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GALANTE E SANGUIN�RIO
Vou avis�-los: sou o Sr. Butterfield. Esta linha e passageiros s�o meus.
Se nos incomodar vou persegui-los at� o fim do mundo.
Sr. Butterfield, n�o queremos incomodar ningu�m.
S� queremos o que est� debaixo daquele encerado.
Acho que nosso gado est� atr�s daquela colina. Consigo ouvir.
Como veio parar aqui?
Vamos, pai. Vamos busc�-lo.
Deixe que a poeira assente primeiro, filho.
Ben.
Diga-lhe para ficar onde est�.
Fique ai!
- Que deseja? - Quero recuperar o meu gado!
- Vai t�-lo daqui a cinco minutos. - Vai t�-lo daqui a cinco minutos!
Vai deixar que lhe fa�am isto?
N�o posso fazer muito.
N�o se mexam!
Se se mexerem, eu o mato.
Levantem-no devagar. Ponham-no em cima do cavalo.
N�o vai fazer alguma coisa?
O qu�, v� se tamb�m levo um tiro? Deve ser Ben Wade e o seu bando.
Qual � o nome dele?
Bill Moons.
- Onde vive? - Vivia em Contention City.
Leve-o para l�.
N�o posso. Os passageiros tem que estar em Bisbee, perto daqui.
Levem-no para Bisbee e ponham-no na primeira dilig�ncia de regresso.
Um homem deve ser enterrado na terra onde viveu.
- Vamos precisar desses cavalos. - Porqu�?
Para que n�o avisem ao xerife. Desmontem.
Vamos, rapazes. Desmontem.
Vamos solt�-los deste lado de Bisbee.
- V�o ver! O meu pai vai mat�-los! - Mark.
Vamos buscar o gado.
Ol�! Pode ajudar-nos?
- Tenho que levar o gado para casa! - Empresta-nos um cavalo?
Claro, eu trago um!
Que aconteceu? Onde est�o os seus cavalos?
A dilig�ncia foi assaltada.
Eles nos viram, m�e, e tiraram os cavalos.
E mataram o cocheiro!
Mataram o cocheiro?
Um deles foi l� em cima, tirar um daqueles sacos...
e o cocheiro agarrou-o como um escudo.
Pensa que eles se importaram? N�o, atravessaram-no a tiro.
Foi o Ben Wade.
Ben Wade?
O que voc� fez?
Eram doze. Que podia eu fazer?
- Ficamos quietos. - Depois tiraram-nos os cavalos.
Ficamos olhando.
Que mais podiamos fazer? Queria que f�ssemos atingidos?
Rapazes!
V�o selar dois cavalos.
Penso que tamb�m devia levar �gua.
Estou contente por estarem bem. Tudo podia ter acontecido.
N�o houve perigo, pelo menos para n�s.
- Parece t�o terrivel. - Porqu�? O que � t�o terrivel?
- Nada. - Que se passa?
Nada.
� terrivel que isto aconte�a e tudo o que fazemos � olhar.
Acontecem muitas coisas em que tudo o que podemos fazer � olhar.
Eu sei, mas ter que ficar quieto com os garotos olhando...
� a vida. Temos que assistir a um monte de coisas terriveis.
As pessoas morrem todos os dias. Um rel�mpago pode nos matar.
Tr�s anos de seca matando o meu gado � terrivel.
Que fazer? N�o consigo fazer chover.
Espera que fa�a arrefecer o Sol?
Dan, por que est� t�o zangado?
Espera que eu seja aquilo que n�o sou.
N�o, n�o espero. De maneira nenhuma.
N�o posso perseguir criminosos, com o gado morrendo.
- Se o gado morre, n�o sei o que fazer. - Eu seguro.
Dez anos de suor.
Acha que quero perder este lugar?
- O gado do Parker n�o morre. - Claro que n�o.
Ele tem um rio que n�o seca.
J� lhe pediu para que o deixe usar?
Para qu�?
A �gua custa 200 d�lares por 6 meses. Onde arranjo esse dinheiro?
Oh, Dan, tem que fazer alguma coisa. N�o pode ficar parado.
Voc� trabalha tanto, eu trabalho tanto e os garotos...
Talvez chova.
E se pedisse um empr�stimo na cidade?
- Sabe que detesto pedir. - Pedir emprestado n�o � pedir.
Podia nos salvar.
Acho que podia tentar.
- Vai procurar os cavalos, pai? - N�o, primeiro tenho que ir a Bisbee.
Procurarei quando voltar.
Esse empr�stimo duraria seis meses. Talvez chova.
Tudo isto estar� verde em seis meses. O gado engordar�, e os garotos...
E talvez voc� e eu n�o andemos sempre t�o cansados.
Em seis meses seremos felizes, n�o �?
Claro, vamos ser felizes.
Ao Patr�o. Teve que se despedir de um de n�s, e foi uma pena.
Mas se n�o fosse essa, podia ter sido a de um de n�s.
Patr�o?
- O xerife est� aqui? - Est� no escrit�rio.
Diga-lhe que a dilig�ncia de Contention foi assaltada.
