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Original subtitles

N�o h� nada l� embaixo.

N�o vejo uma constru��o h� vinte minutos.

- D� uma olhada. - N�o estamos em f�rias, Hap.

�nimo!

Diga isso a ela, parceiro.

Segurem-se. Vamos ter mais turbul�ncia.

L� se vai meu almo�o!

Detetive Eckhart, sou a detetive Ellie Burr.

- Ol�. - Prazer. Deixe-me ajud�-lo.

"Capital Mundial da Pesca de Linguado". Certo!

Detetive Dormer! � uma honra conhec�-lo.

Detetive Ellie Burr. Bem-vindo a Nightmute.

O carro est� aqui.

� incr�vel trabalhar com voc�, detetive Dormer.

Acompanhei todos seus casos: Theodore Dineli, Frank Prud'homme.

Os tiroteios de Ocean Park.

E, sobretudo, os assassinatos da rua Leland.

Isso foi quando Ronald Langley o feriu, no por�o do n� 325 da rua Leland?

Est� bem informada, detetive!

Esse caso foi meu objeto de estudo na Academia.

- Bem, vou lev�-los at� o hotel e... - Leve-nos � delegacia.

Certo. Temos que come�ar.

A maioria dos crimes � resolvida nas primeiras 72 horas.

N�o, 48 horas. Estamos com um dia de atraso.

Mas quem est� contando?

POL�CIA CIDADE DE NIGHTMUTE, ALASCA

Entrem.

Puseram voc� atr�s de uma mesa?

- Charlie Bubbles. Como vai? - Desde quando eu n�o via voc�s?

- Oi, Charlie. - Sei l�. Sete anos?

- Oito anos! - Sete anos? Estou velho.

Ellie, chame o pessoal. Eu vou te exibir um pouco.

- Boa garota. - Adora seu trabalho.

Quando pedi ajuda ao Buck, n�o esperava que mandasse voc�s aqui.

Algo a ver com seu problema com o Assuntos Internos?

- V�o dar o bote. - Ora, n�o vai dar em nada.

- A baboseira de sempre. - Buck achou que precisava de ajuda.

Pegaram Finn e Kentor roubando. Corelli, num tiroteio.

- Est�o atr�s de manchetes, mas... - Tudo ser� esquecido.

- Tem recado de um tal de Warfield. - O " pit bull" do Assuntos Internos.

Ele quer saber dos seus movimentos.

Por aqui somos mais diretos.

Mocinhos, bandidos, mas menos rela��es p�blicas.

� simples.

Exceto por isto.

Muito bem, ou�am!

Detetives Dormer e Eckhart, cedidos por Buck Lundgard.

Pol�cia de Los Angeles. V�o nos ajudar no caso Connell.

Ajudar?

� uma sorte t�-los aqui. Se quiserem ver algo, mostrem.

Se quiserem ir a um lugar, levem-nos.

Este � o Detetive Fred Duggar, chefe da investiga��o.

- Ol�, Fred. - Muito prazer.

- Vamos ao caso? - Certo. Viram o que temos?

Sim. Vamos come�ar com o corpo.

- Recebeu o relat�rio, certo? - N�o, quero ver por mim mesmo.

A morte foi causada por uma hemorragia cerebral interna.

Espancada at� a morte.

- Estas contus�es? - Superficiais.

Ferimentos sobretudo no rosto e no pesco�o.

- Sinais de estupro? - N�o.

Este cobre um hematoma anterior.

Aqui tamb�m tem um mais antigo.

Ambos est�o no relat�rio.

Ele lavou o cabelo dela.

Lixou suas unhas.

Est� tudo no relat�rio, detetive.

N�o consta que ele tamb�m cortou as unhas dela.

- Pode ter sido ela mesma. - N�o.

N�o h� esmalte na ponta das unhas. V�?

Ela mesma as pintou. Outra pessoa as cortou.

Dos dedos do p� tamb�m.

- Estava nua quando foi encontrada? - Sim.

Vista pela �ltima vez com um vestido vermelho.

Nenhuma fibra, fios de cabelo?

Conhecemos os procedimentos. O corpo n�o nos revelou nada.

Ela nos deu muito.

Todo esse trabalho, esse cuidado. Por qu�?

Ele a conhecia.

Sabe que podemos estabelecer uma conex�o.

N�o � um psicopata qualquer? Crime passional?

N�o sei. Talvez.

Mas seja o que for que aconteceu, a rea��o dele n�o foi apaixonada.

N�o entrou em p�nico. N�o a retalhou, nem a queimou.

Ele s� pensou no que ir�amos procurar...

...e ent�o removeu calmamente todos os vest�gios.

Sem pressa. Sem correria.

Por que cortaria as unhas depois de as lixar?

Manipular o corpo. Prolongar o momento.

Nenhuma mutila��o.

N�o desta vez.

- Acha que houveram outras? - N�o.

Mas v�o haver.

Esse cara passou dos limites e nem sequer piscou.

Isso n�o tem volta.

Certo.

Vamos descobrir quem era Kay.

Fred disse para n�o tocar em nada, portanto, ainda nem limpei.

E ela odeia que eu entre no quarto dela.

Obrigado, Sra. Connell.

Ela foi a uma festa sexta � noite?

N�o exatamente uma festa. � um...

...um local onde os jovens se encontram.

Nenhum di�rio?

N�o encontramos, mas a m�e disse que ela tinha um.

Segundo amigos, brigou com o namorado na sexta.

Ela saiu furiosa depois da meia-noite.

� mesmo?

Isto � interessante.

Quem � esta?

Tanya Francke, melhor amiga de Kay.

Quero falar com ela.

Quem � Kay Connell? Quem � ela?

Ela era popular? Era solit�ria?

Gostava desta cidade? Ou estava louca para se mandar?

Ela tinha sonhos?

Ela conhecia o cara. Conhecendo-a, talvez possamos conhec�-lo.

Isso � de grife. � caro.

- O namorado, Randy? - Randy Stetz.

- Poderia bancar isto? - Ainda est� no colegial.

- A m�e dela n�o comprou. - O que est� imaginando?

N�o sei. Um padrasto? Um tio rico?

Um admirador?

- Quero falar com o namorado. - Mando ir � delegacia.

N�o, quero ir � escola, peg�-lo na frente de seus colegas.

Quero peg�-lo desprevenido, quero as pessoas comentando.

A escola fica longe?

- S�o 10:00, detetive Dormer. - Certo.

Da noite.

Bem, quando escurece por aqui?

N�o escurece.

N�o nesta �poca do ano.

Sim, ouvi falar. Como n�o sabia disso, Hap?

- � de outro estado. - De outro estado?

N�o � daqui. Percebo pelo seu andar.

- Como assim? - Inseguro.

Dormer e Eckhart. Fizemos uma reserva.

A conduta fr�vola dele engana. Por dentro, � s� neg�cios.

- O restaurante ainda est� aberto? - Sim, mas a cozinha j� vai fechar.

N�o vamos demorar. Obrigado.

Obrigado.

Tem linguado � calabresa e linguado Ol�mpia.

- Continue. - Linguado Cajun.

Estou louco para saber o que tem de sobremesa.

Os nativos est�o impacientes.

