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Original subtitles

LA PORTA ROSSA S01E10

legendas @drcaio

N�o se preocupe, trata-se de uma conversa informal.

Raffaele, voc� viu esta garota? Voc� a conhece?

Sim, talvez eu tenha visto nos notici�rios.

Claro, � poss�vel.

Ela morreu depois de tomar uma p�lula

que se chama Red. J� ouviu falar sobre isso?

- Sim, talvez. - Sim ou talvez? - Sim.

Sim. Voc� j� usou?

Est� perguntando ao meu filho se ele usou drogas?

Raffaele, se quer que lhe ajude, tem que ser honesto comigo.

Eu me lembraria, n�o acha?

E o que me diz deste homem? Teve algo a ver com ele?

- Voc� j� viu ele? - N�o, n�o o conhe�o.

Curioso, porque ultimamente ele est� em todos os notici�rios.

Tamb�m est� morto, se fazia chamar de Mexicano.

Traficava Red em toda Trieste.

Por que meu filho deveria conhec�-lo?

Porque, senhora, encontramos a lista de clientes...

e entre os n�meros est� o de Raffaele.

Pode verificar as chamadas, por favor.

Tamb�m verificamos a lista de contatos de Ambra Raspadori.

Raffaele, o seu n�mero tamb�m est� l�.

Curioso, n�o?

Est� bem, meu filho n�o dir� mais nenhuma palavra.

- Senhora... - Isto � um interrogat�rio.

� inaceit�vel que fa�a isso sem um advogado. Vamos.

Parab�ns. Estava prestes a ceder.

Patrizia, o que faz aqui?

Pregunte ao fen�meno da Meyer.

Colocou uma armadilha.

- Que significa? - Um interrogat�rio.

Entendo que ela est� perturbada com

a morte do marido, mas isso � demais.

- Sim, mas... - N�o tenho tempo.

Te espero na piscina, mas desta vez venha.

Se voc� apronta, pelo menos que n�o te descubram.

Voc� n�o est� sozinho. Trata-se do bom nome da fam�lia.

Mam�e, chega. Estou cansado de ouvir

o quanto � importante o nome Durante.

Abaixa a voz. Poderia levar esta vida se n�o fosse pelo meu nome?

Responda.

Para onde vai?

Finalmente chegou. Fez esperar esta tarde.

N�o tive um bom dia.

- Eu disse ao guarda que esperaria por voc�. - Sim.

- Com Gino eu sei como me fazer querer. - Vanessa.

- Vanessa. - O que foi? - Nada.

Vou me trocar. Preciso relaxar. Volto em seguida.

- Ainda me perseguindo? - N�o estava te seguindo. Juro.

- Seguia Raffaele. - Por qu�?

O nome dele est� entre os clientes do Mexicano

e na lista de contatos da menina que morreu de overdose.

O que est� falando? N�o � poss�vel.

Onde vai? Escuta, Vanessa.

A que devo esta visita?

Queria saber como voc� est� e parabeniz�-la pelo caso Red.

- �timo trabalho. - Obrigada.

Tem certeza que est� tudo bem?

Presumo que sim.

Eu sempre usei m�todos pouco convencionais.

Voc� nunca gostou. Odiava. E ainda...

brigava com Leo porque n�o respeitava as regras.

Quando encontramos a garagem cheia

de arquivos, voc� ficou com raiva.

E agora o que voc� faz � enlouquecer Piras.

Talvez n�o seja da minha conta...

O que est� acontecendo?

Finalmente entendi que Leo est� morto.

A morte de um ente querido muda a maneira como v� as coisas.

Eu tamb�m queria mudar muitas coisas ap�s a morte de Tiziana.

Na realidade, fracassei.

N�o consegui ser um bom pai, nem mesmo para Davide.

O mais triste � que nem sempre pode ser resolvido.

Mas �s vezes sim.

Estou convencida de que h� algo estranho na morte de Leo.

Estou seguindo uma pista.

- N�o quero falar disso agora. - Muito bem.

N�o fale sobre isso, principalmente com Piras.

Tem um aliado. Estou do seu lado, Anna.

Eu sei...

Muito bem.

Vanessa.

Vanessa, por favor.

Encontre uma desculpa para sair daqui imediatamente.

