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Original subtitles

Homens Misteriosos

CRIME? - Nem PENSEM nisso!

Quer algo doce?

Que temos aqui, uma feira de antiguidades?

Rapazes, dispersem!

Que brigada do reumático!

Saiam daqui, suas bestas! Mexam-se!

Sentem-se e calem-se!

Somos os Olhos Vermelhos. Todos quietos!

Tirem-lhes os valores, rapazes. Quero relógios, carteiras, jóias.

Arranjem-me fios de prata. Quero perucas e capachinhos.

Fiquem de olho, está bem?

- Rolex! - Não, é meu!

Deixe-me em paz! Sou veterano!

Não! Isso não!

Adoro estragar festas!

Bolo!

Desculpa, gorducho.

Mas se vais comer bolo, devias usar um garfo.

Já agora mete tudo para dentro.

Pessoas que não fecham a boca quando mastigam...

põem-me furioso.

Um para ti.

E para ti!

Quer um pouco de natas, Sr. Cabeça de Cereja?

Apanhem-no!

É tudo o que tens?

- Atira-o! - Hoje não, seu patife de olho avermelhado.

Diacho.

Sai do caminho!

Sim, este deve dar.

Oh, meu Deus!

Está muito apertado!

É o Capitão Maravilha!

É o Maravilha! Vamos embora!

C.M., foi, se me permite dizê-lo, maravilhoso.

- Sim? - Sim. Vamos ter com a imprensa.

Ele é bom.

Ele é bastante cortante.

A rotação, as quedas e os pontapés.

Aposto que é ele quem vai ficar com o mérito.

Acho que temos...

pelo menos de reconhecer-lhe a ajuda, Roy.

Não. Isso é exactamente o que nos está a prejudicar.

Não o ponham num pedestal. Ponham-nos a nós num pedestal.

Aí vem ele.

Bravo, Capitão. Foi esplêndido, como sempre.

Autógrafos só depois da imprensa.

Não somos... Permita-me que me apresente.

Rajá Azul, mestre em prataria, garfos são a "especialdade", ao seu dispor.

- O meu colega, o Pázada. - Um admirador do seu trabalho.

E ali ao fundo, um pouco abatido, o Sr. Furioso.

- Como tá tudo? - Então vocês...

São super-heróis.

- Combatemos o crime. - Muito certo.

É bestial. Mas, vocês sabem...

continuem o bom trabalho.

O senhor também.

Viram?

Ouviram aquilo? "Continuem o bom trabalho. "

- O bom trabalho. - Ele está a gozar-nos.

Não, Roy. Ele cumprimentou-nos. Isso foi real.

- Achei que foi sincero. - Que se passa?

Olá. É bom vê-lo.

Vi o que se passou aqui esta noite.

O que vocês precisam é de um bocadinho de fogo.

Sou desenhador de armas.

- Tenho o que vocês precisam. - Está bem. Voltaremos.

Vimos visitá-los a todos depois. Obrigado.

Eu não moro aqui. Estou aqui pelas senhoras.

Fique com o meu cartão.

Doutor A. Heller Desenhador de Armas

O meu nome é Heller. Diga-o comigo.

Está bem. Obrigado.

Porque encorajas estas pessoas?

- Estas pessoas admiram-nos. - Isso é verdade.

- Já sabes a rotina. - Assine o meu chapéu, Capitão Maravilha.

Herman, tira uma fotografia.

Como estão esta noite?

Capitão, como sabia onde encontrar os Olhos Vermelhos?

Becky, é o meu trabalho.

Graças a si, a cidade quase não tem crime. Que faz nos seus tempos livres?

Quem me dera ter tempo livre.

As pessoas dizem que é tão "maravilha" que ainda vai ficar sem emprego.

- Quer comentar? - Estou ansioso por esse problema.

E é verdade que perdeu o patrocínio da Pepsi?

Não ouvi isso.

Obrigado pelas vossas questões.

Não tem nada a dizer sobre a situação com a Pepsi?

Olha o que temos aqui.

Vocês outra vez. Aspirantes a heróis.

Está cidade já tem um super-herói.

- Talvez já conheçam o Capitão Maravilha. - Obrigado.

Faça-me um favor, McGuire.

Não me enerve esta noite.

Ele é infantil.

E o que é que acontecia?

Não te voltes, Roy. Não faças isso.

- Não vale a pena. - Continua a andar.

Não vale a pena.

Você sabe exactamente o que ia acontecer...

cabeça de xadrez.

O quê?

Não se meta com o vulcão, meu.

Porque eu expludo-lhe em cima.

Credo. Meu Deus.

Continua a sonhar, Aspirante A Herói.

Vamos.

Continua a sonhar, idiota.

Eu vou continuar a sonhar.

E quando eu acordar, vai querer...

vai querer estar a dormir.

- Não comeces outra vez. Ele é parvo... - Bons sonhos!

- Ele é imaturo. - Mariquinhas.

C.M., estou dar o meu melhor.

O teu melhor? Pergunta:

isto é o teu melhor?

- Eu sei que estás chateado. - Victor, estou lançado.

Percebes o que isso significa, a um nível muito pessoal aqui...

saber que as empresas que fazem estes produtos...

querem que eu seja o seu porta-voz?

A sua voz?

Acho que devemos ver o lado positivo.

- Hoje foi bom. - Achas que sim?

Porque eu estava preocupado que tivesse sido... patético!

"Maravilha Triunfa Num Lar De Idosos! " Grande manchete, Vic.

Sou publicista, não sou mágico.

Queres cabeçalhos? Tens de travar grandes lutas.

Um super-herói precisa de um supervilão. Graças a ti, já não há nenhum.

Então arranja o Homem Morte.

O Homem Morte está morto.

- O Condenado. - Prisão perpétua sem condicional.

O Apocalypto apanhou 50 anos. O Armagezzmo está no exílio.

- O Barão Von Chaos foi à cadeira. - A sério?

- O Casanova está num manicómio. - Casanova Frankenstein.

Isso é que era um supervilão.

Ele tem...

Ele tem aqueles olhos, sabes?

Não consigo fazer, mas...

Aquela voz. Um puro vilão.

As lutas que costumávamos ter. Extraordinário.

"Costumávamos. "

Esse é o problema, Capitão. "Costumávamos. "

Que fique nos registos...

que está aberta esta audiência.

Começamos a 17ª audiência de liberdade condicional de Casanova Frankenstein.

Dra. Leek, pode começar.

Obrigada.

Senhores da comissão, o homem que está diante de vós...

o outrora infame génio do mal, está inteiramente curado.

- O quê? - Dou-lhes a minha palavra...

que ele é tão perigoso para a cidade quanto eu.

- Isto é um escândalo. - Sim.

Sr. Casanova Frankenstein...

tem alguma coisa a dizer em seu favor?

Abençoados discípulos de Hipócrates,

o meu coração está dividido em dois.

Transborda...

de dor por aqueles abomináveis crimes.

E no entanto...

dilata de amor...

por vós,

por este santuário,

este lugar de cura.

Na minha alma, sinto o coro cantar...

a imortal Ode à Alegria de Beethoven...

onde todos os homens...

se tornam irmãos.

Estou atrasado para dar o meu voto?

De maneira nenhuma, Lance. la agora mesmo relembrar à comissão...

que o Casanova já teve a nossa cidade sob uma esmagadora onda de terror.

Liberdade condicional não é uma opção para este homem, este monstro.

Não podemos arriscar o perigo de o soltar.

- Não podia estar mais de acordo. - Excelente.

No entanto, jantei com um velho amigo recentemente.

Talvez tenham ouvido falar dele? Capitão Maravilha.

- Capitão Maravilha? - Ele pediu-me para vos ler isto.

"Caros membros da comissão,

"todos sabemos que a sociedade não pode existir sem justiça absoluta...

"mas a sociedade também é baseada na compaixão.

"Marquemos o rumo do novo milénio...

"realizando um gesto histórico de perdão.

"Senhoras e senhores, imploro-vos,

"vamos dar ao Casanova Frankenstein...

"uma segunda oportunidade. "

Com a recomendação e protecção do Capitão Maravilha...

acho que podemos considerar...

eu declaro-o...

curado.

Olá, Cidade dos Heróis.

O papá voltou para casa.

Olá a todos.

Queda de dentes e gengivite podem ser um crime.

