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Sou a professora da turma, então teremos de…
Sim, eu percebo. É que…
A Le está com o avô, por isso, se tiver de ser hoje, vai ele.
Também convidei o psicólogo da escola.
O psicólogo da escola? Porquê? Não foi só uma quezília de amigas?
É isso que tentamos esclarecer.
O grupo de raparigas também vai.
- Sim. - Seria melhor se também pudesse ir.
- Claro. Com todo o gosto. - Ótimo. Até logo.
Veio ver o apartamento?
Vi no outro dia. Foi recentemente decorado.
Está a bater à porta errada.
Sabe se o Hess está em casa?
Não faço ideia. Mas entre. Ele nunca tranca a porta.
Está bem.
Diz que não tem nada que valha a pena roubar, mas…
Que raio é isto?
O que se passa?
Acabou de pintar tudo.
Mas o Nehru disse que precisava da segunda demão, certo?
Pai, vamos jogar Monopólio.
Vamos, querido.
- Olá. - Olá.
Como estás?
Não atendes o telefone nem vais a reuniões.
Não. O que disseram?
As análises forenses não revelaram nada.
A informática ainda não descobriu o endereço IP das denúncias anónimas.
E também não consegue ver quem enviou a SMS com o vídeo de sexo.
- Há vestígios na casa de campo? - Nada.
O assassino deve ter-nos visto.
E sabia que a Kvium às vezes ia para aquela casa de campo.
Então, a única pista do boneco de castanhas que encontrámos
é a impressão da filha da Rosa Hartung.
Sim, temos de falar com ela.
- Com a Rosa Hartung? - Sim.
Tudo gira à volta dela. Sempre girou.
Não nos vão deixar interrogá-la.
Olha para isto. Este. O vídeo que acabei de descobrir. Olha.
Agora não. O Nylander quer falar do Ricks.
O vídeo da polícia de onde a Kristine desapareceu há um ano.
Olha.
Ao lado da mochila dela.
Um boneco.
Temos de voltar a pressionar o Nylander.
Sim.
UMA SÉRIE NETFLIX
O HOMEM DAS CASTANHAS
O Ricks tinha 22 anos de experiência
e fazia parte da esquadra
tanto quanto a base sobre a qual foi construída.
Fomos todos afetados pela perda do Martin e por todo o caso.
Mas devemos-lhe a ele, às vítimas e às suas famílias
encontrar e deter o assassino ou assassinos.
Façamos um minuto de silêncio
para honrar o nosso colega
e amigo…
Martin Ricks.
Quatro vítimas, incluindo um dos nossos.
Tanto quanto sei, a ministra pode ser a seguir.
Os PET atribuíram-lhe guarda-costas. Todas as precauções…
E a presença do marido na TV… A imprensa está a comer-nos vivos.
O Ministro da Justiça pressiona-me devido às impressões.
- Na teoria, podem durar para sempre. - Só podes estar a gozar.
Olha lá! Larga-o.
- Para! Jansen! - O que se passa?
- Jansen, para com isso. - A culpa é vossa.
O Ricks morreu devido às vossas grandes ideias!
Para com isso!
Eu pedi para avançar.
Se queres culpar alguém, culpa-me a mim. Calma!
Vai para casa e faz uma pausa.
Sim.
- Nylander. - Sim. Espera.
Não fiquem aí parados. Vá lá. Temos um caso para resolver.
Eu sei o que vocês querem.
Podem interrogar a Rosa Hartung.
Falei com o ministério. Estão à vossa espera.
Tenham consciência de que ela recebeu ameaças.
Lamento, queriam manter segredo.
Tragam os relatórios dos PET.
A história do Steen está espalhada pelas redes sociais.
Recebi uma chamada do conselheiro da primeira-ministra.
Recomendam um comunicado de imprensa
em que expressas a tua confiança na resolução do caso pela polícia.
Mas o Steen tem razão.
Agora, há incerteza quanto ao caso.
Temos de acabar com a especulação dos média
para evitar aumentar a pressão sobre o governo e o Ministério da Justiça.
- A polícia está aqui. - Rosa…
Queres voltar às negociações, certo?
Não posso decidir isso agora.
Deixa-me falar primeiro com a polícia.
Aqui estão as três mulheres:
Laura Kjær, Anne Sejer-Lassen e Jessie Kvium.
