All language subtitles for Lilies (Lilies, Les Feluettes) - John Greyson (1996 Wide) PtBR - espantalho

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali Download
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional) Download
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian Download
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Alliance Commnications apresenta

Co-Produ��o

Baseado na Pe�a "Les Feluettes", de Michel Marc Bouchard

Tradu��o/ Legendas "espantalho"

"L�RIOS"

A confiss�o ser� na capela.

Est� muito doente. O m�dico n�o deu muitas esperan�as.

Lhe disse... pensava se tratar de um encontro privado.

Pense no que diz o profeta!

"Ser� Ele quem abre portas da casa dos prisioneiros?"

Por favor, n�o lhes negue sua ben��o, Sua Excel�ncia.

Onde est�?

Quando foi sua �ltima confiss�o?

Seu capel�o me disse que teria uma confiss�o importante a fazer.

Falou de paz e perd�o.

Os dias s�o bastante longos aqui e tive tempo para aprender o que valem as palavras.

Podemos continuar?

Est� mudado. Muito.

Atuamos juntos, alguma vez, na escola.

S�o recorda��es antigas, quase esquecidas.

Foi antes do julgamento e de todas as mentiras.

- Antes da condena��o por assassinato. - Disponho de muito pouco tempo.

Estou a ponto de cometer o pecado da vingan�a.

- O que � isso? - Cometerei um sacril�gio!

Vamos reviver muitas coisas j� esquecidas... e remorsos.

N�o vejo como posso corrigir os erros do sistema jur�dico.

Sou um bispo. Deveria falar com o juiz.

- Capel�o! A porta est� engui�ada! - N�o, n�o est�.

- Guardas! - Subordinados.

Vim para ouvi-lo em confiss�o.

- Seu capel�o falou de perd�o. - Foi muito valente em vir aqui hoje.

Em 1912 ensai�vamos a vida e morte de S�o Sebasti�o.

Se lembra? Me escolheram para interpretar o santo.

O conde Vallier de Tilly interpretava o amigo do santo.

Se lembra do dia em que chegou tarde ao ensaio?

Aproveite do espet�culo, Bispo Bilodeau!

O C�sar disse: "Leva-o ao bosque de Apolo,

Amarra-o a um tronco formoso de loureiro, e deixem que suas flechas o atravessem...

seu corpo desnudo, at� que suas "aljavas" estejam vazias."

Sim, meu querido amigo, meus arqueiros, esse � o meu desejo.

Isso ser� belo! Ser� majestoso!

E o Cesar disse: "Corta seus belos cabelos,

para que chore sobre eles."

Aonde est� seu amor por mim? Me ama e entretanto regozija do meu Mist�rio.

Anuncio que renascerei.

Meu senhor, estaremos acabando com o nosso amor! Se realmente me ama...

Se realmente me ama...

N�o deveria juntar-me agora a algu�m? Os arqueiros!

Aonde est�o? Entram mais tarde.

S�o eles tamb�m quem dever�o atirar as flechas?

Sim, embora ainda n�o decidimos como solucionar o das flechas.

Vallier, por favor, ligue-se a Simon.

Atirar 22 flechas em algu�m a uma distancia de 3 metros n�o tem import�ncia?

Disse o mesmo da

exonera��o de S�o Alfonso!

O pobre m�rtir acabou na enfermaria pois as portas do c�u se negavam a abrir-se.

Continua!

- O que h� com as flechas? - Que continuem!

Cada homem deve matar seu amor para que possa renascer...

sete vezes mais apaixonado.

Oh! Meus arqueiros. Meus arqueiros.

Se realmente me amam, deixem que vejam seu amor na dor que infligem suas flechas.

Agora � quando seu amigo se lan�a sobre o corpo de seu senhor.

Como?

- Languidamente - A que se refere?

Como Maria Madalena sobre Jesus. Como L�zaro sobre Nosso Senhor!

Me referia a L�zaro depois de sua ressurrei��o.

Se atirou como se fora um cad�ver!

Acha que gostar�o disso? Caras se acariciando, se beijando em cena?

H� um renascimento do romantismo no mundo.

