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Porque � que o escuro te d� medo, Phil?
N�o sei bem...
Tenho medo que haja l� algo que eu n�o consiga ver.
Sabes o que isso poderia ser?
Se soubesse, provavelmente n�o teria medo.
Acho que � isso que queres dizer, n�o �?
�s vezes a parte mais dif�cil � admitir para ti mesmo que h� algo que te d� medo.
De que tinhas medo quando eras mais novo?
N�o podes contar isso a ningu�m.
Eu tinha esse pesadelo que nunca terminava.
Michelle, pelo amor de Deus, o que est�s a fazer? Estou em sess�o!
� a av�...
Se houver algo que eu possa fazer...
- Ol�. - Ei, Bob.
- Ela estava doente? - N�o, ela...
A tua av� era t�o gentil. Lamentamos muito.
Eu sou Maria e esta � a Jules.
�s a Chelle, certo?
Na verdade, � Michelle. O meu pai � o �nico que me chama Chelle.
- Como � que a conheciam? - Era nossa patroa.
N�s limp�vamos a casa dela todas as semanas.
De qualquer maneira, n�s sentimos muito.
- Adeus. - Obrigado. Adeus.
Agradecemos por estarem aqui hoje...
Preciso falar contigo sobre a tua m�e.
Lamento. Acho que n�o o conhe�o.
Conheces-me sim.
- Desculpe, acho que n�o. - Mas sabes que o mal est� presente aqui.
- Quem era ele? - Um homem muito perturbado.
Ele disse que o conhecias.
Temos de voltar para os nossos convidados. Vamos.
Ei! Ei!
- Faz ideia de que horas s�o? - Sim, s�o 7:32.
"7:32"?
Sim, s�o 7:32! � hora de dormir, n�o de cortar a relva.
N�o, a Sra. Porter disse que � hora de cortar a relva.
- Olha... Como te chamas? - Sou Steven, o jardineiro.
Ol�, Steven. Eu sou Jon Porter e esta � a minha filha, Michelle.
Oh, �s bonita. Eu referia-me � sua filha.
Steve, a Sra. Porter faleceu. Era minha m�e. A av� de Michelle.
Viemos fechar a casa.
Mas eu corto a relva e se a Sra. Porter voltar, vai querer a relva cortada.
N�o, ela n�o vai voltar.
Que tal nos deixares dormir mais um pouco,
enquanto cortas a relva de outro...
e acabas a relva mais tarde.
Mas a Sra. Porter disse que a relva tem de ser cortada...
- Exactamente �s 7:30. - 7:30.
- Tenho certeza que sim. Est� bem. - Est� bem. Adeus.
Esta casa d�-me arrepios. Quanto tempo vamos ficar aqui?
Isso � bom. Alguns dias? Uma semana?
Sim, provavelmente.
Este �s tu?
- O que � que � t�o engra�ado? - Nada, � que pareces um pouco...
- O qu�? - Parece um pouco parvo.
Eu era o 13. Eu era parvo.
Ela � bonita. Esta � a Lisa?
Sim.
Porque n�o v�nhamos visitar muito a av�?
Eu n�o sei. Ficava enrolado com as coisas.
Pai...
Est� tudo bem se n�o quiseres falar sobre o que est�s a pensar.
Mas podes me dizer isso em vez de fingires que � outra coisa.
Est�s a analisar-me?
N�o! Porco mau! Mau!
- Pensaste no que vamos fazer com isso? - N�o sei. Costeletas?
Vamos, Noodles. Vamos. Sim, bom porquinho.
Vamos, deixa-me ver.
� s� a minha irm� de roupa �ntima. J� vi muitas vezes.
Sim, mas eu n�o. Vamos, PMA.
PMA? Quando � que inventaste isso?
Prioridade de melhor amigo. Se disseres PMA, o outro indiv�duo n�o pode discutir.
Porque ele tem que fazer automaticamente.
Olha s� esses peitos. J� te masturbaste com ela?
Ent�o?!
- Vamos sair daqui. - Sem hip�tese.
Vamos. PMA.
O que temos aqui?
Voc�s fiquem aqui. Eu volto j�.
Parecem fixes!
Est�s linda.
