All language subtitles for El.jardinero.S01E01.Atlantic.Landscape.1080p.NF.WEB-DL.DDP5.1.Atmos.H.264-playWEB

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Original subtitles

Meu filho, Elmer.

Sofremos um acidente de trânsito quando ele tinha seis anos.

O córtex do lobo frontal direito dele ficou gravemente ferido,

e ele perdeu a capacidade de sentir emoções.

Por muitos anos, ele não sentiu afeição,

nem alegria,

nem amor.

Parece terrível, sim.

Mas, às vezes…

era uma grande vantagem.

Tudo é mais simples

quando você não sente ansiedade também.

Nem medo.

Nem culpa.

O JARDINEIRO ÁRVORES E PLANTAS

Alguns dias, ele notava que lhe faltava algo…

e me perguntava por que não era como os outros.

Mas logo deixava pra lá.

Bastava a ele suas plantas,

seus livros,

sua van

e, sobretudo, o amor que eu dava a ele.

SAINDO DE PONTEVEDRA

ADAPTAÇÃO REVISÃO SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A NÓS? loschulosteam@gmail.com

Olá, amor.

Lava as mãos.

Está com fome?

- A praia sempre me dá fome. - O jantar está pronto. Sente-se.

- Tudo bem? - Tudo bem.

Te amo.

- Não vai comer? - Não.

Perco o apetite quando você faz os trabalhos.

O feijão está ótimo.

Eu nunca saberia pela sua cara.

Apesar das carências dele,

eu amava meu filho mais do que qualquer coisa no mundo.

Desde pequeno, ele tinha uma conexão especial

com o mundo das árvores e plantas.

Talvez porque, com elas,

não precisava fingir emoções que não sentia.

Começou desenhando pequenas paisagens que plantava atrás da nossa casa.

"A botânica é a ciência da beleza", ele sempre me dizia.

E é verdade.

Seu interesse por cálculo, química e geometria

ajudou a criar espaços admiráveis por seu aspecto artístico.

Ciência e beleza.

Quando eu perguntava, sempre dizia que o segredo estava no fertilizante.

PAISAGEM ATLÂNTICA

Aparentemente, após a morte, o corpo humano retém muitos minerais

muito nutritivos para as plantas.

Não há melhor fertilizante do que um cadáver.

O JARDINEIRO

Isso mesmo. O corpo ainda não apareceu.

A praia está fechada.

Investigadores Torres e Carrera da polícia de Pontevedra.

Investigamos o desaparecimento de Antón García Martín.

Diz que não viemos em vão.

Estão com sorte.

Mas não achamos o corpo.

- Onde está o resto das coisas dele? - Na areia.

Um casal de O Grove viu as roupas.

Como não havia ninguém na água, temeram o pior e nos alertaram.

Vão continuar procurando, mas duvido que achem algo.

E isso?

A correnteza deve tê-lo puxado pro mar.

Então, o que fazemos?

Esperamos. Se souber esperar, 90% dos casos se resolvem sozinhos.

Costumam aparecer sozinhos. Vivos ou mortos, mas aparecem.

A água deve estar gelada. Você entraria?

- Não entro no mar nem no verão. - Por que não? Não sabe nadar?

Sim, sei, mas não entro no mar.

Nossa, que misterioso, hein?

Depois te conto tomando uma cerveja.

Ele dobrou as roupas, deixou aí assim…

Não parece estranho?

A esposa está no estacionamento.

Quem a chamou?

Sim, são dele.

Temos que ficar com elas até seu marido aparecer.

- Ele se afogou? - Deve ter sido a correnteza ou um barco…

Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu com ele.

É o carro dele?

- Sim. - Vou ver se está tudo bem.

Seu marido é uma pessoa organizada?

Não muito.

Mas gosta de nadar ao pôr do sol.

- A água é muito fria nesta época do ano. - Sim.

Ele é durão.

Meu marido desapareceu. A polícia acha que ele se afogou na praia.

O mar está bravo. Disseram no noticiário.

Ele não vai voltar, né?

Você e seu filho estão seguros.

- Seu marido não é mais um problema. - Obrigada.

Que seja por um bem maior para esse garoto e essa mulher.

Que se repare o dano.

E que nos traga muitos benefícios,

pra podermos voltar ao México, pra nossa casa.

Que queiram nos vender, e que eu tenha dinheiro pra pagar.

Amém.

PAISAGEM ATLÂNTICA

Olá, Elmer.

Sua paisagem está linda.

Obrigado.

Como vai com o Jardim do Ano, filho?

