Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Bem-vindos ao Last Week Tonight.
Eu sou John Oliver. Muito obrigado pela companhia.
Foi uma semana cheia.
Chuck Schumer e dez Democratas
cederam em uma resolução do orçamento do governo federal,
Dr. Oz teve a audiência de confirmação dele,
e a Casa Branca basicamente fez um evento promocional da Tesla,
com direito a Trump carregando anotações sobre preços,
como um vendedor de carros no primeiro dia.
Enquanto isso, servidores federais continuam sendo demitidos sem motivo,
mas no caso de uma advogada tem um bem claro:
Liz Oyer diz ter perdido o emprego
por se recusar a recomendar que Mel Gibson
possa comprar uma arma de novo.
O ator e apoiador do presidente perdeu esse direito
após não contestar uma condenação por violência doméstica em 2011.
Quando fui trabalhar na sexta de manhã, eu falei com um colega:
"Eu realmente acho que Mel Gibson pode ser o meu fim",
e algumas horas depois de ter dito isso
eu fui retirada do meu escritório.
É realmente incrível, ela foi demitida porque não achava que Mel Gibson,
mais conhecido pelos gritos dele, deveria ter armas.
Se você esqueceu dos detalhes dos vários escândalos dele,
eu recomendo que olhe a página dele na Wikipédia.
Enquanto estiver lá, olhe a do pai dele,
porque só o primeiro parágrafo já é espetacular.
"Hutton Peter Gibson foi um teórico da conspiração estadunidense,
negacionista do Holocausto, autor sobre sedevacantismo,
uma crença de que não existe um Papa válido desde 1958,
veterano da Segunda Guerra Mundial, o grande campeão de Jeopardy! De 1968
e pai de 11 filhos, um deles o ator e diretor Mel Gibson."
Esse é um homem fascinante.
E imagine ter tantas opiniões terríveis
que ter feito o Mel Gibson não é a pior coisa sobre você.
Mas vamos focar em outra ação ousada do governo Trump desta semana:
Hoje, a raiva está presente nas calçadas de Nova York,
após agentes federais de imigração prenderem Mahmoud Khalil,
cujo advogado diz que possui residência permanente
com um Green Card.
Khalil terminou recentemente um mestrado em Columbia,
e ajuda na liderança de protestos pró-Palestina no campus.
O advogado diz que ele foi preso no sábado na frente da esposa,
uma cidadã estadunidense grávida de oito meses.
Trump prometeu endurecer contra o antissemitismo nas universidades.
Hoje, ele disse que a detenção de Khali foi a primeira de muitas que virão.
Certo, temos muito a comentar.
Primeiro, Trump querer acabar com o antissemitismo é engraçado,
já que a porta-voz do Departamento de Defesa
tem um histórico de postagens racistas e antissemitas,
Musk e JD Vance apoiaram recentemente a AfD da Alemanha,
um partido com ligações neonazistas, e claro, teve essa merda.
E tudo antes dos esforços desta semana
para garantir que esse cara,
cujas opiniões sobre judeus são, digamos, questão de registro público,
tenha as armas dele de volta.
Deixando tudo isso de lado, claramente, você não deveria deportar
portadores de Green Card por suas opiniões.
E independente do que outros tenham dito ou feito nos protestos,
Khalil disse explicitamente
que antissemitismo e qualquer outra forma de racismo
não têm espaço no campus ou no movimento.
Também há de se notar
que alunos judeus da Columbia deram apoio a Khalil esta semana,
e apesar do chato da gramática em mim
querer destacar que não é assim que se escreve "fascismo",
não quero tirar atenção da placa excelente "porcos não são kosher"
alguns metros atrás.
É o tipo de slogan que faria Don Draper virar a cabeça.
Ele só contratou um redator judeu bem mais para frente na série,
mas ainda assim, pode anotar isso, garoto.
E com toda a indignação justificada,
é notável como ofereceram poucas justificativas para a prisão.
Mike Johnson foi perguntado qual crime especificamente Khalil cometeu,
e respondeu assim:
Se você tem um visto de estudante e está nos EUA,
e é um aspirante a terrorista querendo atacar seus colegas judeus,
você vai para casa.
Vamos prender sua... cauda, e vamos mandar você para seu lugar de origem.
Primeiro, ele não está mais usando um visto de estudante,
ele tem um Green Card.
Segundo, "aspirante a terrorista" seria um ótimo nome de banda,
mas uma coisa horrível para chamar quem estava em um protesto pacífico,
e por último, se vai fazer uma coisa tão ofensiva, não fique de frescura.
Fale logo "vamos prender seu traseiro", que nem um adulto, cacete.
E não é só ele que fala sobre Khalil sem ter evidências.
O Departamento de Segurança Nacional
disse que ele liderava atividades alinhadas com o Hamas.
Mas quando pediram na NPR para comprovarem essas associações,
o oficial chocou com o pouco que tinha para dizer:
Como ele apoiou o Hamas? O que ele fez, exatamente?
Acho que dá para ver na televisão, não dá?
É alguém que...
nós convidamos esse estudante, deixamos ele entrar no país,
e ele se colocou no meio do processo
de uma atividade basicamente pró-Palestina.
Primeiro, quando perguntam sobre apoio ao Hamas
e a resposta é "atividades pró-Palestina",
você já está se dedurando.
E não é bom seu melhor argumento ser "você pode ver na televisão, não é?".
