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Original subtitles

Todo mundo via "The Young and The Restless".

Era muito popular.

"The Young and The Restless" foi o primeiro empurrão

pra alguns jovens atores

que acabaram ganhando muito destaque.

- O Paul Walker. - Deixa o casamento se firmar.

Eva Longoria.

Você está muito desesperado.

Mas tinha uma atriz

que estava chegando cada vez mais perto

do sonho de Hollywood.

E ela tinha o necessário pra se tornar famosa.

Mas essa foi uma história de sonhos desfeitos em Hollywood

e, é claro, de crime.

A gente vai esclarecer isso agora.

A gente tem que saber o que aconteceu.

O ciúme acabava com ela.

Mas eu quero ouvir mais que: "É o quê? É o quê? É o quê?"

Rolaram uns comentários do tipo:

"Você se acha toda superior só porque você é atriz."

"Você é assim e assado."

Como que isso aconteceu?

Como que você acabou se metendo nisso?

"Você não é nada."

Por que ela?

O LADO OBSCURO DA FAMA

O meu pai nasceu em Chihuahua, no México,

e se mudou pra Los Angeles nos anos 1960 pra trabalhar.

Como a maioria das pessoas fazia na época.

A minha mãe também era do México.

E a gente se mudou pra San Diego

quando eu tinha 4 anos de idade.

Lomita é um bairro bem antigo

que fica no leste de San Diego.

A região de Lomita é basicamente hispânica.

Naquela época, tinha muita violência entre gangues.

Era horrível naquela região. Lá principalmente.

Meus pais se separaram quando eu tinha uns 8 anos de idade

e pouco tempo depois ele conheceu a Rosalía

e eles começaram uma família linda.

Meu irmão nasceu primeiro

e daí a Adriana nasceu depois dele.

E eu tinha o quê? Uns 12 anos.

O nosso pai trabalhava em fábricas.

Ele trabalhava pra um distrito escolar.

E a Rosalía, a minha madrasta,

tinha sonhos e queria ser modelo,

e ela realmente estudou na Escola Barbizon de Modelos.

Apesar das fotos dela serem lindas

e de ela poder ter sido modelo,

eu acho que ela não tinha aquela personalidade extrovertida

pra ir atrás desse sonho.

Mas eu realmente acho que a Rosalía viu na Adriana

tudo o que talvez tenha impedido ela

de ter sucesso nessa carreira.

Desde que a Adriana nasceu, ela iluminava o ambiente,

ela estava sempre cantando e dançando por aí

e espalhando alegria.

Ela era a cola do amor da nossa família.

A Adriana era uma tia muito engraçada.

Ela sempre queria brincar comigo.

Ela me maquiava, me enfeitava de joias

e ela me deixava modelar.

Ela era sempre a pessoa que fazia eu me sentir bonita

e capaz de ser, tipo,

qualquer coisa que eu quisesse ser.

São tantas lembranças...

A gente sentava aqui fora, numas cadeiras que nem essas.

E a gente falava de tudo.

De garotos e do nosso futuro.

A Adriana tinha grandes sonhos.

E eu acho que a Rosalía incentivou muito ela também.

E esse foi um dos motivos que fez a gente acreditar

que ela realmente podia ser uma estrela.

Ela queria ser modelo e começar a atuar.

E aí ela fez algumas aulas à noite

pra terminar a escola mais cedo

pra ela poder decolar na carreira dela.

Pra alguém como a Adriana,

uma chance de ser famosa significa uma vida melhor,

não só pra ela, mas pra família toda.

A Rosalía levou ela pra um ensaio fotográfico

e as fotos dela ficaram incríveis.

Eu achei que eu estava olhando pra uma estrela de cinema

e não pra minha irmã caçula.

Porque as fotos ficaram muito lindas!

Ela parecia uma modelo de verdade.

Mas aquela garota foi lá, saiu e se divertiu por aí.

Ela curtiu bastante.

Elas moravam em San Diego e iam de carro pra LA.

A Rosalía levava a Adriana todos os dias

que ela tinha que trabalhar

e trazia ela pra casa todos os dias.

Elas não pernoitavam em hotel nenhum,

elas não gastavam nenhum dinheiro a mais

e... Aqui a gente está falando de umas cinco horas, ou mais,

no trânsito.

Era tipo: "Eu estou fazendo esses sacrifícios por você.

Me deixa orgulhosa.

Você não desiste. A gente não desiste.

Porque se a gente desistisse, a gente não estaria aqui."

VERÃO DE 2001

A Rosalía ficou sabendo de um teste.

E naquele dia ela chegou em casa

e a Adriana tinha sido escalada pra ser figurante

junto com os personagens recorrentes,

o que era incrível.

Play.

Como será que isso aconteceu?

Eu sei lá!

Tá legal, nada de surtar, vocês dois!

Não é como se fosse o fim do mundo.