Reconheço-as dos média, mas nunca as conheci.
As três foram denunciadas anonimamente pelo assassino às autoridades locais
por negligenciarem ou abusarem dos seus filhos.
Apesar das denúncias, os abusos não foram identificados pelas autoridades.
É a Ministra dos Ass. Sociais, e com a impressão da Kristine,
acreditamos que o assassino a tem como principal alvo.
Ele acha que tenho culpa?
Talvez.
E pode ser o mesmo homem por trás das ameaças que recebeu.
Sabe quem a poderia chamar de "homicida"?
Os PET já me perguntaram isso, mas não faço ideia.
Pense bem, por favor.
Houve algum conflito ou problema em que alguém se quisesse vingar?
Não, não faço ideia. Não tenho inimigos pessoais,
mas recomendei que mais crianças fossem retiradas
em casos de abuso, logo, sim, talvez alguns pais se sintam traídos.
Consegue pensar em casos específicos?
Não. Não costumo pensar assim.
As crianças vêm sempre primeiro.
Como sabem, estive em lares de acolhimento por um tempo.
- Sei do que falo. - Conte mais.
Sou adotada. Filha única.
Não conheço os meus pais biológicos.
Os meus pais adotivos morreram, mas tive uma boa infância.
Os bonecos de castanhas têm de significar algo.
Consegue pensar numa razão para a confrontarem com eles?
Só o que já sabem. A Kristine fazia aqueles bonecos…
Não tem nada que ver com isso. Deve ser outra coisa.
É… É um cartão de visita estranho.
Parece que alguém a conhece e quer dizer-lhe algo.
Pense de novo.
Talvez no início da sua vida…
Quando era mais nova ou…
E quando a Kristine desapareceu há um ano?
Não.
Não sei o que possa ser.
Obrigada.
- Significa que estão encalhados? - Não, voltaremos.
Mas gostaríamos de ver os casos de afastamento do seu tempo no ministério.
Claro.
Também tenho algumas perguntas.
Há alguma hipótese de ela estar viva?
A Kristine?
Não, desculpe.
Mas entendemos
porque é que o seu marido deu a entrevista e disse o que disse.
Mas as impressões…
Três vezes parece…
Se o assassino a quer magoar,
a derradeira dor é dar esperanças a si e ao seu marido.
Mas não têm a certeza absoluta?
Pode haver uma hipótese?
Ligue se se lembrar de algo.
Obrigada.
São os últimos casos de afastamento que imprimimos.
Vão enviar mais do ministério.
Procura casos de raiva extrema contra o sistema ou a ministra.
- Sim. - Ótimo.
Estes casos são a nossa melhor hipótese.
Tenho de ir a uma reunião na escola, mas volto daqui a uma hora.
O boneco no vídeo deve significar que o agressor da Kristine é o mesmo tipo…
A…
A Rosa tem de ser a ligação.
Sim, mas não podemos provar que os homicídios estão ligados à Kristine.
Posso voltar a ver o vídeo?
- Claro. - Qual é o timecode?
01:28.
É parecido aos outros.
Ela pode tê-lo feito e caiu da mochila?
Anda cá.
Vês o que eu vejo?
De novo. Reproduz. Retrocede.
Genz, tens um momento?
Não, o Nylander está sempre em cima de mim.
Reproduz isto e vê o fim. Timecode 02:48.
Ótimo. Façam todos uma pausa.
Se avançarmos para o timecode…
Sim.
- 02:48. - Sim.
O quê?
- Não é o Linus Bekker? - Exatamente.
Sabes quando é que o vídeo foi gravado?
- Está registado? - Sim.
Segundo o relatório, a casa de Bekker foi revistada após uma dica.
- Sim. - Sim.
A chamada foi feita de um telemóvel com um cartão SIM não registado.
- Sim. - Descobriram mais coisas?
Não. Estávamos ocupados com o machete e as inclinações perversas de Bekker.
Ele invadiu os ficheiros da polícia para ver fotos de cadáveres.
Mas não confessou até o Jansen o confrontar com o machete.
Sim, acho que sim.
Às 18h07,
o Bekker estava ali.
Às 18h07.
O que diz?
É à mesma hora.
A hora em que o Bekker disse que estava a conduzir com o corpo para norte.
Não quero estragar a teoria,
mas o Bekker pode tê-la matado antes ou depois disto.