É o mesmo nível de detalhe que meus pais dão para a pergunta
"com o que o John trabalha?"
"Você pode ver na televisão, não é?
Ele diz que é comédia, mas não costumamos rir."
Porque quando a acusação é de terrorismo,
precisa de mais provas do que "a energia é ruim".
E protestos em si não são crime, mesmo causando desconforto.
Como o retrato oficial daquele cara da Segurança Nacional.
Não é crime, mas...
é desconfortável, não é?
Eu não gosto, mas não é ilegal.
E temos que reconhecer, a jornalista tentou que ele fosse mais específico,
mas não deu muito certo:
Então, qual é a medida?
Qualquer crítica ao governo de Israel é motivo de deportação?
Como eu falei, acho que quando ele entra no país
com um visto de estudante,
podemos revisar e reavaliar a situação dele...
Qualquer crítica ao governo dos EUA é motivo de deportação?
Protestar é motivo de deportação?
Como eu disse, você focou no protesto, eu estou focando no processo de visto.
Ele passou por um processo legal para entrar no país...
Está dizendo que ele mentiu no pedido de visto?
Ele é um residente permanente legal, casado com uma cidadã estadunidense.
Se ele declarasse que era terrorista, não o deixaríamos entrar.
Certo, eu sei que "se ele declarasse que era terrorista" parece piada,
mas quem passou pelo processo de visto nos EUA sabe
que "você é membro de uma organização terrorista?"
é uma pergunta que fazem de verdade.
Eu marquei essa resposta tantas vezes.
"Não", a propósito. Eu marquei "não",
quero que fique bem claro.
Mas a declaração mais arrepiante foi de um funcionário da Casa Branca
que disse que a alegação não é que ele violou a lei.
É uma coisa bem alarmante para dizer
sobre alguém preso em casa, na frente da esposa grávida.
Parece que fomos de inocente até se provar o contrário
até "inocente, mas quer saber, entre no carro."
O governo agora argumenta que foi deportado por uma resolução
da Lei de Imigração e Nacionalidade,
que dá à Secretaria de Estado o poder de deportar
qualquer estrangeiro cuja presença ou atividades
tenha possíveis consequências negativas para políticas externas.
Essa cláusula é muito vaga.
Não há um precedente claro para que seja usada dessa forma,
mas como vemos, eles não têm medo de testar novos precedentes.
E Trump já disse que é a primeira prisão de muitas que virão.
E talvez vocês pensem diferente
de Khalil sobre o conflito entre Israel e a Palestina.
Talvez não concordem com o que eu disse sobre o assunto.
Mas se um residente pode ser deportado
por falar em apoio da Palestina
ou qualquer outra coisa que vá contra esse governo,
isso deveria dar calafrios.
E vou ser sincero, quem já passou pelo processo de imigração dos EUA
provavelmente ficou bem ansioso esta semana.
Eu vim trabalhar no The Daily Show com um visto.
Quando começamos este programa, eu tinha um Green Card.
E há cinco anos eu virei cidadão.
Eu sei como é viver com medo constante de ser expulso da sua casa.
Essa é uma cara de alívio profundo.
E claramente não vai ser o último ataque contra imigrantes
ou ao direito de protesto por parte do governo.
Ainda há muita incerteza
sobre como este caso vai se desenrolar no tribunal.
Mas a resposta do público deveria ser incontestável.
Porque essa prisão foi uma desgraça do caralho.
Felizmente já tivemos protestos,
e espero que fiquem maiores e mais fortes nas próximas semanas.
Porque direitos, como a liberdade de expressão,
são uma parte fundamental da vida neste país.
E se não a protegermos, infelizmente,
como os Teslas à venda no pátio da Casa Branca sem explicação,
eles podem sumir em um piscar de olhos.
E agora, isso:
E agora,
pessoas nos ouvidos dos outros.
Uma coisa que está boa para eles...
Kelly, infelizmente eu preciso te interromper,
porque estão falando no meu ouvido e não consigo escutar, mas...
Agora sim, pode falar.
Foi um ótimo discurso,
mas acabaram de gritar "convidado" no meu ouvido.
- Não... - Acabou com o clima.
É Sanders na sala de controle.
Obrigado por me salvar.
Eu me perdi nas palavras
porque falaram no meu ouvido e não ouvi a introdução do tema.
Nosso trabalho nos portos reduziu o tempo de espera...
o tempo que os contêineres ficam nos portos.
Perdão, tem alguém falando no meu ouvido.
Você sabe...
Tem alguém no meu ouvido, e não é Deus.
É alguém que acha que é Deus.
Estão me mandando encerrar de novo, e sei que adoram falar isso.
Estão mandando encerrar. Pare de gritar no meu ouvido!
Pare de gritar no meu ouvido!
Vou voltar para você, me falaram para encerrar.
Alguém falou "pare" no meu ouvido.
Estou com dois grupos de produtores no meu ouvido.
Tem cinco pessoas diferentes falando no meu ouvido.
Não sei de nada que você falou, mas acho que preciso encerrar.
Deveríamos trazer o David.
Querem me trazer para quê?
Não sei, falaram no meu ouvido para trazer o David.
Continuando.
O tema principal de hoje é sobre esportes,
a melhor atividade para se fazer com bolas
depois da minha preferida, ler.
Isso aí, ler com os globos oculares, as bolas dos olhos.
Ler. Eu amo ler pornografia.
