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S�o dez deles. Dez bezerros mortos.
Sim, dez que vimos. Quantos mais vamos encontrar?
Aquela vaca ainda est� bem, mas daqui a tr�s ou quatro dias
sem sal tamb�m morrer�.
�, o que realmente me d�i � ver
esses pobres animais mastigando cascas, folhas e sujeira,
apenas para encontrar o sal que n�o existe.
O que aconteceu com Bob Rio, afinal?
Ele deveria ter entregue aquela carga de sal h� um m�s.
N�o podemos ficar esperando que Bob entregue.
Teremos que buscar o sal.
Precisamos depressa, ou perderemos a maior parte de nosso rebanho.
H� um bezerro morto logo acima da colina.
Haver� muito mais se n�o conseguirmos sal rapidamente.
Spanish Wells fica a tr�s dias daqui.
� melhor sairmos.
Shaler, saia!
Estamos cansados de esperar, Shaler.
Temos gado morrendo. Queremos sal, n�o promessas. Queremos agora.
Voc� receber� seu sal
quando todas as fazendas estiverem representadas
para que possa ser dividido de forma justa, n�o antes.
Agora, liberem a rua.
Isso � apenas um aviso.
O pr�ximo ser� para matar.
Liberem a rua!
- Zeb. - Sr. Cartwright.
- Ol�, Tom. - Precis�vamos de voc� h� pouco tempo.
O que est� acontecendo?
Voc� conhece o Xerife Vern Shaler h� muito tempo, n�o �?
- Claro. - Ele est� nos envergonhando, Ben.
Ele est� nos impedindo com uma espingarda quando precisamos de sal.
O que Vern Shaler tem a ver com isso? O sal � do Bob Rio, n�o �?
Rio morreu.
Rio morreu?
Assim como o dep�sito de sal, completamente destru�do.
A sobrinha dele armazenou o que sobrou do sal naquele armaz�m agora.
E ela n�o est� vendendo.
Seu amigo Shaler a est� apoiando.
Vern deve ter algum motivo, n�o �?
A paixonite � o motivo dele.
Shaler est� cortejando-a, ent�o ele apoia a jogada dela.
H� outra coisa, Ben.
Todos n�s vamos perder nossos rebanhos,
a menos que consigamos sal imediatamente.
Claro.
E o sal naquele armaz�m n�o � nem a metade suficiente para todos.
Vamos, garoto.
S09E19 - O Pre�o do Sal
Legenda por Susanawho
Eu sou Ada Halle. Posso ajud�-lo?
Ben Cartwright, Srta. Halle.
- Estou aqui para comprar... - Est� aqui para comprar sal, � claro.
Sr. Cartwright.
Oh, sim, a Ponderosa.
Foi um cliente muito bom no passado.
Lamentei muito saber do Bob Rio.
�ramos velhos amigos.
Oh, obrigada.
Acontece que eu mal o conhecia.
Suponho que j� tenha ouvido que o dep�sito de sal est� esgotado.
O �nico sal dispon�vel � este aqui no armaz�m.
Sim, me disseram.
Tome, se assinar esse pedido...
Pode comprar at� 60% da quantidade que comprou no ano passado.
Bem...
Viemos prontos para carregar e retirar agora, portanto...
me diga o quanto eu lhe devo.
S� um minuto, Sr. Cartwright.
Tem outros � sua frente.
- Ter� que esperar a sua vez. - Senhora?
Levamos tr�s dias para chegar aqui, e levaremos tr�s dias para voltar.
Meu gado precisa do sal agora, n�o temos tempo a perder.
Sinto muito. Ter� que esperar sua vez.
Srta. Halle, j� viu gado morrer por falta de sal?
N�o um ou dois de cada vez, mas em grupos de 20 ou 30?
Fui poupada dessa experi�ncia.
Est�vamos perdendo bezerros quando sa�mos de Ponderosa, senhora.
Se n�o conseguirmos esse sal imediatamente, posso perder todo o meu rebanho.
O senhor n�o tem ideia de quantas vezes me disseram isso ultimamente.
