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Original subtitles

-Pelo teu trabalho. -Eu vos agrade�o.

Marchai para a ponte.

Acerca-se da noite.

Al�m do rio vamos acampar...

e pela manh� daremos ordem de marcha.

Agora desviai a imagina��o para as horas...

em que o murm�rio...

e a escurid�o encham o universo.

soa o zumbido...

de cada ex�rcito...

e as sentinelas...

quase ouvem os sussurros...

Fogueira responde , responde a sua p�lida luz...

cada ex�rcito v� as face dos outros.

Cavalos amea�am com seus relinchos...

que varam os ouvidos da noite...

e nas tendas os armeiros...

revestem os cavaleiros...

e com seus martelos rebatem rebites...

e d�o a nota sinistra dos preparativos.

Orgulhosos de seu n�mero, os franceses...

apostam nos...

desprezados ingleses...

e xingam a noite,...

que qual bruxa...

se arrasta tediosamente.

Tenho a melhor armadura do mundo.

Oxal� fosse dia.

Excelente, qual o meu cavalo?

-O melhor cavalo da Europa. -Hmm.

Jamais amanhecer�?

Senhor de Orleans, falais de cavalo e armadura?

Estais provido de ambos.

Que noite mais longa!

N�o trocaria meu cavalo por nenhum outro.

Quando o monto, sou um falc�o!

Faz a terra cantar!

Tem a cor da moscada, calor do gengibre...

puro ar e fogo.

Podeis chamar os outros de matungos.

Um cavalo excelente.

O pr�ncipe dos palafr�ns.

O seu relincho � real.

Seu porte exige homenagem.

-N�o mais, primo. -N�o, primo.

N�o tem esp�rito quem, do amanhecer...

� noite, n�o variar os elogios que ele merece.

J� escrevi um soneto.

Come�ava assim: Maravilha da natureza...

Hmm. Come�ava assim, um soneto a amante de algu�m.

Ser� imita��o do que compus para meu corcel?

Parece que vi vossa amante vos refugar.

Pareceu-me ontem que vossa senhoria tremia sua parte de tr�s.

Na vossa armadura h�...

estrelas ou s�is?

-Estrelas, senhor. -Algumas cair�o amanh�.

Pode ser.

Jamais amanhecer�?

Amanh� trotarei sobre um caminho de ingleses.

Quem aposta que farei vinte prisioneiros?

Meia-noite.

Vou armar-me.

O Delfim anseia pela manh�.

Anseia por devorar os ingleses.

Comer� todos que matar.

Jamais o fez.

Tampouco o far� amanh�.

Ele � bravo.

Disse-o quem o conhece. Ele pr�prio.

E que n�o era segredo.

Senhor Condest�vel, os ingleses est�o a 1 500 passos.

Quem fez a medi��o?

O Senhor Grandpr�.

Um experiente cavalheiro.

Quisera que fosse dia!

Hmm. Pobre Henrique.

N�o anseia pela aurora como n�s.

Que pobre idiota � esse Rei...

para expor-se com...

os palpavos que o seguem...

E se tivessem algum ju�zo fugiriam.

N�o usariam elmos t�o pesados.

Essa lnglaterra produz valentes...

seus mastins t�m...

inigual�vel coragem.

Vira-latas que se arrojam na boca do urso...

e t�m a cabe�a esmagada qual ma�� podre!

Seria valente a pulga que come...

nos bei�os do le�o?

Sim, e os homens s�o como mastins:

Dai-lhes carne e a�o...

e lutar�o como demos.

Mas estes ingleses est�o sem carne.

Veremos que s� t�m anseio de comer, n�o de lutar.

Hmm.

Est� na hora de armar-nos.

Vamos?

Agora s�o 2 horas, mas,...

vejamos, �s 1 0, teremos cada um,...

uma centena de ingleses.

Os galos cantam,...

as campanas soam.

e anunciam a terceira hora da manh�.

Pobres ingleses, condenados ao sacrif�cio...

ao p� das fogueiras...

est�o sentados, ruminando os perigos...

faces encovadas e casacos gastos.

Mas parecem...

ao luar...

outros tantos horr�veis fantasmas.

Oh, n�o!

Quem contemplar o capit�o deste bando...

ir de sentinela a sentinela...

que brade;

''Louvor e Gl�ria!''