Dá pra ver ela bem ali.

"The Young and The Restless" é a novela mais bem avaliada,

melhor que todas as novelas do seu gênero.

E é um programa que já dura há muito tempo.

Personagens bem escritos, enredos dramáticos.

Todo mundo cresceu vendo essa novela.

"The Young and The Restless"

contava principalmente histórias adolescentes.

Era um foco muito grande em trazer um público mais jovem.

Vocês dois mandam muito bem com os pincéis.

E mais, eu fiz uma aula de arte com você no ano passado

e você é muito bom nisso, Mac.

Pra Adriana,

conseguir um papel de figurante nessa novela

era muito importante.

Centenas e centenas de atrizes queriam isso.

Ela tinha que ter alguma coisa especial.

Quando a Adriana Piñon fez 18 anos,

os produtores informaram que ela ia ser promovida

de figurante pra alguém com falas.

Isso era muito importante.

Ela estava criando oportunidades pra ela mesma.

Ela estava nas nuvens!

Se teve um dia que ela ficou com o maior sorriso de todos,

foi aquele dia.

Eu não conseguia acreditar.

Eu fiquei tipo... "Nossa!"

Tipo, ela estava tão natural.

Ela era. Ela nem combinava com o papel de figurante.

Mas por mais que você seja boa, sempre vai ter alguma pessoa

que vai ficar chateada por não conseguir ser que nem você.

A Adriana estava namorando um cara e...

E acabou não dando certo.

Ele estava ficando um pouco enciumado

da carreira dela de atriz.

E aí eles terminaram.

Os produtores já amavam ela porque eles falaram,

assim que ela fez 18 anos,

que eles iam começar a dar papéis com fala pra ela.

A gente ficou muito feliz.

Mal sabia a gente que ia ser o último Natal dela.

31 DE JANEIRO DE 2002

31 de janeiro era uma sexta-feira.

A Adriana não estava...

Ela não estava mais na escola e ela não trabalhou naquele dia.

Ela só não estava se sentindo muito bem, sabe?

O nosso pai estava trabalhando no turno da noite.

E ele saía à tarde, umas duas e meia,

e trabalhava a noite toda.

A Rosalía, a minha madrasta,

saía de manhã e trabalhava o dia todo.

A minha madrasta Rosalía ela ligou um pouco depois,

umas quatro e meia.

Ninguém atendeu.

Ela ficou muito preocupada

e aí ela deixou o trabalho dela mais cedo.

Eu penso muito na Rosalía e...

Eu nem consigo imaginar.

A Rosalía chegou em casa.

Tinha uma TV na entrada.

A gente... O nosso jardim tinha um portão

e a garagem tinha um portão também.

Então... O cadeado estava fora do portão

quando a Rosalía chegou em casa.

E... O que não era normal.

Ela entrou correndo em casa

e eu não... Ela não achou a Adriana de cara.

Ela procurou na casa toda por ela.

Eu trabalhei naquele dia.

E... Eu cheguei em casa

e eu vi no noticiário.

Atenção, viaturas a caminho. Viaturas a caminho.

E eu vi uma porta.

E estavam procurando por impressões digitais nela.

Equipe já está no local. Precisamos de mais homens.

A gente não sabia muito,

só que ela...

A Rosalía achou ela.

O que deve ser a pior coisa no mundo todo,

achar a sua filha... morta

no chão da sua sala de estar.

Eu tinha acabado de chegar em casa.

Era bem no começo da noite que a gente recebeu a ligação.

Eu e vários outros investigadores

chegamos na cena.

Foi nessa casa que a gente veio naquela noite.

Quando a gente chegou,

a cena estava isolada com fita amarela,

o que indicava que era uma cena de crime,

e havia policiais de patrulha fazendo a segurança.

A imprensa estava lá. Eles estavam filmando.

Eles queriam saber o que tinha acontecido.

E os vizinhos queriam saber o que estava acontecendo.

A mãe da Adriana chegou na cena umas 5h30.

A primeira coisa que ela reparou

foi que o portão de ferro estava aberto.

Ela nunca deixava ele aberto.

Então ela entrou na garagem e viu que a TV da sala de estar

estava na entrada da garagem.

Isso me mostrou que alguém estava com pressa

e deixou a TV cair.

E aí a mãe começou a entrar em pânico e pensar:

"Ai meu Deus, a minha filha! O que está acontecendo?"

Aí ela entrou e viu que a casa tinha sido saqueada.

Tinha coisa faltando, tinha coisa rasgada...

Então, inicialmente, ela começou a pensar:

"Bom, eu fui vítima de um roubo."

Mas ela também estava muito preocupada...

"Cadê a minha filha?"

Então na mesma hora ela entrou na casa

e viu a filha jogada na poltrona da sala de estar,

e foi aí que ela correu até a filha,

agarrou ela e a derrubou no chão,

tentando acordar ela.