- Temos que conversar. - N�o, n�o temos.

- Quer esperar sentado? - Nada mudou.

Nada mudou?

E o que estamos fazendo na capital mundial do linguado?

Buck achou que Charlie precisava de ajuda.

Buck achou que o A.I. Viria atr�s de mim. E ele estava certo.

Fiquei tr�s horas trancado na sala do Warfield ontem.

Tr�s horas!

Ele est� provocando voc�. � s� isso.

Trish e eu conversamos a respeito.

- Lamento, mas tenho que fazer um acordo. - Nem me fale uma bobagem dessas.

- Voc� n�o ser� envolvido. - N�o?

- N�o. - � claro que serei envolvido.

� um her�i. Com sua reputa��o, n�o ser� tocado!

Minha reputa��o � o problema.

Warfield est� se lixando com o fato de voc� extorquir alguns traficantes.

Acha que consegue manchetes com isso? Precisa de um peixe grande.

Est� pressionando voc� para chegar a mim. � simples.

Mas voc� est� limpo.

Sou um bom tira. Mas sempre tem algo que eles podem usar...

...para atingir sua credibilidade, sabe disso.

Tem id�ia do que isso vai causar?

Pense nos meus casos. Todos eles dependiam da minha palavra,

da minha decis�o. Aqueles marginais de volta �s ruas. Pense nisso.

- � o que est� fazendo. - Conversa!

Eles n�o t�m nada contra voc�, porque n�o h� nada para ter!

Dobbs.

E quanto a Dobbs?

- � diferente. - � diferente?

Nem Warfield quer um traste como Dobbs de volta �s ruas.

� como um castelo de cartas.

Quando uma cair, vai desmoronar tudo.

Tenho que correr esse risco.

- Tenho fam�lia. - N�o me venha com esse papo.

Warfield deixou claro. Vou pegar suspens�o.

Somos tiras. N�o se trata de n�s.

Trata-se das pessoas que dependem de n�s. Pessoas com fam�lias.

Passei a vida fazendo isso, e voc� vai destruir assim?

Por qu�?

Por qu�?

Para que um babaca do A.I. Possa se tornar chefe de pol�cia?

Ou jogar golfe com o prefeito, ou o que quer que esteja querendo?

Terminou?

Lamento, mas vou fazer o acordo.

E ent�o? J� escolheram?

- Voc�s fazem de tudo aqui? - Depois das 11:00, sim.

Voc� primeiro, Will. O que vai querer?

Perdi o apetite.

Com licen�a.

Bom dia!

Que tipo de chamado recebem aqui?

Sobretudo problemas com bebida.

Maus-tratos em casa, brigas de bar, essas coisas.

Aqui vem gente de todas as partes. Querem viver como bem entendem.

Muitas pessoas ficam na delas.

E Nyback n�o me deixa cuidar de nada al�m de pequenos delitos.

- N�o menospreze esses delitos. - N�o, mas s�o...

...coisas t�o pequenas. � t�o chato!

Tudo se resume a pequenas coisas.

Pequenas mentiras, pequenos erros.

As pessoas se entregam tanto em pequenos delitos quanto em assassinatos.

� apenas...

...a natureza humana.

N�o vai anotar isso?

Seus colegas o deixam nervoso? Acham que foi voc�?

Voc� a matou?

� proibido fumar na escola.

Voc� a amava?

Randy, voc� a amava?

- Claro. Ela era legal. - Ela era legal.

Nossa! Me derreti com essa declara��o.

Ocorreu-Ihe que ela podia n�o am�-lo?

Ela me amava.

Ela me queria toda noite.

Para passar o tempo, suponho.

Uma garota como Kay queria mais do que um fracassado.

Certo?

O que posso dizer? O amor � cego.

- Mora sozinho? - Na casa do av�.

- N�o tem �libi para sexta � noite? - N�o sabia que iria precisar.

- Por que brigaram na festa? - Por bobagens.

- N�o sei. Nada de mais. - Soube que a briga foi barulhenta.

- Acho que sim. - Ouvi dizer que foi bem violenta.

- N�o foi. - N�o como das outras vezes.

Dessa vez, ela n�o ouviu voc�.

N�o conseguiu que ela se calasse.

- Continua jogando verde. - Vimos os hematomas.

- Disseram que ela foi espancada. - N�o esses hematomas.

Qual �, Randy? Os antigos, os que voc� fez.

Estou cheio disso. N�o fiz nada de errado.

N�o fez?

V� se danar! Voc� � s� um babaca com uma jaqueta de couro!

O que voc� sabe?

Essa coisa que est� fazendo...

Esse teatrinho, tipo "dane-se o mundo" pode funcionar com a sua m�e...

...e at� com os tiras daqui, que conhecem voc� h� tempos e...

...sabem que � burro demais para matar algu�m sem deixar testemunhas...

...e uma confiss�o assinada. Comigo n�o vai funcionar.

Porque eu sei de coisas. Voc� entende?

Sei que batia na sua namorada.

Sei que ela estava vendo outro cara.

Ela pode ter se encontrado com ele ap�s ter deixado voc�, na sexta.

Vai nos dizer quem poderia ser essa pessoa?

Ou � t�o imbecil...

...a ponto de ficar sendo o �ltimo a ter visto Kay Connell viva?

Eu n�o sei.

Voc� n�o sabe?

N�o consegui fazer com que ela me contasse.

Tentou pra valer?

Pra valer.

- Acha que ele... - N�o.

- Como foi? - Descubra de onde veio isto.

J� tentei. Nem a Sra. Connell nem os amigos dela sabem.

Tentou as joalherias?

Coisas pequenas, lembra?

Quando for deixar algo de lado, pense nisso.

Reconsidere.

Quer que eu anote isso?

N�o, vou me lembrar.

- Onde estava? - Numa cabana de pesca, na praia.

� mesmo da Kay?

- Os livros dela est�o dentro. - Uns garotos acharam.

- Trancaram a cabana? - Francis est� indo para l�.

Impe�am-no! Digam para ele n�o ir.

Biologia e �lgebra.

Vamos descobrir com quem ela estudou e onde comprou isto.

"Otherwise Engaged", outro livro de suspense de J. Brody.

- Quem l� esse lixo? - Eu leio " esse lixo".

Depois que estiver limpo, leia.

Procure algo que chame aten��o, sublinhe as passagens e me avise.

- A� est�. O di�rio. - Cada palavra.

- � isso. - Vou junt�-lo �s provas.

- N�o. - Por qu�?

Ligue para todas as r�dios e TVs daqui at� Anchorage.

Diga que estamos atr�s da mochila com a qual Kay saiu da festa.

- Ponha no ar na pr�xima hora. - Pode deixar!

Encha a mochila de livros. Ponha de volta onde foi encontrada.

Quando ele souber desse lapso, vou comer o safado vivo!

Sabe de uma coisa, Charlie? Talvez esta...

...n�o seja uma id�ia t�o boa.

Se um cara pega a mochila, isso n�o o torna culpado.

- Faz sentido. - N�o sei.

Esse tipo de coisa. N�o sei. Talvez dev�ssemos agir pelo regulamento.

- Ora, vamos! - O A.I. N�o vai dar tr�gua.