- Grande gata. - �, ela n�o � m�.
- O que eles est�o a fazer aqui? - Eles? S�o s� os meus amigos.
- Achas que ela vai encarar os 3? - � a minha irm�, est�pido.
Eles n�o t�m namoradas?
Porque � que precisam de vir contigo sempre?
Lisa, queres que eu me livre deles? N�o h� problema.
- Fazes isso, por favor? - Absolutamente.
Vou-me livrar de todos, est� bem? Eu volto j�.
Ela n�o topou, ent�o v�o dar uma volta.
- Sabes quem � aquele? - Sim.
� o Tony Reno!
O que se passa?
- Nada. S� estava a pensar. - Parece que viste um fantasma.
Vamos. Vamos acabar por aqui.
JOVEM MI�DA ENCONTRADA MORTA EM CAVERNA
OBITU�RIOS Porter, Lisa
De maneira nenhuma!
Agora eu sei porque as pessoas comem porcos.
- Ol�. - Ol�.
Sei que isto � em cima da hora, mas est�vamos a pensar se...
Vamos ao snack-bar hoje e pens�vamos se gostavas de vir connosco.
Agrade�o-vos muito mas...
Queremos sair contigo antes que voltes para casa para o teu anivers�rio.
- Obrigado, que confus�o aqui... - Podes limpar mais tarde.
N�o, n�o entendes...
Como sabiam sobre o Noodles e sobre o meu anivers�rio?
Ela � assim. Algumas pessoas pensam que � estranho, mas ela � fixe.
N�s ajudamos-te.
Ent�o, no que � que ele se meteu desta vez?
A cozinha inteira...
Eu estava aqui e tinha uma...
Ele tinha comido tudo.
Era um desastre total.
A tua av� amava-o, mas porcos conseguem ser desarrumados.
N�o, n�o entendes. Era um desastre, era um total...
Chiqueiro?
Acho que precisas de um batido.
A ESTRELA
- A estrela. - Ela � t�o cusca.
Se n�o fosse a minha melhor amiga, ter�amos que a queimar.
- Mavler, coca! - J� vou.
Vamos fazer outra vez.
- O parvo. - Sim.
Algu�m precisa de um ajuste de comportamento?
N�o.
OS AMANTES
Vamos, consegues.
Ora, ol�.
Os amantes. Tiraste a carta dos amantes.
Mas � com a carta de cima do baralho que deves ter cuidado.
O DIABO
Foi muito bom.
Deves ser novo por aqui, pois conhecemos todos os rapazes de Glenrock.
Tenho certeza que sim. Sou Tony, Tony Reno.
Eu sou Maria, essa � a Jules e...
- Michelle, certo? - Certo.
Eu ouvi falar sobre a tua av�. Lamento.
Obrigado. Como soubeste?
Essa � uma cidade pequena. As not�cias voam.
- Vais ficar muito tempo aqui? - S� alguns dias, acho eu.
Michelle vai fazer 18 anos semana que vem,
ent�o tens de voltar para comemorar.
Tenho certeza que podemos fazer uma celebra��o excitante aqui.
Talvez possa deixar o teu telefone com ela
e ela liga se estiver interessada.
� uma �ptima ideia.
- Importa-se se eu me sentar? - Claro.
- Que colar fixe. - Gostas?
- Sim. - Experimenta.
- � lindo. - � teu.
- N�o posso ficar com isso. - Claro que podes.
Fica-te muito bem. Considera como um presente de anivers�rio adiantado.
N�o temos que ir fazer aquela coisa?
- Que coisa? - Sabes, aquela coisa.
N�o, eu n�o me lembro de ter que fazer nada.
A n�o ser ficar por aqui.
Bem, acho que tenho de ir. Divirtam-se a fazer aquela coisa.
- Vemo-nos depois, est� bem? - Est� bem.
Tenho duas palavras para ti: Boca calada.
Tenho uma palavra para ti: psic�tico.
- Achei-o demais. - Ele esqueceu-se do rel�gio.
- Mas n�o funciona. - Parece que � teu agora, querida.
Ei, olha para isto.
� �ptimo. Talvez te devias juntar ao circo.
- Cala a boca. - Ei, olha s�.
