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Original subtitles

LA PORTA ROSSA S01E11

legendas @drcaio

Um leve chiado na janela fez com que ele virasse a cabe�a.

Havia nevado de novo.

Cansado, olhava os flocos de neve prateada

ca�rem inclinados sob a luz da rua.

Neve caindo em cada ponto da plan�cie.

Sobre as colinas sem �rvores.

Amontoava espessa sobre as cruzes torcidas.

Nos t�mulos, nas pontas do port�o e nos arbustos nus.

E lentamente a alma adormece.

- Fique aqui. - Est� ali.

Enquanto escutava a neve cair sobre todo o universo.

Leve como a �ltima nevasca sobre os vivos.

E sobre os mortos.

Achou que tinha vencido, n�o?

Mas agora que me matou, idiota,

Anna vai me amar para sempre.

Voc� n�o tem ideia de como o farei pagar.

Feliz Natal, Piras.

Sim, pois n�o?

O qu�?

Continuava seu trabalho

de proselitismo at� o momento da pris�o

realizada ontem com a colabora��o dos Carabinieri.

Merda! Quero dizer, parab�ns.

- N�o, est� bom "merda". - Sim.

Se tinha que acontecer... Aconteceu.

Por favor, Bea. N�o venha com fatalidades. Somos duas idiotas.

- Voc� tem que contar para ele. - E se ele n�o quiser?

- Ent�o voc� quer? - N�o sei... que pergunta.

� simples. Fala para ele que voc� o ama,

e que espera um filho dele...

e que o resto n�o importa.

Passava por aqui e veio me ver?

Por favor, n�o leve tudo na brincadeira...

e vamos tentar conversar.

- Como gosta de conversar! - Eu gosto.

Sim, mas conversando n�o se consegue nada.

- De que jeito ent�o? - Com fatos!

- Tem mais alguma coisa? - N�o, terminamos. - �timo.

Bem, sim, tem outra coisa. Voc� continua sendo um idiota!

Volte aqui conosco.

Volte comigo.

Interrompemos a m�sica para uma edi��o especial.

Temos que abrir com uma not�cia tr�gica.

O desaparecimento de Raffaele Gherardi,

filho de Patrizia Durante...

a cabe�a da funda��o de mesmo nome.

Um ca�ador o encontrou morto.

O corpo foi encontrado na floresta...

adjacente � casa de montanha da fam�lia.

As causas da morte ainda s�o desconhecidas...

Obrigada.

O que houve?

Ela me contou como voc� �. Como voc� �, o que voc� v�.

N�o pode tomar iniciativa em meus assuntos.

� algo que n�o compete somente a voc�.

Nestes anos aconteceram mal-entendidos.

Sua tia tinha o direito de saber.

E ent�o?

Espero que isso n�o fa�a voc� sofrer.

Vamos tirar uma foto das tr�s.

Acho que as fotos ficam muito bem com isto.

N�o tenho palavras... em um segundo

passamos do �dio para as selfies.

Se voc� quer.

N�o vai sair, tem que agachar.

Vou ao banheiro por um momento.

Raffaele Gherardi, filho de Patrizia Durante...

a empres�ria que comanda a funda��o Durante...

foi encontrado morto ontem a noite por um ca�ador.

O corpo foi encontrado na floresta...

vizinho � casa da fam�lia Durante.

As causas da morte ainda s�o desconhecidas...

Tudo bem?

Est� bem? Se precisar de alguma coisa...

- Onde est� o Sr. Rambelli? - Est� cuidando da imprensa.

Bem, o que sabemos?

N�o h� neve debaixo do corpo, estava aqui antes da nevada.

Pelo menos desde a tarde de ontem.

De acordo com voc�, a que horas ele morreu?

A baixa temperatura conservou o corpo

ser� dif�cil estabelecer.

10-12 horas, talvez mais.

Espero ter maior precis�o depois da aut�psia.

- A causa? - Hipotermia.

Ele ficou ali morrendo de frio?

