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Vamos lá, assassinos de policiais.
Vocês têm 30 segundos para se renderem.
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Saiam com as mãos para cima, como se estivessem em um jogo de vôlei.
Esse aqui é o John 'Rugged' Rudgate, o mafioso.
O cara que deixou a polícia para trás, fugiu da cidade
e foi direto para os livros de história.
Oi...
querem comprar alto-falantes?
VIVA LIVRE OU MORRA
NUNCA SOZINHO
Rugged, supostamente, esteve em cada crime não resolvido
de New Hampshire nos últimos 10 anos.
Desde roubo no armazém da liga infantil
até o assassinato do lenhador Rod Connelly.
A POLÍCIA ENCONTROU O ASSASSINO DE CONNELLY
Poucos lugares têm seu próprio criminoso lendário.
Chicago tinha o Al Capone
com seu império de garotas de programa e álcool.
FORMULÁRIO DE CASHBACK
Novo México tinha Billy the Kid, que roubou tantos cavalos
que tiveram que inventar o carro para se livrar dele.
- SALVE AS CRIANÇAS - E New Hampshire tinha o Rugged.
RESTAURANTE DA SHIRLEY
E o mais surpreendente é que eu ia trabalhar com ele.
Ia roubar um monte de diplomas da escola de direção.
E ele ia transformá-los em muito dinheiro.
Se eu estava nervoso? Claro que sim!
Quem não estaria?
- Oi Marcus. - E aí, Rugged?
Relaxa, você parece suspeito.
Como estamos?
Tenho cinco. Será que dá?
Caramba, cara.
Está muito bom.
- Quanto de dinheiro vai dar? - Não se preocupe, isso é comigo.
Pensa que a escola cobra quatro mil por um desses.
Acho que vou começar acima de mil.
Bem acima.
Cada um?
Não quero dizer que eu vou ganhar isso.
O mínimo para mim é quinhentos. Menos de quinhentos e eu saio.
E você precisa me dar suporte, não importa o que eu faça.
Se eu sair pela porta, você vem atrás de mim.
Se eu ficar bravo, você vira uma fera.
Se eu pular na mesa e gritar, aja como se eu sempre fizesse isso.
- Entendeu? - Sim, claro Rugged.
Eles estão aqui.
O cara do quiosque. O de casaco.
Limpando muitas ostras, cara do casaco?
Sim, claro.
Marcus, mostre a mercadoria.
Foram...
Sessenta dólares cada. Nada mal para uma manhã de trabalho.
Nada mal? Eu estive naquela maldita escola a semana toda.
Você só pegou cinco. Tem que pegar mais na próxima vez.
Não haverá próxima vez.
Não desista, cara.
- Você nem negociou. - O quê?
Ficou com medo dos caras.
Do que você está falando?
Eu estava te observando. Você é um covarde.
Olha essa boca!
O que vai fazer? Me apagar? Como fez com o Connelly?
Mentiroso.
Mentiroso de merda.
Tudo bem, então...
Você vai dar as costas, Marcus?
Vou te falar, você não vai ganhar esse dinheiro no quiosque.
Viu? É livre de impostos!
Bem, o Rugged ainda não era 'o cara'.
Agora você se pergunta,
como um covarde desses se torna uma lenda do crime?
Bem, é sobre isso que essa história trata.
É uma economia difícil, Marcus.
Merda!
Oi!
Oi...
Rugged!
Lagrand?
E aí?
Nada, cara...
O que está fazendo aqui? Pensei que tivesse saído do estado.
Meu velho morreu.
Não brinca.
- Acho que ele engordou demais. - Sim.
Quanto tempo vai ficar?
Não sei.
Estou no comando do armazém. Herdei ele.
Não brinca.
Sério?
Sim, eu estou no comando. É meu. Então...
Caramba, isso é ótimo! É um trabalho e tanto.
Sim, é.
Minha mãe aluga lá. É o número 126.
Sim, eu sei.
Lagrand, herdando uma empresa.
Isso é muito bom, cara. Você está feito.
Deveria comprar as bebidas boas.
É...
Se quiser. Não me importa.
- Gosto mais da Gordon. - Sim, leva a Gordon.
Você sabe o que eu fiz? Ouviu alguma coisa?
Não.
Me dá um Mago de Oz e dois pastéis.
Eu me envolvi em coisas muito pesadas.
Muito pesadas, mas estou indo muito bem.
- Você e eu devíamos conversar. - Sim, claro.
Certo.
A gente troca ideias quando eu for no armazém da minha mãe.
Tudo bem.
Beleza.
Te vejo por aí.
Te vejo por aí.
Pode trazer outra garrafa? Esta está sem o código.
COMPANHIA DE SUPRIMENTOS INCORPORADA
A mão embaixo da caixa. As duas mãos.
É frágil, tenha cuidado.
Fluído de freios, dois por um.
CASHBACK
Catorze e trinta e quatro.
O que está fazendo?
É um cupom de cashback.
É válido até o dia dezesseis...
De quinze.
Tira isso do caminho, John.
Estou com problemas nos freios, Larry. Me dê um segundo.
- Você sabe onde vai isso? - Para o cilindro mestre?
Não sei, pode ser.
Você ainda não me pagou o aluguel.
É, eu vou dar um jeito depois disso.
- O freio de mão está falhando. - Isso é um cabo.
- O que é um cabo? - O freio de mão é um cabo.
Tensiona a base contra o tambor.
- Posso deixar isso aqui? - Deixe a chave aí.
Não use a água.
- Por quê? - A fossa está vazando para o poço.
- Você está me zoando? - Não.
Não, deve secar logo. Contando que não chova.
PARE
Meu Deus!
Senhor Rudgate, aqui é o Logan da Black & Decker.
Bem, acho que consegui o desconto de 85 dólares
na serra profissional. Só que meu chefe precisa desse recibo.
- Então quando seu tio voltar da Grécia... - É isso aí.
...por favor, mande o recibo.
Quem é o chefe?
Quem é o chefe?
Você é o chefe!
Você é o chefe!
Você é o chefe!
Você é o chefe!
AEROPORTO DE KEENE
Spec!
E aí, Spec?
Spec?
Ed especial. Você se lembra?
Isso foi um erro.
