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Efeitos colaterais incluem enxaqueca, visão turva e pressão arterial alta.
Pergunte ao seu médico se você pode usar.
- Pai? - O quê?
Você sofre de disfunção erétil?
Bem, Alan? Sofre?
Jake, o que você sabe sobre disfunção erétil?
É uma coisa que tem a ver com o pênis, certo?
- Certo. - E dizem que dá em um em cada três...
homens. O meu está legal. Tem que ser um de vocês.
- Eu não. - Estou legal.
Para que servem as pílulas?
Bem, o que elas fazem, Jake, é dilatar os vasos sanguíneos...
o que permite que mais sangue vá para certas...
É para ereção, Jake.
Para conseguir ter ou para amolecer?
Para ter. Agora, já pode ir dormir.
Para que, então? Não prestam para nada.
Já provou uma dessas drogas?
Uma ou duas vezes. Por curiosidade, não por necessidade.
- O que achou? - Não é para mim.
É dar asa à cobra. Você?
É, é o que minha ex-mulher queria. Mais sexo comigo, e que durasse mais.
Alô. Oi, Eric. Olá. E aí, amigo?
Você é terrível. Beija sua mãe com essa boca?
E então? Sábado? Vou ver na agenda...
Sábado está ótimo.
Que roupa? Roupa de noite ou casual da Califórnia?
Legal. Uma desculpa para fazer compras. Como se eu precisasse.
Então está certo, santinha. Até mais.
- O quê? - Quer me dizer alguma coisa?
O quê? O Eric. É dono de uma grande agência.
- Faço muitos jingles para ele. - E ele não é gay, é?
Que diferença faz, Alan? A sexualidade de uma pessoa...
é muito particular e pessoal. E não tem relevância no mundo dos negócios.
- Mas ele é gay. - Ah, é.
Sabe, tudo bem se chamá-lo de bicha de novo.
Bom saber. Bom saber.
Seria justo dizer que você o levou a acreditar que...
tem um gosto similar?
Não deliberadamente. Eu meio que dei a entender.
- Como é? - Certo. Escolha ruim das palavras.
Não, não, é a maneira de ele se expressar.
O tom, os gestos. É como quando se fala com alguém que tem sotaque...
você começa a falar igualzinho à pessoa.
- Charlie. - É inofensivo.
Ele me dá muitos trabalhos, e quero que se sinta à vontade comigo.
E até onde você vai para deixá-lo à vontade?
Pode deixar. Eu só solto faíscas. Não fico em chamas.
- Não sei como você se agüenta. - Na verdade, eu não me agüento.
Eu tenho um alguém especial.
- O quê? - E nós dois fomos convidados...
para um coquetel no sábado à noite.
O quê?
TWO AND A HALF MEN 2a TEMPORADA - EPISÓDIO 18
- Não. Mas não mesmo. - O que é isso.
Você sempre reclama que quase não saímos juntos.
Mas não sair como seu acompanhante.
Não acha que vou a uma festa gay sozinho, acha?
Do jeito que me espalho?
Não vou fingir que sou seu amante gay só para você ganhar um dinheirinho.
Certo, primeiro, é consideravelmente mais que um dinheirinho.
Esse cara foi responsável por mais da metade da minha renda no ano passado.
E a metade que eu não joguei.
E, segundo, não é só meu amante.
É meu companheiro de vida. Por isso é tão especial.
Esqueça. É imoral e enganoso, e não quero fazer parte disso.
O que tem de mais? Gente gay finge ser hetero o tempo todo.
Porque não querem sofrer discriminação.
Nem eu. Se esse cara descobre que sou garanhão, já era.
Não ligo. Se você quer inventar essa escorregadela fraudulenta...
convide um dos seus amigos aparvalhados para ir com você.
Viu só? Viu só? Escorregadela. Aparvalhado.
Que amigo meu fala assim?
Mas você... Um leve toque de Paco Rabanne, e está pronto.
Com licença, mas ter um razoável domínio do idioma...
não é habilidade exclusiva da comunidade gay.
Olhe só. Você está concordando comigo.
Esqueça, está pedindo demais.
É mesmo?
E foi pedir demais quando apareceu na minha porta...
no meio da noite, precisando de um lugar para ficar?
- Charlie. - Foi pedir demais eu abrigar...
- o seu filho nos fins de semanas e férias? - Não é justo.
Foi pedir demais quando fiz um fundo para a faculdade do Jake?