Pois visita todos os seus homens...

sa�da-os com um sorriso...

e chama-lhes irm�os e compatriotas.

Uma d�diva universal, como o sol...

seu olhar concede a todos...

derretendo o medo.

De baixa ou de boa estirpe.

vede todos, na medida do poss�vel...

um pequeno toque de Henrique, na noite.

Gloucester.

Corremos perigo!

Maior deve ser nossa coragem.

Bom dia, Sir Thomas Erpingham.

Um travesseiro te conviria,...

mais que a relva da Fran�a.

N�o, aqui posso dizer:

''Deito como um rei.''

Empresta-me tua capa, Sir Thomas.

Devemos discutir,...

n�o quero outra companhia.

O senhor te aben�oe Henrique.

Obrigado, amigo.

Quem vem l�?

Um amigo.

Responde-me...

Oficial?

Ou parte da soldadesca?

Bom na lan�a?

Sou. Quem sois?

T�o bom como o lmperador.

Melhor que o Rei?

O Rei � um cora��o de ouro...

de boa origem,...

de muita valentia...

e de todo...

amo.

Eh...

-Como te chamas? -Henry Le Roy.

Le Roy? Tu �s da Cornualha?

N�o, sou gal�s.

-Conhece Fluellen? -Sim.

-Amigo dele? -E seu cavalheiro.

Vou quebrar o alho-porro na cabe�a.

N�o useis a adaga no gorro ou vossa cabe�a pagar�.

Oh.Figa para ti!

Deus seja convosco.

O meu nome � Pistol.

Vai-lhe bem.

Capit�o Fluellen!

Capit�o Fluellen!

Shh, Shh! Em nome de Cristo, falai mais baixo.

Examinai as guerras...

de Pompeu Magno...

n�o encontrareis tais patr�cias...

com Pompeu.

Vereis que as cerim�nias da guerra...

tinham fei��o diferente.

Ouviu-se o inimigo a noite toda.

Se o inimigo � idiota e barulhento,...

achais que tamb�m devemos ser assim?

Um asno e um bobo?

-Shh. -Na sua pr�pria consci�ncia agora?

-Falarei mais baixo. -Eu vos imploro.

Embora antiquado,...

h� prud�ncia nesse gal�s.

lrm�o John Bates, n�o � a manh� que surge?

Sim, mas pouca raz�o h�...

para a desejarmos.

Vemos o come�o do dia, mas...

talvez n�o vejamos o fim.

Quem vem l�?

Amigo.

Sob que capit�o servis?

Sir Thomas Erpingham.

Oh. Bom comandante e �timo cavalheiro.

Que pensa ele da nossa situa��o?

A de n�ufragos,...

esperando ser levados pela mar�.

N�o exp�s opini�o ao Rei?

N�o.

N�o conviria.

O Rei � apenas um homem como eu.

Para ele a violeta cheira como para mim.

Em sua nudez, parecer� apenas um homem.

Da�, quando v�, motivo de temores...

esses, sem d�vidas, s�o iguais aos nossos...

mas ningu�m deve nele ver temor,...

para que n�o desencoraje seu ex�rcito.

Ele pode mostrar a coragem que quiser...

mas antes gelasse...

na �guas do Tamisa...

e eu com ele, da� n�o estar�amos aqui.

Vou dizer o que penso do Rei.

E acho que ele n�o quisera estar noutro lugar.

Estivesse s�, pois seria resgatado...

e muitas vidas se salvariam.

N�o morreria mais contente que em companhia do Rei.

Pois sua causa � justa... e sua disputa honrosa.

lsso � mais do que sabemos.

Sim.

Ou mais do que dever�amos saber.

J� sabemos bastante sendo s�ditos do Rei.

E se a causa for injusta,...

o dever nos inocenta.

Mas se n�o for boa,...

o Rei ter� contas � prestar...

quando as pernas e bra�os e cabe�as...

se juntarem...

no dia do Ju�zo Final...

e gritarem todos:

''N�s morremos em tal lugar''...

alguns praguejando, outros pedindo um cirurgi�o...

ou chorando pelas mulheres deixadas na mis�ria...

pelas suas d�vidas,...

pelos filhos deixados �rf�os.

Poucos morrem bem, quando morrem em batalha...