- Por qu�? - No bolso dele encontramos isto. - Red.

N�o sabemos se tomou muitas ou fez isso voluntariamente.

- Ela foi embora. - Foi embora? - Sim...

O gar�om a viu sair do banheiro. N�o se sentia bem.

- Por que sairia sem avisar? - Vamos ligar para ela.

Ela deixou o celular aqui.

Sr., os pais do rapaz chegaram. A Sra. Durante est� aqui.

- Est� bem, obrigado. N�o deixe ningu�m se aproximar. - Claro.

Simoncelli, encontrou alguma coisa?

- Olhem l� em cima. - Patrizia. - Quero v�-lo. - N�o.

- � melhor n�o. - Se Mayer n�o o tivesse atormentado...

isto n�o teria acontecido. N�o deveria acontecer.

- Sinto muito. - N�o deveria acontecer.

Sinto muito.

Merda.

Onde voc� est�?

Vanessa! O que faz aqui?

V� embora, n�o devem v�-la aqui. Est� me ouvindo?

N�o quero falar com voc�...

Por que n�o o vejo?

Raffaele se foi, e eu tamb�m n�o o vejo.

N�o pode ter ido. Tenho que falar com ele.

Eu o vi ontem a noite. Ontem a noite.

Como ele morreu?

Overdose de Red, acredito.

Aqui, sozinho? N�o � poss�vel.

Essas coisas tiram seu ju�zo e ele...

ele n�o tinha vontade de se divertir.

O que significa isso?

Explique-me.

Ontem � noite na piscina...

- Ele queria me dizer algo. - O qu�? - N�o sei.

Parecia que alguma coisa estava pesando em sua consci�ncia.

Talvez seja isso. Ele n�o aguentou e se matou.

- Acha que tem a ver com a garota que morreu? - N�o sei.

Mas prometo que vamos descobrir.

Bastardo!

Est� vendo? � Piras, acho que est� envolvido.

- Quem? - Ele, o juiz.

Estava no armaz�m na noite em que me mataram.

Conhece Durante.

Mas aquela � a Anna.

- V�, n�o devem v�-la aqui. - Mas... - V�, v� embora...

V� para casa, irei assim que puder.

- N�o tem vergonha de vir aqui? - Patrizia.

Voc� matou meu filho!

Fica com a senhora. Anna, n�o deveria estar aqui.

Olhe para mim Olhe para mim, n�o tem vergonha?

- N�o fa�a isso. - A ensinaram a matar as pessoas.

Eu te imploro, amor.

Tudo bem, Ilaria. Obrigada e desculpe o inc�modo. Tchau.

Nada. Ningu�m a viu ou ouviu.

Vou tentar novamente em casa, talvez esteja de volta.

- Que ideia de vir aqui? - A causa da morte?

Anna, por favor.

Certamente est� relacionado com a morte de Ambra.

Est� se metendo em confus�o.

Tem que verificar os �ltimos movimentos de Raffaele.

Com quem esteve, onde...

Voc� n�o pode fazer nada, est� suspensa.

Eu sei muito bem. Sua amiga Durante tamb�m.

Quem voc� acha que andou pressionando para

que a investiga��o fosse tirada de mim?

- Vou continuar mesmo assim... - Chega!

- N�o foi a Durante, fui eu. - O qu�?

- Por que motivo? - � evidente que nesse momento n�o � a mesma.

- N�o entendo o que voc� diz. - E est� gr�vida.

Toda essa agita��o n�o lhe conv�m.

Como sabe que estou gr�vida?

Durante a investiga��o, vi o ultra-som.

- Anna... voc� falou com Helke? - O que tem a ver com Helke?

H� coisas sobre mim que se souber,

poderia interpret�-las mal.

- Precisa saber que fiz tudo por seu bem. - N�o sei do que fala.

- Sabe o que tenho a dizer? N�o estou nem a�! - Anna.

Anna!

Anna.

Anna!

Anna!

Stella, sou eu, preciso de um favor.

Tinha que morrer justo no Natal!

