All language subtitles for S08E10 - Ballad of the Ponderosa

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Original subtitles

Ol�, estranho.

Ol�.

Voc�... Para onde est� indo?

Isso � problema meu, senhor.

Bom, acho que � problema meu tamb�m,

visto que esta � minha propriedade.

Esta � a sua terra, hein?

Isso mesmo.

Bem, eu n�o quis ser rude com o senhor.

Eu cavalguei um longo caminho e acho que a poeira

acabou de secar minha boa educa��o.

Bem...

n�o est� muito gelada, mas est� fresca.

Fique � vontade.

Obrigado, agrade�o.

Este � o caminho para Virginia City?

Sim, logo depois da colina, voc� pega a estrada.

Chegando � bifurca��o, vire � direita.

Qu�o longe �?

Cerca de uma hora de viagem.

� toda a for�a que resta a mim e ao meu cavalo.

Est� planejando ficar em Virginia City?

Sim, pretendo ficar l�.

O tempo que eu levar para fazer o que tenho que fazer.

N�o quis invadir sua propriedade.

Tudo bem.

Descanse seu cavalo pelo tempo que quiser.

Boa sorte.

Igualmente, senhor.

# Eu canto uma m�sica #

# De dor e sangue #

# A Balada da Ponderosa #

# Eu canto sobre um homem morto na lama #

# Embaixo da �rvore de sangue da Ponderosa #

# Doug Preston morreu inocente #

# Balan�ando pendurado contra os c�us #

# Ningu�m disse nada verdadeiro por ele #

# Oh, maldito Ben Cartwright #

# Malditos sejam seus olhos honestos #

S08E10 - A Balada da Ponderosa

Legenda por Susanawho

Juiz, se aprende algo novo todos os dias.

Desde que n�s tr�s almo�amos juntos,

esta � a primeira vez que vejo que nosso Promotor tem senso de humor.

Obrigado, Martha.

Parece que vou precisar de senso de humor.

Se esta cidade continuar t�o pac�fica quanto at� agora,

n�o haver� necessidade de um Promotor de Justi�a.

N�o se preocupe, Dave.

Talvez Ben ou um de seus filhos possam se envolver em alguma encrenca

e ent�o voc� pode se tornar o defensor p�blico.

�, poderia.

Quando Roy Coffee voltar� de suas f�rias?

Daqui a uma semana mais ou menos.

Praticamente tive que apresentar um Mandado contra ele

para obrig�-lo a tirar este m�s de folga.

Aquele velho dur�o. Ele acha que Virginia City simplesmente

n�o pode passar um dia sem ele.

Bem, n�o vamos dizer a ele do bom trabalho

que o Delegado Simms tem feito, hein?

Entretenimento na hora do almo�o.

Esta cidade est� ficando cada vez mais parecida com San Francisco.

Venha pra c�, jovem.

Vejo que achou o caminho sem muitos problemas.

Sim, senhor, achei, sem nenhum problema.

O que gostariam de ouvir, senhores?

Juiz?

Qualquer coisa est� bem pra mim.

Nesse caso, vou tocar uma das minhas preferidas.

# Eu canto uma can��o de dor e �dio #

# De uma cidade cheia de morte e mentiras #

# Doug Preston foi linchado porque mal podiam esperar #

# Oh, maldito Ben Cartwright #

# Malditos sejam seus olhos honestos #

# Frank Stanley foi assassinado em uma noite solit�ria #

# Ben Cartwright chamou a verdade de mentira #

# Doug Preston era o �nico � vista #

# Dave Sinclair disse que ele tinha que morrer #

# O Juiz Borman sentenciou com olhos frios #

# Doug Preston n�o seria libertado #

# N�o h� justi�a sob o c�u carrancudo #

# Apenas sangue nas ra�zes da �rvore onde o enforcaram #

Lamento, senhores.

Parece que escolhi uma m�sica impopular.