Especificamente, vamos falar sobre apostas esportivas,
escolher vencedores e perdedores.
Até os animais apostam, como neste vídeo de um zoológico
com escolhas do Super Bowl feitas por um pinguim, um porco-formigueiro
e até essa girafa que acertou escolhendo que os Eagles venceriam.
E não foi por acaso, logo depois ela usou a pata para escrever:
"Os Chiefs jogam com um defensor na esquerda
e dependem demais da Blitz."
Ela sabia do que falava.
Mas as apostas esportivas claramente não são só para animais,
como somos lembrados por dez milhões de propagandas:
Quer que todo jogo seja interessante?
Primeiro passo: Abra o aplicativo da BetMGM.
Eu amo as apostas ao vivo com Draft Kings.
Oi! Chegou a ESPNBet.
Finalmente uma casa de apostas da sua marca esportiva favorita.
Todos somos Cesar!
Só na FanDuel, a principal casa de apostas esportivas.
É, elas estão em todo lugar e trazem todo cenário possível:
Jamie Foxx no que poderia ser um clipe incrível de R&B
e o rapaz mais branco dos EUA conversando sozinho no espelho.
E você não é louco de achar que essas propagandas são inevitáveis.
Empresas de apostas gastaram mais de $430 milhões
em comerciais em rede nacional nos EUA ano passado,
e podem fazer isso porque agora eles viraram uma indústria gigante.
Falamos sobre apostas esportivas em 2015,
e na época nós focamos em sites de ligas de fantasia
e dos esforços deles para escapar das leis anti-apostas.
Desde então, 38 estados legalizaram apostas esportivas,
e 30 estados e mais a capital permitem algum tipo de aposta online.
Entre 2018 e 2023 foram apostados quase $300 bilhões
em mercados de apostas esportivas.
E olhem, não vou ficar aqui dizendo que apostar é ruim.
É ruim mesmo, mas não vou dizer.
Apostar é divertido, se você faz bem. E ninguém faz, mas é divertido.
Jogar pôquer com os amigos,
escolher os vencedores do basquete com colegas ou viajar para Las Vegas.
Para a maioria são coisas divertidas e sem perigo.
Mas também dependem de lugar e horário.
Mas com aplicativos modernos de apostas,
você pode apostar o tempo todo em qualquer coisa,
e é o que fazem, como mostra essa reportagem de Oregon:
Ano passado, em Oregon, apostaram $57 milhões
em tênis de mesa.
É o quarto esporte onde mais se apostou,
atrás do basquete, futebol americano e beisebol.
Para terem uma ideia do tamanho,
agora na Polônia,
que acredito que fique dez horas à frente,
tem três partidas ao vivo.
Diferente de outros esportes, a ação é constante.
As partidas não demoram muito, e as apostas mudam rapidamente.
Uma das maiores apostas foi em fevereiro do ano passado.
De madrugada, um apostador de Oregon apostou $35.000
nesta partida na Polônia
entre dois jogadores pouco conhecidos em um ginásio vazio.
É como o crack das apostas.
Bem, esse nunca é um bom sinal.
Ninguém usa o crack para descrever alguma coisa positiva.
"O que mais podemos falar da Diane?
É a primeira a chegar na escola e a última a ir embora.
Ela se importa com os alunos.
É o crack do departamento de Ciências, por isso é nossa professora do ano.
Pode vir, Diane!
Nossos alunos fariam de tudo por você."
Não é surpresa que o aumento das esportas esportivas
tenha ligação com o aumento dos problemas causados por apostas.
Um estudo mostrou que, nos estados onde são permitidas,
houve um aumento de 28% de falências,
ou seja, 100.000 falências a mais por ano.
E como vai começar o March Madness,
um dos maiores momentos de apostas do ano,
onde se apostam mais de $3 bilhões,
nós queremos falar hoje sobre apostas esportivas.
Vamos nos perguntar como viraram tão prevalentes,
por que podem causar tantos danos e como podemos consertar.
Primeiro, até pouco tempo, as ligas esportivas
se esforçavam muito para se afastar das apostas.
Até proibiam Las Vegas de ter os próprios times.
Em 2003, Las Vegas tentou passar um comercial de turismo
durante o Super Bowl, mas a NFL negou,
alegando que a NFL sempre proibiu a veiculação de mensagens
que façam referência ou mencionem apostas esportivas.
O que resolveu o único problema que a NFL tinha.
A mudança dessa posição para a de agora foi gradual, mas depois veio com tudo.
Primeiro vieram os sites de ligas de fantasia,
como DraftKings e FanDuel.
E em 2018 aconteceu isso:
Agora as apostas esportivas não vão ficar só em Las Vegas.
A Suprema Corte anulou uma lei federal proibindo as apostas em vários estados.
A decisão de seis contra três declarou a lei federal inconstitucional
por violar direitos dos estados.
A decisão abriu as portas para uma explosão de apostas
em partidas profissionais e universitárias de todo tipo.
Certo, primeiro, daqui para a frente,
todas as decisões da Suprema Corte devem ser anunciadas assim,
como um detetive espalhando fotos borradas de suspeitos
em cima da mesa.
E enquanto a maioria desses rostos faz sentido,
o de Elena Kagan é uma surpresa.
Mas, e não estou dizendo que não tem nada a ver,
parece que ela joga basquete em uma quadra dentro da Suprema Corte
e tem, segundo dizem, "um arremesso e uma bandeja de matar."