N�o quero esse caso no tribunal quando meu nome estiver na lama.

- Est�o reabrindo meus casos. - Qual �? Isso � bobagem!

E voc� se importa?

Algu�m matou uma garota a pancadas. Seu trabalho � encontr�-lo.

Voc� � um tira, n�o um advogado. N�o deixe o A.I. Domin�-lo.

Charlie tem raz�o.

OP-1, aqui � OP-2. Ainda n�o temos nada.

- � uma beleza. � leve. - Pl�stico, exceto cano e gatilho.

N�o enferruja. Que arma usa em L.A.?

Smith & Wesson 45.

- Excelente. - Alguma coisa?

Talvez ele n�o ou�a r�dio.

Prefere as vozes na cabe�a dele.

Will?

OP-1, aqui � OP-2... ... Algu�m est� indo para a cabana.

Espalhem-se. Com calma.

Vamos!

Pol�cia!

Pol�cia! Saia!

Droga!

Ele est� l� embaixo.

Para a �gua! V�o! Espalhem-se!

Droga!

Parado! Quem est� a�?

- Voc� est� bem? - Estou.

Will?

N�o fale.

N�o fale. N�o fale.

Tome, tome.

Voc�... voc� atirou...

Eu sei. N�o consegui enxergar, n�o consegui enxergar na neblina.

Voc� tentou...

Tentou me matar? Seu desgra�ado!

N�o. Ou�a-me, Hap. Ou�a.

V� embora. V� embora.

N�o enxerguei na neblina. N�o vi voc�.

N�o morra. For�a!

- Homem ferido! - Quem?

- Homem ferido aqui! - Espalhem-se!

Dormer. Aonde ele foi? Em que dire��o?

Em que dire��o?

Para l�.

Farrell caiu.

Voc� foi atr�s.

Depois de deixar Farrell, ouviu o segundo tiro do assassino.

Voc� correu para a �gua e encontrou o Hap.

Foi isso que aconteceu?

- Hap disse alguma coisa? - Maldi��o!

Por que n�o me avisaram do maldito t�nel?

N�o se persegue um suspeito armado sem saber das suas sa�das.

Ou�a, h� um monte daqueles t�neis l�.

Foram fechados h� 60 anos, quando ainda existiam minas.

A maioria eu nem conhe�o. E cresci aqui.

Estava na mira.

Estava perto como voc� est� agora.

Senti o cheiro do canalha.

E o deixei escapar.

N�o adianta se culpar.

Estraguei tudo.

Nada de desabar agora, entendeu?

Preciso que ache o canalha.

- Queria falar comigo? - Vai trabalhar no caso do Eckhart.

Sabemos o que aconteceu e estou no caso Connell.

Anchorage quer mandar algu�m. Falei que pod�amos resolver.

Podemos, n�o?

- Claro. - Escreva. N�o como Shakespeare.

O bastante para lev�-lo � cadeira el�trica. Certo, Will?

Al�?

Jenny? � o Will.

D� para... D� para falar com a sua m�e?

Trish. � o Will.

O que aconteceu? N�o querem me contar nada.

� o Hap.

Ele est� bem?

N�o, ele se foi, Trish. Ele est� morto.

O qu�?

Voc� n�o sabe o quanto lamento.

O que ele estava fazendo?

Um cara matou uma garota, e ent�o n�s...

N�s o pegamos...

N�s o encontramos, o encurralamos. Mas a�, ele fugiu e...

Hap...

Eu sinto muito.

- Sinto muit�ssimo. - Ele sofreu?

- N�o, eu n�o... - Ele disse alguma coisa?

Quando eu o encontrei, ele...

Ele estava em paz.

- Voc�s o pegaram? - Ainda n�o.

Encontre-o.

E quando o encontrar, n�o o prenda.

Voc� me entendeu, Will Dormer?

N�o se atreva a prend�-lo.

- Certo, Trish. - Voc� me entendeu?

Trish, ou�a...

Eu...

...foi baleado e morto esta noite...

...numa tentativa de prender o suspeito...

...do assassinato de uma garota de 17 anos, Kay...

Sinto muito. Est� no r�dio h� horas. N�o estamos...

N�o estamos acostumados com este tipo de coisa.

Ele estava bem a�, ontem � noite.

Espero ter sido gentil com ele.

Ele gostou de voc�.

Detetive?

Desculpe incomodar, mas poderia mostrar...

...onde estava quando ouviu o segundo tiro?

- Lamento ter que pedir isso agora. - Est� fazendo o seu trabalho.

Onde eu estava?

- Ali. - Obrigada.

Nenhum sinal da bala do Farrell?

N�o, mas vamos receber a outra para a per�cia depois...

...da aut�psia.

Sinto muito.

- Como voc� est�? - Bem.

- Passou direto, n�o? - �, e sem um suvenir.

- A bala se perdeu nas pedras, acho. - Estimo mais sorte na pr�xima!

- J� foi baleado, Dormer? - J�.

Co�a um pouco, n�o?

Temos que peg�-lo. Conseguiu v�-lo?

- Quando? - Quando eu me afastei.

- Viu alguma coisa? - Estava com muita dor.

Quando ouvi o segundo tiro, abaixei a cabe�a.

Sinto muito pelo detetive Eckhart.

E sinto muito pelo megafone.

- Talvez se eu n�o tivesse... - Farrell, ou�a.

O que est�vamos fazendo l�, correndo na neblina?

Est�vamos malhando? Persegu�amos uma pessoa!

Portanto, o que aconteceu naquela praia n�o � culpa sua.

A culpa � de um homem apenas e apenas dele.

E � o homem que espancou Kay Connell at� a morte.

O detetive Dormer encontrou o agente Brooks nesse local.

O suspeito, obscurecido pela neblina, atirou em Brooks...

...na parte superior da coxa esquerda.

Francis, voc� � Farrell.

- Foi baleado na perna. - Ora, vamos!

Quando fotografar, n�o esque�a os cones.

- � o sangue dele? - Catchup, talvez.

Ele estava comendo hot-dog?

Ponham num saco tudo aquilo que ele possa ter deixado cair.

Tocos de cigarro, papel de chiclete, moedas, qualquer coisa.

� comum o suspeito largar alguma coisa.

Dormer seguiu o suspeito e o perdeu de vista na neblina.

Depois, ouviu um tiro vindo da dire��o nordeste.

- Ele n�o estava ca�do assim. - Como sabe?

Porque eu o vi.

Pode virar-se para c�?

Est� terminando? Eu estou congelando.

- Acho que encontrei algo! - N�o deviam come�ar mais acima?

� perda de tempo. Ele ficou na �gua o tempo que ag�entou.

Eu o vi nas pedras. Ele sabia que l� nos despistaria.

Duggar.

Onde ele achou isso?

Acharam a bala de Farrell. Se parece com uma calibre 38.

Depois da aut�psia, levaremos as duas balas ao laborat�rio...

...para tentar identificar a arma do crime. Tudo bem?

Veio um cara procurar voc�. Disse que era seu novo parceiro.

- Deixou o nome? - N�o.

Voc� me empresta isto? Obrigado.

- Pioneer Lodge. - Warfield para Dormer.