Porquê confessar um homicídio que não cometeu?
Vamos perguntar-lhe isso.
- Sim. - Acham que o Nylander vos deixa?
A Liv está a ver os casos de afastamento e vai ter comigo a casa,
depois da reunião do abrigo das mulheres, para os revermos juntas.
Mas tens uma reunião de negociações no Ministério das Finanças.
Sim, cancelei.
Li o rascunho do comunicado de imprensa. Não vamos divulgá-lo.
Concordo com o Steen.
Também gosto dele, mas para um estranho, ele está a agir como um louco.
Se o apoiares, como teu conselheiro e amigo, devo dizer
que corres o risco de seres despedida.
Nada importa mais do que a minha filha.
Obrigada.
- Olha por ela. - Sim, claro.
Espere um pouco. Esqueci-me do portátil, mas a Liv vai trazê-lo.
- Tudo bem. - Obrigada.
Bem, acho que é melhor…
O pai também está à espera, vamos.
Não te importas, querido? Tivemos um belo dia, obrigada.
Adeus, Tobias. Até logo.
Sim?
Há muito a acontecer com a polícia e os guarda-costas. Vamos esperar.
Ela não esperou.
Ela não nos deu hipótese. Porque lhe damos uma?
Faz o que combinámos.
Que tal este do ano passado?
Desliza para baixo.
Não, não é… E esse?
- Olá. - Olá.
- Os jornalistas ainda estão lá fora? - Não.
Mas estavam na escola, receio.
A culpa é vossa! Começaram tudo de novo.
Já expliquei porque o fazemos.
Mas ele tem dificuldade em acreditar.
Vou para o escritório. O telefone está sempre a tocar.
Recebi 100 e-mails de pessoas que viram a entrevista.
Que estás a fazer?
A polícia pediu os casos de afastamento
do meu tempo como ministra, então estamos a revê-los.
Rosa, lembras-te daquele caso horrível sobre… Ela era médica?
Retiraram-lhe um filho e foi à imprensa.
Ela era enfermeira.
As alegações dela contra as autoridades eram muito graves.
Sim, estou a tentar encontrar o ficheiro. Não me lembro do nome dela.
Foi depois da tua viagem a Bruxelas.
Podes recuar dois anos, por favor?
Era inverno. Talvez em janeiro ou fevereiro.
Para. Vê aquele.
Jansen, porque não vais para casa?
Viram o Hess ou a Thulin?
Não. O que foi?
É a assistente pessoal da Rosa Hartung.
Lembraram-se de um caso específico.
Eu falo com ela.
Obrigado.
Detetive Tim Jansen.
Não sei deles. Talvez possa ajudar?
Diz-lhe que lamento não poder ir.
Pediram uma reunião de pais e professores. Sou avô.
- Sim. - A Le quer falar contigo.
- Olá, querida. - Mãe, preciso de ti aqui.
Desculpa, mas não posso ir.
O avô está contigo e vocês podem resolver isso, certo?
Tenho saudades tuas, mãe.
- Querida… - Sou eu.
A reunião vai começar.
Thulin, somos agora!
- Olá, sou o doutor Weiland. - Hess.
Olá.
- Sigam-me, por favor. - Obrigado.
Os pacientes não têm acesso a notícias ou informações sobre casos de homicídio.
Se querem falar com o Linus Bekker, só podem discutir o caso dele.
- Percebem? - Sim.
Não sei onde está o corpo dela.
- Só me lembro do que disse. - Não é por isso que estamos aqui.
Gostaríamos de saber mais sobre os arquivos de fotos que invadiu.
Os ficheiros da polícia de cadáveres em cenas de crime.
Pode falar disso?
Eu sabia que era ilegal.
Mas, no início, acreditava que me estavam a ajudar.
As fotos.
Mas só me fizeram pensar numa coisa.
Do que se lembra do dia com a Kristine?
Lembro-me de que…
Precisava de ar fresco.
- Fui dar uma volta de carro. - No dia do homicídio?
Lembra-se do que aconteceu depois?
Só flashbacks. A minha medicação fez-me desmaiar.
Mas lembra-se de seguir a Kristine Hartung?
Nem por isso.
Mas lembro-me do lugar e da bicicleta dela.
Mas se não se lembra dela,
como sabemos que a atacou e matou?
