tubos

- uma vez por semana. - Sim.

Este conjunto permite não limpar os tubos por quatro a seis semanas.

Imagina a cerveja...

- Poupamos cerveja? - Correto.

Qual é o comprimento destes tubos?

São 4,5 metros até ao balcão e depois mais 6 metros,

não está nada mal.

- Há tubos mais finos. - Íamos perder com oito tubos?

Íamos perder a cada limpeza?

- Cerca de 40 cervejas por semana. - Sim.

E com estes...

Temos... Literalmente...

- Perdemos isso por mês? - Sim.

O Mark podia estar entusiasmado com o que pareciam ser trocadores de fraldas,

mas não tão entusiasmado como eu fiquei quando Nick, o chefe, me chamou

para me mostrar o primeiro esboço do nosso novo menu totalmente britânico.

"Folhados de salsicha..." Ovos em conserva?

- Sim, ovos em conserva. - Gosto disso.

"Paté de fígado de galinha." Gosto.

"Presunto prensado e piccalilli. Bife de presunto."

Presunto, bolinhos de carne, molho de salsa.

- Não vai ser fácil... - Fico excitado com essas palavras.

Estou entusiasmado.

14,3.

Na mouche. É para andar.

Vou só ligar ao Simon.

CAMPO DE CEVADA 1

Aqui vamos.

- Começamos. - Colheita 2024.

Faz falta o Jeremy e o seu carrinho de grãos.

Não. Deixa-o estar.

Ainda não lhe disse. Ele bem pediu para avisar.

- Ele não vem? - Não.

Não sei...

É mais fácil quando ele não está.

Aí está! Primeira carga.

CAMPO DE CEVADA 2

Minha nossa, não tarda estamos em setembro.

- O verão só começou em junho. - Só tivemos uns quatro dias.

- Não foi assim tão mau. - O quê?

O que foi?

O cabrão do Kaleb.

Caramba!

Ali, a produção foi superior a 7,7 toneladas por hectare.

- Bem bom. - Pois é.

Vou matá-lo.

Vou rebentar-lhe os tomates.

É o melhor dia do ano, a colheita.

Certo. Onde raios está ele?

Ali está ele.

Ali está ele.

Então, amigo. Como estás?

Eis uma dica de alguém mais velho e mais sábio.

Se vais tentar fazer a colheita sem mim,

não ponhas fotos tuas a fazer a colheita no Instagram.

Merda! Esqueci-me.

Porque é que estavas no Instagram? Devias estar a trabalhar.

Contempla o meu génio.

Uma cadeira elevatória agrícola da Stannah.

Adiante, ouve bem. Estou zangado contigo.

Ia dizer-te. Queria garantir que estava tudo bem.

Fizeste um campo inteiro sem mim.

Sim. Já fiz quase 20 acres.

- Sem mim? - Sim.

Quando é que ias dizer?

Quando terminasse a cevada!

Raio do cabrão. A sério, não acredito que ele fez isto.

Deixando de lado a traição do Kaleb, estava agora de volta ao meu lugar feliz.

Este trator é melhor. É mais alto, permite ver melhor o interior do atrelado.

De volta ao pátio, a cevada seria armazenada no nosso novo celeiro de pedra.

A cerca do gado vai tornar isto muito complicado.

Céus!

É uma entrada estreita.

Merda! Onde raios é que eu bati?

Isto é uma real emergência. Bati em alguma coisa.

E a minha cadeira elevatória da Stannah passou-se... Valha-me Nossa Senhora!

Merda! Merda, merda!

A primeira vez que usamos o celeiro.

E ele deixou a cerca cá fora,

a cerca do gado, dificultando as descargas.

Ruivo mandrião.

Arruma a merda da cerca do gado.

Porque é que não faz as coisas?

Certo.

Agora temos um problema.

Vou falar a sério.

- O que foi? - Estou piurso.

- Estou mesmo piurso. - Porquê?

A cerca do gado devia ter sido arrumada.

Devia mesmo, Kaleb.