Bem.

Terá que falar com jurados, sabia?

Você pode falar?

Eu? Não, não sou a autora.

Não sei. Não acho uma boa ideia.

Por quê?

É você que sabe de plantas. E merece reconhecimento, filho.

É ótimo nisso.

Sou ruim com pessoas. Nunca sei o que dizer.

Não precisa dizer nada, Elmer.

Faz o que sabe fazer, o que te ensinei.

Onde está o álbum com fotos minhas? Sempre deixa aqui no seu quarto.

Aqui.

Tem uma foto que quero que veja. Pega.

Procura a foto em que estou na casa no México,

depois que ganhei um prêmio.

Estou com um vestido sem mangas.

Achou?

Como estou?

- Feliz. - Viu?

É bom receber um prêmio. Você se sente bem, Elmer.

Quando vamos ao México?

Quando eu tiver o dinheiro.

É sempre assim. Quando tiver o dinheiro. Nunca basta.

É uma casa cara, Elmer. O que está tentando dizer?

Que estou mentindo?

Está chateada.

Não, filho, mas cuidado com o que diz.

Estou tentando fazer isso, e você fala assim.

É desagradável, Elmer.

Desculpa, mãe.

Tudo bem, meu amor.

Vou fazer o jantar.

Está com fome?

Estou.

E se acostuma com a ideia de falar com os jurados, Elmer.

Sra. Jurado?

Pois não? Boa tarde.

Sou Sabela Costeira.

Gostaria de falar com você.

Em particular.

Você tem um filho, não é, Sra. Jurado?

Um. Sim.

SUA MÃE NUNCA VAI TE ESQUECER

Eu também tinha um.

- Ele morreu há oito meses. - Sinto muito.

Ele era a minha alegria.

Meu amor.

A única coisa pura e real da minha vida.

Quer nossa ajuda pra projetar um espaço em memória dele?

Não vim aqui pra falar de plantas.

Então, como posso ajudar?

Não vou descansar em paz

até a responsável pela morte do meu filho parar de respirar.

Não sei como posso te ajudar.

Ah, sabe, sim.

Se quer trabalhar comigo,

entenda que fazemos os problemas desaparecerem.

Um dia, está aqui, no outro, não. Só isso.

E não é fácil fazer os problemas desaparecerem. Leva tempo.

Tem que ser feito com muito cuidado.

Serei muito generosa.

Olha.

Este é o problema que quero que desapareça.

Muito bem.

Outra?

É cedo demais.

Elmer. Pensa bem.

É muito.

Com isso, poderemos comprar a casa no México.

Esta será a última.

A última, e aí encerramos.

Vamos, crianças! Por aqui.

Olá. Vamos.

Vai com o papai. Vamos!

Você nem aparece pra treinar.

Talvez não.

Não tem treino amanhã, né?

- Está brincando? - Está de ressaca?

- Tem um encontro? Tem! - Com quem?

Vocês já sabem.

Ele pode ter sido pego numa jangada de mexilhões, nas cordas ou…

Bem, se você pensar em outra teoria, me liga.

Certo, obrigado.

Vai pagar o café.

Aqui. O corpo não apareceu, e suspenderam as buscas.

O que a guarda costeira disse?

- Também acham estranho. - Talvez porque ele não se afogou.

Está sugerindo que pode ser um predador?

Um tubarão, talvez?

Não me diz que tem trauma por causa do filme.

Fiquei mal desde que saí do cinema.

- Por isso não entra no mar? - Só até os joelhos.

Coitadinho. Vamos voltar à praia. Quero verificar uma coisa.

Esta praia é perigosa.

Devemos fechar as praias pro nado?

Talvez tenha acontecido algo antes de ele entrar.

Sim, se encontrou com alguém, e foram juntos.

- É só o que me ocorre. - Basicamente, não temos nada.

Com licença. Olá.

Somos os investigadores Carrera e Torres. Investigamos um desaparecimento.

- O cara que se afogou? - Você o viu?

Estava quase encerrando.

Ele estava a 150 metros, olhando pra água.

Ele entrou na água?

Ele entrou na água. O surfista confirmou.

Não, ele disse que supôs que entrou na água,

pois viu as roupas na areia, mas o nadador sumiu. Não é a mesma coisa.

Ninguém ouviu o chefe Brody até ser tarde demais.

Torres, chega de piadas sobre Tubarão.

Já cansaram.

Digamos que não tenha entrado na água.

O que ele fez?

O cara nos disse que não viu ninguém com ele.