Passamos por ela a caminho daqui. Eles n�o t�m cavalos.
- Ouviu o que eu disse? - Sim, ouvi.
- Por que n�o vai lhe dizer? - Ele dorme a sesta da uma as duas.
Dorme? Que bom. Assim n�o se cansa.
Voc�s v�m do Norte?
Aqui no Sul toda a gente dorme a sesta da uma as duas.
Todos menos voc�.
O patr�o est� agora dormindo a sesta. Eu durmo das duas as tr�s.
Parece que chegamos cedo demais.
- Este lugar mant�m o patr�o ocupado? - N�o, ele faz outras coisas.
Que coisas?
Tem um banco e empresta dinheiro aos rancheiros.
Ele guarda o dinheiro aqui?
Ele n�o tem dinheiro. Com a seca, ningu�m paga d�vidas.
Que pena!
Srta. se meu pessoal estiver fazendo perguntas demais, diga.
Trabalhamos tr�s meses com gado, e ao chegarmos a um lugar destes...
e ao vermos uma garota simp�tica como voc�...
Bem, � agrad�vel.
A que dist�ncia fica a fronteira mexicana?
Ningu�m sabe exatamente. Nunca se determinou.
Acho que vamos encontr�-la.
Quando o xerife acordar, diga-lhe que roubaram a dilig�ncia.
E diga-lhe que mataram o cocheiro.
Mataram?
Mataram.
Se houver mortes, tenho que o acordar.
Sendo s� um assalto, ele n�o quer ser acordado.
Xerife!
A dilig�ncia foi assaltada e mataram o Bill Moons.
Xerife, estes forasteiros viram!
A que dist�ncia daqui foi isso?
- A cerca de 16 km. - E tamb�m levaram os cavalos.
Ouviu isto, xerife?
- Por que n�o tentaram ajudar? - N�o est�vamos alertas.
- S� vimos quando olhamos para tr�s. - Foi isso.
V� chamar o pessoal.
De onde s�o?
Da Companhia de Gado Prairie.
- N�o sabia que vinham t�o longe. - Compraram 60.000 no M�xico.
- Mandaram-nos para os levar. - Ent�o n�o v�o ficar?
N�o, apenas o tempo de tomar uma bebida.
Alex Potter!
Eu lhe disse que ele tem reumatismo! E ainda mais, vendeu o cavalo.
Ele pode usar um dos meus cavalos!
Bode desconfiado...
- Onde est� o Alex Potter? - ''Curtindo'' uma bebedeira.
N�o parece boa ideia ele deixar a cidade com a gente aqui.
Espalhem-se pela fronteira. Encontramo-nos em Nogales.
- O que houve com o Patr�o? - N�o se preocupe, ele vem j�.
Ele pode com aquele bando sozinho.
Vamos.
N�o a vi em algum lugar?
Viu?
Sim. Voc� j�...?
J� trabalhou em Cheyenne?
- El Paso? - N�o.
Trabalhou no Blind lrishman, em Dodge City?
Sim, cantava l�. O melhor tempo da minha vida.
Por que desistiu?
Comecei a tossir muito. O m�dico recomendou clima seco.
Realmente, veio para o local indicado.
Gastei mais dinheiro naquele lugar...
Lembra-se duma garota, chamava-se...
Pauline?
- Ouvi falar dela. - E a Velvet? Lembra-se dela?
Numa noite gastei 300 d�lares com ela.
Lembra-se? L� tinham vestidos de Paris genuinos.
Perfume de Paris verdadeiro.
Uma mulher tem que ser bem tratada.
Gastaria com ela o �ltimo centavo, mas casou com o Governador.
Tem muitos jovens neste lugar?
N�o, s�o todos de idade.
Deve sentir-se s�.
Onde est�o? Para onde foram?
Alex!
Por ali.
- N�o vai ajudar a apanh�-los? - Gostaria de poder.
- Qual era o aspecto deles? - Vai ser f�cil.
Tr�s homens grandes em tr�s cavalos brancos.
Tr�s homens brancos em tr�s cavalos grandes, n�o e?
- Ainda canta? - Cantar para quem?
Sabe, parece estar magra.
Sinto-me magra.
N�o me desagrada uma garota magra, desde que tenha olhos azuis.
Tem olhos azuis?
Castanhos.
N�o faz mal. N�o tem que ser azuis.
Devem ter enterrado aqui o companheiro.
Se eu pudesse, teriam sido mais.
Ol�, voc� � o xerife?
Viram a dilig�ncia do Butterfield?
- Este � o Sr. Butterfield. - Mataram o cocheiro e levaram o ouro.
- Viu para onde foram? - Bisbee.
Viemos agora de Bisbee.
N�o viram um grupo? Deviam ser uns doze, em cavalos escuros.
N�o os viu?
Sim, n�s os vimos.
Depois, partiram.
Cy, � melhor ir andando, e cuidar da dilig�ncia.
- Penso que foi o Ben Wade. - Como voc� sabe?
Eu estive cara a cara com o Ben Wade.
Ol�, xerife. J� os apanharam?
- Eram os tipos que estavam em Bisbee. - Eram?
