All language subtitles for Cris.Mir+¦.Ella.S01E08.Final.Act.1080p.MAX.WEB-DL.DD+5.1.H.264-playWEB

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Original subtitles

ISTO BASEIA-SE EM FACTOS REAIS. HOUVE MODIFICA��ES PARA FINS DRAM�TICOS.

Enviaste o comunicado?

- Sim. - Com o t�tulo, como pedi?

"Cris Mir� celebra os primeiros dez anos de carreira."

Est�s contente?

A tua estreia foi h� quatro anos. Bateste com a cabe�a na parede?

Descobriste-me h� quatro anos,

mas comecei muitos anos antes a trabalhar em teatro independente.

- Com Orgasmo Apocal�tico. - Meu Deus!

Quem inventa esses t�tulos?

S� a Avenida Corrientes tem valor!

Promete-me que, a seguir, vamos concentrar-nos a s�rio.

Posso?

Est�s diferente.

Perdi alguns quilos.

Mas estou espetacular.

N�o, n�o � isso.

Est�s mais adulta.

Antes era bonita.

Agora sou s�bia.

CRIS, 1997

Que coisa linda!

Deixei algumas p�ginas em branco

para quando acabares a faculdade.

Nada te chega.

Esta � a tia como "Rapariga do Ano".

- Esta foto � linda. - �s uma grande f�.

- Gosto mais de ti como tia. - Obrigada, meu amor.

E este � o artigo do espet�culo no Maipo.

- E tenho a cr�tica. - O espet�culo que nunca viste.

Consigo ser um pouco teimosa quando quero.

S� quando queres?

Que linda! Lembras-me de mim em jovem.

Est�s melhor. Um pouco magra para o meu gosto.

- Comes bem? - N�o exageres, m�e.

Bom, eu e a Clau temos algo a anunciar.

E a Leti tamb�m.

Queres contar, meu amor?

- Vou ter um irm�ozinho! - N�o!

- Sim! Ela est� gr�vida. - Parab�ns!

- Que bom! Um irm�ozinho! - Fant�stico!

- Est�s de quanto tempo? - Tr�s meses.

- Ser� o teu segundo neto! - Que sorte!

- V�. Upa! - Que bom!

A s�rio? Com a m�o?

- N�o consigo evitar. - E na outra? Uma colher.

- Usa-a. - Gosto de usar as m�os.

- O que foi? - Sai! N�o me toques.

Se tiveres um rapaz, n�o lhe chames Sergio.

Quero mesmo que seja rapaz.

Jogar futebol com ele, lev�-lo aos jogos...

Adorava.

E se ele gostar de brincar com bonecas, como a tia?

�s terr�vel, meu.

Desculpa. Minha.

� uma pergunta a s�rio.

E se o pequeno Sergio for maricas?

O que far�s? Continuar�s a am�-lo?

Isso � pergunta que se fa�a? �bvio!

V�, sai, sai.

Preciso de espa�o.

A m�e tem raz�o, sabes.

Est�s muito melhor. Com mais energia. � �bvio que o tratamento est� a resultar.

Parece que sim.

A m�e n�o � burra, sabes? Est� sempre a perguntar-me.

Ela n�o pode descobrir.

Sergio.

O que me pedes � dif�cil.

Mas posso continuar a confiar em ti?

Sim... Pergunto-me o mesmo. Posso continuar a confiar em ti?

Quando � que ser meu irm�o foi f�cil?

Cris! Anda!

O que foi, m�e?

Olha.

- N�o! - Para o teu espet�culo.

- Experimenta-o. - N�o posso acreditar!

V�. Experimenta.

- Assim? - Sim.

Estraguei, remendei.

- Gostas? - � lindo! Lindo!

Nunca disse isto

mas, quando estava gr�vida de ti,

eu queria uma filha.

Aconteceu, por fim.

Obrigada, m�e.