Está lá por causa do rastreio à tuberculose.

Mas ao fazer marcha-atrás com um trator destes...

Bati na parede.

Tive de arrumar a cerca do gado. Eu tenho 63 anos.

Tive de arrumar a cerca sozinho para poder descarregar isto.

Bem, eu não...

Não, a sério.

Acho que devíamos estar a carregar a cevada para o estábulo do gado

porque vai sair daqui a uns dias.

Por isso foi para aquele.

Mas é difícil descarregar lá.

Eu só faço esta manobra.

Mas olha para o teu trator. É minúsculo.

Não comprasses um trator enorme.

Devias ter arrumado a cerca previamente,

se íamos usar aquele celeiro.

Vou descarregar.

Aquele rapaz não gosta de ser mandado. Raio dos millennials.

Ouviram algum "desculpa"? Não, eu também não.

Ele é um otário.

Se houver mais alguma coisa, avisem-me.

É melhor arrumar aquele ramo.

Só para prevenir.

O resto da tarde foi uma saga ininterrupta de homem e máquina

desavindos.

Merda!

Foi um daqueles dias.

Não. Aquele pé. Isso.

Porra! Não, está...

- Está bem. - A minha perna!

- Levanta. - Merda! Esta porcaria!

- Acho que não funciona. - Pois não. É inútil.

A minha altura favorita do ano estava agora muito longe disso.

Estava a sentir-me mal por me ter passado com o Kaleb,

por causa da cena com a cerca,

e porque tudo o que costumo achar engraçado,

hoje só me estava a irritar.

Essencialmente, tratar da colheita e do bar ao mesmo tempo

estava a revelar-se excessivo.

Estou exausto.

O que é?

Uma sanduíche... para ti.

Não, não, não... A sério.

Quase me arrancou a perna.

- Quem fez? A Lisa? - Sim.

Obrigado.

Qual foi a última leitura da humidade?

Esta última carga. 13,2. Seca.

Está mais seca.

Isto permitia-nos prosseguir até ao fim da tarde.

A escassa luz assegurava que homem e máquina permaneciam desavindos.

A Lisa veio e gentilmente trouxe uma sande de fiambre.

Ajuda. Houve um... Esperem, tenho de sair.

Um drone acabou de bater na ceifeira. Aguardem.

Um drone bateu na ceifeira.

Terei feito algo para merecer este azar?

Previsivelmente, voltou a chover durante a noite,

portanto, de manhã, estava demasiado húmido para colher.

Então, fomos os dois ajudar no bar.

CATORZE DIAS ATÉ À ABERTURA NO FERIADO

Isso é para aí.

Estava uma azáfama completa,

mas tínhamos cumprido uma das tarefas mais importantes.

Se o ligarem a esse metal, nós apanhamo-lo aqui.

Tínhamos agora um abastecimento de água adequado.

- Boa, já está! - Sim!

O Alan tinha acordado com um agricultor vizinho

poder aceder à sua rede de água.

Se eu continuar ali, dou uma olhadela.

Para dar com o tubo.

E depois os seus rapazes ligaram-no,

através de quilómetro e meio de tubo, ao bar.

Este é o depósito de água.

Temos água, e a esta parece-me bastante limpa e saudável.

Ótimo.

Isto significava que os trabalhadores estavam ocupados.

Limpa isso, Darryl.

Eu acho, K...

Então, o Kaleb e eu decidimos fazer alguns trabalhos menores no interior.

Deve ficar bem colado à parede, não achas?

Sim. E a corrente?

Vamos pô-la no meio.

Faz uma marca.

Sim, mas a corrente não está...

Fica no meio, vês?

- Partiste-a. - Sim.

Partiu.

Eu sei. Eu ouvi-a a partir.

- Liga isso. - Pronto? Ligado.

- Pela positiva, foi só a seta. - Não há positivos.

Feitas as contas, ainda bem que nenhum de nós foi solicitado

para ajudar a montar a enorme tenda do Grand Tour.