Sei que você não é retardado.
- Passei um ano com eles. - Manteve contato?
- Claro que não. - Estou brincando, relaxa.
Quer parar e ir comer um burrito?
Vamos.
O McMann ainda está por aqui?
McMann?
Não, ele entrou na guarda costeira, marinha, ou algo assim.
Para fazer qualquer o que eles fazem lá.
Não sabia que você o conhecia.
Sim, ele me fez comer aquela coisa de fogo.
O gel inflamável, no China Tiki.
Você comeu o buffet e o gel.
Quando foi isso?
Não sei, faz muito tempo.
Trabalhávamos no quiosque, não é?
O quiosque, que piada, cara.
Maldito quiosque.
Eu tinha esquecido desse lugar.
Você não trabalha mais lá?
Claro que não, tá me zoando?
Você lembra quando Omar te jogou aquelas pinças de caranguejo?
Sim.
Bem, ele não pode mais me jogar pinças de caranguejo.
Porque você não trabalha mais lá.
Isso é o de menos.
Isso é o de menos.
Você não sabe nada sobre mim, Lagrand?
- Não? - Não.
Provavelmente nem sabe sobre o Connelly.
O que é Connelly?
Rod Connelly. Lenhador de merda?
Teve a cabeça decapitada do corpo.
Misteriosamente.
Sim, ouvi algo sobre isso.
Digamos que ele é um lenhador que não me causará problemas de novo.
Não.
Entende o que quero dizer? Entendeu o que eu disse, Lagrand?
Sim.
O que, foi você?
Eu não te disse nada.
Lagrand, quando você foi embora eu era um garoto assustado.
Ia para o trabalho de moto, jogavam frutos do mar em mim.
O Omar jogava.
Era jogado de lado.
Mas eu me firmei. Pego mulheres, compro o que quero.
Mas o mais importante, ninguém mexe comigo, nesta cidade.
- RUDGATE É UM BOSTA - Nossa!
Isso não vai sair daí, é um nó Windsor.
Certo.
Se seus amigos precisarem de alto-falantes? Mande me procurar.
Esta etiqueta está com o seu nome.
É, tire por favor.
Pensei que tinha dito que eram roubados.
Eu falo que são roubados, assim pensam que está barato.
É muito engraçado. É uma grande fraude.
- É um golpe legal. - Sim.
Mas não é que eu tenha problemas com roubo.
Roubar não é problema para mim.
Sabe? Não gosto de riscos desnecessários.
Chefe, tenho um garoto lá fora que diz que comprou
alto-falantes roubados. Posso trazê-lo aqui?
- Por quê? - A luz do óleo da patrulha acendeu.
Quero levar para a manutenção.
Isso pode esperar. Traz ele aqui, Putney.
Esse é Todd Tompkins.
Todd Tompkins.
Você é filho do Ted Tompkins?
Não.
Bem, é um nome comum.
Conte-nos sobre o vendedor, Todd.
Eram dois caras, bem mais velhos.
Não sei, certamente não da escola.
Um era mais caladão.
Tipo um assistente. O outro era da minha altura,
casaco marrom.
Você disse que ele dirigia uma van?
Uma van azul.
Uma minivan ou uma grande?
- O que você quer dizer? - Bem...
Uma Dodge Caravan é grande, mas é considerada uma minivan.
Eu já andei numa dessas. Essa era uma Van.
Desculpe chefe, quero olhar o óleo antes de fecharem.
Está bem Putney.
Você tem a placa, Todd?
Vamos falar de você.
Gerenciar o armazém, nada mal.
É uma mina de ouro.
Por quê?
Digo, você ganha bem, certo?
Sim, bastante.
Claro, negócio difícil. Mais ainda se você está sozinho.
A minha irmã ajuda.
Às vezes.
Com coisas pequenas.
Somente.
É, mas os seus clientes não são as pessoas mais tranquilas, não é?
Digo, tem gente que esconde coisas, guarda coisas, rouba coisas...
Espero que você tenha alguém bom cuidando da segurança.
- É isso. - É, espero.
Quem você tem?
Não acho que meu pai tinha alguém.
Pai?
Seu pai era um cara durão.
Meu pai não era um cara durão.
Seu pai era muito mau!
Seu pai era da marinha. Tinha uma reputação, como eu.
Talvez não forte quanto eu.
Seu pai mantinha distância, mas eu gosto de chegar perto,
sentir, sujar minhas mãos.
Posso esfaquear um desgraçado, depois ir para a cama
e dormir como um bebê.
Gostaria de poder te ajudar. Mas não tenho muito tempo.
Claro...
Sabe de uma coisa?
Você é meu amigo. Vou arranjar tempo. Vamos fazer isso!
Perfeito! Ótimo!
- Então, você quer fazer isso? - Sim.
Muito bem!
É isso aí, cara!
Então, como você quer negociar?
O que você quer dizer?
O que você prefere? Uma divisão igual?
Uma taxa? Uma combinação dos dois?
Não sei.
Mas você estava empolgado com isso.
- Sim, mas não sabia que era oficial. - Lagrand, estou te fazendo um favor!
- Sim, mas preciso pensar. - O que há para pensar?
Você sabe, coisas de negócios.
Olha, é um grande negócio para você. Sabe quem eu sou?
Entende? Sou um assassino impiedoso. Mato com minhas próprias mãos.
Você teria um assassino trabalhando para você, entende?
Sim, e sei que seria muito bom. Mas tenho que pensar em algumas coisas.
Pensar? Está bem, pode pensar.
Pode pensar, porque eu também tenho coisas para pensar. Muitas coisas.
Porque esse negócio poderia ser uma dor de cabeça para mim.
Muita dor de cabeça.
Cheryl.
Oi. O pai pagou o funeral antecipado?
Não sei. Cheryl...
Acho que estão nos cobrando em dobro.
- Então, lembra? - Como foi com as portas?
- Bem. - Sério?
- Escuta, Cheryl... - Você terminou?
Ainda não. Recebemos muitas reclamações das fechaduras, Jeff.
- Desculpa. Escuta, Cheryl... - Sinto que eu faço tudo aqui.
Eu faço coisas.
O quê? Não tem mais nada para fazer. É isso aí que tem.
Termine as portas. Por favor.
