All language subtitles for 1960-Chi si ferma

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

- Bom dia! - Bom dia!

- O chefe do escrit�rio est� no escrit�rio? - Sim. O comendador Santoro

est� com o diabo no corpo.

- Como fomos com a Loto? - Mal. Esta semana eu s� fiz duplas.

- Mas o sonho que havia dado um terno? - N�o era uma dupla: 17, desgra�a. 90, medo.

- E o sangue? - Voc� n�o me disse. - Eu me machuquei!

Eu lhe expliquei bem: ca� do quinto andar,

eu disse: "Que desgra�a, que medo", e me sa�a o sangue. - N�o, n�o disse!

Contudo, � melhor uma dupla hoje que uma mulher burra amanh�.

- D� tamb�m os n�meros ao cavalheiro Colabona.

- Eu? - O cavalheiro n�o sonha, ele ronca.

- Quem disse que ou ronco? - O cavalheiro Guardalavecchia.

- Quem poderia ser? Mas voc� sabia que eu ronco? - Sim, voc� ronca.

Tenho o azar de morar vizinho a ele e do apartamento eu ou�o tudo.

Esta noite, o que eu ouvi! Da sua dama! Voc� n�o tem vergonha?

- Se lhe dissesse o que ouvi esta noite, voc� acertaria uma quina. - Diga!

- Eu n�o tenho nada a esconder. - Esque�a.

Que ouvidos sens�veis ele tem!

Saia, entendeu? Caia fora e n�o tome intimidades! Por favor, v� embora! - Sim, sim.

Tenha paci�ncia, deve parar com isso!

- Eu n�o entendo... - Eu tinha notado que algo estava faltando aqui em baixo.

Que est� faltando? N�o se pode trabalhar!

- H� vinte anos que todas as manh�s aqui voc� tira minha almofada. - Eu?

- Guardalavecchia, d�-me a almofada! - Qual almofada? - A que tem em baixo, levante-se!

- Onde est�? - Aqui! - Quem colocou? Voc� colocou?

Contador, eu n�o preciso de almofada! Eu estou bem!

Al�? Empresa Transportes Pasquetti!

- Sorvetes! - Sorvetes... - Sorvetes, doces!

Al�? Sim, ah, senhora... Sim, est� aqui, passo para ele j�.

- Tenho a infelicidade de t�-lo perto. A senhora. - Sua mulher?

- Minha mulher telefonando para voc�? � a sua mulher! - E telefonava para voc�?

- Telefonava. - Al�? Ah, It�lia, � voc�? Que quer?

Assunta disse que se dentro de uma hora n�o pagar seu sal�rio, ela vai embora!

It�lia, n�o me incomode! Eu aqui sou um combatente na linha de frente!

Combato h� trinta anos contra um chefe de escrit�rio como o nosso!

Que me importa?

Basta, It�lia, n�o me incomode mais!

Eu disse para n�o me incomodar!

- Perd�o, senhora, � voc�? Desculpe-me! Sim? - Quem �? Minha mulher?

- Sim, vou bem, e voc�? - � minha mulher? Guardalavecchia!

- Um momento. - Que momento? Deixe-me falar!

Voc� � muito charmosa, quer falar com seu marido? Passo para ele j�.

- Al�. - "Ch�ri", muito irritado esta manh�?

"Ch�ri", eu lhe disse para n�o ligar para o escrit�rio, tenho sempre o que fazer!

Eu preciso ouvir voc� dizer que me ama.

N�o ande pelada pela casa, ponha o robe.

Pega um resfriado com facilidade. Feche a cortina da janela.

Homenzinho, cante-me a nossa can��o!

- N�o, "mon amour", a can��o, n�o. - Mas sim, v�! - A can��o n�o!

- Vamos, cante a nossa can��o! - Cante para ela.

Estou sem voz esta manh�.

- N�o posso. Telefone mais tarde. - Mas, v�, v�, v�!

# � verdade, os anjos existem! � verdade, acredito em milagres! #

COLABONA! GUARDALAVECCHIA!

Mas que houve? N�o seja est�pido, por favor!

Chegou atrasado, passeia todos os dias...

e fica no telefone por horas!

- Vou recomendar que lhes transfiram para a Sardenha. - N�o!

- � muito longe, n�o sei nadar! - Veremos! Veremos!

- Voc� vai tamb�m? - Para onde? - Para Sardenha. - Disse "veremos"!

- R�pido! Voltem ao trabalho! - Sim!

Colabona! Colabona! Vamos, voltemos ao trabalho, vamos!

N�o! Est� brincando?

Tamburini!

- Empresa Pasquetti, transporte perfeito, diga! - Estou aqui para uma reclama��o.

Entre muitas coisas mal entregues, este rel�gio que n�o faz "cuco".

Como � poss�vel, um rel�gio de cuco n�o faz cuco, que cuco � esse?

Exato! Este faz um ru�do errado, � uma vergonha ouvi-lo! Prove-o!

- "Prove-o"? "Provar? - � a mesma coisa. - Tem sotaque estrangeiro.

Eu entendo. Ent�o... vejamos um pouco...

- Ouve? - Oh, Deus...

- Foi voc�? - Foi ele. - Ele?

Ah, sim, eu tenho um tamb�m que me faz a mesma brincadeira.

Mas eu tenho a chave. Trata-se de um furo, uma esp�cie de orif�cio, entende?

Ver� que n�o far� mais.

Sabe o que aconteceu?

No transporte deve ter balan�ado para a direita e a esquerda e lhe tapou o bico.

Fechando o bico, o som do cuco saiu pela parte oposta.

- Entendi. - S�o acidentes que podem acontecer a qualquer um. A mim, a voc�!

- Pegue e n�o volte mais aqui. - Mas eu tenho que fazer outra reclama��o!

N�o reclame mais nada. A empresa Pasquetti faz os transportes perfeitos!

Somos perfeit�ssimos!

- V� embora! - N�o acaba aqui! - Acabe onde quiser! V� embora!

- Cuidado! - Parece maluco!

- Bom dia! - Est� chegando o nosso melhor cliente: o surdo!

- Ah, que prazer! - Fique � vontade!

Bom dia! Estendo a minha sauda��o aos mais agrad�veis empregados de N�poles!

- Ao mais chato dos antiqu�rios do centro-sul... - Obrigado!

N�o s� isso, ele tamb�m � o mais mesquinho de todos que eu conheci

na face da Terra!

Muito bom! Muito bom.

Com todos os milh�es que tem, ainda n�o comprou um aparelho auditivo!

- Avarento! - Eu fa�o o embarque, � claro!

- Est� pronto o or�amento? Para um idiota como voc�, servi�o expresso!

- Ah, � o mesmo!

Nunca me faz um abatimento, mesmo eu sendo um antigo cliente!

- Sa�de! Est�o resfriados, hem?

- N�o tem mais cabelos por causa da surdez.

- Ent�o adeus!

Eu direi alguma coisa.

Cuidado com o frio. O tempo est� ruim.

- Venha.

Colabona! Guardalavecchia! Que est�o fazendo?

Est�vamos demonstrando a festa de S�o Gennaro para o nosso cliente surdo.

Depois falaremos. Apresento-lhes o novo colega, Cavallo.

- Os nossos dois funcion�rios mais antigos. - Muito prazer. - Contador Colabona.

Encantad�ssimo. Donato Cavallo de Cat�nia.

Um belo passo diante da nossa grande fam�lia: de Cat�nia para N�poles.

- Um belo galope! - Sil�ncio!

Meu alvo � Roma. Pode-se dizer que aqui come�a a marcha sobre Roma!

Oh! Outra? N�o!

Voc�s dois que s�o os funcion�rios mas velhos, recebam bem o Cavallo!

- No est�bulo? Isto, � no escrit�rio? - Sil�ncio! Deixo-lhe com seu trabalho!

Recomendo que trabalhem! Adeus, caro Cavallo!

- De que est� rindo? - Eu n�o ria, fazia assim...

- Eu tenho que fazer isso! - Fa�a isso!

Car�ssimos colegas, estou muito feliz de vir a N�poles!

Que f�meas! F�meas napolitanas! Eu, modestamente, sei o que fazer com elas!

Ataco todas! Permite-me um telefonema?

- Por favor. - Fa�a! - Devo me organizar, sou exuberante.

modestamente.

- Eu tenho que fazer as contas. - Modestamente.

- V�-se que � exuberante! - Eu sei. - "Exuberador"!

Al�, Nicoletta? Seu Donato! Cavallo!

Cheguei agora da Cat�nia! Estou no escrit�rio, tenho a linha direta!

- Que n�mero �? - Aqui? 81384.

81384! Telefone quando estiver disposta!

Adeus, "amor�vel"! Permite-me outro telefonema?

- Fique � vontade! - Outra? - Precisa-se de uma f�mea de reserva.

- Estou fazendo as contas... - Fa�a � vontade.

Marilu! Tesouro belo! Sou Cavallo! Donato!

Cheguei agora da Cat�nia! Estou no escrit�rio, tenho a linha direta!

- Que n�mero �? - Aquele de antes. - N�o me lembro. - 81384!

81384! Telefone quando estiver disposta!

- Obrigado, colegas. Deveria fazer outra, mas por hoje basta. - Sim.

GUARDALAVECCHIA! COLABONA!

N�o poderia ser mais que voc� dois! H� meia hora que tento telefonar!