Ele caminhou pela praia ou voltou ao carro pra fazer algo.

Mas as chaves estavam na calça.

Não sei. Preciso pensar.

Como podem ver, as colunas azuis nos dois lados

representam a conexão do mar, da água, com a Galícia.

As colunas saindo da terra, indo em direções diferentes,

as de trás, mais curtas, e estas, mais altas,

representam a sociedade galega.

E o mundo, ao centro, unido por diferentes aros,

significa como o mundo é diverso

e como a Galícia faz parte desse mundo diverso.

E, por fim…

Uma foto para o Diário de Pontevedra?

Sorria, Elmer.

Vou embora.

Você está bem?

Consegue me ouvir?

Calma.

Calma. Você desmaiou.

Não!

Não se levanta ainda.

Olha pra mim.

Calma.

Estou aqui com você, está bem? Respira.

Quer que a gente vá ao médico? Ou devo chamar uma ambulância?

Não.

- Não? - Não.

Certo.

Acho que deveria comer algo com açúcar.

Conheço o lugar perfeito.

Vamos?

Sim? Vamos.

Eu te ajudo.

Você está bem.

É só hipoglicemia. É normal.

Acontece com as crianças.

Sempre guardo biscoitos na gaveta caso alguma criança desmaie.

O açúcar é um ótimo fertilizante pras plantas.

Você é jardineiro?

Sim.

É professora?

Educação infantil.

Desculpa, estou atrasada.

Está bem agora, né?

- Sim, estou muito melhor. - Ótimo.

- A gente se vê. - Certo.

- Tchau. - Tchau.

O que aconteceu mais cedo?

Elmer!

O que aconteceu mais cedo?

Foi dor de cabeça.

- E está melhor agora? - Sim. Estou muito melhor.

Tem certeza?

Quer que eu marque uma consulta?

Se você preferir.

Vamos ver um filme depois?

Jack.

Tem um barco, Jack!

Jack.

Vou pro quarto.

Certo. Agora algo te assustou.

Muito bom! Você foi muito bem nesse.

Agora, que alegria!

Muito bem, Elmer!

Agora, tem um bicho no seu sapato!

Que nojo! Está deixando um rastro de gosma.

Que nojo!

Isso. Esse foi muito bom.

Que vergonha!

Que vergonha!

Vergonha é difícil. É o mais difícil pra você, meu amor.

Por que não sou como todo mundo, mãe?

Você é especial, filho.

É único.

Tudo bem?

Elmer, tudo bem?

Sim.

Sim, estou bem.

Viole, ficou calada no treino. Você está bem?

Sim.

Aconteceu uma coisa estranha ontem.

O quê? O que aconteceu?

Um cara desmaiou na praça.

Sim. Nada grave, só hipoglicemia.

- O cara está bem? - Sim.

E o mais importante. Ele era bonitinho?

Garota…

Sim, era bem bonitinho.

E era engraçado, meio estranho. Sei lá. Enfim…

- Qual é o nome dele? - Não sei.

Olá.

Olá.

Alguma novidade?

Não.

Ainda estou pensando na praia.

- O que é isto? - Um presente.

Vi numa vitrine e pensei em você.

Vou pagar uma cerveja.

Quer outra?

Já tomamos duas.

O que foi?

Qual é a sua, Torres?

Não sei. Do que está falando?

Me diz uma coisa. Você gosta de mim, né?

Quer transar comigo?

Vamos à minha casa.

Não acho que seja boa ideia.

Como?

Juro que eu não estava tentando nada com você.

Certo.

- Sou uma idiota. - Não. Espera.

Devo ter mandado sinais errados, mas…

Não sou esse tipo de homem.

Não? E que tipo de homem é você?

O tipo que não trai a esposa.

Você paga.

Milky.

Vamos.

Vem, meu amor. Vem.

Muito bem.

Que sede!

Sim?

Sei quem é, e você não me intimida.

Não sei o que quer, mas é absurdo.

Já te disse mil vezes.

Sinto muito, mas não tive nada a ver com a morte do seu filho.

Me deixa em paz.

Acho que é muito formal. Não sei se preciso.

A premiação é em Santa Clara.

Não pode ir vestido de qualquer jeito.

E terá que dizer algumas palavras.

Se quiser, posso te ajudar com o que dizer.

Que tal? Quer?

Boa noite.

Gostaria de agradecer a todos que votaram no meu trabalho.

E gostaria de agradecer a todos os nossos clientes,

a cada pessoa que trabalha no nosso viveiro

e…

e principalmente à pessoa

que sempre me apoiou, que sempre me acompanhou.