Odeio falar com essas pessoas mais do que o necessário.
Certo. Você lembra do Rugged? Trabalhávamos juntos no quiosque.
Não.
- John Rudgate. - Não.
- Rugged Rudgate. - Não.
Não me lembro. Conhecemos uma Doreen Rudgate.
É a mãe dele.
Está bem. O que tem?
Bem, eu conversei com ele e ele disse que pode nos ajudar.
- E eu pensei... - Ajudar como?
Segurança.
Segurança? Quanto ele cobra?
Não sei.
Meio a meio?
Ele não vai receber igual.
Por que não?
'Meio a meio' é ser dono.
É mesmo?
Sim. Segurança não é nada. São tipo cinquenta por mês.
Só pensei que devíamos trabalhar com ele. Não vejo qual é o problema.
Veja se ele pode fazer por cinquenta.
- É? - Sim.
Cinquenta por mês. Está bem.
Com certeza ele pode. Ele é um cara legal.
Ótimo.
RUDGATE E LAGRAND MEIO A MEIO
- Como vai, amigo? - Lagrand, sócio.
Sente-se. Bem-vindo ao meu escritório.
Escritório.
Já esteve aqui antes?
- Sim, algumas vezes. - Cerveja, por minha conta.
- Obrigado, querida. - Vá a merda.
Não tente um ménage, amigo. Elas topam e depois se assustam.
Olha, estou muito empolgado com essa sociedade.
- Eu também. - Sério?
Vai ser muito bom. Saúde!
Então, quando acertarmos tudo,
quero que saiba que vou ser implacável.
Porque é assim que eu opero. Não quero que espere menos de mim.
Como eu negocio não tem nada a ver
com o quão feliz estou de trabalharmos juntos. Entende?
Trabalhar juntos de novo, certo?
O que quer dizer?
O quiosque.
Maldito quiosque.
Aquilo era uma merda. Quanto pagava, cinquenta por semana?
Era troco.
Não, isto é uma empresa. Algo a que se apegar.
Me dê um número, algo para calcular, algo para ir me animando.
Do casaco, sentiu isso?
- Sai fora, Oldfield. - O quê?
Não se preocupe com eles. Só estão zoando.
Brincando. O que você dizia?
Olha Rugged, não sei se isso vai funcionar.
Por isso?
Isso é besteira, cara.
- Acha que eu não vou fazer nada? Eu vou. - Não é isso.
Estou me segurando ou aqueles caras estariam mortos.
Não posso fazer nada agora.
- O dono é meu amigo. - É só que não acho
que tenho tanto dinheiro agora.
Isso é uma mentira. Isso é mentira com certeza.
O que precisa ver? Quer me ver pegar pesado com esses caras?
Considere-se morto.
Bem morto.
Sim, ria. Ria como o Connelly.
É, você matou o Connelly.
Estou tremendo, cara do casaco.
Mostre alguma atitude. Seja um homem de atitude.
Homem de atitude.
Homem de atitude.
- Lagrand! - Rugged.
- Escuta Rugged, sinto muito... - Não, escuta. Há algo que precisa saber.
- Quero muito trabalhar com você. - Não importa. Isso não importa, cara.
Você precisa saber...
Aqueles bastardos ali, entraram na caverna do urso. Entendeu?
Ainda não sabem, mas entraram.
E acho que poderia aprender alguma coisa se observar como isso termina.
- Falo sério. - Sim.
- Está livre amanhã à noite? - Sim.
Está pronto para ver algo pesado? Porque vai ver um lado meu que nunca viu.
Sim.
Certo, te pego no armazém às cinco.
Traga cigarros. Vai! Vai!
Merda!
QUERIDA SRA. CONNELLY, SINTO MUITO POR SEU FILHO NÃO ESTAR AQUI
PARA CELEBRAR SEU ANIVERSÁRIO
O que aconteceu com o óleo? O mecânico disse que você não foi lá.
O óleo? Se consertou sozinho.
Que sorte.
Sra. Connelly? Pensei que tínhamos enviado flores.
Hoje seria o aniversário dele.
Entendi.
E o que aconteceu com as caixas de som?
Por acaso o departamento de trânsito registrou quatro caminhonetes assim.
E uma delas em nome de John Rudgate. Te soa familiar?
O idiota, certo?
É o criminoso que pintou aquela grosseria na árvore patriota.
Mas havia dois na caminhonete.
O ajudante. Ele vai aparecer. Sempre aparecem.
Isso saiu do caixa?
Não, eu mesmo comprei.
Entendi. É muito gentil.
- O que está fazendo? - Esperando o Rugged.
Se ele vai fazer a segurança, preciso da identidade dele.
- Já disse. - Estou resolvendo isso.
Cheryl, temos partes iguais?
Sim. Ambos temos.
Se eu quisesse, poderia dar minha parte para Rugged?
Não. Isso tornaria impossível vender este lugar.
Por quê?
Os compradores teriam que negociar com você, eu
e um segurança exageradamente bem pago do quiosque de frutos do mar.
Se vendermos o armazém, ainda devo trabalhar aqui?
Não. Essa é a ideia.
Bem, não acho que seja uma boa ideia.
Bem Jeff, faça o que quiser com a sua parte.
Pode comprar outro armazém, com a metade do tamanho.
Não.
Gosto deste lugar. É o melhor emprego que já tive.
Claro que é. Você não faz nada.
Bem, eu vou fazer algo esta noite. Isso eu posso dizer.
- Me sinto mal com essa... - Tenho um certo modo de fazer as coisas.
Se alguém mexe comigo, eu não revido na hora.
Tomo meu tempo. Eu cogito.
Eu rumino, ou sei lá como se diz.
Pegue aquela bolsa marrom ali.
Aquele gordo idiota do Oldfield vai ter o que merece hoje.
Você e eu vamos à casa dele perto do cemitério.
Vamos esperar ele sair.
E vamos dar a ele algo que chamo 'um trabalho de poço'.
Sabe o que é?
Você tem que falar, Lagrand. Estou tentando te educar.
Se não entender algo, pergunte.
Ficarei feliz em responder. Gosto quando você pergunta.
Pelo amor de Deus, não fique aí sentado como uma vaca!
