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Original subtitles

BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL

Smith passa para Williams fazer a cesta de três pontos.

Não deu certo.

Pervis faz o rebote, pega no aro e também não acerta.

Grant pega o rebote. O árbitro agiu bem.

O Oregon State está de novo no chão, o jogo está 12 a 2 para o Louisville.

Está apertado.

A bola volta para Grant, mas Pervis pega.

A bola cai no chão, fora da quadra,

depois de bater em Grant, do Oregon State.

Com 4m e 32s restantes, a bola está com Louisville.

Ellison passa para Spencer, depois para Smith, que passa para Ellison,

que acerta a cesta de três pontos.

Louisville está na frente.

10 DE MARÇO DE 1998

Continue respirando. Está indo muito bem.

Estou respirando!

Ellison rouba a bola de Payton e passa para Payne,

- que faz a cesta. - É isso aí!

- Patrick! - O quê?

- Dá para apenas dirigir? - Estou dirigindo!

É sério, amor.

Um dia, nosso menino estará lá, com fãs gritando…

Patrick!

Disse que ele seria um grande astro do futebol americano.

Também…

Ele vai dominar o campo.

Apenas…

Isso aí...

Isso.

Ele fez a cesta de três pontos!

Pervis sempre calmo atende ao chamado do Oregon.

Tempo técnico.

Continue respirando, estamos chegando.

Querida, está indo muito bem.

- Fique aqui, avisamos quando puder vir. - Tudo bem.

Oi, querida! Boa sorte!

Como ela está?

- Os médicos disseram que ela está ótima. - Bom, bom.

Continue empurrando! Continue empurrando!

Seu filho nasceu.

Patrick Henry Hughes.

TUDO PODE MUDAR

Subpack by DanDee

Como a mamãe está?

Ela está bem. Os dois estão.

Os médicos só estão fazendo alguns exames.

Há muitos enfermeiras lá dentro.

Devemos ter cuidado hoje em dia, evitar aqueles processos malucos.

Tenho certeza de que ele está bem, querido.

Que filho bonito.

É.

É, mesmo.

Vovô.

Descobrimos algumas anomalias.

Como assim, anomalias?

Patrick Henry nasceu com uma doença rara.

Uma doença que se chama anoftalmia bilateral.

Ele nasceu sem os olhos.

O quê?

Deve ter havido algum…

O ultrassom mostrava que ele era saudável.

Sinto muito.

Passa facilmente despercebida.

Receio que não seja só isso.

Achamos que Patrick tenha nascido com algum tipo de nanismo.

Suas articulações não se desenvolveram adequadamente.

Com cirurgias, ele pode conseguir andar.

Mas continuará com sua mobilidade limitada.

Sinto muito.

Vou deixar vocês a sós.

Os exames histológicos mostraram a ausência de tecido neuroectodermal.

Escute isto, na maioria dos casos,

é necessário o uso de uma prótese ocular para prevenir dismorfismo facial.

Este livro de medicina tem 353 páginas

e não tem nem três páginas sobre a doença dele.

Todos os médicos têm uma opinião, mas nunca têm certeza dela.

Eles nunca têm certeza.

Olhe para ele!

Estes ferros parecem um instrumento de tortura medieval.

Não sei, Patricia.

Ele…

Viu isto?

O médico me mostrou o que faremos.

Temos que colocar isto na cavidade ocular dele para abri-la.

Depois colocamos este e, depois, este aqui.

Tudo bem, olhe só...

É melhor estarmos fazendo tudo isso agora, não é?

O médico falou que os olhos dele sangrarão

quando forçarmos essas coisas no crânio dele.

Ele terá que fazer mais cirurgias, ficará mais machucado…

É uma tortura!

Não sei o que dizer. Não sou médico.

Cara, tenho que ir.

Vai ficar tudo bem.

Vamos lá.

Aqui.

Boa!

Vamos lá, papaizão.

Você vai amarrar muitos outros sapatos e limpar muitos outros narizes.

Não, a Patricia faz isso na maioria das vezes.

Tento não deixar minhas mãos muitos sujas.

Fiquei sabendo do Patrick Henry.

Sinto muito, cara.

Ele tem necessidades especiais?

Só estou dizendo…

Deve ser difícil.

Não, ele vai dar a volta por cima.

Os médicos só não acharam um jeito de curá-lo ainda.

Mamãe, o que ele tem?

Não, é uma moto.

- Oi! - Como vocês estão?

- Bem, bem. - Que ótimo.

Desculpe por ter demorado tanto para retornar.

Sala de conferências? Precisamos falar sobre a proposta.

Sim, senhor.

Obrigada.

Eu te liguei cinco vezes hoje.

Tudo bem…

Desculpe, eu estava ocupado.

Espera que eu acredite que ficou tanto tempo assim fora da sala?

Foi um dia realmente muito cheio, então, sim, espero que sim.

Querida, desculpe.

Não estou tentando chateá-la, mas…

Desculpe, amor.

Ele nunca vai…

Ele nunca vai andar.

O quê?

O Dr. Rogers disse que lamenta, mas…

Não, não. Espere. E a cirurgia? Eles disseram…

Disseram que podem corrigir o quadril,

se conseguirem colocá-lo de volta na cavidade ou algo assim.

