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Senhor, acordaste o nosso bom homem!
Embora a noite seja feita para amar,
e o dia chegue cedo demais,
ainda assim voltaremos a vagar
sob a luz do luar.
DOCE VINGAN�A
Legendas: karkaman
Seja por acaso ou porque foram escolhidos,
todos os homens percorrem o caminho do inverno rumo � ru�na ou a salva��o.
O azar leva � morte, mas os eleitos s� precisam escutar.
E assim aconteceu.
Neste mesmo lugar.
Entre as chamas eu vi
uma luz infinita e uma toga de rara brancura.
O anjo Mat�as falou para mim e disse:
"Humilde servo, assenta-te aqui porque esta � Terra Santa.
Plante a colheita, crie ovelhas e edifique a casa de devo��o
e deveras vai prosperar, porque o cetro do poder est� em tuas m�os ".
E entretanto, estando na presen�a dele em sagrado testemunho
vejo a deprava��o insinuar-se nas pessoas.
Como o do Senhor, o trabalho do diabo nunca chega ao fim.
A unidade com Deus e os seus vizinhos, o protege de cair
nos bra�os de Satan�s, cujas manipula��es s�o intermin�veis.
Devemos manter-nos firmes e remover as pragas ao nosso redor.
E quando o diabo se aproxima com qualquer engenhosa apar�ncia que ele queira
o derrubarei com a espada da justi�a
e deixarei em ordem a casa de Deus.
Algu�m com sede?
- Obrigado. - T�m sorte que os haja encontrado.
- Me d� um pouco a�! - Venho cheirando esta coisa de longe...
- Pode comer um pouco, se quiser. - Oh, muito gentil de sua parte.
- Esta � a sua terra? - Esta � Terra Santa.
Eu sou o profeta Josiah, e a administro em nome de Deus.
- Estamos s� de passagem... - Invasores.
- N�o, senhor. - N�o? Voc� comprou isso?
Sou um carpinteiro de profiss�o. Meu irm�o Jacob est� sob meus cuidados..
Ent�o, invasor, ca�ador e carpinteiro: um homem de grandes talentos.
Isso por acaso � da sua conta?
O qu�?
Passamos por momentos dif�ceis. A nossa
carro�a quebrou uma roda h� uns dias
e o nosso cavalo morreu.
Isso � terr�vel.
Estou indo para Santa Fe encontrar-me com minha esposa,
e estava querendo pagar por este cordeiro. O que temos � suficiente.
Como voc� estava pensando me pagar, exatamente?
Enviando o dinheiro para a �rvore, talv�z?
Ou entregando-o aos grandes ventos da pradaria?
Minha esposa � uma parente do Governador.
- Dinheiro n�o � problema. - O Governador?
O homem que, reputadamente, � rico como um Creso, mas permite que
seus parentes andem por a� feito vagabundos. Isso � chocante para mim.
� a verdade. N�s somos realezas por aqui.
O Senhor n�o acredita em atos sem conseq��ncias.
- Voc�s entendem? - S�o apenas duas ovelhas. Uma hoje e uma ontem.
Roubar � um pecado de onde voc�s v�m, n�o �?
- � sim. - E em que par�bola est� o pre�o do pecado?
- Eu n�o me lembro. - E o seu irm�o idiota, lembra?
Talvez n�o, mas se lembrasse n�o diria.
Se voc� dois ladr�es tivessem prestado mais aten��o nas aulas de catecismo
e gastado menos tempo em enfiar seus dedos nas vaginas de suas irm�s
- Talvez saberiam. - Este � o nosso acampamento. Voc� n�o � bem-vindo aqui.
Vou acabar com voc�!
Sossega Jacob, seu tolo aleijado.
O pre�o do pecado �... a morte.
Daniel!
Isso � bom.
- Merda! - Um gole?
- Beba voc�. - Mas eu n�o errei ainda.
O dobro ou nada.
T� bom.
- Aqui est�. - Assim? Tem certeza?
Sim.
- Termine a garrafa. - N�o tinha balas!
- Estou cansado de seus truques. - Essas s�o as regras.
- Um tiro, um erro, um gole. - N�o vou beber mais.
Fecha os olhos. Seja uma boa mulher
e fa�a o que seu marido diz. Est� pronta?
Baixe essa arma.
Vamos ver agora, Charlie.
Se eu viajei de Tucumcari...
...para Santa F�...
...acho que vou ter que ir por aquele vale.
N�o me agrade�a.
Ramirez.
- 7 d�lares. - Est� errado.
- Voc� est� questionando a minha dignidade? - N�o, apenas a quantidade.
Deveriamos ter $ 14, mas voc� est� dizendo-nos que s� temos 7.
Este estabelecimento n�o opera de gra�a.