É por isso que eu uso Brancura Incrível.

Porque quero que os meus dentes estejam maravilhosos.

Vou falar disto outra vez. São $150 a cada um. Contribuímos todos.

O meu primo conhece um tipo publicista.

Que vamos publicitar? O facto de estarmos sempre a apanhar?

Se não me acertasses com uma pá cada vez que saímos,

teríamos mais vitórias para nos gabar.

Desculpa. É que costumo perder a concentração...

quando tenho um garfo espetado no traseiro.

Já percebi. A tua pá na cara dele é culpa minha.

Atiraste uma colher ao tipo, Jeff.

- Para que foi isso? - Pensei que fosse um garfo.

És o mestre da cutelaria.

Não podes atirar uma faca quando alguém me está a tentar matar?

- Não sabes usar uma sachola? - Não, sou o Pázada.

Eu sou o Rajá Azul. Não sou o Homem Faquir.

Não sou o Rapaz das Facas. Sou o Rajá Azul.

- Isso é outra coisa. - O quê?

Podias pôr um bocadinho de azul no teu fato.

Tens verde. Tens florzinhas.

Não faz muito sentido.

Se pudéssemos deixar de ser tão literais por um momento.

Olhem o que estou a fazer. Olhem isto.

Estou a pôr $150 na mesa. Quem está comigo?

Eu não tenho $150.

Se tivesse, não teria roubado a prataria à minha mãe.

É um desperdício.

Sabem quem não iria achar um desperdício?

O querido Sr. Capitão Maravilha.

Se tivéssemos um benfeitor como o Lance Hunt,

- Poderíamos gastar $150. - O Lance Hunt é o Capitão Maravilha.

Não comeces com isso outra vez.

Lance Hunt usa óculos. O Capitão Maravilha não usa óculos.

Ele tira-os quando se transforma.

Isso não faz sentido nenhum. Ele não conseguiria ver.

- Obrigada por terem esperado. - Obrigado por aparecer.

Querem pedir?

Permita-me começar, querida. O Rajá Azul é bastante apreciador da salada niçoise.

O molho de eleição é o Rancho Light...

e gostaria que não adicionasse Baco-Bits.

Uma vez que é a sua primeira noite, perdoo-lhe...

se se esquecer.

Quem é a seguir?

Pode ser uma sanduíche de almôndegas com maionese.

Eu quero um bife, mal passado. Ou seja rosa, não sangrento.

E pode trazer gelo?

Tive um pequeno revés a defender a justiça num lar de idosos.

Ouvi na televisão que tinha sido o Capitão Maravilha.

Sejamos todos andróides e acreditemos em tudo o que ouvimos na televisão.

Vou fazer o vosso pedido.

Um bocadinho estridentes com aquela pequena, não fomos, Furioso?

Sou uma bomba-relógio de fúria.

Quando dividimos a conta por três,

o comedor de bife está a roubar o homem da salada.

- Dá-me o dinheiro, Jeff. - Sim, está bem.

- Dividimos sempre por três. - É um autêntico roubo.

Então, devias pedir mais.

Estão a ver o mesmo que eu?

É o Tony C.

E o Tony P, líderes dos Disco Boys.

Mas porque estará ele de volta à cidade?

Talvez seja altura de uma perseguição, para descobrir.

Não, já são 22:30h.

Já assim vou ser morto pela minha mulher.

Sim, e eu já tive que chegasse para uma noite, obrigado.

O erro foi meu. Pensei que me dava com super-heróis a sério:

O Pázada e o Rajá Azul.

Mas, pelos vistos, ando com o Rapaz Preguiçoso e o...

- Boa noite, Roy. - Sim, adeusinho.

Esperem um segundo. O Rapaz Preguiçoso...

E o Relaxado!

É isso, o Rapaz Preguiçoso e o Relaxado!

Vêm?

Está bem. Acho que esta noite...

o lobo solitário...

caça sozinho.

Esmagamento de testículos.

Não consigo respirar.

O Butch precisa do colete de volta. Tem um jogo no sábado.

O colete também é meu. Comprei-o para ele. Só preciso de...

Está bem.

Quanto tempo é que isto vai durar, Eddie?

- Já lá vão 12 anos. - Eu sei.

Tens uma família para cuidar, Eddie.

Os miúdos andam muito preocupados contigo.

Mas ainda assim tu sais, noite atrás de noite. Para quê?

Lucille, Deus deu-me um dom.

Eu manejo muito bem a pá.

Querido.

Manejas a pá melhor que qualquer homem que eu conheci.

Mas isso não faz de ti um super-herói.

Tudo o que...

És um bom marido.

E um bom pai.

Mas isso é tudo. Nada mais.

Tens razão.

Acredito em ti, Papá.

Roland, não encorajes o teu pai.

Se não são os nossos velhos amigos, os Olhos Vermelhos.

Boa noite. Não esperávamos vê-los outra vez tão cedo...

Olhos Vermelhos. Que festim.

Não esperávamos vê-los outra vez tão cedo.

Mãe, quantas vezes te pedi que não entrasses por aqui dentro assim?

- Que estás a queimar? - Incenso.

Já perdi a conta das regras que estás a quebrar.

Um: Bater sempre à porta. Dois: Não andes a rondar a minha porta.

Três: Não me interrogues.

- Jeffrey? - O que foi?

Andas a fumar marijuana?

Estás a chatear-me o juízo.

Por favor... Boa noite.

Desculpa. Jeffrey, por favor...

Boa noite.

Vamos lá ver o que se passa...

na casa do Casanova.

A velha discoteca.

Tal como a deixei.

Estiveste preso 20 anos. Muitas coisas mudaram desde então.

Deve ter sido duro para ti, a maneira como os tempos e os estilos mudaram...

ouvir as pessoas dizer que o disco está morto.

O disco não está morto! O disco é vida!

Sim, Tony, essa é a paixão que recordo.

Fica comigo, Tony, e dançarás outra vez...

quando eu governar esta cidade.

Já conheces a minha psiquiatra?

Aparece, estejas lá onde...

Cá está ele.

Temos uma festinha ao ar livre.

Quero que espalhes a notícia a todos os meus bandos.

Diz-lhes que o Casanova Frankenstein está de volta...

e que o Casanova está a planear uma coisa...

um bocadinho diferente.

Que tipo de homem explode uma casa?

E agora, se me desculpam, estou à espera da visita...

de um velho amigo.

Vejam só quem temos aqui. Uma visitinha do Capitão Maravilha.

Isto é um belo e elegante cocktail.

Mesmo quando é sugado por escumalha como tu?

Capitão Maravilha. Que surpresa.

A sério? Não tenho tanta certeza disso.

A tua primeira noite de liberdade, e explodes o asilo.

Escolha interessante. Sabia que não podias ter mudado.

- Eu sabia que saberias isso. - Eu sei disso.

E sabia que saberias que eu saberia que sabias.

Mas eu não sabia. Só sabia que saberias que eu sabia.

Sabias isso?

Claro.

- Por favor, não te queres juntar a mim? - Com prazer.

Só uma coisinha.

Importas-te de retirar o laser submicrónico...

do anel do dedo indicador da tua mão esquerda?

Claro.

E se não fosse muito trabalho, desligavas...

os lançadores de dardos de bactérias psicotrópicas dos teus chinelos?

Feito.

O neuro-paralizador ultrasónico de fusão fria no agitador da tua bebida. Desliga-o.

Conhecemo-nos tão bem, não conhecemos, Lance?

Fomos sempre os nossos maiores "inimigantes".

Inimigo...

Qual é o plural?

Inimigos.

Seja o que for.

Desta vez vais ter prisão perpétua, Casanova.

Aqui, na Cidade dos Heróis,

ainda mantemos um negócio activo...

com a justiça.

Pensei que era uma questão de publicidade e de manter os patrocinadores felizes.

É esse tipo de cinismo que realmente...

está a começar a envenenar a sociedade.

Olhem só.

Um detonador de rádio multi-frequência.

Devias ter cuidado ao desfazeres-te de provas incriminantes.

Isso é uma engenhoca engraçada.

É muito fixe.

Ah, sim? O que é?

É uma armadilha portátil de lançamento de clorofórmio.

És realmente tão previsível.

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- Bom dia, Sally. - Estás atrasado!

Eu sei. Estive a pé a noite toda, a defender a cidade do mal...

mas isso não lhe interessa.