Quando eu cheguei lá, tinha polícia por todo o canto.

E eu... não podia entrar na casa.

E eles levaram até os vizinhos do outro lado da rua,

junto com o meu pai, a Rosalía, o Alfredo

e o pessoal do aconselhamento de luto.

E aí eles me contaram o que aconteceu.

Eu... estava na 3ª série.

E eu me lembro de ter escutado a minha mãe ao telefone.

E ela estava chorando.

"Clarissa, uma coisa ruim aconteceu."

O meu coração, tipo, ele afundou dentro do meu corpo

e eu senti que eu ia explodir,

tipo... "Do que você está falando?

Isso não pode ser verdade."

Quem? Por quê?

Por que ela?

Eu... Eu... Eu simplesmente...

Eu não... Eu não conseguia pensar...

Não dava pra pensar em nenhuma pessoa

que não gostava da minha irmã.

Ela não tinha inimigos. Ela não tinha nenhum inimigo.

Só amigos. Muitos amigos.

Muitos amigos.

Foi devastador.

Eu senti muita pena dela, porque eu...

Eu me identificava com ela como uma mulher hispânica.

E por ter a mesma cultura

e aquela ligação com a minha família.

Eu vi aquilo na família dela.

Então a gente fez uma inspeção da cena do crime.

Esta fotografia em particular é um diagrama da cena do crime

que mostra a diferente localização

dos móveis e das provas.

A Adriana foi encontrada no chão,

em frente à poltrona.

Ela estava deitada de costas

e usava uma calça jeans, camisa branca e tênis branco.

Dava pra ver sangue.

Dava pra ver um cartucho de calibre.25.

Ela tinha um ferimento na cabeça

que indicava pra gente que ela tinha sido baleada

e parecia ter sido por uma pessoa próxima.

Nenhuma arma foi achada na cena do crime.

Não tinha nenhum instrumento contundente

e com certeza nenhuma arma de fogo.

A casa tinha sido claramente saqueada.

Coisas foram derrubadas, tinha coisa faltando...

Parecia aleatório, parecia apressado.

Assim, à primeira vista,

aquilo parecia um roubo e invasão de domicílio.

Parecia um arrombamento.

Mas tinham algumas coisas que estavam muito fora do lugar.

Basicamente, tinham levado da sala de estar e da cozinha.

Não era como se o resto da casa tivesse sido vasculhado,

como se alguém tivesse entrado lá e começado a mexer

numa gaveta de roupas ou a procurar joias,

coisas desse tipo.

Tudo estava praticamente concentrado

na área onde ela foi assassinada.

O cadeado do portão de ferro tinha sido removido.

Ele ainda estava com a chave e foi achado na mesa da cozinha.

Isso indicava que deixaram o suspeito entrar.

Ninguém invadiu aquela casa.

A outra coisa que a gente achou estranha

foi que o pai tinha dito que ela estava de pijama

quando ele saiu.

Agora ela estava vestida.

O cabelo dela estava penteado. Ela estava maquiada.

A minha impressão era que

ela tinha se arrumado pra um garoto

ou um jovem rapaz.

Ela levou um tempo pra colocar a maquiagem,

pra pentear o cabelo, pra se arrumar.

Na mesa de café, tinham dois copos de chá gelado

que ainda estavam meio frios,

com condensação e aqueles anéis em volta deles.

Eu acho que o fato dos copos estarem frios

mostra pra gente

que eles tinham sido colocados ali recentemente,

ou eles tinham sido servidos recentemente.

Será que um desses copos era da Adriana

e talvez o outro fosse de um visitante?

Aquilo que nos levou a acreditar que a cena do crime

tinha sido montada.

Aí a gente soube que o assassino era alguém que ela conhecia.

Era muita pressão rolando.

A gente tinha que descobrir o que tinha acontecido.

Às vezes, nós temos casos

onde as pessoas encenam um roubo

ou elas encenam um furto.

O propósito aqui é enganar a polícia.

Pra fazer parecer uma coisa que não é.

Os dois copos de chá gelado foram examinados

pra ver se havia DNA e impressões digitais.

Mais uma vez, isso,

junto com as impressões digitais na TV,

eram provas físicas muito importantes pra gente.

Depois que um perfil de DNA foi desenvolvido

a partir dos dois copos,

a gente descobriu que eles pertenciam a homens...

um homem num copo

e um homem diferente no segundo copo.

Na verdade, isso foi meio que surpreendente

porque, inicialmente,

a gente achou que um seria dela e o outro seria de alguém

com quem ela estava se divertindo,

então isso mudou um pouco as coisas pra gente.

De quem eram aqueles copos?

A gente comparou com todos os membros da família

e viu que eles não eram os donos do DNA

ou das impressões digitais.

Então, naquele caso,

a gente tinha dois doadores diferentes nos copos.

A gente achava que eles estavam lá quando o crime ocorreu,

mas a gente não sabia qual era o papel de cada um.