D�o o mau exemplo para o novo funcion�rio!

Mas n�o vai acabar aqui, pedirei que lhes transfiram para a Sardenha!

N�o! A Sardenha n�o! Estou cansado! Eu protesto!

- Voc� protesta? - Eu... Sim, protesto!

- Eu protesto, ele protesta, n�s protestamos.

- Somos os dois! - N�o podemos mais!

Por qualquer bobagem: "Colabona! Guardalavecchia!".

Vou fazer uma confer�ncia de imprensa, convocarei jornais e revistas!

Recorrerei aos tribunais! Aos ju�zes...

Todo mundo deve saber quem � o chefe de escrit�rio Cesare Santoro!

Mas n�o servir� a nada, devem passar por cima do meu cad�ver...

par evitar a puni��o que lhes cabe!

Mas aqui estou, vivo e bem, e vou ficar aqui outros 100 anos!

Entenderam? Cem anos!

Amigos, o nosso Cesare, o bom Santoro, n�o existe mais.

Deixe que me aparte com a minha dor,

e voc�s ficam com o colega Guardalavecchia, o caro Antonio.

Honra ao corpo de Cesare,

e o discurso feito par exaltar a gl�ria de Cesare,

que Antonio, aqui presente, com nossa licen�a est� encarregado de fazer.

Com voc�, Antonio.

Amigos! Concidad�os! Colegas! Abram seus ouvidos!

Venho para sepultar Cesare, n�o para elogi�-lo...

e para dar a Cesare o que � de Cesare,

dado que, quando vivo, nunca pudemos lhe dar.

Poder-se-ia dizer que Cesare era austero, tinha um ar distante,

mas Cesare era um homem de honra.

Algum dir� que tinha um aspecto asqueroso, e que estava sempre amuado.

- Mas Cesare... - Era um homem de honra!

Amigos de perto e de longe, hoje Cesare Santoro, que era um homem de honra...

deixa um enorme vazio.

Quem nunca ter� a coragem de substitui-lo?

Quem nunca ter� a coragem, a presun��o, o descaramento...

de ocupar aquela bela e t�o espa�osa escrivaninha? Hem?

- � deuses, o que faz? - Pare com as m�os! - V� embora!

- Levante-se! N�o empurre! - Eu... s� empurro!

N�o, voc� me empurrou! Voc� p�e as m�os em cima!

- Que faz? - Aquilo que me compete. - O que voc� quer dizer?

Esta escrivaninha do falecido parece feita na medida para mim!

O posto de comando combina comigo! Estou satisfeito com este teste!

Ah, faz por teste! Bem que eu queria dizer!

- Deixe, a poeira � minha. - � de todos!

- Lembre-se, senhor Colabona... - Guardalavecchia!

- Senhor Colabona! - Diga, Guardalavecchia!

- Eu guardo o que quiser! - Estou dizendo seu sobrenome!

Guardalavecchia!

- P�e uma ponta de ironia sobre a "velha". - E voc� sobre a "bona".

- Eu sobre a "bona" n�o ponho nada! - E eu nada sobre a "vecchia"!

- Ou�a, senhor Colabona, sem ironia, que estou aqui tamb�m! - Infelizmente!

- Como brigam! - Os amigos se tornaram inimigos!

N�s temos os mesmos direitos, o mesmo tempo de servi�o, o mesmo tipo de servi�o.

Se quiser a fun��o de substituto, fa�a!

Mas isso eu fa�o, porque eu tamb�m, modestamente funciono!

Chegue para l�!

Est� bem, acomode-se! Contanto que eu daqui n�o saia!

- Fa�a como quiser! - N�o, isto estava aqui!

- Isto deve estar aqui! Entendeu? - Estava aqui!

- Ent�o eu pego isso! - O qu�? - N�o brinque, sen�o eu fa�o assim.

- Ent�o fa�amos assim! - Vamos parar! Voc� entendeu?

Vamos fazer um acordo, coloquemos tudo no meio.

- E como faremos a assinatura? - Combinada. - Combinada?

- Colabona Guardalavecchia. - Mas nem falar! - Em ordem alfab�tica.

Guardalavecchia Colabona, por ordem analfab�tica. Que �?

- � in�til que discutam tudo j� est� decidido. - Como?

O falecido, antes de morrer, deixou tudo escrito.

- Sabem onde est�o as suas notas particulares? - N�o, eu ignoro.

- Eu estava na frente. - Eu sou mais velho. - E o que significa?

Est�o aqui dentro.

Um inspetor-geral chegar� de Mil�o para lhes avaliar.

E, em seguida, a nomea��o ser� um fato consumado.

- Este telegrama � para voc�.

- Com licen�a, cavalheiro? - Por favor. - Com licen�a. - Adeus.

- Portanto Santoro j� tinha decidido. - Abra! - N�o tenho a chave.

Para abrir um telegrama precisa-se de chaves? Abra com os dedos.

- Abriu? - Sim. - Que diz?

"Chega amanh�, expresso 18:30, inspetor-geral doutor Rossi

que nomear� dirigente sede N�poles em substitui��o do falecido Santoro".

"Dire��o geral E.N.T."

Desculpe, colega.

Qualquer que seja a vontade do falecido, eu respeito. E voc�?

- Eu tamb�m concordo - Estamos de acordo.

Aqui est�, � ele! O que voc� est� fazendo aqui?

Eu estou tomando uma lufada de ar. E o que voc� est� fazendo aqui?

- Eu estou passeando! - Ah, sim? Estamos passeando!

- Colabona, baixe a m�scara! - Baixe a m�scara, Guardalavecchia!

- Ent�o? - Estamos aqui com a mesma finalidade. - Sim - Abrir o cofre.

- Vamos abrir! - Ela est� a�? - Sim! - Ao trabalho! Venha!

- � uma palavra... - Entende-se! Est� fechado!

- � preciso um p� de cabra. - Eu tenho isso! - Que ideia!

- Mas precisaria tamb�m de um alicate. - Eu tenho. - Muito bem!

- Por Deus! - O alicate levanta!

- Mas precisaria de um cinzel. - Pensa que eu n�o trouxe?

- N�o! - Ah, n�o? Olhe aqui!

- Mas precisaria tamb�m de um martelo. - Eu tenho! - Muito bem!

- O que � isto? - � um marte...

- Mas precisaria tamb�m de um p�-de-cabra. - Eu tenho!

- Sim? Que n�mero cal�a? - N�o! Isto!

- Devagar... - D�-me o alicate.

O dedo! O dedo!

O dedo onde? No alicate? Que absurdo...

- Droga! - Nossa! Que barulho!

- Eu ouvi um gemido. - Como? - Quem geme aqui dento!

- Quem �? - O gato. - � um gato de guarda!

Aqui est� a minha papelada!

N�o, esta � a sua.

PROP�E-SE PARA A SARDENHA

PROP�E-SE PARA A SARDENHA

Sim, bobagem... Esta para mim � uma grande recomenda��o.

Mas eu sou um homem �ntegro, n�o me importo com a recomenda��o.

Veja o que fa�o! Eu rasgo!

Bem... eu tamb�m. Eu esperava pior.

- Melhor. - Ent�o que se faz?

- Eu rasgo. - Por qu�?

- � uma recomenda��o. - Deixemos para l�. Vamos.

- Pensemos seriamente o que devemos fazer. - Sim, pensemos.

Porque do inspetor-geral depende o nosso destino.

O nosso futuro se chama Rossi! Rossi! Presente!

Sil�ncio! Amanh� devemos ir � esta��o todos os dois, certo?

- Ah, sim? Voc� diz assim? - Eu digo assim.

- E eu digo que n�o! - E eu, que digo? - Exatamente, calado!

Mas o que est� dizendo? Venha c�!

Ah, entendi, quer ir � esta��o sozinho!

Quer bajular, puxar o saco...

N�o, devemos ir todos os dois, com armas iguais, lealmente,

com dignidade e orgulho.

- Que ven�a o melhor. - Obrigado, mas eu n�o jogo. - O qu�?

"Que ven�a o milh�o"... Como eu ven�o? Eu n�o jogo!

- N�o entende? - Seria ignorante? - Eu disse: "Que ven�a o melhor!"

Eu entendi: "Que ven�a o milh�o!"

N�o, caro Colabona, � esta��o pode ir s�, eu lhe dou essa vantagem.

Eu n�o preciso puxar o saco de ningu�m!

- Entendi... - Sou um homem de honra e dignidade, sou um Guardalavecchia!

Entendeu? Calado!

Entendeu do que se trata?

Sim, devo fingir que sou mal-educado.

Sim, mas deve ser tamb�m, mal-educado, ignorante, grosseir�o, rude.

Humano, claro? Se precisar saber quem �, ou�a apenas "Rossi"...

E dou-lhe um soco na cabe�a!

Bem colocado, forte. Ent�o eu intervenho como pacificador, etc, etc.

Mas eu recomendo, um bom servi�o sen�o nada de dinheiro.

Voc� me conhece, eu sou um profissional s�rio!

Um belo canalha... conhecido...

- A� est� o trem. N�s n�o nos conhecemos! - N�o! - Est� bem.

Oh, desculpe!

Desculpe-me, senhor, mas este lugar � meu.

Desculpe-me tamb�m, mas � meu! Eu vou a N�poles!

Aqui est� escrito "Rossi"!

Exatamente! Eu sou o doutor Rossi! Inspetor geral!