Ele disse que não daria certo. Ele disse que não era…

Então é isso.

Ele nunca vai poder andar.

Talvez seja melhor assim.

Desculpe, o que disse?

Só estou falando, ele já passou por tanta coisa

que talvez seja melhor pararmos de forçá-lo a ser o que deveria ser.

Patricia, somos pais dele.

- Não deveríamos lutar pelo melhor? - Isto é o melhor para ele?

Apenas... Diga.

Dizer o quê?

Que está decepcionado.

Estou…?

É, estou muito decepcionado. Nosso filho nunca vai andar.

Não, está decepcionado porque ele não será um grande atleta.

E está bravo porque ele não é o tipo de filho

que o faria se gabar para os seus amigos. Quer saber?

Patrick Henry pode não progredir como crianças normais

e pode nunca ser um atleta, ou…

Um astronauta ou um neurocirurgião,

e talvez...

Nunca chegue a um patamar mediano,

mas escute aqui!

Ele será tudo o que Deus quer que ele seja.

Mas preciso saber que você ficará comigo,

porque temos que ser uma equipe,

e, agora, estou sozinha.

Sozinha?

Por que acha que passo o dia todo,

- todos os dias, no trabalho? - Eu também trabalho.

- Você passa seu tempo livre longe de nós. - Quer saber?

Não vou ficar sentado aqui ouvindo isso.

Eu trabalho para sustentar esta família. Quero o melhor para ele

e não vou sentar aqui para você ficar me culpando.

- Estou bem. - Não, Patrick, ele precisa de você.

E eu também.

Querida, eu sei.

Estou aqui.

São 7h.

É, tenho um jogo em meia hora.

Eu sei.

Depois encerramos a conversa.

Sei lá, cara.

Ela é tão linda.

- Acho que a amo. - Por que não a chama logo para sair?

- É que… - Vamos, mulheres não dão tanto medo.

Patrick?

Pode entrar, por favor?

A comida dele está no balcão,

- aqui está o leite e não esqueça de… - Espere, o quê?

Noite das mulheres?

Não esqueça de dar a comida dele por volta das 18h.

Coloquei o pijama dele na cama e, ao colocá-lo no berço, cuidado com…

- Tudo bem. - Mais importante ainda,

não esqueça de trocar os curativos dos olhos dele antes de colocá-lo na cama.

Tudo bem.

Vem com o papai.

- Você está bem? - Pode deixar.

Divirta-se!

Vamos, amigão.

Pode me passar um pano?

E então, o que sabe sobre bebês?

Pode trazer o parmesão? Obrigada.

Estou preocupada.

Coma este fettuccine.

- Querida, está uma delícia. - Tenho medo que ele incendeie a casa.

Ele vai ficar bem. Agradeça por ter só um filho.

Deus nunca nos dá mais do que aguentamos.

Estou grávida, Bev.

Trish, querida, isso é ótimo!

- Já contou para ele? - Não, não.

- Tenho medo do que ele… - O quê?

E se este bebê também tiver problemas?

- Querida, todos temos problemas. - Sabe o que eu quis dizer.

Seria uma bênção ter outro Patrick Henry.

Não sei se ele daria conta.

O que vai fazer?

Minha nossa!

Belo arremesso!

Ele está dormindo?

- Cara, foi você? - Não, foi…

Certo, vamos lá.

Vamos lá.

Caramba!

Isso não está certo.

- Estou fora. - Vamos, Mike.

- Não foi tão ruim assim. - Vou jogar boliche!

Eu odeio você.

Vamos.

Tente isto.

Já deu para o papai. Está na hora de ir para a cama.

O quê? Curativos.

O papai já vai, amigão.

Gostou disso?

Precisamos conversar.

Acho que teremos que colocar outro berço aqui.

Desculpe.

Sei que exagerei ontem à noite.

No que está pensando?

Que tem razão.

Ele parece pior do que o Muhammad Ali.

Pois é...

Deveria tentar vê-lo assim todos os dias.

Ele pode não ser atleta...

mas ele ama música.

Então, você quer ir no piano com o papai?

Quer tocar um pouco comigo?

Toca comigo?

Certo, tudo bem.

Um, dois, três.

Isso aí.

Patrick?

Você me assustou, pai.

- O que está fazendo, amigão? - Fiquei com sede.

Desculpe, geralmente consigo ir.

Quer ajuda?

Quero.

Mãe, não estou achando meus sapatos de ir à igreja!

Não fui eu quem os usou por último.

Patrick, tem duas panquecas no prato na sua frente.

Ótimo, obrigado.

- Mãe! - Cameron, ouviu sua mãe?

- Quantas você quer? - Três.

- Tome duas. - Vamos, estou em fase de crescimento.

Jesse, temos que passar por isso todo domingo?

Listras e xadrez não combinam. Vá se trocar.

É, Jesse. Listras e xadrez não combinam mesmo.

- O ceguinho está tirando sarro de você. - Patrick!

- O quê? - O que foi?

Não, não você, Patrick.

- Não os provoque, querido. - Eu…

Achei!

Patrick Henry, já decidiu o que vai tocar na Cruzada?

Ainda não. Ainda estou trabalhando na minha música.

- O mundo inteiro vai assistir pela TV? - Não, burrinho!

- Jesse! - Não, a Cruzada pelas Crianças

é muito importante.