O trabalho começa às 9:00h! São 9:25h!

A sucata já deve estar toda estragada a esta hora.

Quando é que vais desmontar aquele jipe como eu te disse?

Já falámos sobre isso ontem. Aquele jipe é um tipo de carro armado.

Resiste a bombas. Não o consigo desmontar com um pé de cabra.

Desmonta-o.

- Se me desse as ferramentas adequadas... - Desmonta-o!

Estou disposto a ter esta conversa consigo...

mas acho que devíamos tratar disto como duas pessoas que respeitam...

Eu quero-o desmontado.

Neste momento, sou como um barril de pólvora...

e você é o fósforo.

Se me disser para o desmontar mais uma vez...

Desmonta-o agora!

Percebeste?

Esta coisinha acabou de lhe salvar a vida.

Desmonta-o, inútil miserável.

Interrompemos este programa para as últimas notícias.

Lance Hunt, o conhecido bilionário da Cidade dos Heróis, desapareceu.

A polícia espera que o Capitão Maravilha ajude na sua busca...

mas até ao momento, não foi possível encontrar o estimado super-herói.

Faz um troféu magnífico, não acha?

Acho que precisamos de falar sobre os teus planos.

Conheces os meus planos, Lancie.

Amanhã à noite...

vou matar-te.

Essa é a parte que não me parece bem.

Quando o relógio bater as 12:00h...

estarás morto...

e a minha cidade terá um novo estado de espírito.

Tens de fazer o que achares melhor...

mas, eu insisto neste ponto.

Estou a pensar alto, mas podíamos levar...

o Capitão às autoridades.

Eu digo que te emendaste. Piscar de olho. Há alegria nas ruas.

E, nessa altura, fazes a cena de destruição da cidade.

Não é um plano perfeito?

Não.

E acho que é por isso que gosto dele.

Bestial. Desliga as luzes agora.

Era só uma ideia! Espera, tenho uma melhor.

Deixas-me viver, e serei teu companheiro.

Tipo Rapaz Maravilha ou...

- Tens a certeza que o Capitão está ali? - Tenho. Vamos.

Esperem! Ouviram?

Deve haver um fio armadilhado.

Pode ser um esvíscerador de protões a aquecer.

Pode ser um misturador de átomos cibernéticos. Detecta movimento.

Parece-se mais com uma arma de projecção de antraz.

- Depressa, tapem a boca. - Vamos raspar.

- Quieto! - Não respires!

- Vamos raspar! - Quieto!

- Não respires! - Vamos raspar daqui!

É o aspersor.

Não é fantástico? Estou imensamente encharcado.

Que temos aqui?

Acho que é suposto serem super-heróis presumidos.

Cometeram um grande erro ao vir a casa do Casanova.

- Qual é a piada? - Isso é o teu poder? Tens armas?

Não podias ser um bocadinho mais criativo?

Perdoe a impertinência...

mas o que é que uma pistola tem a ver com o disco?

- Patético. - No mínimo.

Topem o tipo com o cano. És o canalizador da discoteca?

Falta-vos um tema, rapazes.

Se vais andar com uma corrente, faz uma corrente de ouro.

Percebes o que estou a dizer? Passou-me agora pela cabeça.

Que se passa, Tigre Mariquinhas?

Passou-te pela cabeça?

Nunca conseguiremos entrar ali. Há muitos Disco Boys.

O Maravilha está lá dentro. Eu vi-o entrar.

Nunca há trios malvados, pois não?

Não, têm todos de andar em bando como as criancinhas.

- Talvez seja altura de igualar a competição. - Como?

Estou a falar de recrutamento.

Há muitos tipos que matariam para lutar connosco.

- Muitos impostores, queres tu dizer. - Sim, talvez uns quantos.

Mas deve haver tipos por aí, como o Tocha Humana, antes de ser famoso.

Ou um tipo que atire espuma ardente para os olhos.

Ou uma coisa assim.

- Há o Esfinge, claro. - O quê?

- O Esfinge. - Eu conheço esse tipo.

Grande combatente do crime do Sul. Dos maiores por aquelas bandas.

- Qual é o poder dele? - É terrivelmente misterioso.

É isso? Isso é o poder dele? Ser misterioso?

- Terrivelmente misterioso. - E ainda consegue...

cortar armas a meio com a mente.

A sério? Não sabia disso.

Vamos localizar este Esfinge.

Entretanto, tenho uma ideia de onde podemos arranjar outro tipo.

Estou livre amanhã à hora do almoço. E tu?

Nada que não consiga mudar.

Ouçam, porque não vão andando? Eu tenho de tratar duma coisa.

Estou a perceber.

Boa causa, salvar animais abandonados.

Motoqueira?

- O quê? - Interessas-te por motos.

Nem por isso.

Porque eu tenho uma moto.

De que tipo?

- É uma Harley. - Uma Harley?

Compatível. É compatível com uma Harley. Basicamente, a mesma engenharia.

Espero que esteja tudo bem em relação a ontem à noite.

Ontem?

Como te disse, agi de uma forma um pouco assustadora.

Às vezes dá uma impressão um pouco ameaçadora.

Eu não te acho ameaçador...

És muito gentil.

...de maneira nenhuma.

Ainda acho que devia compensar-te de alguma forma.

Devia levar-te a jantar ou assim para compensar o ter sido tão assustador.

Estou muito ocupada.

Certo.

Continua o nosso jogo do gato e do rato.

Procuramos aquele a quem chamam "Rapaz Invisível".

Toda a minha vida, fui ignorado. Finalmente, depois de anos de anonimato...

descobri que tinha o poder de desaparecer.

- Aconteceu de uma forma muito irónica... - Podemos entrar?

- Claro. Entrem. - Obrigado.

Pai, vou para o meu quarto com três homens estranhos.

- E é isso. - Deixa ver se percebi.

- És capaz de te tornar invisível? - Sim.

- Mas não o podes demonstrar? - Não.

Só posso ficar invisível quando ninguém está a ver.

Então, só és invisível para ti próprio?

Não. Se eu olhar para mim, fico visível outra vez.

Então, só podes ficar invisível quando absolutamente ninguém te está a ver?

- Sim. - Perdoa a nossa incredulidade...

mas pergunto-me como podes ter a certeza que atingiste a transparência?

Quando se fica invisível,

sente-se.

- Vou-me embora. - Obrigado. Foi um prazer conhecer-te.

Esperem. Não saiam. Onde vão?

Posso ir?

Sem ofensa, miúdo, mas...

vamos enfrentar um supervilão muito poderoso, Casanova Frankenstein.

Significa que temos de arranjar muitos super-heróis.

Nem fazemos a mínima ideia por onde começar...

Eu conheço toneladas de super-heróis.

- De certeza que conheces... - A sério.

Estou sempre em lojas de fatiotas, lojas de artes marciais...

a falar com tipos, a fazer contactos.

Se querem entrar, têm de conhecer o meio...

e eu sei como andar no meio.

- Desculpa, miúdo. - Vá lá.

Vocês nunca foram miúdos?

Nunca tiveram um sonho?

Deixem-me ver, quem mais conheci? Há o Alfinete.

O Vinagrete.

A Princesa Cabeçada.

O Voo Branco e o Ameaça Preta. Trabalham juntos.

Mais devagar.

Depois há o Professor Barriga Cor-de-rosa...

e o Pierre Sortudo e o Francês das Cócegas.

"Francês das Cócegas. "

- Tens os números de telefone deles todos? - Sim, da maior parte.

Temos de arranjar maneira de os reunir todos no mesmo lugar.

- Uma espécie de audição. - Sim, uma audição.

Um churrasco e umas cervejas, e aparecem todos.

O factor crava é dominante nesta classe.

Um churrasco. Boa ideia.

O quê? Diacho, é o Cheirete. Finjam-se mortos.

- Quem é? - Vira-te. Não digas nada.

Olá, pessoal.

Ouvi dizer que andam à procura de super-heróis.

- Nem por isso. - Estávamos de saída.

Que azar.

Cá está.

- Na altura certa. - Isto é para si.

- Hambúrguer, certo? - Sim, obrigado.

Bom apetite.

Porque é que vocês me desprezam? Ferem-me os sentimentos.

Também sou super-herói. Tenho poderes.

A sério? Quais?

Ainda bem que perguntaste.