Neste momento, enquanto conversamos aqui e discutimos,
- estou perdendo talvez 20 ou 30... - Problemas, Srta. Halle?
Sem problemas.
Eu estava dizendo ao Sr. Cartwright
que apenas sou a dona do sal.
Os detalhes comerciais s�o todos tratados pelo Xerife Vern Shaler.
O senhor o conhece, claro?
Sim, senhora.
Obrigada, Sr. Jackson.
Ben! Ben Cartwright! Que prazer em v�-lo.
- Vern. - Sente-se, sente-se.
Isso merece um drinque.
Talvez algo um pouco mais forte do que este caf�.
- Tenho um pouco de conhaque aqui. - Vim falar sobre sal, Vern.
Este � o seu tipo de conhaque, Ben.
Na verdade, a primeira vez que provei isso foi na Ponderosa.
Vern, vim falar sobre sal.
Voc� e muita gente.
Esta � a pior seca que j� vi, Ben.
Sem grama da primavera.
E o dep�sito de Rio atingiu o fundo e esgotou.
A Srta. Halle me disse que voc� � o respons�vel pelos detalhes financeiros.
Sim, antes de voc� chegar aqui, alguns fazendeiros me amea�aram.
- Eu tive que expuls�-los. - Sim, eu entendo.
Com uma espingarda.
Como pode ver, n�o � trabalho para uma mo�a.
Ela precisava de ajuda, ent�o me ofereci.
Quando todo o sal tiver acabado do armaz�m, Ben,
n�o haver� mais num raio de 400 milhas.
- Mais pr�ximo de 500. - Sim.
E o gado berrando daqui at� Big Spring.
E o sal no armaz�m representa apenas 60%
do que os pecuaristas costumam comprar por um ano.
Ent�o, naturalmente, quando soube disso,
disse � Ada que ter�amos problemas.
E dever�amos garantir que
todos os compradores recebessem uma parte justa.
� por isso que aceitei o trabalho.
Olha, Vern, voc� sabe quanto cada um de n�s deve receber.
Venda para n�s e deixe-nos ir para casa.
Eu adoraria fazer isso, Ben, mas n�o � meu sal, � de Ada.
Ela tem o direito de opinar.
Ela quer todos os compradores aqui, para que
ningu�m possa brigar por causa do neg�cio.
Mesmo que o gado morra enquanto esperamos?
Ela n�o sabe nada sobre isso. Ela � da cidade.
Voc� � daqui! Por que n�o diz a ela?
Olha, Ben, voc� voltar� para casa amanh�.
Voc� � o �ltimo comprador a aparecer,
s� falta Sid Talbot do Rancho C-Bar-T.
E acabamos de saber que ele chegar� aqui em algumas horas.
Isso deve faz�-lo se sentir melhor.
Ela quer todos os compradores aqui.
E o sal est� em falta.
Quanto vai custar esse sal?
Um pouco mais do que no ano passado.
Mas voc� pode entender isso, Ben, com os dep�sitos de sal esgotados...
Quanto mais?
N�o sei exatamente.
Falamos sobre pre�o, mas n�o o definimos exatamente.
Ela n�o vai enganar os compradores, Ben.
Ela � uma boa mulher.
Ela � extremamente boa.
Tenho certeza que sim, Vern.
Voc� poderia simplesmente dizer a essa boa mulher
que as guerras foram iniciadas por causa do sal.
Se ela n�o tomar cuidado, ela pode come�ar uma aqui.
Ainda temos que esperar algumas horas.
Algumas horas?
S� temos minutos.
Bom, eu sei. Cansei de repetir isso,
mas ainda temos que esperar.
Ben, vamos ter uma reuni�o.
Voc� falou com Shaler. Gostar�amos de saber o que ele disse.
Sim.
Vou lhes dizer uma coisa,
quando os grandes come�arem a fazer lances por aquele sal,
n�o sobrar� nada para o resto de n�s.
Ol�, Sr. Cartwright.
Ol�, rapazes.