A maior parte do Estado vai ver sua apresentação.

- É melhor não estragar tudo! - Você vai ser ótimo.

Como está o trabalho?

Estou terminando.

- Tudo bem, estamos prontos para comer. - Ótimo.

Vamos orar.

Tudo bem.

Querido Jesus.

Não, meus olhos!

- Patrick, coloque-os de volta! - Patrick Henry Hughes?

Pois não?

Sinto muito.

Por aqui, Sr. Patrick.

- Há algo errado? - Não, só estou trocando o óleo.

O Patrick quer muito que você o leve à Cruzada.

Acha que pode levá-lo?

Sim, só vou precisar mexer os pauzinhos, mas eu consigo.

Fomos ao médico hoje.

- Como foi? - Foi…

Pode sair daí de baixo, por favor?

É claro.

A escoliose dele está piorando.

- Ele precisará fazer uma cirurgia. - Que ótimo.

- Nosso plano cobrirá, certo? - Uma parte, acho.

Sei lá, só não sei quanto mais vou aguentar

- vê-lo passar por isso. - O Patrick é craque.

- Esta é qual, a décima cirurgia dele? - Décima primeira.

Ele vai ficar bem. Precisa parar de se preocupar.

Ele vai ficar bem.

Me disseram que conseguimos aquilo pelo que oramos

Mais uma vez.

Consegui mais…

Certo.

- Tenho que acompanhar Pam Tillis? - Vai dar tudo certo.

Acha que acreditariam em você se dissesse que desmaiei?

- Você se sairá muito bem. - Obrigado, mas continuo apavorado.

É mesmo? A mamãe falou que não estava assim ontem à noite.

- É, ontem à noite. - Imagine…

- Que todos estão só com a roupa de baixo. - Pai.

Entendeu o que eu quis dizer. Apenas…

Pai, tudo bem, pare.

Escute.

Pense em você e em mim na nossa sala, só nós dois.

- Entendeu? - Entendi.

Se esquecer parte da música, não se preocupe.

Estarei nos bastidores do seu lado. Posso sussurrar, estou com a letra aqui.

- A mamãe fez isso? - Fez.

Obrigado. É bom saber que estará lá se eu precisar.

Não vai precisar.

Quantas pessoas tem lá fora, pai?

Não vou falar. Somos só eu e você, lembra?

- Você é o Patrick? - Sou.

Você entrará em dois minutos. Está pronto?

Acho que sim.

Quantas pessoas cabem neste auditório?

825.

- Terry Meiners vai te apresentar. - O cara do rádio?

- Isso. Pronto, vamos. - Nossa.

Patrick Henry Hughes.

Que prazer conhecê-lo. Ouvi falar muito de você.

- Oi. - Ele é muito seu fã.

- É um grande prazer conhecê-lo. - Igualmente.

- Será a primeira vez que se apresentará… - Temos que ir, Pat, vamos.

Vai dar tudo certo. Suba lá e divirta-se.

- Obrigado. - Boa sorte!

Apenas eu e você, amigão.

Como vocês sabem, a Cruzada pelas Crianças

ajuda muitas crianças na região de Kentucky.

Crianças com todo tipo de deficiência

ou, como Patrick Henry Hughes gosta de falar, eficiência.

Nesta noite, Patrick Henry está aqui

para falar com vocês sobre essas eficiências muito especiais.

Recebam Patrick Henry Hughes.

- Vai, Patrick! - Onde ele está?

- Não consigo vê-lo. - Não apareceu.

- Ali, ele está bem ali! - Meu Deus!

Certo…

Terry, mudou o piano de lugar?

Eu gostaria de tocar uma música que compus chamada "A Bala de Canhão das Cruzadas".

À Cruzada pelas Crianças esta música eu dedico

Com suas doações mais feliz eu fico

Vocês nos mostram que fazemos parte do melhor evento do mundo

E deixo a vocês meu agradecimento mais profundo

O pessoal do CJ e de Louisville

Da Arquidiocese e de Jefferson são os melhores que você já viu

- Arrasei! - Arrasou, mesmo.

- A plateia enlouqueceu com você. - Eu ouvi.

É isso aí!

Não ponha nenhum membro para fora do carro.

Tudo bem.

Patrick, está pronto?

- Estou. - Sei que se sairá muito bem.

Daremos um remédio que o deixará muito sonolento.

Tudo bem, vamos para a cirurgia.

- Amo você, Patrick. - Eu também.

Fique firme, cara, vemos você em breve.

Dr. Spitz, dirija-se ao centro cirúrgico para se preparar, por favor.

Patrick? Patrick, está me ouvindo?

- Aí está ele. - Você foi ótimo, querido.

- Foi só isso? - Só isso.

O doutor falou que tudo correu conforme o esperado.

- Como está se sentindo, querido? - Com sede.

A Sandy vai pegar gelo para você. A recuperação demorará um pouco,

mas teremos que observar e garantir que ficará grande e forte de novo, certo?

- Tudo bem. - Certo.

Voltarei mais tarde para ver como está.

Obrigado, doutor.

A vovó te deu uma coisa.

Está sentindo?

Mãe, isso é ótimo. Ela está aqui?

Não, ela voltará mais tarde. Agradeça-a você mesmo.

E aqui tem mais um monte de pilhas.