Foi o que eles disseram.
Também me ajudaram a lembrar outras coisas.
Quem? A polícia?
- Sim. - Sim?
Eles encontraram terra nos meus sapatos e sangue no machete que usei.
Isso são provas. Isso não nos interessa.
Interessa-nos saber se…
No início, disse que não o fez.
- Lembra-se? - Sim.
Porque disse isso?
Os…
Os médicos disseram que a minha doença funciona assim.
Altero a realidade e os factos.
Linus.
Estava particularmente próximo de alguém durante esse tempo?
Alguém que conhecera por coincidência?
Alguém em quem confiava? Talvez online?
Acho que não sei o que vocês querem.
Gostava de voltar para o meu quarto.
- Calma. - Não fique nervoso, Linus.
- Não fique nervoso. - Sente-se.
Estamos quase.
Se nos ajudar…
Se pensar bem…
… podemos descobrir o que aconteceu à Kristine Hartung.
- Acha? - Sim.
O Linus disse que conduziu para norte com o corpo da Kristine.
Mas isso não está correto. O Linus está aqui.
Olhe. É o Linus aqui mesmo.
Na altura em que ela desapareceu.
Acho que ouviu falar da Kristine nas notícias
e foi ao local porque gosta destas coisas. Certo?
Linus?
Porque não perguntam o que querem mesmo saber?
Como assim?
Porque confessei um crime que não cometi?
- Porque confessou? - Vá lá…
- Porque confessou? - Não percebem?
O que não percebem? Sei porque estão aqui.
Porque estamos aqui?
Homem das Castanhas
Vem para dentro
Como sabe disso?
Tal como vocês, não sabia de nada.
Depois encontraram o machete com sangue na minha garagem.
E percebi que fazia parte do plano dele.
- Sou um escolhido. - Quem o escolheu, então?
Onde põe ele as castanhas?
Ele faz bonecos de castanhas? Alguns deles têm asas?
Onde está a Kristine?
- O que é que ele lhe fez? - Não importa.
Onde está ela?
Ela divertiu-se muito com ele. Prometo-lhe isso.
Onde está ela?
- Hess! - Diga-me onde ela está!
Diga-me onde ela está!
Ele atacou-me. O polícia atacou-me.
Desculpa.
Fui longe demais.
O Nylander ligou sem parar. Algo deve ter acontecido.
Como é que o Bekker sabe quem é o assassino?
O Bekker invadiu os ficheiros da polícia de fotos de cenas de crime.
Sim.
E se ele viu algo nos ficheiros que reconheceu do caso da Kristine?
Vou ligar já ao Genz.
Olá. O que disse o Bekker?
Conto mais tarde. Precisamos das fotos que o Bekker encontrou nos ficheiros
e uma lista dos crimes em que estava especialmente interessado.
Vais ter de ser tu a ligar à informática.
Estou a caminho de um local que o Jansen acabou de reportar.
- O Jansen? - Sim.
- Não te ligou? - Não.
Recebemos uma dica da assistente da Rosa Hartung.
Acham ter encontrado os assassinos.
- Onde está o Jansen? - No edifício à entrada.
Obrigada.
Recebemos uma dica da assistente da Rosa Hartung.
Sobre uma mulher cujo filho lhe foi retirado por negligência.
É uma fundição antiga e o porteiro vivia aqui.
A inquilina é Benedikte Skans.
Enfermeira de 28 anos.
Teve psicose pós-parto e as autoridades retiraram-lhe o filho.
Pouco depois, o filho morreu de infeção pulmonar.
Ela foi enviada para uma ala psiquiátrica, libertada esta primavera
e reintegrada no seu emprego como enfermeira.
Vivia aqui com o namorado.
Como podem ver, eles não se esqueceram do que aconteceu.
Acho que a Skans e o namorado fizeram isto juntos.
- Onde estão agora? - A Skans saiu do hospital às 14 horas.
Não a viram desde então.
- Que ala? - Pediatria.
- Quem é o namorado? - Vamos descobrir.
Não são casados, por isso o caso está em nome dela.
Jansen, achamos que são eles?
Assediaram a Hartung, mataram as mulheres e o Ricks?
- Acho que são eles. - Não podemos ter a certeza.
Ela era enfermeira numa ala, o que a põe em contacto com pelo menos duas vítimas.
Nylander.