Um deles era o suspeito? Os dois estavam juntos no crime?

Naquele momento,

a gente não sabia o que estava acontecendo.

E aí a gente tinha basicamente

que fazer um histórico da vítima.

É extremamente importante

a polícia começar uma investigação

sabendo de todos os detalhes

sobre os antecedentes e a história da vítima,

quem ela é,

e em que ponto da vida ela se encontra.

Isso fornece pistas pros investigadores

e também monta um roteiro pras testemunhas,

possíveis suspeitos

e até mesmo o motivo.

Uma semana depois do homicídio,

a mãe da Adriana nos deu a agenda telefônica dela.

Eram várias pessoas diferentes.

Ex-namorados, colegas, amigas, amigos,

era uma mistura de várias informações.

Então o que a gente tinha que fazer ali era entrar em contato

com todo mundo.

E o nosso objetivo era

associar aquelas pessoas com uma história.

Onde você estava? O que estava acontecendo?

Você pode nos dar provas físicas?

Então, inicialmente,

quando eu conversei com a mãe da Adriana,

ela me contou sobre um ex-namorado da Adriana Piñon.

E esse ex-namorado não estava feliz com o término.

E isso tinha deixado a mãe e a Adriana preocupadas.

Então a mãe da Adriana me contou

que o ex-namorado estava com ciúmes

porque ela estava passando muito mais tempo

com outras coisas e não com ele,

como a carreira dela de atriz e de modelo.

Isso diminuía o tempo deles juntos.

E eu acho que ele não gostava disso.

Isso foi parte do motivo pelo qual ela terminou com ele.

E por isso,

a gente passou a ver esse ex-namorado

como um possível suspeito.

Apesar daquele status por si só não ser necessariamente

um motivo pra matar,

ele era uma grande pista

pros investigadores se aprofundarem no relacionamento

entre o ex, um cara chamado Oscar Martinez,

e a vítima, Adriana Piñon.

O agressor de Adriana

não tinha só a intenção de matar.

Ele tinha a intenção de ferir. Ela tinha um olho machucado.

Quando a mãe estava dando informações

sobre a agenda telefônica e dando algumas dicas pra gente,

ela disse que tinha uma pessoa naquela agenda

que tinha o apelido de "Junior".

E que a Adriana tinha saído com ele algumas vezes.

A gente conseguiu achar o nome "Junior" na agenda

e tinha um número lá,

mas não tinha mais nenhuma outra informação.

Nenhum sobrenome.

Fizeram uma investigação no computador

e foi aí que a gente descobriu que o nome

associado àquele telefone era Hugo Jimenez.

Eu já tinha ouvido o nome "Hugo" antes.

Eu acho que o Hugo era do mesmo bairro.

Mas eu nunca tinha ouvido falar muito dele,

mais do que qualquer outra pessoa normal.

A gente ficou sabendo

de uma briga por violência doméstica

com uma namorada que ele tinha,

e isso tinha sido em 17 de janeiro,

semanas antes do homicídio.

Talvez fosse um alerta, talvez não fosse.

Assim, só porque ele tinha um antecedente criminal,

não significava necessariamente

que ele tinha cometido aquele homicídio.

Quando eu entrei em contato pela primeira vez,

com o Hugo Jimenez

ele na mesma hora disse: "Eu... Eu conheço a Adriana.

Eu conheço ela já tem um tempo. Eu namorava uma amiga dela."

Quando ele e a amiga terminaram,

o Hugo ficou conversando com a Adriana

num bate-papo via telefone e eles ficaram mais amigos.

E aí eles saíam pra comer.

Ele já tinha ido na casa da Adriana antes.

Ele tinha conhecido os pais dela.

Ele disse que a última vez que ele a viu

foi seis meses antes da morte dela

e que ele não tinha nenhuma informação

ou nem sabia que ela tinha morrido.

E eu perguntei: "Você tem algum problema em vir aqui

e dar uma amostra das suas impressões digitais

ou do seu DNA?"

"Não, sem problema."

Quando eu cumprimentei ele na entrada e apertei a mão dele,

a mão estava muito suada.

Ela estava, tipo, pingando.

Eu vi que ele estava nervoso

e foi naquele momento que eu tive a sensação

de que alguma coisa não estava certa ali.

Por que ele estava tão nervoso?

Então, a gente estava

indo tirar as impressões digitais dele,

e aí ele virou a mão

e eu vi umas marcas cruzadas no polegar dele.

Isso devia ter sido feito com uma lâmina de barbear

ou alguma coisa muito fina

que fizesse aquele tipo de marca.

Por que ele faria isso

se ele não estivesse escondendo alguma coisa?

Eu perguntei como ele fez o corte

e ele falou: "Eu estava trabalhando e eu me cortei".

Aí eu pensei: "Isso é fisicamente impossível".