Como ser piedosos, com id�ias...

sanguin�rias na cabe�a?

Se estes homens n�o morrem bem...

o culpado ser� o Rei.

Claro.

Claro.

Se o filho enviado pelo pai a neg�cios...

sucumbe em pecado no mar...

suas culpas, segundo vossa regra...

deveriam recair no pai, que o enviou...

mas n�o � assim.

O Rei n�o responde pela morte dos soldados.

nem o pai pela do filho...

pois n�o pretende a morte, mas seus servi�os.

O dever do s�dito � para com o Rei...

mas a alma do s�dito � dele mesmo.

Claro, certamente.

A culpa de quem morre em pecado recai sobre ele,...

n�o sobre o Rei.

Oh, N�o desejo que ele responda por mim,...

mas lutarei vigorosamente por ele.

Ouvi que o Rei n�o quisera ser resgatado.

Disse isso para incitar-nos...

Se nos matarem, o resgate de nada servir�.

Se vir isso, nunca mais confiarei nele.

Seria um tiro pela culatra...

o desagrado de um s�dito contra um monarca!

Seria como tentar gelar o sol.

Com abanar em sua face com a pena de pav�o.

Nunca mais confiaria nele!

Eu me zangaria se a ocasi�o fosse oportuna. Decidiremos isso,...

se viverdes.

S� amigos, ingleses idiotas.

J� temos disputas com os franceses.

Se voc� pudesse contar como considerar.

''Nunca confiaria na palavra dele depois de...''.

Sobre os ombros do Rei!

Que todas as vidas, almas, d�vidas...

esposas devotadas, filhos e...

pecados...

recaiam sobre o Rei!

Temos de arcar com tudo.

De quantas infinitas satisfa��es...

s� gozam os outros homens?

O que t�m os reis que outros homens n�o t�m...

exceto o aparato?

E que �s tu, tu aparato idol�trico...

que sofres de...

males mortais?

Que bebes em vez da...

doce homenagem...

s� o veneno da lisonja?

O adoece, grandeza...

e pede ao teu aparato que te cure!

Podes tu, ao dispores do joelho do mendigo...

dispor-lhe a sa�de?

N�o, sonho, brincas...

com o repouso de um rei.

Eu sou um rei que te descubro.

E sei...

que nem o orbe e cetro,...

nem a coroa imperial, o trono...

a mar� de pompa que fustiga a costa deste mundo...

nem tudo isto em leito majestoso...

pode dormir com...

o escravo miser�vel.

quem com o corpo cheio e a mente vazia...

pode repousar saciado...

de p�o penosamente ganho...

jamais v� a noite, filha do inferno...

mas qual lacaio, da aurora ao poente...

sua sob o olhar de Febo...

e toda noite dorme sob o Eliseu.

No dia seguinte ajuda Hip�rion at� seu cavalo...

e assim v�o transcorrendo os anos...

com proveitoso trabalho...

at� morrer.

E, exceto pelo aparato, esse miser�vel...

que passa os dias labutando e as noites dormindo...

consegue levar vantagem sobre um rei.

Meu senhor...

vossos nobres, com ci�mes...

vos procuram.

Bom e velho cavalheiro.

Re�ne-os na minha tenda.

L� estarei antes de ti...

� Deus das batalhas...

fortalecei o cora��o de meus soldados.

N�o deixeis o medo se apossar deles.

Tirai-lhes o senso de contagem...

para que a superioridade..

n�o lhes roube a coragem.

Meu senhor!

Meu senhor, o ex�rcito est� � vossa espera.

Sei o que vais dizer.

Vou contigo.

O dia... meus amigos...

e todas as coisas,...

est�o comigo.

O sol j� doura nossa armadura.

Montai! Meu cavalo!

Oh, vamos, �guas e terra!

Ar e fogo! C�u, primo.

Nossos corc�is...

est�o ansiosos!

Mostre aos ingleses o que � coragem.

Os ingleses est�o a postos!

Tudo terminar� depressa.

Que soem as trompas! Toque de montar!

O sol est� alto, estamos desperdi�ando o dia.

-E o Rei? -Foi observar-lhes as tropas.

Eles tem 60 mil combatentes.

Cinco contra um, e s�o tropas frescas.

Que o bra�o de Deus nos ajude.