Que bom que chegaste! Ajuda-me. Esta bainha est� a dar comigo em doida.

Pareces exausta.

N�o vamos conseguir, mi�da.

Olha aqui.

N�o acredito! Era da tua m�e.

� como um d�j� vu ao contr�rio.

- Vais usar no espet�culo? - �bvio que sim!

N�o acredito! Fizeste!

N�o comes mais nada, glutona.

Senta-te. Ajuda-me. P�e o strass nesse tecido.

Vamos p�-lo no vestido da Gaby.

O dourado.

Por fim, trabalhamos juntas.

Vai ficar espetacular.

Mas n�o ser� melhor do que o Memorabilia.

Lembras-te daquele vestido?

- Sim. - Onde estar�?

Deve estar l� em cima, algures naquele arm�rio.

E aquela coreografia horr�vel que inventaste?

O qu�? Era linda!

S� nunca conseguimos que esticasses as m�os e os p�s.

- Duvidas do meu talento? - Jamais.

Atrevida!

Esse vestido ficava-te muito bem.

Bastam uns ajustes nos ombros.

Fazia-te um rabo giro.

Se gostares, � teu.

Caso me atreva a us�-lo?

Esse vestido fica melhor com mamas.

Como estas. Gostas?

- Sim. - Toca-lhes.

- N�o. N�o! - Olha para elas.

- N�o gostas? - Larga-me.

- Temos de acabar! - Eu n�o me importo.

- Larga-me! - Eu posso mostrar-tas.

Para! N�o, n�o, n�o!

�s mesmo est�pida!

- E o "cha�sque"? - O qu�?

- O ch� com u�sque. - Est� mesmo a�.

Est�s a ver-te grega com o cabelo, Cris.

- Ao menos � natural. - Quem pode, pode.

Como est�o? Estamos quase.

P�e a peruca! Adoro as tuas unhas.

- Obrigada. - Mais volume.

Olhem para as marcas no ch�o.

- Como nos ensaios. - Sim, as marcas no ch�o.

Muita merda. Vai ser lindo. Vamos l�!

Muita merda!

Celebramos o 10.� anivers�rio de Cris Mir� no mundo do espet�culo.

Como te ocorreu esta festa, Cris?

� a minha maneira de dizer a todos,

� comunica��o social, � imprensa e ao p�blico,

muito obrigada.

Tinha um quarto cheio de vestidos guardados

e um dia, a minha amiga Guille Morales, que ajudou esta noite,

perguntou-me o que ia fazer com tudo.

Ent�o, decidimos fazer um desfile!

- Como est�s? - �tima.

- Ent�o, todos estes vestidos s�o teus. - Sim.

Todos destes dez anos.

Dez anos em que me pude expressar em palco

e fui celebrada e admirada por este p�blico maravilhoso,

que sempre me acompanhou.

Como est�? Boa noite. Como vai?

Estou muito empolgada e feliz.

Usei estes vestidos quando andava no teatro clandestino,

na minha estreia como atriz de espet�culo no Maipo

e todos os espet�culos pelo meio.

Cada vestido tem uma parte de mim,

uma parte da minha hist�ria.

Esta � uma forma de encerrar um cap�tulo,

dizer adeus a todos estes anos maravilhosos

e a todas as coisas que fiz.

Trata-se de celebrar o presente na expectativa do que est� para vir.

Obrigada, Cris.

Obrigada. Espero que gostem do espet�culo.

Como sempre, sou a primeira.

Bravo.

Isso!

Porqu� a pin�a agora, rapariga?

- Tenho um pelo horr�vel. - N�o, mas...

Est� tudo a postos.

Est�s linda!

Adoro! Espera pelo sinal � esquerda.

- Est� bem? Boa. - Linda.

- Que franja � essa? - Este tempo d� cabo de mim.

- D�-lhe um jeito. - Est� bem.

- Que visual forte! Adoro! - Como sempre, querida.

- Linda. Sim. - Meninas.