Um deles ainda est� l�. Foi para o sal�o.
Esteve bebendo esta manh�?
Xerife, nunca bebo antes do meio-dia.
- Um homem est� l�. Vamos peg�-lo. - E se for o Ben Wade?
- Peg�-lo? De que vai servir? - Prendemos ele.
At� que o bando dele volte atirando na cidade?
- Ainda ningu�m o prendeu. - Levamos ele para fora da cidade.
Ainda n�o o pegamos e estamos conversando. Vamos.
- Vem, Dan? - Sim, vou.
O que vai acontecer � que algu�m vai ficar aleijado.
- Acha que vai voltar a Bisbee? - N�o me parece.
- Era o que me parecia. - Nunca fico muito tempo num lugar.
lmporta-se?
Claro que me importo.
Que posso fazer? Voc� est� em movimento e eu estou presa.
N�o estou me queixando. Tenho algo para recordar.
Eu tamb�m.
Engra�ado, vemos certos homens todos os dias, durante dez anos...
e nunca reparamos neles.
Outros homens, v�mos uma vez e ficam em n�s a vida inteira.
- Que aconteceu? - Estou acabando minha bebida.
Vem um sujeito pela rua abaixo.
Ol�, Sr. Evans.
Deseja alguma coisa, Sr. Evans?
- Posso lhe ser �til? - Espantou o meu gado.
- J� o recuperou, n�o foi? - Sim, demorei meio dia.
Quanto vale meio dia para voc�?
Quando me contratam por um dia, ganho dois d�lares.
- Aqui tem dois d�lares. - Nossas contas est�o saldadas.
- Aqui tem mais dois d�lares. - Para qu�?
Para os seus rapazes. Para o tempo que os fiz perder.
Se n�o se importa, quero mais dois por ter cansado meu gado.
Mais dois pelo gado cansado.
Mais alguma coisa por que queira ser pago?
Quero mais dois d�lares por ter me enervado.
N�o se mexa.
� o xerife. Tem uma espingarda apontada para voc�, Wade.
Ponha as m�os ao alto.
Ben?
- Tranque-o. - Est� bem.
De que serve tudo isso? Ele vai voltar com os outros...
e soltam-me. E voc� leva um tiro.
Tiramos voc� t�o depressa da cidade, que nem p�e os p�s no ch�o...
Por aqui.
Sente-se.
Tome, segure isto.
Ajudei at� agora. Acabou-se.
- O qu�? - Acabou-se. Vim tratar de neg�cios.
- Tenho que olhar meu gado. - Voc� � o nosso melhor ''gatilho''.
- N�o sou delegado. - Agora �. S�o todos delegados.
Vim falar com o Mac. N�o me importo de ajudar, mas mais nada.
N�o posso despender tempo. Perderei tudo.
lsso n�o far� diferen�a.
Mac, fique de olho.
- Posso falar com voc�, Mac? - Sobre o que, Dan?
Bem, � sobre neg�cios.
Sente-se.
Obrigado.
Quanto mais depressa o tirarmos daqui, mais seguro �.
Certo. Temos que ser sempre mais espertos que eles.
S� temos duas ou tr�s horas de vantagem.
Eles pensam que vamos entreg�-lo no Fort Huachuca.
Claro.
- Ou pensam que vamos para Benson. - � verdade.
Ou pensam que o levamos para Contention...
- que o colocamos no das 3h10 para Yuma. - Sim, com toda certeza.
Alex, deixe-me acabar? Depois pode concordar.
Claro.
Quando a dilig�ncia chegar, pegamos ele e partimos.
- Partimos para onde? - Ai � que os enganamos.
Olhem...
aqui est� Benson.
Aqui fica Contention.
E aqui Fort Huachuca.
Seria s� por seis meses. At� l� h� de chover.
Chuva? Claro, todos lucrariam.
- Preciso apenas de 200. - Ainda que fosse meu irm�o...
n�o poderia lhe ajudar.
Acho que � melhor ir andando para casa.
- Como est� a sua mulher? - Est� �tima, obrigado.
- Ainda bem. E os garotos? - �timos. Est�o �timos.
Preciso de dois volunt�rios. H� dois volunt�rios?
- Para qu�? - N�o posso dizer para que.
Dois ir�o com o Dave Keene. Vamos levar o preso na dilig�ncia.
- H� volunt�rios? - Devemos saber onde nos metemos.
- Claro, pode n�o ser seguro. - Seguro. Quem sabe o que � seguro?
Conheci um homem que morreu olhando para a sua mulher.
Minha av� combateu indios por 60 anos e sufocou em torta de lim�o.
- H� dois volunt�rios? - Pago 200 d�lares a cada um.
- Eu me ofere�o. - Disse que n�o podia...
- Quer ou n�o? - Claro que sim. Tome esta espingarda.
- Ent�o, h� mais um? - Eu vou.
Espere a�, Alex. Sem querer ofender...
mas parecia-me mais seguro se arranj�ssemos outro.
V� l�, d�-me uma oportunidade.
Mais algu�m?
Dave, tem os seus dois homens:
Alex Potter e Dan Evans.
- Onde vamos? - O plano � este.