A qual, graças ao excelente trabalho dos profissionais,

estava agora erguida e pronta a ser preenchida com coisas.

Isto passou pelo Círculo Polar Ártico, pelo deserto da Califórnia,

por Joanesburgo e por Roterdão.

Já percorreu o mundo. E agora, está aqui.

Olá!

É grande, não é? Maior do que me lembrava.

É enorme.

- Ainda não há muito aqui dentro. - Não.

Mas podíamos agora começar

a montar a minha garrafeira e talho,

que se chamaria Hops & Chops.

E com isso em andamento, era hora de conhecer o David...

- O meu favorito. - Certo.

... que também forneceria carne para o bar.

Visualizo o balcão no meio.

Onde um lombo inteiro ou um filete podem ser desmanchados e fatiados.

Algo teatral também. Os clientes adoram.

Certo. Expositores de produtos.

É relva artificial que colocam num balcão de talho?

Sim, pode pôr relva artificial. Eu não o faria.

Eu punha couve fresca.

Sempre couve fresca.

Coloca-se entre a carne e fá-la sobressair.

- Faz a carne sobressair. - Sim, é um bom uso da couve.

Passámos então para um tema importante que se tornava cada vez mais incómodo.

- Então, produtos britânicos. - Sim.

Quando recebi as instruções britânicas...

Eu tinha uma regra,

para apenas vender coisas cultivadas ou criadas.

- Nada de Coca-Cola ou café. - Certo.

Com o passar do tempo, comecei a compreender

o quão difícil isso é.

- Certo. - Não podes mais ter gin tónico.

Porque tónico, quinina.

Não podes mais ter gin com limão, por causa do limão.

Nada de gin e laranja.

Só podes ter gin e água.

E, pelos vistos, ninguém bebe isso.

- O mesmo se aplica à carne. - Exato.

- Pimenta. - Pimenta preta.

Isso aplica-se muito nos produtos de carne.

A pimenta preta, de facto, é um assunto sério.

Se alguém cultivasse pimenta preta neste país,

compraríamos a sua pimenta preta e não a pimenta preta importada.

Mas, atualmente, ninguém o faz...

E conservantes.

Pois, isso é...

- Isso vai ser difícil. - Já mo explicaram.

A carne ganha um aspeto rançoso se não os usarmos. É verdade?

À medida que a carne é processada, fica oxidada.

Assim que oxida, tem um prazo de validade de três dias.

O que serve para a carrinha dos hambúrgueres,

porque os despachas rapidamente,

mas no talho, esses hambúrgueres vão acabar por ficar...

Se não usar conservantes, vão ficar...

- Sim. - ... castanhos.

Pode ir parar ao frigorífico de um cliente e, dois dias depois,

alguém abre a porta e pensa:

"Credo! Não vou comer isto."

- "Comprei carne podre." - Sim.

E os conservantes não são feitos cá.

Isso vai ser um desafio.

Todos querem ser influencers no Instagram.

Ninguém quer inventar...

Coisas necessárias.

... conservantes da carne.

- Não é relevante para eles... - Já temos influencers que chegue.

- Falta interesse pela carne. - Pois é.

A conversa com o David fora inquietante

e não havia tempo para pensar numa solução.

Porque com o tempo a passar,

estava a ser bombardeado com perguntas de toda a gente.

Preciso de falar convosco

sobre como vai funcionar o fornecimento de alimentos.

Porque não é só o porco e a vaca,

é a farinha, o açúcar, a batata, os legumes.

Gostaste das cadeiras? Não estas duras de madeira.

Estamos a pensar numas de tecido.

Esta sebe é para aqui?

- Sim. - É para ser cavada?

Um contentor marítimo? Porquê?

Precisamos de um sítio onde pôr o nosso stock.

Vai parecer o porto de Leixões, se puseres aqui outro.

O que achas de desfibriladores?

- Há uma questão com a energia. - Qual?

Precisamos falar sobre gin.

- Gin? - Sim.

O que acha de um candelabro de chifres na sala de rodízio?