Por que n�o represent�-lo em Roberval?

Quero que o mundo veja que o desejo do homem n�o tem limites.

Quero que vejam que um homem pode rejeitar as normas estabelecidas...

e exercer seu direito � subjetividade.

Sobre o cen�rio, um homem pode estar enamorado, zeloso,

louco, tirano, possu�do!

Um homem pode matar e n�o sentir remorso algum!

- Creio que terminamos por hoje. - J�?

Me esperam no escrit�rio do Irm�o superior. Tenho entrevista com alguns dos pais.

Ensaiaremos essa cena amanh� outra vez.

O que faz? Me solta!

E assim me lan�o sobre ti, conduzido por uma paix�o selvagem desconhecida ,

aperto seu corpo contra o meu.

- Sai de cima! - Diga que me quer!

- Me sinto bem quando estou contigo. - Diga que me quer!

- Odeio quando atua como uma mo�a. J� disse: sinto bem quando estou contigo.

Tremem os lugares mais rec�nditos,

das ra�zes de minha alma.

- Meu amigo.

Tem seu arco? Ponha-o nos meus l�bios antes que o dispare.

Que acaricie meus l�bios e minha alma.

J� � suficiente!

Excel�ncia!

Se me deixar sair n�o mencionarei que est� envolvido com tudo isso.

N�o pode trair a confiss�o de um homem!

Confiss�o? � uma farsa. Permita-me lhe recordar seus votos!

- Eu fiz votos de honestidade! - J� basta!

- J� � suficiente! - O que h� Bilodeau?

Minha m�e n�o quer que atue na obra.

- Um dia tr�gico para o mundo do teatro. - Quanto mais atua mais adoece!

Quem est� doente?

Deus fez chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra.

Disse: "N�o quero ver nenhum homem...

fazer "isso" porque o mesmo castigo cair� sobre ele."

Gra�as a voc�s e � obra do padre Sain Michel

esta cidade poderia converter-se em outra Sodoma y Gomorra.

Sai e deixa-nos em paz!

Est� rindo de mim.

- O "l�rio branco" corrompeu sua alma. - Me chamo Vallier!

Seu Ilustr�ssimo " branco" aparece aqui sem um centavo,

faz com que os padres paguem sua educa��o e nos rouba os amigos.

- Vai julgar em outro lugar! - S� queria admir�-lo, Simon.

Estava disposto a ir ao semin�rio contigo.

Minha m�e o acha t�o formoso, como s� um santo pode ser, mas de nada suspeita.

Suspeita de qu�?

Voc�s dois... seus ensaios no s�t�o com as portas fechadas,

seus banhos noturnos, as fugas ao bosque.

- Simon, est� apaixonado por Vallier! - Retira isso!

- Est� apaixonado pelo "l�rio branco"! - N�o!

Agarra-o!

Est� me assustando!

N�o quero adoecer como voc�s!

- Farei com que prove do inferno! - N�o!

Ser� formoso!

N�o, n�o quero!

Das mais obscuras profundezas apelo ao seu terr�vel amor!

Apelo de novo ao seu terr�vel amor!

Teremos uma estr�ia como jamais se viu em Roberval.

Representa��es atrevidas! Um modo divino de acabar com a monotonia!

N�o vai me saldar Sr. Bilodeau?

Creio que est� envolvido com o seu papel.

Isso significa que os arqueiros poderiam ser m�rtires tamb�m?

O Pe. Saint Michel � t�o engenhoso! Os princ�pios do teatro ser�o preservados!

Que homenzinho mais estranho!

- Bom dia, m�e! - Bom dia, filho!

Que pena aqui dentro! L� fora, um dia glorioso com um Mediterr�neo azul!

Quer dizer, o lago.

Dizem que uma parisiense est� para chegar em um bal�o.

Uma parisiense? Um bal�o?

Uma parisiense de verdade.

- A classe de parisienses dos sonhos? - N�o, Vallier, a que se v� em Par�s.

Roberval sobreviveu � visita de Thomas Edson, dos filhos da rainha Victoria,

e do czar russo. Por que n�o de uma mulher num bal�o?