Temos de os interrogar, mas…
Não será fácil encontrá-los agora que todos sabem que os procuramos.
Está bem.
- Alguma informação sobre o namorado? - Mas que raio?
Um médico ligou da ala psiquiátrica.
Diz que interrogaram o Bekker sem o meu conhecimento.
Agarraste-o, Hess. Os guardas tiveram de vos separar.
Que raio se passa?
Diz-me!
Sim, é ela.
O que acham que ela fez?
Algum contacto? Ela contactou-a ou ameaçou-a?
Não, mas vocês encontraram algo que indique…
Liv, o que é?
Engells?
A polícia descobriu quem é o namorado da enfermeira.
- Olá, querida. Pensei… - Onde está o Gustav?
Não foi com o motorista, certo?
Foi. Partiram para o ténis há dez minutos.
Não podia ir de bicicleta…
Rosa? O que foi?
- Rosa? Amor? - Tens de o encontrar.
A polícia diz que o meu motorista é namorado da enfermeira.
Onde estás?
Chego dentro de dois minutos. Vejo a localização dele no telemóvel.
Estás a vê-lo?
Gustav?
Gustav?
Consegues ouvir-me, Steen? Steen?
Gustav!
Gustav!
Gustav?
Gustav!
Testemunhas viram uma carrinha cinzenta a sair do local.
Temos de emitir um alerta.
Encontraram o carro da ministra.
Vamos começar por entrevistar as famílias e os empregadores.
O Nylander coordenará com os PET.
Tenho de atender.
- Olá, Aksel. Como foi a reunião? - Não correu muito bem.
- Devias ter estado lá. - Como assim?
Ela foi abaixo.
Não posso falar disso agora. Acho que ela não está a dormir.
Vem ter connosco antes da escola amanhã e falamos.
Pronto. Adeus.
TERÇA, 20 DE OUTUBRO
Está bem, então ele não mencionou algum sítio que visitava ou ia?
Talvez com amigos ou família?
Não. Já me perguntou isso. Ele é novo. Não sabia que ele tinha namorada.
Lamento repetirmos as perguntas,
mas procuramos alguma pista. Todos os pormenores contam.
Algo que o seu motorista tenha dito
ou qualquer pormenor que tenha reparado nele.
- Tudo o que nos possa ajudar… - A Rosa já respondeu!
Sim.
Como puderam deixar isto acontecer?
Não investigam as pessoas?
- Nós não… - E se também levaram a Kristine?
E se também o fizeram?
Ainda não sabemos se é o caso.
Mas é importante ter em mente que sabemos quem são.
Sabemos quem são.
O filho deles morreu de doença pulmonar
pouco depois de ter sido retirado da casa.
Eles culpam a Rosa.
Procuramos a carrinha prateada
vista a fugir do local por testemunhas.
As pontes e estradas principais estão bloqueadas.
Estamos de olho nos aeroportos, estações de comboios e ferries.
Agora, eles têm duas opções.
Esconder-se ou render-se.
Se se esconderem, usaremos todos os meios para os encontrar.
A Unidade de Intervenção Especial (UIE) está a postos.
Quero o meu filho de volta. E a minha filha.
Encontrem os meus filhos.
Chamem a Defesa Nacional. Precisamos de mais efetivos militares.
Passaram 12 horas. Não temos notícias dos raptores.
Sim.
- Olá. - Olá.
O que se passa? Já vão para a escola? Olá!
- Tenho pequeno-almoço para vocês. - Não temos de falar agora.
Ouvi as notícias.
Sim.
Vamos conduzir. Entrem e vamos andando. Vá lá.
Quem quer um pão com muesli ou um pastel?
Que tal?
Querida, desculpa não ter ido à reunião na escola.
Devia ter lá estado.
Mas tenho um caso muito sério.
E sei que não estás feliz neste momento.
Mas é só por pouco tempo, porque em breve estarei em casa
e estaremos sempre juntas…
Não posso viver com o avô?
Preferes viver com ele?
Ele nunca está zangado.
Ele acende sempre velas e jogamos ao Peixinho.
Estou mais feliz em casa dele.
Estares feliz é a coisa mais importante do mundo.
Porque não vou ter convosco esta noite e falamos sobre isso?
É uma boa ideia, Le.
Está combinado?
Fixe.