- Eu ofere�o prote��o, seguran�a. - Achei que fossem a mesma coisa.
Sarah... Eu n�o me lembro de alguma vez
que voc� diminuiu suas tarifas.
Tenha mais respeito com minha esposa.
N�o, � melhor voc� me respeitar no meu banco, porque aquele senhor ali
acredita que voc� veio para me roubar.
Foram apressados demais.
Talvez deveriam ter lido o contrato com mais cuidado.
Mas voc�s n�o sabem ler, n�o �?
A, B, C, D, E, F, G.
Com contrato ou sem contrato
n�o � justo tirar metade das nossas economias.
Fa�a o seu pr�prio banco, ent�o.
Suponho que tenha um monte de espa�o
nessa sua fazendinha suja, Miguel.
- Voc� quer o seu dinheiro? - Sim.
Assim � melhor.
Um, dois, tr�s...
...cinco...
...seis...
...sete d�lares.
Talvez a senhora queira provar alguma roupa?
Tenho um provador rec�m reformado nos fundos.
Por que n�o?
- Sarah, n�o estamos aqui para roupas. - S� quero prov�-lo. N�o faz mal.
N�o mesmo. Por aqui.
- Toque o sino, se precisar de ajuda. - Obrigado.
De nada.
Para proteger sua pele de mulher.
Me d� licen�a um minuto, me deu uma dor de barriga...
- N�o � lindo? - N�o posso acreditar que aquele bastardo
- Tenha lhe dado isso de gra�a. - Eu sou uma mulher a quem � dif�cil dizer n�o.
N�o vou te soltar, n�o. Vamos l�, vamos l�! Agora � com voc�!
Cuidado com isso. L� vamos n�s. Cuidao.
Veio direto das florestas da Am�rica Central.
Vire-a, vire-a, devagar agora, com cuidado.
Oh, sim.
Vamos mant�-la sempre limpa, sim?
Obrigado, podem ir.
Caralho!
Primeiro quebrou a roda da sua carro�a.
Naturalmente se esqueceu de trazer o estepe.
A� montaram no seu cavalo, voc� e seu irm�o,
e o seu cavalo morreu.
Uma cascavel, uma c�lica, um parasita, um raio...
Meu Deus, menino, voc� teve azar.
Suspeito que daqui pra frente vai ficar pior.
Sim, � assim que acontece.
Como vai? Como v�o todos?
Bom dia.
Senhor Ramirez.
� um prazer v�r que voc� e Sarah enfim aceitaram nosso convite para rezar conosco.
Oh, n�o estamos aqui para a cerim�nia. Podemos falar por um minuto?
Bem, eu...
Acho que sim, por um momento.
� sobre suas ovelhas.
Minhas ovelhas?
Passaram por nossa terra e comeram a nossa colheita.
Esta � uma acusa��o bem ousada, senhor. Como sabe que as ovelhas eram minhas?
N�o quero come�ar um conflito, Sr. Josiah, mas esta � a segunda vez...
S� estou perguntando: conversou com estes bichos perdidos?
Perguntou de onde vieram, quem era o pastor?
- De quem mais poderiam ser? - N�o sei, n�o as vi.
Voc� � o �nico vizinho por milhas.
� s� isso? Porque, como v� tenho uma congrega��o esperando por mim.
Lhe seria grato se mantivesse seu rebanho fora da minha propriedade.
- � a propriedade do Senhor, Sr. Ramirez. - Mas � a minha tamb�m.
E n�o posso me dar ao luxo de perder mais uma parte da colheita.
- Poderia construir uma cerca. - Uma cerca?
Por que n�o entra com sua esposa e sente por si mesmo
- o poder da verdade do Senhor? - Talv�z outro dia.
Vou pergunt�-Lhe sobre esta cerca. Estou curioso de saber a Sua resposta.
Lhe seria grato, senhor.
Que Deus o acompanhe.
Salvo nos bra�os de Jesus
Salvo em seu doce peito
Este eco da m�sica celestial
que enche minha alma de alegria
- Fique aqui dentro. - Vou com voc�.
Jack.
Um cachorro morto n�o � um crime que sou obrigado a perseguir.
Assass�nio de gente. Isso � outra hist�ria.
O compramos, era nossa propriedade.
- Posso vender-lhe um outro c�o. - Voc� n�o se meta.
- Quando ocorreu isso? - Ontem � noite.
O Sr. Josiah teve umas ovelhas roubadas h� poucos dias.
Ladr�es de gado t�m agido na �rea recentemente.
Podem ter sido eles.
Ladr�es de gado?
- Mataram o nosso c�o? - Voc� os viu?
N�o muito bem, estava escuro.
- Ent�o como � que voc� sabe? - A lei tem que achar um culpado.