Dizem ser descendente de Pilatre de Rozier,

o inventor do bal�o.

Ao que parece o hotel lhe pediu que venha por motivos publicit�rios.

Sou o �nico que pode salv�-lo. Sei que sofrer�.

Por favor, Deus, n�o seja muito duro com ele.

Venham!

- Lembra-se de Edson? - E o czar? - N�o.

- E o bal�o de Lydie Anne de Rozier? - N�o.

Tem que se lembrar do Hotel Roberval! Trabalhou l�!

Cavalheiros, refresquemos sua mem�ria!

Me chamo Jean Bilodeau e nasci em 1894...

em Roberval, na costa de Lac Saint Jean, famoso por suas �guas douradas.

Roberval era um t�pico povoado franco- canadense.

Orgulhoso de sua par�quia, de seu monast�rio e seu pequeno porto.

De sua escola para garotos, onde Simon e eu

�ramos bons amigos.

Era muito jovem quando decidi ser padre.

Os dias transcorriam sem incidentes, sem trag�dias.

At� o dia em que aristocratas franceses se assentaram em nossa cidade.

Foi inaugurado o hotel com seus ricos e imorais convidados.

Jamais esqueci a chegada da mulher no bal�o. Nunca!

O que h� aqui?

Bom dia, Sr. Doucet.

- Bom dia, condessa! - Dizem que � de Paris.

- Poderia pedir que se separem? -Agora mesmo, Sr.!

Esse serve para a pesca do salm�o, verdade? Um entendido?

- � precioso! - Obrigado, se hospedam no hotel?

N�o, nos mudamos h� dois anos.

Sou a baronesa Sylvia de Hue, meu marido o bar�o Geoffroy de Hue.

- Sou o conde Vallier de Tilly. - � um grande ator de trag�dia.

Ela � a condessa Marie Laure de Tilly. O bar�o e a baronesa de Hue.

Encantada!

- Chegaram agora, de Par�s? - Viajamos h� semanas.

- Ando ansiosa por noticias de meu marido. - M�e!

- O conhe�o? - Todos em Par�s o conhecem.

Sr. Doucet, o que disseram?

Temos que esperar a aterrissagem do bal�o!

O filho de seu motorista tamb�m � um ator de muito talento, baronesa.

Os vi ensaiando a obra na escola e parece t�o ousada,

t�o moderna. Vallier cantava o amor...

e Simon - seu filho, Sr. Doucet,

beijava apaixonadamente o jovem Bilodeau.

Oh! Talvez n�o siga bem o roteiro.

Estava de p� muito perto dele, lhe falando,

mas o pobre santo, devido ao clamor das vozes celestiais, mal podia ouvi-lo.

Foi preciso que o arqueiro se inclinasse sobre o santo para que o ouvisse.

Est� claro que n�o falamos da mesma cena!

Ou s� quer subtrair import�ncia da intensa obra eleita pelo Pe. Saint Michel.

Simon beijava Bilodeau t�o apaixonadamente que faria com que

todas as mulheres de Roberval se ruborizassem de inveja.

Onde est� Simon?

Os pais insistiram e cancelei a obra. � minha �ltima palavra.

A rejei��o ao racional,

a intoxica��o do divino.

A revolu��o do sagrado, liberado da repress�o das Escrituras!

N�o o entendem!

Nunca levei seu pai at� o s�t�o!

Onde estava?

- No guarda roupa. - Admite que estava na escola esse dia.

No julgamento disse estar em casa, enfermo.

- Desculpe Sr, me disseram que � m�dico. - Eu sou!

- Gostaria de fazer uma consulta. - Uma consulta?

Temos aqui um bom m�dico, mas incapaz de manter a boca fechada.

Tr�s vezes ao dia?

Ponha sobre as feridas.

O que lhe devo?

Seu pai lhe fez isso, n�o?

Tropecei em uma grade e cai ao montar o cavalo...

ia t�o apressado que...

cai e fiquei preso entre os ferros.

E s� tem feridas nas costas?

Perdoa, tenho que ir.

- Pode me dizer a verdade. - Outra vez a tirania da verdade.

Os m�dicos dizem sempre a verdade, Bar�o?