Vamos de passagem por sua casa.
- Minha casa? -� por pouco tempo.
- Fora. Precisamos da dilig�ncia. - Pernoitar�o aqui.
- Arranjem quatro cavalos frescos. - Tirem o Bill Moons.
H� uma dilig�ncia para Contention esta noite.
Aten��o agora. Aten��o todo mundo.
Saia!
Vamos.
Est� dizendo que tem isto tudo s� para mim?
� muito atencioso da sua parte.
Adeus, Emmy.
Adeus.
Vou mandar-lhe qualquer coisa.
Gosta de p�rolas? Vou mandar-lhe p�rolas.
- Assim talvez n�o se esque�a. - N�o esquecerei.
- J� os vi.
Sabe o que fazer. Est� chegando o momento.
Vou tentar.
- Vamos baix�-lo. - Est� bem.
- Podem nos dar uma ajuda? - Preparem-se, vamos.
Levantar!
Saia!
Levanta!
Trabalho feito. Os dois reunir�o os outros e v�o atr�s da dilig�ncia.
Ali.
O jantar est� pronto.
Leve isto ao Sr. Potter.
S�o bem-vindos para partilhar o que temos.
- Aqui tem o seu guisado, Sr. Potter. - Obrigado, Matthew.
- Sabe onde seu pai tem as bebidas? - N�o, n�o sei, Sr. Potter.
- N�o sabe onde ele tem uma jarra? - N�o, Sr. Potter.
- N�ose importa que pergunte? - N�o, pai disse que perguntaria.
Esperamos sempre por m�e come�ar.
E n�o ensinamos bons modos a outros.
N�o demos gra�as. Ela d� sempre gra�as.
- Ela � de S�o Francisco. - Mark, coma o guisado.
Pai era capit�o-de-mar. Era dono de navio. Dois navios.
Coma o seu jantar, agora.
- Se estivesse aqui, matava - o a tiro. - Morto e bem morto.
- Garotos, j� chega! - Se o meu pai quiser, tamb�m o mata.
- Ele acerta em tudo. - Mata um puma a quil�metro e meio.
Agora coma o seu jantar.
- O guisado est� bom, senhora. - Obrigada.
N�o deu gra�as por ele ser mau?
Esqueci-me, s� isso, querido.
- N�o pode dar gra�a com gente m�? - Dar gra�as � para todos.
Ent�o, por que n�o d�?
Senhor, agradecemos pela vida e pela refei��o.
Nos d� a sabedoria que vem com o sil�ncio. Am�m.
N�o fechei meus olhos. S� pisquei, porque voc� podia fugir.
Por que havia eu de fugir? lsto est� mesmo bom.
- Quer que corte a carne? - N�o se importa? Obrigado.
lmporta-se de tirar a gordura?
N�o gosto de gordura.
- Que foi isto? - Fui eu.
Pareceu-me ver ali qualquer coisa mexendo.
Eles podem ter ouvido.
Acho que me assustei.
Fui a S�o Francisco uma vez. Conheci uma garota.
Tamb�m era filha de um capit�o-de-mar.
E tinha os olhos verdes.
Costumava olh�-la fixamente nos olhos e mudavam de cor...
ficavam flamejantes e verdes. De todas as cores do mar.
Curioso como os olhos das mulheres mudam de cor � noite.
Alice.
V� para dentro, Alex, e n�o tire os olhos dele.
Em que estava o Alex atirando?
Por que ficou ali sentada a ouvi-lo?
- Que quer dizer? - De olhos esbugalhados a ouvi-lo.
Tem qualquer coisa mexendo ali em baixo.
Eles n�o sabem que ele est� aqui, n�o �?
N�o, pensam que est� na dilig�ncia. Foi isso que planejamos.
Matthew, Mark.
- Sim, Senhor? - V�o buscar os cavalos.
- Quais? - Os que tem as selas.
Que acontecer� quando alcan�arem a dilig�ncia?
V�o reunir os homens, por isso n�o a alcan�am antes do meio-dia.
V�o descobrir.
Nessa altura estamos em Contention e eles n�o chegar�o a tempo.
Alex, baixe a luz. Quando os cavalos chegarem, traga-o para fora.
N�o se preocupe. � mais seguro assim do que ir na dilig�ncia.
- Os garotos est�o t�o orgulhosos. - O qu�?
Orgulhosos de voc�. O pai deles capturando o Ben Wade.
- N�o viu o olhar deles? - N�o, s� vi o Wade.
E eu tamb�m me sinto orgulhosa.
Ponha-o no cavalo do meio. Alex, voc� vai na frente.
Obrigado pela hospitalidade. Agrade�o-lhe e ao seu marido tamb�m.
Espero poder mand�-lo de volta, intacto.
Que quis ele dizer, mand�-lo de volta, intacto?
S� estava falando.
- Acontecer� algo com o pai? - Claro. Ele volta com 200 d�lares.
200 d�lares � muito dinheiro.
N�o, se ele n�o voltar, n�o �?
- Que se passa, Alex? - Consigo ver a minha mulher daqui?