N�o, saia daqui. N�o quero que ele pense que estou louca.

- Estou pronto. - Por favor.

A �gua fica quente a noite.

Me esperou para perguntar isso?

- Era uma afirma��o. - Exato.

Se est� t�o quente, podemos tirar a roupa de banho.

Acho que nadar nu � a coisa mais banal do mundo.

- O que voc� prop�e? - Uma competi��o?

- De que tipo? - De apneia.

Acho que � uma �tima ideia.

- H� outra pessoa. - Estamos s�s, eu te garanto.

N�o, h� outra pessoa e eu estou apaixonada por ele.

Hoje n�o � meu dia.

Eleonora.

- O que foi? - Vanessa.

Est� em perigo.

O que faz? �s quatro da manh� como qualquer policial?

Voc� n�o era o sub-comiss�rio?

Com todo o dinheiro que voc� ganha, vale a pena!

N�o sei se vale a pena, mas acho que n�o lhe faltou nada.

Ao contr�rio de Leo, que sempre ganhou tudo sozinho.

Sempre fodendo com seu Leo.

Davide, o que posso te dizer?

Cuidado ao falar do seu filho predileto!

Voc� sempre estava com ele.

Mas seu filho predileto cometeu um erro.

Ele se deixou ser morto.

Por que voc� n�o entende? Fiz coisas t�o boas para voc�

que hoje tenho que aceitar que voc�

� pequeno demais para entender.

Se voc� diz isso, papai!

�s vezes tem que apertar as m�os.

As pessoas querem se sentir protegidas

sem saber o que temos que fazer.

Inclusive as pessoas que amamos.

Talvez seja n�s que temos medo, Rambel.

Que n�o nos entendam e nos deixem sozinhos.

Estamos falando daquele cara

que quase deu problema na festa da minha casa?

Sim, porque contei uma coisa muito importante e ele fugiu.

Por isso est� t�o nervosa.

Voc� tamb�m est� nervoso. E o trabalho da sua m�e?

Lembro que ultimamente sempre estava atr�s de voc�.

Em parte est� relacionado.

Eu tamb�m tenho algo que me pesa.

Mas tinha decidido n�o contar para ningu�m.

Se quiser me contar...

Eu gostaria mas n�o posso. Mais pessoas est�o envolvidas.

- N�o me atrevo. - Desculpe-me.

Se n�o sei do que est� falando, n�o posso ajud�-lo.

- N�o aguento mais. - Desabafe.

N�o se envergonhe.

� verdade, eu estava mal. Mas agora estou bem melhor.

S�o 100 euros por esta consulta psiqui�trica.

Est� completamente louca, sabe?

Pode deixar, Gherardi. Tenho que abrir.

- V� que est� amanhecendo? - Obrigado, Gino. At� a pr�xima.

- Voc� � incorrig�vel, Gherardi. - Bom dia. - Ol�...

Vamos.

Ent�o est� acostumado a fazer essas coisas.

Esquece isso.

- Sabe, obrigada pelo banho. - Obrigado a voc� pela conversa.

De verdade, n�o sabia como entend�-la.

Voc� n�o � uma garota s� para se divertir.

Fui um idiota deixando voc� escapar.

Mas talvez seja melhor assim. Eu teria te machucado.

Tenho que ir. � tarde.

Tem certeza que n�o quer que eu te leve?

Certeza.

Mas que merda... Est�o me zoando?

Deixe isso e entre no carro.

N�o acredito. Voc� � um espi�o, parab�ns!

Para, voc� � inteligente. Sabe que � por sua causa.

- Deixe-me! - Talvez voc� n�o perceba, mas est� em perigo.

H� coisas preocupantes sobre esse rapaz.

Ele disse que a pol�cia o interrogou?

Colabore, por favor.

- Te disse algo �til? - Voc� me d� nojo.

Est� me interrogando para seu pr�prio benef�cio.

E voc�, disse para n�o confiar neles e � a primeira a cair?

Vanessa.

Vamos, me detenha!

N�o consigo.

- N�o fa�o nada certo. - N�o. N�o � assim.

V� embora. V� embora!

Al�? � o Rafaele...

Eu decidi contar como as coisas realmente aconteceram.

Sim, estou disposto a enfrentar as consequ�ncias.