J� viste a tua irm� nua, mas j� a viste a foder?
Vamos.
Est�o � procura de alguma coisa?
- S� est�vamos... s�... - A correr, certo?
Sim, s� a correr. Vamos, Jon, vamos sair daqui.
Vamos! PMA. Vamos.
Vais � frente. Eu apanho-te depois.
A proteger a tua irm�. Isso � porreiro. Gostei disso.
Est� tudo bem JJ, vejo-te em casa.
N�o te preocupes. Eu cubro-te.
Tens de agir de imediato.
Tens que te preparar, antes que seja tarde demais.
N�o sei do que est�s a falar.
A morte da tua m�e n�o foi um acidente, Jon.
N�o te posso ajudar com isso.
N�o preciso da tua ajuda. Tu precisas da minha.
Vieste at� mim h� 30 anos atr�s de ajuda.
- Isso ficou para tr�s. - N�o ficou.
Posso ajudar-te a deter, Jon.
Afasta-te de mim.
- Ol�. - Ei.
- Tenho o teu rel�gio, l� em cima. - N�o te preocupes com isso.
Espero n�o ter ofendido as tuas amigas ontem � noite.
- N�o. - Trouxeste isso mesmo assim.
Que gentileza a tua. Entra. Entra.
Eu j� ia preparar o jantar.
Parece que ele teve a mesma ideia.
- N�o! Esse � o porco da minha av�. - Deve estar muito sujo.
Na verdade, s�o animais muito limpos.
- Mais limpos que muitas pessoas. - Pai, esse � o Tony.
Ol�, pai.
Ele passou para dizer ol� e trouxe-nos estas flores.
Algo mais que possamos fazer por ti?
N�o.
- Eu vou at� � porta sozinho. - Est� bem.
Sabes, devias ter muito cuidado com essa coisa.
Podes magoar algu�m.
- Vejo-te depois. - Est� bem.
- O que foi aquilo? - N�o gosto dele.
- Eu reparei. Qual � o problema? - Apenas n�o gosto dele.
N�o sei. Faz-me lembrar algu�m que eu conhecia.
Est� bem, mas tem sido muito porreiro comigo.
Ele tentou dar-me um presente de anivers�rio, e trouxe-nos estas flores...
Sim, eu acho que est�s certo. Deve ser um verdadeiro tarado.
A pegar nas cartas?
Ol�, Steve. Sim, estou a tirar as cartas.
Eu costumava �s vezes buscar as cartas para a Sra. Porter.
A s�rio?
� muita gentileza a tua. Tenho certeza que ela gostava disso.
�, mais eu n�o olhava, porque n�o me diz respeito.
Ok. Acho que est� certo. As cartas s�o da conta das pessoas.
N�o trato da vida das outras pessoas porque n�o me diz respeito.
Como n�o me diz respeito dizer de quem deves gostar.
Ok.
Bem, vou entrar agora e cuidar da minha vida.
Est� bem.
Mas se um dia quiseres saber o que eu acho sobre aquele...
homem mau com o carro r�pido...
- � s� me perguntares, est� bem? - Eu pergunto.
Certo, porque ele n�o � como... ele n�o � como gente comum.
Ele � diferente.
Eu vi-o a andar na outra noite. E depois, vi-o a afastar-se.
Oh, n�o. Quero dizer, eu vi-o a andar e ent�o...
E ent�o ele desapareceu.
Ok.
Bem, foi muito bom falar contigo, Steve.
Obrigado.
Bebe isso e todos n�s viveremos para sempre.
Sua aberra��o!
Vou-te arrancar o cora��o e com�-lo enquanto ainda bate.
N�o!
Vamos sair daqui.
Cuidado!
- Ei, qual � o o teu problema? - � melhor acordares.
Vamos sair daqui. Tenho de voltar ao trabalho daqui a 40 minutos.
Archer continua a perturbar-me sobre a morte dela. Tenta me avisar.
N�o consigo entender aquele velho louco.
Ele perguntou-me sobre um velho rel�gio que a Lisa usava quando morreu.
N�o me lembro de haver nenhum rel�gio quando encontraram o corpo.
Bom dia.
- Ol�. - Ol�.
Isto vai demorar bem mais do que alguns dias, pai.