Casos vêm e vão, mas basquete é vida.
A questão é que a decisão deixou nas mãos de cada estado
se legalizam as apostas.
E as empresas de ligas de fantasia tinham uma posição privilegiada
para fazer uma pressão para que fosse aprovado.
E não eram as únicas.
Alguns donos de times também apoiavam.
Podemos ver o dono dos Washington Capitals e Wizards
argumentando a favor das apostas esportivas:
Vamos trazer esse dinheiro para a luz.
Que isso seja regulamentado e taxado.
Vamos usar para coisas boas no lugar de chamar de "apostas"
e de dar uma má reputação.
Espera, o quê?
Eu entendo a parte de legalizar e de taxar.
Mas as pessoas chamam de "apostar" porque é isso.
Quer mudar o nome das apostas esportivas?
Vai chamar como?
"Diversão com números e telas"?
"Bancos e bolas"? "Max"?
Esse último já está em uso,
mas eu conheço alguém disposto a vender.
No caso desse dono em particular, o interesse dele pode ter relação
com o fato dos Wizards serem um time de basquete horroroso,
e um bom jeito de fazer as pessoas continuarem vendo um time,
mesmo que seja ruim, é apostando no jogo,
como o comissário da NBA admitiu abertamente:
Os dados são claros.
Se alguém aposta em um jogo, mesmo que aposte pouco,
é mais provável que a pessoa se interesse pelo jogo, que assista,
que assista por mais tempo,
que se interesse nos participantes e acompanhe o esporte.
Então sem dúvidas tem um lado comercial.
Ele tem razão.
O sósia do Patrick Stewart tem toda a razão.
As pessoas vão se interessar mais
se tiverem uma conexão pessoal com o que estão assistindo.
Seja alguém que estuda um jogo cautelosamente por ter apostado nele,
ou alguém prestando atenção em uma peça escolar
porque seu filho está nela,
até o espectador mais investido, um pai que apostou dinheiro
no resultado da peça escolar do filho.
"Você apostou $20 no musical do Shrek?
Apostou que o Shrek ia perder?
Amigo, você precisa de ajuda."
Legalizar as apostas foi uma grande vitória
para as ligas esportivas,
que não só se beneficiaram com o aumento de interesse dos fãs,
mas também tiveram acordos lucrativos de licenciamento.
A NFL ganhou $132 milhões ano passado com patrocínios ligados a apostas,
o equivalente a adicionar dois ou três novos times
e sua renda de patrocínios à liga.
Isso sem contar os $120 milhões anuais
que a NFL ganha por licenciar seus dados
para ajudar a criar estatísticas para essas empresas.
A influência atual dessas empresas é inconfundível,
e não são só as propagandas.
Logos das empresas estão nos campos, nas quadras, nos uniformes,
e até nos negócios de limpar o gelo em jogos de hóquei.
Seus nomes agora estão em estádios como o Wrigley Field e outros.
E se você for a jogos dos Eagles,
você vai ter QR Codes de apostas nos placares
para as pessoas fazerem apostas instantâneas na próxima jogada
sem sair do assento.
E sendo claro: Não acho uma boa ideia em arenas esportivas,
mas eu gostaria de ver em restaurantes.
Eu quero escanear um QR Code e apostar se é filha ou namorada.
Quando aparece um velho rico com uma mulher mais nova...
"Vamos ver, mesma cor de cabelo,
ela está de sapatos confortáveis e cortando a carne dele.
Vou apostar tudo que é a filha.
Merda, merda!
Merda!"
E não para por aí.
As emissoras ficaram confortáveis em passar conteúdos de apostas
diretamente na programação:
Temos os dados da FanDuel. Uma vantagem de 13.5...
A média para os Dodgers está em 103,5.
Essas são as probabilidades pré-jogo para o total de gols,
Esta noite a média ficou em 1,5.
Chegou a hora das apostas do jogo,
um oferecimento ESPNBet.
Nossa especialista em apostas, Erin Dolan está aqui.
Erin, vamos fazer nossas escolhas.
Você faz uma, eu e Rex também. Vai ser nossa aposta múltipla.
Por favor!
Eu não quero ouvir a especialista em apostas antes do jogo.
Eu quero que mantenham a integridade da transmissão
até chegar o momento da comida de café da manhã
descendo em uma torradeira gigante e aceitando a própria morte,
antes de sair dela e ser horrivelmente devorada
pelo time vencedor.
É isso que eu espero do jornalismo esportivo,
e reconheço que o Pop-Tart Bowl me entregou isso.
A questão é que as previsões dos donos de times mais otimistas
claramente se realizaram.
As apostas saíram das sombras
e agora estão na frente de todos, e eles estão lucrando muito.
Mas é importantíssimo que o fato de estarem disponíveis em aplicativos
mudou a natureza das apostas de maneira fundamental
de alguns jeitos bem importantes:
Durante décadas, as apostas se limitavam ao jogo.
Quem ganharia,
quantos pontos uma equipe marcaria,
quem ia cobrir a vantagem.
Apostas durante o jogo permitem que o usuário aposte no jogo todo.
Fazem propagandas no jogo todo.
Você não para de pensar nas apostas,
e fica envolvido com elas durante o jogo.
Se perder sua aposta no meio do jogo, eles oferecem outra aposta
para compensar a perda.