Com quem falo para tornar o interior desta cozinha apto para alimentos?

O quê?

Compramos bancos de dois tamanhos?

Já não estou certa.

Algo que dê vibes de jardim na relva.

- Sim. - Mas as redondas custam 540 libras.

E o bom desse mobiliário de jardim é que é...

Com tantas perguntas, é difícil focarmo-nos devidamente em algo.

Porque perguntam-me: "Que devo fazer com o chão?"

E a meio da minha resposta,

o Mark diz: "Preciso de outro contentor."

Para tentar abafar as perguntas incessantes,

decidi envolver-me no trabalho mais ruidoso em curso.

Remover as árvores perigosas e instáveis do antigo local de engate.

VEM-TE NA MINHA BOCA

Assim que as árvores foram cortadas, avancei com o triturador remoto.

Aqui vamos.

Boa.

A minha segunda máquina favorita no mundo.

E sim, ouviram bem.

Porque, agora, eu tinha uma nova máquina favorita no mundo.

- Pronto, Kaleb? - Sim.

Deem todos as boas-vindas ao Triturador de Cepos.

Olha só!

Vais ter de arranjar um.

Que belo som!

Onde está o próximo?

Há um aqui!

Esta é a coisa mais satisfatória que já fiz.

Não o vai arrancar, Kaleb,

porque ficará a meio metro de fundo.

Uma vez triturados os cepos, passei para outro trabalho com madeira.

Mas este era muito mais delicado.

Qual é a tua ideia para isto?

O teto é todo assim.

- Vais pôr luzinhas à volta? - Sim, luzinhas em toda a volta.

- As luzes... Mexeste-te. - Merda.

Houve alguma mulher envolvida na realização prática disto?

- Que raios? - Então, agora...

- Isso é serradura? - Tenho tanta serradura nos olhos.

Que tamanho de grampo queres?

Certo. Vamos lá.

Segura-o direito.

Pareço o Miguel Ângelo.

- Já está, Jeremy. - Finalmente.

- Merda! - Cabrão!

QUATRO DIAS ATÉ À ABERTURA

Com o dia de abertura prestes a chegar,

o tempo avançava a um ritmo alarmante.

Mas, dada a natureza intermitente do tempo,

o Kaleb e eu tínhamos de fazer colheitas sempre que era possível.

- Tens o material todo? - Sim.

E hoje parecia promissor.

Vamos ouvir.

Certo. Qual o teu palpite?

15,4.

Vou dar o palpite enquanto oiço.

Vou dizer 15,7.

Caramba! Vamos lá!

É melhor não mostrar a ninguém.

- Qual foi o teu palpite? 14? - Sim, 14,1.

- Sim, eu disse 14... - Acertámos os dois... Aí têm.

- Vejam 14,1. - Em cheio.

- Nem sei para que testamos. - Exato.

Esta manhã, pensei: "Não há orvalho."

- Não. - E não havia. Vamos para os tratores.

De volta ao pátio, subi mais uma vez para o Millennium Falcon rural.

Ar condicionado ligado.

É tão silencioso e discreto que mal se nota.

Aí está.

ASSISTÊNCIA

Tenho um alarme,

um alarme vermelho, a juntar ao alarme amarelo do apoio de braço.

E isto azul engraçado...

... que parece ser do AdBlue, ou ar condicionado. Não sei.

Alarme do apoio.

Que raio!

Para de apitar!

Este trator foi uma compra catastroficamente má.

Vou tirar o meu trator prateado da reforma

porque é melhor do que este.

O plano era colher a restante cevada.

Mas tínhamos pouca esperança numa boa safra

porque, neste campo, as ervas daninhas tinham-se propagado.

Olhem bem.

Aquilo é suposto ser tudo cevada.

Vejam as ervas verdes por todo o lado.

É um verdadeiro desastre.

O Charlie já tinha dito que, devido ao mau tempo deste ano,

devíamos ficar satisfeitos se tirássemos 5 toneladas por hectare.

Mas à medida que a tarde avançava, tornou-se claro que nem isso atingiríamos.