N�s ainda n�o passamos por nem metade dos quartos ainda.
Deixa-me dar-te uma m�o.
Fico feliz em fazer isso. S� n�o quero passar o ver�o inteiro a faz�-lo.
Este � o rel�gio que estavas a usar na outra noite?
- O colar? - Sim.
�...
N�o me consigo lembrar.
�ptimo.
- Achas que conseguimos arranjar? - Claro. Segura isto.
Vamos!
Aqui. � s�...
Talvez dev�ssemos contratar um electricista.
Deve ter ferramentas aqui em algum s�tio.
Aqui est�.
Senhor Porter, devia usar protec��o.
- Eu tenho cuidado. - N�o. Devia usar protec��o.
- Estas s�o luvas de protec��o. - Obrigado, Steve.
Sabe, electricidade... electricidade pode mat�-lo.
Estas luvas podem proteger da electricidade. At� 1 milh�o de volts.
� muita electricidade.
- Obrigado, Steve. - De nada.
Oh, n�o, Senhor Porter. Pode ficar com elas.
Fique com elas por um tempo, pois pode precisar us�-las outra vez.
- Bem... Muito obrigado. - De nada.
- Ol�, Jon. - Ol�, padre.
Mudaste de ideia?
Ligou para minha m�e antes dela morrer.
- Ela n�o me ouvia. - O que sabe sobre a morte dela?
O Sab� est� a aproximar-se.
Este � o �nico modo de os manter afastados.
- Padre, n�o! - Afaste-se!
O esp�rito � voluntarioso, mas a carne � fraca.
E o meu sangue est� a enfraquecer. E eles sabem disso.
- Quem � que sabe disso? - Acreditas no mal humano, Jon?
Acredito que �s vezes as pessoas perdem o seu caminho.
Que resposta t�o criativa.
Deve sentir-se muito seguro a esconder-se atr�s das suas tolices psicanal�ticas.
N�o ouvir o mal. N�o falar do mal. N�o ver o mal.
� assim que ensinam psicologia hoje?
Agora, veja isso.
E nem Salom�o dominou os dem�nios.
Sem d�vida que ele tentou.
A recompensa � muito tentadora.
H� 30 anos atr�s, interrompeste o Sab� cabal�stico.
A tua irm� n�o foi s� assassinada. Foi sacrificada num ritual demon�aco.
Os verdadeiros s�o muito raros e muito dif�ceis de procurar.
Ningu�m sabe quando o Sab� cabal�stico ocorre, o que...
torna a tarefa muito dif�cil.
- Sim, consigo ver isso. - N�o te rias de mim.
J� suspeitas que o que estou a falar verdade.
N�o estaria aqui se n�o suspeitasse.
Deixa-me te tornar algo claro, Jon. N�o consegues fugir disto.
Este mal vai-te seguir para onde v�s.
Ele j� seguiu.
Se quiseres det�-lo, deves cort�-lo na fonte.
Volta onde tudo come�ou.
Mas ele morreu. Morreram todos.
Vi com meus pr�prios olhos.
Um fogo mal-apagado � rapidamente reaceso.
Deves, de algum modo, ter permitido que eles morressem.
A n�o ser que morram pela tua m�o, eles v�m atr�s de ti...
e v�o-te levar e todos pr�ximos � ti com eles.
Ele voltou para terminar o que interrompeste, Jon.
E cada vez que ele matar, consegue trazer de volta um dos seus lacaios.
A n�o ser que o detenhas.
Est�s a dizer que eu tenho de cometer um homic�dio?
N�o vais cometer nenhum homic�dio, Jon. Eles j� est�o mortos.
Aquele livro mostra-te o que precisas de saber.
Leva-o contigo.
A Besta trabalhar� atrav�s do sangue do sacrif�cio no Sab� do 18� ano.
Ele matou a Lisa quando tinha 18 anos, Jon.
E matou a tua m�e para que trouxesses Michelle at� ele.
J� tive que chegasse disto.
Se achas que a minha m�e foi assassinada, quero saber quem fez isso.
Um homem chamado Jim Norman foi o �ltimo que violou um Sab�.
Se n�o acreditas em mim, talvez queiras falar com ele.