Acabei de deixar Shaler.
A venda do sal come�ar� assim que Sid Talbot chegar.
Primeiro esperamos por Cartwright, agora Talbot.
Homens com muito dinheiro.
N�o podemos competir com qualquer um deles.
Pardee, se n�o se acalmar,
- sua boca vai te causar problemas. - Est� tudo bem.
Quando Talbot vai chegar?
Ele est� aqui agora.
Ora, � um funeral?
Ol�, cavalheiros. Por que est�o com essas caras?
O gado est� morrendo e n�o h� sal, � por isso.
Que bom que chegou. J� viu Shaler?
Ainda n�o.
Acho que vou falar com ele amanh� de manh�.
Amanh� de manh�?
Acho que deveria ir v�-lo agora.
Shaler suspendeu a venda do sal at� voc� chegar aqui.
Todos n�s estivemos esperando e
todos est�o prontos para carregar e partir.
Bem, as salinas est�o limpas e o estoque est� no armaz�m.
Como isso vai ser dividido?
Bom, todo mundo vai receber 60% do que recebeu no ano passado.
A ideia foi sua, Cartwright?
N�o, de Shaler. Teve essa ideia com a Srta. Halle.
A senhora dona do sal.
60% parece justo para aqueles que t�m o mesmo gado,
para aqueles que venderam parte de seu gado,
� mais do que suficiente. Bem, senhores, vejam,
meu rebanho aumentou em 1.200 cabe�as.
E 60% do sal que comprei no ano passado n�o ser� suficiente.
Mil e duzentas cabe�as? � mais do que o dobro do que tinha no ano passado.
- Sente-se, Al. - Ele n�o est� na cidade h� dez minutos
- e est� tentando roubar... - Cale a boca!
N�o vamos ganhar nada discutindo entre n�s.
Vamos tentar descobrir uma maneira de resolver isso.
A diferen�a entre voc� e eu, Cartwright,
� que voc� deseja que todos recebam sua parte.
Eu s� estou interessado na minha.
Ele vai roubar.
De uma forma ou de outra, ele agarrar� nossa parte.
N�o, n�o vai.
Shaler n�o vai deixar.
Shaler disse que garantiria que o sal fosse dividido de forma justa.
N�o foi, Ben?
Sim, foi o que ele disse.
O senhor � o �ltimo comprador a chegar.
60% � o n�mero que ouvi ser mencionado.
Sim. Foi assim que Vern e eu resolvemos.
Pareceu mais justo para todos.
Tenho certeza disso. Bob Rio tinha um bom neg�cio aqui.
� uma pena que tenha herdado salinas vazias.
Srta. Halle,
n�o quero ser pessoal, nem quero bisbilhotar,
mas me pergunto sobre as pessoas.
Pode me dizer o que fazia antes de vir pra c�?
Ensinava na escola, fazia contabilidade num Banco.
- Basta assinar o pedido. - Contadora?
Aposto que fazia o dobro do trabalho dos homens
e recebia a metade do sal�rio.
Menos da metade.
- Se vai assinar, por favor. - Claro.
Vern conhece esses pecuaristas h� muito tempo.
Eles s�o amigos pessoais dele,
portanto posso entender sua preocupa��o com eles.
Mas a senhorita, Srta. Halle, � nova aqui.
Teve que trabalhar para viver. Sabe que � um mundo c�o.
Fico surpreso que n�o queira cuidar de si mesma, do seu futuro.
Eu quero, Sr. Talbot.
N�o do jeito que quero dizer.
Meu rebanho aumentou de tamanho
e vou precisar de mais de 60% da compra do ano passado.
Tenho certeza disso, Sr. Talbot.
Todo pecuarista me disse a mesma coisa.
Eu pago pelo que eu quero, Srta. Halle...
Eu pago muito bem.
Est� tudo bem, Srta. Ada?
Est� tudo bem.
Meu rebanho � maior, ent�o vou precisar de uma parte maior.
e estou disposto a pagar muito mais.
- Oh, eu estava indo v�-la. - Isso � bom. Algum motivo especial?