"Serei franco... devido a essa doen�a sem cura s� lhe resta um ano de vida."

A depress�o vem logo, seguida da perda da esperan�a e o paciente come�a a rezar.

Mas uma pequena mentira piedosa sua poderia aliviar seus �ltimos dias.

Permita que lhe diga, jovem cavalheiro, � um p�ssimo mentiroso.

Por outro lado � uma pena pois com sua boa presen�a poderia ser irresist�vel.

D�ga-me jovem, por que oculta a raz�o de suas feridas?

O que me ocorreu n�o lhe diz respeito.

Poderia arruinar suas f�rias.

A verei na cafeteria, Srta.

Boa noite, Sr. Doucet.

Preciso ir!

A brisa ao entardecer, que id�ia maravilhosa!

Consegui esse bal�o em troca de muitas mentiras piedosas.

Lhe chamo "destino".

Ficaria encantada de lhe emprestar meu bal�o, se precisasse.

Se decidisse montar em seu bal�o, seria para sair desse lugar para sempre.

Ol�, Sra, ol�, Simon.

- Nos est� interrompendo, jovem. - Sinto... o que faz aqui?

- Fui a sua casa e seu pai disse que estava doente. - N�o estou doente.

Seu pai mentiu?

Srta, meu pai mente melhor que eu.

Ao que parece n�o entende bem a minha filosofia, Simon.

Logo ap�s aterrissar, conheci a condessa de Tilly.

Me perguntou se por acaso, tinha conhecido o seu marido na Fran�a.

Me comoveu saber que esperava h� dois anos noticias dele.

O povo daqui acha gracioso como fala de onde mora, como se fosse um castelo.

Eu menti.

"Deus, me encontrei com seu marido em sal�es dos mais famosos de Par�s!"

S� fazem falta alguns velhos bar�es ca�dos e

alguns condes mortos para forjar uma revolu��o ut�pica!

"Seu marido regressar� logo!"

Deveria ter visto a cara que fez! Seu sorriso.

Sou seu filho!

Sua felicidade durar� o tempo da mentira, a menos que o importune com a verdade.

Queria falar contigo em particular, Simon.

N�o me toque!

Diga ao "l�rio branco" que esse n�o � um lugar para mendigos.

- Camareiro!

- Preciso de voc�!

Por que p�s a minha m�e em rid�culo?

Acendeu esse fogo � noite passada, na esta��o?

Depois da minha surra... sorte que n�o incendiou a cidade!

Vamos ao s�t�o!

Acabou! O s�t�o,

o palheiro, o lago...

N�o compreende?

J� � hora de eu come�ar a pensar nas garotas.

N�o suporto que comece a chorar.

A Srta. de Rozier lhe pede que se junte a ela para tomar um conhaque.

Quando se casar com uma mulher gorda daqui e tiver que passar a vida

recolhendo esterco para alimentar catorze filhos,

se lembre da oportunidade que teve agora, aqui.

Aqui estou.

- Tal como estamos. - Perd�o?

N�o concordamos que se uniria a mim ap�s essa conversa?

Nunca disse tal coisa!

Certo ou n�o, o esperei.

Deveria ser feliz como a condessa agora?

N�o me agrada sair por a� falando dos outros.

O que mais gosto nessa cidade � que ningu�m fala mal de ningu�m.

Todos s�o t�o bons, t�o am�veis,

t�o terrivelmente generosos.

- N�o se pode passar o dia tricotando. Temos o que fazer! - Todos menos voc�.

Tem as m�os de um cavalheiro.

O que quer dizer com isso?

S�o suaves como a seda!

Me agradam seus modos: torpes mas apaixonados!

Me agrada o seu jeito de olhar.

De fato, tudo me agrada em voc�.

At� permitiria que estragasse minhas f�rias.

� certo que n�o gostaria de minhas costas.

Quer usar um pouco disso?

O que fez para merecer tal castigo?

Beijei...

algu�m.

Que brutalidade!

E esse algu�m a quem beijou foi o filho da condessa?

Cuidado, d�i!

� sedutor.

O que se pode dizer das garotas daqui?