Naquele momento, eu comecei a desconfiar dele.

O Hugo também aceitou dar uma amostra de DNA

e, ai, ele ficou livre pra ir embora.

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA DE SAN DIEGO

6 SEMANAS APÓS O ASSASSINATO DE ADRIANA

A gente foi informado

de que as impressões digitais do Hugo Jimenez

bateram com um dos copos de chá gelado

e com a TV que estava na entrada.

Esses objetos tinham sido movidos

ou colocado ali no dia do assassinato.

Então isso ia contradizer o álibi dele.

A gente chamou ele pra delegacia.

Ele não estava preso,

ele não estava sob custódia policial,

ele podia ir embora a qualquer momento.

E a gente queria na verdade

de novo associar ele com uma história,

uma história real pra explicar

o DNA dele naquela cena do crime.

A gente decidiu ser um pouquinho mais direto.

E as suas impressões digitais

bateram com algumas provas físicas

que a gente coletou naquela casa.

- Minhas impressões digitais? - É.

Ele não estava esperando isso.

Ele não fazia ideia que isso ia voltar pra ele

e aí ele ficou em choque.

Ali, você tá vendo essa TV que está bem aqui nessa entrada?

As suas impressões digitais também estavam nessa TV.

Na realidade, não só as suas impressões digitais

estavam nessa TV,

mas a impressão das suas palmas estavam uma de um lado da TV

e a outra do outro lado, assim.

É o quê?

Primeiro, ele insistiu que ele não estava lá.

"Eu não estava lá. Eu não estava lá."

Ele se recusou a aceitar as provas físicas.

É impossível. Tipo, eu nunca fui lá.

Eu só... A última vez que fui lá foi, tipo, em agosto.

A gente insistiu com ele.

Foi assim: "Olha, a gente não está acreditando.

A gente não vai acreditar."

A gente sabe que são suas digitais!

Agora eu não estou dizendo que você é o vilão aqui,

mas eu quero ouvir mais que: "É o quê? É o quê? É o quê?"

Naquela altura,

a gente não sabia porque ele estava mentindo.

A gente tinha que saber

qual tinha sido o papel do Hugo naquilo.

A gente sabia que eram duas pessoas lá.

A gente sabe que alguém matou ela.

Elas agiram juntas?

Você é o atirador ou você é só uma testemunha relutante?

Você é cúmplice?

A gente não sabia qual era o papel dele.

Eu não sei. Eu não sei como as minhas digitais

foram parar...

no copo nem na TV.

A gente não estava acusando ele de nada.

A gente só queria saber e ter uma explicação

do motivo pelo qual as digitais dele

estavam nas provas coletadas na cena do crime.

Se a polícia tiver uma causa provável

pra prender, eles vão prender.

O fato de eles não terem prendido ele,

foi porque apesar da ampla suspeita,

eles ainda não tinham causa provável.

É o quê? Uma digital minha nesse copo?

É, ela estava no copo. Isso.

Em um certo momento,

conforme a gente foi fazendo o interrogatório

e mostrando pra ele diferentes fotos da cena do crime

e várias coisas da cena,

teve uma foto que eu mostrei pra ele

e era uma fotografia da Adriana Piñon.

E depois que eu mostrei aquela fotografia, ele falou:

"Não, não, não, eu não vou olhar pra isso.

Eu não quero olhar pra isso."

Ele começou a passar mal.

A gente reparou que ele estava tossindo.

Hugo, essa é a hora de você falar pra gente

o que aconteceu lá, tá bom?

E foi nesse momento que ele mudou a história dele pra:

"Tá legal, eu estava lá."

Ela que te chamou? Ou você que foi lá?

Bom, ela me chamou mais cedo.

- Tá bom. - Tá bom.

Então a gente passou

do "eu não estava lá" pra "eu estava lá".

O Hugo estava muito mais próximo de ser o principal suspeito

do que qualquer outra pessoa que a polícia tinha investigado.

A pergunta que restava aos investigadores era:

quem mais estava lá?

Eles ainda tinham que saber quem era o segundo homem

pra determinar se o Hugo era ou não o suspeito,

e qual tinha sido o papel,

se é que teve algum papel, do outro indivíduo.

Não dava pra simplesmente esquecer essa segunda pessoa.

Então, segundo a mãe dela,

a Adriana terminou com o namorado, Oscar Martinez,

duas semanas antes do assassinato.

Quem era o Oscar Martinez

e o que se sabia dele com a Adriana?

Ele foi interrogado.

A gente obteve uma amostra de DNA

e as impressões digitais dele.

O DNA dele não bateu

com o DNA da prova que foi coletada na cena.

E aí ele foi eliminado como suspeito.

Eram dois perfis masculinos.

As digitais do Hugo Jimenez

bateram com um dos copos de chá gelado

e com a TV que estava na entrada.

Então agora era muito importante descobrir

quem era o segundo homem.