- Dos transportes...escolares! - Matteo Rossi da empresa Pasquetti.

- Mario Rossi, inspetor escolar. - Que estranha coincid�ncia!

- Basta conferir. - N�o duvido, mas o compartimento est� vazio.

Eu reservo para estar perto do corredor, na dire��o e no sentido do trem.

- Eu tamb�m. - Ent�o eu vou procurar o meu lugar.

Permite-me? Rossi, muito prazer!

Sinto muito.

- Mas que est� fazendo? - Desculpe, devo p�r a mala.

- � pesada? - Eu sinto! - Socorro! - Ponha para cima!

- Ah! A m�o! - Tire a m�o da minha mala!

- A m�o! - Tire a m�o da minha mala!

Tenha paci�ncia, n�o tem outro lugar para colocar sua extremidade?

- Deveria colocar onde? - Nem aqui nem l�! � melhor tirar!

Eu entenderia se eu pusesse no rosto, mas eu os coloquei aqui! Que quer?

- Ponha onde quiser, mas n�o aqui! - Voc� n�o est� habituado a viajar.

Agora parece que esteja mesmo exagerando!

Agora tiro a meia e ponho os p�s onde eu quiser!

- N�o! Estou de saco cheio! - N�o importa...

Todo limite tem uma paci�ncia! Que modos s�o estes? Isto n�o � um chiqueiro!

- Quem pensa que �? - Esque�a...

Este senhor tolera os p�s, tolera a mala...

mas aqui n�o � um compartimento de toler�ncia!

Desculpe, mas quando vejo estas coisas eu me exalto!

- Se eu n�o gostar, ponho os p�s onde eu quiser! - Mal educado!

Como ousa ofender um distinto e ilustre senhor?

Acha que est� falando com seu irm�o?

Desculpe, mas quando vejo estas coisas tenho que intervir. Para mim � um hobby.

- N�o sei como agradecer. - Deve.

- Voc� o tratou um pouco mal. - Quase que dava duas bofetadas.

- Por favor. - Ou at� tr�s. - Olhe que cara...

Voc� n�o me conhece, participei da guerra em Carso!

Em todo inimigo que chegava dava duas bofetadas!

- N�o sei como agradecer. - N�o, eu lhe disse que para mim � um hobby!

- Se me permite, eu me apresento, Rossi... - Eu vou ter que dar um soco!

Patife! Como ousa meter a m�o em um senhor?

Chega!

V� para o chiqueiro com seus irm�os, porc�o. Droga!

- Deixe, deixe... - N�o poderia mais!

- Ai... - Ele lhe machucou? O murro foi forte! - Sim!

Tem um galo. Tem um pouco de gelo no bolso?

Sim, agora... Mas que diz? Estamos num trem.

� incr�vel. Felizmente eu estava aqui.

Voc� tem coragem de enfrentar um tipo desse!

Bobagem. Desde pequeno eu matava �guias com um estilingue.

- Eu n�o. Eu sou inspetor. - N�o me diga, n�o quero saber!

Para mim pode ser um cavalheiro, um vagabundo, um ladr�o, um delinquente.

N�o me interessa, eu fa�o por amizade, por dever de humanidade.

- Fa�o por amor. - Amor... - Amor casto, Deus me livre!

- O meu � um sentido de amizade. - Olhe o que aconteceu comigo...

- N�o precisa me agradecer. - Eu vou a N�poles em miss�o...

Miss�o secreta. N�o me deve agradecer, para mim � um hobby!

Cheguei a temer! Estou com medo! Ele � capaz de me seguir!

Em um hotel, um restaurante... Estou com medo!

- Ele � um "inconsciente". Tenha paci�ncia. - Eu tenho medo mesmo.

- N�o deve ter medo, eu lhe protejo! - E o que fa�o?

- Venha para minha casa. - N�o, obrigado.

Eu sou hospitaleiro. Somos todos na fam�lia.

- N�o posso me aproveitar... - Voc� ir� comer, beber e dormir.

- E colocarei compressas molhadas na sua cabe�a. - � muito gentil!

N�o deve me agradecer, � um hobby! Como devo lhe dizer?

Eu sou um "hobbelisco"!

Rossi! Doutor Rossi!

Com licen�a, com licen�a... Aqui vamos n�s!

- Que faz? - Eu levo a mala. - N�o precisa! - � um prazer!

Doutor Rossi?

Doutor Rossi? Doutor Rossi? N�o � o Doutor Rossi? Desculpe.

- Procura o doutor Rossi? - Sim. - Sou eu.

Se � o doutor Rossi, devo lhe dar um murro!

- N�o, vamos por aqui. - Que est� acontecendo?

- H� uma confus�o. - Vamos ver. - � perigoso, �s vezes eles atiram!

- Vamos. D�-me a mala. - Eu lhe disse que para mim � um hobby.

� grande!

- Quer mais alguma coisa? Um pouco de queijo? Um Ruffino? - N�o, obrigado.

- Antonio, n�o insista. - Se n�o tiver fome? - N�o est� vendo, tem a cara de...

- Como? - Tem a cara de quem faz cerim�nia. - N�o, obrigado.

- Jole, diga ao doutor. - Por favor!

J� que insiste, ent�o um pouco de Ruffino

- Quer uma garrafa de vinho. - N�o! - N�o fa�a cerim�nia!

- Parab�ns a sua m�e pelo jantar maravilhoso! - Obrigada.

Este � um jantarzinho, ousarei dizer, um lanche

Mas amanh� � noite minha esposa, It�lia, far� um almo�o com todos os acompanhamentos!

- N�o vai querer que eu volte amanh� � noite... - Voltar? N�o, voc� est� aqui!

Esta � uma casa � sua disposi��o, todos estamos � sua disposi��o!

- Eu aproveitei bastante, sinto muito... - Quer ofender?

Esta � uma casa hospitaleira, no sentido verdadeiro da palavra.

Recusando a nossa hospitalidade, ofende toda a "hospedaria" da Europa!

- Diga voc�, diga voc�! - Por favor, fique.

- Diga, que saia dos seus l�bios. - Est� bem!

Muito bem! Um aplauso para o doutor! Viva o doutor! Viva o doutor!

Agora tomaremos um belo caf� e depois vamos dormir.

Passemos para outro ambiente. Farei eu mesmo o caf�.

Deve ter entendido que sou napolitano, tenho muita "constipa��o" com os napolitanos.

Muita, desculpe, que confus�o! Tenho muita intimidade com a napolitana.

- A m�quina. - Sim.

- Abro um par�ntese: o servi�o deixa um pouco a desejar. - Mas n�o, por qu�!

N�o � um servi�o digno da sua pessoa.

Entender�, pouco sal�rio, repito, pouco sal�rio, meio servi�o.

- Fecha o par�ntese. Jole, fa�a companhia ao doutor. - Est� bem.

- Quer uma garrafa de vinho? - N�o! - Tem na mesa de cabeceira,

no meio da noite pode querer... - N�o, n�o!

N�o quer? Pense e me avise. Entendeu?

Jole, por favor.

- De novo. - Por favor.

- Sente-se! - Primeiro voc�. - Obrigada.

A seu pai n�o se pode dizer n�o. � impressionante.

N�o deixa nem mesmo tempo de explicar...

- Talvez desejasse ficar em hotel. - Na verdade, n�o!

Para um que est� habituado a ficar em hotel todo ano,

uma fam�lia amiga, um ninho, s�o um o�sis no deserto da minha vida.

- Voc� vive s�? - Sim.

- Antonio! - Que �? - Quem � o senhor que trouxe para jantar?

Calada, por favor!

Aquele senhor � o sol do nosso futuro,

a madrugada gloriosa do cavalheiro Antonio Guardalavecchia.

- Sabe quem � esse senhor? - Se eu lhe pergunto...

O �s na manga, a arma secreta, o promotor!

- Quem �? - O promotor, aquele que vai me dar a promo��o.

- O inspetor-geral? - Calada!

- O que eu disse de mal? - Cale-se! O inimigo lhe escuta!

Malditos Guardalavecchia, baixaram o volume, n�o se escuta mais nada!

Mas eu ouvirei!

N�o pode ficar o dia todo grudado na parede!

S� se n�o fosse importante para minha carreira!

E voc� se cubra, cubra-se!

Quem vai ver? Estamos s� eu e voc�!

Quest�o de h�bito, voc� come�ou estando seminua no palco...

como fazia antes de se casar comigo, depois fica seminua em casa...

N�o estamos na Fran�a, aqui tem a censura!

Pare com isso, Peppino, n�o raciocine como provinciano!

Venha dan�ar, meu amor!

- Eu sou professora do curso elementar. - Que coincid�ncia, eu sou inspetor...

Basta, por favor! N�o se identifique, n�o � preciso!

Minha filha � como eu: s�ria, honesta e desinteressada.

Pode ser um vagabundo, um delinquente,

um cavalheiro, um comil�o, mas n�o nos interessa.

N�s fazemos por amizade. Para n�s a amizade � um hobby.

Temos o hobby no sangue. Na fam�lia somos todos "hobbesos".

- Ou�a-me, patr�o. - Que �? - Voc� � corno? - Sim, como sabe?

- Digo, que confian�a e essa? - Um homem est� dormindo no quarto de sua mulher.

- Eu sei! - Al�m de corno, � feliz!