- N�o, � imposs�vel. - Talvez por isso me sinta t�o bem.
lmportam-se de me dizer onde vamos?
N�o me importo de dizer. Vamos para Contention City.
Esperamos l�. Quando o das 3 h 10 chegar, metemos voc� nele.
Obrigado. Se nos separarmos, sei onde esperar por voc�s.
Levem os cavalos a passo. N�o quero acordar a cidade.
- � aquela casa? - Era, mas o homem tem medo.
Medo de qu�?
A �nica coisa que consegui foi um quarto no hotel.
Bem, pelo menos chegamos aqui.
- Vou atravessar e dar uma olhada. - Encontramo-nos atr�s do hotel.
Desmonte devagar, Wade.
Estamos prontos para voc�s, a ''suite'' nupcial...
- Algu�m no sal�o de espera ? - Um cara dormindo l� ...
Ningu�m deve saber que estamos aqui. Alex, olhe a entrada da cidade.
Que pode acontecer? Por que n�o sossega? Estou quase no trem.
- � aquele o b�bedo? - �.
� o quarto da frente l� em cima. A chave est� na porta.
Cubra l� embaixo. O Alex vir�, se vir alguma coisa.
Sr. Evans, voc�s me d�o enorme confian�a.
Ainda n�o s�o 3h10.
Sente-se na cama, se quiser.
Voc� deve estar...
muito cansado. Por que n�o se senta e dorme um pouco?
Eu seguro a espingarda, se quiser.
N�o?
Olhe, Wade. N�o tenho nada contra voc�.
Fa�o isto pelo dinheiro.
- Eu sei. - Mas v� se percebe isto:
se atravessar
estes dois metros que nos separam,
puxo os dois gatilhos duma vez.
� esta a ''suite'' nupcial?
Gostaria de saber quantas noivas...
Est� calor aqui dentro? J� notou?
Um pouco quente. lmporta-se que abra a janela?
Acha que chega l�, da�?
N�o. Est� muito longe.
Eu a abro.
- Quer que lhe ajude? - Sente-se.
V�.
N�o arrisca nada, n�o �?
Onde est� o seu espirito desportivo?
Em casa, com a minha mulher e com os meus garotos.
Costumam ter a� uma estaca. Com isso consegue abri-la.
Geralmente p�em-na a� num canto.
Est� vendo? Est� ali mesmo.
Ali mesmo.
Sente-se melhor agora?
Tinha que lhe experimentar. Sabia que n�o disparava.
Voc� vai saber da pr�xima vez.
Eu?
Viu alguma coisa?
Nada, por milhas.
- Tudo calmo aqui? - Como um t�mulo.
Veio tomar uma bebida?
Que me lembre, � a primeira vez que n�o me apetece.
Assustado?
Em que quarto est� ele?
Segundo andar, na frente.
O medo do bando do Wade n�o me impede de agir.
Diga ao Dan que pode contar com o Alex Potter at� o fim.
Vou voltar para l� e continuar a vigiar.
- H� quanto tempo ele est� ali? - S� sei que quando entrou...
me perguntou se tinha visto uma mulher de chap�u roxo.
- Mas que grande dorminhoco! - � mesmo.
Quanto ganha, Dan?
N�o ganha muito.
- Acha que tem que ver com isso? - Sim, acho que sim.
E acha porqu�?
Deve precisar muito de dinheiro para fazer isto.
- Talvez precise. - Quanto lhe pagam?
- 200 d�lares. - 200 d�lares?
� muito dinheiro.
Gastaria de ganhar o dobro e poupar tempo e dinheiro?
E como acha que faria isso?
Larga essa arma e deixe-me sair.
Vale 400 d�lares para mim.
Parece precipitado de sua parte.
Especialmente ao estar seguro que seus homens v�m lhe buscar.
Eles v�m. Sim, eles v�m.
S� que gosto de fazer as coisas com calma. Pacificamente.
Quer assistir a uma cena pacifica?
Talvez reconhe�a algu�m.
A Sra. Moons vem a frente.
O jovem...
� o filho dele, Bob.
Ela tinha outro filho. Era o cocheiro da dilig�ncia, Bill Moons.
Costumava levar a dilig�ncia. Lembra-se dele?
Sim, parece-me que sim. Um tipo nervoso, n�o era?
N�o era razo�vel, como voc�.
Tenho certeza que sou, amigo.
Sou t�o razo�vel que lhe deixo sair daqui.
Mas s� as 3h10 e estarei atr�s de voc� com uma espingarda.
Sabe, voc� � um homem muito inteligente...
e eu n�o tentaria corromper os seus principios.
� muito simp�tico.
Sabe de uma coisa?
Acho que sei o que lhe preocupa.
Nem sonharia sugerir...
que deixasse um assassino fugir.
Mas sabe, Bill Moons sacou primeiro.
lsso vira o caso em legitima defesa, n�o �?
Eu n�o ando por ai matando pessoas...
lsso n�o � simp�tico.
Eu trabalho pacificamente...
como voc�.
Bem, ent�o � pac�fico como eu.
Ent�o, cale-se, como eu.
- Aquele rel�gio est� certo? - Sim, senhor.