Tem muitas garotas bonitas, nem precisam de tratos para um bom visual.

Lhe disse que n�o t�o forte!

Est� claro que n�o tem h�bito de falar com mulheres.

Demonstra uma forma pouco ortodoxa de entender a sedu��o.

Enfim, beijou o jovem?

N�o.

Sei que est� mentindo.

Te ensinarei uma mentira melhor.

Vai jogar a porta abaixo!

Capel�o, fa�a algo!

Deixa-me sair daqui.

Me encarrego disso.

J� disse que deixem sair!

Luzes!

O espet�culo ainda n�o terminou.

Prometo que me esquecerei de todo o ocorrido aqui!

S�o todos v�timas da imagina��o de um homem doente.

Creio na hist�ria de Simon.

Sempre que se encontrava com Vallier o sol havia se posto

e o doce som de vozes do coro flutuava no ar.

Mas o espet�culo n�o terminou.

Por favor, volte ao confession�rio. N�o garanto sua seguran�a por muito tempo.

- O que fez para revolt�-los assim? - Nos contou uma hist�ria.

Simon nos contou um a um.

Esses s�o os homens que deixam separados no p�tio.

Aqueles fora do jantar e os que desejam comer...

N�o faz id�ia do quanto trabalhamos para preparar isso.

Os espartilhos est�o proibidos aqui.

Assim � melhor pegarmos cordas e nos enforcarmos.

Morrer est� proibido aqui.

� melhor n�o contarmos os favores que temos que fazer

a certos guardas.

Talvez Simon tenha uma licen�a para contar sua hist�ria de amor, mas

� t�o bonita!

Por favor, deixe-me ir para a sua pr�pria salva��o.

Por nossa o qu�?

Para!

Simon, fa�a com que parem isso!

Est� bem, para!

Se acontecer de novo, o espet�culo terminar�!

Quero que confesse o que fez.

�ramos crian�as. Por que reviver tudo aquilo agora?

Babil�nia, a grande cidade de pecado e lux�ria.

Vi o santo atear fogo � cidade decadente.

Babil�nia, a m�e de todas as abomina��es.

Vi a mulher b�bada com o sagrado sangue do assassinato.

Meu Deus, pedi que salvasse Simon, n�o que nos arrebatasse.

N�o temos pescado nada.

Dizem que depois de desovar, o salm�o, corrente abaixo...

busca a isca!

Diga Vallier, os cat�licos daqui desovam no domingo?

N�o creio.

Est� claro que esses peixes s�o cat�licos.

Vallier, n�o est� me escutando.

Depois de nossa festa de compromisso voaremos at� Qu�bec

onde pegaremos um barco...

O ver�o passou t�o r�pido!

Espl�ndido! Obrigado.

J� vou. Ajudarei a recolher o feno.

Pensei que dar�amos uma volta.

Te verei amanh�.

Est� muito atraente, hoje!

N�o tem baile essa noite?

� o meu primeiro e �nico amor e assim ser�.

Acredito!

Te imagino.

Te dou a vida.

- Deveria ter dormido na ala sul essa noite! - Temos uma ala sul?

A chamam de "ala da esperan�a". Amanh� os arquitetos cuidar�o da ala norte.

Tem que estar pronta para quando seu pai vier.

Pensava em cham�-la "a ala dos que voltam para casa".

Preciso dormir. Estou esgotado.

Observei suas m�os durante a cena. J� se parecem com as de um trabalhador.

Tamb�m observei as suas. Ultimamente volta do jardim com as m�os contundidas,

o rosto abatido, com terra no boca!

Que bom que os candelabros estejam acesos. Adoro a vista de nossa casa!

Vou te contar porque passo tanto tempo no lago.

Se prometer n�o gritar.

Como se passasse o dia gritando.

Tenho trabalhando como pescador.

E espera que n�o grite?

Te imploro!

Como pode uma m�e aceitar tranquilamente que seu filho,

um aristocrata, esteja trabalhando?

Trabalhando?

Na mais vil e infame profiss�o?

� um covarde... como seu pap...

Se importa de repetir o que acaba de dizer?

- Tem me magoado! - Diga outra vez!