- Oh, não. - Com licença.

Com licença.

Tudo começou quando eu tinha 13 anos.

Um dia, ao passear com uns amigos...

expulsei um gás acidentalmente.

No meu embaraço de adolescente...

deitei as culpas a uma cigana que passava por ali.

Erro fatal!

A cigana rogou-me uma praga.

Porque a acusei...

ela decretou que fosse eu que para sempre me largasse!

- Vou mostrar-vos. - Não, não é preciso.

Não é necessário, a sério.

Vamos ver.

Distância:

sete metros.

Velocidade do ar: normal.

Compensando o ar condicionado.

- Puxa-me os dedos. - Não o faças.

Oh, meu Deus.

S! M! M!

Silencioso, mas mortal.

- Boa pontaria. - Foi maravilhoso!

É nojento. Não o encorajem.

Vocês estão a recrutar super-heróis.

Onde são as audições?

Ainda não sabemos. Assim que soubermos, contactar-te-emos.

Aposto que teríamos montes de gente se arranjássemos um sítio com piscina.

De maneira nenhuma. Não.

Eu não mereço isto.

Eu sei.

- Podia ter casado com tantos outros. - Compreendo.

Se alguém vomitar na minha piscina, divorcio-me de ti.

É justo.

Vamos, miúdos!

Diga o seu nome e o seu poder.

Sou o Waffler.

Com o meu ferro da justiça bato na cabeça do inimigo...

ou queimo-os assim.

Não faças isso.

Tenho também o meu xarope da verdade, que é baixo em calorias.

E estou a trabalhar numa música.

"Homem Waffler, sou o Waffler

"Dourados, estaladiços, os vilões já eram"

E vou a correr. Imaginem.

Têm um plano de saúde? Talvez dentário? Olhos?

- A seguir. - Olá. Sou o Cabeça de Lápis.

E eu sou o Filho Cabeça de Lápis.

- Apagamos o crime. - Duas gerações de...

Sim, obrigado.

- Fiz tudo certo? - Sim, acho que gostaram de nós.

Sou o Homem Bailarina.

Não tenho de ver isto.

Obrigado.

Eu sou...

- Copiaste-me. - Tu copiaste-me.

- Não! - Mentirosa!

Meninas, comportem-se.

Diria que há potencial... ali.

Serei o Toureiro. Luto com o touro!

Saudações, colegas no combate ao crime. Sou o Homem Rádio.

Sou o Homem Limpa Vidros.

- Sentem o seu poder? - Sim.

Vingadora do S.P.M. Trabalho quatro dias por mês. Há algum problema nisso?

Não.

- Tudo o que quiser. - Iremos contactá-la.

- Muito bem. - Seja como for.

Está tudo.

Foi uma perda total de tempo.

Como muitas das coisas que fazemos.

Olá. Ainda venho a tempo das audições?

- Que horas são? - Não tenho relógio.

Desculpa. Terás de fingir que és super-herói noutro sítio.

A sério? Compreendo.

Está bem.

Cuidado!

Acho que tenho de pegar na minha bola e ir embora.

- Não podes ir. - Por favor.

- Onde vais? - Foi fixe.

- Um segundo. - Parem-na.

Acalma-te.

Foi bestial.

Podíamos encaixar mais uma entrevista.

Sim, uma vez que arrastaste a tua bola até aqui.

- Agradeço. Obrigada. - És muito boa.

Que tal? Sou o Cheirete.

Sou a Boladora. Como estás?

És muito atraente.

Porque é que não...

nos falas um pouco de ti.

Diz-nos porque te escolheríamos a ti...

em vez dos outros qualificados concorrentes.

- Quais outros qualificados concorrentes? - Eddie, por favor.

Começa pelo princípio. Onde arranjaste os teus poderes?

Herdei os poderes do meu pai.

Quem é ele?

Já ouviram falar do Carmine, o Bolador?

Se já ouvimos falar do...

Diacho, não nos digas que és filha do Bolador.

Lembro-me de uma controvérsia em torno da sua morte.

Segundo a polícia, foi um acidente.

Chegou tarde a casa uma noite e caiu no poço do elevador...

com algumas balas.

Sempre suspeitei de um pouco de violência.

Tal como eu.

A filhinha do papá está crescidinha...

e à procura de vingança?

Sim, é isso. Algum problema?

- Porque não mo dizes? - Diz-me tu a mim.

Está bem, já viram do que sou capaz.

Querem usar os meus talentos ou não?

Se não quiserem, procuro outra cabala.

- Decididamente precisamos de ti. - De facto.

Boladora. Evelyn.

Carol.

Queres juntar-te ao nosso pobre trio?

Deves querer dizer quarteto...

Que estás a dizer? Somos cinco.

Ninguém aprovou a admissão de novos membros, por isso acalmem-se.

Tens uma boa arma. Aceito isso.

- Mas somos um grupo "espeçalzado"... - Especializado.

- Foste aceite. - Bem-vinda a bordo.

- Que estão a... - Que foi? Qual é o problema?

Bem-vinda.

- Que foi? - Nada. Bem-vinda a bordo.

O Cheirete e eu somos do grupo ou não?

Na minha opinião, que costumava interessar,

não devíamos apregoar admissões...

a qualquer um.

Certifiquem-se só que ajudam quando a acção começar.

- Façam a vossa parte, e ficarão connosco. - Talvez.

Então é um Britânico convertido ao Islamismo?

Não. Até ao princípio deste século, a Índia fazia parte do Império Britânico...

cujo governo se designava por Raj Britânico...

a partir da palavra Hindi para "soberania".

- Além disso... - Espere. Desculpe. O quê?

Pai...

Não, ele não é comuna nem maricas.

Desculpe.

A ignorância dele envergonha-me.

Deverei assumir que inseriu o crânio do seu pai...

dentro de uma bola de bowling?

Não. Foi o tipo da loja.

Era a limusina do Casanova.

Podes apostar nisso. Vamos dar a volta a esta coisa!

Provavelmente tem o Maravilha lá dentro.

- Cá vamos nós. - Estou enjoado.

Bestial.

Quem iremos ver no banquete de amanhã?

Todos os bandos poderosos vão lá estar.

Eles querem saber o que tens na manga.

Sr. Casanova...

acho que estamos a ser seguidos.

Vamos dizer-lhes olá.

- Que está ele a fazer? - Ou é muito esperto ou muito burro.

Olá.

Queria um hambúrguer duplo com batatas grandes.

Vocês querem alguma coisa de beber?

Achamos que fez alguma coisa ao Capitão Maravilha.

Gostaríamos que dissesse onde ele está.

Capitão quem? Esse nome não me soa nada.

Não gosto do teu tom, Frankencoiso.

E faz-me um favor, não me provoques.

Sou uma caixa de "supesas" que não queres abrir.

Surpresas.

Por favor, não me corrijas. Põe-me doente.

Vocês não aprendem, pois não?

Aparentemente não, parvo.

- Eu conheço-te. - Não me conheces.

- Conhecias o meu pai. - Sal.

Carmine.

Carmine? O Bolador?

És a Bebé Boladora?

- Algum problema? - Olá.

Sou o tipo que empurrou o teu pai para o poço.

É a última vez que lhe vou perguntar: onde está o Capitão Maravilha?

E uma Diet Pepsi com pouco gelo.

Rapazes, vamos embora.

Vai-te garfar!

Puxa!

- Anda, Roy, vamos sair daqui. - Anda, Furioso! Vamos!

Quem tem telhados de vidro, não devia, porque isto é o que acontece!

Já chega! Vá lá. Sai do caminho.

"O telhado está a arder! O telhado!

"O telhado! O telhado está a arder!

"Não precisamos de água nenhuma! "

Aqui vai o Papá.

Gostaria de brindar à nossa primeira vitória.

A relação que tiveste com a tua mãe afecta toda a dinâmica da tua vida.

- É verdade, bem verdade. - O quê?

Sim, o papel do pai também é vital na vida de uma criança.

Não, não o estou a desrespeitar.

Tem de me deixar conversar...

com os meus novos amigos.

E além do mais, já sou adulta.

Quer voltar para o saco?

É assim que vai ser? Você faz as regras.

Se não se calar...

la dizer que os pais podem ser muito problemáticos.

A quem o dizes.

Não há cerveja que chegue no mundo para isso. Desculpa.