Que parar? Eu lhe dou uns tapas!

O quarto de minha mulher tamb�m � meu, posso hospedar quem quiser!

Depravado! Ainda bem que eu n�o durmo nesta casa de pecado!

- Vou quebrar sua cabe�a! - Imagine!

- Como dormi mal esta noite! - Claro, nesta case se faz "tri�ngulo"!

Quer parar de fazer insinua��es?

- Depravado! - N�o responda! E voc�, Antonio, n�o lhe d� corda!

� voc� que d�! Voc� e sua filha. Eu apertaria seu pesco�o!

Estou com o diabo no corpo! Tremo quando estou nervoso!

- Por favor, o senhor Rossi est� dormindo! - Ah, sim, deixe-o dormir, por favor!

- N�o deixe Lumumba levar o caf�. - Quem? - Lumumba, n�o deixe ela levar o caf�!

- � Assunta! - Assunta, sim a mo�a. Mande Jole levar.

- Por que Jole? - Como voc� � dura! - N�o lhe entendo.

Ele demonstrou ter simpatia por nossa filha. Entendeu?

Que devo fazer para o almo�o?

Fa�a assim: ravi�li, massa, macarr�o em carne,

entrada, bife, massa e feij�o,

caf�, frutas, queijo e sorvete, sim, sorvete depois!

Quem se importa!

Antonio, n�o entendo, por que ontem � noite n�o abordou � mesa...

o assunto da promo��o que voc� tem tanto no cora��o?

Por que eu tenho uma mulher ignorante, atrasada, que n�o entende nada?

Que pecado eu fiz? Eu declarei a guerra? N�o!

Eu coloquei as san��es? N�o! Eu sou um fiscal de impostos? N�o!

- Por qu�? Que foi que eu disse? - Um monte de asneiras.

Como o inspetor pudesse acreditar que eu fiz tudo de prop�sito!

- Mas fez de prop�sito! - Mas deve ter a apar�ncia da coisa espont�nea.

Eu j� me imagino na cena quando entrar no escrit�rio!

" Oh, quem �? Ser� poss�vel? Que faz aqui? "E voc�, que faz aqui?"

Um abra�o, um beijo, depois ele diz:

"Os homens est�o parados, mas as montanhas se encontram!"

Ele d� um sorriso, eu o olho de lado, depois os elogios...

Ele diz: "Mas olhe o caso", e eu: "� o caso do caso do macarr�o".

Entendeu? Retardada!

- Bom dia, colegas! Napoleone, quer um terno seguro? - Quem dera!

Jogue: adiantamento, aumento de sal�rio e a raiva!

A raiva que come qualquer um. E eu rio!

Muito bem, senhor "Coca Cola"! Senhor Colabona!

Tirou a minha cadeira, deu, como se diz, um golpe de estado!

Eu fiz somente para n�o fazer palha�ada diante do inspetor-geral!

Enquanto isso voc� est� sentado naquela cadeira, � tudo uma palha�ada!

Ah, sim? Espere um pouco!

Quando entrar um superior fique em p�!

- Eu me levantar ante um colega? - Colega sim, mas superior!

Superior por cultura, por nascimento e por sentido! Entendeu?

- Sou superior em cem por cento - N�o me toque, n�o me machuque!

- Voc� me machucou aqui! - Foi um "lapso de la�o".

- Est� bem, O inspetor-geral decidir�! - Voc� me faz rir!

- Eu rio! - "Ridi, pagliaccio!"

O inspetor-geral j� decidiu, ignorante. - Como sabe disso?

Como sei? Eu sei de tudo. Como fazemos com a cadeira?

- Sente voc�! - Ah, renuncia! - N�o, ponhamos os pontos nos "I".

- Eu ponho os pontinhos. - E eu devolvo por que devo falar!

- Voc� � renunciante! - N�o, n�o em tudo! - Admita!

- Veremos quem fica! - Veremos, caro ge�metra!

- N�o sou um ge�metra, sou um perito comercial! - Mas � similar.

Ha vinte anos que se diz perito e n�o perece nunca!

Pere�a um bom tempo e caia fora. Fa�a-me o favor!

- Bom dia! - Quem � voc�?

Como ousa entrar na sala de um funcion�rio em suas fun��es?

- Eu sou... - Calado! E se fa�a anunciar!

- Mas eu... - Caia fora! Fa�a-se anunciar! - Est� certo.

- V�! - Tem raz�o, fa�o-me anunciar.

- Fa�a-se anunciar! - Eu me fa�o anunciar!

Eu disse, caia fora!

- De que est� rindo? - Nada. - Ria, ria. - Rio, rio!

"Ri melhor quem ri por �ltimo" caro amigo.

Al�? It�lia, sou eu, seu marido.

Ou�a, est� dormindo? Ah, est� acordado? Muito bem.

Lembre-se, no caf� da manh�: p�o, manteiga, geleia, caf� com leite.

Por favor, os sandu�ches que est�o com azeite.

Apenas deixe. avise-me. Por favor. Tchau.

- O doutor Matteo Rossi. - Entre!

- Cavalheiro, quer uma dupla segura? - Talvez!

- Jogue em liquida��o e licenciamento. - 32 e 57, obrigado!

Por favor!

- Com licen�a? - Entre! - Bom dia. - Quem � voc�?

- Mas quem sou eu? Eu me fiz anunciar. - � surdo? Eu disse que se fizesse anunciar!

- Eu fiz. - Quem? - O cont�nuo. - Quando? - H� pouco!

- Vamos, que quer? - Deixe-me acabar, eu sou...

Come�ando tudo com "eu sou" "eu sou", "eu sou"!

Seja gentil, seja gentil, escute-me, eu dou o doutor Matteo Rossi!

- S� faltava dizer Giuseppe Verdi! Identifique-se melhor. - Eu me identifico!

Eu sou o inspetor-geral enviado pela dire��o da sociedade!

N�o � poss�vel, neste momento o inspetor est� comendo p�o, manteiga e geleia.

- E caf� com leite. - Ou�a, caro, car�ssimo, amabil�ssimo Colabona...

Como, voc� conhece Colabona?

Sim, o senhor Colabona veio gentilmente me buscar na esta��o.

Esta � uma maquina��o infernal, um compl� contra mim. Piedade! Desculpe!

Piedade! Se n�o quiser fazer por mim, fa�a por minha mulher e meus filhos!

- Que filhos, s� tem uma filha! - Posso ainda ter outros, n�o? Piedade!

- "Guardalaracchia"! - Sou "Lavecchia". - Pare com essa histeria!

� histeria de um funcion�rio muito �ntegro, acredite, acredite!

Minhas notas funcionais falam claro!

Infelizmente n�o posso falar - Por qu�? - Porque n�o foram encontradas.

Ah! Esta � outra maquina��o contra mim!

Cale-se! N�o foram encontradas nem mesmo as do senhor Colabona!

- N�o? - N�o tinha Colabona? - Como, "scolabrodo" (*coador)... - Colabona!

Se quiser que eu lhe digo, eu sei de cor.

- Queria tanto bem ao senhor Santoro. - Diga-me, que dizia de mim o Sr. Santoro?

- Coisas turcas (*ruins). - Como coisas turcas?

De fato, Santoro era oriundo de Constantinopla.

- As anota��es ele escrevia em turco! - Tudo isto n�o tem import�ncia.

- Como n�o � importante? - Eu me regulo seguindo minhas impress�es pessoais.

Eu me basearei naquilo que vejo.

E o que eu vi hoje n�o dep�e a seu favor, Guardalavecchia.

Voc� � um hist�rico, um louco, um man�aco!

No trabalho, como na vida, precisa-se de gentileza, do�ura, tato!

Tato! Tato!

Tato, tato... Veja, caro Rossi hom�nimo...

Na vida, como no trabalho, precisa-se de do�ura, gentileza e tato.

Eu digo, tato!

N�o preciso nunca ficar com raiva.

Mas quando um cavalheiro como eu se encontra na frente de um patife,

fedorento, comil�o, que come, bebe e usurpa, e n�o se apresenta,

eu n�o me importo com a gentileza com a do�ura nem com o tato!

Sabe o que fa�o? Primeiro de tudo eu tiro a toalha!

- V� embora! - Como se atreve? - Usurpador! V� embora!

- Mas o que eu fiz? - Fora! Fora com isto!

- Antonio, espere... - Mas por qu�? - Fora!

- � uma vergonha! - Que ter� acontecido!

- Acabou o tri�ngulo, hem? - Calada!

- Voc� se passa por inspetor! - Eu sou inspetor escolar!

- V� para a escola! - N�o, n�o! As minhas coisas!

- Antonio, acalme-se! - A mala! Pelo menos agrade�a a sua filha!

- Antonio, acalme-se! - Isso � meu!

- Antonio, sua filha est� chorando! - Ela chora e o pai n�o ri!

Olhe quem ri, o meu inimigo implac�vel! Azarento!

- � seu amigo! - Era meu amigo! Agora n�o � mais! Azarento!

- Voc� poderia arruinar sua reputa��o. - Eu quero arruinar!

Ri porque pensa ter a promo��o no bolso!

Ri melhor quem ri por �ltimo! No fim eu vou conseguir! Entendeu?

Eu n�o paro com qualquer obst�culo! Quem hesita est� perdido!

- Colabona, quem lhe diz � um Guardalavecchia! - Antonio, est� louco?

Colabona!