Lhe pare�o um ca�ador de assassinos de c�es?
- Voc� � a lei. - � isso mesmo que eu sou. N�o h� nada mais a dizer.
- Isso � tudo? Esta � a sua investiga��o? - Sim!
Agora tirem esse cad�ver fedorento do meu escrit�rio!
- N�o, voc� vai fazer algo. - Disse para tira-lo daqui agora!
Gracias.
N�o confio nele.
Nem eu confio muito no Sr. Josiah.
Por�m n�o me parece um homem violento.
Especialmente n�o algu�m que mataria um c�o. Esta aqui � uma regi�o selvagem,
poderia ter sido qualquer um.
Vou acertar as coisas com o Sr. Josiah. Pequenos conflitos entre vizinhos s�o coisas normais.
Estou gr�vida.
Um filho? N�o estamos prontos.
O que voc� acha que iria acontecer?
Talvez no pr�ximo ano seria melhor.
Deveria ter tomado mais cuidado.
Sempre, sempre... Cristo...
Bom dia, Sr. Josiah.
Eu estava esperando seu pedido de desculpas, Miguel.
Em rela��o a qu�?
Domingo � dia de ora��o e de descanso.
E voc� levantou assuntos de neg�cios na frente da minha congrega��o.
Voc� me insultou, e insultou o Senhor.
Eu n�o tinha essa inten��o. S�rio, t� bom?
N�o seja tolo, estou lhe dando uma chance.
Ajoelhe-se e pe�a perd�o perante o Senhor, agora.
At� agora tenho sido educado e respeitoso, e espero o mesmo do senhor.
Tentei, tentei acolhe-lo, Miguel
e traze-lo para o rebanho.
Inclui-lo...
Voc� s� mostrou desprezo para mim e meu trabalho.
Devo pensar que est� com ci�mes, com inveja... Voc� � invejoso?
Voc� n�o tem nada que eu queira.
Sou virtuosamente casado, tenho o amor e a devo��o do meu rebanho...
E voc� tem...
� uma mancha na paisagem, senhor.
Eu tenho tanto direito de estar aqui quanto voc�.
Se voc� pudesse, levaria tudo o que n�s temos.
Todo o fruto de nosso trabalho. Mas n�o � culpa sua.
Est� no ber�o a origem da sua cobi�a, da avareza. Essa � a sua natureza.
Voc�s mataram o nosso c�o, certo?
Mexicanos nunca tem sido elogiados por sua intelig�ncia.
Agora, tem que ir. V�o-se embora, voc�s dois.
Besta da terra, bastardo da pele marrom!
Vai pro inferno!
Miguel?
Miguel?
Miguel?
Louvado seja o Senhor.
Gostaria de comer alguma coisa agora.
Ah, louvado seja o Senhor.
Senhora Ramirez, boa noite.
A que devo a visita?
Voc� viu Miguel?
N�o, n�o depois da igreja.
Ele foi trabalhar na lavoura hoje, e ainda n�o voltou para casa.
- Voc� j� olhou no bar? - Sim.
- Com o xerife? - N�o vale a pena.
- J� fez isso antes? - Nunca.
S� pergunto porque alguns homens s�o escravos
de suas inclina��es lascivas.
E muitas vezes os tenho visto deixar suas mulheres e lares
quando as responsabilidades ficam maiores.
Miguel nunca faria isso.
Voc� � uma mulher muito, muito bonita, Sarah,
e seu marido deve apreciar o que Deus lhe deu.
- O aprecia sim. - Imagino, eu o faria.
Boa noite.
Que Deus a acompanhe.
Cornelius Jackson! As senhoritas de Santa Fe
n�o s�o bastante selvagens pra voc�?
Bela dan�a, cal�a doida.
Est� oficialmente liberado de suas obriga��es.
Com que autoridade?
- Do Governador. - Mas eu n�o fiz nada.
- Pelo menos fica sabendo por que estou aqui. - Esta � a minha casa.
Esta casa � do Governador. Voc� morou nela como h�spede.
- E agora deve retirar-se. - Vai esfregar sua bunda com uma escova de cactus!
N�o, Cornelius, n�o...!
Bastardo filho da puta!
- Pra onde deveria ir? - Isso n�o � problema meu.
Vou te ca�ar, vou te encontrar...
Sim? Voc� quer alguma coisa?
- Eu fui demitido. - D� pra ver.
- Por quem? - Cornelius Jackson, maldito armador de ciladas.
Eu...
- Estou procurando trabalho. - Quem � voc�?
- Eu n�o entendo... - Quem � voc�?
- Como que �? - Sem distintivo, qual � a sua utilidade?
Eu...
- Eu cozinhei um pouco para o ex�rcito. - Tenho esposas, n�o preciso de um cozinheiro.