- Ou�am uma coisa. - Depressa.

- Sim, tenho algo a dizer. - O qu�?

Venham c�.

Estou muito feliz por vos ter comigo esta noite.

Todos estes anos juntas.

Rimos, chor�mos por causa de homens,

and�mos pela Avenida de Santa F� e demos espet�culos em s�tios horr�veis.

Estes �ltimos dez anos tamb�m s�o vossos.

- Amo-vos, suas malucas! - Tamb�m te amamos, cabrona.

E, agora, vamos mostrar a estas pessoas quem n�s somos.

- � nossa! - Vamos come�ar?

- Vamos. - Eu vou j�.

Cinco minutos, linda. Preparem-se.

Bora!

Com licen�a.

Olha quem � ele!

- Tanta gente! - Est�s a ver?

- Foi aqui que nos conhecemos. - Sim.

Entraste pela porta com os teus sobrinhos, claro,

e paraste em frente ao espelho.

Perguntaste-me o meu nome.

Respondi-te toda envergonhada. Lembras-te?

N�o gosto de nostalgia. Faz-nos velhos.

V�, sente um pouco mais. Aqui mesmo, no teu peito.

Mal te vi, soube que eras uma estrela.

Nunca duvidei disso e n�o me enganei.

V�s como tens sentimentos?

O piloto de O P� Compacto � um �xito.

� assim que vais entrar para o mundo da televis�o.

Ser�s impar�vel como apresentadora.

- Tens de saber uma coisa. - Espera.

Temos de falar com a esta��o e ver como querem vender o programa.

- A dire��o deve dizer... - Marito, preciso que me ou�as.

O que se passa?

Lembras-te de me contar a hist�ria do Lobato?

A deusa da Avenida Corrientes

que desapareceu, um dia, e n�o se deixou ver doente?

Sim, o que tem?

Hoje, � o �ltimo dia da nossa parceria.

Hoje, deixamos de trabalhar juntos.

Como assim?

N�o consigo cumprir o nosso pacto.

Se n�o fosse por este espet�culo, a imprensa falaria da minha doen�a rara.

O que est�s a dizer? Est�s �tima!

Isso n�o � verdade!

E tu disseste que eras saud�vel.

N�o sou assim t�o boa atriz

nem tu �s assim t�o ing�nuo.

Est� bem, mas �s saud�vel, tens bom aspeto.

Vai correr tudo bem.

J� n�o se morre disso como antigamente.

- E est�s a fazer o tratamento. - Eu quero parar.

N�o me quero sentir mal. Quero estar bem.

Quero que se lembrem de mim como vivi.

Linda.

Gra�as a ti, este pa�s conheceu a Cris Mir�.

E foi maravilhoso.

Sei que a decis�o � dif�cil de entender.

N�o te pe�o que compreendas.

S� quero que estejas ao meu lado,

sem me julgar.

Porque n�o me disseste antes?

Porque �s o Marito Delmonte.

- Exigi demasiado de ti? - N�o.

Fizeste de mim uma estrela.

Sim.

E eu pude brilhar.

Mas nas palavras da Garbo:

"Agora, quero estar sozinha."

Preparada para a grande final?

Preparada.

O que dizes?

O que queres?

Vive a tua vida.

� hora de brilhar.

Amo-te muito.

E eu a ti.

Vamos.

CRIS MORREU A 1 DE JUNHO DE 1999, MESES AP�S O ESPET�CULO.

TINHA 33 ANOS.

FOI UMA ESTRELA QUE ABRIU AS PORTAS DO MUNDO DO ESPET�CULO ARGENTINO.

25 ANOS DEPOIS, CONTINUA A SER UM S�MBOLO DE LIBERDADE SEXUAL

E DA IDENTIDADE DE G�NERO.

O MEU NOME VERDADEIRO

� O QUE EU SINTO.

Legendas: Ana Filipa Vieira plint.com

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