Deus esteja convosco, Pr�ncipe.

E caso s� nos vejamos no c�u, ent�o...

meu caro Lord Westmoreland,...

meu caro Lorde Glucester, meu bom Lord Exeter...

e meu bondoso parente, adeus!

-Adeus, Salisbury. -E boa sorte.

Adeus, grande senhor.

Tiv�ssemos 1 0 mil dos que n�o trabalham hoje!

-Quem � que deseja isso? -Meu primo Westmoreland?

N�o, meu leal primo.

Se estamos marcados para morrer, basta.

Se para viver quanto menos homens, maior a honra.

N�o desejes sequer mais um homem.

E proclame que, quem n�o...

ag�entar, poder� partir...

sendo-lhe dado passaporte para a viagem.

N�o morreremos com quem teme...

morrer ao nosso lado.

Hoje � a festa de S�o Crispim.

Quem sobreviver e voltar para casa...

exultar� ao ouvir falar de hoje,...

e brindar� ao nome de Crispim.

Quem viver e chegar � velhice...

todo ano, nesta data, dar� uma festa:

''Amanh� � dia de S�o Crispim''.

Exibir� suas cicatrizes e dir�:

''Recebi estas feridas no dia de S�o Crispim''.

Os velhos esquecem,...

mas h�o de lembrar-se...

de seus feitos neste dia.

Depois nossos nome, familiares...

Henrique o Rei, Bedford, Exeter,...

Warwick, Talbot, Salisbury e Gloucesrter...

ser�o recordados ao som de brindes.

Esta hist�ria o pai contar� ao filho...

e Crispim Crispiano perdurar�...

desde hoje at� o fim do mundo...

e com eles seremos lembrados.

N�s felizes poucos,...

nos bandos de irm�os...

Quem hoje verter seu sangue meu irm�o ser�.

E cavalheiros...

agora adormecidos, maldir�o...

n�o terem estado aqui...

e menosprezar�o sua virilidade...

frente a quem lutou conosco no...

dia de S�o Crispim!

Meu soberano, apressai-vos!

Os franceses v�o atacar em peso.

Estamos prontos.

Pere�a quem n�o!

N�o mais quereis refor�os?

Antes fossemos s� n�s dois a lutar!

Deus esteja com todos!!!

De novo venho saber, Rei Henrique...

e quero combinar teu resgate...

antes da derrota?

Quem te enviou agora?

O condest�vel de Fran�a.

Leva-lhe minha resposta.

Acabai comigo e vendei meus ossos.

Por que eles zombam assim de n�s?

Quem vendeu a pele do le�o vivo...

morreu ao ca��-lo.

Muitos ter�o t�mulos em sua terra...

nos quais, espero, se inscrevam os feitos de hoje.

E os bravos que ficarem aqui,...

embora sepultos nas vossas estrumeiras,...

ser�o famosos, pois o sol os saudar�....

exalando sua gl�ria at� o c�u...

e infectando vosso clima,...

cujo cheiro impregnar� Fran�a.

Falarei com altivez.

Diz ao Condest�vel que somos guerreiros...

cujo brilho,...

as penosas marchas mancharam...

tornando-os o tempo farrapos.

Mas temos o cora��o em forma.

N�o tornes a propor resgate,...

s� ter�o meus ossos...

que, como dever�o estar pouco valer�o.

Assim falarei, Rei Henrique.

E adeus!

N�o mais ouvir� o arauto.

Agora, soldados, em marcha!

Como vos aprouver, Deus, disponde do dia.

Lutemos bem, compatriotas!

Mas os franceses ainda mant�m o campo.

Vergonha eterna!

Era dele que zomb�vamos?

Dele quer�amos resgate?

Morramos com honra, voltemos ao ataque.

Ainda os sufocaremos...

se assim pudermos.

Antes vida breve que a desonra.

Deus perdoe!

Matar os pagens e roubar toda a bagagem!

lsso � contra a lei das armas.

A mais execr�vel patifaria...

n�o concordais comigo?

N�o ficou um s� garoto vivo...

e foram os fuj�es covardes que fizeram isso,...

ai vem Sua Majestade.

N�o me tinha zangado com a Fran�a...

at� agora.

Arauto, vai aqueles cavaleiros...

que des�am para lutar...

ou sumam.

