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Original subtitles

WWW.MY-SUBS.CO

OAKSBURG, NOVA JERSEY

O que acha agora?

Acho que estão cometendo um grande erro.

Pode ser. Mas é isso que acontece quando nos metemos na vida dos outros.

Vamos logo com isso.

18 HORAS ANTES

Mais 4 dá 1.342.

Elliott.

Mil desculpas! Perdi a noção do tempo.

Sei como é.

Arrumou um cliente grande e se esqueceu do jantar com o namorado.

Que fofo! Obrigada.

Obrigada.

E, não Eu posso ir, sim.

Só preciso terminar esse contrato pra ele.

Não pode fazer isso de manhã?

Posso, mas acho que ele está me testando.

Ele disse que, dependendo de como for,

ele pode ter algo transformador para mim.

Transformador?

- Oi. - Olá.

Você pode parar um pouquinho.

Está tentando me distrair, e eu gostei.

Então isso é um "sim" ou um "sim"?

Só uma pausa bem pequenininha.

É o seu ou o meu?

- O meu. - Tem certeza?

- Não se preocupe. - É melhor você atender.

Qual é?

Falando em novos clientes exigentes

- Tudo bem, pode atender. Vai. - Tá.

Oi, Ivy.

Espera aí, o quê? Tem certeza?

Não, não faça nada até eu chegar aí.

Vou pegar o primeiro voo.

Acho que conheço uma pessoa que pode ajudar.

Tudo bem. Vou ver o que posso fazer.

O que houve?

- Reenie, e aí? - Oi.

- Ainda está na Costa Leste? - Estou.

Acampei um pouco na Virgínia.

Estou indo para o norte, ver aonde a noite me leva.

Será que ela pode levá-lo a Nova Jersey?

- O que tem lá? - Elliott está aqui.

Uma cliente dele precisa da sua ajuda.

Me diga os detalhes.

O filho de Ivy Hale, Matt, está desaparecido. Ele tem 23 anos.

Trabalha em Nova York, com investimentos em tecnologia.

Ela disse que ele foi almoçar e nunca mais voltou.

Saiu sem o carro, deixou o celular na mesa.

Faz quanto tempo?

Dois dias. Ivy está preocupada que algo tenha acontecido com ele.

E oferece uma recompensa de 50 mil dólares.

- Ouviu falar da Confeitaria da Ivy? - Parece familiar.

Parece que vi uma na última vez que estive em Connecticut. É essa loja?

Uma delas. É uma rede pequena.

- Que tipo de trabalho você faz por ela? - Ela é mãe solteira.

Começou o negócio para pagar contas, mas deu muito certo

e ela achou que dava para cuidar de tudo sozinha.

Mas ela se enrolou com a papelada, e a Receita foi ver as contas dela.

Está sendo investigada por sonegar imposto.

- Algo mais que eu deva saber sobre ela? - Que ela é bastante intensa.

Ela diz o que pensa e exige resultados.

Conheço o tipo.

Estou bem aqui, Colter. Obrigada.

Ela é uma mãe preocupada com o filho.

Pode falar com ela, ver o que você acha?

Estou a poucas horas de lá. Posso chegar logo pela manhã.

- Ótimo. - Obrigado.

CONFEITARIA IVY DESDE 1999

Você tem várias lojas dessas. São todas iguais?

Não, esta é única. Foi a primeira.

Exceto pelos logotipos e pela pintura às vezes renovada,

nunca mudei nada aqui dentro.

É para me lembrar de onde eu vim

e do que eu tive que fazer para chegar até aqui.

Me fale do seu filho, Matt.

O melhor filho que uma mãe poderia ter.

Se formou ano passado na Columbia, com honras.

Ele trabalha com análises em Wall Street, na Lambert-Fox Investments.

E quando notou o desaparecimento dele?

Quinta-feira.

Nós íamos jantar, como fazemos toda semana.

É o nosso lance.

Fazemos um macarrão, tomamos um vinho e colocamos o papo em dia.

Mas ele não apareceu, e eu logo soube que tinha algo errado.

Não se falaram antes ou depois disso?

Não. Eu liguei, mas nada.

No dia seguinte, fui ao escritório dele

e o gerente disse que ele simplesmente tinha ido embora antes do almoço.

Matty nunca sairia assim do trabalho.

Ele tem minha ética de trabalho, posso garantir.

Então fui ao apartamento dele, e ele não estava lá.