N�o h� dia melhor para morrer.

- Com licen�a. - Oi. - Oi.

- Como est� isso? - Um caso feio.

Eu ainda estou aqui, Anna foi com Piras.

- Por pouco Durante bate nela. - Escuta.

Anna me pediu para checar os �ltimos movimentos e...

chamadas de Gherardi.

- Vem me pegar e fazemos juntos? - Agora?

- Te incomoda? - Est� bem. - Te espero aqui.

Tem certeza? Controlaram direito?

Certo, obrigada. At� logo.

- Nem pol�cia e hospitais sabem nada de Vanessa. - Isso � bom.

N�o sei.

- O que foi? - Desculpe, uma queda da press�o.

- Vamos para casa e a esperamos. - Vamos continuar procurando.

� in�til procurar assim �s cegas.

Talvez eu saiba onde pode estar. Vamos, venha.

Por que n�o atende o telefone?

O que significam essas malas? Quer sair de casa?

- J� n�o � seu assunto. - Temos que falar. - N�o. - Escuta.

- Deixe-me. - Ou�a-me, droga. - Deixe-me!

O que quer me dizer?

Que est� apaixonado por sua colega?

Est� t�o obcecado que espiona o seu marido? Voc� me d� nojo!

Estou apaixonada por Anna desde a Universidade.

Ela sempre me viu como um amigo...

e pude encontrar alguma tranquilidade.

Depois casou com aquele cara, n�o acreditei!

N�o me interessa.

Voc� me enganou at� hoje.

Naquele dia Cagliostro me pediu uma autoriza��o.

E eu a neguei.

Mas sabia que ele iria de qualquer

maneira fazer aquela pris�o.

Ent�o eu o segui at� o armaz�m.

Eu queria tirar fotos dele entrando sem autoriza��o.

- Queria prend�-lo? - N�o.

Queria mostrar que n�o podia fazer o que quisesse.

Queria prend�-lo para ter o caminho livre com Anna.

Tamb�m.

Mas quando percebi o que ele estava fazendo...

Fui embora.

Eu me senti enojado comigo mesmo.

Se eu tivesse intervindo...

ele teria sido salvo.

Essas fotos podem lhe trazer problemas.

Eu j� as enviei para Anna. Estava furiosa.

N�o achei que estivessem relacionadas ao homic�dio.

Eu n�o fui honesto com voc�.

Vanessa.

Vanessa.

Piras n�o tem nada a ver com isso.

Eu o ouvi falar com a ex dele.

S� queria que eu fosse suspenso.

Ele � um idiota mas � sincero. Ele n�o me matou.

Mas Anna est� certa, a chave de tudo est� em Raffaele...

Temos que come�ar de novo com ele.

Mas Raffaele est� morto! O que isso tem a ver com voc�?

Ainda n�o sei, mas tem a ver com a garota morta por uma overdose.

Talvez sem querer, Raffaele causou a morte dela.

- N�o � poss�vel. - � sim, me escute.

Lembra na piscina? Raffaele n�o lhe disse

que tinha um peso na consci�ncia?

- Uma coisa desse tipo. - Sim, tinha decidido falar.

Sim, talvez n�o tenha cometido suic�dio,

mas for�aram abrir a boca...

obrigando a tomar aquelas p�lulas.

- O que foi? - Eu o convenci a falar.

- Meu Deus, Raffaele morreu por minha culpa! - N�o, n�o.

Vanessa, eu n�o disse isso, � in�til que veja assim.

Ou�a, se algu�m matou Raffaele, a culpa � dessa pessoa.

Voc� tentou ajud�-lo. Isso � tudo.

Olhe para mim. N�o � sua culpa.

Est� bem.

Vamos encontrar o culpado.

Merda, � isso!

Quem me matou n�o queria que eu...

descobrisse a rela��o entre Raffaele, Ambra e o Mexicano.

- Algu�m relacionado com Raffaele. - Sim.

Talvez n�o estivesse sozinho. Veja...