Ai vem o arauto franc�s, meu soberano.

Tem o olhar mais humilde.

Que significa isso arauto?

Vens de novo falar de resgate?

N�o, grande Rei. Venho pedir-te uma piedosa permiss�o.

Que possamos contar...

nossos mortos,...

e depois sepult�-los..

O dia � vosso.

Devemos isso a Deus,...

n�o a nossa for�a.

Como se chama aquele castelo?

Azincourt.

Chamaremos de Azincourt esta batalha...

travada no dia de S�o Crispiano.

Eis o n�mero de franceses mortos.

Esta nota fala de dez mil.

Onde est� o n�mero de nossos mortos?

Eduardo, o Duque de York...

o conde de Suffolk,...

Sir Richard Ketley,...

escudeiro Day Gam,...

dos outros,...

perdemos apenas quinhentos.

Deus, vosso bra�o esteve aqui!

Admir�vel!

lremos em prociss�o � aldeia.

Que se cante ''Non nibes'' e ''Te Deum''

Ap�s enterrar os mortos,...

seguiremos para Calais...

e de l� para a lnglaterra.

Onde jamais chegaram,...

homens mais felizes.

Por que o alho-porro?

N�o � dia de S�o David.

H� ocasi�es e causas em todas as coisas.

Vou contar-vos, como meu amigo, capit�o Gower...

o tratante, o mendigo, o infame Pistol,...

que todo mundo saiba...

que nada vale,...

levou-me p�o e sal e disse...

que comesse alho-porro.

Num lugar onde eu n�o podia brigar com ele,...

mas vou us�-lo no gorro at� tornar a v�-lo,...

e lhe darei uma id�ia do que desejo,...

um bobo, um idiota, um velhaco...

que vai � guerra...

para voltar como soldado.

lsso impressiona esp�ritos cheios de cerveja,...

n�o � dif�cil de imaginar.

A� vem ele,...

emproado como um peru.

N�o se trata de emproamento, nem de peru.

Deus te aben�oe, Pistol, seu miser�vel.

O cheiro de alho-porro...

me enjoa.

Pe�o-te miser�vel, que...

comas este alho-porro.

N�o, por todos os bodes de Cadwallder!

Eis um bode para ti!

Queres com�-lo?

Vil troiano, vais morrer!

Sim, quando Deus assim quiser.

Desejaria que vivesse na mis�ria, entretanto come tua refei��o.

Aqui est� um pouco de molho!

Se podes ca�oar dele,...

pode com�-lo.

Claro que tens de morder.

Minha vingan�a ser� terr�vel.

Eu como...

Eu como! Juro!

N�o jogues nada fora.

A casca faz bem.

Quando tornares a ver alhos porros, ca�oa!

Alho-porro � gostoso.

Segure voc�.

Eis uma moeda para curar-te.

Tu o aceitar�s ou...

tenho outro para comeres.

Que Deus te proteja e... cure tua cabe�a.

Brrrr!

O inferno se revolver� por isto.

Tu �s um patife covarde.

Pensavas que n�o sabia...

manejar um porrete?

J� que mudaste de opini�o,...

que essa li��o te ensine bons modos.

Adeus..

A fortuna agora banca a madame comigo?

Soube que Nell jaz morta...

no hospital,...

v�tima do mal de Fran�a.

E que fiquei sem meu ''rendez-vous''.

Estou enlouquecendo,...

e de meus membros a honra foge.

Pois bem.. vou virar proxeneta,...

e meter as m�os...

em bolsos alheios.

Vou escapar para a lnglaterra,...

e l� vou roubar.

Porei curativos nestas cicatrizes...

e jurarei que s�o destas guerras.

Que a paz reine nesta reuni�o!

Ao nosso irm�o e a nossa irm�...

sa�de e um dia muito prop�cio.

Alegria a nossa prima Princesa Catarina.

E, como ramo desta realeza... n�s vos saudamos,...

Duque de Borgonha...

e, Pr�ncipes franceses e Pares,...

sa�de a v�s todos.

Com muito prazer vemos vossa face...

dign�ssimo irm�o da lnglaterra.

E bem-vindos Pr�ncipes ingleses.

Seja t�o prof�cua...

esta reuni�o neste belo dia...

Como felizes...

estamos de ver.