Verdade, você é sempre incentivado a apostar em quem vai marcar o ponto
e até na cor do Gatorade que vão jogar no treinador.
E apesar de qualquer jogo de azar exigir habilidade,
a cor do Gatorade realmente não exige.
Você não é um estrategista, só deu sorte e escolheu laranja.
É a habilidade da girafa que escolhe quem vai ganhar o Super Bowl,
mas sem a tensão sexual.
Com todo o respeito, tem muito pescoço.
Sem respeito, para que servem esses chifres?
Os aplicativos também incentivam apostas mais complicadas,
como as múltiplas, onde precisam acontecer várias coisas para ganhar.
Por exemplo, você pode apostar que os Warriors vão ganhar,
Steph Curry vai marcar 30, Draymond vai acertar pelo menos uma de três
e GP II vai se vestir como o Papa-Burger do basquete.
Se você acertar as quatro vai ganhar muito,
mas se só acertar três, você perde tudo.
As pessoas amam as múltiplas, porque podem ganhar muito.
As empresas amam porque ninguém ganha.
Apostadores experientes chamam de "apostas de otários",
porque raramente alguém ganha.
Um estudo em três estados que legalizaram as apostas
mostrou que apostas múltiplas
foram pouco mais de um quarto do dinheiro apostado,
mas mais da metade da renda dessas empresas.
Ou seja, pessoas comuns estão expostas a um nível extremo de apostas
que talvez nunca fossem encontrar.
E isso é muito popular com jovens como ele:
Chance Bolmer está no último ano na Universidade da Carolina do Norte
e estuda Administração.
Hoje é o primeiro dia do March Madness
Quantas apostas você fez hoje?
Muitas. Eu usei todas as promoções.
Não sei, dez ou doze múltiplas.
Qual a importância de apostar pelo app, sem ir a um local específico?
Eu me sinto bem mais motivado se fizer pelo celular ou laptop,
sem ter que ir até algum lugar para fazer a aposta.
Quantas vezes você foi até um lugar para fazer uma aposta?
Acho que nunca.
Isso, Chance Bolmer nunca iria fisicamente a algum lugar
para apostar pessoalmente.
Como ele poderia ir, se antes precisa achar as chaves?
Baseado na energia do Chance, ele não faz ideia de onde estejam.
Deixou no dormitório de Brian F., ou no apartamento de Mike P.,
ou na casa de Brian M. Quando estavam curtindo?
Não tem como ele saber onde estão as chaves!
Mas as promoções que ele usou têm muito apelo.
Muitas empresas oferecem dinheiro grátis para você se registras,
mas saibam que possuem muitas letras pequenas.
Um processo em Massachusetts mostrou que uma oferta da DraftKings
de um bônus de mil dólares só poderia ser sacada
se o cliente depositasse cinco vezes esse valor,
e se apostasse $25.000 nos próximos nove dias.
E não é a única forma de fisgarem jovens apostadores.
Alguns estados não permitem que pessoas menores de 21 anos apostem,
mas existem aplicativos feitos especialmente para dar a volta nisso:
Estou muito empolgado.
Chase Lavaser, de 19 anos, ama esportes
É muito jovem para apostar legalmente no estado dele, Massachusetts,
mas ele aposta com os amigos com a Fliff.
Você usa uma moeda falsa
que se transforma em dinheiro se você vencer, assim espero.
A Fliff se divulga como um jogo grátis,
mas você pode comprar moedas e possivelmente ganhar dinheiro.
É um modelo de recompensas
que evita as regulamentações de apostas em muitos estados.
A idade mínima é 18 anos.
É, não é aposta, é um jogo social grátis
com microtransações que dão dinheiro de verdade se você ganhar.
Disponível para adolescentes no momento onde mais se impressionam.
O que poderia dar errado?
E também, a propósito, "Fliff"
é uma das palavras mais incômodas que já ouvi na vida.
Pode ser uma coisa muito inocente, como um esquilo amigável de desenho,
ou aquela farinha por cima do pão fresco,
ou alguma coisa tão nojenta que tem a própria página no PornHub,
com vídeos chamados: "Madrasta Gressica Shyne
recebe um fliff do personal trainer e seu conselheiro, Ferro Duro."
Mas se você aposta dinheiro ou moedas Fliff que viram dinheiro,
apostas modem mudar totalmente sua relação com o esporte.
Isso é uma coisa que atletas profissionais já sabem,
pois podem receber muitos abusos pela internet por causa de apostas,
como o jogador da NBA Tyrese Haliburton nos conta:
Se eu fosse olhar minhas mensagens na internet agora, com certeza a maioria
está dizendo que estraguei a múltipla de alguém.
Provavelmente.
Se eu jogo bem, é minha obrigação.
Se não, estraguei uma múltipla.
Tipo, desculpa...
É, eu entendo como é chato.
Mesmo se você trabalha bem, as pessoas fazem reclamações agressivas,
podem ser fãs gritando bobagens com Tyrese por causa de uma múltipla
ou, no meu caso, coisas ridículas como "fale devagar",
ou "meu Deus, respire", ou: "Oi, John, sou fonoaudióloga
e vejo que você tem o que chamamos de discurso acelerado.
Pode ser nada, ou pode levar à hipomania, TDAH e transtorno bipolar.
Eu imploro, vá a um especialista. Não sou fã, só estou preocupada."
Sabe, só bobagens irritantes
que super astros como Tyrese e eu precisamos aguentar.