Atirou na minha m�o, porra!
A minha m�o, porra!
Senhores, tenho a honra de t�-los comigo esta noite.
para dar as boas vindas ao mais novo membro de nossa comunidade.
Assim como outros grandes homens da lei nos dias de hoje
a sua reputa��o ilibada o precede.
Deus fez as leis para governar os homens,
mas sem homens para fazer cumprir essas leis
os terrores do mal marchariam imperturbados
- pelas plan�cies da terra, e... - Pare, por favor.
...e a humanidade ficaria possessa como tantos outros selvagens sem Deus.
Ent�o, levantem seus copos, por favor
para agradecer a Deus pelo xerife Cornelius Jackson.
Aproveitem.
- Que bela mesa, irm�o. - Obrigado, Hugh, � mogno.
Veio direto das Honduras Brit�nicas.
Sul do M�xico.
- Ent�o, xerife... - Me passa o vinho, por favor?
Passe-o, por favor.
- Como fez para... - Um, por favor.
- Como foi sua cavalgada at� aqui? - Por que deixou o territ�rio do Utah?
Sou um humilde servo de Deus: onde Ele me guia, eu vou.
Trouxe suas esposas e filha aqui com voc�?
S� uma mulher compartilha a cama comigo, xerife.
Assim � mais seguro, com certeza.
Porcelana.
- Aut�ntica porcelana, importada da Inglaterra. - Porcelana da Inglaterra...
Voc� j� transou com uma ovelha?
Muitos criadores transam com suas ovelhas.
Sabe como se transmite a s�filis?
O p�nis � uma arma imunda. Eu o chamo "o calo do diabo".
- Realmente... - Bom, o que o traz
� nossa bela cidade, xerife Jackson?
- A geografia. - A geografia?
Sim, a geografia.
Acontece que a prima favorita do nosso Governador, Lucille,
foi casar com um pobre carpinteiro chamado Levi, de Tucumcari.
O pobre rapaz n�o sabia nem cravar um prego direito.
Lucille e Levi passaram uns apertos, e o Governador lhes disse
que deveriam ir morar com ele e sua esposa em Santa Fe,
e entregou-lhes umas passagens de trem.
Gente boa, nosso Governador.
Ent�o Lucille tomou o trem para Santa Fe,
enquanto o marido Levi,
sendo orgulhoso demais para aceitar do Governador uns bilhetes de trem,
decidiu viajar de carro�a com seu irm�o Jacob.
S� que Jacob e Levi n�o s�o nenhum Kit Carson.
E � por isso que eu estou aqui.
Geografia.
Desculpe, xerife, mas n�o entendo.
O Sr. Josiah sabe do que estou falando, n�o � Josie?
Mesas das Honduras, porcelana da Inglaterra, Salt Lake City...
Sabe tudo sobre geografia.
N�o, sinto muito, xerife
estou completamente perdido.
Pode me emprestar sua faca?
N�o, essa grande atr�s de voc�.
Geografia
Tucumcari
Santa Fe
Aqui no meio est� a Terra Santa.
Agora, Jacob e Levi teriam que passar logo por aqui
para ir de Tucumcari
a Santa Fe.
Tudo o que Lucille e o Governador querem saber � por que
Levi e seu irm�o nunca chegaram.
J� terminou com isso?
H� um cachorro l� fora que parece ter pulado algumas refei��es.
- Muito obrigado, Josie, �timo jantar. - Xerife...
Lidero uma comunidade temerosa � Deus, pac�fica e unida.
E tenho certeza que voc� n�o quer que me torne seu inimigo.
Parece que j� se tornou.
Ol�, xerife!
Arrumei um novo emprego.
- D� licen�a... - Bom dia, senhora.
- Seu cavalo est� bebendo do meu bebedouro. - Este parece ser o caso...
H� um c�rrego logo l�, onde ele pode beber � vontade.
Acho que o Charlie n�o estava a par disso.
Quando est� com sede, vai para onde ele quiser.
N�o acho que o seu cavalo vai se sentir incomodado.
Mas eu sim, seria educado pedir licen�a antes.
Est� absolutamente certa, senhora, mas Charlie ignora
estas formalidades da ra�a humana.
Ent�o, por favor, aceite minhas desculpas em seu nome.
- Eu sou o xerife Cornelius Jackson. - Sei quem voc� �.
Deveria estar lisonjeado?
- Voc� enforcou meu pai. - Desculpe-me, senhora
mas eu nunca enforquei ningu�m, eles se enforcam sozinhos.
Isto � o que voc� se diz para aliviar a sua consci�ncia?
Os ju�zes os condenam.
Eu os mato ou os arresto, dependendo das circunst�ncias.
Belas escolhas.