Olhos que a pouco lan�avam, contra os franceses...

a chama fatal.

Esperamos que o veneno desses olhares seja in�cuo...

e que este dia transforme m�goas...

em amor.

Para dizer am�m, estamos aqui.

Meu dever para com v�s ambos...

Reis de Fran�a e lnglaterra,...

conseguiram...

que face a face vos reun�sseis.

lndago desta real assembl�ia,...

por que a nua e mutilada paz...

cultora das artes,...

e de alegres cria��es,...

n�o pode em nossa...

f�rtil Fran�a,...

levantar seu ador�vel rosto?

Tem estado h� tempos expulsa de Fran�a...

e toda sua agricultura est� amontoada...

corrompendo-se na pr�pria fertilidade.

Sua vinha,...

a alegre animadora do cora��o...

n�o podada, morre...

suas sebes, descuidadas,...

crescem desordenadamente.

Nas terras incultas,...

o joio, o c�nhamo,...

v�o crescendo, enquanto enferruja a sega...

que deveria cortar-lhes as ra�zes.

At� os campos em que antes medravam...

pr�mulas, pimpinelas,...

e verdes trevos...

n�o segados, abandonados e incultos...

devido a indol�ncia,...

s� produzem...

a laba�a, cardos e carrapichos...

perdendo tanto beleza como utilidade.

E tamb�m n�s e as crian�as...

desaprendemos por falta de tempo...

as ci�ncias que conviriam ao nosso pa�s,...

e crescemos como selvagens, como os soldados...

que n�o pensam sen�o em sangue,...

praguejar, vestu�rio prolixo...

e tudo,...

pare�a...

natural!.

Para voltarmos � normalidade,...

estais reunidos.

Ent�o, Duque de Borgonha, deveis obter essa paz...

acatando nossas justas pretens�es.

Apenas dei um correr de olhos nos artigos.

Nomeai os conselheiros que se reunir�o.

Est�o presentes?

Quanto antes chegarmos a um acordo.

lrm�o assim faremos.

Quereis, irm�, ir com os pr�ncipes...

ou ficar aqui conosco?

Am�vel irm�o, irei com eles.

Talvez a voz de uma mulher seja �til.

Quando os artigos urgirem, esteja de p�.

Mas deixai aqui nossa prima Catarina.

Ela tem minha permiss�o.

Bela Catarina,...

bela,...

dignai-vos ensinar a um soldado...

termos que levem a seu...

gentil cora��o.

Vossa majestade est� zombando de mim.

N�o sei falar vossa lnglaterra.

Se quereis amar-me com vosso cora��o franc�s,...

apraz-me ouvir-vos confess�-lo em mau ingl�s.

V�s... gostais de mim, Catarina?

Pardonnez-moi.

N�o estou entendendo.

Catarina, vos sois como um anjo,...

e eu adoro anjos.

Diz ele que me pare�o com os anjos?

Sim, assim diz ele.

A l�ngua dos homens � cheia de mentiras?

O que ela disse? Que a l�ngua dos homens s�o cheias de decep��es?

Sim. Que a l�ngua dos homens...

est� cheia de decep��es.

Catarina, estimo que n�o fales melhor ingl�s,...

sen�o pensarias que sou um rei vulgar,...

que vendi minha fazenda para comprar minha coroa.

N�o sei falar afetadamente,...

s� sei dizer: ''Eu vos amo!''

Da�-me vossa resposta.

Como dizeis?

Mim compreende bem, senhor.

Se quereis que eu fa�a versos ou dance,...

n�o saberia faz�-lo.

Se pudesse saltar a cavalo pelo meu amor,...

esmurraria e n�o cairia da sela.

Mas, por Deus... n�o sei fazer olhares melosos,...

nem ser eloq�ente,...

nem sou perito em protestos.

Se pode amar um homem desta t�mpera,...

que n�o fica a olhar-se no espelho...

cujo rosto n�o merece o ardor do sol...

aceite-me.

Se n�o,...

dizer-te que morrerei � verdade...

mas que ser� pelo teu amor,...

em nome do Senhor,... n�o!

Contudo, eu te amo.

Aceita um homem,...

simples e constante,...

pois os que obt�m...

com rimas o favor das damas,...

sempre encontram uma sa�da.