A gente tem várias digitais que bateram com as suas.

E foi aí que ele falou pra gente

de dois homens que deram uma fechada neles

quando eles estavam indo pra casa dela.

Eu e um amigo, a gente estava dirigindo pra casa dela

e aí tinha uns caras me seguindo.

E aí, tipo... Tipo, a gente só, tipo... A gente estacionou

e saiu do carro e eu falei tipo:

"Pô, dá pra você abrir o portão pra gente estacionar aí dentro?"

Ela falou tipo: "Beleza, beleza, beleza."

Aí a gente estacionou de ré.

E eu estava na casa dela com ela

enquanto o meu amigo estava estacionando.

E aí ele estacionou e ele ficou sentado lá.

Eu falei pra ele: "Só... Só fica sentado aí.

Vai que eles voltam."

E aí, tipo, dois caras,

tipo, lá de dentro e aí eu vi eles correndo pra porta.

Aí eu saí pela porta e eu não vi mais meu amigo lá.

Então eu corri pra esquina e fugi.

Eu sabia que o tipo de pessoas com quem ele andava

não eram cidadãos íntegros.

Havia problemas com diferentes membros de gangues

e uso de drogas.

O local onde a Adriana foi assassinada

fica na região da Morris High School,

onde ela estudava.

Teve um homicídio duplo, relacionado com as gangues,

então aquilo aumentou a ansiedade das pessoas

que iam todos os dias pra escola.

Tinha muita violência de gangues. Muita.

Tinha muito roubo de carro.

Muita coisa estava acontecendo lá, sabe?

Era horrível naquela região.

Se ele achava que a Adriana

tinha sido morta por alguma gangue,

ele, com certeza, não ia querer ser a pessoa

que ia revelar essa informação.

Tá legal.

E quando que você teve tempo pra beber chá gelado?

Você disse que você só entrou lá.

E aí ele falou: "É! Eu esqueci.

É, ela deu um chá gelado pra gente."

Isso acontece muito.

Eles te dão informações falsas

pra tentar te levar na direção errada,

que era o que ele estava tentando fazer.

Ali a gente estava tentando descobrir: "Tá bom.

Quem é a segunda pessoa envolvida nesse caso?"

E aí você foi lá com quem?

- Com um amigo. - Tá bom.

E quem é esse amigo?

Eu não posso falar quem é o meu amigo.

Bom, é melhor você falar quem é.

Se isso... Se você está...

Se está tentando contar que foi isso que aconteceu,

é melhor você falar quem estava lá.

Qual é o nome do seu amigo?

O nome dele é Brian.

- Qual é o telefone dele? - Eu tenho lá em casa.

Tá bom. A gente vai pegar isso depois.

E aí ele disse: "Eu... Eu estou pronto pra ir pra casa.

Eu tenho que ir no médico."

Naquele momento a gente disse: "Beleza.

Muito obrigada por ter vindo. Até mais tarde!"

E ele foi embora. Ele estava de saída.

O Hugo podia ir embora, então a gente liberou ele.

Mas o Hugo morava numa comunidade

bem perto da fronteira com o México

e ali a gente estava ficando com medo desse cara fugir

e que fosse virar um problema

trazer ele de volta da fronteira.

Naquele momento, a gente consultou o promotor público.

O promotor confirmou: "Vocês têm causa provável suficiente.

Vocês com certeza têm o bastante pra prender.

Provavelmente a gente pode manter preso por vários dias".

No dia 27 de março de 2002,

só dois meses depois do assassinato

da Adriana Piñon,

o Hugo Jimenez foi preso e acusado por homicídio.

A gente trouxe ele de volta pra delegacia.

Eu e o investigador Tefft decidimos interrogá-lo de novo.

Num certo momento,

o Hugo invocou os direitos da 5ª Emenda,

disse que não ia falar com a gente

e que queria um advogado.

Nessa hora, tudo para.

A gente não fala com eles, não interroga.

Tinha mais do que uma ampla causa provável

pro Hugo ser acusado e julgado.

Mas ele era culpado?

Isso exigia uma prova além de uma dúvida razoável,

o que exigia muito mais provas

do que as que a polícia tinha até então.

Depois que Hugo foi preso, virou um momento decisivo, né?

Porque a gente tinha 72 horas pra montar um caso

e apresentar pro promotor,

porque agora a gente tinha que ir pro tribunal.

Eu sei que quando a gente foi na casa dele

e o colocou sob custódia,

na hora que a gente revistou os bolsos dele,

tinha um pedaço de papel

escrito "Brian" e um número de telefone.

A gente tinha que saber quem era esse Brian

e ver se o Brian era o dono das outras digitais e do DNA.

E qual era o papel do Brian naquilo?

Assim que a gente conseguiu o telefone do Brian,

junto do nome dele,

foi feita uma busca no computador.

O Brian Aquino era menor de idade.