Acho que n�o devemos esperar mais pelo Talbot.
� melhor irmos ao armaz�m e vender esse sal �queles homens.
O Sr. Talbot est� aqui. Acabei de falar com ele.
Bom, � uma boa not�cia. Irei dizer aos homens que carreguem a carro�a.
Vern, ainda n�o definimos o pre�o.
� o seu sal, Ada,
mas eu sei que voc� n�o vai se aproveitar dos homens
s� porque eles est�o perdendo seus rebanhos.
Nosso sal, Vern.
Pensei que nunca faria isso.
N�o foi porque eu n�o queria.
Bem, fa�a de novo.
Oh, desculpem.
Oh, Ben?
Entre. Quero que voc� seja o primeiro a saber.
Ada e eu vamos nos casar.
Ora!
Que �timo! Bem, parab�ns.
- Obrigado. - Muitas felicidades.
- Obrigada, Sr. Cartwright. - Que tal um brinde pelo casamento?
Bem, acho que � apropriado. Sim, certamente.
J� marcaram uma data?
Assim que a �ltima carreta de sal ultrapassar o horizonte.
Bom, ent�o, se me permite, gostaria de propor um brinde.
Por um casamento em breve.
Eu... espero que me perdoem por
interromper este clima de felicidade, mas...
estamos perdendo gado.
Quando come�aremos a carregar?
A qualquer minuto agora.
Ada e eu est�vamos apenas conversando sobre o pre�o.
Suas fazendas continuar�o...
crescendo e... e prosperando.
Mas quando meu sal acabar,
n�o haver� mais.
Ben, suponha que...
voc� pague o mesmo pre�o que pagou no ano passado,
embora receba apenas 60% do sal?
Seria pedir demais?
Acho que tudo bem.
N�o tive a oportunidade de contar ao Vern,
mas teremos de encontrar outra forma de...
dividir o sal.
Vejam, o Sr. Talbot tem um rebanho muito maior
do que no ano passado.
Ele vai precisar de sal extra.
Ele me fez uma oferta muito generosa.
O dobro do pre�o do ano passado.
- Olhe, Vern... - � a primeira vez que ou�o falar disso.
Vern n�o � o dono do sal, Sr. Cartwright. Sou eu.
Um homem bem sucedido como o senhor
deve ter ouvido falar da lei da oferta e da demanda.
Claro.
Quando leva seu gado ao mercado,
n�o vende pelo lance mais baixo, n�o �?
- Ada... - Deixe o Sr. Cartwright responder.
V�o me perdoar se eu n�o terminar esta bebida.
Bom dia.
Foi o que eu disse, 1.200 cabe�as.
Mil e duzentas cabe�as.
- Est� absolutamente certo disso? - Que diferen�a faz?
Joseph?
Tomamos uma bebida com alguns dos seus empregados do rancho, Sr. Talbot.
Disseram que seu rebanho � muito menor este ano do que no ano anterior.
Bisbilhotando e curiosos, assim como os Cartwrights.
Quase 800 cabe�as menos do que no ano passado.
Maior ou menor, que diferen�a isso faz?
Sr. Talbot, est� mentindo para conseguir mais sal do que merece.
Talvez seja verdade.
Cartwright, cedo ou tarde, teremos que fazer uma parceria.
Teremos que nos livrar da concorr�ncia
ou vamos atacar um ao outro.
Talbot...
nunca seremos parceiros.
Se for preciso, lutarei contra voc� at� o fim.
Talbot?
Soube que est� tentando aumentar o pre�o do sal
para conseguir a parte dos outros.
Para conseguir o que quero,
pago o que for preciso.
J� convenceu Hawkins e Wallace a ficarem
do seu lado contra o resto de n�s.
Quanto isso custou?
Dinheiro?
Sal?
Ou ambos?
Williams, voc� fala demais.
Se aumentar esse pre�o fora do nosso alcance,
vamos perder todas as cabe�as que temos.
- � dif�cil, Zeb, dif�cil. - Talbot!