K, queres saber quanto é que colhemos?

Nem por isso.

0,9 de uma tonelada.

1,9 toneladas por hectare?

Não, não é 1,9. Zero vírgula nove.

Meu Deus! Isso é...

É por isso que o meu trator está sempre a apitar.

Diz: "Estão a perder o vosso tempo a fazer isto. Não cultivaram nada."

Com o tempo a manter-se, continuámos a colher durante o dia seguinte

e até à noite.

Mas o esforço de conciliar o bar e a colheita

estava a dar cabo de mim.

Não dormi mais de quatro ou cinco horas

nos últimos dez dias.

Estou exausto.

Dois dias de colheita...

E estou de volta ao bar.

Fecho isto. Telemóvel em silêncio.

Estou incontactável.

No entanto, esta foi uma breve pausa.

DOIS DIAS ATÉ À ABERTURA

Porque, na manhã seguinte, o primeiro telefonema do dia

meteu-me de novo no tapete rolante do stress.

- Olá, Annie? - Olá.

Estou a sair do bar. Olá.

Como está tudo?

Um pouco stressante. Vai ser no limite.

As casas de banho não vão chegar a tempo.

E quando chegarem, vão estar numa grua.

Não vamos poder instalá-las se houver muitos carros.

E será preciso um dia de canalização para as instalar.

Não há casas de banho que chegue. Só há duas no bar para...

Só há duas no bar e nenhuma na tenda.

Não há que chegue para todos.

Certo. Vou já tratar disso.

Quais são os outros problemas?

Estamos sem eletricistas.

Ontem, houve picos de energia na tenda.

Eles estão ocupados no bar.

O problema é que as obras ainda estão em curso.

Estão longe de terminadas.

A cablagem. O sistema de som.

A parte elétrica. Não pendurámos quadros. Falta a carpintaria.

Falta a marcenaria. Está tudo por terminar.

Ainda nem limpámos a alcatifa. Estamos longe de terminar.

As prioridades eram claras.

Um, montar o novo balcão.

Dois, tirar os eletricistas e instaladores da cozinha,

para que o Nick possa cozinhar.

E três, tirar os marceneiros e decoradores de todo o lado,

para que a Sue e a Rachel possam transformar este estaleiro num bar.

Se as mesas estiverem alinhadas e num nível baixo,

parece mesmo uma sala de jantar.

Vamos fazer isso aqui,

a luz cintilante dos copos, fica agradável e organizado,

e é aqui que se traz a mãe para almoçar ou outra coisa qualquer.

Naquele balcão, queremos ver animação, certo?

Pessoas sentadas ao balcão,

- no centro... - O cão.

... um cão no chão. E haverá cadeiras altas e baixas.

Nas 24 horas seguintes, o trabalho decorreu a um ritmo alucinante.

Avança um bocado.

Precisamos disto enquadrado.

Para ficar alinhado quando vier o trator.

Isto está a andar.

Os eletricistas, contudo, estavam com sérias dificuldades

em pôr a cozinha a funcionar.

Sabem quando terminarão na cozinha?

- Hoje. - Hoje.

- Têm a certeza? - Sim.

Ele precisa mesmo... Estou a tratar disto, Nick.

No final de mais um dia cansativo,

rezava para que estivesse demasiado húmido para uma colheita vespertina.

Mas não estava.

Então, tive de ir ao pátio pôr o Lambo a trabalhar.

Estou cansado.

Perdão.

Abrir um bar

e fazer uma colheita, ao mesmo tempo...

Pois.

Como estamos, Simon?

Acho que está cerca de 80 % cheio.

Certo, uma carga noturna.

Certo.

Isto pode levar a noite inteira.

E levou.

UM DIA ATÉ À ABERTURA NO FERIADO

O que significava que, de manhã,

eu estava para lá de exausto.

Quero-vos fora desta cozinha, agora.

- Está bem. - Já!

Quanto tempo precisas? Pensei que acabavam ontem.

Mais uma hora ou duas.

