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Original subtitles

WWW.MY-SUBS.CO

Imagino que deve ser linda, mãe,

mas tenho sérias restrições a encontro com desconhecidas.

Sim, eu sei que não sou o sonho das mulheres, mas mesmo assim...

Ah, que é isso, como sabe o que ela suga por uma mangueira de jardim?

Não importa, vale a regra.

Tá, tchau.

Sabe, eu aprovo essa sua regra,

mas acho que devia pensar nesse papo da mangueira.

Desculpe, mas lembra da última que mamãe me arranjou.

Ah, é. A doida da lavagem.

Ela era terapeuta de irrigação do cólon.

Tomate, tomate,

e ainda assim você colocou dois litros de café pelo tubinho.

Não é uma lembrança agradável.

Não consigo me lembrar sem rir.

Um dia desses acabam abrindo um Starbucks.

-Você acabou? -Não, espera, mais uma.

Você pediu o Cappuccino Light com gases...

com muito creme.

Não, tá, acabei.

Então... qual é o problema com a TV?

Acho que a tempestade de ontem afetou a antena. Vou chamar o cara na segunda.

É sua resposta pra tudo: chamar o cara.

Pra tudo não. Também ligo pra mulheres.

Claro que uma vez a mulher acabou virando o cara.

Nem preciso dizer, me devolveram o dinheiro.

Bom, não precisa ligar pro cara dessa vez.

Só tem que ajustar a antena até o sinal melhorar.

Que é o que o cara vai fazer na segunda.

Mas o Jake vem hoje.

Quer mesmo ouvir ele reclamar da TV o fim de semana inteiro?

Eu me entendo com o Jake. É a sua voz que me dá ânsias de suicídio.

Vamos, me ajuda a pegar a escada.

Eu subo no telhado e conversamos em cinco minutos.

Tenho uma escada?

Como tenho uma escada?

Pela minha vida, não lembro de ter comprado uma escada.

Bom, parece que sim.

Mas por quê?

-E como eu trouxe pra casa? -Eu não faço idéia.

Eu paguei o frete?

É, é um enigma.

Agora, vou subir e ajeitar a antena,

e você vai olhar a TV pra ver se a imagem melhora.

Tá bem.

Ainda acho que devíamos chamar o cara.

Você vai esquecer o cara.

Eu sou o cara.

-Charlie! -Quê?

Tem um par de calças aqui!

Ah, claro, a escada.

-Alan, mistério resolvido! -O quê?

Deixa pra lá! Se concentra no que tá fazendo!

-Você tá vendo TV? -Sim!

Como está agora?

Está um pouco melhor!

E agora?

Não, não, não! Piorou.

-Mexe pro outro lado! -O quê?

Eu disse pra mexer pro outro lado!

-Aí, aí, aí! Perfeito! -O quê?

Eu disse, tá perfeito!

Ótimo! Descendo!

Disse alguma coisa?

TWO AND A HALF MEN

Eu avisei. Melhor chamar o cara.

Você quer fazer o passarinho, mas o pobrezinho não pode voar.

Me ajuda a deitar.

-Tem um lado bom, sabe? -Mesmo?

Qual seria esse lado bom? Estacionamento pra deficientes?

Sexo por pena?

Sabe, tô vendo que não tem papo com você sobre isso.

Por favor, liga pra Judith e diz pra ela não trazer o Jake.

Como?

Olha pra mim, Charlie.

Eu... eu estou todo ralado, contundido, um pescoço

bem machucado, dois dedos fraturados e à base de analgésico.

Acha que parece o "fim de semana com papai"?

Bom, na verdade, pra mim é mais:

"Fim de semana em Bangcoc com duas ginastas",

mas é uma outra história.

Olha, não tenho nada no fim de semana. posso cuidar do Jake.

-Bangcoc? -Anos 80.

Outra época.

O dólar era forte.

Vamos, eu estava louco pra passar um tempo com o chapinha.

Deixa ele vir.

Mas eu não vou poder ajudar. O que você vai fazer todo o fim de semana?

Eu não sei. Ei, vou arranjar um pára-quedas.

A gente pode pular da escada.

Bom, viu... viu, por isso quero o Jake aqui. Ele tem senso de humor.

Ah, tudo bem. Se você acha que dá conta.

Pode deixar, eu vou cuidar de tudo.

-Obrigado. -Não tem de quê.

Posso ajudar em alguma coisa?

Bom, eu tô apertado.

Tá, e daí?

Daí que não consigo abrir minha calça...

nem nada.

Aonde vamos chegar com isso, Alan?

Disse que ia me ajudar.

Eu estava só pensando em fazer um sanduíche.

-Charlie... -Ei, ei, eu não vou mexer nas suas calças.

Bom, e o que eu faço?

Vai olhar o surfe.

Que isso, cresce.

-Aonde você vai? -Ao banheiro.

Agora vem abrir minha calça.

Assim na lata? Direto? Sem jantar? Sem cinema?

Charlie!

Espera!

Tô indo!