E fica pior quando vemos que se pode apostar em jogos universitários.
Isso vai acontecer muito no próximo mês.
Ainda mais porque universidades estão se juntando a empresas de apostas
em troca de milhões de dólares.
E enquanto super astros como Tyrese e eu
conseguimos afastar comentários negativos sobre nosso trabalho,
usando nossos corpos musculosos e ombros atléticos,
é mais difícil para atletas universitários lidarem com o assédio,
e ele pode vir dos próprios colegas de turma.
Alguns atletas em Ohio receberam pedidos de transferências bancárias
dos próprios colegas depois de perder um jogo
ou errar um lance livre.
E outros receberam mensagens horríveis, como
"você merece perder a vida por estragar minha aposta"
e "espero que seu cão tenha câncer".
E olhem, não importa quem é você ou a circunstância,
você nunca deve desejar que um cão tenha câncer.
Todo cão é bom, e não merece ter câncer.
Agora, os gatos...
Também não. É claro.
É claro.
Em geral, não.
Depende do gato, não é?
Por exemplo, esse, obviamente não.
Esse gato não merece câncer.
Esse é um bom gatinho. Sem câncer.
De jeito nenhum, quem pensaria nisso?
Claro que não, de novo.
De jeito nenhum. Não merece nenhum câncer no mundo.
Olha...
A questão é que a mensagem é claramente terrível.
Mas não são só atletas jovens
que estão com a vida bagunçada por esses aplicativos,
mas os usuários também.
Vamos falar sobre os danos,
porque mesmo estudos bancados pela indústria das apostas
mostra que 1% dos adultos dos EUA tem um problema grave com apostas,
e de 2% a 3% tem um problema leve ou moderado.
Podem parecer números pequenos, mas temos que lembrar
que são entre 7,5 e 10,5 milhões de pessoas nos EUA.
É uma população menor que a de Michigan,
mas maior que a do Tennessee.
E não é um efeito colateral trágico dessa indústria,
é o modelo de negócios dela.
Quem perde mais dinheiro apostando sustenta esses aplicativos,
como esse especialista explicou:
Oitenta e seis por cento dos lucros das apostas online
vem de 5% dos apostadores.
O modelo de negócios do setor de apostas,
sejam loterias estaduais, cassinos regionais,
apostas online, tudo se baseia nos apostadores viciados.
O propósito da indústria é fazer você jogar até o seu fim,
ou seja, até perder todo o seu dinheiro.
Olhem, jogar até o seu fim é realmente horrível.
Mas eu seria negligente se não falasse, não está vendo dobrado,
esse é outro careca com óculos pequenos.
O tema está cheio de garotos chamados Chace ou Chance
e caras que deveriam desenvolver máquinas para achar os X-Men.
Se você apostou que este programa teria entrevistas
com mais de um clone do Bezos usando óculos,
parabéns, você ganhou 10.000 moedas Gozo.
São como moedas Fliff, só que mais sexuais.
Apostar até acabar seu dinheiro pode ser assustadoramente fácil
se o cassino fica literalmente dentro do seu bolso.
Como uma especialista falou, "você coloca o comportamento mais viciante
no aparelho mais viciante, o que poderia dar errado?".
Vamos ouvir este homem que começou a apostar na faculdade:
Eu me colocava prazos:
Vou apostar de parar aos 21, isso foi piada,
vou parar quando me formar, vou parar quando começar a trabalhar,
parar de apostar quando fizer 22.
Eu furava todos os prazos.
Como isso afetou seus relacionamentos?
Quando eu visitava minha namorada,
eu levava o telefone e sentava no banheiro,
eu fazia dez apostas.
De repente, sem ela saber, eu apostei $2.000.
Nesses momentos, eu pensava sozinho: "Eu sou um sociopata?"
É, isso é dureza.
A única coisa que um homem deve fazer com o telefone no banheiro
da casa da namorada é pesquisar loucamente:
"O que é Summer House?"
e "como falar com as melhores amigas sem parecer idiota" no Reddit.
Mas infelizmente, esse comportamento é o que torna ele um cliente valioso.
E os aplicativos têm até formas de incentivar esse comportamento.
Eles dão benefícios a quem gasta muito ou juntam com um "anfitrião VIP",
um contato que registra ao vivo seus hábitos, interesses e gastos
e oferece ações imperdíveis.
Eles também dão ingressos para eventos esportivos
e mandam presentes.
Um advogado com quem conversamos falou sobre um viciado em apostas
para quem a DraftKings mandou essa caixa.
Ao abrir, tinha uma luz verde e uma coroa, com a mensagem:
"A coroa é sua".
E é incrível que mandem uma coisa que diz: "Parabéns.
Você perdeu muito dinheiro. Tome um chapéu por causa disso."
E não são só acessórios luxuosos.
Uma mulher processou a DraftKings porque suas táticas para VIPs
a fizeram perder $153.000 em quatro meses.
Mesmo com ela percebendo os problemas onde estava se metendo,
a DraftKings mandava presentes como entradas para jogos dos Steelers.
Ela levou o filho ao jogo, o que levou a uma conversa chata:
No jogo, o filho dela percebeu que tinha algo errado.
Falei que era do trabalho, e ele disse: "Não estou vendo seus colegas.
Eu ouvi muita gente falando em apostas e na DraftKings.
Você ganhou ingressos por usar DraftKings, mamãe?".