Talvez aquele que me matou n�o queria

cobrir Raffaele, mas outra pessoa.

Eu tamb�m tenho algo que pesa, mas decidimos n�o falar.

Raffaele na piscina disse: "Decidimos n�o falar."

N�s! Pensei que estava se referindo

� fam�lia dele, mas talvez n�o...

Temos que procurar entre os amigos dele.

Raffaele tinha muitos amigos.

Esteve com ele, deve ter falado de algu�m.

Ele n�o muito de falar.

Al�m disso, n�o t�nhamos uma rela��o t�o pr�xima.

O tempo est� esgotando.

Temos que fechar o c�rculo, Vanessa.

Temos que descobrir com quem Raffaele

estava quando Ambra morreu.

Vamos ver se postou algo.

- Lembra que dia foi? - Eu me lembro bem.

Era sexta-feira antes de eu morrer.

Merda! Ele alterou as configura��es de privacidade.

- N�o d� para ver as fotos. - Tinha algo a esconder.

Temos que entrar no perfil dele.

N�o sei como fazer isso.

Talvez eu conhe�a uma pessoa...

N�o sei onde est�.

Talvez tenha a ver com o que me contou,

com as vis�es que voc� tem.

- Talvez. - N�o � perigoso, verdade?

Ele n�o, mas seria melhor se Vanessa

n�o frequentasse os mortos.

N�o entendo como n�o me... Explique, quando voc� percebeu?

Como...

Em determinado momento, comecei a ver Alessandro.

Alessandro o ruivo?

Eu nunca entendi nada.

Voc� n�o podia adivinhar. Al�m disso, o que poderia fazer?

Nada, eu nunca posso fazer nada.

Agora que est� aqui, n�o sirvo para nada, nem para Vanessa.

Eu preciso de voc�! Eu preciso da sua ajuda.

Eu n�o sei ser m�e, temos que estar juntas.

Eu preciso de voc�.

- Claro que n�o h� ningu�m, � Natal. - Sempre t�o positivo.

Como com sua ex. Dizia que era muito chata.

- Eu acho ela simp�tica. - Quem sabe por qu�?

Voc� gostou dela, do contr�rio j� teria notado.

Talvez eu perceba a confus�o em que estou me metendo com voc�.

- Pr�xima etapa? - Minha casa.

- O zelador da piscina. - Fica ao lado da minha casa.

Venha, vamos.

Oi, ele est� aqui?

Ele tem uma rosa nas costas, tem certeza que vai conseguir?

Voc� est� segurando uma rosa nas costas.

Ele te contou?

- N�o, Papai Noel. - Sim.

Obrigada.

Vanessa, para mim isso � muito perturbador.

Depressa, temos que entrar no Facebook de Raffaele.

Entrar em um perfil do Facebook sem uma senha n�o � f�cil.

Necessita semanas de tentativas.

N�o pode fazer o que fez com Ilaria?

N�o, Ilaria a conhe�o...

Posso usar um gerador de senhas...

mas preciso de dados que n�o tenho.

Eu o conhecia muito bem.

Certo.

Vanessa Rosic, 16 anos.

Frequenta o Instituto Cient�fico e pratica nata��o.

O zelador da piscina onde Raffaele e ela treinavam

os viu na noite em que ele morreu.

Como na noite?

Ele era filho de Durante, fazia o que queria.

Eu j� vi essa garota.

- J� sei onde! Estava na escada do meu edif�cio. - Quando?

- N�o sei, h� umas semanas. - Est� envolvida.

Anda perto da sua casa, entrega a agenda de Rizzo,

passa a noite com Raffaele e ele morre.

Ser� ela que nos deu o celular do Mexicano...

e descobriu sua atividade de infiltrada.

Por qu�?

Como descobre todas essas coisas?

- Como � que ela se chama? - Vanessa Rosic. - Rosic.

- Tem o endere�o? - Sim.

- Merda! - O que foi?

- O que voc� encontrou? - Nada.

Tenho que falar com Rambelli por um momento.