- Quem era seu pai? - Wesley Parker.
Wesley... Wesley Parker.
- E sua m�e era... - Sim, ela era.
- Ent�o voc� �... - Sra. Sarah Ramirez.
Vamos deixar o passado pra l�... Estou � procura destes dois homens.
Levi e Jacob. Devem ter passado por aqui h� um par de semanas.
- Eu n�o os vi. - E o seu marido?
N�o est� aqui.
Quando espera a sua volta?
Em breve.
Bem, Charlie o curioso j� se abasteceu. Muito obrigado, Senhora.
Se por acaso topar com Jacob e Levi,
por favor, apele ao seu bom cora��o e ofere�a-lhes um pouco de �gua.
Devem estar com uma sede terr�vel a essa altura.
Boa tarde, Sra. Ramirez. Alguma noticia do Miguel?
- Voc� o est� vendo? - Acho que n�o.
Sarah, eu fiz algo que a ofendeu?
- Voc� me dixa nervosa. - Bem, lhe garanto que essa n�o � a minha inten��o.
- Josiah est� aqui para ajud�-la. - Como assim?
Como pretende se sustentar sem o seu marido?
- Consegui at� agora. - Assim parece, mas...
Temo que a abandonou, e voc� n�o vai sobreviver por conta pr�pria.
- Ainda n�o aconteceu. - Mas vai acontecer, Sarah, vai acontecer...
- Ent�o que seja! - D� a sua terra para a igreja.
Deixe que o Senhor a livre deste fardo.
O Senhor deseja que esta terra seja parte de algo maior:
uma grande, santa comunidade.
E eu venho a voc� com bondade e caridade no cora��o
para oferecer-lhe a oportunidade de prosperar, de achar abrigo
- no �mago de Cristo. - E onde eu iria?
Comigo.
Vou lev�-la para a Terra Santa.
Eu vou mant�-la e cuidar de voc� de todas as maneiras.
Parece um inferno.
Teimosa como o marido, e imagino que em breve vai ser prostituta, como a m�e.
- Saia da minha propriedade. - Minha lei � tamb�m a do banco.
Mais uma palavra e n�o haver� mais banco.
Hugh...
Falou quando n�o devia e em excesso. Pe�a desculpas � Sarah, agora mesmo.
Minhas sinceras desculpas.
Sarah, n�o h� necessidade de viol�ncia. A viol�ncia nunca � a resposta.
- N�o fa�a isto. - Estou aqui para fazer a vontade de Deus, para ajud�-la.
E sei que voc� n�o quer me machucar.
Assim, n�o � melhor?
Lavei os seus pecados, Sarah.
Voc� � um membro da ra�a branca.
Nunca deveria ter se casado com um homem de sangue amaldi�oado.
Mas isso � passado.
Vou faz�-la feliz.
Ver�. Mas voc� enfim vai entender
que o para�so � atrav�s de mim.
Arando de manh�, semeando sementes de bondade
Semeando na m� e na boa esta��o
Esperando pela safra e o tempo da colheita
Josiah o messias... Boa noite, senhor inimigo.
O que faz em minha casa, xerife?
Sabe, estes dois gentis cavalheiros me convidaram aqui para tomar um pouco de vinho.
- E quem seriam eles? - Invasores.
- Na terra de quem? - Na sua.
Entendo.
Poderia trazer essa lumin�ria aqui?
Levi e Jacob.
N�o se pare�e com ele, depois de uma noite dif�cil?
- Ent�o, quem os matou? - Um bastardo com sangue frio.
- Assaltantes? - Voc� viu algum por a�?
N�o h� falta de malfeitores neste mundo, xerife.
- Nunca ouvi nada mais verdadeiro. - O que est� fazendo na minha casa?
Pode me emprestar sua faca de novo?
Isto � o que eu acho que aconteceu. Pode discordar a qualquer momento.
Jacob aqui foi claramente esfaqueado - Acho que seja Jacob, � dificil distingui-los
foi claramente esfaqueado por uma faca grande. Vamos tentar isso.
Olha s�... � praticamente o tamanho exato.
Eu acho que seja quem for que o esfaqueou, deve ter usado uma faca igualzinha � sua.
� um modelo muito popular, xerife. Sears Roebuck as vende aos montes.
Me passe um cartucho da sua arma, por favor.
- Da minha arma... - A menos que voc� tenha algo a esconder.
- 45? - Colt.
- N�o parece de f�brica... - Temos orgulho em fazer coisas
por nossa conta por aqui.
D� para ver. Bem, o Levi aqui
foi ferido na perna por uma bala de rev�lver ou rifle.
E depois talv�z, enquanto andava mancando por a�,
Levi levou um tiro de espingarda.