Quem se atreveria a dizer que seu pai foi um covarde?

Um homem que abandonou mulher e filho sem um centavo, nesse lugar do Canad�?

Que n�o fez contato sequer uma vez em dois anos?

Ele � um covarde!

Um covarde como todos os homens.

Tamb�m fala com �dio!

Mas prefiro crer no que escreveu.

O que quer dizer?

Vou ao semin�rio em duas semanas.

Irei a Paris em duas semanas.

- N�o v� com a babil�nia. - O qu�?

Vem comigo ao semin�rio!

Queria devolv�-la, mas sem querer, a palavra "amor" atraiu minha aten��o.

Entendi que era uma carta para seu pai.

Onde est�?

Aonde est� a carta?

O modo como elogia o homem de sua vida � constrangedor!

"� meu primeiro amor. Sempre ser� assim."

"Eu Confio..."

"Eu Imagino..."

"Te dou a vida!"

"Te mato...

e te ressuscito".

"E sinto saudades...

saudade de seus olhos,

sua pele."

"Meus l�bios constrangidos pronunciam seu nome, pois perderam o costume de lhe chamar."

"Minhas m�os se estendem esperando a sua volta."

"Estou coberto de l�grimas!"

"Eu te amo!"

"Te esperarei sempre."

Acha que voltar�?

Esse fogo... Esse fogo � um sinal de que est� sofrendo.

O que tem a ver esse fogo com seu pai?

Vallier, vejo algo mais que o amor de um filho por seu pai, em seus olhos.

Estou apaixonado por Simon.

- N�o se envergonhe! - Pensei que estranharia!

Queria ouvir de seus l�bios.

N�o se deve confundir a nobreza com o amor,

nem o estado da mente com o da alma.

� a �nica pessoa que posso adorar.

Vallier, temos que ir � festa de compromisso de Simon.

Por qu�?

Para comprovar se � o covarde que voc� diz.

Ent�o me acolheu entre seus bra�os, como fizera com milhares de mulheres.

Depois a corrente nos arrastou e permanecemos um nos bra�os do outro.

Viajei por todo o mundo e finalmente encontrei o amor aqui, em Roberval.

Maravilhoso!

Espero que Deus lhes conceda uma longa e feliz vida juntos e muitos filhos.

Ainda bem que a temporada dos mosquitos terminou, achava que nos iriam devorar!

Ouviu, Silvia?

Parece que a Srta. Rozier compartilha da sua avers�o pelos mosquitos.

Perd�o, estava tentando imaginar como algu�m pode pescar este enorme salm�o!

Em sua opini�o, utilizaram a mosca Winchester ou a Bostonian para pesc�-lo?

Estou cansado de salm�o. Simon n�o permitiria que uma dama tocasse numa vara de pescar.

N�o h� nada como uma dura luta com um salm�o.

Por favor, aceita esses l�rios, s�mbolo de fertilidade e inoc�ncia.

O s�mbolo da monarquia francesa.

Era a marca de fogo dos prisioneiros encarcerados por crimes terr�veis.

- O s�mbolo de... - Obrigada, condessa.

Espero que tenha toda a felicidade merecida.

Ontem, usaram l�rios no funeral do Sr. Scotts?

Seja minha convidada, condessa!

Champanhe, condessa?

Champanhe, baronesa?

Oh, desculpe... pensava no lago.

Meu filho me contou ter passado contigo uns dias no Mediterr�neo.

No Mediterr�neo?

Lhes proponho que terminemos a tarde em minha casa.

Assim celebraremos o anivers�rio de meu filho.

Em sua casa?

Perto da Rua Gibraltar, na Rua San Joseph, ao lado das ru�nas?

O qu�? Roberval est� a ponto de acabar em cinzas.

Simon, parece preocupado.

O pobre garoto n�o disse nada durante toda a tarde.

Acho que se despede de seus dias de solteiro.

Adeus ao s�t�o, ao palheiro, aos banhos � meia noite.

Poderia falar contigo um momento?

- Por que insiste no meu passado? - � tudo o que tem a dizer?

- � nossa festa de compromisso. Vamos divertir!