Vai me manter atualizado sobre o caso Rosic?

Sim, claro.

- Vamos agora. - Sim.

- Te deixamos o material. - Est� bem.

- Tchau. - Tchau. - At� logo.

Maldito filho da puta!

Nada, tampouco � esta.

Tente com meu nome.

- N�o. - Est�pida.

Como pude pensar que ele se importava tanto.

Este bastardo devia ter alguma paix�o!

N�o sei em quem interessava e ele n�o era um bastardo.

- S� interessava no carro. - Est� aqui.

O carro, claro. Mas n�o lembro a placa.

Eu sim.

De vez em quando enviava o guincho.

Incomodava v�-la subir no carro com ele...

D, L...

N�o acredito!

Certo.

Ultimamente ele n�o havia postado nada al�m desta foto.

- Mas ele n�o compartilhou. - Espera. Essa � Ambra!

Ent�o estava com ela naquela noite.

Ele a publicou durante a noite.

Na manh� seguinte, depois do que aconteceu, bloqueou o acesso.

Continue.

Para! Merda.

� Davide.

Quem?

O filho de Rambelli.

- Procura algu�m? - N�o, n�o � nada.

- Oi, playboy. - Oi, meu amigo.

Fa�a um belo presente a Miss Mundo.

N�o, escuta, vamos fazer isto.

Isto � para voc�, mas nada de flores.

Isso n�o � suficiente para uma garota t�o bonita.

Fica e divirta-se hoje � noite. Eu te convido. Vamos, nos deixe.

- Mas ele tamb�m vem? - N�o se preocupe, nos acompanha.

Vamos para minha casa? Ficaremos mais tranquilos.

Por mim tudo vem, o que acha?

- Sim, tudo bem. - Vamos dar um giro esta noite.

Oi, Mexicano. Estou com uns amigos,

tem algum CD para me dar?

N�o, n�o estamos no lugar de sempre.

Est� bem, tchau.

Vou lhes mostrar como se faz coquet�is.

Eu vejo.

Venha.

Obrigado.

O servi�o a domicilio tem um custo adicional.

- Enquanto isso, toma isto. Me espere aqui. - Sim espero.

- Bonit�o, tire suas m�ozinhas? - Desculpe-me.

Este � o meu ref�gio.

Ponho um pouco de m�sica?

Escuta, n�o gostaria que voc� tivesse uma ideia equivocada.

Que ideia equivocada?

Gosto do seu amigo.

Mas n�o sou o tipo de garota

que faz certas coisas.

Nossa senhora, est� paranoica? N�o sou nenhum man�aco!

Toma. Leva tudo.

Assim na pr�xima vez aprender� educa��o. Tchau.

Que se divirtam.

- Onde fica o banheiro? - No final da escada.

- Certo. - Ande logo.

Sim.

- Vamos, r�pido. - Davide, espera um momento.

Tem certeza de que quer fazer isso?

Ela est� quase pronta.

- Acha que ela tomaria? - N�o deve saber.

Davide, n�o vamos fazer besteira!

N�o se preocupe.

Vai ficar tudo bem, confie em mim.

Est� bem, perfeito.

E a� rapazes, n�o me esperaram?

Est�vamos preparando. Tempo perfeito.

- Obrigada. - De nada.

Este � o meu.

- Tudo em um gole. - Tudo em um gole?

Se Davide estava com Raffaele, ent�o � certeza.

Por tr�s de toda essa hist�ria est�...

seu pai.

- Mas como? - Ele fez isso mil vezes.

Ele interveio para impedir que o filho...

- se metesse em confus�o. - Sinto muito.

Davide.

Raffaele est� morto.

Sabe alguma coisa?

N�o me diga que n�o sabe de nada.

- Davide, est� b�bado de novo. - Sim, e da�?

- � grave? - Prometeu que n�o beberia mais

- e que pararia com a droga. - Disse que resolveria tudo.

Eu tentei, Davide. Mas seu amigo tinha um sentimento de culpa.