"Desculpa. "

Tens de ser honesto contigo próprio.

A mulher é um tigre.

Outra rodada...

para o meu querido grupo de superamigos.

Empregado, outra rodada para os super...

superesponjas.

Isso é o que é tão fixe nesta equipa.

Todos têm os seus poderes para as diferentes situações.

Puxa-me o dedo.

- O quê? - Estava só a pensar.

Estava a pensar quando poderíamos ver o teu superpoder.

Vai acontecer, miúdo. Não te preocupes.

- Eu digo "sabotagem". - "Sabotagem"?

O Pázada está com os copos!

Qual é o nome desta equipa?

Que tal o Super Esquadrão?

E que tal os Seis Tipos Mortos nas Suas Estúpidas Fatiotas?

Não. Os Mortos Magníficos. Que tal?

E que tal os Legendários Super Esquizos?

Demasiado positivo. Eles destruíram-nos o carro.

Prontos?

Apontar.

Adoro-te!

Fogo!

Seis Tipos Quase Mortos Com Suspensão Temporária da Pena.

- É isso. É o vosso nome. - Seis Patos Falhados.

- Entendeste, meu? - Entendi, meu!

É esse o vosso nome. Matamo-vos depois, Superfalhados!

Com a breca. És a Esfinge.

E vocês são loucos.

Esta noite...

provaram...

a vossa inexperiência.

O homem sábio sabe que é mais fraco...

quando pensa que é forte.

Misterioso.

Terrivelmente misterioso.

O Casanova Frankenstein...

não é um vilão qualquer.

Para lutar contra ele...

é necessário ter perícia.

Obrigado por essa pequena informação.

- Nunca teria pensado... - Desculpa!

- Não tens maneiras? - Não sei. Sei?

- Eu não sei. Tu sabes? - Sei?

- Porque não mo dizes? - Porque não mo dizes?

- Não sei. - Tenho o quê?

Silêncio!

Teremos de vos separar.

É isso que querem? Ser separados?

Foi ele que começou.

Vocês têm de estar unidos...

não separados.

Trabalho de equipa. Sim!

Não estão preparados para enfrentar tão grande inimigo.

Não pelo menos até terem eliminado o inimigo do vosso interior.

Sim!

Fixe, não é?

Vai ao ponto de ser... confuso.

É liderança. É o que nos tem faltado.

Sim, estou de acordo.

Esfinge, guiarias o nosso heterogéneo grupo de homens armados?

Esperem um minuto.

Estão a falar a sério? Sejam razoáveis.

Poderás treinar-nos, moldar-nos?

Por favor unifica-nos e torna-nos num todo.

Para aprenderem os meus ensinamentos...

tenho primeiro de vos ensinar...

a aprender.

Aprende a esconder os garfos do teu opositor...

e conseguirás atingir o seu esconderijo.

- Quantas armas manejas? - Só uma, Esfinge.

Não. O punho, o joelho, o cotovelo, a cabeça!

Tens de lutar com cada membro, como o polvo que toca bateria.

Porque estou a fazer isto?

Quando equilibrares um martelo na cabeça...

conseguirás combater os adversários com um ataque equilibrado.

E porque é que tenho melancias nos pés?

Não me lembro de ter dito para fazeres isso.

Espere aí.

Acredito nos meus poderes.

"Acredito nos meus poderes. "

Acredito nos poderes dos meus colegas.

"Acredito nos poderes dos meus colegas. "

Confio nos meus poderes.

"Confio nos meus poderes. "

Confio nos poderes dos meus colegas.

"Confio nos poderes dos meus colegas. "

Esta equipa tem de aprender a trabalhar em conjunto...

ou marquem as minhas palavras...

será destruído!

Agora...

juntem-se.

Juntem-se. Abracem-se uns aos outros.

Juntem-se. Abracem-se rapidamente.

Porque te afastas enquanto os outros treinam?

"Treinam"?

Aquilo não é praticar. É abraço em grupo.

Devíamos estar a dar cabo do Casanova.

Aquele que questiona o treino, só se treina a fazer perguntas.

O quê?

- Quem andava à procura da tesoura? - Eu.

Trabalhem bem nos vossos novos fatos.

Porque quando cuidam do exterior...

o que está no interior cuida de vós.

O tempo está a passar.

Vamos coser vestidos o dia todo ou vamos salvar o Maravilha?

- Preciso de um dedal. Alguém... - Paciência, meu filho.

Para reunires poder para o conflito iminente...

terás primeiro de dominar os teus conflitos.

Serei o único a achar estes ditos um bocadinho formuláticos?

"Para empurrar para baixo, puxar para cima. "

"Para virar à esquerda, ir pela direita. "

O teu temperamento é vivo, mas até conseguires dominar a tua raiva...

A raiva será o teu mestre?

Era isso que ia dizer, não era?

- Não era? - Não necessariamente.

Já chega. Vou-me embora.

Obrigado pelo conselho, Sr. Misterioso, mas está na altura de agirmos.

- Vamos, Eddie. - Não, Roy.

- Ele está a obter resultados. - O resultado é que vamos embora.

Vamos, Jeff. Vamos depressa.

Eu não quero abandonar o Esfinge.

E o resto de vocês?

Querem brincar às casinhas ou querem ser super-heróis?

Não preciso de uma bússola para saber a direcção do vento.

- Vamos falar sobre isto. - Não, não falemos sobre isto.

Queres ficar aqui a costurar para o Dia das Bruxas...

ou queres ir ao que interessa?

Acho que daqui para a frente já não estamos unidos.

- Devíamos ir atrás dele. - Ele fica bem.

- Deixa-o ir. É um infantil. - Nunca lutamos sem ele.

Se o amas, porque não casas com ele?

- Porque não casas tu com ele? - Porque não casas tu?

Boladora, Pázada, por favor!

Esfinge, que conselho nos pode dar numa hora de aperto?

Sim, que fazemos?

A perda de força humana pode ser substituída pela adição de poder de fogo.

Bom, eu não usarei armas. Fui claro nesse ponto.

Ele nem sequer usa uma faca.

Não vais começar com essas sandices outra vez.

O Casanova terá muitas armas.

Para o vencer, terão de ter mais do que garfos e flatulência.

"Dr. A. Heller. Desenhador de armas...

"inovador, inventor, transformador do mundo. "

Porque viverá num parque de diversões deserto?

Porque é um génio excêntrico.

Eu vou à frente. Vocês ficam ao meu lado. Vamos triangular.

- Equilátero ou isósceles? - Vamos.

Quem quereria alugar uma galinha?

Isto é estranho. É assustador e estranho.

Ali está outra galinha.

Que mundo engalinhado.

Viemos em paz.

Cabeça de Pá?

Pázada. Conhecemo-nos no lar de idosos.

Claro.

Homem Garfo?

Não, sou o Cheirete. Para ver o meu poder, puxe-me o dedo.

- Por favor, não! - Não!

Dr. Heller, estamos numa missão. Viemos buscar armas.

Não deveríamos ver um diploma primeiro?

Vieste ao sítio certo, querida. Vamos para o meu gabinete.

Onde estão os teus amigos?

Que amigos?

Os teus amigos.

Pensei que vocês tivessem um clube ou coisa parecida.

- Queres dizer uma equipa? A Superequipa? - Sim.

Aparentemente, agora é a Equipa Super Esfinge ou coisa do género.

- Discutiram? - Mais ou menos.

Posso tomar só café?

- Não estou com muita fome. - Claro.

A que horas sais?

Daqui a meia hora.

Porquê?

Nada. Estava só a pensar que podia...

Talvez seja uma boa ideia acompanhar-te a casa.

A cidade tem estado muito perigosa...

desde que o Maravilha desapareceu em combate.

Tenho treinado alguns golpes de jujitsu...

e talvez fosse mais seguro para toda a gente se...

Também, seria bom só...

acompanhar-te a casa.

Claro.

Isto vai equilibrar um bocadinho as coisas. O que é?

- Vejam isto! - Não apontes para mim.

Vais matar alguém.

Tudo aqui dentro é não-letal.

"Não-letal"? O quê?

Não faço nada que seja mortífero.

Compreendo. Que deliciosamente excêntrico...

e simultaneamente uma perda de tempo.

- Sem ofensa. Vamos? - Obrigado, Doutor.

- Eu disse bom dia. - Até à vista.