A n�o ser que tenhas aberto caminho para o Tony bater na tua porta.
�, parece que � hora do motor hiper-hidr�ulico.
Ok. Vamos l�.
O que se passa de mal com o poderoso Mach 5?
Olha s�.
Um tenis vermelho. De onde veio isto?
Apanhei-te. N�o consegues fugir assim.
Fica a�, porque n�o posso fazer nada sem o meu bon� na cabe�a.
- N�o! - Bem, o que temos aqui?
- Algu�m me ajude. - Ol�, Steve.
Estive a pensar. Nunca tivemos a oportunidade de nos conhecer.
Sabes, n�o sou um indiv�duo t�o mau quando me conheces.
N�o! N�o!
Uma pergunta, se um jardineiro com a boca grande est� sozinho no campo...
e a ser torturado, e ningu�m consegue ouvi-lo gritar, ainda sim d�i?
N�o! N�o!
Para mim, parece um corte de cabelo mau.
Importas-te de me dares uma m�o?
- Bem-vindo de volta. - Quando vamos comer?
Vais fazer s� o que eu te mandar fazer.
Esperei tempo demais para fazer isso certo.
Sei que nos entendemos.
Aqui, veste isto.
Em Fallbrook, tens o n�mero de um Jim Norman?
N�o, senhor. N�o tenho.
- Que tal James? - Tenho J.
Sim, claro. Estou interessado em J.
N�o h� raz�o de ficar nervoso, Sr. � 555-7309.
- 09. Obrigado. - De nada.
Estou?
Estou. Chamo-me Jon Porter. Posso falar com Jim Norman?
Quem �?
Jon Porter, espero estar a ligar para o n�mero certo.
Jim morou em Glenrock durante algum tempo?
Sim, morou.
Morou? �ptimo. Tenho o n�mero certo ent�o. Ele est� em casa?
O meu marido morreu. Morreu essa manh�.
Entendo. Lamento.
Olha, estou a tentar...
Desculpe-me perguntar, mas ele estava doente?
Ele sangrou at� morrer. Foi horr�vel. Nunca vi um corpo t�o mutilado.
Tinha tanto sangue e... devo dizer, Jon, foi um dos meus melhores trabalhos.
Na verdade, ele est� a sangrar como um porco abatido no ver�o.
N�o tem como parar esse fluxo pesado.
Estou. Quem �?
Sim, estou a tentar conseguir uns exemplares antigos.
Voc�s tem algum tipo de arquivo?
- De quanto tempo atr�s? - Uns 30 anos.
Sabes, Jon, n�o foi fixe teres amea�ado o Tony com aquele ati�ador de fogo.
Est� tudo bem. Sei que n�o querias fazer aquilo.
Mas diz-me uma coisa, viste aquele ati�ador ultimamente?
Acho que o enfiei na Michelle.
Fique com eles fechados. Agora... abra-os.
- Feliz anivers�rio. - Isso � para mim?
- � o teu anivers�rio, n�o �? - Obrigado.
Certo.
Certo. Agora, eu vou ler o teu tarot de anivers�rio.
Corta o baralho em tr�s montes para a esquerda.
Talvez diga qualquer coisa sobre o borracho sexy do snack-bar.
Esta carta � a que te significa. Basicamente, representa-te.
Essas cartas s�o o passado, o presente, o futuro.
Essa carta representa as vis�es dos outros.
- E a �ltima � o resultado. - Est� bem.
Vamos, vira isso.
OS AMANTES
- Interessante. - O qu�?
Os amantes. Porque eu nunca tiro essa?
Vamos, s�o s� cartas de tarot.
- Tarot. Cartas de tarot. - Tanto faz.
Ol�, pai.
- O que est� a acontecer aqui? - Uma festa de anivers�rio. Para mim.
Quem acendeu o fogo?
Um fogo mal-apagado � rapidamente reaceso.
- Onde est� o ati�ador? - N�o sei. Qual � o teu problema?
Nada como um grande e forte homem para ati�ar um fogo.
Queres parar? Ele � velho o suficiente para ser teu pai.
- Belos brincos. - Obrigado.
- Onde os conseguiste? - De algu�m mais velho que o teu pai.