Detetive. � John Warfield. Ligou algumas vezes.

Digo que n�o est�?

N�o, eu atendo.

Obrigado.

Aqui � Dormer.

Fiquei chocado ao saber do seu parceiro. Terr�vel.

- Agora que estava conhecendo-o... - O que voc� quer?

N�s dois sabemos, detetive. E sabe o que Eckhart ia me dar.

Se tem algo a dizer, diga logo.

- Ele Ihe falou da nossa conversa? - Diga!

Digamos que estou muito interessado em seu relat�rio sobre ontem.

N�o suponha sobre o que n�o sabe. N�o estava aqui.

Mas nunca est� mesmo, n�o �?

Est� sempre a salvo atr�s de uma mesa, lendo relat�rios fajutos.

� por isso que sinto s� desprezo por voc�.

Por voc� e babacas iguais a voc�.

N�o se arriscam, vivem sugando a medula de tiras de verdade...

...porque nunca tiveram coragem de ser um deles.

Detetive, veio pessoalmente.

Assine aqui.

Ele n�o sofreu demais.

- Qual o calibre? - N�o sei.

Aqui s� vejo v�timas de rifles e espingardas. N�o foi nenhum deles.

- Tem dormido, detetive? - Sim.

- O que h� com voc�? - Desculpe.

Tudo bem.

A bala. Quero os resultados amanh� de manh�.

Sim, capit�o. Vamos checar onde Randy esteve duas noites atr�s.

- Acha que era o Randy l�? - Ele ainda n�o tem um �libi.

E o senhor disse que ele batia nela.

- Ent�o, voc� verifica isso? - Verifico.

Detetive Dormer?

Terminei meu relat�rio. Preciso que d� uma olhada e assine.

� auto-explicativo.

Quero retomar logo nosso trabalho juntos.

Cuidar de coisas mais importantes do que pap�is.

Um homem morreu, Ellie. Isso � importante.

Claro que �. Eu n�o quis dizer que isso era menos importante.

Certifique-se dos fatos antes de arquivar isso.

� seu nome que est� no relat�rio.

Ele n�o pode ter vindo de l�.

Aqui � Dormer.

Al�?

N�o consegue dormir, Will? Eu tamb�m n�o.

Quem fala?

Tirei uma soneca � tarde, mas voc� teve que trabalhar.

Com quem estou falando?

J� jogou fora o seu rel�gio? N�o vai adiantar.

Ao mudar para c�, fiquei cinco noites acordado.

Voc� acredita? Essa luz doida.

- Seu nome, sen�o vou desligar. - N�o vai. Precisa de companhia.

N�o dormir � t�o solit�rio.

Parece que o planeta est� deserto, que somos s� eu e voc�.

Ent�o...

Diga quem � voc�, e poderemos bater um papo.

- N�o posso. - Por que n�o?

- At� voc� entender algumas coisas. - Por exemplo?

Eu vi.

- O qu�? - Vi voc� atirar em seu parceiro.

Eu o vi morrer em seus bra�os naquela praia.

Achei que tentaria me culpar, por isso joguei minha arma.

A velha 38 do meu tio.

- Voc� a pegou? E a per�cia? - Agora, ou�a.

N�o sei o que pensa que viu...

...mas dev�amos conversar sobre isso, n�o acha? Cara a cara?

N�o � seu o controle da situa��o. Vi voc� atirar.

Vou controlar a situa��o, amigo...

...porque n�o pode se esconder de mim numa cidade t�o pequena, entendeu?

N�o por muito tempo. Por isso precisa me ajudar.

N�o vou contar a ningu�m. Somos parceiros nessa.

...mas que seja lembrada como a Kay que n�s am�vamos.

Nadando, escalando as montanhas...

Indo ao Darrow's depois da aula.

E sempre... sempre com um sorriso no rosto.

Detetive Dormer?

Quero confirmar uma informa��o.

Reli meu relat�rio ontem � noite.

Tenho uma d�vida quanto � dire��o do segundo tiro.

Voc� disse que ouviu o tiro da linha d'�gua...

...mas pelo modo como o corpo do detetive caiu...

...n�o acho que veio das pedras acima da linha d'�gua.

Pode ter ouvido o tiro antes de chegar � linha d'�gua?

- Detetive Dormer? - Sim, � poss�vel.

Eu dou carona para ela.

- Bem que eu senti um cheiro. - Como est� voc�, Randy? Firme?

- Voc� � o tal tira. - Sim.

Voc� vem ou n�o?

N�o.

Quer um chiclete?

Adoro mascar.

Me mant�m acordado.

- Nunca tinha conhecido algu�m de L.A. - N�o est� perdendo nada.

- Que tal nossa droga de cidade? - N�o � m�.

- Era muito amiga da Kay? - Sim, a melhor amiga.

- Desde o prim�rio. - � muito tempo.

�ramos como irm�s.

Como irm�s?

Ent�o deve ter sido duro para voc� o que aconteceu.

Todos acham que estou reagindo bem.

Mas est�o preocupados comigo.

Nem ligam se vou ou n�o assistir minhas aulas.

Preocupam-se porque n�o chorei.

N�o h� lei que diga que � preciso chorar, certo?

N�o, n�o h�.

E as outras amigas dela?

Temos mesmo que falar sobre a Kay agora?

N�o quero pensar nisso. Apenas dirija.

Eu entendo.

Quer que a leve a algum lugar?

Claro, desde que seja divertido. Garota jovem...

...e impression�vel, deixada sozinha com tira mais velho de L.A..

Quem sabe aonde vamos, certo?

Conhe�o um lugar.

Vamos rodar sem rumo.

Olhe s� para isso. Quem ele pensa que �?

O que ele pensa que est� fazendo?

- Saia da pista! - Ele que saia da pista.

Vamos! Saia da pista!

O que est� fazendo? Saia da pista, seu maluco!

Eu vou sair.

S� uma visitinha ao dep�sito de lixo!

- Devia sentir-se em casa aqui! - Voc� quase nos matou!

Solte-me! Que diabos � isso?!

- Voc� e Kay eram como irm�s? - Eu j� te disse isso!

Por que as fotos rasgadas?

Por que o namorado dela n�o tirava as m�os de voc� no enterro dela?

Randy n�o tem um �libi porque ele estava com voc�!

Estava transando com o namorado da sua melhor amiga!

Isso � coisa de melhor amiga?!

Ela nunca amou o Randy.

Ela n�o o amava? Interessante.

Por que acha isso? Ela tinha outro?

- N�o sei. - Algu�m que Ihe comprava vestidos, j�ias?

Olhe ao seu redor. Venha.

Quero Ihe mostrar uma coisa. Vai entender por que a trouxe aqui.

� aqui...

...que o corpo nu da sua melhor amiga foi jogado.

Embrulhado em sacos de lixo!

Sei que n�o quer que ningu�m saiba que voc� traiu Kay com Randy.

Por isso n�o d� a ele o �libi para a noite de sexta. Sei disso.

Diga com quem Kay estava saindo...

- ... e esquecemos isso tudo. - Eu n�o sei.

Ser� nosso segredinho. Mas preciso de um nome.

N�o sei. Ela n�o quis me contar, t�?