Voc� tem visita? Ol�... � o Daniel? Entre, junte-se � festa.
Agora, temos aqui uma ferida por faca, uma bala de alto calibre,
provavelmente 45, e uma espingarda, o que me leva a pensar
que este foi o trabalho de pelo menos dois assassinos.
- Lhe parece correto? - Se voc� disser assim.
Fico feliz que possa se juntar a n�s, Daniel. Est�vamos tentando descobrir alguma coisa.
Aposto que pode ajudar-nos. Tem alguma declara��o a fazer?
Declara��o sobre o qu�?
A vida, a liberdade...
- A busca da felicidade... - Xerife Jackson...
Se j� terminou com esta grande farsa
e de fazer suas acusa��es absurdas e francamente muito ofensivas,
agradeceria se pudesse tirar
estes fodidos cadaveres fedorentos da minha casa.
- 20 d�lares. - O qu�?
N�o, � melhor 25.
Espero que a morte destes jovens, a tr�gica...
- Assassinado, � uma distin��o importante. - Eu gostaria de saber se tem um mandado.
Melhor uns 30 redondo.
Gostaria que fossem pelo menos enterrados bem vestidos.
Porque se voc� n�o tem um mandado, voc� est� na minha casa ilegalmente.
Acha que esses coitados j� usaram um terno?
Voc� est� de fato invadindo.
E eu lhe pedi, t�o educadamente quanto pude,
para sair. Agora.
Por favor, fa�a chegar esta carta ao endere�o de Levi e Jacob em Santa Fe.
Eu agradeceria de cora��o.
- Voc� � um homem esquisito. - Incomum, eu prefiro incomum.
Nunca esquisito.
- Veja que v� mesmo embora. - Sim, profeta.
Vergonha, me envergonhou em minha casa.
E voc� o deixou. Por qu�? Por que o deixaste envergonhar-me?
Eu nunca Lhe envergonhei. Nunca o teria feito.
Me envergonhou duas vezes. Me envergonhou e o deixaste.
Nada...
Eu ou�o, sempre ouvi tudo o que voc� me disse.
Por qu�? Por que? N�o sou seu santo filho obediente?
E voc� me paga desse jeito. Agora escuta o que eu tenho para te dizer.
N�o!
Merda! E segui cada p�gina!
Mere�o o devido respeito!
Isto fede mesmo.
Quer que o ajude a tir�-lo da�?
De joelhos.
Jogue sua arma do lado.
Lentamente.
Esse � o meu marido?
- � o meu marido?! - Eu n�o o matei, senhora.
- Eu juro, n�o tenho nada a ver... - Cala a boca, Sid.
Eu juro, n�o tenho nada a ver com isso.
Voc� tem o homem errado
Foi o profeta Josiah. Ele o matou.
N�s s� vimos aqui para desenterrar o corpo e leva-lo de volta � casa para queim�-lo.
Cala a porra da sua boca!
Permita-se a verdadeira express�o de seus sentimentos.
Curly! Vamos l�, Curly, voc� est� com raiva? Voc� deve estra puto, fique puto!
Humilha-me. Voc� est� puto? Esta puto?
- Eu estou com raiva agora. - Muito bom.. Que pensamentos est� tendo?
Que � que tem em seu cora��o? A pura verdade divina de Deus
vem de dentro de voc�, fale e n�o esconda nada.
- Eu tenho um pensamento... - Tem um pensamento? Bom.
Quero saber quando vamos ter esposas.
Voc� disse que iriamos todos ter esposas, quando fomos com voc�.
� este seu problema? Ser dominado por seus desejos bestiais?
Deve pensar por aqui, e n�o por aqui.
Vou dar-lhes esposas quando estiverem prontos.
Voc� deveria cortar esse saco de distra��o cheio de pus, o que acha?.
N�o, n�o!
Pode deixar entrar o amor de Deus no seu cora��o? Pode controlar seus desejos mortais?
Pode? Pode?
Bom, bom.
Voc� sabe por que eu lhe ensino essas coisas. Voc� entende?
Voc� sabe que eu o amo.
Eu sei disso, profeta.
Encontrei os cavalos de Sid e Daniel na floresta.
Alguma coisa deve t�-los assustado.
D�-me um dos homens, vou voltar e ach�-los.
N�o, vai para a cidade. V� se foram presos.
- Por que deveriam ter sido presos? - O xerife � um lun�tico.
Minha pequena senhora das dores, meu anjo ca�do...
Miguel foi assassinado.
Deus n�o protege bem os fracos.
Vim dizer adeus.
Eu achava que j� fizemos isso v�rios anos atr�s.
Algo sobre voc� n�o querer seu marido
ou seus filhos expostos aos meus pecados.
Mas eram tamb�m os seus pecados, Sarah.