Mas posso garantir a você que Matty não ia desaparecer assim,

a menos que houvesse algo extremamente errado.

Casey, estamos em reunião.

Pode levar isso para os fundos?

- Desculpe, eu só - Vai lá. Estamos falando de negócios.

- É o cara que vai achar Matty? - É. Estou dando os detalhes a ele.

Antes de você ir, o que pode me dizer sobre o Matt?

É um bom garoto. Espero que nada ruim aconteça a ele.

- Ele só deve ter saído sem avisar. - Não é isso, Casey.

Desculpe, só estou sendo otimista. É só que, quando eu tinha idade dele

Matt não é assim.

Não tem que fazer uma entrega?

Desculpe pelo Casey.

Ele acha que pode cuidar dos negócios, mas nem faz as entregas a tempo.

Fazer o quê?

Você o mantém aqui por algum motivo, né?

Sim, ele é meu primo.

Quando o pai dele faleceu, arrumei um emprego para ele.

- Família. - É.

O que mais pode me dizer? Alguma pessoa nova na vida dele?

Nem me fale. Sim.

Está saindo com uma mulher. Nem sei o nome dela.

Ela pode estar envolvida no desaparecimento dele?

Não sei. Brigamos por causa disso.

Eu disse que ele merecia coisa melhor, que deveria parar com isso.

- Por quê? - Ela é casada.

Matty disse que ela vai se divorciar,

mas, até lá, para mim ela ainda é casada.

É.

Elliott me disse que você é muito bom em achar pessoas, que é o melhor.

- É verdade? - Sou muito bom no que faço.

Então quero você.

Matty merece isso, e não aceito "não" como resposta.

Por favor, encontre meu filho para mim.

Vou fazer tudo o que eu puder.

ADAPTAÇÃO | REVISÃO | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A NÓS? | loschulosteam@gmail.com

Casey, certo?

Não parece muito preocupado com Matt.

Só não estou me metendo, como mandaram.

É. Parece que a Ivy pode ser

uma chefe difícil.

- Pode-se dizer que sim. - Mas se importa com o filho.

O precioso Matty?

Matty é ótimo.

Mas?

A verdade é que Ivy e Matty tiveram uma briga feia na semana passada.

- Qual foi o motivo? - Ele se cansou dela.

Pediu para ela ficar longe e o deixar viver em paz.

E a garota nova?

Não é nada. Ele enfim vai ter a primeira relação com uma mulher,

e a Ivy está surtando.

Ele andava falando sobre uns novos amigos do trabalho.

Falou sobre viajar para algum lugar. Talvez tenha decidido ir.

Ele sai do trabalho, deixa o celular para trás

Eu faria isso. Ela mandou ele compartilhar a localização dele.

Isso o está irritando. Não pode mandá-la se afastar.

Ivy não sabe o que isso significa.

Ela o trata como se tivesse dez anos, e ele já é um adulto.

Acho que é só um "dane-se" para a mamãe.

É bem provável que volte em alguns dias.

Pode ser.

Tenho que fazer essa entrega ou a Ivy vai me dar outra bronca.

Se não se importa, o que eu disse fica entre nós.

- Não tem problema. - Boa.

- Posso ajudá-lo? - Pode ser.

Quero falar com alguém sobre Matt Hale.

Ele é um analista aqui, eu acho.

- O que você quer saber? - Ele desapareceu.

A mãe dele me contratou para encontrá-lo.

Se eu puder ver o escritório dele, eu ganharia o dia.

Bem, você já me fez ganhar o meu.

Vou chutar: 1,90m, tórax 94cm, cintura 78cm, ombros largos?

Seis anos na Nordstrom Rack. O pior trabalho de todos.

Nem posso imaginar.

Se eu pudesse dar uma olhada

Te dou cinco minutinhos. Vem comigo.

- Fique pertinho. - Obrigado.

O que exatamente está procurando?

Não tenho certeza.

Qualquer coisa que me diga aonde ele foi depois do trabalho.

A mãe disse que ele deixou aqui o celular e a chave do carro.

Eu guardei em um lugar seguro.

Alguma menção sobre faltar ao trabalho, sair com amigos, algo do tipo?

- Não faz o tipo do Matt. - Ele não largaria o trabalho?

Na verdade, não.

Muita gente brinca com essa coisa de "trabalho em home office",

mas ele não.

Não imagino ele ligando dizendo que está doente, nada assim.