Esta é a razão pela qual, em geral, um cientista louco é menos desejado...

que um típico cientista.

A aproximar-se!

FURACÃO ENLATADO

Atenção!

Doutor, é um génio.

Um furacão enlatado?

Totalmente não-letal, mas totalmente eficaz.

Que é isso que tinhas na mão?

É um encolhedor.

Como é que sabes?

Um manual. Fixe.

É um projector líquido, tecido-adesivo, de altas temperaturas...

baseado na tecnologia da lavagem a seco.

Aponta-se isso a alguém...

e as roupas ficam tão apertadas que não se consegue respirar.

Posso pôr isso com um coldre.

Vem com uma mala de transporte. Tem garantia total.

Bom trabalho.

- Como é que se chama isto? - Cuidado. Isso é um atirador-de-culpas.

- Um "atirador-de-culpas"? - Desculpe.

A tua atitude prejudica a equipa!

- Pára de me cuspir! Já tomei banho! - Precisas de outro, porque fedes!

- Queres que te esprema essa borbulha? - Estou a tremer!

- Estás sempre a perdigotar! - Desculpa se estou sempre a cuspir!

- Desculpa. - Desculpa.

Não, não.

- Doutor, é um génio. - É o que diz o cartão.

Ainda quero estar com eles quando salvarem o Maravilha.

Então porque não voltas?

Não, vim embora esta manhã. Isso seria...

- A minha casa é aqui. - Isso seria ridículo.

São teus amigos. Vão entender. Está claro que é o que queres fazer.

Isso poderia resultar.

Sou o Sr. Furioso, não é? Sou imprevisível. Sou uma bala perdida.

Saí de rompante. Porque não posso voltar de rompante?

- Está tudo na maneira como se faz, certo? - Ou não o faças.

Volta apenas, diz que lamentas e ajuda a salvar o Capitão Maravilha.

Achas que há alguma maneira colérica de eu pedir desculpa?

Porque isso é mais o meu...

Tenho de manter a coisa da fúria porque as pessoas gostam disso.

Talvez as pessoas gostem de ti por quem és realmente.

Sabes?

Vou para cima.

Devias ir procurar os teus amigos.

Óptimo.

Vocês os três serão como a garra da águia.

Irão agarrar no refém e levá-lo para um sítio seguro.

Nós os três seremos como o olho da águia: sempre à espreita do perigo.

- Estão prontos? - Sim.

Então que comece a operação Águia de Três Olhos e Três Pernas.

Vou à frente!

Acho que não, meu amigo.

Estúpido idiota.

Dêem-me um segundo.

Que se passa?

Não muito. E contigo?

Nada de especial.

- Viste o meu livro de endereços? - Não. Como era?

É de ganga. Diz "Tudo fixe" e tem a fotografia de um gatinho.

Não.

Devias pensar onde o viste pela última vez.

Certo.

Devia provavelmente...

Eddie, quero dizer uma coisa.

Estou zangado por ter sido excluído desta missão...

e pelo que está a acontecer à equipa, mas estou...

Meu Deus.

Temperatura a subir.

Visão desfocada.

Raiva a apoderar-se.

Tenho uma ideia. Porque não vens connosco?

Está bem.

Raiva a diminuir.

Pulso a abrandar.

Raiva a desvanecer.

Foi bem pensado, Eddie.

Bem, não quero que ninguém se magoe.

Bebe!

Está certo. Eu vou e descubro uma entrada.

- Qual será o sinal? - "Cari, caru. "

Não, não, e que tal: "uipuill"?

- Não, "Cari, caru". - Sim, mas o outro não será melhor?

- Não me interessa. - Chega de pios!

- Precisamos duma janela aberta. - Foi o que eu disse.

Todos têm de beber?

- Sim, temos! - Estão todos bem?

Óptimo. É magnífico no meu coração...

ver tão tantas caras conhecidas mais uma vez.

Os Chinocas: assassinos do Leste.

Os Fatos: eliminando todos os que estiverem a mais.

As Fofas: sempre vestidas para matar.

Os Universitários: ainda em condicional devido a praxe letal.

E claro, os Rappers:

Pondo o verso no perverso!

O prazer é todo meu, Frankenstein.

Estamos prontos a fazer mal a todo o pessoal.

A cantar, a estalar, a disparar.

Esta noite, vamos ter uma festa e pêras. Uma festa surpresa.

Tenho uma coisinha na manga...

e não estou só a falar da verruga no meu cotovelo.

Criei uma máquina magnífica...

que vai encorajar os nossos cidadãos...

a partilhar da minha visão...

do mundo!

Topam?

E o Capitão Maravilha?

Essa é uma excelente pergunta, Grande Tobacco.

Que iremos fazer com o maior super-herói que a Cidade dos Heróis já conheceu?

Para terem a resposta, quero que venham todos por aqui.

Meu, podemos levar as bejecas?

Claro que sim. Podem trazer as bejecas.

Parece estar tudo muito calmo.

Rapaz Invisível, largaste-te?

- Não fui eu. - Eu também não.

Não corras! Ele larga-se!

Está a fazer o que eu penso?

Aprecia o momento.

Alguém consegue ver alguma coisa?

- Quem disse "hei"? - Eu não.

Eddie, não tens de dizer, "Eu não", está bem?

- Se alguém disser, "Quem?" tu dizes... - Idiotas, aqui.

É o Capitão Maravilha!

- Temos andado à sua procura. - Liguem o interruptor atrás de vocês.

Encontramo-nos novamente, Capitão.

Viemos salvá-lo.

Sou o Rajá Azul. Lembra-se de mim? Mestre em Prataria?

Disse para seguir com o bom trabalho depois daquela luta.

Conheço tantas pessoas nesta profissão, mas acho que sim.

Poderiam localizar o botão de ignição na consola principal?

Podem abrir isso?

Estará livre num abrir e fechar de olhos.

Deve ser incómodo.

- Como é que funciona? - Já vi um destes.

Tens de empurrar esta coisa e rodá-la.

- Não forces! - Ela tem razão.

Esta maquineta é uma arma de destruição em massa.

O Casanova planeia virá-la contra a cidade hoje à meia-noite.

Está a acontecer alguma coisa.

Muito bem. Na parede à sua esquerda deve ver duas alavancas lado a lado.

"Alavancas"? Que quer dizer com isso? Está a falar de interruptores?

- Estou a vê-las, Capitão. - Obrigado.

- Gire a primeira alavanca. - Girando.

- Excelente trabalho. Agora, gire a... - Bom trabalho, equipa!

Poderia ir para ali, por favor?

Claro.

Desculpe.

- Agora gire a segunda alavanca. - Faz o que ele diz.

O homem sabe o que está a dizer.

Capitão, vou perguntar-lhe directamente. Conhece o bilionário Lance Hunt?

Sou eu.

Não, estou a brincar. Sempre quis fazer isto.

- E a seguir? - Acabei de dizer, gire a segunda alavanca.

- Outra vez? - Que quer dizer com isso?

- Girar a segunda alavanca duas vezes? - Não.

Não faça isso. Gire-a outra vez agora. Uma vez. Gire-a.

Ele percebe o que estou a perguntar?

Espera um segundo. Exactamente quantas vezes giram...

as alavancas neste procedimento?

Eu só... São... sete!

- Sete? - Girem-na!

- Sete? - Todos, esperem.

Não foi claro no que disse. Quantas voltas são precisas,

não contanto com o giro gratuito que possa ter pedido...

- num momento de pânico. - Gire-a!

Podemos começar outra vez? Há algum botão de reinício nesta coisa?

Não, seu idiota, não há nenhum botão. Gire a alavanca, menina.

Não fique a olhar para mim. Levante o braço e gire-a!

- Anormal! - Não sou nada!

- Não lhe chame anormal. Não está certo. - Obrigada.

- Eu faço-o! - Gire a alavanca.

É esta, sim?

Botão errado.

Ouviram-me dizer, "Botão para reinício", não?

Meu Deus, matámo-lo.

Que queres dizer com "nós"? Eu estava aqui.

Vou verificar a pulsação.

Acho que ele não se safa.

Vem aí alguém. Temos de sair daqui.

Continuem a ser pacientes.

Vamos, vamos.

Deus do Céu!

- Este sacana está morto! - Que lhe aconteceu?

Como podem ver...

tirei o Capitão Maravilha...

de cena.