Ainda não há notícias de para onde levaram o rapaz?
Ainda não.
Encontrámos um quarto feito para esconder uma criança durante algum tempo.
E o iPad ou o portátil do apartamento da Skans?
Vai demorar recriar os ficheiros apagados do portátil.
O que temos? Vá lá.
Liguei à ala psiquiátrica de Roskilde. A Benedikte Skans teve dificuldades…
O que sabemos sobre o Rasouli?
Ex-soldado. Duas missões no Afeganistão como piloto.
Parece bom no papel, mas alguns colegas dizem que andava instável.
- PSPT? - É possível.
A enorme perda deles significa que são imprevisíveis.
Tudo aponta para que sejam os assassinos.
Não aponta. Vamos cingir-nos às provas.
Ameaçaram a Rosa Hartung e levaram o rapaz.
Mas não encontrámos sinais de planeamento de um homicídio na morada, pois não?
Ainda não. Não há ADN, impressões digitais ou bonecos de castanhas.
A Skans teve inúmeros problemas com as autoridades. Citando o diário dela,
ela é "melhor mãe do que os idiotas que podem ficar com os filhos."
Isso não prova nada.
- Nylander, temos de falar com o Bekker… - Deixa o Bekker. Hess, para!
A nossa prioridade é encontrar o rapaz.
Thulin, tenho de falar contigo.
Visitar o Bekker foi um pouco impulsivo.
O Hess queria ir. Vamos falar sobre isso.
Não foi o Hess. Fui eu.
Falei com o antigo chefe dele.
Ele tem um longo historial de instabilidade mental.
Está bem.
Sei que perdeu a mulher num incêndio.
Mas não vejo o que…
E a filha de três meses.
Certo, mas isso não significa que ele esteja errado.
Vou separar-vos. Tu ficas com o Parlamento e o Rasouli.
A Skans e a casa deles, a antiga fundição.
Escapou-nos algo no quarto que tinham para o Gustav? Vão.
Está bem.
Ficamos até as coisas acalmarem.
Ele precisa de comer.
Não come desde esta manhã.
Não o devíamos ter levado.
Quando descobriram a morada, devíamos ter parado.
Talvez devêssemos entregá-lo?
E contar-lhes tudo. Só queríamos que ela soubesse como nos sentíamos.
Sim.
Está na hora de ela sentir como tem sido para nós.
Mas que raio?
Mas que raio?
Para!
- O que estás a fazer? - Larga-me!
Mas que raio?
- Para! - Ela não se vai safar.
É só um rapaz. Só um rapaz!
Estou do teu lado.
Também sinto a falta dele.
Sinto todos os dias.
Anda cá.
Ele não disse onde ia com a família ou amigos?
Não falámos muito, mas eis a rota para as datas que o Hess queria.
Ele não era nada como dizem na imprensa.
Mas foi sobretudo a Rosa e o Vogel que lidaram com ele.
- Isto está correto? - O Vogel costuma alugar o carro, mas sim.
Então, o Rasouli estava a levar a ministra no dia 14?
A esta hora, esta noite?
Sim.
- Onde está o Vogel? - O gabinete dele é ali.
A DESAPARECIDA KRISTINE HARTUNG AINDA ESTÁ VIVA?
Está bem. Ele está no meu gabinete?
Olá.
- Encontraram o Rasouli? - Ainda não.
Como posso ajudar?
Há quanto tempo conhece a ministra?
Eu e a Rosa andámos na mesma secundária e estudámos ciência política.
Conhecem-se há muito tempo? Desde a universidade, parceiros e…
- Começar uma família. - Não comecei uma família.
Está bem.
Mas tive o prazer de fazer parte da família dela.
E da do Steen, claro.
- E conhecia a Kristine? - Claro.
O que se passa?
Segundo a rota,
o Rasouli estava a trabalhar no dia 14, durante a noite.
Está correto? Ou deu-lhe o dia de folga?
A Rosa tinha uma cerimónia de entrega de prémios nesse dia, mas foi cancelada.
Então…
O Rasouli escreveu que estava a trabalhar nessa noite.
O Vogel esqueceu-se de lhe dizer, então ele estava à espera na biblioteca real?
Não faço ideia. Porquê confiar nas notas dele?
- Não devia estar à procura dele? - Onde estava o Vogel nessa noite?
Ou na noite de 6 de outubro?