- Bom dia! - Bom dia, comendador!

- Estou satisfeito com voc� j� no trabalho. - Sempre me antecipo.

- S�o anos! - Sente-se. - Mas como digo? Lustros! "Bilustros"!

- Por favor. - E voc�? - Eu me sento aqui.

Fiquei satisfeito. Ontem n�o tive uma boa impress�o.

Tem raz�o! Permita-me que diga, tem raz�o!

Ontem eu estava nervoso, e hoje tamb�m. Eu estou! Estou sempre nervoso!

- Por qu�? - Deveria falar, mas... - Fale.

- Posso dizer um segredo? - Diga-me, Guardalavecchia.

- Um perigo est� sobre n�s. - N�o! - Sim! - N�o! - Sim!

Neste escrit�rio existe um azarento. N�o digo o nome, mas est� mesmo aqui.

N�o diga uma coisa dessas, � uma supersti��o, coisa de ciganos!

- N�o acredita? Ter� a prova. - Bobagem, n�o existem azarentos!

N�o se trata de um azarento qualquer.

N�o, descende de uma fam�lia de azarentos. � um azarento heredit�rio.

O av�, falecido, era embarcado no Titanic como marinheiro.

Voc� sabe o que aconteceu, uma desgra�a. S� se salvou o av�.

Depois embarcou para Messina e disse: "Mas que bela cidade!"

- Naquela noite, terremoto de Messina. - N�o... - N�o acredita?

Um dia foi tomar banho em Casamicciola...(*terremoto 1883)

N�o acredite nisso, deve ter sido inacredit�vel coincid�ncia.

Voc� chama coincid�ncia? Uma hoje, outra amanh�,

no fim s�o muitas coincid�ncias que coincidem!

Eu n�o acredito, mas se quiser podemos afastar Cavallo da sua sala.

Cavallo n�o. E depois um cavalo � sempre confort�vel.

Mas ent�o voc� se referir a Cola...

N�o diga o nome, por favor! Ou acontece uma cat�strofe!

- Bom dia. - Bom dia.

Tudo isso � bobagem, volte ao trabalho.

- Bom dia, comendador. - Bom dia.

- Permite-me um telefonema? - Telefona tamb�m de manh� cedo?

- Eu semeio de dia e colho de noite. - � justo.

Al�? Tatiana! � Cavallo!

Que piso! Por pouco n�o quebrava o pesco�o!

- Cuidado, talvez caia a prateleira! - Que susto!

Um dia cai. Eu digo h� vinte anos mas ningu�m liga.

Combinado, "amor�vel".

Ent�o, que devo fazer com esta papelada?

- Est� assinada? - Sim senhor, foi assinada.

- Quando? Ora, ora! - Ora, ora! - Cavallo, leve para l�!

- Cavallo, leve para l�! - Cavallo... - Cavallo...

- Que �? - N�o, nada.

- Procurava-me? - Ah, sim.

- Leve este pacote ao antiqu�rio Tommasi. - O surdo?

MAICO - VENCE A SURDEZ Sim, mas logo. V�!

- Guardalavecchia. - Ordene! - Venha um momento. -� j�!

- Eu tive que refazer completamente a papelada da Anapi! - Nossa!

- Foi despachada por voc�? - N�o! - E por quem? - Por Colabona.

- A� est� Colabona. - Bom dia, inspetor!

- Voc� preparou os documentos para a Anapi? - N�o � da minha compet�ncia.

Estava cheia de erros! Que n�o se repita mais nunca!

- Claro! - Claro? - Um tinteiro! - Imediatamente.

Cuidado, inspetor, pode se sujar.

- Voc� sujou! - Mas... - Que lhe dizia?

- N�o importa. Onde tem um lavabo? - No corredor!

Documentos errados, as manchas... Aqui n�o funciona nada!

At� esta prateleira pode cair!

- Machucou-se? - Inspetor! - COLABONA, N�O TOQUE EM MIM!

- N�o toque nele! - N�O TOQUE EM MIM!

Cuidado com o piso!

Voc� o faz cair! Desgra�ado!

- Eu lhe ajudo! - Colabona, n�o se ocupe mais comigo!

- Queria tirar a mancha. - Esque�a!

O que eu lhe disse? � uma pot�ncia!

Toque nisto, eu sempre trago comigo quando estou com ele!

N�o poderia ter escolhido outro lugar? No mar, com este tempo?

Pelo menos temos certeza que seu pai n�o vir� aqui nunca.

Seu pai tornou-se uma obsess�o.

Outro dia, quando voc� me chamou de Elvira por telefone,

eu pensei que estava louco, isso nunca tinha acontecido!

Era papai, n�o podia falar. Sabe como ele pensa a seu respeito.

Mas que culpa eu tenho se ele pensava que eu era outro!

N�o ligue, papai � mesmo assim, mas um dia ou outro isso passar�.

Um dia ou outro... Quando? Eu n�o aguento mais!

Eu preciso lhe ver, falar... sempre.

Senhor Rossi, mas ent�o voc�...

- Sim, e voc�? - Sim!

Oh, Deus! Eu estou feliz!

- Mas que fa�o? Dou-lhe um beijo! - Aqui, n�o, algu�m poderia nos ver.

Por que n�o aqui? Somos eu, voc� e o mar...

Vamos, rapazes que daqui a pouco chove!

N�o, deixem-me descer!

- Que fa�o com esta papelada? - Leve para l�.

- Ainda para l�? - Leve para o protocolo!

S� sabe telefonar para mulheres! � um asno, um jegue que se chama Cavallo!

- Muito bem! - � o antiqu�rio.

- Ah, Colabona, � o surdo. - Ah, sim... - Deve dizer algo a ele?

- N�o, atenda-o. - Eu o atendo, hem?

A que devo a honra deste peido matutino?

N�o posso acreditar nos meus ouvidos!

- Os ouvidos lhe trouxeram um p�ssimo resultado. - Diga isso de novo!

- � in�til, pois voc� � surdo como um sino! - Ao contr�rio, eu ou�o!

- N�o! - Sim! - Como � poss�vel? - Possibil�ssimo!

- � t�o surdo que nem sente uma dor de cabe�a... - Agora eu ou�o!

- Quer um teste que n�o ouve? - Sim! - Olhe para l�!

Basta! Eu sempre fui insultado neste escrit�rio! Est� bem?

Mas n�o voltarei mais aqui!

Devo agradecer ao seu cont�nuo que me deu este aparelho visual!

Ouve com os olhos e v� com os ouvidos?

N�o seja imbecil! Eu o ou�o!

- E quem lhe deu? - O cont�nuo. - Napoleone? - Sim!

- Viva Napoleone! Viva sempre! - Viva sempre Napoleone!

# Este surdo virou idiota! Idiota, idiota... #

Voc� ri por baixo desse bigode porco que tem no focinho!

Voc� � um traidor, um Judas! Deveria se chamar "Colajudas!"

- Que est� havendo aqui? - � ele!

- O senhor Guardalavecchia trata mal os clientes. - Eu?

Ouviu como o surdo gritava? O cliente � sagrado!

- Voc� � um profano, n�o deveria nunca abrir a boca! - Por qu�?

Quando fala acontece alguma coisa! N�o queria dizer isso, mas me obrigou!

- Ah, sim? - Esta manh� voc� falou tr�s vezes!

- E ent�o? - Tr�s cataclismos sucessivos!

- O piso, a prateleira e o tinteiro. - Desculpe, inspetor!

Eu preciso p�r os pontos nos "I"!

- Voc� acha que eu azarei? - N�o queria dizer isso.

- Voc� tamb�m pensou! - N�o � verdade! - Como n�o! � verdade!

- Colabona, os fatos falam por si! - Voc� ouviu? - N�o � verdade!

Mas, acredita! Posso notar na cara!

Bem, ent�o eu sou um mau agouro! Quem sabe, talvez eu concorde!

Mas tenham cuidado, por onde eu passo, passa a ru�na!

- Eu fiz o Santoro morrer! - Acalme-se. Quer alguma coisa? - N�o!

Inspetor, voc� o afaga? Um indiv�duo como este deve ser removido!

N�O, DEVO SER PAPARICADO! TODOS QUEREM ME PAPARICAR!

- Vamos lhe dar a promo��o - N�o! - Conv�m-me ser azarento!

Fa�a a paparica��o, eu suporto! Mas a promo��o n�o!

- A promo��o sim! - Voc� dar porque tem medo dele!

- O tinteiro, o piso, a prateleira... - Eu inventei tudo!

- O que inventou? - Se voc� � azarento, vai matar o inspetor!

Mas voc� � maluco! Ainda sou jovem!

- Eu o faria morrer, mas... - Eu quero viver!

Os azarentos t�m uma pot�ncia enorme! Quebre! Isole!

- Quebre alguma coisa. - Quebraria com prazer alguma coisa!

- Quebre a vidra�a! - Eu quebro!

Desculpe, esperava a entrega de sete caix�es de �bano de Valtellina.

Esta promo��o virou uma obsess�o.

Olhe como devemos falar. Eles brigam e n�s ficamos no meio.

A ambi��o, a mania de poder fizeram ficar inimigos!

- Teresa! - At� amanh�. - Tchau.

- It�lia! - Estou aqui!

- Finalmente! Com quem estava falando? - Com ningu�m.

- Falava com a mulher de Guardalavecchia! - Sim, � verdade!