É tempo de governarmos.

Hoje à meia-noite, vou fazer à Cidade dos Heróis...

o que fiz ao seu maior super-herói.

E ainda haverá tempo para dançarmos e nos divertirmos muito.

- Vamos sair daqui. - Onde está o Capitão Maravilha?

- Houve um pequeno percalço. - O Rajá assassinou-o.

Acho que temos coisas mais importantes em que pensar.

- Que raio era aquela máquina? - Não sei.

Mas sei onde podemos ir para descobrir.

A ralé está de volta, Tony.

A ralé deve ser exterminada, Casanova.

Um garfo de peixe não está ao nível da minha máquina!

Mas acho que devemos proteger-nos.

Não achas?

É um psicofracturador.

Cria uma nuvem de caotrões livres-desviantes...

que penetra nos terminais sinápticos.

Está ligado a um interruptor de transporte sincrónico...

que cria um afluente virtual.

Está focado num reflector biobólico.

E o que acontece é que as alucinações tornam-se realidade...

e o cérebro é literalmente frito por dentro.

- Onde se arranjaria uma coisa assim? - Diziam que não era possível construí-la.

As equações eram tão complexas que os cientistas que trabalharam nisso...

acabaram num manicómio.

Que é onde o Casanova esteve nos últimos 20 anos.

Se ele o usar, destruirá a cidade!

- Não "se", "quando". - E o Capitão Maravilha?

Infelizmente, acabamos de o matar.

Não, infelizmente, tu mataste-o.

Só porque tens problemas em casa não podes andar aí a matar pessoas.

"Desculpa. Mamã. Sou inglês. Não foi de propósito. "

M- O-R-T-O. Mataste-o.

Mataste-o. Carregaste no botão.

Não faz diferença. Ele continua morto.

- Realmente fizeste... - Esfinge!

Esfinge, que vamos fazer agora?

Às vezes...

o verdadeiro herói é o que tem coragem para fugir.

- Gosto da forma como este homem pensa. - Vamos fugir.

Não podemos fugir.

Podemos. Foi estabelecido que podíamos.

Isto é salada de ovos cheia colesterol. A minha mulher nem me deixa aproximar.

Mas agora não importa. As probabilidades são de já estarmos mortos.

O Maravilha está morto.

Não vale a pena esperar pela cavalaria, porque, a partir de agora, somos só nós.

- Mas eu não quero ser fracturado. - Psicofracturado.

- Somos fracturados na mesma. - Esta é a nossa luta, queiramos quer não.

Não somos os vossos clássicos super-heróis.

Não somos os favoritos. Somos os outros.

Somos os tipos em que ninguém aposta.

Mas digo-vos o que penso.

Acho que tu e essa tua bola têm umas contas para ajustar.

Rapaz Invisível, está na hora de seres visto.

Esfinge, treinaste-nos bem.

Dr. Heller, talvez nos tenha dado a vantagem que precisamos.

Cheirete, não quero estar atrás de ti.

Mas lutarei ao teu lado com orgulho.

Jeff, tens um raro e maravilhoso dom.

A cidade precisa de ti esta noite. E, Roy...

em todos estes anos, nunca te vi abandonar uma luta.

Uma vez levantaste um autocarro.

Acho que tens o que é preciso para apanhar o Casanova.

Estamos nisto até ao pescoço e sabemos disso.

Mas se aceitarmos esta luta, os que sobreviverem...

mostrarão para sempre as suas cicatrizes com orgulho e dirão:

"É isso mesmo. Eu estava lá. Lutei pela justiça. "

Então, que me dizem?

Vamos unir-nos e derrotar o Casanova...

ou como esta sanduíche?

Eu digo, que diabo. Vamos a isso.

Se vamos entrar naquela mansão vamos precisar de mais que um carro.

No ferro-velho, há um autocarro de batalha.

Espera. Tens um autocarro de batalha?

É o melhor veículo militar não-letal jamais construído.

Está bem. Encontramo-nos no ferro-velho e partimos daí.

Temo precisar de mais garfos.

Os que têm entes queridos, despeçam-se antes de irmos.

Podem não ter outra oportunidade.

Zei gezunt.

Olá, Mãe.

Jeffrey, que estás a fazer?

Estava só...

Sou um super-herói, Mãe.

Um super-herói?

Um super-herói decadente para ser mais preciso.

Estou a fanar o seu faqueiro porque uso-o para lutar.

Atiro-o com uma precisão mortal. Rajá Azul é o meu nome.

Não uso muito azul, e falo com pronúncia britânica.

Mas se souberes história, faz sentido.

A verdade é que o seu filho é um atirador de garfos.

É difícil de acreditar, mas é isso.

Que pensará o clube de bridge?

Precisas de mais garfos?

Estes pertenciam à tua trisavó.

Estava a guardá-los para o teu casamento.

Mas, pelo andar da carruagem, esse dia ainda vem longe.

Mãe, estás a aceitar isto incrivelmente bem.

Sempre soube que eras especial...

mas nunca me apercebi quão especial.

É melhor ir andando.

Tenho de salvar uma cidade.

Faz o sotaque.

Adoraria ficar a tagarelar mas temo ter de partir.

A nossa metrópole está na garra de homens loucos.

- Adeusinho. - Tenho mesmo de ir.

Obrigado.

Disse que te deixava, Eddie. Era a sério.

A cidade está em perigo, Lucille. Somos a única esperança.

Eddie, por favor não comeces.

Não espero que acredites em mim.

Só vim aqui para te dizer...

que te amo.

Diz aos miúdos que os amo.

E agora...

- adeus. - Adeus, Eddie.

Não estarei aqui quando voltares.

Isso é um risco que tenho de correr.

De outra forma, pode não haver uma casa para onde voltar.

Deseja-me sorte.

- Estás bem? - Queria dizer-te que gostei desta noite.

E que foste muito simpática comigo.

E que adoraria convidar-te para sair um dia destes.

Mas se não te ligar, quero que saibas que é porque estou morto.

Eu e a minha equipa vamos acabar com o Casanova Frankenstein.

É quase uma missão suicídio.

Por isso se houver alguma coisa que me queiras dizer...

agora talvez fosse uma boa altura, porque...

- Sim, tenho uma pergunta para ti. - Fixe. Chuta.

Como te chamas?

Queres dizer a minha identidade secreta? Porque não...

Não, queria só o teu nome.

O meu nome.

É Phoenix.

Phoenix Dark.

Dirk. Phoenix...

Dark-Dirk.

Fui baptizado Dirk Steele, e mudei-o para Phoenix.

Esquece.

É Roy.

É o meu nome.

O meu nome verdadeiro é Roy.

Sê só o Roy.

Roy. Sou o Roy.

Sim, sou o Roy.

- Roy. Quem é o Roy? Roy quem? - Ele está passar-se, meu.

Onde está o tipo que pretende não ser o Roy?

Já chega. Pára. Acorda. Estamos fartos.

Sou um verdadeiro aspirante a herói, no pior sentido da...

Vocês vão ter de travar esta batalha sem mim.

Se duvidares dos teus superpoderes, estás tramado.

Se tivesse superpoderes para duvidar, estaria tramado, mas não tenho.

Que é que eu faço? Tudo o que faço é...

Roy, que estás a dizer? Já levantaste um autocarro.

Precisamente. Essa história é lendária.

Foi mais um empurrão do que um levantamento.

Ainda assim é preciso uma incrível força super-humana.

É verdade. Para empurrar o autocarro inteiro.

Na realidade, o motorista tinha o pé no acelerador...

para o pôr andar, e depois fui mesmo eu.

Mas ele...

Merda.

Desculpem.

Inicia um processo que resulta num fluxo acelerado de electrões...

que cria uma poderosa força magnética.

É como um íman electromagnético gigante.

Bem, é mais como um íman electro-nuclear.

É a próxima fase inevitável.

- Podes fechar o porta-luvas? - É para já.

Vamo-nos preparar. Saímos daqui a cinco minutos.

Chegou a hora.

Vamos.

- Vou à frente! - Já me sentei, não já?

- Senta-te. - Todos prontos?

- Temos descolagem. - Que a força esteja connosco.

- Desculpem. Encharcou. - Não importa. Eu saio.

- Não, senta-te! - Cá vamos nós.

Vaya con Dios.