Ou�a, eu n�o quero colocar ningu�m em problemas...

n�o posso guardar tudo isso dentro de mim.

Vamos nos ver na Napole�nica. � um lugar seguro.

- Rafaele? - Ele n�o retornou esta noite.

No envelope que continha a agenda n�o h� nada...

nem selo da empresa de entrega.

Este mensageiro n�o me convence.

N�o portava um cart�o de identifica��o

nem o nome no colete, n�o?

Bem, � a �nica coisa que temos.

Espera.

Com a foto posso ver se a temos fichada.

Paoletto.

- Se n�o fosse por mim! - O qu�?

Vou me trocar, � tarde.

- Senhora. - O que foi?

O promotor me obrigou a tirar duas semanas de f�rias.

Algu�m contou a ele sobre meu encontro com Raffaele Gherardi.

Tem que ser Durante. Ela e o promotor s�o amigos.

Sim, eu tamb�m acho. Encontraram algo?

Olhamos as c�meras de seguran�a da Delegacia.

A mensageira que trouxe o pacote com a agenda de Rizzo...

n�o estava usando nenhuma identifica��o.

- Eu j� vi essa garota antes. - Onde?

- N�o sei, n�o tenho certeza. - Merda.

Procuramos entre as pessoas detidas ou com antecedentes.

Tente descobrir algo mais e busquem

no entorno de Raffaele Gherardi.

Sim.

- Senhora. - Sim.

Uma vez que suspenderam, devemos parar.

Se Durante pensa que pode me parar, est� equivocada.

- Contanto que voc�s me ajudem. - Claro.

- E voc�? - Claro.

- Perfeito. - At� logo. - At� logo.

Bom dia, dorminhoca. Est� quase na hora de comer.

Eu dormi mal.

Tem que colocar a �rvore. Voc� se lembra?

Quando era pequena, queria sempre

que meus pais retornassem do mundo dos mortos.

�s vezes � melhor que os desejos n�o sejam cumpridos.

- Vamos comer? - N�o.

N�o estou com fome.

O que aconteceu? Ontem estavam em sintonia.

Eu fiz algo por ela, pensei que fosse justo.

Este � o resultado.

Acontece com todos os pais.

Lembra, n�s tamb�m brigamos com a mam�e.

N�o, voc� tem raz�o.

N�o podemos nos tornar pais de repente.

Voc� tamb�m trabalha na v�spera de Natal?

As festas s�o para quem tem dinheiro.

S�bias palavras.

O cara que voc� viu com Ambra poderia ser este?

- Posso? - Sim. - Sim.

- � ele. - Tem certeza? - Claro.

Sua mem�ria n�o � muito confi�vel.

N�o, eu tenho certeza.

Naquela noite ele me deu muito dinheiro e saiu sem levar nada.

Est� bem. N�o suma. Entraremos em contato.

Playboy, d� um presente para esta linda senhora, vamos.

- � um playboy. - P�ra. - Vamos, olha que linda.

- Toma. - Vamos, amigo.

Hoje � v�spera de Natal... Linda mulher, Marilyn Monroe.

- Vamos, playboy. - Me d� o euro.

- Estou te dando 20. - Obrigado. - De nada.

- As rosas... - Toma, senhora. - Obrigada.

- Obrigado. - Feliz Natal.

Vamos.

Vamos torcer para que ele n�o tenha roubado de um cemit�rio.

Caterina.

Anna, oi...

Vim para saudar o Leo.

N�o sabe quantas vezes quis v�-lo...

e pedir desculpas pelo que Val�rio te fez.

- N�o tem que se desculpar. - Tenho vergonha disso.

Eu deveria ter entendido, evitado...

Um marido, entende?

Algu�m com quem dorme todas as noites, com quem tem filhos.

Por que n�o fui eu quem morreu?

N�o diga isso.

N�o quero v�-lo novamente.

No entanto, se me permite opinar...

Deveria tentar.

Te admiro, sabe? Tenho inveja de voc�.

Depois de tudo que passou ainda tem for�a...

A for�a n�o tem import�ncia.

N�o estou lhe dizendo para tentar perdo�-lo.

Tente escut�-lo.

Muitas vezes julguei o que Leonardo fazia.