Deve ser o suficiente para te manter ocupado por umas duas horas.

Patrick?

Precisaremos fazer mais alguns exames.

- Importam-se de nos deixar a sós? - Sem problemas.

Certo, cara, já voltamos.

- Tchau. - Tchau.

- Você está bem? - Estou.

- Ótimo, voltarei logo, tudo bem? - Aonde vai?

Tenho que cuidar de algumas coisas.

Não saiu do trabalho para ficar aqui?

Saí, mas ainda tenho coisas para fazer.

Sério?

É sério, mas voltarei o mais rápido possível.

Sinto muito.

Ótimo.

Voltarei mais tarde para ver como está.

- Muito obrigado. - De nada.

O que está fazendo?

Achei que iria ficar com o Patrick no hospital!

Não se preocupe, meus pais estão com ele.

Olhe só, sei que precisa de um tempo para você,

mas, se não notou, seu filho está no hospital

e seus outros filhos fingem ter uma vida normal.

Estou tentando manter esta família unida, mas não consigo. Não sozinha.

O que é isso?

Vendi meu carro.

Sinto muito.

Vai ficar tudo bem.

É melhor eu voltar para o hospital. Meu pai deve estar ficando preocupado.

Está tudo bem.

Onde está aquela faca grande?

- Na gaveta de talheres, como sempre. - Podem ficar quietos, por favor?

- Estou tentando gravar a banda. - O quê?

Não ouvi, onde está?

Voltei. Trouxe os ovos.

Não acha que estamos grandes para brincar de caça ao tesouro?

Se você diz que está velho demais para doces…

- Precisa de ajuda? - Gente!

Consegui!

É bom tê-lo finalmente em casa, Patrick.

Eu com certeza não sinto falta da comida do hospital.

Quando vamos comer?

O pernil precisa de mais uns 30 minutos.

O que acha de tomar um ar?

- O dia está lindo. - Vamos lá.

- Vamos, Cameron. - Eu vou no balanço!

Não, cheguei primeiro.

Calma, meninos.

A mesa está pronta. Mais alguma coisa?

Sai, sai, está quente!

- Está com uma cara boa. - Está, mesmo.

- Pode pegar os guardanapos? - Não!

- O que foi? - Não!

Não!

Não, não na pia! Na pia, não!

Patrick.

Sempre odiei batata doce, mesmo.

Trabalhei o dia inteiro nisso.

Devo ter deixado muito tempo no forno. Droga.

Mãe, tudo bem.

É, estou bem.

- Mãe, pai, ajudem! - Meu Deus!

Pai…

- O que aconteceu? - O balanço.

- A corda arrebentou. - Pai, pai, minha perna, minhas costas!

Está tudo bem, amigão. Fique calmo.

- Pai, você está bem? - Fique com o Patrick.

Patrick, consegue mexer os dedos dos pés?

- Acho que sim. - O que você fez?

Cameron, não deveria ter falado para o vovô colocá-lo no balanço.

- A culpa não é minha, a corda arrebentou! - Fiquem quietos!

Foi um acidente.

Patricia, por favor, traga a van aqui na frente.

Obrigado.

Tudo bem. Patrick, aguente firme,

- vamos tentar tirá-lo daqui. - Tudo bem.

Está em casa.

Como você está?

Dolorido.

Você deveria se ver, uma grande máquina vermelha lutadora.

Ele está com uma fratura exposta na perna. Vai usar o gesso por oito semanas.

- Patrick, sinto tanto. - Tudo bem, vovô.

- Foi um acidente, pai. - Eu sei, mas…

Quer saber? Está tarde, estamos cansados.

- Vou levar você para casa. - Não, tudo bem.

- Mesmo? - Mesmo.

Sinto muito, querido.

Como vou treinar com esse gesso idiota?

Certo, está pronto?

Um, dois, três.

Tome cuidado. Cuidado.

O que vou fazer?

Nem quero ver o preço dessa pequena aventura.

Estou me sentindo tão mal por ele. Oito semanas é muito tempo.

- É, mas ele vai ficar bem. - Mas não pode tocar piano com o gesso.

- Deveríamos ter ficado de olho nele. - Não podemos protegê-lo o tempo todo.

Nessa idade, me bateram, arrastaram e me machucaram e tudo mais.

- E sobrevivi. - Seus pais conheciam

todos os médicos da cidade? Eu conheço.

Mãe, pai, venham aqui!

- O que foi? - Trompete.

- O quê? - Posso tocar trompete.

- Do que está falando? - Vocês sempre dizem

que eu não deveria pensar em deficiências, mas em eficiências, não é?

E eu estava pensando: não posso tocar violino, nem guitarra,

pois meus braços são muito curtos,

nem piano agora por causa da minha perna, mas olhem, posso tocar trompete.

Quer saber? É uma ótima ideia, mas tivemos um dia muito longo

e deveríamos nos focar em dormir um pouco.

- Mãe, você viu que ótimo? - Falaremos sobre isso de manhã.

Mas, sim, acho ótimo.

Certo, legal.

- Não temos trompete. - Então compramos um.

Vocês sabem que consigo ouvir, não sabem?

Não se preocupe, Patrick. Vai dar certo, durma um pouco.

- Mãe? - Oi.

Pare de se preocupar comigo, estou bem.