- Não sou uma vaca! - É modo de dizer.
O que é um 'trabalho de porco'?
Um trabalho de poço é quando você ferra o poço de água de alguém.
Pode ser um sistema de filtragem de fossa séptica, veneno, tanto faz.
Pessoalmente, eu gosto de usar fluído de freio.
- Isso vai matá-lo? - Não.
Bom, talvez. Você está bem com isso?
Sim, tudo bem.
Você tem que ter certeza, Lagrand. Isso é sério, muito sério.
Foi você que fez isso? É como fumar ar. Tem que apertar direito.
Unidade dois, nove, zero.
O tenente O'Shay pediu que eu informasse que ele não quer maionese no sanduíche.
Sem maionese. Tenente O'Shay, câmbio.
POLÍCIA DE RUTLAND
O que está fazendo, Putney?
Apenas...
fazendo uma pausa.
Vigiando a sua própria casa? A Stacey te expulsou?
Não. Ela se chama Susan.
Independente do nome, ela é uma grande mulher.
Escuta, o caso Connelly te deixou deprimido, não foi?
Mas você não pode se apegar a um caso.
Você é um bom policial, Putney. Aprenda que cada caso conta.
Meu primeiro caso foi uma velhinha
que roubou dinheiro da caridade.
Mas, de muitas maneiras foi muito gratificante.
Um inferno de interrogatório. No final, ela cedeu. Todos cedem.
- Mas, e se ele não sair? - É sexta-feira, todo mundo sai.
Você tem que acertá-lo.
Esse é o cara do bar.
Abaixe-se.
- Caramba, você está suado. - Calado.
Tudo bem. Ele já foi.
Você quer fazer isso?
Isso é pra valer, Lagrand. Preciso de uma resposta.
Sim, com certeza. Então...
Bom.
QUIOSQUE DE FRUTOS DO MAR ABERTO
Graças a Deus eu almocei bem.
- Peça as tiras de frango. - Não vou comer nada neste buraco.
Mariscos. Meu avô costumava vendê-los para turistas e ria muito.
- Sabe por quê? - O cheiro está bom para você?
Porque estão no poço da cadeia alimentar.
Eles comem sua própria merda.
Preciso de molho tártaro ou algo assim. Muito molho.
Claro, merda e maionese. Isso sim é apetitoso.
Esses marisquinhos, onde você os conseguiu?
Na balde.
Isso é o lixo.
Temos que jogá-los fora.
Ninguém me disse.
Como você não cheirou isso?
Eu os servi.
Não diga isso a ninguém.
Bravo! Conseguimos!
- Conseguimos. - Caramba, claro que conseguimos.
Quero que você pegue o que aprendeu e aplique neste lugar.
Porque estou farto dessa cidade.
Eu vou acabar com esse lugar.
- Rugged, escuta. O que fizemos... - Não pense nisso hoje.
Você está louco, fora de si, cheio de adrenalina.
Não vê metade das consequências do que fizemos hoje.
- Eu sei. - Não pense nisso. Durma.
- Durma sem pensar. - Tudo bem.
Não pense nisso.
É isso, durma e pense.
Os mariscos estavam estragados.
Não sinto minha língua.
- Não me venha com essa. - Essa o quê?
Hoje você vai me chupar, entendeu?
Donna, estou muito mal.
- Vou embora. Vou pegar um táxi. - Querida, estou doente.
Tire as mãos de mim!
Querida.
Você está ligando para Autos Hansen.
Nosso horário de atendimento é das oito às cinco.
- Se souber o código, pressione... - Merda, não.
- Alô. - Alô. Alô.
- Sim? - Oi, eu...
Estou ligando a respeito do seu fluído de freio C-15.
Preciso falar com alguém, é uma emergência.
Todos já foram embora.
Eu sei, mas derramei o fluído no meu poço de água.
E eu acho...
que estou com problemas.
- Por que fez isso? - Foi um acidente.
Mas, meu cachorro talvez tenha bebido um pouco dessa água.
- Quão prejudicial pode ser? - Isso é ruim.
Às vezes, quando tem algum vazamento, os pássaros morrem.
Minha nossa!
Está bem.
Há algum jeito de...
Eu daria água mineral para ele por enquanto.
Tem como neutralizar o efeito?
- Espero que tenha muito vinagre. - Vinagre, certo. Quanto?
Ou, como se chama? Não é sódio. O líquido marrom...
Vamos de vinagre, quanto?
Muito.
Maldito idiota. Burro, idiota.
Merda, não!
Que merda! Imbecil! Eu sou muito burro!
Já encerramos o café da manhã.
Não se sente aqui. Sente-se atrás de mim.
Sente-se na outra mesa.
Sente-se atrás.
- Assim? - Vire-se.
Você foi ao hospital?
Sim.
Como ele está?
Ele morreu.
O quê?
Eu segurei a mão dele. Foi assustador.
Você deve estar brincando.
Disse que era seu amigo e me disseram para confortá-lo.
Ele está morto?
Sim, e sabem que foi envenenamento.
O quê?
Sim, ouvi as enfermeiras e disseram 'intoxicação'.
Então...
Merda.
Estamos bem? Nunca estive em algo assim.
O que foi?
Para onde você vai?
John Rudgate!
Essa van é sua?
É.
Você está bem?
Dia ruim.
Sabe? Queria saber o que você fez ontem à noite.
- É da sua conta? - Só estou seguindo algumas queixas.
Quais queixas?
Se você se interessa, podemos ir à delegacia e eu te conto.
- Você está me acusando de algo? - Só estou conversando.
Porque se não está me acusando de nada, pare de me encher.
Cuidado.
Vou ter cuidado.
E eu vou cuidar de você.
Sei que foi você, Rugged.
Você é o dia ruim.
- 'Sei que foi você'? - Isso.
- Então acham que fui eu? - O que importa isso?
- Não sei. Nunca fiz algo assim. - Nem eu.
Quer dizer, sim, mas não assim...
Sabia que ele ia ficar doente. Muito doente. Mas não que ia morrer.
- Estamos ferrados. - Por que estamos ferrados?
Ele não me prendeu.
O que está acontecendo?
Não têm provas, Lagrand.
Se tivessem, estaríamos na cadeia agora.
Por que está jogando isso fora?