Faz alguma coisa. Precisamos dele.

Vamos tentar isto. És um homem muito furioso.

- Entendeste? - Não.

Tens muito por que ser furioso, e eu digo-te porquê.

És mal-amado. És abrasivo e repelente.

Tentas ser contundente mas a tua inteligência impede...

e nada do que dizes é provocador.

São só metáforas misturadas. Isso não te põe furioso?

- Não te enfurece? - Não.

Devia. Estás zangado? Vá lá, meu!

- A tua caligrafia é atroz. - Vestes-te como um prostituto masculino.

Acordem! Eu não tenho poderes nenhuns.

Se ele não tem poderes, talvez eu também não tenha.

- Talvez não possa mesmo ficar invisível. - Não vás por aí!

Quando duvidas dos teus poderes, dás poder às tuas dúvidas.

Não quero ser alarmista, mas já são 23:30h.

Trinta minutos até o Casanova explodir a cidade.

Ouçam. Temos um encontro marcado com o destino.

E parece ser dos difíceis.

Segurem-se!

Vamos derrubar o portão!

Que acham? Batemos ou entramos?

Baixem-se!

Eles estão a disparar!

Espero que esta coisa do íman funcione.

Está a funcionar.

Vão!

Depressa! Todos para a discoteca!

Por aqui. Continuem.

Não dispersem. Vamos.

Olá?

Esperem!

Olho laser.

Devia ter trazido o meu garfo de tarte.

Se não conseguirmos passar por aquela porta, esta batalha acabou.

É agora.

Chegou a minha hora.

Que estás a dizer?

- Espera. Rapaz Invisível. - Se fosse a ti, não...

- Volta aqui. Serás cremado. - É comigo agora.

- Sou o único que nos pode salvar. - Ele tem razão.

- Boa sorte. - Não olhem para mim.

- Não olhem para ele, senão não funciona. - Sou transparente.

Sou como uma janela. Transparente.

Sou como o Glad.

Consegui! Sou invisível! Tenho mesmo superpoderes.

Conseguem ver-me?

Conseguimos.

Duas mãos aí, filho.

Talvez devesses vestir uns calções se queres continuar a lutar contra o mal.

Fofas, fiquem aqui e atrasem os atacantes.

Rappers, lutem pelas traseiras. Os outros, para o átrio.

Espalhem-se para uma segunda onda de ataque.

A porta.

Aos três. Um, dois, três.

Encolhe-as.

Passaram de júnior a tamanho criança.

O meu vestido!

Ali está um aperto que ela tão cedo não vai esquecer.

Também sinto as minhas calças a encolher.

- Atirador-de-culpas! - Atenção!

Tenho uma coisa para te dizer!

Espera aí!

Sou o chefe!

Vocês metem-me nojo.

Dá-me essa arma.

- Apanhei-os. - Disco para sempre!

Rapaz Invisível, Cheirete. Os Chinocas.

Curte isto, Homem Pá.

Baixem-se! São os Chinocas!

- Agarra na arma. - Está encravada.

A costa está livre?

Dispara na mesma.

- Estou assustado. - Não estás assustado. Sê forte.

Repete comigo: "Não tenho medo dos Chinocas. "

- Tenho medo. - Diz "Não tenho medo dos Chinocas".

Estás pronto?

Vamos!

Salta!

Fui atingido!

- Onde? - Fui atingido! Médico! Homem ferido!

- Homem ferido! Não sinto o meu rabo. - O quê?

Não sinto o meu rabo!

Ainda tens poderes?

Poderes? Verificação de armas.

Canhão a postos!

- Ainda funciona. - Cheirete!

- Vai ver o Cheirete. - Está bem.

Devias fugir, Tony P.

Não me podes fazer mal, Bebé Boladora.

Porque estou protegido...

pelo deus da laca.

E é tempo de te mandar de volta para o papá.

- Mataste o meu pai. - Matei. Porque sou um assassino.

E tu não. Aceita os factos, miúda.

Não tens coragem para me matar.

Tens razão. Não tenho coragem para te matar.

Porque sou melhor que tu. É isso mesmo.

Muito melhor.

Talvez um dia arranje coragem para te perdoar.

Por outro lado, o Carmine, não pensa como eu em relação ao perdão.

Agora vou voltar para a Faculdade. Esse era o acordo.

Estamos a conseguir. Estamos a ganhar. Vamos safar-nos.

Eu não teria tanta certeza.

Diga aos seus amiguinhos idiotas para baixarem as armas, Sr. Furioso.

Saiam daqui. Ele é maluco. Salvem-se.

Baixem as armas ou eu corto a bonitinha garganta da tua namorada.

Eddie, Jeff, façam o que ele diz.

Obrigado.

É tão fácil conseguir o melhor das pessoas quando elas gostam umas das outras.

É por isso que o mal está sempre em vantagem.

Vocês, os bons, são sempre tão agarrados às regras.

Vêem, eu mato os meus próprios homens.

E sorte a minha.

Fico com a rapariga.

Não!

Não te preocupes. Vai acabar tudo muito depressa.

Que estás a fazer?

Arrancaram a secção "D" do meu dicionário...

porque eu não sei o significado da palavra "desistir".

Queres um bocadinho de luta?

Dá-lhe, Roy.

Vá lá, Roy!

É o psicoesfrangalhador!

- Temos de o parar. - Não mexam nas alavancas.

A raiva está a apoderar-se.

Ja. Já ouvi isso antes.

Não.

A raiva está mesmo a apoderar-se.

Adeusinho, Frankencoiso.

Sai daqui.

Baixem-se.

Como é que vamos desligar esta coisa?

Abraço de grupo!

- Depressa! - Aproximem-na mais do buraco!

Pai, é assim que tem de ser.

A vantagem é que não irá morrer porque já está morto.

Não, não vou consigo.

Se há uma altura para a separação, deixe-me dizer-lhe uma coisa, é agora.

- Levantem-me. - Levantem-na.

Ajudem-me.

Tu consegues. Aguenta-te.

- Força! - Amo-o, Pai!

- Corram! - Vamos sair daqui!

Corram pela vida!

Cuidado!

Ninguém poderia sobreviver ao caos que testemunhamos aqui.

Mas à medida que a poeira assenta sobre as ruínas da mansão do Casanova...

a dúvida persiste:

Quem seriam os bravos heróis que deram as suas vidas para salvar a cidade?

E o fracturador funcionou, ou não? Como foi?

Está a haver movimento. Estão a sair pessoas.

Olá. Desculpem.

Desculpem. Podem dizer-nos o que se passou aqui esta noite?

Conseguimos. Ganhámos.

É assim mesmo a minha equipa.

Destruímos o mal com a espada do trabalho de equipa...

- e sem conflitos. - Somos os primeiros.

Todos os outros são segundos ou ainda menos.

- Quem são vocês? - Eles chamam-me Pázada.

É assim mesmo, Pai.

O meu herói.

Sou a Boladora. Olá.

Rajá Azul, mestre em prataria. Olá, Mãe.

Quero dizer, adeusinho, Mamã.

E o senhor. Qual é o seu nome e superpoder?

O meu nome é Roy.

Estou super magoado. Podem deixar-me em paz?

O seu nome é Sr. Furioso, e o seu poder vem da sua inesgotável raiva.

Desculpe. Posso dizer uma coisa? Gostaríamos que esta vitória...

fosse dedicada a todos os outros.

Às pessoas desta cidade...

que são super boas no que fazem e nunca são reconhecidas...

como a senhora da D.G.V. É um trabalho duro.

Às pessoas que se lembram das músicas dos anúncios antigos.

Aos que apoiam a música local e os filmes independentes.

Ao tipo que conduz o limpa-neves. À enfermeira da escola...

Eddie, acho que já percebemos.

Qual é o nome deste grupo?

Os Super Tipos.

Não, os Super Tipos não.

Ainda não temos nome, mas decididamente não somos os Super Tipos.

Tenho de ir para casa. É tarde.

Fotografia.

Seja qual for o seu nome, a Cidade dos Heróis terá...

uma dívida de gratidão para com estes homens misteriosos.

Espere. É isso.

Somos o Super Esquadrão.

Não!

A aliteração nestas situações soa piroso.

O quê?

Sim, estamos todos muito conscientes que salvaste o dia...

e tenho a certeza que iremos ouvir falar disto o resto das nossas vidas.

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