Preciso sair. Como vou aprender?

- Só queremos que fique seguro. - Também amo você, mãe.

Boa noite, querido.

- Boa noite, amigão. - Boa noite, pai.

Agora precisamos de dinheiro para comprar um trompete.

- Vou fazer umas ligações. - Continuo ouvindo vocês!

Patrick.

Os relatórios estarão na minha mesa segunda de manhã?

Sim, senhor, estarão.

Bom fim de semana.

Para você também.

- Oi, amigão. - Oi.

Sua mãe ligou para alguns amigos da faculdade.

Será o suficiente, por enquanto.

- Nossa, obrigado! - De nada.

Finalmente posso falar para o seu avô

que minha faculdade de música valeu a pena.

Quando estiver pronto para assoprar,

- sua boca tem que ficar bem firme, certo? - Certo.

Trabalharemos nisso.

Vamos lá.

- E o lance foi bom! - Quase peguei!

Vamos, pai, joguei bem na sua mão.

- Ele está ficando velho. - Como é?

Jesse?

Pegue a escada nos fundos da garagem. Vamos consertar o balanço.

Trompete, pai? Sério?

Pressione o primeiro pistão.

Relaxe os dedos. Relaxe. Certo.

Certo, tudo bem?

- Está muito bem! - Consegui!

Passou pelas 15 jardas, depois 10, depois 5. Touchdown!

- Vai, Cards! - Vai, Cards!

- Por que está vendo este jogo de novo? - É um clássico das fitas VHS.

É aí que o treinador joga seu chapéu.

Mãe!

O que é…

Patrick!

Estou bem, mãe, não se preocupe.

Não posso dizer o mesmo sobre este abajur.

Amanhã é o grande dia.

- Eu sei, acredite. - Tente ficar com a perna assim.

Boa noite, pessoal.

- Oi, gente, cheguei. - Pai, chegou mais cedo.

- Milkshakes! - Caramba.

- Muito obrigado. - De nada.

Certo, estarei de volta em duas horas.

- Vai pegar a Jesse às 16h? - E o Cameron às 15h40, pode deixar.

Vou levar para tomar no caminho. Bom dia.

- Tchau, mãe! - Tchau!

- Segure isto para mim. - Tudo bem.

O Mike tirou um livro de sua mochila, troquei de caneta com ele

e, então, Donovan, que estava debruçado e nossa como ele é velho

fala: "pessoal, levantem suas canetas"

e começa a andar pela sala,

olhando de mão em mão com seus olhinhos redondos.

Ele parou atrás do Mike e…

Bateu na nuca dele tão forte que ficou duas semanas de castigo.

- O que o Mike te falou? - Está brincando? Não contei para ele.

- Não contou? Pai, vocês são amigos. - Somos, e quero continuar sendo.

O ponto é que o colegial é, na verdade, muito legal

e você ficará bem.

Você deveria ficar feliz em saber

que o sistema educacional melhorou desde os anos 70.

Não, só quero tirar logo este gesso da perna.

Às 10h, certo?

- Isso, 10 da manhã. - Estarei lá.

Estou ansioso para vê-los serrar isso da sua perna.

- Você está bem? - Meu cérebro congelou!

Bom dia, senhor. Queria me ver?

Queria. Feche a porta, por favor.

Sente-se.

Está atrasado.

Eu sei, senhor, eu estava com o Patrick de manhã.

Já é a segunda vez nesta semana.

Sim, senhor, mas tenho feito muita coisa ultimamente e…

Acho que não estou sendo muito claro.

Preciso de você aqui todos os dias, o dia todo.

Faça seu trabalho e, por favor, saiba quais são suas prioridades.

- Senhor, eu… - Escute, Patrick, eu gosto de você.

Sempre gostei, mas está me decepcionando.

Agora vá fazer o trabalho que o contratei para fazer.

- Sim, senhor. Eu entendo. - Que bom. É só isso.

Não, eu sei. Peça desculpas para ele.

Tudo bem, até mais tarde.

- Seu pai falou que estava… - Eu sei, eu ouvi.

Você finalmente se livrou daquele gesso grande e feio!

Eu sei.

Por que está sorrindo?

- Por nada. - O que foi?

Esse som é tão legal.

CHURRASCARIA E PEIXES GRELHADOS

O que está fazendo?

Espere aqui, já volto.

Tudo bem.

Oi.

Quero pedir um favor.

Acho que é inevitável.

É só o colegial, mãe. Vou sobreviver.

Só odeio ver meu garotinho crescendo tão rápido.

Estou empolgado. Vai dar certo.

Você parece seu pai falando.

Oi!

Sou o Sr. Howard, seu professor de visão. Você deve ser o Patrick.

- Oi, prazer em conhecê-lo. - O prazer é meu. Está pronto para a aula?

- Estou. - Certo.

- Tudo bem, tenham um bom dia. - Teremos!

- Tchau, mãe. - Tchau, querido.

- Fiquei sabendo que gosta de música. - Gosto.

Vou pegar o almoço. Volto em alguns minutos, tudo bem?

- Tudo bem. - Certo.

- Olá. - Oi.

Então, você é cego?

Bom, tenho olhos de vidro, então sou.

Por que está balançando a mão na minha frente?

Cara, achei que tinha dito que é cego.