Santo Deus!

Charlie? Pode abrir a porta?

Charlie?

Espera!

Charlie!

Ah, ótimo, acho que perfurei um pulmão.

"Pode deixar, Alan, eu vou cuidar de tudo."

Tô indo!

Tem que começar o trabalho no fim de semana.

Por quê? É só pra quarta.

-Tem muito tempo. -Foi o que você disse da última vez.

-Não, não foi. -Sim, falou.

Você tá ficando velha.

Olha como fala, mocinho.

Não dá pra ver. Tá debaixo do nariz.

-Olá. -O que houve com você?

Bom, mais recentemente, levei com uma porta na cabeça,

mas antes disso estava consertando a antena no telhado

e caí.

Por que não ligou pro cara?

Pelo amor de Deus, Alan, como pretende cuidar dele no fim de semana?

Estou morrendo de dor, mas agradeço a preocupação.

Bom, podia pegar o telefone e me avisar antes.

Pegar o telefone?

Judith, precisei de pinças de churrasco pra fazer um xixi.

Pode olhar o Jake ou não?

-Bom, Charlie disse que cuidaria dele. -Ah, mas não vai mesmo.

Não tem como eu deixar o degenerado do seu irmão cuidar do meu filho.

Ah, claro, não pergunta o que eu quero.

Só vem dando ordem como... como se fosse meu chefe, sei lá.

Charlie vai ficar bem. Tenha um bom fim de semana.

Obrigado.

Você também.

Ei, podemos sair pra jantar?

Acha que eu tenho condição de sair pra jantar?

Não sei. Não sou médico.

-A resposta é não. -Tá.

Então podemos ir a uma locadora alugar o novo "Fantasia Final"?

Jake, eu me machuquei. Estou com muita dor.

E daí? Quando eu levei uma bolada no traseiro, eu estava com muita dor,

e meu treinador disse "Deixa pra lá".

Bom, não tenho como deixar isso pra lá.

Não com essa mentalidade.

Ei, olha ele aí. Como é que tá, amigão?

A vida é uma droga.

Anima, você ainda é um garoto.

Vai ficar bem pior.

-Onde andou? -Tirando uma soneca.

-Por quê? -Acho revigorante.

Disse que ia cuidar de tudo.

É, e daí?

Então, enquanto você dormia, eu tive que abrir a porta.

Você está se ouvindo agora?

-Relaxa, deita, tá tudo certo. -Não, nada disso.

Não tá nada certo. Tá tudo errado.

Isso é que é droga de vida.

Então, qual é a programação? O que você quer fazer?

-Eu quero sair pra jantar. -É, bom, e eu quero ter o meu talk show.

Vai comer o que tivermos.

Por que não podemos sair?

Alan, não sei o que fazer, fala com seu filho.

Já é isso? Você já desistiu?

Eu não sabia que ele ia estar impossível.

-Não falem como se eu não estivesse aqui. -Continua assim e não vai estar.

-Charlie, leva ele pra jantar. -E por quê?

Porque ele só cala a boca se conseguir o que quer.

É verdade. Vou deixar você doido.

É, bom, faça o pior.

Se a gente jantar fora, não vai ter louça pra lavar.

Não vamos sair pra jantar.

-Mas você sempre janta fora. -Hoje não.

Não está me punindo, tá punindo você mesmo.

Pára com isso, bobão.

Vamos, vai ser legal.

-A gente não vai. -Por que não?

-A conversa acabou. -Não se eu ficar falando.

Então, onde quer comer?

Clucky's.

O que tem no Clucky's?

Frango picante na brasa

com o molho secreto de ervas e temperos da vovó Clucky.

Tá bem, onde é?

Há várias localizações convenientes.

Tipo onde?

Não sei. Eu só entro no carro.

Bom, nunca vi um Clucky's por aqui.

-Que tal uma pizza? -Não.

-Hambúrguer? -Não.

Sushi?

-Massa? Chinesa? -Não.

-Clucky's? -Não.

Você não tá nem ouvindo!

Quer dizer, sim,

Clucky's.

Bom, esquece. Não vou atravessar toda a cidade só pra procurar um Clucky's.

Não é nesse que eu venho com a minha mãe.

Não brinca.

Mas onde a gente tá?

Não me faça dizer.

Acaba de comer de uma vez.

Eu gosto mais do Clucky Cajun.

Bom pra você.

-Posso voltar lá e pedir um? -Não, come o que pediu.

-Mas eu gosto mais do Clucky Cajun. -Então por que você pediu o normal?

Porque eu esqueci do cajun.

Ah, come essa droga de frango.

Tá.

Por que disse "droga"? Sei o que quer dizer,

-não sou mais criança. -Come.

Não fala, come!

E aí?

Tenho que fazer xixi.

Charlie! Traz a pinça!

Charlie?

Xixi, xixi, xixi...

Alan? Tem alguém que quer conhecer você.

Não é uma boa hora, mãe.

É, tô vendo.

Tudo bem com você?

Não, não... nada bem.