Ele falou isso quando tinha 12 anos.
Pois é.
E o que você falou?
Eu fui muito sincera com ele,
e disse: "Sim, a mamãe vai parar de usar."
Não é o ideal, é?
Crianças em um jogo não deveriam se perguntar
se estão lá porque os pais são viciados em apostas.
Deveriam fazer como qualquer criança, tentar aparecer no telão
mexendo os braços que nem um bonecão do posto.
Deixem as crianças serem crianças.
E ainda piora.
Apesar dos esforços, ela não largou o aplicativo.
De acordo com o processo, ela viu que ia deixar de pagar a hipoteca
e perguntou para o anfitrião VIP se a DraftKings fazia empréstimos,
dizendo "isso deve significar que preciso parar de apostar".
Primeiro ele respondeu: "Eu quero saber como você está.
Está apostando dentro das suas possibilidades?"
Ela não respondeu por uma semana,
e a DraftKings mandou seis e-mails com ofertas para apostar.
Ela disse que quando finalmente disse que estava dentro das possibilidades,
ele mandou um crédito de $250 para ela "voltar à ação".
E não é como se essas empresas não pudessem impedir uma aposta
ou diminuir o ritmo se quisessem.
Se sabe muito bem que muitas empresas de apostas nos EUA aumentam os lucros
cortando os clientes que ganham.
Às vezes eles tentam até mesmo retirar os seus ganhos.
Esse homem apostou $3.000 na Copa do Mundo Feminina,
em um jogo onde a BetMGM pagava 66 para um.
Vamos deixar ele explicar:
Eu acabei ganhando mais de $200.000.
Às 6h45 da manhã eu ganhei a aposta e o dinheiro entrou na minha conta.
Ele começou o processo para sacar
a quantia máxima de $100.000 na manhã seguinte.
Mas quando olhou no aplicativo algumas horas depois...
Eu olhei minha conta de novo, e meu saldo era zero.
Cancelaram meu saque, retiraram o que eu ganhei.
Depois de várias ligações para a BetMGM,
ele recebeu esse e-mail da equipe de operações digitais,
pedindo desculpas sinceras pela inconveniência.
Eles falaram que era um erro óbvio, e eles anularam a aposta
porque as probabilidades estavam claramente erradas.
Isso obviamente dá raiva.
Mas o que mais irrita são as desculpas pelo "inconveniente".
Bater o dedão do pé é inconveniente,
ficar no trânsito é inconveniente.
Tomarem $200.000 de você me parece uma porra de um crime.
A BetMGM acabou pagando,
mas só depois dele falar com a mídia.
A questão é que os dados que permitem que as empresas
removam os clientes de sucesso poderiam ajudá-los a identificar
quem tem problemas com vício e direcioná-los para pedir ajuda.
Esse homem, um viciado em recuperação,
aproveitou as leis de dados públicos do Reino Unido
para acessar os dados que a Flutter, a dona da FanDuel,
guardava sobre um cliente.
E ele ficou surpreso com o quanto eles sabiam:
Neste caso, ele joga no caça-níquel por três ou quatro dias.
Sabiam em qual etapa do ciclo ele estava.
Descrevem como etapa de recuperação.
São pessoas que pararam de apostar e eles querem de volta.
Também têm 2514 depósitos em um ano.
Mais ou menos sete por dia.
Essas empresas de apostas sabem quando estamos mais impetuosos
e possuem muitos dados sobre nós.
Como um jovem adolescente enfrenta esse poder?
Exato, não é uma luta justa.
Eles têm dados para identificar quem pode ter problemas com apostas?
Sim, sem dúvidas.
Eles sabem quem é viciado.
Sim, fica bem óbvio que alguém com sete depósitos por dia
tem um vício.
Quem faz qualquer coisa em um app sete vezes no dia tem problemas.
Se você postar mais de sete stories no Instagram em um dia
sem estar em Barbados ou no show da Beyoncé,
o Instagram deveria intervir.
E é isso, cada parte desse sistema é feita para fisgar apostadores
e não deixar que parem.
E eles se infiltraram em todo o ecossistema esportivo,
desde os comerciais aos jogos em si,
e até esse jornalista, que enquanto fazia uma reportagem
sobre os problemas com apostas esportivas,
precisou fazer esse aviso em um certo momento:
Só para declarar, quando trabalho no Tennis Channel eu sento aqui.
DraftKings. Baixe o aplicativo.
Deve ser desmoralizante ter que fazer isso.
É como se eu falasse depois de tantos anos
que estou sentado em uma mesa patrocinada pela família Sackler.
Vocês iam questionar algumas coisas.
A questão é que todos no mundo esportivo estão comprometidos por uma indústria
que pode se aproveitar de clientes vulneráveis
com uma precisão incrível.
E ao saber tudo isso começamos a entender a que esta mulher,
membro do Jogadores Anônimos, está se referindo
quando diz que ela é um alvo.
Quando você não vai ao traficante, ele não bate na sua porta e diz:
"Oi, precisa de algo?",
mas é isso que eles fazem.
Onde está a preocupação pela pessoa?
Eu entendo que é um negócio,
mas com as drogas culpamos os médicos pelas receitas e opiáceos,
nos bares culpamos os barmen e donos de restaurantes
por servir bebida demais ao cliente.
Eu sou totalmente culpada por ser uma viciada,
por cair no buraco e perder meu rumo.