N�o vou deixar isso acontecer.
Levei uma vida inteira para conseguir o que tenho.
N�o vou desistir sem lutar.
N�o seja tolo.
Ei, Williams!
Chame um m�dico r�pido. Leve-o para o quarto dele.
Papai!
Papai!
- Papai! Quem atirou no senhor, pai? - Cuidado. Cuidado.
N�o importa agora. Vamos levant�-lo.
- Quem fez isso, pai? - Deixa pra l�.
Tudo bem, o que est� acontecendo aqui?
S� uma diferen�a de opini�es, Xerife.
- Foi uma luta justa. - N�o foi nada justa.
Talbot � duas vezes mais r�pido que Williams.
Talbot, atirou no Williams?
Williams desafiou Talbot.
Tudo o que Talbot fez foi atirar uma bala no ombro de Williams.
Se ningu�m tiver qualquer obje��o, continuarei o que estava fazendo.
Williams era apenas um homem, Talbot.
Talvez voc� queira tentar passar por cima de n�s.
Fique no meu caminho e eu irei.
O pr�ximo homem que sacar uma arma, sacar� contra mim.
O resto de voc�s, saiam daqui.
Tome.
Vamos fechar o trato agora.
� mais do que o dobro do que lhe ofereci ontem.
Eu o vi atirar no Sr. Williams.
Bem, ele me desafiou.
Por qu�?
Ele achou que eu iria comprar mais do que o meu quinh�o de sal.
O que...
O que houve?
Se vale a pena atirar em um homem pelo meu sal...
ent�o vale muito mais do que isso.
Senhorita, � um pre�o justo.
N�o teste minha paci�ncia.
Est� me amea�ando, Sr. Talbot?
Pense o que quiser.
Mas se eu tiver que pegar esse sal � for�a, eu vou.
Gostaria de repetir isso na frente do Xerife?
S� estou lhe dizendo que se segurar esse sal por muito mais tempo,
meu gado vai morrer e n�o vou deixar isso acontecer.
E n�o vou aceitar menos pelo meu sal do que posso conseguir.
E n�o vou negociar com o senhor sozinha.
Vou me encontrar com todos os pecuaristas em uma hora.
P�r um pre�o no sal.
Ele n�o vai escapar impune, papai. Eu n�o vou deixar.
Escute-me, filho.
Foi uma tolice o que eu fiz, ouviu?
Tenho sorte de estar vivo.
Ele n�o precisava atirar no senhor.
Eu o desafiei! Fui eu, n�o foi, Ben?
Sim, � verdade.
Eu n�o quero que o desafie. Ele vai mat�-lo.
O m�dico chegar� em alguns minutos.
Prometa-me, filho.
Prometa que n�o vai desafiar Talbot.
Escute seu pai, filho.
Fique aqui com ele at� o m�dico chegar.
Ela convocou uma reuni�o, todos est�o aqui. Onde ela est�?
- Ela chegar� a qualquer minuto. - J� peguei tudo o que vou levar.
N�o ter� que esperar mais, Sr. Talbot.
Definiu um pre�o?
Sim, defini.
Um d�lar por cabe�a de gado que possuem
por 60% do valor que compraram no ano passado.
Eu tenho 700 cabe�as.
Iria me custar 700 d�lares pelo sal que valeria menos de 50 d�lares.
Se eu tivesse 700 d�lares, o que n�o tenho.
Pode pedir emprestado, Sr. Pardee.
Pedi emprestado ao m�ximo.
Shaler, est� por tr�s disso?
Eu coloquei o pre�o.
O Sr. Shaler n�o teve nada a ver com isso.
Ent�o, senhora, eu sei que os porcos t�m uma fam�lia melhor do que a sua.
Vern!
Voc� tem cinco segundos para engolir essas palavras.
Pe�o desculpas, senhora.
Vern, voc� me acompanha de volta ao armaz�m?
Ser� um prazer.
Nunca imaginei que Vern ficasse
do lado dela contra n�s no pre�o daquele sal.