Estou ouvindo sua manga se mexer.

Deve ser legal ficar quieto o dia todo enquanto fazem as coisas para você.

Tento fazer tudo o que posso sozinho. Tudo é impossível até você tentar.

Por que não tenta andar?

Por que não tenta se jogar de um telhado e voar como um super-herói?

- Como é seu nome, mesmo? - Patrick.

- Eu sou o Bryce. - Prazer em conhecê-lo, Bryce.

O prazer é meu, cara.

- Vejo você por aí? - É claro.

Legal.

- Está tudo certo? - Sim, tudo ótimo.

Aqueles caras estavam te olhando de um jeito estranho.

Bryce parecia legal.

Acho que nunca fui muito bom com comunicação não-verbal.

Os dados do ponto B…

E aí, Pat?

- Oi, Bryce. - E aí, cara? O que está fazendo?

Só estou sentado aqui.

Cara, o que você vê o tempo todo?

O que eu vejo? Não faço ideia.

É tudo preto.

Certo…

Imagine que está olhando para algo com o seu cotovelo.

- Não dá. - Exatamente.

Não vejo preto, branco, claro, escuro, vermelho, azul, verde, nada disso.

- Sinto muito, cara. - Tudo bem.

Não se trata do que vê, mas, sim, como vê.

JUNTE-SE À BANDA!

Você está bem?

Já pensou em entrar para a banda marcial?

- O quê? Quando? - Certo.

Eles estão fazendo a seleção para a banda marcial.

Mas eu não posso marchar.

Mas você é bom com música.

É.

Eu levaria você.

- Talvez. - Vamos hoje à tarde. O que tem a perder?

- Que instrumento você toca? - Trompete.

E você é bom?

Meu pai me ensinou a tocar de ouvido.

Agora tente você.

- Tudo bem. - Certo.

- Kevin. Que bom ver você. - Obrigado por vir.

- Tenho alguns papéis para você assinar. - Sem problemas.

- Onde está o Patrick? - Está chegando.

Olha, sei que a formatura está chegando,

mas quero ter certeza de que te falei.

Você tem um filho realmente incrível.

Obrigado.

Sei que, quando eu tinha a idade dele, eu não fazia nada.

Verdade!

Cuidado!

Esse é o máximo que consegue fazer?

- Patrick? - Por essa eu não esperava.

- Está bem? - Estou, pai.

Sinto muito.

Pai, por favor, só estamos nos divertindo.

Mas deveriam saber.

A enfermaria é bem aqui. Daremos uma olhada nele só para garantir.

- Sinto muito! - Pai, estou bem.

- Última aula. - Eu sei, que loucura.

Não sei o que vou fazer da minha vida.

Você vai ficar bem.

Obrigado, Sr. Howard.

Por favor, me chame de Kevin. É nossa última aula!

É triste.

Patrick, não se atreva a ficar triste por isso.

Você tem coisas melhores para fazer.

- Posso dirigir? - Não, mas pode dar a partida.

Sou muito novo para morrer.

- Não dirijo mal, sabia? - Sei…

Sr. Hughes.

- Oi, Bryce. - E aí, cara?

- Parabéns, Bryce. - Obrigado.

- Vou sentir sua falta, mano. - É, Lexington é tão longe…

O Patrick te contou? Ele vai fazer parte da banda da faculdade.

- É mesmo? - É verdade.

Não, desculpe. Temos uma política:

para entrar na banda da faculdade, primeiro tem que entrar na banda marcial.

Sei disso, mas não pode abrir uma exceção? Por favor!

Não, não, sinto muito. Ele teria que marchar.

Patrick, vi você na Cruzada há anos.

Tocando "A Bala de Canhão das Cruzadas". Você foi fantástico.

Muito obrigado.

Isso é muito gentil,

mas meu filho terá as mesmas oportunidades que todos os outros alunos desta escola.

- Não pode exclui-lo. - Não disse que iria exclui-lo.

Eu disse que ele deve entrar para a banda marcial

para podermos cogitar sua entrada na banda da faculdade.

Patrick já estava na banda marcial Atherton.

E não quero vê-lo ficar sem fazer nada de novo.

Eu também não. Quero vê-lo marchando com todos os outros.

Mas...

Podemos encontrar alguém para empurrar sua cadeira com a banda,

e Patrick…

- todos sabem que o Patrick sabe tocar. - Sinto muito, mas não.

De jeito nenhum.

Não posso correr o risco de alguém derrubá-lo no campo

na frente de 40 mil pessoas. Sinto muito!

Então estou de mãos atadas.

Se não pode marchar, não pode tocar.

Olhe só, Patrick…

- Odeio ser diferente! - Você não é diferente.

Tudo bem. O que mais posso fazer? Jogar boliche?

- Só precisa se focar no que pode fazer. - Eu sei, é o que estou tentando!

- Por que ninguém pode me empurrar? - Já falamos sobre isso.

- Quero marchar! - Você não pode…

- Não pode marchar. - Você disse que não sou diferente.

Como foi?

Não quero falar sobre isso.

Já está com os relatórios de vendas que te pedi?

- Sim, enviei um e-mail. Quer que reenvie? - Não, vou dar uma olhada.

- E minha apresentação para o conselho? - Estou trabalhando nela.

- Preciso dela imediatamente. - Sim, senhor.