- Por que n�o me acordou? - N�o me pediu.
-Chegou algu�m, ultimamente? - Para alugar um quarto?
- Sim, alguns estranhos? - N�o desde que foi dormir, Sr.
- � melhor ir embora. Ela n�o vem. - Quem pensava encontrar?
A minha mulher. Ela fugiu com um viajante.
Pensei que ele a trouxesse aqui.
Que aconteceu? A minha mulher tamb�m fugiu.
Gostaria de saber por que fazem isso.
N�o sei. Sempre tratei bem a minha, nunca lhe bati com for�a.
Vou esperar l� fora.
Se ela n�o chegar em breve, vou-me embora.
Gostaria mesmo de lhe por as m�os em cima...
Obrigado.
Tr�s anos de seca n�o � mau, Dan.
Em certa altura tiveram 10 anos de seca nesta regi�o.
As grandes propriedades n�o t�m que se preocupar com secas.
T�m toda a �gua de que precisam.
Com algum dinheiro, consegue-se quase tudo.
Talvez.
Vaqueiros como n�s n�o t�m lugar nesse neg�cio.
Procurar ter sucesso. Nos matando.
Procurar ter sucesso sozinhos. Tem que haver dinheiro por tr�s.
Alguma vez pensou em ter um s�cio?
N�o. Trabalho sozinho.
Um s�cio silencioso, com dinheiro.
Digamos...
7.000 d�lares.
- Acha ser esse o meu pre�o? - Pense bem...
com 7.000 d�lares pode fazer tudo aquilo com que sonhou.
Pense bem, Dan.
Ningu�m precisa saber.
Talvez pense mais alto?
Talvez.
Est� bem.
Quando decidir, diga-me.
Sim Eu lhe direi.
Que bebem?
Algu�m quer uisqui?
- Correu tudo bem? - Tudo bem.
- N�o esperaram pelo pregador. - O George rezou.
Rezou e bem.
Pena que n�o tivesse mais pessoas para ouvir.
Tudo � diferente quando o patr�o n�o vai ao funeral dum homem.
Mas eu posso explicar.
Especialmente quando o trabalhador protegia o patr�o.
Deus d� descanso a sua alma.
Quanto a sua alma...
n�o ganhar� lugar mais fresco nem mais quente do que �ste.
Se puder fazer algo que lhe ajude a decidir, diga-me.
- Como sei que posso confiar em voc�? - Sobre os $7.000?
Sim, como sei se os receberei?
Porque ser�o 10.
- Dez? - Sim, � mais f�cil para mim.
Eu conto as dezenas.
Faz-me um favor, faz?
- N�o fale comigo durante algum tempo. - Claro.
E claro, sabe, seria...
muito mais f�cil se tivermos tudo combinado.
Cale-se. Sente-se ai e cale-se.
- Quer dizer, n�o temos neg�cio? - Sequer estamos perto.
A cerca de cinco minutos para as 3...
estamos muito mais perto do que voc� pensa.
- Quem �? - Butterfield.
- Que quer? - Trouxe caf� para voc�s.
Deixe essa espingarda onde est�!
Ele descobriu e puxou da arma. Ele bebeu.
V�o para Yuma no das 3h10?
Vou poupar uma longa viagem a toda a gente. Acha bem, Wade?
- Dispare e ser� enforcado. - Quieto, ou trato de voc� tambem.
- D�-me essa arma. - Saia da frente, estou avisando!
D�-me essa arma ou lhe enfio por essa parede.
Voc� � formid�vel.
E se algu�m ouviu aquele tiro?
N�o se responsabilize, porque n�o � sua culpa.
Teria sido a mesma coisa em Benson,
ou em Huachuca.
N�o importa para onde me levam,
algu�m viria ajudar-me. Agora mesmo.
Quando apanham um de n�s, calculamos para onde nos levar�o.
Mandamos ent�o um homem a cada um desses lugares...
para esperar. E observar.
N�o estaria muito preocupado. Ele pode n�o voltar a tempo.
N�o volta. N�o � poss�vel.
Que fazemos? N�o podemos ficar a espera.
Se fosse voc�, tratava de arranjar ajuda.
Para o que der e vier.
Moons, vai fugir?
Ou vai ajudar o Dan a por-me no trem?
- O Butterfield n�o vai. - Eu vou.
Dou-lhe a minha palavra.
Estarei sempre ao seu lado.
Veremos.
Veremos.
Vi um sujeito sair a cavalo.
N�s sabemos. V� l� para fora e continue a vigiar!
Chame o xerife.
Tem de arranjar tantos delegados quantos forem poss�veis.
O xerife est� fora da cidade.
- Que quer dizer? - Foi levar um preso a Tucson.
Teremos que passar sem ele.
Sr. Moons, est� conosco?
Sendo luta justa, com certeza. Por isso fico.
Luta justa � o dever dum homem. Mas assim...
S�o muitos no bando do Wade. Um bando duro.
Noutra vez, mas a minha m�e... Enterrou um filho...
Vai. Vai, sai.
De certeza que arranjo ajuda.
Nem que sejam cinco.