Sete vezes virgem, n�o �?
Voc� pensou que poderia come�ar de novo?
O mal e a ben��o alcan�a todos, minha filha.
N�o tenho mais vergonha de voc�.
Sinto piedade de voc�.
Voc� acha que eu sou infeliz?
N�o penso muito a respeito.
Eu te perdoo, m�e. Por tudo.
Voc� n�o tem influ�ncia sobre mim. Nunca teve.
Tudo o que voc� fez foi por minha causa.
Boa sorte, que tudo d� certo, minha filha.
De novo como antes, n�?
A vida dissoluta sempre lhe caiu bem, Sarah.
Eu vim pegar os meus sete d�lares.
Sete d�lares para tocar a minha flauta?
N�o pagarei um centavo mais que um d�lar.
Nem se voc� for esfregar minhas bolas.
Parece-me que voc� est� vindo me visitar a semana toda.
Como nos velhos tempos.
- Martin est�? - Saiu l� atras para ir ao banheiro.
- Poderia dar isso para ele? - Com certeza, minha senhora.
- Como vai, querida? - Bem, vov�.
- Onde disse que o Martin foi? - L� fora usando o banheiro.
Mostre-me essa carinha linda. Oh, sim..
- � bom isso na bunda, n�o �? - N�o, n�o... d�i!
Que diabos estava fazendo aqui atr�s?
Minha pequena neta estava provando um vestido no provador.
A� houve um forte disparo, e um forte estrondo, e a cabe�a de Martin
atravessou a parede.
Voc� n�o � nada mais que um velho cachorro sujo, n�o �?
- Teve o que merecia. - Com certeza.
- Havia mais algu�m na loja com voc�? - Uma jovem veio e perguntou por Martin.
Depois tirou algumas caixas de cartuchos das prateleiras,
deixou um dinheiro no balc�o e se foi, pouco antes do big bang.
Cabelo cor de morango, vestido roxo, toda pintada, aproximadamente 30 anos.
- Sim, muito educada. - Que interessante...
Uma mulher com essa descri��o, tem deixado corpos pela cidade inteira hoje.
Preciso realizar um pequeno procedimento agora.
- � melhor fechar os olhos. - Xerife, logo aqui?
- � necess�rio? - N�o quero que o corpo se torne mais duro.
Seria como cortar um peda�o de lenha.
J� tentou cortar lenha com uma faca? N�o d� para pic�-la.
Eu tenho uma surpresa para voc�, menina.
- Me faria um favor? Segure o meu casaco enquanto isso. - Certo.
- Obrigado. - Sim...
Vamos ver agora.
N�o sou nenhum cirurgi�o...
mas...
acho que a bala...
deveria estar...
mais ou menos...
aqui. Achei!
Veja.
Quando um membro da ra�a branca, que faz parte dos eleitos,
mistura seu sangue com a semente de Caim.
um membro da ra�a africana, ou...
- Qualquer outro pag�o. - Qualquer outro pag�o de pele escura.
A pena sob a lei de Deus �
morte no local.
E sempre ser� assim.
O xerife n�o prendeu ningu�m, mas algu�m matou Hugh e Martin.
- Onde? - Na cidade.
- Foi um assalto? - Acho que n�o.
- O que disse o xerife? - N�o disse muito.
H� rumores que foi uma mulher prostituta que o fez.
Tem qualquer tipo de puta por a�.
Preparem os cavalos.
Vamos ver o quanto voc� pesa.
Parece muito com a outra.
Josiah n�o aprovaria.
Josiah n�o est� aqui.
Ol�, minha senhora, precisa de ajuda com o seu banho?
Oh, Deus.
- Ol�, xerife. - Preciso de sua ajuda.
Tenho essas duas balas, que t�m um peso id�ntico.
Vamos chamalas de bala Levi e bala Josie.
- Quem s�o eles? - N�o importa os nomes.
Agora tenho estas duas, vamos cham�-las de bala banqueiro e bala dono de loja.
Mataram Hugh e Martin.
Os nomes n�o s�o importantes nesse momento.
As balas Levi e Josie s�o do mesmo tipo e pesam de 45,250.
As balas banqueiro e dono da loja,
mesmo calibre e peso, 44,200.
Mas esse � o limite de minhas habilidades investigativas.
Eu poderia lev�-las uns passos adiante.
Poderia derreter as balas e dizer-lhe a sua exata composi��o.
- Poderia ajudar a determinar de onde vieram. - Sim, poderia.
E se soubermos de onde vieram, poderiam lev�-lo at� o assassino.
- Quanto tempo vai demorar? - Volte de manh�, vai estar pronto.
Quem sobrou? S� o Stu?
- � isso a�. - Onde ele est�?
Foi consertar a cerca perto dos alojamentos.