Ent�o, algu�m precisas de alguma coisa da cozinha?
- Sim. - N�o.
MORTE
Parece n�o haver nenhuma prova na casa, senhor Porter.
A s�rio? Do que chamas esta confus�o que acabei colocar na terra?
Bem, senhor, chamaria de enterrado.
Com licen�a, mas aquele era o porco da minha av�...
e algu�m o matou com um ati�ador.
Se conseguir encontrar quem fez isso, sent�amo-nos mais seguros, est� bem?
Aqui est� a tua prova.
Est� contaminada.
N�o sei a que prop�sito serviria agora que est� coberta com as tuas impress�es.
Esta casa foi vandalizada. Deixaram um tipo de marca na cozinha.
Sim, senhor, eu notei que a limpou.
Quero saber quem fez isso.
Tamb�m quero uma investiga��o completa sobre isso...
e qualquer liga��o que possa ter com a morte da minha m�e.
Fui claro?
Est� a sugerir que a Sra. Porter foi assassinada, senhor?
Estou a sugerir que investigue isso.
Junte todas as partes do corpo e reanime-as.
Guarda o cora��o, para os advers�rios o corpo deve ser...
consumido pelo seu inimigo antes do primeiro amanhecer.
Extrai o sangue e sacrifica a rapariga no seu 18� ano.
Que a vida saia do corpo dela � meia-noite.
E come o seu cora��o ainda a bater. E assim, assume o poder da Besta.
E vi 3 esp�ritos imundos como sapos a sa�rem da boca do drag�o,
a sa�rem da boca da Besta.
Ele voltou para terminar o que interrompeste, Jon.
E cada vez que ele matar, consegue trazer de volta um dos seus lacaios.
A n�o ser que o detenhas.
O falso profeta pode cortar um dedo para manter a tranca fechada.
A cortar a carne e a espalhar sangue no c�rculo.
Profanando a Besta e mandando-a para onde veio.
Olha, isso � o que acontece por aqui todos os dias.
Uma vez, ele conduziu at� o topo da colina Snider � noite.
� muito arrepiante aquele velho t�nel de comboio.
Ele estava com o Camaro novinho do pai dele, com interior de couro.
A parte mais excitante para mim era curtir na frente daquele t�nel.
Era como se algu�m estivesse a observar-nos, como...
Algu�m que n�o conseguia ver.
A falar no diabo.
- Ele � t�o bonito. - Eu disse que ele �.
- Vai at� l�. - Est�s maluca?
Quer que eu te mostre como?
Observa e aprende.
- Esse casaco � bonito. - Obrigado.
Posso experimentar?
Claro.
Estiloso. Aposto que tens um carro
�ptimo para combinar com esse casaco, huh?
Sim.
Tenho.
Estava a pensar se a Michelle gostava de dar uma volta.
Est�s-te a sentir melhor, Jules?
N�o te metas comigo.
- Onde est� a Michelle? - A Michelle saiu com o Tony.
- N�o, n�o pode. - Mas j� saiu.
Entendo, senhor, como esse momento deve ser traum�tico para si.
Deve ser mais f�cil culpar algu�m do
que aceitar as circunst�ncias do acidente.
Que raios est�o a fazer l�? J� encontraram alguma coisa?
Sim, mas o sangue n�o confere.
O que quer dizer, n�o confere? Tinha sangue por toda a cozinha.
Entendo isso, senhor.
Mas de acordo com nossos testes, n�o era sangue de porco.
Era sangue humano.
Humano?
Era sangue da sua m�e, senhor.
- N�o pode ser. - Pode ter sobrado do acidente.
N�o!
Estava fresco.
Eu vi.
A sua m�e disse se havia algu�m a a incomodar antes dela morrer?
Algu�m n�o gostava dela?
N�o.
Bem, informe-me se pensar em alguma coisa.
N�o est� a planear sair da cidade, est�, senhor?
- N�o, vou estar por aqui. - Obrigado pelo caf�.
Est�s a ver os teus medos mais profundos, Jon?
Queres saber o que acontece com rapazes que se metem onde n�o s�o chamados?
Queres saber o que acontece quando v�em algo que n�o deveriam ver?
- Mataste a minha irm�. - Sim.