Quantos desses fazendeiros podem pagar um d�lar por cabe�a por esse sal?
O senhor � praticamente o �nico que pode pagar, Sr. Cartwright.
Eu n�o sou o �nico.
Bem, Cartwright, vai pagar o pre�o dela?
N�o.
Por que n�o?
Se eu pagar o pre�o dela, e voc� tamb�m,
isso ser� v�lido para todos os fazendeiros aqui.
- Nenhum deles pode pagar. - O que vai fazer?
Vou me recusar a comprar,
e se voc� fizer o mesmo, podemos for��-la a baixar o pre�o.
Quanto tempo vai levar?
Estou perdendo mais gado a cada dia.
Espere um minuto.
Escute.
Ningu�m quer isso,
mas a verdade � que voc� e eu
poder�amos sobreviver se perd�ssemos todas as cabe�as de gado que possu�mos.
Se nos recusarmos a pagar o pre�o dela,
se todos ficarmos unidos,
podemos obrig�-la a baixar.
Ficar unidos? Esses pecuaristas nunca ficar�o unidos. Eu sei.
Cedo ou tarde, ser� cada um por si.
Qual � o problema?
Ada, voc� est� exigindo muito desses homens.
Vern, voc� usa esse distintivo h� dez anos.
O que voc� tem a mostrar por isso?
Eu fui pago.
Mal pago.
Um de n�s precisa cuidar do nosso futuro.
Nosso casamento fracassaria se nos preocup�ssemos todas as noites
se sua arma nos sustentaria at� o dia seguinte.
Voc� ver�, isso nos comprar� uma nova vida.
- � um pre�o muito alto. - Meu querido...
Voc� n�o tem ideia do quanto eu te amo.
Se voc� realmente soubesse...
- Quer uma cerveja, Candy? Ned? - N�o.
Eu tenho uma garrafa.
Estou vendo. Por que n�o diminui um pouco, hein?
N�o se preocupem comigo.
Simplesmente n�o estou acostumado com essa espera.
Papai sabe o que est� fazendo.
Essa mulher est� t�o nervosa quanto n�s.
Ela vai quebrar, vai baixar o pre�o.
N�o podemos esperar muito mais.
Mais algumas cervejas, amigo.
Ei.
Ned, acho que voc� conhece meus amigos.
Se eles s�o amigos seus, eu n�o quero conhec�-los.
Sabe por que ainda est� vivo?
Bem, por que voc� n�o me conta?
Porque eu prometi ao meu pai que n�o iria desafi�-lo.
E eu cumpro minhas promessas.
� uma coisa inteligente a fazer.
Mas isso n�o significa que eu n�o possa dizer o que penso do senhor.
Isso n�o significa que n�o posso!
Tudo bem! J� chega!
Guardem essas armas.
Esses homens est�o machucados? Levantem-nos.
Se continuarem com isso, ou prender todos voc�s.
O que � tudo isso?
Ned teve um pequeno desentendimento com o Talbot.
Voc�s, homens, fiquem aqui.
Eu sei como tirar o sal do armaz�m, e vou peg�-lo agora.
Sr. Talbot, pensei que seria o primeiro a vir.
E o �ltimo, eu acho.
O que quer dizer com isso?
Estou preparado para pagar seu pre�o, um d�lar por cabe�a.
Muito sensato.
E vou lhe oferecer mais 5.000 d�lares...
contanto que me venda o resto do sal pelo mesmo pre�o.
O senhor compartilharia o sal?
N�o.
Se os outros fazendeiros n�o obtiverem sal,
seus rebanhos ser�o destru�dos.
Que pena.
O que o deixaria com o �nico rebanho na regi�o.
Poderia colocar o seu pr�prio pre�o na carne bovina
e para o gado para reabastecer as outras fazendas.
Isso mesmo.
E o senhor ganharia muito dinheiro.
Dinheiro...
Dinheiro que eu estaria disposto a compartilhar.
Srta. Halle.
Estou aqui representando todos os fazendeiros,
exceto o Sr. Talbot.