Mas ele demorava muito no almoço.

- Saia com colegas de trabalho? - Não. Sempre ia sozinho.

Sozinho.

Posso ver o computador dele?

- Claro. - É?

- É. - Legal.

Está ajudando muito.

Imagino que tenha o login de administrador

dessa rede, certo?

- Tenho. - Pode me dar?

- Tudo bem. - Pode me ajudar?

- Sim. Dá licença. - Ótimo.

Prontinho.

Vou ver o histórico de busca, para tentar achá-lo.

Você a conhece?

Sim, já a vi uma ou duas vezes com o Matt.

Uma ou duas vezes, mas se lembra dela. Deve ter deixado uma boa impressão.

A aliança no dedo deixou.

Senti que os dois estavam de safadeza.

- Tipo um caso? - Acontece o tempo todo, não?

Pode acontecer.

Parece um ateliê, não?

Ela é uma artista.

Agora que mencionou, vi que ela também tinha unhas horríveis.

- Randy, está ocupado? - Não, cara.

Estou tentando arrumar este lugar

e criar um sistema para esses malditos cabos.

- Por que ele tem tantos cabos? - Bobby vai agradecer a você depois.

Do que precisa? Me diga.

Procuro um cara desaparecido. Pode estar saindo com uma mulher casada.

- Lucy Anderhausen. - Vai por mim.

Má jogada. Já fiz isso.

- Pode procurar para mim? - Já achei.

Lucy está casada há dois anos.

Parece que tem um apartamento onde mora com o marido.

Ela também é artista. Deve ter um ateliê,

um lugar onde ela e o Matt pudessem ficar longe do marido dela.

Estou procurando um ninho de amor, um esconderijo.

Achei.

Ela alugou um apartamento.

E parece que o nome do marido não está no contrato. Que escândalo!

Pode me mandar o endereço?

- Já mandei. - Obrigado, Randy.

Na hora exata. É para mim.

Seis, é o meu. Obrigado, amigo.

- De nada. - Beleza.

- Alô? - Entrega de comida.

Legal. Obrigado.

Lucy?

Você está aí? Procuro por Matt Hale.

Socorro!

Socorro!

Socorro!

Está tudo bem. Você está bem.

Não vou machucar você. Tudo bem.

Levaram ele. Levaram o Matt.

Vai ficar tudo bem.

Só me diga o que aconteceu, desde o começo.

Matt ligou.

Disse que precisava de carona, então fui buscá-lo.

- E como ele estava? - Agitado.

- Não me disse o que estava acontecendo. - Vocês voltaram aqui?

Eu ia tomar banho quando alguém bateu na porta.

Matt atendeu. Falou com uma mulher.

Ele a deixou entrar?

Saí para ver o que era,

aí um cara entrou correndo e derrubou o Matt.

Então a mulher apontou uma arma para o meu rosto e me amarrou.

Disse que ia atirar se eu tentasse fazer alguma coisa.

- Você a tinha visto antes? - Não.

Mas tinham sotaque. Talvez do Leste Europeu.

Matt parecia conhecê-los?

Não, eu acho que não.

A mulher olhou uma foto no celular e disse que Matt era o cara certo.

- Eles o pegaram e saíram. - "O cara certo."

- Podem ter sido contratados? - O que iam querer com Matt?

Seu marido pode ter descoberto que tinham um caso

e mandado alguém atrás dele.

Acho que não.

Meu marido e eu nos casamos muito jovens, rápido demais.

Percebemos na hora que foi um erro. Estamos separados.

Tá.

Acho que deve ligar para a polícia, contar o que aconteceu.

Acho que é melhor não.

Quando peguei Matt, ele disse que,

se algo acontecesse com ele, eu não chamasse a polícia.

Ele sempre teve dificuldade em confiar em policiais.

Tá.

Quando você pegou Matt, foi no trabalho?

- Foi lá que o pegou? - Não. Foi em um hotel.

Ele estava sem o celular.

Pediu a uma pessoa qualquer para deixá-lo ligar,

mas foi tudo o que ele disse.

Eu queria o nome desse hotel.

- Oi. - Olá. Vai fazer check-in?

Na verdade, queria que me ajudasse.

Procuro uma pessoa que se hospedou aqui há três dias.

Pode ter encontrado alguém. Você o reconhece?

Nunca o vi.

- Tem certeza? - Tenho certeza.

E não damos informações sobre hóspedes para estranhos.