Não.

Disseram-me que ficava pronto ontem.

- Não podemos abrir a cozinha... - Certo.

... até vocês terminarem.

Olhem para o raio da cablagem.

- Desculpa por isto. - Ficou combinado ontem...

Garantiram-me que isto ficaria terminado ontem à noite.

Disseram-me: "Vai ficar pronto", ontem à noite.

Demorará mais uma ou duas horas.

Quem disse isso?

Podemos esclarecer que "terminado" para se poder cozinhar é

ter os tetos... Colocar portas ali.

- É ser seguro para cozinhar. - Sim.

- Vamos fazer comida aqui. - Assim não.

- Não basta... - Isto cabe aos eletricistas.

No que nos diz respeito,

- isso é-nos indiferente. - Alan?

Já se foi um dia de preparação.

Isto tem de estar terminado às 10 horas.

A Rachel e a Sue estavam no mesmo barco que o Nick.

Se tivéssemos tempo, fazíamos uma limpeza a fundo

e organizávamos a mobília. Estamos contra o tempo.

Vamos tirar os móveis

porque é preciso numerar as mesas

para programar as caixas de acordo com os pedidos.

- Mesmo com o chão neste estado? - Sim.

Porque é que temos picos de energia?

Na tenda, tem havido picos de energia.

Vai acontecer porque ainda estamos a corrigir falhas.

Temos 200 amperes para partilhar.

- Eu sei. 50 vão para ali. - Sim.

Não sei o que é um pico de energia,

mas parece que têm 50, depois dez e depois 100.

Há falhas neste lado e estamos a ver como resolver isso.

Passou?

Desta vez, os eletricistas cumpriram com a sua palavra.

E, a meio da manhã, desocuparam a cozinha

para que esta se enchesse de cozinheiros.

Nick? Onze da manhã.

Sim. Fantástico.

- Tardou. - Pois foi. Mas está viva, capitão.

E foi mesmo a tempo, porque logo

começaram a chegar membros da cooperativa agrícola com provisões.

- Ovos. - Para ti.

Veio o Mr. Cacklebean.

- Onde os queres? - Na cozinha.

- Olá, Emma. Como estás? - Bom dia!

A Emma da leitaria.

- Isto é leite? - É o teu leite, sim.

É melhor pôr no frigorífico.

E a Imogen da quinta de legumes.

Trouxe-te batatas.

Boas notícias.

Trouxe-vos batatas.

- Ótimo. Bom trabalho. - Nick?

Com que frequência necessitaremos de entregas desta dimensão?

Quando isto estiver a funcionar bem,

gastaremos mais de 500 kg por semana.

Acho que vamos precisar de cerca de 750 kg por semana.

Isto deixa-me muito contente...

Passados dois anos, desde a primeira conversa com a Imogen

sobre criarmos uma cooperativa,

até à entrega de batatas no nosso restaurante...

- Sim. - Deixa-me de coração cheio.

Temos de apoiar a agricultura britânica. Temos de usar pimenta preta britânica.

Pimenta britânica.

- Quanto custa? 100 libras... - 100 libras o quilo.

Em vez de 10 libras.

O puré não vai levar pimenta, então?

- Vai sim. - Só uma pitada.

Vai ser pimenta da Cornualha.

Vamos lá.

Toca a andar.

À hora do almoço, começou a chegar o pessoal recém-recrutado.

Olá!

E para que se ambientassem,

a Sue e a Rachel instruíram-nos com um discurso de RH focado na Geração Z.

A principal coisa que procuro é um sorriso enorme,

uma mentalidade positiva, uma postura proativa e camaradagem.

Estamos juntos nisto e queremos todos que seja um sucesso, certo?

Queremos que se sintam seguros e capazes de fazer bem o vosso trabalho.

Decidi acrescentar algumas palavras motivacionais da minha autoria.

Uma coisa que eu não suporto são lorpas.

E não vos quero desleixados a apoiarem-se por aí.

O objetivo é apoiar a agricultura britânica.