N�o podia arriscar que ele estragasse tudo.

Ent�o foi voc�?

- Voc� o matou? - Fiz o que era necess�rio.

Voc� matou meu melhor amigo!

O que aconteceu?

Que merda voc�s fizeram?

Que merda voc�s fizeram?

- N�o sei como tudo aconteceu. - T�nhamos p�lulas.

- Demos algumas para ela. - Quantas?

- Duas ou tr�s. - Voc�s a mataram.

Quem � esta garota?

- A conheciam? - Conhecemos esta noite.

Algu�m sabe que vieram aqui?

- N�o. - Viram sa�rem juntos? Seus amigos, os seus?

Sa�mos sozinhos e ela veio sem avisar as amigas.

Tinha muita gente no local?

Estava cheio de gente, mas todos b�bados.

Escutem bem.

Eu cuido dela, voc� vai para casa.

Ningu�m, repito: ningu�m, deve saber

o que aconteceu aqui esta noite.

N�o devem falar disto nem entre voc�s, est� claro?

S�o 20 anos de cadeia!

Onde est�o as p�lulas?

Como voc� � idiota, meu filho.

Traga-me a bolsa.

No ch�o. Voc�s dois n�o se deixem ver mais juntos.

Saiam da minha vista. S�o dois idiotas!

N�o sou eu quem...

sai por a� dando p�lulas para garotas e matando-as.

N�o sabe quanto me custou para salvar sua bunda!

Voc� me d� medo, papai.

Desculpe...

Desculpe, prometi � sua m�e...

N�o fale da mam�e. Ela teria nojo de n�s dois.

Voc� me d� nojo.

Voc� � um assassino

Ent�o tenha culh�es e v� me denunciar.

Agora.

Agora!

Tenha culh�es pelo menos uma vez na vida.

N�o estique mais a corda, Davide.

Pode romper.

- Al�? - � Raffaele.

Eu decidi contar como as coisas aconteceram.

Sabe o que vai acontecer?

Sim, estou disposto a arcar com as consequ�ncias.

Eu s� queria ajud�-los, mas assim

voc� cria problemas para mim e Davide.

N�o quero criar problemas para ningu�m, mas n�o posso guardar

isso dentro de mim.

Certo, vamos nos ver os tr�s...

para combinar uma �nica vers�o.

Isso n�o vai melhorar nosso caso...

- mas ser� menos pesado. - Encontramos na Napole�nica.

Quero um lugar seguro.

Pego Davide e estaremos l� em uma hora.

Onde est� Davide? Por que n�o veio?

Ele teve um contratempo.

- Suba. - Por que deveria?

Porque faz frio e ficaremos mais confort�veis. Suba.

- Como voc� est�, Raffaele? - Sabe muito bem como estou.

Tem raz�o, � dif�cil viver com o sentimento de culpa.

H� algo que poderia ajud�-lo. Abra o porta-luvas.

- Tome duas. - N�o, n�o quero.

- Merda. - Tome duas.

Uma.

E duas.

Agora mais duas.

N�o vou tomar mais duas.

Coragem...

- O que � o destino? - Oi, Anna.

Stefano, acho que descobri algo sobre a morte de Leo.

� algo delicado.

- Fale. - Prefiro falar pessoalmente.

Pode vir aqui?

- Vou em seguida. - Obrigada...

Pode ser um telefonema imprevisto.

Uma intui��o.

Uma descoberta.

- Temos que prevenir a Anna. - Como?

N�o sei, mas vamos r�pido.

E os caminhos que n�o deviam se cruzar...

De repente se cruzam.

- N�o, merda! - Droga.

Calma, fa�a como se nada aconteceu.

- Sim. - Senhorita Rosic.

- Vanessa Rosic? - Sim.

Sou o inspetor Paoletto, ela � uma colega.

Temos que lhe fazer algumas perguntas.

Sobre o qu�?

�s vezes o destino � uma d�vida.

Uma espera, um temor.

Mas em certos casos...

tamb�m pode ser o tiro de uma arma.

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