N�o quis te contar? Ela era sua melhor amiga!

- Era o grande segredo dela! - Segredo? Por que era segredo?

Eu n�o...

Porque ela achava que ele era especial...

E dizia que ele ia ajud�-la a sair desse lugar.

- Quem? Quem � " ele"? - N�o sei.

Ela falava dele?

Ela falou dele com voc�?

E como ela o chamava?

- Chamava-o de alguma coisa, n�o? - Sim!

Como ela o chamava?

Brody.

Chamava-o de Brody. N�o era o seu nome verdadeiro, ent�o que diferen�a faz?

Est� satisfeito agora, seu babaca de merda?

Bom trabalho, boneca. Vamos.

Deixo voc� dirigir. Quer dirigir?

� apenas poesia. Eu li linha por linha.

Nada de espec�fico. Versos sobre a natureza, amor, coisas desse tipo.

Detetive Dormer? Linha um.

Aqui � Dormer.

Como tem passado?

N�o � f�cil trabalhar depois de tr�s dias sem dormir.

Fica dif�cil de se concentrar.

Voc� j� est� vendo coisas? Aqueles breves lampejos?

Truques de luz?

V� seu parceiro?

- �s vezes, vejo a Kay. - Em que posso ser �til?

Por que n�o disse a ningu�m que atirou nele?

Foi um acidente, certo?

Espero que sim. Para o seu bem. Est� me entendendo?

N�o precisa amea�ar. S� quero que entenda minha situa��o.

Achou que n�o acreditariam em voc� devido ao problema em L.A., certo?

Sei como � isso, Will.

UM MIST�RIO DE J. BRODY

- Tenho o mesmo problema. - Ah, tem?

N�o sou quem est� pensando.

- N�o �? - N�o.

N�o sou mais assassino do que voc�.

Ent�o, por que n�o conversamos?

- Vamos tomar umas cervejas. - Botar mais lenha na fogueira?

UMKUMIUT, ALASCA, O NOVO LAR DO SR. FINCH.

Tenho que checar algumas coisas.

Ponha estas coisas de volta com as provas e diga a...

- Qual o nome dele? - Fred.

Diga a ele...

- ... que o encontro de manh�. - Podemos devolver isto?

- A m�e dela pode querer. - Claro.

UMKUMIUT 24KM

Sim... isso mesmo.

Aqui � o Walter. Deixe seu recado ap�s o sinal.

Will, voc� est� a�? Aonde poderia ir nesse estado?

Deve estar congelando.

Se quiser, tome um banho. H� toalhas limpas no banheiro.

Aqui � o Walter. Deixe seu recado ap�s o sinal.

Will, atenda! N�o sou burro de voltar.

- Walter Finch? - Will.

Will Dormer. O que est� fazendo?

Estou tentando ajudar e voc� sai correndo como um louco.

Pretendia me matar? E como explicaria isso?

Ningu�m acha ruim quando um assassino de crian�as � morto.

N�o h� provas de que matei Kay.

Voc� s� sabe porque eu te disse o que vi naquela praia.

- O que h� com voc�? - Acho que estou mal-humorado.

- Falta de sono, sabe? - Descanse um pouco.

H� comprimidos no banheiro, e minha cama � confort�vel.

Outra noite acordado e voc� pira. Pode at� ter alucina��es.

Amanh�, quando se sentir melhor, a gente se encontra em p�blico.

Vamos resolver as coisas, t� bom?

H� uma balsa a 8 km de Nightmute. Estarei na das 11:00.

Antes de sair, d� comida aos c�es, por favor. Eles est�o em uma dieta...

Dormer?

Fax do laborat�rio. A arma do crime era uma Smith & Wesson 38.

- Achamos algo que pode... - Achei isto. Na casa dos Connells.

HOMIC�DIO AO NASCER DO SOL

E?

� o mesmo autor do livro que achamos na mochila da Kay.

Assinado pelo autor. Um escritor local.

Kay tinha todos os livros dele. Dev�amos checar.

Coisas pequenas, certo?

Sim, claro.

Bom trabalho, Ellie. Perspicaz ela, hein?

Com certeza!

Bom trabalho.

Que vista!

- N�o sou quem pensa que sou. - N�o?

Walter Finch? Escritor med�ocre?

Um exc�ntrico solit�rio? Um assassino? N�o?

Quando tinha 7 anos, minha av� me levou a Portland.

Est�vamos andando, e dois caras arrancaram a bolsa dela.

� noite, um tira foi ao nosso hotel fazer perguntas.

Ficou de p� o tempo todo. O uniforme parecia novo.

Sapatos e ins�gnia lustrados. Como um soldado, s� que melhor.

Respeito sua profiss�o. Por isso escrevo sobre ela.

Depois do colegial, queria ser tira. Mas n�o passei nos testes.

Teria sido aceito na Assuntos Internos. Devia ter tentado.

O que quer de mim, Finch?

Sabia que todos iam pensar que tive a inten��o de matar a Kay.

Por isso, limpei o corpo e removi todas as provas que levavam a mim.

Menos a droga do seu romance.

Sob press�o, voc� pode n�o se tocar do �bvio.

Parece que agora j� deve ter sacado isso.

Ao saber que tinham trazido gente de L.A., me apavorei.

Sabia que a pol�cia local ia acabar me associando � Kay.

Mas podia lidar com eles. Nunca olharam os olhos de um assassino.

O ato de matar muda as pessoas. Sabe disso.

N�o � culpa.

N�o tive a inten��o de fazer isso.

� uma esp�cie de conscientiza��o.

A vida � t�o importante. Como pode ser t�o fr�gil?

Voc� perceberia isso na hora, n�o?

Est� tentando me impressionar? Pois escolheu o cara errado.

Matar essa garota fez com que se sentisse especial. Mas n�o �.

� o mesmo pervertido pat�tico com quem lido h� 30 anos.

Sabe quantos iguais a voc� eu j� peguei com a boca na botija?

- Eu nunca a toquei. - Mas queria ter tocado.

Agora se arrepende.

O melhor que p�de fazer foi cortar as unhas dela.

Agora voc� mudou. N�o entende, n�o �, Finch?

Voc� � meu trabalho, o que sou pago para fazer.

Voc� � t�o misterioso pra mim quanto uma privada entupida � para um encanador.

Raz�es para fazer o que fez? Quem se importa?

Motiva��o � tudo, Will.

O que viu atrav�s da neblina?

Eu vi tudo bem claramente, n�o � mesmo? Eu vi voc� mirar...

- Esque�a, Finch. - Atirou no peito do seu parceiro.

Ouvi ele dizer "Afaste-se de mim!". Por qu�?

Algo a ver com a investiga��o do Assuntos Internos?

Toda aquela tens�o em seu departamento?

- Acha que me intimido t�o f�cil? - S� digo o que parece ser.

Talvez tamb�m a sensa��o que d�.

O que sentiu quando viu que era o Hap?

Culpa? Al�vio?

De repente, voc� se viu livre. Tinha pensado nisso antes daquele momento?

Em como seria se ele n�o existisse mais?

N�o significa que fez de prop�sito.

Acha que se souber algo sobre mim e vou me submeter a voc�?