Minha mãe.

E aí você me manda um beijo ou algo assim e diz alguma coisa, tipo:

"Obrigado, mãe."

"Obrigado, mãe." É isso.

Quero dedicar este prêmio…

a uma pessoa

que me ajudou esse tempo todo.

Uma pessoa que dá sentido à minha vida todas as manhãs.

Quero dedicar isto a você, mãe.

Por me dar a vida.

Obrigado.

Bravo, Elmer!

Que orgulho de você!

Seu jardim parece saído de um conto de fadas.

É realmente incrível.

Acho que nunca vi nada parecido.

Você tem talento. Não sei de onde tirou.

Olá.

Olá.

- Boa noite. - Boa noite.

- Olá. - Olá. Parabéns.

Vi sua foto no jornal e pensei: "Vou lá. Quero vê-lo."

Talvez tenha sido má ideia.

- Vou embora. Perdão. - Não!

Também estou um pouco nervoso e não sei bem o que dizer.

Bem, estou feliz de te ver.

Outra vez.

Queria saber se você estava bem.

Sim, estou bem.

Bem, "Melhor Jardineiro do Ano", vamos tomar um drinque ou…

Você está com uma cara engraçada na foto do jornal, não?

- Sim. Foi no dia em que nos conhecemos. - Certo.

Já devia estar meio tonto, não?

Então, como acabou virando jardineiro?

É o negócio da família.

Não sei. Sempre me senti conectado às plantas.

Me sinto confortável com elas.

Mais do que com pessoas?

São menos complicadas.

Tenho um cachorro.

E me dou melhor com ele do que com a maioria das pessoas.

- Como se chama? - Milky.

- Milky? - Sim.

É um jack russell.

Bem valente e muito carinhoso.

Eu estava passando por uma fase difícil.

Uma fase bem difícil.

Enfim, adotá-lo foi um momento decisivo.

Aos poucos, as coisas começaram a ficar boas de novo.

Você tem cachorro?

Não, nunca tive um cachorro.

Pensei em ter, mas não…

Mas agora que te ouvi, quero um.

Qual escolheria?

Um como o Milky.

Por que não nos conhecemos antes?

Elmer.

Estava tudo tão bonito.

Me emocionou com suas palavras, sabia?

Estou orgulhosa de você, Elmer.

Obrigado, mãe.

Gostou? Se divertiu?

Não tem nada pra me contar?

Não.

Não entendi.

Vi você falando com aquela garota no pátio.

Tive a sensação de que já se conheciam.

Nos encontramos por acaso.

Não acha perigoso falar com alguém que é seu objetivo?

É o maior valor que já nos ofereceram, Elmer.

- Haverá outros trabalhos. - Não outros iguais.

Teria que fazer muitos outros.

E você não quer.

É perigoso.

Sei que é perigoso, mas eu assumo.

- Eu que corro perigo. - Nós dois corremos perigo.

Se pegarem você, não virão atrás de mim?

- O que ela fez pra termos que matá-la? - Não é da nossa conta.

Assumimos um compromisso.

Um trabalho. Agora temos que cumprir.

Elmer, escuta. Olha pra mim.

Com isso, pagamos a casa no México. Recuperamos o que é nosso.

O que eu construí com anos de trabalho duro, Elmer.

O paraíso que fiz pra nós dois.

Vamos encerrar isso. Pensa bem, por favor.

É a última coisa que te peço.

Por favor.

Vou fazer.

Ei!

Entra.

Vem. Vamos!

Vem.

Olá.

Olá. O que faz aqui?

Costumo vir buscar inspiração aqui.

Como Van Gogh com seus girassóis. Ou Monet com seus lírios.

Soube de uma trilha. O…

Fosso do Lobo ou algo assim.

- Você conhece? - Sim, é lindo. Você vai gostar.

O que faz aqui?

Venho muito aqui passear com o Milky.

Que coincidência, hein? Nos encontrarmos aqui.

Sim.

É a sua van?

Sim. É a minha van.

Bem, a van do viveiro, não minha, mas é como se fosse.

Tenho algumas mudas de castanhas.

Quer plantar uma?

- Agora? - Sim.

Claro, eu quero.

Vem.

Espera, desculpa. Milky!

Milky!

Milky!

Milky! Vem cá.

Desculpa, mas eu precisava saber se ia gostar de te beijar.

E então?

Acho que sim.

E você?

Eu também gostei.

Legendas: Bruno Spinosa Tiussi

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