Ou a 12 de outubro por volta das 18 horas?
- São as datas dos homicídios. - A sério?
Vou responder às suas perguntas numa entrevista formal com o meu advogado.
- É o Hess. - Fala o Genz.
A ministra pergunta se há novidades?
- Estão a tratar-me como um suspeito. - Suspeito de quê?
Vou já para aí.
Tenho de ir.
- O que foi? - Falaste com o Genz?
Não, porquê?
Localizou a carrinha conduzida pela Skans e o motorista.
É alugada.
- Onde está? - Algures na floresta. Estou a caminho.
O Jansen e a UIE estão lá.
- Está bem. Vou já. - Olha.
Algo não bate certo.
Segundo a rota do motorista, ele pode ter um álibi.
Parece que estava a trabalhar na noite da morte da Jessie Kvium.
Contas-me mais tarde.
Vou para a floresta.
Olá?
Olá?
Polícia!
Olá?
Jansen? Onde está o rapaz?
Na ambulância. Está ileso, mas vão levá-lo para o hospital.
- E a patologista? - Ela ainda não chegou.
Mas ainda estavam quentes quando chegámos, por isso, foi há umas horas.
Acho que a mulher enlouqueceu.
Usou a faca no namorado antes de cortar a própria garganta.
Há sinais de mais alguém?
Isolaram a cena sequer?
Temos de revistar a floresta.
Tragam os cães.
- Vocês os dois, por ali. - Porquê?
- Segue-me… - De que precisas?
Anda. Uma lanterna.
Thulin.
Têm de enviar a equipa forense para a casa da Skans e do motorista.
Tem uma nova mensagem. Primeira mensagem.
Hess, é o Nylander.
A Skans e o Rasouli parecem ser os assassinos,
vou parar a busca na floresta.
O médico examinou o Gustav Hartung. Tem fome, mas está ileso.
Como está o rapaz?
- Encontraram-nos? - Rosa, uma foto?
Vemo-nos na esquadra.
Não há mais mensagens.
Menu principal. Para reproduzir, prima 1. Para a mensagem de voice mail…
De certeza que não os ouviste falar?
Só os ouvi discutir, mas não sobre o quê.
Eu entendo, mas é só para ter a certeza…
- Não disseram… - Não, não mencionaram a Kristine.
O Gustav está bem?
Sim. Ou assim esperamos.
Há novidades sobre a Kristine?
Não, lamento.
Então, o que descobriram?
Lamento, mas não encontrámos nada que indique que a Kristine esteja viva.
- E as impressões digitais dela? - E os bonecos?
O meu palpite é…
Arranjaram-nos na banca dela e usaram-nos para vos magoar.
- Mas como disse… - Não pode ser verdade.
Podem estar errados.
Encontrámos algo na morada dos assassinos
que encerrou a investigação.
Nada indica que tiveram algo que ver com a Kristine.
Sim.
Espero poder ir-me embora em breve.
Não há pressa. Ela já está a dormir.
Ela não queria falar esta noite.
- Ela não quer vir para casa? - Ela quer ficar comigo um pouco, então…
- Está bem… - Não sei o que devíamos fazer.
Falamos depois. Vou-me embora assim que puder.
Bebe, enquanto está frio.
Thulin, não vens connosco?
Claro.
Nylander, porque parou a investigação na floresta?
Estou ocupado. Tenho uma conferência…
A patologista não pode ter a certeza de que a Skans se suicidou.
- O namorado tem um álibi… - Não recebeste a mensagem?
… para os homicídios da Kvium e do Ricks.
- Não recebeste a minha mensagem? Hess? - Não foram eles.
Alguém nos está a enganar.
Querem que acreditemos que resolvemos o caso.
Temos de voltar a falar com o Bekker.
- E se o Nylander estiver errado? - Hess, não estou errado.
Thulin, podes ajudá-lo?
Hess, certo…
- Temos de falar com o Bekker e verificar… - Estás a sangrar do nariz.
Encontrei isto na fundição. Num frigorífico.
Porque não as encontrámos antes?
A fundição estava trancada?
- Alguém meteu isto lá? - Calma.
Não prova nada e tu sabes disso.
Se pararmos de procurá-la agora, arriscamos…
Esquece isso.
Se nós…
Legendas: Helle Kaiser-Nielsen, Lara Brito
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