Certo, este é o plano, temos que lavar a caminhonete,
e nossas roupas.
Temos que inventar um álibi, algo forte.
Vou comprar um guia de TV. O que mais?
CASHBACK PAGO PARA RUDGATE
O cheque!
Droga!
Olá.
Olá.
O que está fazendo?
- Onde guardamos os cheques? - Por quê?
Preciso comprar algo.
O quê?
Que importa, Cheryl?
Tá.
Meu Deus.
Coloque o nome e a quantidade aqui para eu lançar no computador.
O nome e a conta.
Quantidade.
Para onde você vai?
- Para a loja de ferramentas. - Temos uma conta lá, por isso importa.
Eles cobram quinze centavos por cheque.
- Tome quinze centavos. - E tem o custo da conta e do extrato.
Bem, seria bom ter esclarecido isso para mim antes.
- Conseguiu? - Não.
Qual é o problema?
- Para onde vamos? - Temos uma conta lá.
E...
Por que não usamos um cheque seu?
Já te disse. Não vou jogar dinheiro fora.
Já dei um cheque de cashback lá, é disso que se trata.
Bem, não quero estragar as coisas. Temos uma conta lá. Ela flutua.
- Do que está falando? - E tem o balanço e os livros.
Não faz sentido.
A Cheryl vai fazer um alvoroço, entendeu?
A Cheryl? E o que ela tem a ver com isso?
Ela assina os cheques às vezes.
Você a deixa fazer isso?
- Sim, quando estou ocupado e não posso. - Isso é muito ruim.
Além disso, já não temos cheques. É tudo.
Não têm cheques?
Isso é fácil, vamos ao banco. Pedimos novos, problema resolvido.
Vamos.
Vamos.
Não deveria deixar ela mexer com dinheiro, é como mexer com suas bolas.
Ela tem dezessete anos.
- Dezenove. - Tanto faz, é uma merda.
BANCO KAVET DE RUTLAND
- Consegui. - Perfeito.
John!
John!
Sra. Blodgett, não posso falar, tenho que ir.
Fique bem aí.
Essa mulher é louca.
Amiga da minha mãe. Fiz um trabalho para ela há cinco anos.
Foi semana passada.
E não fez. A caixa de areia estava suja!
Te dei o trabalho como um favor à sua mãe.
Contra o meu bom senso!
COMPANHIA DE SUPRIMENTOS INCORPORADA
Três e quarenta.
Cheque? Certo.
Aqui está.
Tenha um bom dia.
Sim?
Já tenho um.
Não preciso mais do cheque.
Está bem.
- Você viu os cheques? - Sim.
- Onde ficam? - Embaixo da caixa registradora.
Bom trabalho. Não tem alarmes?
Sim, vi um anúncio.
Droga.
Bom, às vezes são decoração. Dizia...
'Alarmes ACME', 'Alarmes Oficiais', algo assim?
- Dizia 'Granite State'. - Merda. Esse é real.
- Minha mãe usa. - Você pode burlar um alarme, certo?
Normalmente sim, mas não esses. Esses são bons.
Conheço um cara, Gazaniga.
Não é o tipo de pessoa que você quer trabalhar. Muito louco.
Conhece alguém?
Não.
Droga.
Esse cara é um diabo.
Você já assistiu a UFC?
Não.
Coloque dois lutadores em uma jaula sem regras e veja o que acontece.
Vale tudo. Cutucar, morder, estrangular.
Ele faz isso?
É o sonho dele.
É o tipo de doente mental com quem vamos lidar.
E aí, Gazaniga?
O que você quer?
Vai às lutas?
Já tenho o pedido.
- Ainda consegue burlar um alarme? - Do que você está falando?
Da casa da minha mãe?
- Não sei nada sobre a casa da sua mãe. - Você burlou o alarme dela.
Não burlei nada.
Olha, não me importa. Ficou no passado.
Eu preciso de ajuda.
Só não me acuse de roubar sua maldita mãe.
Está bem. Desculpe. Está bem?
A questão é a seguinte.
Estamos observando esta loja.
Quem é a girafa?
É o Lagrand, ele é dono do armazém.
Que coisa.
- Alex. - Jeff.
Você tem dois tipos de guarda volumes, não é?
Sim.
Quanto custa o pequeno? Cabe um carrinho de golfe nele?
- Sim, podemos ajudar com o que quiser... - Bom, podem falar disso depois?
Olha, preste atenção, o Lagrand e eu observamos essa loja.
E têm muitas vendas em dinheiro.
Vendas grandes, todas em dinheiro.
Quanto?
Seis? Seiscentos dólares. Fácil.
Estão falando da sua loja, certo?
Não, idiota, ele não vai roubar o próprio negócio.
Não se preocupe com isso. Escuta,
ainda consegue burlar um alarme da Granite State?
Fico com metade.
Certo.
Então, consegue?
Claro.
Certo.
Não sabia que você mexia com essas coisas, John.
Você não sabe muita coisa sobre mim, Gazaniga, muita.
Vamos, Lagrand.
O filho da mãe estava usando o anel de noivado da minha mãe.
Ele realmente roubou sua casa?
Uma venda de garagem. Patins, revistas de carros, tudo de bom.
Você poderia me dizer se vendeu um pingente de ouro com algo gravado?
- Recebi uma pista no caso Connelly. - Vou te ligar de volta.
O informante disse que foi o John Rudgate.
- Rudgate? - Vandalismo, roubo, homicídio.
Está tudo ligado, Putney.
Ele ficou defensivo quando perguntei.
Então vou te tirar do caso dos alto-falantes.
É só...
se ele está envolvido, eu quero fazer isso direito.
Prender esse tal Rudgate.
Está bem.
Um presente para sua esposa?
Do seu amante quente.
Encontrei na gaveta dela.
Deve ser o nome de uma loja.
Ela está...
Ela está me traindo.
- Qual é, a Stacey é louca por você. - O nome dela é Susan, merda!
- Talvez o problema seja o seu linguajar. - Sim, claro.
Vou te entregar a papelada que tenho do caso dos alto-falantes.
Se quiser falar sobre qualquer coisa...
- minha porta está sempre aberta. - Obrigado.
- Vamos meu bem, vem pro papai. - Bem aí.