Certo. Boa política. Obrigado mesmo assim.

De nada.

Um cara perguntou sobre o filho da Ivy Hale.

Está bem.

Onde?

APENAS FUNCIONÁRIOS

Aqui não é a piscina, né? Estou procurando a piscina.

Trabalham aqui? Tem piscina?

Tem bar na piscina?

O que temos aqui?

Pete. Não faça nada idiota, está bem?

Não ligo para seus negócios. Estou procurando um cara.

Está procurando no lugar errado. Pra trás.

- Para trás. Braços para cima. - Tá.

Estou procurando Matt Hale. Ele trabalha para vocês?

- Nem imagina onde você está, não é? - Estou começando a imaginar.

Ivy Hale me contratou para encontrar o filho dela.

- É só o que eu quero. - Trabalha para Ivy Hale?

Se Hale se meter no nosso negócio, vamos revidar.

Que tipo de negócio é?

Não são bolinhos, se é o que está pensando.

Estou começando a entender. Prestem atenção.

É sério: Sejam quais forem os problemas que tiverem com a Ivy, não ligo.

Não dou a mínima. Beleza?

Só estou interessado em achar o Matt.

- Temos que ligar para o velho. - Ele vai ficar puto.

- Vai ficar puto se não ligarmos. - É.

Tem razão.

Não vou me mexer.

Chefe, temos um problema. Fomos seguidos.

Está bem.

O chefe está vindo.

- Vamos levá-lo lá para trás. - Vamos lá. Anda logo.

Vamos lá.

Colter Shaw?

E você é?

Não quero desrespeitá-lo. Não sou daqui.

- Rick Lindo. - E você é concorrente da Ivy?

Acho que não no ramo de bolos.

Não. Faço os melhores scones

e os melhores cookies preto e brancos de toda a Nova Jersey.

Meu pessoal me disse que você acha que eu raptei Matt Hale.

Eu não disse isso.

- Eu o rastreei até aqui. - Rastreou? Como?

Descobri que ele ia encontrar alguém.

- Ele obviamente está mentindo. - Não estou.

Depois da reunião aqui, ele foi seguido.

- Ele foi sequestrado. - Certo.

E espera que eu acredite que aceitou um trabalho dessa mulher,

mas você nem imagina o que ela faz?

Achei que fosse uma empresária.

Ela é uma empresária, de fato.

E muito boa.

Ela recebe comissão de todas as quadrilhas do leste de Nova Jersey.

E não molha só as próprias mãos lavando bandejas de biscoito.

Sua chefe tem molhado a mão da maioria dos políticos.

Ela não é minha chefe.

Você diz que não sabe o que houve com Matt, e eu acredito.

Tudo bem? Vou seguir em frente. Não temos problema nenhum.

Ele viu alguma coisa?

Sim, a sala dos fundos. Ele viu tudo.

Agora eu tenho um problema.

Não sei se acredito em você,

mas só sei que você viu demais.

Tudo bem, livrem-se dele.

Vamos lá.

Venha.

Por aqui.

Está pensando em correr?

Estou pensando em acabar com vocês.

Por que não abaixam as armas e lutam de um modo justo?

Que engraçado.

Talvez na próxima vida.

- Chega. Vamos fazer nosso trabalho. - Não é necessário.

Não me importo com vocês. Não ligo para a Ivy.

Só estou interessado no Matt.

Acha que ligo? É tudo igual.

- Matt também é corrupto? - Ele é um Hale, então é.

Você disse que Matty sumiu, eu digo que isso é bom.

Um Hale a menos no mundo.

Matty não é um cara mau.

- Ele é diferente. Não é como nós. - Você o conhece?

Há muito tempo. Um bom garoto. Não é como a mãe.

Cala a boca, Vargas.

Ninguém se importa.

Fique de joelhos.

Não?

Alguém levou o Matt.

Ele está encrencado, e eu posso salvá-lo.

Só preciso de uma chance.

O que acha agora?

Acho que estão cometendo um grande erro.

Pode ser. Mas é isso que acontece

quando nos metemos na vida dos outros.

Vamos logo com isso.

Ei! Solte ele.

Vamos, atire nele!

Já chega.

Eu disse que ia acabar com você.

Vamos lá, apague esse imbecil.

Se você fosse fazer isso, já teria feito.

Quer que eu encontre o Matt?

Vamos, o que está esperando? Mate ele!

Sempre odiei esse cara.