Eu sou responsável por isso. Mas não sou a única responsável.
Exato. Vimos várias pessoas nessa história
assumirem seu vício em jogo,
mas não vimos nenhum dono de time, executivo de TV
ou diretor de cassino dizer: "Pode ser nossa culpa também".
O que fazemos? Não estou dizendo que devemos banir apostas em esportes.
Já existia antes serem legalizadas e se criminalizarem, vão continuar.
Mas não devia ser tão fácil perder tanto.
E alguns estados já têm leis que não são aplicadas.
No Iowa e no Tennessee os cassinos permitem depósitos
usando cartões de crédito apesar dos estados proibirem isso.
Em Indiana, dezenas de pessoas se inscreveram num programa do governo
para não poderem fazer apostas,
mas conseguiram apostar centenas de milhares de dólares.
Se os estados aplicassem as leis que já existem seria um começo,
mas precisamos de novas leis, por exemplo:
poderíamos eliminar apostas em jogos de universidades
assim atletas estudantes não sofrerão ameaças violentas se errarem uma cesta.
Também podemos restringir os programas VIP.
O Reino Unido fez isso em 2020
obrigando as empresas a verificarem
se os apostadores podiam gastar o dinheiro que estavam apostando
e os estudos relataram uma queda de 90% nos clientes de programas VIP.
Esses programas se aproveitam de pessoas que não podem participar deles.
Parece que daqui a vários anos vamos olhar para esta era e dizer:
"O que estávamos fazendo?"
Em relação a muitas coisas em geral,
mas neste caso em particular.
E nós podemos mudar a história. Fizemos isso com propagandas de cigarro.
Angus fumava e anunciava cigarros na TV,
mas quando descobrimos o mal que faziam,
limitamos o que a indústria do tabaco podia fazer
e avisamos as pessoas sobre os riscos.
E deveríamos colocar nesses apps
os mesmos avisos dos cigarros.
Até lá, esses anúncios deveriam ser muito mais claros
sobre o que essas empresas fazem às pessoas.
Quer que todo jogo seja interessante?
Primeiro passo: Abra o app GriftKings Sportsbook.
Segundo passo: Aposte algum dinheiro.
E passo três: É hora do show, neném!
Com GriftKings posso apostar nos meus esportes favoritos.
Futebol, basquete, pingue-pongue polonês.
Sério, a todo instante que estou acordado
posso apostar em algo que alguém chama de esporte.
Com GriftKings, todo mês é uma loucura.
Você pode apostar em basquete sueco, bolinha de gude, Twister...
Sim, o jogo Twister.
Apostei em um jogo na Sérvia que nem sequer entendo.
Parece que envolve dois homens que se batem com salmão cru.
O jogo dura 19 rounds.
Está vendo esse cara? Ele tem uma arma.
Que está carregada, e faz parte do jogo.
E você não aposta apenas no placar final,
você pode apostar em tudo.
Em touchdowns, nocautes técnicos, rebatidas, rebotes,
boxe, acertos na mosca, sinucas, submissões, pontos perdidos.
Tudo faz parte da ação, neném.
Eu só precisava que o Knicks vencesse dos 76rs por menos de três pontos
e não mais do que sete.
Que seis jogadores específicos obtivessem dez rebotes,
que Karl-Anthony Towns quebrasse o tornozelo,
que o estádio ficasse sem pretzels no terceiro tempo,
seis beijos na Câmera do Beijo e que um dos árbitros fosse asiático.
O quê?
Esse é o lance. Dá para apostar em tudo. Veja...
Se tudo tivesse acontecido, eu teria ganhado $14 milhões.
- Ganhou? - Não.
E quanto custou não ganhar $14 milhões?
Dá para precificar a esperança?
Posso precificar nossa hipoteca. Foi um número parecido?
Foi.
- Foi duas vezes esse número. - Meu Deus!
Você ganhará na próxima.
Porque na GriftKings, qualquer um pode ganhar.
Eu ganhei.
Está vendo?
Ganhei mais de $200 mil em um jogo.
Foi uma falha e nunca me pagaram,
mas a GriftKings me deu $15 dólares em vales
contanto que eu gaste mais $15.000 dólares
nos próximos 10 dias.
Quando você aposta no seu esporte favorito,
ele significa muito mais.
Claro que sim.
Sou um grande fã do Philadelphia Eagles.
Eles terem ganhado o Super Bowl foi importante pra mim.
O jogador errado fez o touchdown e não ganhei a aposta
e por causa disso retomaram meu carro?
Sim, mas... Vai, Eagles!
Quando eles me mandam as apostas, parece que sabem qual vou fazer.
Sim. Nós sabemos tudo sobre você.
Seus esportes favoritos, que horas você dorme,
quando recebe o salário.
Espere, o quê?
Não pense nisso!
Está bem.
Sou VIP.
- Esticam o tapete vermelho pra mim. - Isso é ruim. Com certeza.
Eles me tratam como um ganhador.
Só porque você perde demais. Você é um perdedor!
Um perdedor teria ganhado...
esta coroa?
Sim, só um perdedor usaria uma coroa infantil.
Essas são coisas legais VIP.
Coisas de reis.
Aposte tudo com GriftKings.
Acha que consegue parar quando quiser? Vamos apostar.
Não sei por que é engraçado, estou endividado.
É isso, obrigado por assistir.
Semana que vem folgamos, boa noite.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.