Me lembro bem que me beijou certa vez,

sempre em lugares p�blicos. - N�o t�o alto!

Porque ficamos brincando aqui e ali...

nos �ltimos meses n�o me faz sentir satisfeita.

De repente tem necessidade de recolher o feno...

que cresce assustadoramente aqui no Canad�.

Pelas minhas contas deu tr�s vezes no mesmo acre, esse ano.

Sem falar nos morangos, framboesas e cerejas...

Nesse ritmo n�o deixou nada por recolher em milhas ao redor!

Mostre suas m�os!

Entretanto s�o t�o suaves, t�o sedosas.

Por que n�o nos divertimos como todos?

Quem est� se divertindo?

Agora sou seu marido.

Sou o c�sar e diante de mim est� Sebasti�o que contrap�e a sua religi�o � minha.

N�o seja rid�culo, Vallier.

- Pensei em entreter um pouco os convidados. - Vallier, por favor, deixa-o!

Em frente, Simon, interpreta sua parte.

Finalmente vamos ver a obra.

Te sa�do, formoso jovem!

Juro por minha coroa que tamb�m te amo.

Que os deuses compassivos preservem sua beleza para o imperador!

Que preservem sua beleza!

Quero coro�-lo perante todos os deuses.

C�sar, j� levei uma coroa.

N�o vejo nenhuma.

Meu Senhor, n�o pode v�-la, a menos que tenha os olhos de um lince!

Diga-me, por acaso n�o te recompensei com todas as honras, vantagens e ornamentos?

Com horas de gl�ria e invej�veis armas?

Sim, meu Senhor, n�o poderia ter sido mais generoso comigo.

Quero coroar a voc� e a mim mesmo com ela.

Saia daqui imediatamente!

Se n�o o fizer me dar� tamb�m uma surra?

Maldito seja, saia j� daqui!

Simon, fa�a suas malas.

Partiremos ao amanhecer!

Sou uma insensata que se apaixonou.

Agora j� sei...

o amor � a mais cruel das mentiras que contamos a n�s mesmos.

Me comove o que diz, qual parte est� interpretando?

A da mulher tra�da, condessa.

No teatro, as pessoas riem da mulher tra�da.

Creio estar mostrando a minha dor a algu�m que n�o parece me entender.

Ao contr�rio, sua interpreta��o � muito convincente.

Por que n�o falamos de sua dor, senhora?

Apesar de sua dor todos zombam de voc�!

Preferem dizer que est� louca.

Como disse?

Conheci seu marido em Lyon.

Nunca acreditou na revolu��o da monarquia.

- O que disse? - Foi ele quem sugeriu que visitasse esse lugar.

Me falou do lago e do hotel,

mas jamais mencionou a sua exist�ncia!

Me convidou para jantar com sua mulher ador�vel e sua deliciosa filhinha.

Deveria ter lhe contado a verdade para que v�ssemos a sua dor e assim nos rirmos dele.

Deveria ter lhe contado que todos os homens s�o uns mentirosos!

Que eu tamb�m minto a mim mesma?

M�e, se sente bem?

Quem dera estivesse mentindo!

Deveria rumar para Paris amanh�.

Jamais nos escuta, Senhor?

Que sentido tem rezar ou sofrer se nunca nos escuta?

N�o pode ir com a mulher. � tudo culpa sua! Me ouve? � culpa sua!

Feliz anivers�rio!

Uma banheira.

- Era muito mais pesado. - Como?

Vallier era mais pesado que esse homem.

Me esqueci de cumpriment�-lo pelo anivers�rio, no hotel.

Acho que vou embora amanh� cedo!

Ser� muito feliz com Lydie Anne.

Tem g�nio, � bela, rica. Te invejo...

Sempre me corrige ao falar, me ensina palavras novas.

Mas...

N�o creio que a ame como deveria.

� normal ficar um pouco nervoso, n�o teve muitas mulheres, antes.

- Quer que te lave as costas? - N�o, deixa disso!

N�o nos veremos mais?

As viagens de Roberval a Paris s�o muito escassas.

Segundo meu pai, s�o muit�ssimo raras!