A gente falou com o pai do Brian e ele colaborou bastante.

E ele disse que ia mandar o filho dele

pra delegacia no dia seguinte.

E o Brian foi pra delegacia.

E o que eu achei interessante foi que toda vez que ele mentia,

ele gaguejava.

E quando ele falava a verdade,

ele não tinha nenhum problema na fala.

E ele fez isso em todo o interrogatório.

Eu vou te falar, o Brian,

ele não era um bandido talentoso,

ele não era um criminoso de carreira.

Era como se a gente estivesse caçando ele no zoológico.

Não foi muito difícil derrubar ele.

O Brian basicamente disse que ele deu carona pro Hugo

até a casa da Adriana.

E que eles estacionaram na entrada

e os dois entraram na casa.

O Hugo estava conversando com ela.

A Adriana deu um chá gelado pra ele

e ele ficou sentado lá, vendo televisão.

O Hugo estava querendo ficar com a Adriana.

Ele estava tentando chegar nela e ser romântico.

Ela não queria nada daquilo.

E aí ele disse que teve algum tipo de discussão

entre o Hugo e a Adriana,

e que ele ficou com raiva.

E ela não estava interessada

em nenhum tipo de atividade sexual.

E aí o Hugo começou a dar tapas nela,

começou a bater nela.

Então ela caiu no chão e ficou em posição fetal.

Ele começou a socar e agredir ela,

e ela implorando pra ele parar.

E rolaram uns comentários do tipo:

"Você se acha toda superior só porque você é atriz.".

"Você é assim e assado. Você não é nada."

E aí num certo momento,

o Hugo passou por cima dela,

pegou uma arma e executou ela.

Com um tiro na cabeça.

Aí o Hugo olhou pra ele e falou friamente:

"A gente vai encenar isso.

A gente vai deixar parecendo uma cena de crime,

e você vai me ajudar."

E os dois trabalharam juntos e montaram uma cena de crime

pra basicamente despistar a polícia.

Se eu estivesse no lugar dele,

eu provavelmente teria feito a mesma coisa.

Ele estava com medo. Ele estava com medo de levar um tiro.

O Brian confessou

ter testemunhado um assassinato

e contou pra gente do envolvimento dele.

Quando ele nos forneceu as informações,

fez muito sentido o que tinha acontecido.

A gente viu mais verdade nele

porque o que ele contou batia com as provas do crime.

Então a gente prendeu ele como cúmplice.

Então, depois que os dois suspeitos

foram presos,

a gente, como uma equipe,

a gente foi até a casa da Adriana

pra avisar pra Rosalía

que a gente tinha prendido os dois suspeitos

da morte da filha dela.

Eu só me lembro que ela deu um abraço na gente.

Eles estavam chorando e agradecendo muito.

Foi muito difícil pra Rosalía e pro nosso pai.

E... eles só queriam

superar tudo aquilo.

Aquilo aliviou muito a nossa pressão e o estresse.

Muito.

Porque ali a gente soube que a justiça ia ser feita

e quem foi realmente a pessoa que cometeu aquele crime.

Esse caso recebeu muita atenção da imprensa.

Ela era uma mulher jovem hispânica

muito bonita, aspirante a atriz.

Ela tinha aparecido em novela.

Os produtores de "The Young and The Restless"

mandaram uma planta linda pra nossa casa.

Eles mandaram flores.

Eles colocaram uma...

foto da minha irmã na revista de novelas.

Foi uma história de sonhos despedaçados.

De sucesso imigrante nos Estados Unidos.

Do sonho americano em Hollywood.

Eu não consigo nem imaginar

como a família dela se sentiu naquele momento.

Mas o caso ainda não tinha acabado.

27 DE MARÇO DE 2002

No mesmo dia que o Hugo Jimenez

estava sendo interrogado e preso...

um jovem surfista que dirigia pela região de Pacific Beach,

em San Diego,

foi parado numa blitz de trânsito de rotina

e, quando a polícia revistou o carro dele,

ela encontrou uma Beretta calibre.25 e a confiscou.

Essa arma de fogo foi pro depósito de provas.

Depois o laboratório fez um teste com ela...

e essa arma era a mesma que tinha disparado a bala

que matou Adriana.

Então agora a gente tinha a arma do crime

que foi confiscada numa blitz,

em uma parte totalmente diferente da cidade,

de alguém que nem tinha relação com o caso.

Ele podia ser o homem do gatilho.

Quem era ele?

Qual era a relação dele com a Adriana?

A gente tinha que descobrir como aquele jovem surfista

conseguiu a arma do crime...

e a defesa podia dizer que tinha uma terceira pessoa lá

e que ele era o assassino

e que não deixou nenhum DNA ou impressões digitais,

e que esses caras estão mentindo pra proteger ele,

porque eles têm medo dele, sabe?

Ele é um cara durão e eles têm pavor dele.