Alô?

Certo, só um segundo.

É para você, Patrick.

- Alô, é o Patrick. - Patrick, é o Dr. Byrne.

- Como você está? - Oi.

Só queria dizer que achamos alguém para empurrá-lo com a banda.

- Se ainda estiver interessado. - É claro, é o que eu sempre quis.

- Mas e meu pai? Ele concordou? - Ele sabe.

Só precisa vir ao treino de amanhã Às 17h30.

- Nossa, tudo bem, muito obrigado. - Por nada, Patrick.

- Até amanhã. - É isso aí.

Vou marchar!

- Certo, divirta-se. - Tchau, mãe. Pode deixar.

Ele vai ficar bem.

- Fico muito feliz com você aqui, Patrick. - Eu também, nem dormi à noite.

E então, quem vai me empurrar?

Ele ainda não chegou,

mas já vai chegar.

- São 17h29, não me atrasei. - Pai, o que está fazendo aqui?

Achei que eu poderia te empurrar.

Certo, banda, vamos botar para quebrar.

Vamos começar.

Certo. Prontos?

Um, dois, preparar e…

Certo, parem, parem.

Matt, se vai seguir esta linha, tem que levá-lo na direção certa.

Formem um arco e voltem à marca das 20 jardas.

Bom dia, Charles. Recebeu a apresentação?

- Recebi. - E?

E… Falaremos sobre isso depois.

Tudo bem.

Um, dois, três e…

Jesse, vá devagar, cara.

Como você está?

Tão mal assim?

Tire os sapatos. Como foi seu dia?

- Estou com fome. - Tudo bem, vamos comer já, já.

Estou com fome agora.

Ele é uma máquina.

Isto está me matando.

Vale a pena?

Vale, mas é muito trabalhoso.

Não consigo fazer as duas coisas.

VOCÊ TEM 32 MENSAGENS NÃO LIDAS!

REUNIÃO DO CONSELHO ÀS 11H CERTIFIQUE-SE DE ESTAR PRESENTE

- Patrick. - Senhor.

- Como está? - Bem, senhor.

Sente-se.

Você trabalha nesta agência há muito tempo.

Dezenove anos.

É muito tempo para se estar com alguém.

Sem dúvidas, você tem sido um funcionário excepcional.

Mas, nas últimas semanas, tivemos que tomar decisões difíceis.

Desculpe, o que estão dizendo?

Queremos promovê-lo, Patrick.

Estou aqui há mais tempo ainda e, para ser sincero, estou pronto para me aposentar.

Quero que fique no meu lugar.

Senhor...

Não sei o que dizer.

Sim?

Precisamos de você aqui. Você trabalhou muito bem

e queremos que saiba que não passou despercebido.

Todos saem ganhando. Benefícios melhores, salário melhor.

Você terá que viajar mais.

Sabe, Nova York, Las Vegas, Phoenix.

Bastante tempo para se afastar da família

e aproveitar a vida um pouco.

Eles também terão uma vida melhor.

Com que frequência eu teria que viajar?

Deixe sua agenda livre.

Tudo bem.

Certo, obrigado. Muito obrigado, pessoal.

Não consigo dizer o quão grato sou por esta oportunidade.

- Estou muito contente. - Bom trabalho.

Obrigado, senhor.

Patricia, querida?

Se tornou uma equipe de banda marcial diferente, entre pai e filho.

- Gente, o papai tem boas notícias. - Venha aqui, venha aqui. Sente e escute.

Entrevistamos o Dr. Greg Byrne,

diretor da banda marcial da Universidade de Louisville.

Os Hughes são uma grande adição à banda marcial como uma dupla,

e isso mostra o potencial que todos têm, independentemente de suas circunstâncias.

O sacrifício e o amor mostrados nesta relação entre pai e filho

serve de exemplo para todos nós.

Vinte anos, Mike.

Quase 20 anos.

Muito café, relatórios, horas extra, finais de semana

e maus momentos, finalmente consegui uma promoção.

Deveria estar feliz.

Oi.

- O que está ouvindo? - Só música. E aí?

Olha…

Precisamos conversar.

Nas últimas duas semanas,

- vendo você na banda e tudo o mais, foi… - Não precisa continuar, pai.

Sei que vamos sair.

Sabe?

Consigo ouvir tudo, lembra?

Verdade.

Escute…

Sinto muito, Patrick.

Boa noite, amigão.

Por que quer tanto entrar para a banda?

Não é o que todos queremos?

O quê?

Fazer parte de algo grande, ser importante.

- Patrick, é claro que você é importante. - Estou falando da banda, pai.

É algo em que sou bom.

E sei que só quer o melhor para nós, eu entendo.

Mas fazemos parte disso,

e não sabemos aonde isso vai parar, mas não queremos ver?

Entre!

- Bom dia, senhor. - Oi, Patrick!

Que bom ver você.

- Sente-se. - Obrigado, senhor, será bem rápido.

Vi você na TV ontem à noite.

- Foi bem legal. - É, senhor, acho que foi.

Na verdade, é mais ou menos sobre isso que quero falar.

Como assim?

Bom, em primeiro lugar,

não sei dizer o quão grato sou a você, à direção, a todos.

Passei a noite orando por isso, senhor,

- e não posso aceitar a promoção, Charles. - Espere.