- Está vendo? - Sim.
Isso mesmo.
É isso aqui.
Que merda foi essa?
- Meu Deus. - É isso aí, já era.
É um jeito merda de fazer isso, cara.
Qualquer um podia fazer assim.
Não, não qualquer um. Onde está a caixa registradora?
- Como não danificou a parede da minha mãe? - Porque não fiz isso.
- Onde está a caixa com o dinheiro? - É por isso que você pegou meus CDs?
- Não estou com seus malditos CDs, John. - Aqui está a caixa registradora!
Boa visão, Jeff. Obrigado.
Você é incrível.
Onde está o dinheiro? Só tem quarenta dólares aqui.
Quem ia saber? Lagrand, onde estão os cheques?
- Aqui tem vinte. - Lagrand, onde estão os malditos cheques?
- John, onde estão os seiscentos? - Eu te disse perto de seiscentos.
Melhor que haja algo bom neste lugar.
Merda!
- Onde estão os cheques, Jeff? - É onde ele os escondia.
Seu merdinha!
Acho que dei um cheque de cashback. Quinze dólares por um cartucho de tinta
ou coisa do tipo.
Minha nossa!
Pornografia, e muita.
Minha nossa!
- Safadinho! Vou levar toda essa porcaria! - É, manda ver, cara.
John J. Rudgate.
Tem joias também! Perfeito!
Tudo parece contabilizado. Temos que destruir tudo.
Vamos sair daqui!
Malditas navalhas.
Posso conseguir quinze dólares por essa merda.
De quem?
Venda de garagem.
Não, de jeito nenhum. Nada de vendas de garagem! De novo, não.
Como assim 'de novo'?
Você não pode vender isso. Vai alertar a polícia.
Desculpe. Tenho contas para pagar.
Eu comprei uma delícia de sofá no crediário.
Você tem dívidas? Por que não vende esse anel no seu dedo mindinho?
Sabe de uma coisa? Vou aí te mostrar este maldito anel.
- Nada de venda de garagem. - Tá, me impeça.
Então vamos comprar toda essa merda.
Beleza.
Isso aqui eu vou ficar p ra mim.
Esses alto-falantes valem muito mais do que tudo isso.
São bons.
- Bem, sem arrependimentos. - Só digo, você fez um grande negócio aqui.
Um grande negócio.
Chaves.
- Quando vai trazê-la de volta? - O quê?
A van.
Entendi.
Sério.
A caminhonete fazia parte do acordo.
Claro que não.
Você acha que eu só queria os alto-falantes?
- Meu Deus! - Sabe de uma coisa?
Que se dane tudo. Por isso eu não
- Jeff, me ajuda. Não quero essa porcaria. - Espera!
- Sabe quanto vale essa van? - É uma lata velha.
Não é uma lata velha! O exaustor é novinho.
- Sabe quanto é o preço de tabela? - Ninguém vê tabela.
Vá a merda! Eu vejo a tabela.
Tem reboque, rádio, o aquecedor funciona. Eu fico tostado lá!
Tudo bem, pode levar.
Por favor, dá o fora daqui!
Chaves.
Certo.
Jeff, se encontrar um bom comprador, vai se dar bem com essas coisas.
Obrigado.
Você vai matá-lo, não vai?
Não é tão ruim.
Era uma van boa.
Muito boa.
Quando isso vai ter um fim? A matança.
O que está fazendo?
Como assim?
Isso é evidência. Não podemos deixar isso aqui.
Isso me liga diretamente ao crime.
E o que devemos fazer?
Não sei, enterrar ou algo assim. Deve ter uma pá por aqui.
Maldito Gazaniga.
Ele trabalha com jardinagem e não tem uma pá.
Pode estar dentro.
- Olha. - Isso é uma pá de neve.
Pá de neve.
Aqui tem outra.
Minha nossa, essa está boa, pega ela.
- O que estão fazendo? - O que você está fazendo?
Pensei que estavam nos roubando.
- Não, eu vim buscar uma pá. - Quem é esse?
É o Rugged. Lembra? Eu te falei sobre ele.
Verdade, Rugged. Rudland...
Doreen. Mãe. Frutos do mar. Segurança.
Isso aí.
Já verifiquei. O perímetro tem muitas falhas.
Está falando de como deixaram a porta escancarada?
Acho que te disse para fechá-la depois das nove, Jeff.
Pensei que tínhamos sido roubados com aquela bagunça.
Se fosse um roubo, não teria nada aqui, tudo teria desaparecido.
Mas não deve se preocupar com roubo comigo aqui.
- Não se valorizam a saúde. - Esse é o seu serviço?
Inspirar medo? Talvez eu devesse colar sua foto no portão.
É muito mais do que inspirar.
Tenho licença de segurança há dez anos, ouviu?
O que mais fizeram aqui?
Sabe de uma coisa? Limpem lá fora. Eu cuido daqui.
Caramba Jeff. Eu tinha organizado tudo aqui.
Sim.
- Tem certeza de que é sua irmã? - Sua mãe não se casou com outro?
Sim.
Não.
Te garanto que tem algo suspeito aí.
O que acha daquele lugar?
Claro.
Aqui é bom.
Nossa, é perfeito.
Só tem pedra.
É por isso que chamam aqui de 'Estado do Granito'.
Vai demorar demais.
Seria mais rápido se você trabalhasse.
Olha a pilha que eu tenho aqui. Você não tem nada. Vai.
Peguei uma pá ruim. Está toda torta.
Tudo bem, vamos parar de reclamar e terminar o trabalho. Certo?
Filho da mãe! Droga! Filho da mãe!
Que se dane!
Motosserras, serras de fita, luzes externas.
Tinha uma linda canoa para duas pessoas bem ali.
- Virou um hospício de loucos isso aqui. - Sim.
E eu não tenho seguro.
A seguradora não quis. Era alto risco.
Malditos covardes.
O que acha de tudo isso?
Provavelmente havia mais de um.
Desativaram o alarme.
Limparam a caixa.
Ficaram desapontados com o saque, e ficaram um pouco agressivos.
Um pouco?
Talvez estivessem com pressa.
Olhe as prateleiras, Putney. Tudo isso é cortesia.