Diga!

O que sinto por voc� � mais forte que o que sinto por Lydie Anne.

N�o! Jamais nos voltaremos a ver!

Diga!

Eu te amo!

Eu te amo!

Outra vez n�o! Alguma vez veremos esse final?

Sempre paramos no mesmo ponto!

Com o beijo.

- E o amor? O amor? - Est� seguro?

N�o queremos mais nada.

Renascerei.

Renascerei.

Meu alento e o c�u ser�o testemunhas!

- Seremos livres. - Gloriosos e livres sobre os mares!

Se realmente me ama,

deixa o seu amor fazer parte de mim.

Obrigada.

- N�o posso ir t�o r�pido. - Aonde nos leva?

Chegou a hora de voltar a Paris.

Adoro esse aroma!

O que fazemos aqui?

� o �nico que me quis a minha vida toda!

Por acaso, o amor pode ser t�o poderoso?

Veja o que o seu amado renuncia por voc�!

N�o sinta arrependimento algum. Caminha com passo firme e decidido.

N�o chore!

Ter�amos que nos despedir algum dia.

� a lei da natureza.

N�o chore ou jamais se livrar� desse peso.

Te deixo a casa,

tudo o que aprendi,

e o Mediterr�neo!

N�o danifique o meu legado. Interpreta o seu papel.

Interpreta o seu papel.

Interpretarei o meu papel, como voc�!

- Abre a porta, Simon! - N�o responda.

Todo o mundo os procura!

N�o nos resta muito tempo para fugir!

Abra a porta!

O que quer agora?

Tenho um carro e onde nos escondermos por alguns dias.

O trem passa por ali. Podemos entrar em um dos vag�es.

Sai, Vallier!

Quem nos procura? Toda a cidade.

- A policia sabe dos inc�ndios. - Como?

E quando descobrirem que sua m�e...

E o que sabe disso?

Sei de um lugar que ningu�m descobrir�. Tem fais�es, raposas, um riacho...

- Como o jardim do �den. - Temos que sair daqui.

Estou t�o contente que sejamos amigos de novo.

Rezaremos juntos.

Contaremos todos os nossos pecados.

N�o irei mais ao semin�rio. Dedicarei a minha vida a um santo.

Me d� um beijo. Um beijo santo!

Est� doente? Nunca Bilodeau!

- O que disse? - Nunca!

Ent�o podem apodrecer no inferno!

Abre a porta! Deixa-nos sair!

Deixa-nos sair! Deixa-nos sair!

Simon provocou o inc�ndio! Foi Simon!

Vallier estava asfixiando. Eu desmaiei.

Conte-nos o final da hist�ria!

Diga o que ocorreu!

Em nome de todos os sacramentos, Excel�ncia.

Atirei o lampi�o no ch�o!

Levado pela ira.

Apenas podia respirar, de p� nos degraus.

Esse "nunca" ressoava, indo e vindo dentro de mim.

Explodia em minha cabe�a!

Corri de novo ao s�t�o.

Havia fuma�a por toda parte.

O calor era insuport�vel.

O peguei em meus bra�os e

o arrastei at� um lugar seguro.

Encontrei a policia no corredor e lhes disse que ouvira som de luta.

Que voc� havia amea�ado matar Vallier.

Lhes disse que era muito tarde para Vallier.

Era mesmo muito tarde?

J� recebeu sua confiss�o, Simon. Deus concedeu seu pedido!

E o que concerne a sua Excel�ncia, espero que Deus possa perdo�-lo.

� hora de voltarem a suas celas!

Tenho que falar a s�s com ele.

Excel�ncia?

Paguei pela morte da pessoa que mais amei no mundo!

Me perdoa, Simon.

Em meu ju�zo disse o que havia feito

porque n�o poderia suportar seu comportamento doentio.

Algo que me vem consumindo, dia ap�s dia,

ano ap�s ano!

Vim aqui imaginando encontrar um homem feio, doente...

um anci�o que finalmente apagaria da mem�ria...

ao inv�s do belo jovem que eu tanto amei.

Mata-me!

Mata-me!

Nunca, Bilodeau.

Nunca!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.