O que temos a ver com a briga de voc�s, os homens?

Ele n�o � um homem � uma serpente venenosa!

N�o ande por a� assim vestida desse modo! Cubra-se!

Ele n�o � um homem � uma serpente venenosa, entendeu?

Comprometeu a minha promo��o que era quase certa!

Tinha a promo��o na m�o!

O doutor Rossi estava gostando de mim, quase eu o tratava de "voc�"!

- Teria o chamado de "Matteo"! - Chama-se Matteo Rossi? - Sim.

- Por que, voc� o conhece? - N�o, n�o, assim... parecia...

- Parecia-me que n�o fosse nada de mal. - Mal n�o, muito mal!

Com parentes de Colabona, familiares, afins, colaterais,

ascendentes e descendentes leg�timos e naturais de qualquer grau, n�o precisa falar!

Os telefones a mim!

N�o paro com o primeiro nem com o segundo, nem com o terceiro obst�culo!

Como diz o antigo ditado de Chiavari: "Quem hesita est� perdido!"

Se eu vou parar! Imagine!

- Al�? - Bar Isonzo? Gostaria de falar com Cavicchioni.

- Cavicchioni! - Sim! - Telefone!

Jogue, mas n�o roube porque eu lhe pego! Por assim dizer.

Obrigado.

Al�? Sim, sou eu. Boa noite senhor Guardalavecchia!

- Est� me ouvindo bem? - Sim.

Est� bem. Mas n�o acabo de novo na delegacia?

Deixe comigo, sou um profissional dessas coisas.

Est� bem, adeus.

Adua! Tenho uma coisa para voc�!

Ei! Deficiente!

Quero fazer voc� ganhar algumas Liras e voc� me bate?

Que vem fazer isso aqui? Parece-me uma provoca��o!

Est� incomodando? Eu n�o provoco ningu�m, s� fa�o "p�, p�".

N�o � poss�vel que neste escrit�rio n�o se possa fazer "p�-p�"! E onde vou fazer?

- Senhor Colabona, uma senhora lhe procura? - A mim?

- � voc�, n�o? - N�o espero ningu�m.

Se a senhora quer falar com voc�, fale Devemos mand�-la embora?

- Disse que quer falar pessoalmente com o senhor. - Pessoalmente comigo?

Que papel diante de uma senhora? Mande-a entrar.

- Ou�a... - Deixe comigo, sou um homem do mundo.

Colabona, eu vou embora, sen�o...

Colabona, eu vou embora, sen�o eu atrapalho.

Boa sorte. Boa sorte.

- Com licen�a? - Entre.

- Por favor, sente-se, sente-se. - Obrigada.

- Senhora ou senhorita? - Senhorita. - Ent�o, parab�ns. - Obrigada.

- Em posso lhe ser �til? - Permite-me? - Pois n�o.

Se quiser enviar alguma encomenda, � o escrit�rio adequado.

- Ah, engra�ado! - Ent�o, me diga.

Ah, sim. eu vim para... Oh, mas que calor faz aqui!

Sente calor? Talvez eu esteja habituado, mas n�o me parece t�o quente.

� terr�vel! Permite-me?

- Assim est� melhor. - Por favor!

- Diga-me, senhorita, n�o tenho tempo a perder. - Ah, sim, ent�o...

- Oh, mas est� verdadeiramente sufocante! - Mas que est� fazendo?

Vou tirar, n�o aguento mais!

- Senhorita! - Por qu�?

- N�o estamos na �frica! - Mas voc� quando tem calor n�o tira a roupa?

- Mas fica nua! - Quando tenho calor eu tiro tudo! Assim fica melhor!

- Pode-se abrir a janela? - N�o, senhorita!

- Sabe o que fa�o? Tiro tudo. -N�o, mas o inspetor est� a�!

Faz tanto calor! Por que n�o tira tamb�m?

N�o! Nossa M�e! Olhe o inspetor, por favor! N�o!

N�o o que faz? Doutor Colabona! Oh, me faz c�cegas!

Colabona!

- Inspetor... - Isso passa todos os limites!

- Quem � esse cara feio? - � o inspetor!

Isso � p�ssimo, senhores!

- Mas est� maluco? - N�o gosto dele, voc� � mais carinhoso!

- N�o a conhe�o, inspetor! - Como n�o me conhece? Somos noivos!

- Voc� � um homem casado! - Eu juro que nunca a vi!

- Se ainda est� casado, vamos para o M�xico, n�o �? - Eu tenho fam�lia!

Voc� tem medo dele? Em vez disso, quando havia outro, todos os s�bados...

- Nos s�bados! - Mentira! � um ataque a minha honorabilidade!

- Cavallo, fa�a cessar este esc�ndalo! - Com prazer!

- Acredite! - Eu acredito no que vejo! - Droga!

Cavallo! Como se atreve? Voc�s saiam!

- Voc� � um mentiroso! - Deve-me uma explica��o! - Sim, inspetor!

Eu sou puro como um l�rio! Deixe-me em paz!

N�o a conhe�o! � um atentado de Guardalavecchia!

Est� bem. Cavallo, vista a senhora. Mande-me Guardalavecchia!

- Venha � minha sala, Colabona! - Sim, "com a boa"! - Mas que disse?

- Voc�, vista a senhora! - Venha � minha sala!

- � voc� quem vem � minha sala, claro? Vamos! - Est� bem.

- Quero me vestir, faz frio! - Est� muito bem assim, senhorita.

- Eu lhe ajudo. - Mas que faz?

Napoleone, o inspetor quer Guardalavecchia na sua sala!

- Venha, "amorabil�ssima"! - Esses s�o os n�meros com certeza!

- Senhor Guardalavecchia, v� � sala do inspetor-geral! - Estou indo!

- Entre e sente! Onde? - Ali. - Sim senhor.

- Senhor Guardalavecchia! - Sim senhor!

- O senhor Colabona disse nunca ter conhecido aquela mulher. - Nunca!

- Deixe-me falar! - Deixe-o falar!

- E eu acredito nele! - Faz bem, � um caso humano.

N�o, eu n�o acredito que sejam casos humanos!

Senhor Guardalavecchia. diga-me a verdade: tem seu dedo nisso?

O senhor acha que colocaria o dedo nisso?

Mas quando voc� quis me fazer passar por azarento, voc� botou!

E em vez disso voc� deu os �culos ao surdo!

Chega! O que foi, foi. De hoje em diante serei sever�ssimo com voc�s dois!

Ser� o dia do cinquenten�rio da funda��o desta sede em N�poles.

E o grande diretor Amilcare Pasquetti participar� da festa,

ou seja, o diretor-geral e propriet�rio desta empresa!

E a todos voc�s presentes nesta gloriosa sede,

que me veem por anos sentado em uma mesa na qualidade...

Advent�cia.

Na qualidade de simples advent�cio, Minha sauda��o a todos voc�!

O meu incondicional abra�o...

vai tamb�m �queles que, enquanto n�o sentados nos escrit�rios,

cuidam da nossa mercadoria em navios, trens e avi�es!

Ficaria grato que procurassem fazer uma justa homenagem...

a nossa clientela!

N�o � em v�o dizer que de fato � o nosso lema!

Empresa Pasquetti, transportes perfeitos!

Basta, voc�s me emocionam!

- Teresa! - Matteo! Ent�o � voc�!

Eu sou um pouco envelhecido, mas voc� voc� continua linda como era ent�o.

- J� passaram tantos anos... - Ou�a, Teresa, vamos sentar.

- Cuidado, meu marido... - Seu marido? - Sim.

- Por favor. - Obrigado. � sua mulher? - N�o, � uma funcion�ria. - Muito prazer.

N�o entendo porque minha irm� ainda n�o tenha chegado.

- Trouxe sua irm�? - N�o, ela mora aqui, nunca deixaria N�poles.

- � natural. - � rom�ntica, cheia de poesia.

- Sim, � uma cidade rom�ntica. - Falava da minha irm�.

- Desculpe-me. - Pois n�o. - Quer gelo?

Gostaria, se fosse poss�vel. Por favor.

- � feliz com ele? - Ele me ama e eu o amo.

Em vez disso eu n�o lhe esqueci. Eu permaneci solteiro.

- Verdade? - Sim. - Fez isso por mim? - Sim.

E por que n�o me esperou?

Eu lhe esperei a noite toda, mas voc� n�o veio.

- Era o nosso primeiro encontro de amor. - Ah, sim...

Naquela noite, enquanto ia lhe ver, os alem�es me pegaram.

Que noite aquela noite! Que bronca!

Eu n�o sabia disso. Mas eu lhe esperei.

Por que voc� n�o me esperou antes de se casar?

N�o podia ficar uma solteirona!

- Antonio, coma. - Que comer! Estou nervoso... - Por qu�?

- Olhe com quem Teresa est� falando. - Com o inspetor-geral.

- N�o lhe parece nada? - O que �?

A mulher de Colabona est� seduzindo o inspetor-geral,

a fim de conseguir a promo��o para seu marido, entendeu?

- Colabona mandou "a boa"! E eu quem mando? - Eu vou!

- Eu sou um Guardalavecchia, n�o um Colabona! - Ent�o eu vou embora!

Poderemos recome�ar, n�o?

- Mas que diz? Agora sou uma senhora. - Exatamente. - Matteo!

Sinto muito ter perdido seu discurso.