Como ju�za, fiz isso bem.

Mas tamb�m fui respons�vel.

Na vida, nem tudo � branco ou preto.

As coisas s�o mais complicadas.

N�o soube escut�-lo quando ele estava vivo.

Sabe que dizem quando perde um bra�o ainda o sente?

Para mim � exatamente assim.

Leonardo est� sempre aqui.

Ao meu lado.

Mas n�o � poss�vel.

N�o se perca nessa ideia.

Ela est� viva e voc� est� morto.

E voc� atrapalha.

Algu�m vai atirar nela e eu n�o a salvarei com suas frases.

E se tivesse que ser assim?

Se ela morresse, poderiam ficar juntos.

Ela espera um filho, imbecil.

E quanto a voc�? Quem era?

Por que n�o atravessou a porta?

Nunca me respondeu.

Eu... eu teria ido embora com prazer.

� verdade, mas a porta nunca apareceu para mim.

N�o foi voc� que disse que o que se v� pelo portal � real?

Isso me disseram os que s�o como voc�.

O que isso significa?

Que voc� e eu ficamos pelo mesmo motivo.

Venha, quero lhe mostrar uma coisa.

Agora?

Vai me explicar o que fazemos aqui?

Quem � esse cara?

Olhe bem para ele.

Sou eu. Ou melhor...

O que resta de mim...

Ent�o... eu n�o entendo.

- Voc� n�o � como eu. - Estou aqui porque n�o morri.

Mas como pode ver, tampouco estou vivo.

- Desde quando est� assim? - Faz bastante tempo.

Algu�m atirou em mim.

O proj�til atingiu meu c�rebro, mas n�o me matou.

- Se h� algu�m mais s� que voc�, esse sou eu. - Sim?

Desculpe, mas por que n�o me disse logo?

Que necessidade tinha de mentir para mim?

Mente-se por muitos motivos, voc� sabe.

Basta, por favor.

Praticamente j� � Natal. V�o matar a minha mulher...

e eu perco tempo com voc�.

Desculpe, voc� n�o serve de nada para mim.

O paquistan�s est� disposto a testemunhar?

Se comprarmos um caminh�o de rosas o convencemos.

Certo.

Mas s�o informa��es obtidas em uma investiga��o n�o autorizada.

- N�o sei o quanto vai valer. - Conseguiremos de alguma forma.

- Feliz Natal, pessoal. - Feliz Natal. - Feliz Natal.

Obrigada por tudo. At� mais.

Bebemos outro?

- Mais dois. - Tudo bem.

Com licen�a, vou por as crian�as para dormir.

Venham, � hora de ir para a cama.

- Digam boa noite. - Boa noite. - Boa noite.

- Ajudo a recolher? - Sim, obrigada.

Como vai o trabalho?

- Voc� j� sabe. - Liguei para o promotor para parabeniz�-lo e...

- ele me contou o que voc� fez. - Pois �.

N�o � muito profissional falar sobre

assuntos da delegacia com estranhos.

Conhe�o o promotor h� 40 anos. Sou seu pai, n�o um estranho.

O que est� acontecendo com sua cabe�a?

Investigar sem permiss�o sobre algu�m como Durante!

N�o pode investigar algu�m como Durante?

Voc� sabe o quanto � importante em Trieste.

- N�o s� em Trieste... - N�o me importa quem � Durante.

Tampouco me importa a alta sociedade de Trieste.

Sabe o que Durante fez?

Mandou encerrar minha investiga��o.

Quando se sabe que o rapaz est� envolvido

a senhora tamb�m ter� que responder.

N�o � superior � lei, embora seja rica...

Que tom � esse? Parece que estou ouvindo ele.

N�o lhe permito sequer falar o nome dele.

Enquanto era ele quem me envergonhava, ainda acontecia.

Mas me envergonhar do que minha filha diz, isso eu n�o suporto.

Ele era o amor da minha vida e continua sendo, papai.

E ser� para sempre, goste ou n�o.

Voc� realmente acha que sabe tudo papai? N�o � assim.

N�o tem a m�nima ideia de quem foi Leonardo.

N�o sabe quem � sua filha, nem que espero um filho dele.

- Est� gr�vida, meu amor? - Sim, estou gr�vida.