- Proteger minha reputa��o? - N�o.

Para proteger o trabalho da sua vida.

Os marginais que prendeu ser�o soltos antes de voc� ser julgado.

Sem o Hap, voc� est� livre. Melhor deixar assim.

Kay Connell. Lembra-se dela?

A escolha � sua.

Pense em todas as outras Kays Connells.

Fa�a as contas. � pragm�tico. Seu trabalho exige isso.

Sei que n�o � f�cil, mas quero que voc� entenda...

...que estamos no mesmo barco.

N�o pretendia matar o Hap mais do que eu pretendia matar a Kay.

Mas � dif�cil eles acreditarem. Por isso precisamos um do outro.

Precisamos de um bode expiat�rio para o caso Connell.

Fa�a isso, assim voc� volta para L.A. E eu retomo � minha vida.

O que precisa de mim?

O que sabem sobre mim?

Acharam um exemplar autografado de um livro seu na casa da Kay.

Vai ser chamado para interrogat�rio.

- Na delegacia? - Sim, � onde costuma ser.

Chamado para interrogat�rio. F�cil prever...

Calma. N�o � nada de mais.

� um interrogat�rio preliminar. Portanto, apenas diga a verdade.

- Fale sobre o Randy... - Por que est� falando nele?

Fale da sua rela��o com a Kay. N�o pode esconder, ent�o conte.

Randy n�o � da sua conta. N�o � problema seu.

N�o devo contar que ela estava infeliz?

Conte que ela estava infeliz, mas deixe que eles achem Randy.

Assim, eles v�o sustentar essa vers�o.

Entende?

Precisamos do elemento surpresa.

- Elemento surpresa? - Algo que esteja � m�o.

Que possamos usar. Todo romance policial tem um.

Ainda est� com a 38?

Verdade? � uma pena.

Poder�amos usar isso. Seria muito convincente.

� a minha parada.

Elemento surpresa!

- Boa noite, pessoal. - Boa noite, Francis.

Fazendo hora extra?

- Legal. - Examinando casos importantes?

- Boa noite. - Boa noite, pessoal.

DELEGACIA DE HOMIC�DIOS SOFRE MINUCIOSA INVESTIGA��O

Esta sempre � a pior hora da noite para mim.

Tarde demais para ontem, cedo demais para amanh�.

- O que quer? - Lamento pelo gravador.

Tinha que garantir que voc� ia cumprir o combinado.

Vou cumprir.

Pensei bem. Melhor falar sobre o Randy.

Acho que � uma m� id�ia.

� o bode expiat�rio. E depois, ele merece.

N�o sabe o que Kay falou dele. Como a maltratava.

Eles s�o tiras, Walter. N�o s�o crian�as.

N�o se joga uma coisa dessas bem no colo deles.

Eu os levo at� o Randy na hora certa. Entendeu?

N�o temos a arma. Como vamos... ... convenc�-los de que � culpado?

Voc� est� com o vestido?

- Vestido? - O vestido dela...

As unhas cortadas. O que fez com essas coisas?

Beleza! O vestido. Podemos usar... ... isso. � melhor do que a arma.

- Aonde ele teria levado o corpo. - Aonde voc� o levou?

Ela morreu na cabana, certo?

Aonde a levou para limp�-la?

N�o pense nisso. J� est� sendo bem dif�cil para voc�.

- Foi um acidente, certo? - Sim.

Eu n�o queria mat�-la. Sabe disso, n�o?

Eu sei. E o que aconteceu?

Ela ligou e disse que tinha brigado com o Randy.

E queria vir em casa conversar. Marquei no lugar de sempre.

A cabana na praia.

Ela chegou l� perturbada, meio embriagada.

E me contou que o Randy e a Tanya estavam transando.

S� queria confort�-la. Abra��-la.

Quando a beijei, fiquei um pouco excitado...

E ela come�ou a rir de mim.

E n�o parava de rir.

Algu�m j� riu de voc� quando estava assim... vulner�vel?

Riu sem parar? Algu�m que imaginava que o respeitasse?

Isso j� Ihe aconteceu?

S� queria faz�-la parar de rir.

E ent�o...

...eu bati nela...

...algumas vezes, para faz�-la parar. E me respeitar.

Randy sempre batia nela. Acho que ela gostava.

Ela nunca o culpou. Jamais quis deix�-lo.

Mas comigo, come�ou a gritar. E n�o parava mais.

Ficou apavorada. Berrava. Pus a m�o em sua boca.

A�, eu fiquei com medo. Eu me borrei de medo.

Nunca tinha sentido tanto medo.

Fiquei mais apavorado do que ela.

E ent�o...

Tudo ficou claro.

N�o tinha volta.

Depois disso, fiquei calmo.

Muito calmo.

Voc� e eu temos um segredo.

Sabemos como � f�cil matar algu�m.

Esse tabu supremo... N�o existe fora de nossas mentes.

Eu n�o a assassinei.

Eu a matei. Simplesmente acabou assim.

Para onde levou o corpo?

Obrigado por me ouvir.

� bom falar sobre isso. Agora vou conseguir dormir.

Quer falar sobre o Hap?

- Bom dia, Ellie. - Seu telefone n�o funciona.

Eu sei. Eu o desliguei. Precisava dormir. Desculpe.

Fred ligou para o escritor. Disse que seria um prazer cooperar.

Ele ir� cedo. Temos que ir � delegacia.

�timo.

Esqueci de dizer. Uma cadeia de lojas de Anchorage vende isso.

Imposs�vel descobrir quem comprou.

Aposto que est� louco pra voltar a L.A. Quando isto acabar.

� Divis�o de Homic�dios ou...

Talvez n�o.

O que est� querendo dizer?

Nada.

Voc� est� bem? N�o tem dormido muito.

N�o, n�o tenho.

"O bom tira n�o dorme porque falta uma pe�a do quebra-cabe�a. "

"O ruim n�o dorme porque sua consci�ncia n�o o deixa. "

- Voc� disse isso uma vez. - Eu disse?

�, tem cara de algo dito por mim.

Vejo voc� na delegacia.

Conhecia a falecida Kay Connell?

Sim, conhecia.

Qual era seu grau de familiaridade com ela?

- Obrigado. - De nada.

Como a conheceu, Finch?

Era uma �vida leitora dos meus romances policiais.

Quando a conheceu?

H� um ano. Foi a uma noite de aut�grafos em Nightmute.

Ela continuou l� e falamos sobre meus livros...

E sobre como ela queria escrever.

Come�amos a conversar,

ent�o ela perguntou se podia me visitar para falar sobre livros e tal.

- E ela foi? - Ficamos muito amigos.

Sentiu-se � vontade para me mostrar os seus textos.

- O que ela escrevia? - Poesia.

- Alguma boa? - N�o muito.

- Disse isso a ela? - Por que diria?

Qual era exatamente a natureza do seu relacionamento com a garota?

Eu era algu�m com quem ela podia conversar fora do seu cotidiano.

Creio que por isso precisava de mim e se aproximou.

Por que precisava de voc�?

- Bem, o namorado dela, Randy... - Randy Stetz?

Aquele safado. Ele batia nela.

- Sabemos disso, Finch. - Mas estava piorando.