Podia-te matar agora, mas seria muito cedo.
E quero que vejas desta vez, quando matarmos a Michelle.
- N�o vou deixar que isso aconte�a. - �s um gajo duro agora?
Que assustador.
Mas n�o foste t�o duro quando matamos a tua irm�, foste, JJ?
Oh, mas interferiste.
E � por isso que tomei conta da tua fam�lia durante os anos.
Vejamos, primeiro foi a tua esposa. Acidente de tr�nsito, n�o foi?
Diz-me se j� tinhas visto um corpo t�o bem dividido ao meio?
E ent�o, o pai. O querido e velho pai. Ataque do cora��o, certo?
Engra�ado como isso acontece quando se v� algo muito assustador.
E a m�e.
A m�e foi a mais f�cil de todos.
Foi s� arranjar tudo e derrub�-la.
At� mais, m�e.
Eu trouxe-te aqui, imbecil. O acerto de contas � horr�vel.
Nunca tinha visto tanto sangue.
Oh, meu Deus.
- Talvez foi um acidente. - N�o parecia acidente.
O que est� a acontecer?
Desculpe, n�o sabia com quem mais falar.
Os meus pais est�o fora da cidade, a Jules
n�o estava em casa. Eu ia at� a pol�cia...
- Maria, o que aconteceu? - N�o sabemos onde est� o Steve.
Fui at� a escola hoje e vi o cortador de relva do Steve.
E tinha muito sangue e encontrei isto.
E encontrei isto � volta.
Encontrei dentes assim no casaco do Tony naquela noite no snack-bar.
Deus, Jules, onde est�s?
Chupando sozinha hoje?
- Com licen�a? - Importas-te se me sentar?
Na verdade, estou � espera de alguns amigos.
N�o podes fumar aqui.
Ouve, porque n�o acabamos logo com isto?
Tenho certeza que deve haver um motel barato por aqui.
- �s nojento. - Isso � verdade.
Mas ningu�m balan�a a l�ngua como eu, querida.
Com licen�a, este gajo est�-te a incomodar?
- Mais ou menos. - �?
Ei, meu, que tal ires dar uma volta?
Foda-se!
- Resposta errada. - Tudo bem. Tudo bem.
Desculpa por isso. Ol�, eu sou Vinnie.
- Eu sou Maria. - Maria. � um nome lindo.
- Obrigado. - De nada.
Queres te sentar?
Por acaso, pensei em sair daqui antes que o Romeu voltasse.
- Tens orelhas bonitas. - A s�rio?
Boas para morder.
- Tenho uma surpresa para ti. - Tens?
Fecha os olhos.
Est� bem.
Surpresa.
Quase esqueci. Tenho uma surpresa para ti tamb�m.
- A s�rio? - Sim. Feche os olhos.
Est� bem.
Surpresa!
Achei que precisavas de um pouco de caf�.
Obrigado.
- Dormiste? - Consegui ouvir-te a andar.
Para que serve a espingarda?
Sabes, deixaste sempre que fossemos honestos um com o outro.
Sim.
Bem, acho que � hora de sermos honestos um com o outro.
Ol�?
Ol�, eu tenho um pacote para Jon Porter.
Ol�?
Um pacote para Jon Porter. Preciso da sua assinatura, por favor.
O que �?
Preciso da sua assinatura, por favor.
Deixe na varanda. De quem �?
O teu amigo de inf�ncia, Johnny.
Isso n�o � maneira de tratar bons e velhos amigos, Jon.
Lembras-te do Vinnie, n�o te lembras?
E do nosso bom amigo Sean.
Aproximas-te dela outra vez e mato-te.
Meninos e meninas, vamos ter uma festa hoje � noite.
Os dois est�o convidados.
At� logo.
ACHEI QUE MICHELLE GOSTARIA DESSES
Oh, meu Deus! O que est� a acontecer?
- Michelle, vou contar tudo. - Quem s�o aqueles indiv�duos?
Bem, n�o s�o humanos. Podem ter sido humanos uma vez. A 30 anos atr�s.
Eles s�o o que restou depois da humanidade lhes ter sido retirada.
O mal torna-se encarnado.
N�o vou deixar que se aproximem da Michelle.