Com mais 5 homens teremos alguma hip�tese.
Cinco vai ser f�cil.
Certamente que numa cidade deste tamanho arranja cinco.
As ruas est�o ficando limpas. Todo mundo est� se recolhendo.
Suponho que adivinham que vem a� uma tempestade.
- Novidades? - Nem uma palavra.
Acha que descobrem para onde o Alex e o Dan levaram o Wade?
N�o sei, mas n�o arrisco. Talvez ainda tenham tempo.
Gosto de uma garota cantando.
Gosta de ouvir uma garota cantando?
N�o sei, evita que um homem trabalhe demais...
� um descanso para a mente.
Claro, ela n�o tem que cantar.
Dan, que horas s�o?
Quase 2h 30?
Tem meia hora para decidir.
Parece-me que quando chegarem, n�o v�m logo para aqui.
E se tentarem, encontram-lhe morto.
Claro. Por isso � que v�o esperar at� irmos para a esta��o.
N�o, acho que vou descansar um pouco.
Temos ajuda. Temos cinco no sal�o de espera.
Somos oito. Com voc�, o Alex e eu.
Mantenha-nos no sal�o de espera. Que ningu�m fa�a nada.
Se eles n�o tentarem entrar, n�o seremos n�s a come�ar.
- Quase duas e meia, Dan. - Est� bem!
Que horas disse que eram?
Duas e meia.
Quando jantava com voc� ontem � noite,
estava sentado pensando...
Talvez um dia eu queira ter uma mulher.
Sim, deve ser bem agrad�vel.
Ter dois garotos para passear a cavalo todas as manh�s.
E uma mulher daquelas...
todas as noites.
Bem perto...
Deve ser bom.
Deixe-me dizer-lhe, tratava-a melhor do que voc�.
Alimentava-a melhor, dava-lhe lindos vestidos, para ela usar.
E n�o a faria trabalhar tanto.
Aposto em como ela era...
uma garota bem bonita, antes de lhe conhecer.
J� lhe disse para se calar!
Mais uma palavra e eu lhe abato!
- N�o o faz. - Diria que tentou fugir.
- Est� ouvindo? - Ouvi.
Acredita em mim?
Talvez acredite.
Olhe pela janela, Dan. V� se eles j� vieram.
Va l�.
Est� tudo calmo l� fora, n�o est�?
Todo mundo saiu das ruas.
Acho que querem se afastar da confus�o.
Dan.
Eles est�o vindo.
O Butterfield tem uns homens l� em baixo. Vai ajud�-lo.
Acabo de v�-los chegar.
- Quantos s�o? - N�o contei.
Muito bem, homens.
Ben, est� bem?
- Que lhe devo dizer? - Que quer dizer?
Quando � que deverei dizer que vai me soltar?
Diga-lhe que lhe escrever� uma carta de Yuma.
Charlie, d� uma bebida aos rapazes. Vamos j� para baixo.
- Est� bem? - Sim.
Ele pode lhe dar um tiro e dizer que voc� tentou fugir.
Mat�-lo? Eles nos matam primeiro.
Ben, diz-lhe o que acontece se ouvirmos um disparo.
Ele sabe.
Ele sabe.
� a sua vez, ''general'' .
- Que espera que diga? - Algo que fa�a sentido.
Que fa�a sentido para voc� e para sua mulher e filhos.
Tem uma mente perversa, n�o tem?
Olhe, Dan.
N�o quer v�-los?
J� vou v�-los.
J� chega. Acabem com isso.
Dan!
Dan, n�o seja t�o exigente com voc�.
S� tem que pousar a arma e deixar-me sair pela porta.
- Ou�a. - Por que est� apertando o rel�gio?
Tem certeza de que ningu�m vai saber?
Apertar o rel�gio n�o faz parar o tempo.
N�o devia estar t�o assustado, Dan. Pode fazer besteira.
Ele disse que n�o eram muitos. Contei sete.
N�o previ um tiroteio.
Vamos.
S� um instante, amigos.
Por favor, n�o v�. N�o v� que precisamos de voc�?
� um dos seus, Dan.
Que horas s�o agora?
Que horas acha que s�o, Dan? Cerca de duas e quarenta?
� um dos seus a lhe abandonar, Dan.
V�o todos lhe abandonar. E por que n�o o fariam?
Pago 50 d�lares a cada um.
N�o t�m um dever a cumprir? Querem que levemos um tiro?
Por favor.
Estou pedindo a voc�s. Por favor, estou suplicando.
Ningu�m os quer abandonar.
lsto aconteceu em Bisbee. Por que trazem seus problemas para c�?
Temos fam�lia. Aqui todos os homens t�m familia.
O Dan tamb�m tem fam�lia. Tamb�m tenho fam�lia, de certo modo.
Vamos embora daqui.
Est� vendo, Dan, todos querem ir embora.
O Butterfield tamb�m. Ele vai-se embora.
N�o, n�o vai. Ele fica.
Ele � humano.
�s cinco para as tr�s, o Butterfield vai abandonar...
e deixa voc� sozinho.
Qual o motivo porque acha que vai morrer?