- Achei que tivessem um código. - Pete não tinha código nem honra.

Era um psicopata que se excitava matando pessoas.

E o seu chefe?

Pete está nos roubando há um tempo.

Ele sabe que estávamos desconfiados. Não sentirão falta do Pete.

Trabalhar com merdas só dá merda.

E se ele não acreditar?

Aí vou culpar você. Foi bom conhecê-lo.

Foi você, não foi? Que encontrou o Matt no hotel?

Sim.

- Você e Matt são próximos? - Éramos. Melhores amigos na infância.

O sobrenome dele era Hale, meu pai trabalhava no território do Lindo.

Quando crescemos, acabou.

- Matt também está no ramo? - De jeito nenhum.

Não o Matty. Ele era um gênio dos números.

Quando ele tinha 12 anos, fez um programa de computador

que escolhia os pontos de entrega, e era melhor 98% do tempo.

Ivy bateu nele por isso.

Foi a última vez que Matty fez algo suspeito.

- Ela não o deixava atuar nos negócios. - Então por que foi vê-lo?

Acha que poupei você porque sou um bom samaritano?

Tem algo estranho acontecendo.

Não sei se você descobriu ou não,

mas há três dias recebi mensagem de um telefone pré-pago.

Disse que era o Matt, pedindo para me encontrar no hotel.

Achei que ele podia estar entrando nos negócios da Ivy,

ou que houvesse algo estranho acontecendo e eu estava por fora.

- E havia? - Não. Ele não enviou a mensagem.

E recebeu a mesma mensagem de um pré-pago alegando ser eu.

Seja quem for, queria que fossem vistos juntos.

Então, quando percebemos que estávamos sendo sacaneados,

mandei ele sair do hotel antes que Pete ou alguém nos visse.

Matt foi levado por europeus.

Acha que chamaram bandidos europeus para começar uma guerra contra nós?

Não é minha especialidade, mas parece que alguém

quer ver os Lindos e os Hales entrarem em conflito.

Você precisa achar Matty antes que piore.

Se a Ivy achar que o pegamos, vai ser ruim.

- Pode perguntar por aí? - Claro.

Me ligue se tiver problemas.

- Me dá uma carona? - Ligue para um amigo.

Se nos virem juntos, estamos mortos.

Espero que ache o Matty.

E lembre-se: Não conheço você, não sei o que aconteceu com o Pete.

Esses jogos de buscar palavras são muito fáceis.

Por que não tenta algo mais desafiador?

- Tipo palavras cruzadas. - Do que está falando?

Você mal sabe ler inglês.

RECEBENDO CHAMADA

Alô? Sim.

Entendido.

É hora do próximo passo.

Não.

Diga "xis".

- Reenie. Precisamos conversar. - É claro que sim.

Acabei de falar com o Colter.

Ele disse que quase foi morto por causa desse trabalho.

- O quê? Ele está bem? - Sim, eu acho.

Ele se envolveu com uma família de criminosos rivais.

Por isso não conseguimos achá-lo.

No que você estava pensando?

- Reenie, eu nem imaginava. - É mesmo?

Porque eu investiguei a Ivy,

e ela não é só uma pobre empresária idosa

- que errou na declaração de imposto. - Eu sei.

- Acabei de saber disso. - Ela comanda uma organização criminosa.

Foi o que vim dizer agora.

Falei com meus contatos na Polícia Federal

para saber se foram atrás do Matt por causa da sonegação de impostos.

- O que disseram? - Matt está limpo.

Mas Ivy é investigada por roubo de dados, fraude com criptomoedas e chantagem.

Estão atrás dela há anos.

- E você nem imaginava? - Não imaginava.

Eu teria contado, e nunca colocaria o Colter em perigo.

Você trabalhou para essa mesma firma.

Sabe como é.

Se um sócio sênior coloca você em uma conta grande,

você não foge dela.

Só pra constar, sobre a questão tributária que estou tentando ajudá-la a resolver,

ela alega que quer tudo regularizado.

Bom para ela, eu acho.

Não sei como isso vai ajudar o filho dela.

Não.

Explique para mim: Por que ela ligou pra você sobre o Matt?

Porque sou o advogado que menos a conhece.

Sou o único que não presumiria que era algo mais

do que o desaparecimento do filho.

- Está bem. - Tá.

Vamos, Colter está esperando. Ele precisa que levemos a picape dele.

Espera. Não quero que ele me bata.