Mas o terceiro programa transmitia uma maravilhosa p�gina shakespeariana

que literalmente n�o me deixou sair da cadeira.

- Entendo. - Desculpe, senhor presidente!

Apresento-lhe um �timo funcion�rio, o cavalheiro Guardalavecchia.

- Obrigado. - Muito prazer. - Permita-me, senhora. - Por favor, senhorita!

- Cometi uma gafe? - Sim! - N�o tem import�ncia.

- Sabe, �s vezes... - Acontece. - Ainda n�o � casada?

Agora cometeu uma gafe!

- A gafe? - Outra gafe! - Uma grande gafe! - Uma "gafona"!

- N�o... - Desculpe. - N�o, eu sou Giulia Pasquetti, irm� dele.

- Ah... - A irm�! - H� quanto tempo? - Como?

- � claro, uma irm� nasce com seu irm�o. Desculpe-me - Senhorita!

A bela senhorita ainda n�o encontrou a alma g�mea?

� um bel�ssimo comprimento que aprecio muit�ssimo!

Um cumprimento feito a minha irm� � um passaporte para a minha amizade!

- N�o entendi. - Um passaporte... - Para a estima e a amizade.

- Isso, isso! - Obrigado, obrigado!

A senhorita n�o � s� bela, ousaria dizer que � absolutamente...

- Ofende-se se eu disser? - Por favor. - Absolutamente divina!

- Voc� � muito gentil. - Eu me arranjo.

Eu diria que sua veia po�tica me agrada completamente.

- Para n�o ser menos que meu colega... eu direi... - Colabona, por favor!

N�o � necess�rio, todos os elogios seriam sup�rfluos.

- Deveria lhes dizer alguma coisa, querida, deixo-lhe em boa companhia. - �timo!

- Com licen�a, irm�. Venha Colabona! - Com licen�a.

N�o se importe com ele, � um cretino. �timo funcion�rio, mas um idiota.

Erra os documentos, comete gafes... Deveria ser severamente punido!

- Falarei com meu irm�o, ele nunca me diz n�o. - Ah, sim?

Pense que se quisesse, em vez de puni-lo, poderia promov�-lo.

- Ent�o n�o entendeu nada! - Por qu�? Eu disse alguma coisa errada?

Com essa boca pode dizer tudo o que quiser.

Mas se h� algu�m que v� promovido, que seja eu, senhorita Pasquetti!

- Chame-me de J�lia. - Se me permitir chamarei de Julieta. - Oh!

- E o seu nome? - Para voc� eu sou Romeu.

Sim, um pouco maduro, um Romeu territorial, mas v�lido.

N�o � isto, a idade n�o interessa!

- Julieta encontra Romeu... - � um sinal do destino.

- Nossa, que calor! - Vamos nos refrescar no jardim. Por favor!

Cuidado, h� alguns buracos. Fazem de prop�sito, � uma esp�cie de hobby.

Com v�, este jardim � um "hobitu�rio".

Que bela noite, maravilhosa, estrelada, lunar!

Parece uma noite feita de prop�sito para os apaixonados.

- Eu n�o acredito mais no amor. - Ah, n�o?

- Eu amei s� uma vez na vida. - Ah, sim?

- Um ator shakespeariano, um homem superior. - Um marechal?

- N�o, um ator! - Ah, desculpe.

Um grande int�rprete do poeta, e ele pr�prio um poeta.

A sua voz era m�sica, a sua palavra poesia.

- Noivaram? - Mais! - Ah!

Eu o amava, sem inibi��es, al�m das conven��es sociais!

- Mas sim! - Al�m do amor, al�m da morte!

- Est� morto? - N�o! - Vivo?

Um dia saiu para comprar cigarros. Nunca mais voltou.

- Ter� encontrado a tabacaria fechada. - Mas que diz? - �s vezes fecham.

Voc� n�o fuma, se fumasse saberia que �s vezes as tabacarias fecham.

- Fal�vamos em versos. - Tamb�m nos dias �teis? - Sempre!

- Voc� conhece Shakespeare? - Nossa! Em casa cham�vamos de William.

"Ser ou n�o ser? Este � o problema!"

O meu problema s� voc� pode resolver. O resto � sil�ncio.

- Oh, sim, o sil�ncio. - O sil�ncio.

- A segunda parte � melhor. - O sil�ncio... - � de ouro.

O sil�ncio do meu cora��o, que fica em sil�ncio por um longo tempo, quem...

- Hem? - Quem? - Quem? - De quem mais poderia falar?

- O qu�? - O meu cora��o! - Eu! - Voc�? - Sim.

Poderia se dedicar s� a mim? Mas voc� � livre?

De um certo modo, sim. Todos somos escravos da necessidade!

"H� algo de podre na Dinamarca!"

- Mas voc� n�o tem v�nculo. - Sou um "v�nculo sem sa�da".

N�o mais, eu vou lhe levar do alto-mar � orla.

- De? - Do alto-mar � orla! - Procurar o alto-mar em um ovo?

Voc� Romeu, eu Julieta! Reviveremos a cena da sacada!

- Quando? - Esta noite. - Onde estar�? - Facilmente encontrar� a casa.

- � do estilo veronense, depois de Portici, no campo. - Mas � uma sorte!

- Seus gostos s�o excelentes! - Os senhores s�o servidos.

"Ri da cicatriz quem nunca provou um ferimento."

Mas que luz vejo daquela sacada?

Aquela janela � o oriente e Julieta a promo��o!

Julieta! Julieta!

- Julieta! - Romeu!

Julieta, des�a pela escada!

Em vez disso, n�o tenha pressa.

Mas onde devo sentar se aqui n�o se v� um banco?

Sente-se naquela subida ou fique em p�.

Discorrerei de repente, bem aqui daqui de baixo!

- Que coisa me pede? - Pe�o que me ame.

- Oh, sim, eu amo, audaz. - "Audax fortuna juventus. "

Sim, eu amo, Mas eu vim para o balc�o para lhe dizer que n�o seja imprudente.

Meu irm�o suspeita justamente.

E ontem � noite mais de um empregado esbo�ou um sorriso de ironia.

N�o me importa se algu�m tenha j� esbo�ado, quero que logo seja minha.

- Ent�o me prop�es sermos amantes. - N�o estamos s�s, existem muitos.

Mas um dia vai me fazer sua esposa?

Minha esposa? N�o, n�o posso. Como ouso casar com voc�...

um caixeiro morto de fome e sempre sem dinheiro?

- Poderemos fazer algum sacrif�cio. - � melhor me fazer um chefe de escrit�rio!

"Um cozinheiro pensativo pega pouca pimenta".

Ent�o seu amor � interessado!

Julieta, que diz, est� enganada! Amo voc� de qualquer modo, e voc� sabe!

- Esse amor pode lhe trazer um problema. - N�o importa, vou lhe dar meu cora��o.

� muito pouco para um grande amor. Al�m do cora��o, eu quero todo resto.

- Gosta de mi�dos Diga-me, vou logo. - Giulia!

- Meu irm�o me chama, que desventura! - Vou para seu quarto nessa altura?

- Por favor, n�o fa�a, � um desgosto! - Onde tem perigo, tem mais gosto!

De qualquer forma, vamos nos ver em outro local amanh� mesmo.

- Sim, sou todo fogo! - � um lugar segur�ssimo, afastado.

Amanh� mesmo, com um papel, direi onde fica o hotel.

- E depois? - Amanh� de noite, por fim, vai saber...

- O qu�? Quer saber agora? - Um adiantamento?

Como � bom o queijo com pera!

- Giulia! - Devo ir. At� mais, meu amor.

- Sa�de! - Obrigado.

- Adeus, Julieta. - Adeus. - Adeus, Julieta. - Adeus.

- Julieta... - Eu entendi, tchau! - N�o se aborre�a!

Palavr�es, fingimentos e espirros...

Que tem que se fazer por esta promo��o!

� um hotelzinho de periferia que � ideal para um encontro.

- Reservado, tranquilo, melhor que uma gar�onni�re. - Quem se importa?

Chama-se Villa Lolita. Tome, tome, aqui tem endere�o e n�mero do telefone.

Fique com ele, eu sou um homem s�rio, e acima de tudo honesto!

D�-me, eu tamb�m sou um homem honesto e s�rio, mas algumas vezes...

Como se diz? Somos homens. pertencemos a esse sexo! N�o h� outro!

- Quero me casar de branco. - Com o v�u, branco, eu lhe prometo!

A nossa fuga, o nosso romance de amor, deve ser uma simula��o.

- Eu pensava, que seu pai nos surpreender em uma... - Em uma?

- Eu um quarto de hotel! - M�rio!

E diante do fato que acreditar�o realizado, vai nos dar a sua permiss�o.

- O que faremos em um quarto de hotel a noite inteira? - Contaremos anedotas.

- Anedotas? - N�o ser� muito. Os seus pais nos surpreender�o antes de meia-noite.

Sim, eu prometo, ser� uma coisa rom�ntica.

Sim, casta. Cast�ssima.

Recordaremos juntos a longa noite de 1943, quando n�o...

Se me prometer que seremos ing�nuos com ent�o, eu aceito.

Oh, querida, querida... Voc� me faz assustadamente feliz!

Sim...

Tchau, querida.

Caro Cavallo!

Caro Cavallo, eu lhe fiz vir aqui para uma coisa muito delicada.

Sou um homem do mundo!