Eu s� queria que soubesse que decidimos aceitar suas condi��es.
Bem, eu entendo que alguns dos fazendeiros n�o tinham...
n�o tinham dinheiro para cumprir as condi��es.
Sim, � verdade.
Nenhum deles tem o suficiente, mas tomei provid�ncias
e agora eles s�o capazes de superar esse problema.
� muito gentil de sua parte, Sr. Cartwright.
Mas eu... eu lamento.
Como assim, lamenta?
Acabei de vender todo o sal para o Sr. Talbot.
Sr. Cartwright?
- O que? - Algo errado?
Sim, h� algo errado.
Quer que eu traga Shaler at� aqui?
- N�o. - Se eu gritar, ele vir� correndo.
N�o, n�o o incomode.
Eu estava no est�bulo.
Eles est�o atrelando as carretas de Talbot para transportar o sal.
Sim.
Obrigado.
- Vou precisar de um recibo. - Claro.
Agora, voc� ou Shaler digam ao assistente que comprei o sal.
- Voc� tentou compr�-lo. - Tentei?
Sim.
J� dei o dinheiro a ela e ela est� me escrevendo um recibo.
N�o.
Sim, vejo que voc� tentou compr�-lo.
Voc� foi superado.
Foi superado por um grupo de fazendeiros que me nomeou tesoureiro.
Seu lance foi superado por um d�lar.
Cartwright, esse sal me pertence.
Comprei e paguei por...
N�o me deixe interromp�-lo. Continue falando.
Eu tamb�m gostaria de saber o que est� acontecendo.
Xerife, este sal me pertence. Todo ele.
Todo?
Vern, eu tive que vender.
Ele aceitou meu pre�o.
N�s aceitamos tamb�m
e superamos o lance em um d�lar.
Ela aceitou minha oferta primeiro.
- Eu exijo... - Cale-se!
Eu sei o que Cartwright faria com o dele.
Mas e quanto a Talbot, ele iria dividir?
Que diferen�a faz?
Eu disse para calar a boca, e falei s�rio!
Ada, ele ia dividir?
N�o.
E voc� ia vender para ele sabendo disso?
Vern, o que eu poderia fazer? Ele... aceitou meu pre�o.
Est� vendo?
Ela admite que comprei primeiro.
Voc� foi o �ltimo a chegar.
Quando voc� chegou, todos n�s pedimos nosso sal.
A �nica coisa que n�o foi acertada foi o pre�o e eu acertei isso agora.
Xerife, Cartwright praticamente a obrigou a vend�-lo sob a mira de uma arma.
Esse sal me pertence!
Ben, estou de acordo com seus princ�pios,
mas se ele chegou aqui com o dinheiro primeiro,
receio que a lei esteja do lado dele.
Olha, Vern, aquele sal � indispens�vel
para todas as cabe�as de gado desta parte do Estado.
Se negar a eles, isso � assassinato em massa.
E nenhum homem ou Tribunal decente poderia tolerar isso.
Aqui est�o as chaves do dep�sito. Diga aos homens para pegarem suas carro�as.
Eu vou, mas quero que voc� divida o sal.
Dividirei. Saia da cidade.
Voc� n�o pode fazer isso. O sal est� sendo roubado!
Saia da cidade! N�o volte mais.
Ben, se nos der licen�a, gostaria de conversar com Ada.
Vern...
Vern...
a Srta. Halle n�o vive nesta parte do pa�s h� muito tempo.
Ela n�o est� acostumada com isso.
Tem havido muita press�o sobre ela...
- Isso n�o a desculpa, Ben. - Vern.
Qualquer um pode cometer um erro.
Eu sairei em um minuto e o ajudarei a carregar.
Tudo bem.
J� vi isso acontecer tantas vezes, sabe...
Sinto muito, Vern. Eu...
acho que eu... eu realmente n�o entendi.
E fiz isso por n�s dois.
Para que pud�ssemos ter alguma seguran�a,
algo para construir nosso casamento.
Voc� acha que conhece algu�m.