- E a�? - Piorou muito. Verdade.

Por que essa sede toda para falar de Randy Stetz?

Desculpe, detetive. Seja como for, provavelmente, � s� conversa.

N�o quero dizer nada que seja mal interpretado.

O que nos disser ser� estritamente confidencial.

N�o somos um bando de imprudentes que tiram conclus�es precipitadas.

Por favor, prossiga.

Havia mais uma coisa. N�o deve significar muito...

...mas Kay andava assustada.

- Devo ser culpado por isso. - Por qu�?

Randy sabia quem eu era. N�o quem eu era, mas...

...sabia que ela tinha um amigo com quem podia se abrir, e isso o enfurecia.

Ela escrevia sobre seu medo. Cartas cada vez mais desesperadas.

Por acaso ainda tem algumas dessas cartas?

Provavelmente.

- Acha que podem ajudar? - Talvez.

Est� bem. Mais alguma coisa?

O que mais a preocupava era a arma.

Uma velha pistola. Ele mostrou para ela.

N�o sei onde a conseguiu. Nem devia ser dele, mas...

...disse que a usaria se descobrisse com quem estava saindo.

Ele a escondia na sa�da do duto de aquecimento, junto ao rodap�.

Podia ser a 38.

- Ligue pra o juiz Biggs. - O que est� fazendo?

Quero um mandado de busca. Ligue para o juiz Biggs.

- Devemos ir at� l�. - Nada disso.

- Como assim? - � com voc� que ele est� falando.

Vamos esperar o mandado. Tudo bem?

Sabe quando Randy mostrou a arma para ela?

Em fevereiro.

- Procuro o juiz Biggs. - N�o, provavelmente em janeiro.

Por que n�o nos informou isso quando ela morreu?

Ela me pediu segredo. N�o queria que soubessem.

Mesmo depois de morta n�o queria que soubessem?

- Morta a pancadas? - Honrei o desejo dela.

- Seu corpo foi jogado no lixo! - Eu era amigo dela.

- N�o, n�o era. - Est� bem, �ramos �ntimos e...

�ntimos?

Ela era atraente.

- Fez sexo com ela? - Ela tinha 17 anos.

- Sim, e era atraente. - Acho que sim.

- Acha? Ela era. - Certo.

- Fez sexo com ela? - N�o, eu era seu mentor.

- Comprava coisas para ela? Presentes? - Sim.

- De que tipo? - Sobretudo livros. Ela adorava.

Livros?

E isto?

- Deu isto para ela? - Sim.

Por qu�?

- Queria ver como ela ficava com ele? - N�o.

- N�o? E por que deu j�ias para ela? - Foi s� um presente.

- Comprou muitos presentes. Vestidos? - Sim, qual o problema?

Nenhum. Queria entender que tipo de mentor voc� era.

Dei a ela algumas coisas que n�o podia ter.

S� queria transar com ela, n�o �?

Seu pervertido!

- V� com calma. - Pervertido.

- Acalme-se, est� bem? - Certo.

Preciso de uma pausa.

Pe�o desculpas em nome do meu colega. Ele...

Ele est� sob muita press�o ultimamente, mas ele � um bom tira.

Detestaria conhecer um tira ruim!

Mandado de busca e apreens�o. Sim, senhor.

Randy Stetz. Informaremos o resto depois.

- Conseguimos o mandado! - Obrigado, Sr. Finch.

Francis, venha comigo. Vamos!

- N�o vai com ele? - N�o.

N�o est� no caso Connell?

Estou trabalhando no caso da morte do parceiro de Dormer.

Eu soube. � tr�gico.

- Ligo para dar as cartas da Kay? - Ligue. Vou buscar.

Stetz? Temos um mandado! Vamos entrar!

Vasculhem tudo!

Olhe l�!

Tente l�!

Procure l�. Rich, l�!

Achei! Ei, Fred!

- Bem na hora, Dormer. - Estava no �leo do motor.

O que � isso?

Agora diz que estava com Tanya quando Kay foi morta.

- Foi o que ela me disse. - Quando?

- Quando a interroguei. - Pretendia contar a algu�m?

� o que estou fazendo agora.

Randy e Tanya estavam transando. Ela est� tentando proteg�-lo.

- O que falou sobre a arma? - Que n�o � dele.

Quando tivermos o laudo da per�cia, ficar� mais acess�vel.

- Voc� vai embora? - Amanh� cedo.

Se Spencer lembrar onde estacionou o avi�o.

Achei que queria me matar na sala de interrogat�rio.

Queria.

- Randy Stetz est� na cadeia. - Falei que gostariam do meu final.

- Voc� se prendeu aos detalhes. - Detalhes?

- Ele � inocente. - N�o, n�o �. Ele batia na Kay.

Um dia faria algo pior. Talvez bem pior.

Como sabia que plantei a arma?

Queria me ajudar antes de eu mostrar o gravador.

Precisava do elemento surpresa. � um bom homem.

Sei disso, mesmo se voc� esqueceu.

Quando ia us�-las contra mim?

Quando achasse o vestido da Kay?

Onde levei o corpo, certo? Voc� tem a arma e a aut�psia.

N�o importaria se eu dissesse que voc� matou seu parceiro, certo?

D�-me a fita.

- Fez outras c�pias? - O qu�?

- Fez outras c�pias? - Por que faria?

Para me impedir de entregar voc�.

- Ou ent�o matar voc�. - N�o tenho nada contra voc�.

Nunca tive. Fez suas escolhas, como se eu nem estivesse aqui.

Por que me matar? N�o vai ajudar o Randy.

Depois da sua cena na delegacia, n�o seria bom eu aparecer morto.

- H� muitos modos de morrer. - Como num acidente?

Como o Hap... como a Kay.

Levou dez minutos para voc� espancar Kay Connell at� a morte.

Dez malditos minutos! Chama isso de acidente?

Matou seu parceiro numa fra��o de segundos.

Isso � mais que um acidente, Will?

E isso, � um acidente?

Se quiser que seja.

Acabou, Walter.

Acabou.

Vou contar tudo a eles. Sobre Hap, sobre voc�. Tudo.

- De que iria adiantar? - Vai acabar com tudo isso.

N�o vai acabar. N�o tem dormido. N�o est� pensando direito.

Vai dizer a verdade? Que atirou no seu parceiro e mentiu?

Para eles, ser� um mentiroso e um assassino. Estar� sujo pra sempre.

N�o se escolhe quando dizer a verdade. Ela est� acima disso.

A fita era a �nica prova de que conversamos fora daquela sala.

Para eles, sou s� um escritor que Kay Connell admirava.

Randy Stetz � o assassino e voc�, o tira her�i.

O trabalho da sua vida est� intacto. Outro cr�pula est� preso.

Tudo est� como deveria estar. Volte para Los Angeles.

H� fortes ind�cios contra Randy.

Posso cuidar de tudo por aqui. Tenho tudo planejado.

V� para casa.

� meia-noite da sua sexta noite. Quebrou meu recorde.

ISOLANDO O LOCAL DO CRIME

OS ASSASSINATOS DA RUA LELAND

DORMER PUXOU UMA ARMA RESERVA, UMA WALTHER 9MM

- Randy Stetz. Ele era um babaca. - Voc� o conheceu quando crian�a?