Pode ser que bata, se eu não bater primeiro.

Oi, Colter. Vi suas chamadas perdidas.

- Foi um dia agitado. - Aposto que sim.

- Soube de sua outra carreira. - Foi?

Mas que pena.

Depende do que faremos agora.

- Hora de jogar cartas. - Isso mesmo.

Se quer que eu peça desculpas, não vai rolar.

Só preciso que seja honesta comigo.

Quero achar seu filho. Preciso fazer meu trabalho.

Tentou do seu jeito. Considere o trabalho cancelado.

Os Lindos me ligaram. Estão com ele.

Vai me custar caro, mas farei o que precisa ser feito.

- Os Lindos não levaram seu filho. - Você está errado.

Arrancaram o dente dele.

Me mandaram uma foto para confirmar que era do Matt.

Me esforcei muito para protegê-lo, mantê-lo longe de tudo isso.

Não vou deixar que façam nada para machucá-lo.

Escute. Quem quer que o levou

está tentando começar uma guerra entre você e seus rivais.

- Estão usando Matt como isca. - É, foram os Lindos.

Eu mesma cuido disso a partir daqui.

- Agradeço por não se meter. - Como vai cuidar disso?

Estou indo para a estação North End.

- Vou fazer a troca, e isso estará acabado. - Não vai acabar.

- Ivy, este é o começo. - Você é um cara legal, Colter.

Matty iria gostar de você.

Ivy?

Colter, eu sinto muito. Não sabia mais sobre a Ivy que você.

- E o Elliott? - Ele é advogado dela.

- É isso. Por problemas fiscais. - Os olhos não veem e o coração não sente?

Esse tipo de coisa?

Geralmente é a melhor política no nosso trabalho. Sim.

A firma contratou ele para acertar a contabilidade dela,

ajudá-la a seguir em frente.

- É. - Oi.

- Desculpe. Estou feliz que esteja bem. - Não temos tempo pra isso.

Haverá uma guerra de criminosos se não encontrarmos o Matt.

Quê? Do que está falando?

Alguém alegando ser da organização Lindo

mandou um bilhete de resgate para Ivy.

Ela vai se encontrar com ele agora. Vão matá-la, e depois o Matt.

Acha que quem levou o Matt está tentando

atrair Ivy para uma armadilha? Quer tomar o controle dos negócios dela?

Nem imagina quem seja?

- Acha que Ivy queria regularizar tudo? - Foi o que ela disse.

Disse que queria superar os problemas fiscais.

Acho que foi o primeiro passo.

Limpar a contabilidade da confeitaria

e regularizar as atividades ilegítimas.

- Essa é a ideia? - Exatamente.

Ela e a firma tinham grandes planos,

e eu sou o advogado que poderia legitimar a operação dela.

Pessoal, precisamos chamar a polícia.

Não temos tempo para a polícia.

Quem armou para a Ivy?

Vou descobrir.

- É o Randy. - Oi.

Estou indo para a estação North End.

Sim, estou vendo. Estou com o mapa da rede de metrô.

Parece que está em construção.

- Tem algo acontecendo? - Uma entrega.

Dinheiro pelo cara desaparecido, mas acho que é uma armação.

- Só querem pegar a Ivy sozinha. - Não é nada bom. Como eu ajudo?

Matt recebeu uma mensagem de texto sobre uma reunião no dia em ele que sumiu.

Provavelmente de um pré-pago. Pode acessá-lo?

Me dê um segundo.

O telefone do Matt. Peguei o número pré-pago.

Colocando os dois no sistema.

O mesmo telefone fez uma ligação há algumas horas, certo?

Sim.

Achei. É o mesmo celular. O que está pensando?

Acho que a ligação foi feita para os sequestradores contratados.

Se alguém atendeu do outro lado, dará a localização da torre.

É.

Certo, consegui. Tenho a localização.

É uma fábrica de maquinário abandonada.

Está vazia há anos. Estou enviando agora.

Mas fica a quilômetros da estação.

Acho que é onde o Matt está.

Não pode pegar os dois. Não pode ir a dois lugares ao mesmo tempo.

Não posso.

Colter.

Olá?

Olá?

Trouxe o que pediram.

Oi?

Eu não queria que acabasse assim.

Casey?

Foi você?

- Por quê? - Qual é!

Você mesma disse. Está regularizando a contabilidade.

Quer legalizar tudo, e então vai me deixar de fora.