- Fez um fundo para a faculdade do Jake? - Vou fazer.
A não ser, claro, que minha renda caia de repente.
Não acredito que seja tão baixo.
Chegar a usar chantagem emocional e financeira...
- Vocês estão no meu testamento. - Mesmo?
Segunda-feira de manhã cedo.
Certo. Tudo bem. Mas quero registrar...
- que estou fazendo isso sob protesto. - Dá para notar.
E se nós vamos ser um casal, quero ser o marido.
Quem vai acreditar que você é o marido?
Ei, de nós dois, só eu sei como é ser marido.
Você achava mesmo que era o marido no seu casamento?
Portanto, vou ser o marido nesse.
Bem...
- Obrigada por vir, Rose. - O prazer é meu.
Aonde vocês vão?
A uma festinha.
E vai com o Alan e não com uma mulher?
É, bem, é uma longa história.
Vamos acabar com isso.
Você vai usar isso?
Por quê? Você gostou na loja?
Era diferente na loja.
Bem, era liquidação. Não posso devolver.
- Ei, pai, podemos pedir pizza para jantar? - Não. Coma alguma coisa saudável.
Se quiser que eu me troque, fale logo.
- Não quero que se troque. - Mas você não gostou.
Não disse isso.
Acho que está bonito, Alan.
Obrigado. Viu? Era o que eu precisava ouvir.
- Bem, já ouviu. Agora vamos. - Sabe, só estou fazendo isso por você.
- Eu sei. - Você morre se demonstrar apreço?
E se eu demonstrar um cascudo?
É sua resposta para tudo, não é?
O que foi?
Não sei, mas um deles sofre de disfunção erétil.
Papai disse podemos pedir pizza.
Pode, por favor, não andar tão assim na minha frente? Não sou sua concubina.
Desculpe.
O quê? Está com vergonha de mim?
Um pouco.
Caramba. Charlie, precisamos conversar.
Pela última vez, você está estonteante.
Não, temos que combinar a história.
- Que história? - Acham que somos um casal.
Há quanto tempo estamos juntos? Como nos conhecemos?
Legal. Eu o conheci na Tailândia e o comprei de um cara.
É sério. Se vamos fazer isso, temos que ser convincentes.
Temos uma música favorita? Apelidinhos carinhosos?
Quer dizer, não sei se gostamos de cachorro ou de gato.
Esqueci de contar. O cara de quem o comprei arrancou suas cordas vocais.
- Charlie. Que bom que você veio. - O que é isso. Como eu ia perder?
E você deve ser o Alan. Bem-vindo.
Eu sou o marido.
Não, não é. Pare de falar isso.
Olhe só as duas mocinhas. Venham. Vamos pegar uma bebida.
De maçã!
Então, como vocês se conheceram?
Engraçado perguntar. Estávamos no Coffee Bean...
sabe, aquele em Larchmont Village, onde a comida é de matar.
Então, nós dois pedimos café com leite de soja...
e quando trouxeram o primeiro, nós dois fomos pegar e nossas mãos se tocaram.
É tão romântico.
É, foi um desses momentos que parecem durar para sempre.
Como esse aqui.
- Vai começar? - Não.
Porque, juro por Deus, saio por aquela porta e pego um táxi.
- Desculpe. - Desculpe o quê?
Desculpe...
Pookie.
Termine a história, Alan.
Bem, nós estávamos lá.
Nossas mãos se tocaram, e olhamos nos olhos um do outro...
e esse aqui entrou em pânico e derramou café...
em uma daquelas camisas de boliche horrendas.
O único homem gay desse país que se veste como o Fred Flintstone.
Para a lua, Alan!
Então, eu o levei para minha casa, para ele lavar a camisa...
e "abracadabra, hocus pocus", aqui estamos.
- Que história deliciosa! - É, não é mesmo?
É, me mata todas as horas.
Você tem que conhecer uma pessoa. Não vá embora.
Está bem, amiga.
Tem que diminuir um pouco. Vai disparar o alarme de fumaça.
- O que quer dizer? - Que, se flamejar um pouco mais...
é capaz de incendiar as cortinas.
E você? "Está bem, amiga".
Quer mais gay que isso?
Quero que vocês conheçam alguém muito especial para mim. Charlie, Alan...
essa é a muito paciente e compreensiva ex-esposa, Pamela.
- Prazer em conhecer. - Prazer em conhecer.
Oi. Uau. Você foi casado?
Foi antes de eu descobrir a minha sexualidade.