O melhor est� no final, e n�o no in�cio.
Espero que os eclesi�ticos estejam certos.
- Posso te ajudar com alguma coisa? - N�o, eu s�...
Recebemos queixas sobre actividades il�citas aqui. Sabias disso?
N�o. Quero dizer, sim.
Vim aqui porque minha amiga est� desaparecida. O nome dela � Maria Moore.
Eu deveria encontrar-me com ela no snack-bar ontem, mas ela n�o estava l�.
E ela n�o ligou e n�o a consigo encontrar, e n�o sei o que fazer.
Est� bem, querida. Est� bem.
Porque n�o vens at� � esquadra e nos contas tudo?
Vamos.
- Achas que a vamos encontrar? - Claro que sim, querida.
Vamos.
Queres uma rosquinha?
Claro.
- Desculpa, eu disse rosquinha? - Experimenta. Faz-te bem.
Ainda n�o entendo porque n�o podemos partir.
Porque te iriam seguir. Eles querem-te.
Tens de esperar at� o Sab� e � a� que atacas.
O que temos que fazer?
Deves profan�-lo assim como ele fez contigo.
Primeiro, tens de me trazer algo dele.
Uma coisa que ele tenha tocado.
E que a tua irm� tocou. E que a Michelle tocou tamb�m.
E � melhor fazer isso j�.
Com licen�a.
N�o! N�o!
Parece que outro porquinho est� a tentar chegar ao mercado.
Parece-me que este porquinho devia ter ficado em casa hoje.
Queres saber o que as minhas cartas de tarot t�m a dizer?
MORTE
Deixem-me em paz!
Ajudem-me!
� hora de ficar em sil�ncio.
- Onde a puseste? - Acho que no meu quarto.
R�pido!
Dentro do c�rculo m�gico, o falso profeta deve cortar um dedo.
- O que est�s a fazer a�? Vamos! - N�o consigo encontrar.
- O que fizeste com ele? - N�o sei.
- Onde est� aquela coisa? - Encontrei.
Vamos!
Vou leva-los comigo.
- Onde vamos, padre? - �, onde nos vai levar?
Saiam daqui!
Mas n�s acabamos de chegar.
Qual � o problema, padre?
N�o gosta do que v�?
Pai?
- Vamos! Vamos! - N�o posso ir l� outra vez.
Archer!
Archer!
Archer!
Michelle?
Michelle?
Jules?
Michelle, onde est�s?
Jules?
Onde est�s? Tens de me ajudar.
Jules?
N�o.
Jules?
N�o, n�o �s a Jules.
Decepcionada?
N�O VER O MAL
N�O OUVIR O MAL
N�O FALAR O MAL
Tens de o profanar assim como ele fez contigo.
O falso profeta pode cortar um dedo para manter a tranca fechada.
Pai, este � o Tony.
Quero que vejas desta vez, quando matarmos a Michelle.
E mandando-a para onde veio.
D�em-me as vossas m�os.
Sangra para o pai.
N�o. N�o.
N�o!
N�o queres sangrar para o pai tamb�m?
Sai de perto de mim!
N�o.
Sim.
Armas n�o s�o permitidas.
Com medo, Jon?
� dif�cil admitir para ti mesmo, n�o �?
- Afastem-se dela! - Cala a boca.
Acorrentem-no.
Michelle!
�s minha agora, puta.
Desta vez n�o.
Morre, seu maldito.
Vejo-te depois.
Michelle!
Adeus, JJ.
O que foi?
Nada.
Vamos.
N�o tenho tanto medo do escuro como tinha.
Achas que sabes o porqu� disto?
N�o exactamente.
Acho que � o facto de perceber do que eu realmente tenho medo.
Como se eu tiver medo de falar com a Julia.
Tenho medo mesmo dela rir de mim, fazer que me sinta um parvo.
- Ela pode fazer isso? - N�o, acho que fa�o eu mesmo isso.
Bom. Bom.
Sabes, estive a pensar muito no que disseste.
�s vezes a parte mais dif�cil � admitir
para ti mesmo que h� algo que te d� medo.
Est� tudo bem?
Sim.
Est� tudo bem.
Eu voltei outra vez.
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