Sabe que sempre vou cuidar de você.

Pare com isso. Eu fui leal a você.

Te dei anos da minha vida. Pronto para fazer mais.

Tomar as rédeas algum dia. E o que recebo em troca?

Fico me ferrando entregando biscoitos.

Você sabia que eu queria os negócios.

E eu mereço. Mas você sempre me subestimou.

Será a última vez que vai acontecer.

Eu queria o melhor para você.

Desculpe. Devia ter valorizado mais você.

- Podemos dar um jeito. - Não minta para mim.

Você nunca me respeitou. Se meu pai não tivesse morrido,

teríamos cuidado dos negócios, controlado Nova Jersey.

Isso deveria ser meu. Eu mereço.

Escute, a Confeitaria da Ivy vai atuar segundo a lei.

Você pode ser meu sócio. Será uma vida melhor para você.

Acha que quero assar bolos

e criar promoções de biscoitos pelo resto da vida?

Não, esse não sou eu. Este aqui, sim.

Agora coloque a arma na mala.

Mandei colocar na mala.

Jogue para cá.

Pegue, então.

Fique com os negócios sujos, faça o que quiser com eles.

Pode até me matar.

Mas deixe Matty ir embora.

Não posso fazer isso.

Virou meio que um pacote, me livrar de vocês dois.

Mas posso começar com você.

Coloque as mãos onde eu possa vê-las.

Ei! Espere aqui.

Você não entende.

Se eu não voltar ao local marcado até a meia-noite, Matt morre.

Já dei a ordem para matá-lo.

Não se meu contato tiver algo a ver com isso.

Escute, você cometeu um erro.

Podemos acabar com isso hoje.

Não faça isso.

Não vai querer fazer isso.

Chegou a hora.

Matty, você está bem?

- Vargas. - Tudo bem, amigão. Salvei você.

Está tudo bem.

O que houve? Você pegou o Casey?

- Ele está morto. - E o Matty?

- Cadê meu filho? - Está bem. Recebi uma mensagem.

- Nós o pegamos. Está bem. - Obrigada.

E quanto a mim? Vai chamar a polícia?

Não sei.

Você envolveu o Matt nisso. Ele não merecia.

Você tem razão.

Tentei protegê-lo disso tudo, mas falhei.

E é por isso que quero legalizar tudo.

Estou tentando consertar as coisas.

Quantas chances uma mãe tem de consertar as coisas? Qual é o número?

Não sei.

Espero que até acertar.

Eu queria mais uma chance.

Então é melhor você sair daqui antes que a polícia apareça.

Vão fazer perguntas. Vai ser uma bagunça. Só

Se precisar de algo, é só me ligar.

Talvez uns bolinhos?

Estou dizendo que devo um favor a você.

Acho que não vou precisar de favores seus.

Todos dizem isso.

Até que eles precisem.

Isso é gostoso e aconchegante.

Da Ivy. Os 50 mil.

Quais é a chance de este dinheiro ser legal?

- Nem imagino. Vale a mesma coisa. - É. Vou doar para caridade.

- Você que sabe. - E o Elliott?

Está trabalhando. A firma dele tem escritório em Nova York,

mas ele vai me levar a três escape rooms

no fim de semana para compensar.

- Três? - Sou muito boa nisso.

- Você deveria ir. - Parece um inferno.

Então esquece, você não foi convidado.

Aliás, o Elliott lamenta muito ter envolvido você nisso.

Sinceramente, ele nem imaginava no que estava metendo você.

É mesmo?

Qual é, Colter?

Nunca aceitou trabalho de um cliente que não conhecia bem?

As coisas são assim, acho.

Acredite, estou trabalhando para um novo cliente

e vou dizer uma coisa: ele está me deixando exausta.

Ele é exigente, e não exatamente honesto.

Ele tem muito dinheiro.

Por que fazer isso?

- Porque este é o trabalho. - É.

Por isso gosto de simplificar as coisas.

Sério? Tá.

Há algumas palavras que me vêm à mente quando penso em Colter Shaw,

e "simplificar" não é uma delas.

Não. É justo.

- Só tome cuidado, tá? - Você me conhece.

Sim, conheço. Por isso estou dizendo.

Então, vai me dar uma cerveja

ou me deixar aqui vendo você beber tudo?

- Desculpe, onde estão meus modos? - É.

- Saúde. - Saúde.

O RASTREADOR

Legenda Flávio Silveira

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