Ent�o, as balas banqueiro e dono de loja t�m a mesma composi��o.
- Certo. - 97% de chumbo e 3% de estanho.
� um padr�o industrial, como esperado.
Mas a coisa aqui toma um rumo interessante. As balas Levi e Josie
tamb�m t�m a mesma composi��o. Mas tem 95% de chumbo
e um peculiar 5% de zinco, o que me faz pensar que estas balas n�o s�o industriais mas caseiras.
- Por que diria isso? - F�bricas nunca usariam zinco na moldagem.
N�o s� estragaria o ferramental, mas dar�a uma bala bastante fraca.
Por que algu�m usaria zinco em vez de estanho?
Provavelmente ficou sem estanho, mas tem muito zinco por aqui.
Aposto que quem fez as balas Levi e Josie � destas bandas.
A an�lise final est� aqui, junto com a fatura.
- Bom trabalho. - Se precisar mais de mim, me avise.
Ok, obrigado. Tenha um bom dia.
- Tem alguma pista sobre aquela mulher? - Vamos s� dizer que tenho minhas suspeitas.
Me desculpe por ter que desinterr�-lo, Sr. Ramirez.
S� quero chegar ao fundo de toda esta hist�ria sangrenta.
Acho que vou coloc�-lo de volta em seu lugar de descanso.
Oh, Danny. Voc� est� morto!
Parece que fui parar no lugar errado.
A vergonha final est� na m�o.
Duas vezes me envergonhou. Mas agora,
enfim, eu vou te envergonhar. Agora vai ficar pendurado ali, envergonhado,
at� o sol secar seus test�culos e torn�-los como couro curtido,
e os corvos te bicarem todo.
Milhares de bicadas de vergonha. Que v�o bicar primeiro?
Seus olhos ser�o bicados, e seus ouvidos, seu nariz, sua lingua.
Todos bicados na vergonha.
At� o diabo aparecer para reivindicar sua alma podre.
O envergonhador se tornou o envergonhado.
Agora eu sou o envergonhador, e � uma boa sensa��o.
Espere, Jo-Jo. Estou um pouco confuso.
Sinto muito, talv�z n�o tenha sido muito claro?
Voc� ficar� pendurado a�, e voc� vai morrer.
N�o est� exatamente claro. Veja...
T�m os judeus, os mu�ulmanos, os chineses gordos com aquela grande barriga.
Que diabo, t�m at� os indianos com seus papos furados.
Ent�o eu quero saber, especialmente com toda essa merda que voc� anda pregando,
quem tem raz�o?
Eu sou o profeta Josiah.
O Senhor faz queimar o fogo de Jahova.
E quando a tromba do juizo vai tocar, serei eu que vou estar sentado ao lado
do Senhor em seu dourado trono de gl�ria.
- Eu, e somente eu. - Que vergonha, envergonhador!
- Vamos ca�ar uma puta. - Vergonha pra voc�...
Que vergonha! Que diabo est� fazendo voc� a�?
Olha s�, olha s�...
Foda-se.
Senhoras, gostariam de ouvir uns versos do Lord Byron?
"Eu queria ser uma crian�a descuidada, vivendo ainda em minha caverna no Highland"
"Ou vagando pela floresta escura"
Voc� � s� uma puta suja! Voc� � a piranha do capeta!
Sua cadela de Satan�s!
Acho que sou mesmo.
Tenha cuidado, querida, n�o consigo mais sentir minhas pernas.
Obrigado.
Agora � com voc�.
Por favor, n�o, senhora.
Sarah, voc� est� a salvo agora. Voc� abriu o caminho.
Vi que matou minha esposa. N�o importa...
Eram cadelas ci�mentas, nunca teria funcionado entre elas e n�s.
S�o maus esp�ritos e pecadoras.
E voc�, voc� � pura.
Um cora��o nobre, eu posso ver, eu sei.
N�o vi a minha filha...
Ela estaria morta?
E a�, sil�ncio? Bom, voc� poderia ensin�-lhe a transar.
Ambos sabemos como voc� � boa nisso.
Vamos, Sarah, vamos!
N�o tem nada a temer, isto � seu agora.
Por que voc� est� se escondendo? Olha, esta � a sua casa.
� a sua terra.
N�o existem barreiras para a nossa uni�o.
Voc� matou minha mulher, eu matei seu marido.
N�o somos t�o diferentes.
Olha...
Estou largando a minha arma e entrando.
Entrando com esp�rito de paz.
Me ajoelharei diante do Senhor
para resolver nossas disputas.
E poderemos viver juntos, Sarah, uma segunda chance.
Em paz, em harmonia, e felicidade.
Sarah.
Ah, foda-se!
Cala-se!
Legendas: karkaman
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