Então, basicamente,

a gente tinha uma janela muito estreita

pra dar o pontapé inicial e resolver esse caso.

Era importante interrogar ele pra descobrir,

um, se ele conhecia o Hugo Jimenez

ou se ele conhecia o Brian Aquino

e, dois, como ele conseguiu a arma.

O cara contou tudo e disse pra gente que ele pegou a arma

de dois gângsters hispânicos.

Então a gente entrou em contato

com esses gângsters criminosos de carreira

e, depois de um pouco de persuasão,

eles disseram que o Hugo deu a arma pra eles e disse:

"Olha, essa arma foi usada num crime

e eu tenho que me livrar dela".

Isso era muito importante.

Agora a polícia tinha uma arma de fogo

que correspondia a uma cápsula de bala

que foi rastreada até o Hugo Jimenez, o suspeito.

Na ausência de uma testemunha ocular

ou de um vídeo de vigilância,

isso era o mais próximo que dava pra chegar

e vincular a arma do crime a Hugo Jimenez.

Ele matou a Adriana tão fácil.

E por quê? Por que ele foi rejeitado?

O Hugo disse pra Adriana:

"Você se acha o máximo",

e essa declaração diz muita coisa

sobre a ideia de motivo, sabe?

Que havia um sentimento de rejeição,

inferioridade e inveja.

Eu esperava muito que o caso fosse a julgamento.

A maioria dos casos de homicídio vai a julgamento,

e esse era um caso de grande visibilidade.

Então a gente ficou sabendo

pelo escritório do promotor público

que o Hugo ia se declarar culpado e não ia a julgamento.

EM 17 DE ABRIL DE 2003,

HUGO JIMENEZ SE DECLARA CULPADO

DE ASSASSINATO

E FOI CONDENADO A 40 ANOS DE PRISÃO

BRIAN AQUINO SE DECLAROU CULPADO

COMO CÚMPLICE

E FOI CONDENADO A 5 ANOS DE PRISÃO

NO PAVILHÃO JUVENIL

Pessoalmente, eu queria que fosse a julgamento,

mas eu estava com raiva, eu era jovem, eu estava triste

e queria consertar as coisas.

Mas um julgamento não ia consertar nada.

Ele está na cadeia, onde ele deveria estar.

E até o juiz disse pra ele

o quanto ele era uma pessoa covarde.

Até nessa hora, na hora da sentença,

ele ainda tinha um sorrisinho no rosto,

mas ele não olhava a gente nos olhos.

Eu falei pra ele que é claro que ele não conhecia ela.

Porque ele nunca teria feito aquilo se ele a conhecesse.

Se ele realmente conhecesse ela.

Quando você tem uma irmã que nem a Adriana,

é difícil de acreditar

que existem pessoas que nem o Hugo.

Eu falei que ele

tinha tirado uma modelo pra minha filha, Clarissa.

Quando a gente estava no tribunal,

ela tinha oito anos.

Ela ia ser a nossa estrela.

Ela era a nossa estrela e ia ser uma estrela.

E ele tirou isso de todos nós.

Agora, o Hugo...

Tinha um motivo pequeno no acordo de confissão dele.

Ele queria o que era chamado,

o que a gente chama

de "vida sem liberdade condicional".

Era isso que ele estava querendo.

Mas ele estava disposto a se declarar culpado

e não submeter a família ao... ao julgamento.

E ele decidiu pegar 40 anos de prisão,

o que ainda é uma sentença bastante notável.

Com o Brian a história foi um pouco diferente.

Naquela época, ele era menor de idade

e se declarou culpado como cúmplice.

O Brian pegou

um pouco menos de seis anos de prisão

no pavilhão juvenil.

Pra uma família que não nasceu nesse país,

eles migraram pros Estados Unidos,

e pra Adriana, que tinha o sonho

de se tornar alguma coisa na vida,

atriz e modelo...

A família dela queria algo melhor pra filha.

E o fato da vida dela ter acabado tão cedo

é uma tragédia.

Eu te amo, garota!

Minha bonequinha linda.

Você vai sempre ser a nossa estrela.

Eu comprei esse suéter pra ela de Natal.

Em 2001.

Ela me disse que o suéter ia ficar famoso

porque ela estava usando ele no episódio do dia dos namorados.

E eu falei: "Não é o suéter, é você que vai ficar famosa".

E ela ficava muito linda com ele.

Mal sabia eu que esse ia ser um dos últimos episódios dela.

Ele foi ao ar duas semanas

depois que ela faleceu,

e eu consegui gravar num VHS na época, então...

Só pra ver o rosto lindo dela,

pra sempre, na tela,

que é o lugar dele.

Um sorriso lindo.

Eu devo ter visto isso um milhão de vezes

quando foi ao ar pela primeira vez.

É o meu bebê.

A minha irmãzinha, Adriana Piñon.

A nossa estrela.

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