Ah, pobre bebê.

Bom, então, Mona, Alan,

Alan, Mona.

Oi, Mona.

Olá. O que houve com você?

Estava consertando uma antena e caí do telhado.

Por que não chamou o cara?

Quer saber por que não chamei o cara?

Eu digo por que não chamei o cara.

Porque não precisava chamar o cara!

Era um ajuste simples que qualquer idiota consegue fazer!

E, sim, eu sei, esse idiota aqui caiu do telhado,

mas foi depois que eu consertei sozinho, cara nenhum!

Tá, o gelo quebrou. Vou dar o telefone da Mona,

e você liga pra ela quando for mais conveniente.

Vamos, querida.

Você passa noites em claro

pensando em como me constranger?

Ainda tô apertado.

Deus.

Ah, e daí...

Ah, é... O Clucky Cajun é bem melhor.

Vou informar à crítica.

Ei, antes de pararmos na locadora, podemos comprar sorvete?

-Quem disse que vamos à locadora? -Quero alugar o novo "Fantasia Final".

É, bom, não quero que minha Mercedes de 80 mil dólares

cheire a frango,

mas a vida é cheia de decepções.

Tá, esquece o sorvete. Vamos parar só na locadora.

Jake, tô cansado, com dor de cabeça.

Paguei cem dólares pra recuperar meu carro do manobrista,

e quero ir pra casa.

Por favor.

Desculpe. Que parte do não você não entendeu?

O "n" ou o "ão"?

E se a gente parar na frente da loja,

eu corro lá, pego o videogame e você espera no carro?

E se pararmos na locadora

e eu enfiar você na caixa de devoluções?

Não ia dar.

Experimenta.

Ah, que isso, vai levar só um minuto.

Olha, Jake, pode convencer seus pais a fazerem as suas vontades,

mas quando eu digo não, é não.

Tá. Então não vou ter videogame pra jogar no fim de semana.

Isso. Arranja outra coisa pra fazer.

Isso. Vamos ser só nós dois.

Estão sem nenhuma cópia

- de "Fantasia Final". -Então pega outra coisa.

Mas eu quero "Fantasia Final".

Tá me dizendo que em toda essa loja,

milhares de filmes e videogames, não tem nada que interesse você?

Não vai gostar da resposta.

Tô com dor no peito.

Você tá me dando dor no peito.

Aposto que deve ter "Fantasia Final" em outra loja.

Quer uma fantasia final?

Fecha os olhos e se imagina voando por uma droga de locadora,

porque é o que vai acontecer.

De novo, o "droga".

Com licença, mas ouvi vocês falando no "Fantasia Final"?

Eu estou devolvendo um, vocês podem pegar.

-Valeu. -Não tem de quê.

-Ele é uma coisa, não é? -É, ele é uma coisa.

A questão é... o quê?

Tenho um menino da idade dele.

-Mãe solteira. -Tio solteiro.

-Betsy. -Charlie.

-Jake. -Ninguém perguntou.

Betsy, talvez os meninos possam brincar juntos

um dia desses.

Não quero brincar com um garoto bobo

só pra você poder transar com ela.

Ele não é uma coisa?

É. Bom, foi um prazer conhecê-lo.

Tchauzinho.

O quê?

Tá satisfeito?

Bastante. Você?

Olá.

"Substância controlada.

Não tome mais de uma pílula a cada seis horas."

É, tá bem.

Mas que raios de "à prova de crianças" isso é?

Anda, desgraçado.

Isso!

-Tá fazendo o quê? -Devolvendo você pra sua mãe.

Por quê?

Por quê? Eu digo por quê.

Porque você não é mais divertido.

Porque aquela coisa "não é uma graça" acabou.

E digo uma outra coisa, se é um prelúdio do que vai ser como adolescente,

então temos um problema sério.

Tanto faz.

Tá vendo? Tá vendo? Isso aí. Esse comportamento não cola comigo.

Tanto faz.

Deus, espero que seja o frango.

Ela não tá em casa.

Sem... comigo.

Sem... comigo.

Judith! Vem pegar o seu filho.

Não se esconde atrás do sofá!

Posso ver você, Judith!

Ei. Que tal um sorvete?

Claro.

Escuta... desculpa se perdi a cabeça.

Lamento que tenha escorregado no cocô de cachorro.

Obrigado.

Agora, sabe que amo você,

mas vamos esclarecer umas coisas.

Entendo que esteja crescendo, que seu corpo esteja mudando,

que tenha muitas emoções.

Mas o importante é que você tem que saber que... eu não ligo.

Quando estiver na minha casa, quando sair comigo,

e principalmente se estivermos perto de mulheres,

você vai ser adorável. Entendeu?

Tô tentando me concentrar.

Não faz... pra mim. Não faz...

Tanto faz.

Por favor, seja o frango.

Serve pra mim também, tá?

Sabe, misturar essas pílulas com álcool é uma idéia bem ruim.

Não pra quem quer morrer.

Ei, ainda tem bastante aí?

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