O que vão fazer com tudo isso? Uma venda de garagem?
Eu pensei outra coisa.
Acho que os culpados queriam prejudicar esse cara.
Como uma vingança?
Droga!
Os malditos levaram minhas pornografias! Tudo vintage! Já era.
- Por que não tira fotos lá fora? - Sim, chefe.
Senhor Hesh.
Quero lhe perguntar algo. Quero que pense bem.
Acha que tem algum inimigo?
Por quê?
Bom, destruíram muita coisa de graça aqui.
É difícil acreditar que seja um simples roubo.
Sim, claro.
Que idiota rouba navalhas?
Consegue pensar em alguém que tenha algo contra você?
Sim, meu vizinho ao lado.
O que aconteceu?
Ele é um maldito. Toca bateria enquanto eu estou relaxando.
E por que ela faria isso?
Não sei.
Machuquei o cachorro dele.
Quero dizer, foi um acidente, mas na verdade não foi.
- Mas pareceu um acidente. - O nome dele?
Stallard.
Dos telhados?
Não creio que seja.
Ele está em uma cadeira de rodas.
Pode ser a maldito da farmácia. Qual é o nome dele?
Quem? Marty Swaine? Medicamentos Swaine?
Não, o rapaz no caixa. Com as espinhas.
- Qual é o nome desse safado? Corky. - Olha o linguajar.
Tudo bem!
Mais alguém?
Bem, os professores dos meus filhos: matemática, educação física e inglês.
Me fale sobre eles.
Você sabe, eles os incomodavam. Então fiz algumas ameaças.
Que tipo de ameaças?
Se você fizer isso, eu farei aquilo. Você sabe.
Nomes?
Sim. Senhor Harris, Senhora Trapezio.
E como se chama a outra? A lésbica baixinha esquisita.
Não vou te pedir de novo para moderar o linguajar.
A professora de educação física do fundamental.
Mais alguém?
Não, são todos.
Vou falar com alguns deles.
Se lembrar de mais alguém, me avise.
Sim.
Espere um pouco.
- Talvez haja mais alguém. - Quem?
Tem esse cara. Eu tenho transado com a esposa dele.
Então...
adivinha?
Seu colega. O que está lá fora.
- Putney? - Sim.
Ele sabe que é você?
Essa é a questão, eu não sei.
Você acha que ele faria isso?
O que você acha? Algum palpite?
Acho que deveríamos começar nos camelôs.
Ver onde estão vendendo a mercadoria.
Você acha que foi mais de um.
- Duvido que alguém tenha feito sozinho. - Entendi.
Você é um bom policial, Putney.
Sabe? Talvez eu tenha te repreendido muito no caso dos alto-falantes.
Aposto que você quer outra chance. Certo?
- Sim, claro. - Tudo bem, amigo.
Então você já pode assumir de volta. Me dê essa câmera. Eu pego este caso.
Isso.
Você fica com o Rudgate e o ajudante. Me avise se houver avanços.
Ou se precisar falar sobre qualquer coisa.
Qualquer coisa, entendeu?
Claro.
Tudo bem.
Certo.
- Obrigado, chefe. - Parabéns.
Beleza.
Rugged.
Que horas são?
Nove.
Que se dane.
Já está bem fundo. Vamos enterrar toda essa merda aqui.
Que merda.
- Isso estava aí? - Onde estamos?
Como não percebemos?
Eu não sei.
É um erro muito, muito grande, Lagrand.
Que vergonha, cara! Merda!
Levante as lanternas, vamos embora.
Tem uma van azul vendendo alto-falantes.
Placa um, cinco, quatro...
zero, um, sete, um.
Entendido, unidade doze.
Vou fazer uma abordagem.
- Está sozinho? - Sim.
- Habilitação e documentos, por favor. - Sim, eu...
Eu perdi minha habilitação.
E acabei de pegar a van. Deixe-me ver...
Saia do veículo, por favor.
- Siga para a frente do veículo. - Qual é o problema?
Onde conseguiu os alto-falantes?
Vieram com a van. Se eram roubados, não tem nada a ver comigo.
São do dono anterior. Posso te dar o nome dele se quiser.
O que é isso?
Isso...
Definitivamente não é roubado. Isso é da minha namorada.
Da sua amante quente.
Ela é meio esquisita.
É isso que você pensa, babaca?
- O que? - Você pensa que ela é esquisita, babaca?
Eu não sei.
- Você acha que ela é casada, babaca? - O quê?
- Merda! - Qual é o seu problema, babaca?
É isso aí. Filho da mãe!
Eu matei um homem por sua causa.
- Socorro! - Eu matei Rod Connelly.
Socorro!
Vou me arrepender disso pelo resto da vida.
Não vou me arrepender de te matar.
Você é o verdadeiro babaca, não é?
Você pega as mulheres dos outros? Você pegou a minha mulher!
Pegador de esposas? O quê?
Seu filho da mãe.
Seu filho da mãe.
Deus! Merda!
Merda!
Maldito, filho da mãe!
Bom trabalho, cara.
Vamos indo.
Por isso que cavamos dois metros, Lagrand.
Muito bem, vou jogar isso no lago.
Chefe, encontrei isso na caminhonete.
Lagrand.
Temos o ajudante.
Você já pensou no lenhador?
O tempo todo.
Tenho pensado em Oldfield. Vou confessar uma coisa.
Eu queria não ter ido ao hospital.
Pare com isso.
Pare com isso agora. Escute aqui.
O maldito mereceu.
Apenas...
O quê?
Apenas não mate o Alex, tá?
Maldito doente...
Você não despeja ninguém por seis dias de atraso, Beckett.
Merda!
Certo.
Essa porcaria.
Merda.
Minha nossa!
Está escrito 'homicídio'.
Entra, entra, entra!
Não, não tenho a chave.
E a linha do trem? Que passa pelo mercado?
- O que tem ela? - Bem, vão para o norte.
Para o Canadá.
Você acha que eles vigiam a fronteira lá?
Não para o trem.
O trem nem anda rápido. Não faria sentido vigiá-lo.
Não faz sentido. Vamos tentar.
Quase sem gasolina. Você tem dinheiro?
Que se dane, vamos encher e sair sem pagar.
Não vai fazer diferença no nosso histórico.