Acha que conhece t�o bem que...
come�a a ver as coisas atrav�s dos seus olhos,
e a ouvir atrav�s de seus ouvidos.
E ent�o um dia voc� percebe que...
voc� n�o a conhece de jeito nenhum.
Vern! Eu... eu disse que sinto muito.
Talbot, agora...
eu o entendo.
Ele � regido pela cobi�a.
Ele quer tudo e mais um pouco, mas...
n�o imaginei que dinheiro fosse a �nica coisa importante para voc�.
Vern, acabou. Est� terminado agora.
Continuei dizendo a mim mesmo que estava tudo bem se ela
conseguisse o melhor pre�o poss�vel,
desde que todos recebessem sua parte.
Mas voc� ia vender ao Talbot todo aquele sal,
sabendo muito bem que ele n�o dividiria com ningu�m.
Vern, ele aceitou o pre�o.
Sim.
O que foi que Ben disse?
Uma forma de assassinato em massa que nenhum
homem ou Tribunal decente poderia tolerar.
O que quer que havia entre n�s, Ada,
acabou agora.
N�o...
E irei embora para sempre,
assim que o seu sal for carregado.
O camarada do est�bulo disse
que Talbot e Conrad acabaram de sair da cidade.
Eu me sentiria muito melhor se tivesse visto com meus pr�prios olhos.
Sr. Cartwright?
Eu acho que se eles v�o tentar,
esse seria o melhor lugar.
Um rifle ali em cima e ningu�m vai carregar sal.
- D� uma olhada. - Sim.
Estava esperando por voc�, Ben.
N�o consegue resistir a um homem em apuros, n�o �?
Voc� bateu nele com muita for�a. Nada poder� salv�-lo.
Fique de p�.
Devagar.
Jogue o cintur�o da arma aqui.
Todo o grupo est� l� fora.
Muito bem, Ben.
Qual � a sua jogada?
O que espera ganhar?
O que me pertence.
Eu e o Conrad estamos protegendo meu sal comprado e pago.
Se eu tiver que matar tr�s Cartwrights
e quatro ou cinco fazendeiros para fazer isso, eu o farei.
Ada Halle est� com meu cheque. Este � o meu sal.
Quando voc� matou o assistente,
voc� se colocou do outro lado da lei.
E o Xerife?
Voc� vai mat�-lo tamb�m?
Isso n�o me incomoda nada. Conrad, fique de olho naquela porta.
Agora, voc� vai fazer com que eles entrem aqui, um de cada vez.
Oh, n�o.
Voc� quer morrer?
N�o.
Chame Hoss aqui primeiro. Agora.
Se quer mesmo apostar nessas probabilidades, Talbot,
aperte o gatilho.
Claro que vai me matar,
mas h� tr�s l� fora para cada um de voc�s aqui.
� melhor entrar l�. Vejo uma luz brilhando no cano da arma.
Largue a arma! Levante as m�os!
Cuide deste.
Talbot!
Pare!
Vern!
Olhe para mim, por favor!
Ainda podemos construir um casamento.
Com amor.
O dinheiro n�o importa, s� voc�.
Srta. Halle.
Srta. Halle?
Srta. Halle.
Srta. Halle, por favor.
Por favor, Srta. Halle.
Sente-se.
Ele se foi.
Tudo o que eu sempre quis.
Ele se foi.
Pegue o sal.
Divida.
Eu queimei os cheques. N�o haver� cobran�a.
N�o haver� cobran�a alguma.
Chame isso... de um presente de Vern.
- Fazendo progresso? - Certo.
Ben, estamos todos carregados.
Quanto devemos?
Ada diz que n�o h� custo.
Um presente de Vern Shaler.
Um presente?
Bem, isso � muito generoso.
Eu n�o sei o que voc�s v�o fazer, mas...
Ned e eu vamos pagar nossa parte.
Ben, vai fazer com que ela receba?
Vou providenciar para que ela receba.
Obrigado, pessoal.
Obrigado.
- At� mais, Ben. - Sim.
Dos amigos de Vern Shaler
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