Porque o Butterfield perdeu seu carregamento de ouro?
Porque o idiota dum cocheiro teve o que merecia?
Vou falar com o Dan.
Voc� vigia daqui.
Largue a arma.
Dan, no telhado!
Trate-o bem.
Dan, abra.
- Que aconteceu ao Alex? - N�o sei. Ouvi tiros...
e corri. Arrastavam-no para o hotel.
Dan!
Parece que ficaram s� os dois.
Se houver mais um disparo, atiro em voc�.
Diga-lhes.
Charlie.
Voc� tem mais um tiro. Use-o bem.
Diga-lhe que vamos us�-lo a caminho da esta��o.
V� ver o que fizeram ao Alex.
Ou�a-me, Dan.
N�o vou continuar com isto. E voc� tamb�m n�o.
- Que aconteceu ao Alex? - Dan, ou�a-me...
- Que aconteceu? - Dan, se acha que tem obriga��o,
n�o tem. Eu lhe dispenso. O Alex est� morto.
Dan, as chances est�o mudando? Agora � um contra sete.
Est� ouvindo? N�o tem obriga��o.
� melhor ouvir o que ele diz.
� melhor...
Voc� tem muita sorte, Dan.
Uma mulher como aquela, em casa, a sua espera.
Alex!
Dan?
Dan, onde est�?
Tome.
Se ele se mover um cent�metro, dispare os dois canos.
Dan, onde est�?
Alice.
Ouviu aquele trov�o?
- Se faz isto por mim... - Se chover...
- Se foi alguma coisa que eu disse... - Ficaria tudo verde.
Dan, por favor n�o seja teimoso.
Ouvi trovejar.
Dan, n�o h� trovoada.
Tamb�m n�o h� chuva.
Se disse alguma coisa que lhe fez pensar...
que me queixava...
simplesmente n�o � verdade, porque gosto de tudo.
Todos os minutos.
As preocupa��es, todos os trabalhos, dificuldades da vida.
Se � pelos $200 de que precisa, eu lhe pago.
N�o prossiga com isto.
Tenho que o fazer.
- Pelo dinheiro? - N�o.
- Por mim? - N�o.
- Ent�o porqu�? - Tenho que fazer, s� isso.
N�o quero um her�i. Quero voc�.
Se n�o tivesse que o fazer, n�o o faria.
Mas eu ouvi o Alex gritar.
O �brio da cidade deu a vida porque acreditava
que as pessoas podem viver em paz e unidas.
Acha que poderei fazer menos?
N�o. N�o, por favor n�o v� avante com isto.
Sei que nunca fui capaz de lhe dar muito.
Nem p�rolas, nada.
Por vezes nem comida que chegasse para a fam�lia.
Talvez seja uma coisa que valha a pena recordar.
Que est� dizendo?
- Acha que n�o volta vivo? - Claro que volto.
As tr�s horas vou para a esta��o.
Ent�o por que est� falando de recorda��o?
Quer dizer, os garotos v�o sempre lembrar-se
que o velhote levou o Ben Wade at� a esta��o.
Des�a as escadas. Eu des�o num minuto.
Est� na hora, Wade.
Butterfield, vou lev�-lo pelos fundos. Fique com a Alice.
Logo que cheguemos perto daquele cercado...
leve a Alice para fora da cidade o mais r�pido que puder.
Est� bem.
Alice, n�o quero que se preocupe.
Logo que o entregue em Yuma, volto.
Fico a sua espera.
Diga-lhes: mais um tiro e lhe racho ao meio.
J� lhe disse, s� tem mais um tiro. Da pr�xima vez aproveite-o.
Ali v�o eles!
Vai ter problemas em chegar a pr�xima esquina.
� muito zeloso da sua parte, amigo.
Vai primeiro, lhe pegam de frente.
Vai depois, lhe pegam por detr�s.
- Trabalhei bem, n�o foi? - Funcionou muito bem.
Espera.
Um dos meus homens est� ali no telhado.
Por que n�o lhe acena?
Bem, no tempo certo.
N�o tenho que esperar.
Ainda temos tempo de nos safarmos disto.
Ainda temos tempo.
Atravesse a rua.
Aqui vamos. Agora.
Dirigem-se para o trem!
Por que parou?
Para lhe fazer um favor. Corra antes que eles lhe peguem.
Mexa-se.
Est� bem.
N�o � assim t�o longe. Devemos chegar l� facilmente.
Diga-lhes para se mostrarem.
Diga-lhes voc� mesmo.
� pena, Dan. Foi uma boa tentativa.
Vamos naquele vag�o de mercadorias.
Fiquem onde est�o!
Abaixe-se, Ben! Abaixe-se, Ben! Abaixe-se!
Vamos, Ben! Eu o mato!
Vamos sair daqui.
- Como sei que vai saltar? - Ter� que confiar em mim. Salte!
- Por que fez isto, Ben? - N�o gosto de dever favores.
Salvou a minha vida no hotel.
Al�m disso j� fugi de Yuma antes.
Bem, a minha miss�o termina quando lhe entregar l�.
FIM
Subtitula��o: SDl Media Group - Revis�o: DeGoes
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