Tem noção do que está dizendo?

Tenho, senhor, e é exatamente por isso que estou saindo.

Você tem um filho que não enxerga, tem todos os problemas de saúde possíveis,

uma família para sustentar e vai se demitir?

Saiba quais são suas prioridades, Patrick!

Minhas prioridades, senhor, estão ótimas.

Por que fez isso?

Estou cansado de não fazer nada.

Eu amo você.

Eu também.

Preparar, um, dois, um, dois, preparar e…

Certo, parem. Vamos recomeçar.

Vamos.

Patrick?

Desculpe, pai, não queria te acordar.

Você conseguiu.

Consegui.

- Deixe-me adivinhar, está com sede? - Morrendo de sede.

Da próxima vez, me acorde, entendeu?

Mas sei que precisa dormir.

Já falei, quatro horas são o suficiente.

Aqui, está na sua frente.

Agora vamos aprontá-lo.

Tudo bem.

Está nervoso?

Um pouco, talvez. E você?

Estou.

Não fique, você se sairá bem. É como nossos treinos.

Por isso estou preocupado.

Meu Deus, tinha que ver isso, Patrick.

Quartenta e dois mil assentos e amanhã estarão todos assistindo.

É muito legal.

É, mesmo.

Eu me lembro do primeiro jogo neste estádio.

Foi contra o Kentucky, também.

No segundo tempo, Redmond vai até o centro,

pega a bola, joga para trás, finge que vai lançar, passa para Otis,

corre 22 jardas e… touchdown! O estádio foi à loucura!

Foi incrível.

Você não se lembra desse jogo, lembra?

Na verdade. não. Sinceramente, todos meio que se misturam na minha memória.

Nós ganhamos?

Não, perdemos. Foi 68 a 34,

mas ganhamos todos os outros jogos neste estádio durante a temporada.

Pai?

Sim.

Obrigado.

Você abriu mão de tudo por mim.

Tudo.

E você é meu herói.

Patrick, por tudo o que você passa todos os dias…

Você é o meu herói.

- Amo você. - Eu também, pai.

Como estou?

- Você fica bem de vermelho. - Realmente sei do que está falando.

Você está ótimo, amigão.

Grande dia!

- Estão prontos? - Estamos.

Confio em você.

Faça como treinamos.

- Certo. - Você fica bem de vermelho.

Está pronto para dominar este campo comigo, pai?

Estou.

Estou. Vamos lá.

Estão prontos?

- Está pronto? - Estou.

Mantenha a cabeça em pé, o mais alto possível.

Amamos você!

PATRICK HENRY HUGHES E SEU PAI FORAM À MARCHA

DE MAIS DE 50 JOGOS DO LOUISVILLE FOOTBALL

INCLUINDO AOS JOGOS BCS ORANGE BOWL.

PATRICK SE GRADUOU COM DISTINÇÃO ACADÊMICA

PELA UNIVERSIDADE DE LOUISVILLE EM 2010.

EM 2007, O PROGRAMA EXTREME MAKEOVER: HOME EDITION

REMODELOU COMPLETAMENTE A CASA DOS HUGHES

PARA QUE O PATRICK PUDESSE TER ACESSO TOTAL À UM AMBIENTE SEGURO.

HOJE, PAI E FILHO VIAJAM PELO MUNDO

INCENTIVANDO E INSPIRANDO PESSOAS.

Há um milhão de motivos que ressalto

Apenas olhe para o alto

Continue sonhando, continue acreditando

Com tudo o que somos, porque é assim que somos

Nos verão brilhar Com nossa luz, iluminar

Iluminando a escuridão, iluminando a escuridão

- Como o céu - Como o céu

- Como o céu - Como o céu

- Como o céu - Como o céu

- Como o céu - Como o céu

TUDO PODE MUDAR

A lua é onde queremos chegar, acesos como o fogo

Sem desculpas, focados no jogo

Chegaremos ao alto das montanhas e apreciaremos a vista

Aproveitando o momento vendo desejos se realizando

Há um milhão de motivos que ressalto

Apenas olhe para o alto

Continue sonhando, continue acreditando

Com tudo o que somos, porque é assim que somos

Nos verão brilhar, com nossa luz, iluminar

Iluminando a escuridão, iluminando a escuridão

- Temos tanto para ver - Se abrirmos os olhos

- Tantos sonhos - Se tentarmos

- Paramos por aqui - Ou vamos nos surpreender

- Deixe sua luz acender - Deixe sua luz acender

Continue sonhando

Continuaremos acreditando

Nos verão brilhar

Iluminando,

Continue sonhando, continue acreditando

Com tudo o que somos, porque é assim que somos

Nos verão brilhar com nossa luz, iluminar

Iluminando a escuridão, iluminando a escuridão

Podemos inspirar a chegar mais longe

Com tudo o que somos, porque é assim que somos

Nos verão brilhar com nossa luz, iluminar

Iluminando a escuridão, iluminando a escuridão

- Como o céu - Como as estrelas

- Como o céu - Como as estrelas

- Como o céu - Como as estrelas

- Como o céu - Como as estrelas

Iluminamos como as estrelas

Continue acreditando

Deixaremos nossa luz brilhar

Deixaremos nossa luz brilhar

TUDO PODE MUDAR

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