Nossos pais vieram no mesmo barco. Vieram juntos.

- N�o era flor que se cheirasse. - Que tal nossa cerveja?

Dormer precisa dormir um pouco.

- As " noites brancas" est�o te afetando? - N�o tem sido f�cil.

- Melhor do que no inverno. - � mesmo.

No inverno, o sol mal aparece durante cinco meses.

Como se um buraco negro nos sugasse.

Oi, Nancy Drew. J� soube? N�s o pegamos.

- Rich achou a arma. - Eu soube.

- Ela tem algo em mente. - Achei isto na praia.

- O que �? - Um cartucho, 9 mm.

A arma do crime era uma 38, e n�o usamos armas de 9 mm.

Nem arma reserva, certo?

Arrume um passatempo, t� legal?

Isso � ponto pac�fico, n�o, detetive Dormer?

O caso est� encerrado, Ellie.

Segurem as pontas, rapazes. Vou at� o toalete.

Vou despejar um pouco da boa cerveja do Alasca.

Quer cerveja ou alguma outra coisa?

N�o, obrigada.

- Ele � gente boa, n�o? - N�o exagere.

O que tem dois polegares e adora uma chupada?

- N�o sei. - O papai aqui.

Desculpem.

Foi muito legal, Dormer.

Foi o m�ximo trabalhar com voc�.

- Vai levar Will ao aeroporto? - N�o, vou at� a casa do Finch.

- Ele mora em Umkumiut... - A casa do lago.

Dormer vai ter...

...que deixar meu carro nas docas. Se estiver de acordo.

Tudo bem.

Foi um prazer.

Durma um pouco.

Detetive Dormer?

- O que �? - Algu�m se queixou do barulho.

Disse que n�o consegue dormir.

- Algum problema? - Bem...

Est� t�o claro aqui.

N�o, est� escuro aqui.

Por favor...

Tinha um cara, Wayne Dobbs, 24 anos. Trabalhava meio per�odo numa copiadora.

Todo dia, ele observava um menino de oito anos...

...esperando sua carona do outro lado da rua.

- � um dos seus casos? - Sim. Meu e do Hap.

Um ano e meio atr�s. Durante seis meses, ele observou o garoto.

Finalmente, criou coragem, desceu at� l�,

agarrou o garoto antes que o carro chegasse...

O levou ao seu apartamento...

...e o manteve l� por tr�s dias.

Ele o torturou e...

O fez fazer algumas coisas.

Finalmente se saciou, e pegou uma corda.

Enforcou o menino no dep�sito do por�o do pr�dio.

Mas ele n�o fez direito.

O pesco�o n�o quebrou,

ele ficou l� pendurado um tempo e, finalmente, morreu de choque.

O senhorio encontrou o corpo cinco dias depois.

No instante em que conheci esse cara, Dobbs, soube que era culpado.

� isso que eu fa�o. Atribuo culpa.

Voc� encontra a prova,

imagina quem fez aquilo e depois vai atr�s dele e o taca na cadeia.

Dessa vez n�o haviam provas suficientes.

E isso constituiu d�vida razo�vel para o j�ri, pois...

...o j�ri nunca tinha visto um assassino de crian�as antes. Mas eu j�.

De qualquer forma...

Eu...

Eu tirei amostras de sangue do corpo do menino...

E as plantei l�...

No apartamento de Dobbs.

Senti na hora que aquilo ia se tornar um problema.

N�o costumo agir assim.

Como se tornou um problema?

O Assuntos Internos estava investigando nosso departamento.

Hap ia fazer um acordo...

...e ia me p�r em apuros. lam reabrir o caso Dobbs...

...e ele seria libertado. Isso n�o vai mais acontecer.

E n�o sei como...

...estou me sentindo com isso.

Mas Dobbs era culpado. Ele tinha que ser condenado.

O fim justifica os meios.

Certo?

- N�o estou em condi��es de julgar. - Por que n�o?

H� dois tipos de pessoas que moram no Alasca.

Os que nasceram aqui e os que vieram para fugir de alguma coisa.

Eu n�o nasci aqui.

Por que n�o me diz o que pensa?

Aqui. Agora. Neste quarto. Voc� e eu.

Por favor.

Acho que se trata do que achou que era certo no momento.

E com aquilo que se est� disposto a viver.

WALTER FINCH EM SUA CASA NO LAGO KGUN

- Pol�cia de Nightmute. - Detetive Burr.

Ela n�o est�. Saiu h� uns vinte minutos para pegar...

- Sr. Finch? - Detetive Burr.

- S�o amig�veis? - Sim.

N�o esperava v�-la t�o cedo.

Desculpe a bagun�a. Estava trabalhando.

Acha que as cartas de Kay refor�am os ind�cios contra Randy?

� poss�vel.

Cuidado com a cabe�a. J� bati umas mil vezes.

Desculpe a desordem.

N�o consigo me desfazer de nada.

Guardo tudo.

Sei que as tenho. S� n�o sei onde.

- Devem estar por aqui. - Escrevendo um novo livro?

- Leu algum livro meu? - N�o, n�o li.

Ela sabe.

- Onde ela est�? - Ela sabe que voc� matou Hap.

Teria percebido se n�o estivesse t�o esgotado.

Vi como ela o olhava na sala de interrogat�rios.

- Onde ela est�? - Calma. Est� tudo sob controle.

- Se acontecer algo com ela... - Ela est� bem.

Mas se n�o fizermos nada e ela falar, voc� est� ferrado.

� o fim de tudo aquilo pelo que trabalhou, entende?

- Mostre-me onde ela est�. - Ela est� bem.

Ou�a, eu... Est� tudo bem.

- Vamos revistar o local. - O que procuramos?

- O vestido. - Que vestido?

- Da Ellie. - Vestido da Ellie?

- Da Kay! - Voc� n�o est� pensando direito.

- Ellie est� aqui. - Eu cuidarei de n�s dois.

- "N�s"? - Ela viu o vestido.

- N�s estamos no mesmo barco. - N�o fale em "n�s", seu miser�vel!

Ela est� viva, Wil. Ellie!

Pare!

N�o se mexa!

Voc� atirou no detetive Eckhart.

E Finch viu tudo.

Pretendia atirar nele?

J� n�o sei mais.

N�o sei.

N�o o vi na neblina, mas quando me aproximei...

Ele estava...

Estava com medo de mim...

...e achou que tive a inten��o. Ent�o...

...eu talvez tenha tido.

N�o sei mais.

- Onde est� sua arma? - Ele pegou.

Abaixe a cabe�a.

Ou�a, tenho sete balas neste pente. Fa�a com que durem. Cabe�a baixa.

Vamos l�, atire!

Esqueceu o elemento surpresa.

Pedi refor�os. N�o v�o demorar.

Dormer, ag�ente firme.

Ag�ente firme.

Ningu�m precisa saber.

Sei que n�o teve a inten��o, mesmo que n�o saiba.

N�o. N�o fa�a isso.

O qu�?

Por qu�?

N�o se desvie de seu caminho.

Ag�ente firme.

Deixe-me dormir.

Apenas deixe-me dormir.

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