Veja, Cavallo, eu sou s�, solteiro, e aqui em N�poles n�o conhe�o ningu�m.

Tranquilo, comendador, sou �ntimo de algumas f�meas terr�veis: albanesas, tunisianas...

Um momento, Cavallo. Como dizer? E onde eu levo a mulher?

- Aquilo que me falta �... - A alcova. - Exatamente.

Tranquilo, comendador, conhe�o um lugar confortabil�ssimo.

N�o, n�o, n�o, olhe, Cavallo...

Trata-se de uma mulher casada, n�o queria compromet�-la.

Eu j� entendi Sou "t�cnico da doce vida".

Na Villa Lolita, n�o pedem nem os documentos ao senhor.

- Nem mesmo os documentos! - Caro Cavallinho!

N�o entendo como far� que meus pais venham nos surpreender!

Chama-se Villa Lolita, muito conhecida! L� andava meu av�!

Esta noite, antes de sair de casa, deixar� uma carta em que dir� ingenuamente aonde vamos.

- E os seus ir�o se precipitar imediatamente. - Uma carta desse tipo n�o sei escrever.

Sim, voc� � uma professora, s� sabe ditar.

Mas eu sou o inspetor, Desta vez o inspetor ditar� � professora.

Aqui est�, sou organizad�ssimo. Esta � a caneta.

Est� pronta? Ent�o: "Querido papai: escrevo-lhe e a minha m�o...

- # Quase treme... # - "Quase treme...

- Ent�o, cavalheiro, que devo fazer? - Espere um momento.

- Sabe aonde deve lev�-la? - Sim, � senhorita Julieta...

Calado, idiota!

Espere, vou l� fora!

Ah, � aquele da agress�o na esta��o!

Minha querida Julieta: Espero-lhe �s 21 horas no hotel "Villa Lolita", quarto 44. Seu Romeu.

Ah, patife!

Quer conseguir a promo��o com a irm� do irm�o!

Veremos, Guardalavecchia!

- Presidente, aqui est�o! - Onde est�o? - Um momento...

- Presidente, aqui est�o! - N�o tem ningu�m!

- Em nome do presidente, saiam! - Fora!

- O que disse? - Fora! - Fora!

- N�o est�o! - Voc� est� tirando sarro comigo?

- N�o... - Aqui n�o tem ningu�m! - Como n�o tem ningu�m? - Deveria saber!

- Eu pergunto humildemente. - Voc� deveria saber!

Mas se for uma inf�mia eu lhe mando para a Sardenha, entendeu?

N�o, n�o entendi.

Se for uma inf�mia lan�ada contra minha irm�, eu lhe mando para a Sardenha!

- Ah, para a Sardenha. - Entendeu? - � verdade! - N�o � verdade! - � verdade! - N�o!

- H� uma can��o que me persegue. - Voc� acha que � hora de cantar!

Eu vi a c�pia da carta, Leio?

Sim, n�o sou surdo! Leia, mas n�o basta!

"Cuco"? Amor? Julieta?

Julietinha?

Julieta, onde est�?

Ocupado?

V�-se que ainda n�o chegou.

Gostei!

- Boa noite. - Boa noite, senhorita.

- O quarto do senhor Rossi. - Quarto 43, primeiro andar, por favor.

Bela t�mida de Antonio,

meu amor sublime, dulc�ssima paix�o,

por favor, fale com seu irm�o, consiga-me a promo��o!

Eu estou ensaiando e ela n�o vem. Falo � toa!

- Boa noite, sou o doutor Rossi. - Quarto 43, primeiro andar.

- Tinha solicitado um jantar de frios e champanhe. - Claro.

- Dever� vir uma senhora. - J� est� no quarto. -Ent�o s� falto eu.

- Tome. - Obrigado.

Champanhe, n�o!

Teresa! Teresa!

Teresa...

Teresa, est� aqui, Teresa?

- Teresa? - Estou aqui. - Onde? - Aqui!

Ah... amor!

Escondemo-nos em outro quarto. Tenho certeza de surpreend�-los.

- Colabona! - Deve ser aqui!

- Aonde quer me levar? - Ainda n�o entendi!

O presidente com o fedorento do Colabona! Como esse maldito soube?

Maldi��o para voc�, Colabona! Maldito! Para voc� uma p�ssima p�scoa!

- N�o, Matteo! - Meu amor!

- Matteo! - Teresa!

Pe�o-lhe, n�o insista!

Lembre-se daquela longa noite de 43, 44, 45, 46, 47...

- Onde fica o 44? - E pergunta a mim?

-� depois! - Sa�mos agora do 44!

Vamos nos esconder no 43!

Matteo, � meu marido! Ele nos mata!

Nossa!

- Voc�? - Oh, o meu chap�u!

- Ent�o, entramos? - Sim.

- Desculpe, eu lhe machuquei? - N�o. - Eu ouvi "ai"!

Fiquemos aqui, parece-me o lugar adequado.

Eu n�o sei como me fez convencer de vir aqui!

- Fui um burro! - � verdade. - N�o me toque. - Eu n�o lhe toquei!

Porteiro, por favor, o quarto 43.

Voc� tocou?

- N�o tenho despertador no bolso, foi o telefone. - Ah, a� est�.

Al�? Os ad�lteros est�o no banheiro.

Est� bem, est� certo.

- Vou no banheiro. - Eu lhe espero aqui. - N�s dois no banheiro!

- N�o estou com vontade. - N�o, sua irm� e o amante est�o no banheiro!

Escondam-se a� dentro! Depressa, vamos!

- Fora! - Como? - Fora! - Sabe, n�o entendo...

O presidente disse: "Fora!"

- N�o! - Inspetor... - Rossi, voc� aqui? Que est� fazendo?

- Eu, eu moro aqui. - Quem? - E quem est� com o senhor l� dentro?

- Como? - Quem est� l� dentro? - Fale claro, Colabona!

- Quem est�? - Ningu�m. - N�o acredito. Deixe-me passar.

- N�o � poss�vel! - Colabona, entre! - Eu entro!

- Mas aquela � minha filha. - Papai! - Minha filha, que faz aqui?

Ai est� a cena maior. Bota a filha nos bra�os do inspetor!

- Voc� est� com raiva de mim? Cale a boca, cafet�o. - Cafet�o?

Botou sua mulher nos bra�os do inspetor! Vou lhe mostrar!

- N�o se mova! - Ela est� aqui! - Pepe! - Papai! - Pepe! - Papai!

- Quero saber alguma coisa! - Pepe! - Papai! - Cubra-se!

- Pepe uma ova! - Dois cornos. Voc� � um corno! Cuidado com as m�os!

- Voc� que fique parado com as m�os! Pai desnaturado. - Espi�o!

- Alcoviteiro! Voc� vai me pagar! - Voc� vai me pagar!

- Se houver algu�m que deva pagar... - � ele. - Que disse? � ele, ele!

O inspetor das minhas botas! O corruptor de menores!

- N�o conhe�o sua filha! Eu cheguei a tempo. - Ele n�o est� envolvido.

- Queria embriagar minha filha! - Queria embriagar minha mulher!

- N�o precisa embriagar sua mulher! - Quantas garrafas!

- Foi uma boa recorda��o. - Bela recorda��o! - N�o aconteceu nada!

Vamos rir disso e terminar com biscoitos e vinho?

Um momento, algu�m deve dizer basta, eu estou s�!

- Falou Chiang Kai-shek! - Voc� tem que se justificar! - Eu?

- Queria seduzir a minha irm�! - Sem vergonha, porco! - Minha It�lia!

- Passemos ao patriotismo! - N�o pensa na honra da sua filha!

N�o divaguemos! Por favor!

Atiraram! Os �ndios atiraram!

Estou ferido, tenho algum furo.

Por favor, n�o divaguemos!

Colabona, voc� disse que Guardalavecchia e minha irm� tinham um encontro!

- No quarto 44! - N�o � verdade!

Velad�ssima dama do meu cora��o bem-vinda a este ninho de amor!

- Jole! Papai! - M�rio! - Cheguei a tempo

- O que voc� quer? - A m�o de sua filha. - Entretanto eu lhe dou a minha!

- Antonio! - Papai! - Desculpe, Cavallo est�, por favor?

- Temos um asno, tome! - Aqui est� meu tesourinho! Tchau!

Pepe, enquanto eu cantava a can��o voc� me tra�a.

- Mande embora essa mulher feia! - N�o � verdade! - Com licen�a!

- Tire essas flores! - Sim...

Estou farto! Estou farto! S�o dois hip�critas, dois mentirosos!

Isso vem em detrimento da empresa, mas eu nunca vou permitir!

Para mim n�o existe outra coisa! Empresa Pasquetti, viagem perfeita!

Conhe�o a Sardenha, mas n�o entendo por que estamos vestidos assim.

Como de costume, n�o entende nada.

Quando desembarcarmos na Sardenha, os sardos dir�o: "S�o dos nossos",

e conquistaremos a simpatia.

- Acha que hesitar�o muito? - N�o! Quem hesita est� perdido!

Na verdade ficaram pouco na Sardenha porque foram logo transferidos para o Congo de onde n�o apareceram mais not�cias...

A �nica fala recebida foi de um tal Lumumba que continua a reclamar de um Casabumbum... Mas?!

Adeus, It�lia!

Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL Inserido no site por Jaf em 09/11/2023

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.