Vamos.
Você tem que pagar antes, depois das oito.
Ignore-o.
Está me ouvindo?
Marcus?
Não sabia que você trabalhava aqui.
Escuta, estou com um problema, eu te pago depois.
Tudo bem. Olha, sinto muito sobre os diplomas.
Eu estraguei tudo. Eu acredito em você sobre o Connelly.
Espera, o que você sabe?
Na televisão, o assassinato.
Sério?
Sim. Então peguem o que quiserem.
Claro.
Está na televisão.
Na televisão?
Nunca tinha visto ele assim.
Estava tremendo feito vara verde.
Por que estamos com essa pressa?
Vamos voltar lá e pegar uns salgadinhos de graça.
Encher a barriga para a nossa fuga.
Chefe, estou os vendo na loja do posto.
Entendido unidade doze.
Marcus, você voltaria a trabalhar comigo?
Claro. Como você disse, ninguém mexe com você.
Não sei.
Da última vez você não conseguiu seguir as instruções.
- Você acha que pode mudar isso? - Com certeza.
Gelo.
Merda!
Rudgate, você está cercado. Renda-se.
Saiam com as mãos para cima, como se estivessem em um jogo de vôlei.
Merda! Eu sou muito burro, cara. Eu sou muito burro!
O que vamos fazer?
Eles estão por toda parte. Estamos cercados.
Temos que contar a verdade. Foi um acidente.
Como é que mata um policial por acidente?
Não era um policial.
O tenente Putney, mostraram a foto dele na TV.
Como sempre, estão errados. Não era um policial.
Era aquele encanador idiota, John Oldfield.
Oldfield?
O que teve intoxicação alimentar?
- Não foi intoxicação alimentar. - Foi sim. No quiosque.
Eu estava trabalhando lá no dia.
Diz isso pra quem segurou a mão dele no leito de morte.
Sabe de uma coisa?
As enfermeiras disseram que foi intoxicação alimentar.
Eu esqueci.
Esqueci sobre a comida.
Intoxicação alimentar?
Por isso eu estou trabalhando no posto. Mandaram fechar o quiosque.
Vamos lá, assassinos de policiais. Têm trinta segundos para se renderem.
Então, do que estão falando?
- Não são os assassinos do policial? - Não. Tudo isso é por um policial?
O tenente Putney.
Nós não matamos o tenente Puppy. Eu nem sei quem é.
- Então, quem vocês mataram? - Nós não matamos ninguém.
Eu sabia que você não tinha matado ninguém.
Temos que contar a verdade, Rugged.
Cale a boca, Lagrand.
Nós matamos alguém.
Quem?
Nós matamos o Putney.
Você disse que mataram Oldfield.
Era mentira, era nosso álibi.
Do que diabos você está falando?
Lagrand, matamos um homem. Certo?
Matamos um policial, e se nos pegarem vão nos fritar por isso.
O quê?
Temos que fugir.
Temos que despistá-los e chegar à fronteira.
Você está louco.
Sim, louco. Tenho que estar muito louco para matar um policial.
Lembre-se muito bem disso. Marcus.
Diga aos seus amigos. Diga a todos na cidade.
John J. Rudgate é um maldito assassino de policiais.
Acho que acertei.
Ninguém acreditou que ele saiu pela frente.
Muito menos que ele sobreviveu aos tiros. Mas o maldito conseguiu.
A polícia o acertou, com certeza.
Encontraram um pouco de sangue,
mas o chefe cortou a mão na porta do carro, então poderia ser isso.
Eu penso que todos aqueles pacotes de cigarros fizeram ele parecer
mais gordo do que era.
O cara parecia o Jabba the Hutt quando saiu de lá.
E gritava igual a ele também.
Quando a caçada nacional não o pegou,
todos nós sabíamos que ele tinha fugido para o Canadá.
Alguns diziam que ele traficava drogas da América do Sul,
porque a conta de telefone da mãe dele tinha um número de La Paz.
Ela disse que era engano.
Quando coisas estranhas acontecem na cidade.
Como cozinhar a mascote da escola no banquete de comemoração,
as pessoas culpam o Rugged.
O Canal Cinco fez um especial.
Ele é uma lenda viva.
Meu amigo.
As mulheres falavam sobre ele.
- As crianças falavam como ele. - É isso aí, cara!
A loja de roupas vendeu mais casacos e bonés.
PROMOÇÃO!
Rugged colocou a nossa cidade no mapa.
Estavam orgulhosos de um mentiroso que se tornou alguém.
Um renegado, um bandido, talvez chefe da máfia de drogas na Bolívia.
Lagrand e eu fomos presos e depois soltos.
Falta de provas, disseram.
Lagrand comprou seu próprio armazém para fugir da irmã.
Faliu em poucas semanas. À VENDA
Está trabalhando com o Alex Gazaniga, dando banho em pets ou algo assim.
- LIMPEZA E TOSA - Calma, calma, calma cachorrinho.
E quanto a mim, odeio viver de salário.
Então acabei pegando as migalhas do que o Rugged deixou.
Enviei vários cheques de cashback. Dirigi uma instituição de caridade falsa.
Cortei a grama de um campo de futebol.
Mas meu melhor golpe eu chamo
de 'O Serviço de Coleta de Lixo Super Premium'.
Eu fugi dos impostos porque estou usando a lixeira da cafeteria.
Até que um filho da mãe percebeu e a trancou com cadeado.
E lá estava eu, com um monte de fraldas fedidas e cerveja fermentada.
Eu decidi sair da cidade e jogar na floresta.
Achei uma clareira perto de uma velha estrada de lenhadores.
Um lugar onde ninguém me incomodaria.
Grande o suficiente para me manter trabalhando até o Natal.
E foi aí que o encontrei.
Ele andou mais de 16km.
Deve ter sido levado apenas pela nicotina.
Pensei em todas as pessoas que eu poderia contar.
A polícia, os jornais, o Lagrand.
Mas pensei de novo.
Então, ele não conseguiu fugir. Grande coisa!
Tenho certeza de que se você checar,
Billy the Kid mijou nas calças mais de uma vez.
Então não vou contar para ninguém.
Lendas não costumam aparecer muito por aqui.
RUDGATE VIVE
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