Um bem-falante, uma rima e uma balada,...

uma barba negra ficar� branca,...

lindos rostos e olhos esmaecer�o,...

mas um cora��o sincero...

� o sol e a lua.

Se quiseres um assim,...

aceita-me.

Aceitas-me, aceitas um soldado.

Aceitas um soldado,...

aceitas um Rei.

E o que dizes do meu amor?

Fala, minha bela, eu te pe�o.

Devo amar o inimigo...

de Fran�a?

Amando-me, amareis o amigo de Fran�a...

e amo Fran�a tanto, que a quero toda.

E, sendo Fran�a minha e eu vosso,...

ent�o vossa � a Fran�a,...

e v�s sois minha.

N�o estou entendendo.

N�o Catarina?

Dir-te-ei num franc�s....

enrolado, como rec�m-casada no marido...

sem querer solt�-lo.

Uh... Je...

quand...

sur le possession de France,...

et quand sous avez le possession de moi...

Donc votre est France et vous etes mienne.

Em franc�s,...

s� rir�s de mim.

O franc�s que falais � melhor que o meu.

Falando tu a minha l�ngua...

e eu a tua,...

somos muito parecidos.

Mas teu ingl�s d� para compreenderes isto?

�s capaz de amar-me?

N�o sei dizer.

Pode algu�m dizer? Vou perguntar-lhes.

Vinde... sei que me amais.

E, � noite falareis de mim...

a esta senhora,...

sei que desdenhareis o que...

amais em mim com vosso cora��o.

Mas, boa Catarina,...

zomba de mim compassivamente,...

tanto mais gentil Princesa...

que te amo...

Que dizes tu, minha bela?

A mais bela Catarina do mundo,...

minha mais cara e divina Deusa?

Tendes ''faux'' franc�s suficiente...

para iludir a ''demoiselle'' mais sensata ''em France!''

Falso franc�s.

Mas em verdadeiro lngl�s... Amo-te Catarina.

N�o posso jurar que me amas,...

mas meu cora��o diz que sim.

Sem pudores, abre teu cora��o...

como lmperatriz.

Toma-me pela m�o e diz: ''Henrique, sou tua.''

Assim que ouvir tais palavras, direi:

''lnglaterra � tua, lrlanda � tua,...

Fran�a � tua e Henrique � teu.''

Portanto. Abre teu cora��o...

em mau lngl�s.

Tu me queres?

Se assim aprouver ao ''rol mon pere''.

Assim ocorrer�, Catarina...

O agradar�, Catarina.

Ent�o contentar� a mim tamb�m.

Ah, ent�o beijo-vos e chamo-vos Rainha.

Oh! Parai, Senhor, parai! Parai!

N�o vos humilheis beijando...

uma servidora.

Eu vos suplico, meu poderoso senhor.

Oh! Ent�o beijarei vossos l�bios.

Oh!

Les dames et demoiselles pour etre baisees devant leur noces,...

il n'est pas la coutume de France.

Senhora, que disse ela?

Que n�o � de bom tom.

N�o sei como � ''baiser'' em ingl�s.

Beijar?

Vossa Majestade ''entendre'' melhor que eu.

N�o � bom tom beijar, antes do casamento?

Oui, oui, vraiment.

Oh, Catarina...

Os costumes inclinam-se ante Reis.

Querida Catarina, n�o podemos confinar-nos...

nos costumes de um pa�s.

Somos n�s que ditamos os costumes.

Portanto com paci�ncia...

e submiss�o.

V�s tendes feiti�o nos l�bios...

Deus proteja Vossa Majestade.

Meu primo, ensinais lngl�s a nossa Princesa?

Quisera ensinar-lhe,...

quanto a amo, e isso � bom lngl�s.

-Ahh. -Terei Catarina como esposa?

Recebei-a,...

que os litigantes Reinos...

cujos litorais empalidecem de inveja...

cessem de odiar-se,...

que jamais...

a guerra vibre sua espada...

entre lnglaterra e Fran�a!

Amem.

At� aqui, com pena rude.

Nosso autor prosseguiu a hist�ria...

em recintos confinados, homens poderosos...

resumindo em lances,...

o curso de sua gl�ria.

Mas viveu este astro...

da lnglaterra.

A fortuna sua espada temperou...

e em mem�ria dele...

contamos com vossa...

bondosa aceita��o.

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