Se alguém quiser uma Coca-Cola, pode ir à merda.

Percebem? É tudo comida boa cultivada localmente.

E isso custa um bocadinho mais.

Vão ter pessoas a dizer: "Tão caro?"

Podem responder: "Ouve bem, seu otário.

Se queres comer merda cultivada na Indonésia cheia de serradura,

há muitos outros bares por aqui que te podem servir isso."

Muito bem. Divirtam-se.

Com as mãos extra a bordo, voltámos todos ao trabalho.

16h30

Isso é para ali.

E, logo, chegou o pessoal para desmontar a minha tenda.

Desculpem lá.

Deixem ver. Com jeitinho.

Coloquem bem a extremidade.

- Está bem? - Sim.

- É isso, rapazes. - Fantástico.

Boa.

Ao fim da tarde,

com os guarda-sóis baratos a tornarem o deck uma verdadeira esplanada...

Está muito melhor.

... dei-me conta de que a peça emblemática do bar

ainda não estava presente.

- Sim? - Hammond.

- Como estás? - Tudo bem. E tu?

Muito bem, obrigado.

É incrível apanhar rede.

Estou nos Himalaias. Portanto...

Desculpa. Estás onde?

Sim, estou a andar de mota.

Ouve, como... Não. Não quero saber das tuas férias.

- Então e o meu... - Estou a 11 000 pés.

Lembras-te de quando subimos muito alto e tu comeste Viagra?

- Tive de... - Onde está o meu trator?

Vai chegar hoje?

Felizmente, os homens do Buttons não eram motociclistas malandros.

E uma hora depois, estavam lá.

Olhem só!

Caramba!

- Está cromado? - Sim.

É tinta cromada.

Nunca vi o Richard Hammond fazer um bom trabalho,

e suspeito que não o tenha feito porque está no Nepal.

Foi a malta dele que fez.

- Não vai ficar lindo no teto? - É incrível.

Parece um desperdício pô-lo no bar.

- Pendurado no teto? - Sim, eu sei, mas...

Está fantástico!

Poucos bares têm um assim.

- No teto. - Até deixou publicidade.

- Olha só. - Que homenzinho triste, não é?

Olha só.

- Há montes de espaço. - Sim.

Mas ainda havia muito trabalho a fazer.

19:00

E íamos trabalhar até de madrugada.

Mas nas últimas 48 horas,

esta incrível equipa de pessoas conseguiu um milagre.

É o amassador.

- Isso é para o crumble, não é? - Sim.

Crumble de maçã.

Olha!

O Ari e a Sans.

- O Richard Ham! - Cãezinhos.

O Richard Ham.

Com o seu olhinho negro.

Olha, olha.

Temos mesmo um talho.

Olha esta carne.

- Meu Deus! - Não é bonito?

Fomos, depois, ver a nova loja da quinta da Lisa.

Bonita, não está?

- Velas. - Pela manhã, isto vai estar repleto

- de pão, bolos e coisas frescas. - E podes vender os teus aromas,

sem o Conselho Distrital de West Oxfordshire

- a berrar contigo. - Pois é.

- Está alguém aí em cima? - Sim!

Podes ligar as minhas luzinhas dos ramos?

Deve ser...

"E Deus disse: 'Faça-se a luz', e fez-se a luz", e é lindo.

O trator está ali.

Os doseadores estão postos. Ótimo!

Vamos ter isto pronto amanhã à hora de almoço?

- Sem dúvida. - Garantidamente?

Sim, a alcatifa está imunda.

Está um desastre.

Mas aqui tem o aspeto de um bar

e ali tem o aspeto de um restaurante.

Portanto, eu sei... Se calhar estou a provocar o destino,

mas estou cautelosamente otimista de que isto estará pronto

amanhã ao meio-dia.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO

Parem a música!

ENTRADA

Meu Deus!

Merda para isto. Não.

Sem energia, sem ventoinhas e sem gás.

Céus!

Legendas: Pedro Silva Mota

Supervisão Criativa Hernâni Azenha

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