Mas não antes de você descobrir meu primo Walt.
Bem, entendo por que deu uma chance ao casamento.
Pamela, é uma mulher incrivelmente bonita.
Obrigada, Charlie.
Por que os melhores homens são casados ou gays?
Para trás, mana, o bofe é meu.
- Vai me contar o que o está chateando? - Se não sabe, não adianta discutir.
Ótimo.
Você me ignorou a noite toda.
Estou em uma festa em que não conheço ninguém, e você me larga.
Alan, escute bem.
Não era para valer.
Mas não é isso. Fiquei preso em um jogo bobo...
com seu amigo Eric e nove produtores de Will & Grace...
e você lá, na maior conversa com a ex-esposa gostosa.
- Eu estava sendo educado. - Por favor.
- Vi como olhou para ela. - O quê? Não posso olhar?
Não quando está comigo.
Quantos martínis de maçã tomou?
Melhor deixar para lá. Então, o que vai fazer?
Vai dizer que é hetero para poder transar com a Pamela?
Não, não. Estragaria tudo com o Eric.
A não ser que...
eu o convença de que ela me puxou para o outro lado temporariamente.
Se vai fazer, faça logo.
Alan, coma alguma coisa. Torrada, panqueca, qualquer coisa absorvente.
Não coloque a culpa na bebida.
Posso fazer assim.
Ela e eu vamos fazer compras amanhã.
Eu digo a ela que sou bissexual, e aí vou em cima.
Então, você vai me trair?
Não, isso não é trair.
- Como assim? - Porque não somos gays.
Então, como pode ser bi?
Cale a boca.
Então, boa noite.
- Não vai perguntar? - Não. Jake me contou.
Que blusa bonita.
Gosto mais da parte de baixo.
Aposto que sim.
- Muito vulgar? - Você não soube?
Vulgar é o novo preto.
Ah, você...
Tem algum jovem e especial entusiasta de vagina que vai ganhar o presente?
Quem me dera. Você guarda segredo?
Estou guardando um enorme agora.
Não fico com um homem há quase um ano.
Não. Fiquei passado!
Não sinto falta dos encontros.
Só mentiras e fingimento. Mas sinto falta do sexo.
Mesmo? Bem, do que especificamente sente falta? E fale devagar.
Sentir o bafo quente de um homem no meu pescoço.
As mãos firmes me puxando e me dominando.
Claro, nem preciso dizer.
Não, mas ainda bem que disse.
Não é engraçado que eu só consiga ser sincera assim com um gay?
É, é pândego.
Os hetero só querem uma coisa, e falam qualquer coisa para conseguir.
- Cachorros. - E as mulheres hetero são tão...
competitivas que usam tudo o que disser contra você.
As vadias.
E mulheres gays só querem uma coisa...
e mentem ainda mais que os homens para conseguir.
O que é estranho, porque elas já têm.
Ah, você, venha cá.
Outra vantagem dos gays. Vocês são tão hilários.
É, somos palhaços cheirosos.
Sabe, é bonito.
Não sei. É transparente. Eric odiava...
quando dava para ver meus mamilos. É coisa de gay?
Bem, não posso falar por toda a comunidade, mas adoro mamilos.
Vamos experimentar.
Está bem, amiga.
Está bem. Segure.
Certo.
O que acha? Com ou sem sutiã?
Não sei. Você é quem tem os mamilos.
Tudo bem, então. Sem.
É. Sem mesmo.
Está começando a cair?
Espere. Desculpe. Estava falando comigo?
O peito está ficando caído?
Não sei, faz assim.
- Agora faz assim. - Pare. Dê-me a blusa.
É sério, Charles.
- Quer ver meus mamilos? - Não.
Por que não? Você me fez ver os seus.
Deus, você é tão abusado. Como é que o Alan agüenta?
Melhor perguntar, como a mãe dele agüenta?
Caramba.
Não pedi para guardar sua libertinagem para as lojas mais populares?
Pamela, essa é minha mãe, Evelyn. Mãe, essa é a Pamela.
- É um prazer. - É um prazer. Seu filho é adorável.
Parece ser uma opinião generalizada.
Eu o conheci com o parceiro ontem, mas nos demos bem de cara.
- Como é? Parceiro? - Alan, o amante dele.
Amante?
Deus, não o estou entregando, não é?
Não, não. Mamãe sabe tudo do Alan. Não é, mãe?
Claro, o Alan é quase um filho para mim.