Estou gr�vida, papai.

Eu te dou esta boa not�cia na v�spera do Natal.

Ser� av� pela terceira vez.

N�o deve se intrometer na minha vida, entendeu?

- Anna. - V� se acorda!

Outra vez?

N�o posso ficar aqui.

Al�?

J� estou indo.

Vou levar isto.

- N�o sei como o suporta. - � o papai.

- Feliz Natal. - Desculpe, feliz Natal.

Anna, pensa no menino.

- � um doce s�rvio, chama-se Palacinke. - N�o, estou cheia.

Era a sobremesa favorita do seu pai.

� doce,

mas � muito bom

Santificado seja vosso nome, venha a n�s o vosso reino...

seja feita vossa vontade...

Assim no c�u como na terra...

- Agora o presente. - Como? N�o devo abrir amanh�? - N�o.

Isto � uma coisa minha, uma surpresa.

� um fim de semana para dois, mas com uma condi��o.

Tem que ir com Eleonora.

Sua m�e.

Se voc� quiser.

Obrigada.

- E agora quem �? - Deixa que eu vou.

- Quem �? - � o Filip.

� Filip, um amigo meu.

- Oi. - Oi.

- Vou sair um pouco. - Est� bem.

Eu...

Feliz Natal.

- N�o vai abrir? - Sim.

Mas n�o aqui.

- Foi voc� quem parou a investiga��o? - N�o.

- Foi o seu colega, Piras. - Piras? Por qu�?

Eu imagino que ele tamb�m est�

preocupado com o comportamento de Anna.

Ele tamb�m � amigo de inf�ncia de Durante.

Natal dif�cil?

Cometi um erro com duas mulheres.

Uma eu deixei, a outra n�o posso ter.

Escolha voc�.

Senhor, aqui n�o pode fumar.

As regras s�o feitas para ignor�-las.

Desta vez n�o.

- E agora? O que fazemos? - N�o sei.

- Eu vou por aquele lado. - Por que finge que n�o entende?

Eu entendi muito bem, n�o sou idiota.

O que voc� entendeu?

Quem ser� o pr�ximo? Zagaria, por exemplo?

- Desculpe, o que quer dizer? - N�o sei, diga-me voc�.

Primeiro Cagliostro, depois eu.

Tem uma fraqueza por seus colegas?

V� se foder.

Stella. Stella.

Eu confiei em voc� uma vez e me ferrou.

E eu posso confiar em voc�?

Que desconfiada!

Voc� decidiu levar assim, em tom de brincadeira.

Digamos que � o �nico modo que conhe�o.

N�o tenho nenhum presente para voc�.

N�o importa.

Abra-o.

N�o gosta?

- Olha, � algo muito s�rio. - Eu sei.

Na verdade, tenho pensado muito a s�rio.

Isto � algo muito maior que minhas esquisitices.

Uma coisa t�o absurda que at� chamar isso de absurdo � pouco.

Mas se n�o acreditasse em voc� teria que pensar que est� louca

ou que � uma mentirosa.

Eu sei que n�o est� louca e que n�o � mentirosa.

Por isso acredito em voc�.

Se tem esse poder...

me ensinar� como funciona

e aprenderemos a conviver com isso.

Te amo.

Isto sim que � um presente de Natal.

Te amo.

Precisamos conversar.

O que voc� chamava de minhas extravag�ncias...

Tenho que explicar o que era.

Come�ou quando era pequena.

Ela tem raz�o, voc� � pat�tico.

Que nojo!

Piras, Piras. O que voc� �? A porra de um man�aco?

Isto...

Merda. � o Porto Vecchio...

Voc� estava l�.

Foi voc�? Filho da puta, voc� estava l�.

Voc� me matou, maldito filho da puta.

Todo ano quando chega o Natal...

As pessoas sentem a necessidade de estar pr�ximas.

De superar as defici�ncias.

Inclusive as que at� ent�o ach�vamos imposs�veis...

parecem diferentes.

� o momento do amor.

Da esperan�a.

Do pensamento e da reflex�o.

Muitas vezes � em momentos como este

que as coisas ocultas v�m � tona.

Hipocrisia.

Segredos.

Medo.

O tempo est� acabando.

O tempo n�o para.

Nem mesmo a morte.

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