Que ótimo. Os pais do meu ex não o apoiaram quando ele resolveu assumir.
Que pena. O que ele faz?
É publicitário. Charlie faz muitos jingles para ele.
Entendo. Uma mão passa hidratante na outra.
Não, Charlie nunca escondeu nada...
e vivia pegando meus chapéus e minhas roupas...
e fazia todos os números de Hello, Dolly.
Era Mame, mãe.
Na verdade, esse estilo de vida dele nos aproximou ainda mais.
Cozinhamos juntos, fazemos compras juntos...
vamos a todo tipo de festas e eventos de caridade juntos.
Falando nisso, nos inscrevi em um evento pró-portadores de Alzheimer esse domingo.
Domingo não vai dar para mim.
Mas vai assim mesmo...
porque um sempre apóia as causas do outro, e você me ama. Certo?
Certo.
Fale.
Amo você, mãe.
Amo você também.
Às 8h00, domingo.
Vou comprar agasalhos iguais para nós. Vai ser lindo.
- Foi mesmo um prazer, Pamela. - Tchau.
Se não soubesse que é gay, conhecer sua mãe teria me dado a certeza.
Chega, não consigo mais.
Não podemos parar agora. Temos que achar algo vulgar para você também.
Já tenho uma coisa vulgar. Nas minhas calças.
- Você é terrível. - Pamela, me escute.
Não sou gay. Sou totalmente, cem por cento heterossexual militante...
- e acho você muito atraente. - Eu entendo.
- Mesmo? - Claro. Passei por isso com o Eric.
Ele queria tanto ser hetero e sofreu tanto antes...
de finalmente conseguir aceitar quem ele realmente é.
Ah, não. Eu me aceito como sou. Sou um grande mentiroso.
- Charlie. - Se eu fosse hetero...
- você ia me achar atraente? - É uma hipótese absurda.
Entre no clima. Fale-me. Se eu fosse hetero...
Eu faria você rapidinho.
Legal. Vem comigo.
Não faça isso com você. Não precisa me provar nada.
Tenho sim.
Agora, venha aqui.
Bem, não precisa ser hetero para beijar bem.
Eu sei, eu sei. Espere.
Bem?
Venha aqui um minuto. Estou sob pressão. Acabei de ver minha mãe.
Ajudaria se pensasse no Alan?
Ótimo. Por que agora não me bate com um jornal?
Charlie, querido, tudo bem.
Não, não está. Eu sou hetero.
Sempre fui hetero e sempre serei hetero.
Bem, vai me perdoar, querido, mas parece ter o pênis de um gay.
Ande, vamos ver os sapatos.
É um pênis de hetero. Só está tendo um dia ruim.
- Ei. - Achei que não fosse chegar nunca mais.
- Temos que conversar. - Agora, não.
Preciso beber muita cerveja, coçar o saco...
e ver muito filme pornô de mulher com mulher.
- Olá, Charlie. - Eric, o que está fazendo aqui?
Vim conversar sobre uma nova conta, e você não estava, então...
Então, ele me chamou para viajar no fim de semana.
Não é o que parece.
É, sim. Olhou nos meus olhos e me disse que eu tinha uma cestinha de pão pequena.
Não.
Naquela noite na festa, estava óbvio que havia muito atrito entre vocês dois...
Eu sinto muito.
É, aposto que sim.
Como quer que eu continue trabalhando para você agora?
Nossa, espero que sim. Eu o compenso.
Como? Como pode me compensar por essa inacreditável traição?
- Pago mais para você. - Feito. Saia.
Tchau, Alan.
Obrigado pelo suéter.
- Ele lhe deu um suéter? - Casemira. Muito chique. E obrigado.
- Pelo quê? Não comprei nada para você. - Você defendeu a nossa relação.
Que relação? Alan, não somos gays.
Não, mas se fôssemos, você não deixaria ninguém me roubar de você.
E acho isso legal.
Tem que parar com isso.
Só estava tentando tirar mais dinheiro dele, e foi só isso.
Como quiser, Pookie.
Ei, a cesta de pão é na frente ou atrás?
- Atrás. - Legal. Não foi só uma cantada.
Ande, Charlie, estamos ficando para trás.
Dê-me um tempo. Nem dormi ainda.
Talvez esteja na hora de reexaminar esse seu estilo de vida...
de noitadas e homens.
Já expliquei.
Não importa, querido. Você está aqui. É bicha. Estou acostumada.
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