Quem � voc�?

Meu nome � Colter. Colter Preston.

Preston.

� um nome bem famoso por aqui, n�o �?

Rapaz, isso foi h� muito tempo.

J� est� esquecido.

Bom, eu n�o esqueci.

Vejam,

eu sou filho de Doug Preston.

Todos voc�s parecem muito interessados na minha m�sica.

E o senhor, Cartwright, quer ouvir mais uma?

Eu pe�o desculpas, cavalheiros.

Tudo bem, jovem, j� chega.

Eu administro este hotel e voc� est� incomodando meus h�spedes.

Espere um minuto.

Sr. Simpson,

acho que o Sr. Sinclair,

o Juiz Borman e eu gostar�amos de ouvir este jovem.

Ora, ora, quem diria?

Os tr�s juntos.

Os tr�s homens respons�veis pela morte do meu pai.

- Eu n�o tenho que ouvir isso. - � verdade, Juiz, n�o precisa.

Por que simplesmente n�o me lincha como fez com meu pai?

Ningu�m queria aquele linchamento.

Mas mesmo assim alegaram que ele era culpado, e isso � mentira.

Outro homem matou Frank Stanley, e esse homem ficou livre,

enquanto meu pai foi linchado por uma multid�o

por um crime que n�o cometeu.

Um homem inocente escaparia da pris�o antes que o julgamento acabasse?

Meu pai tentou fugir porque sabia que n�o teria chance,

com uma suposta testemunha ocular e um Juiz que queria enforc�-lo.

Sinto muito, Ben, pra mim j� chega.

Tudo bem, Juiz, pode correr.

Mas lembre-se, vou continuar cantando essa m�sica.

Paguei meu aluguel neste hotel

e n�o h� lei contra cantar.

Por que est� fazendo isso?

Justi�a, pela mem�ria de um homem inocente.

E n�o tentem me impedir.

Um viol�o n�o � uma arma e cantar n�o � um crime.

Bom dia, senhores.

# Doug Preston correu para salvar sua vida #

# O inocente deveria ser livre #

# Seus gritos assustados pararam tarde da noite #

# Quando o lincharam na grande �rvore de sangue #

# Frank Stanley foi assassinado em uma noite solit�ria #

# Ben Cartwright chamou a verdade de mentira #

# Doug Preston era o �nico � vista #

# Dave Sinclair disse que ele tinha que morrer #

# O Juiz Borman sentenciou com olhos frios #

# Doug Preston n�o seria libertado #

O que est� fazendo aqui, pai?

Ah, pensando.

H� algo errado?

N�o sei.

Lembram que ontem eu...

contei que encontrei um jovem aqui

quando estava voltando para casa?

Fala daquele com o viol�o?

Sim.

Sim, aquele com o viol�o.

Aquele rapaz � filho de Doug Preston.

Sim... Doug Preston, �?

Eu sabia que ele tinha um filho. Foi embora h� muitos anos.

Sim, foi. Sua tia o levou embora logo ap�s seu...

logo depois que seu pai morreu.

Mas ele voltou.

E ele cresceu e se tornou um jovem muito amargo.

Oh, n�o que eu possa culp�-lo depois do que ele passou.

Ele acredita que seu pai era inocente.

Acho que seria muito dif�cil para qualquer garoto...

aceitar o fato de que seu pai era um assassino.

� muito mais do que isso, Joe.

Muito mais.

Ele culpa pela morte do seu pai

o Juiz Borman, Dave Sinclair e eu.

Isso n�o faz sentido.

Voc�s tr�s fizeram mais do que ningu�m

para deter aquele linchamento.

Sim, eu sei.

Mas houve um linchamento.

Se acha que o pai era inocente, n�o sabe que o senhor viu o pai dele

sair correndo do celeiro na noite do assassinato?

Ele se recusa a acreditar.

Se ele n�o acredita na verdade, n�o h� nada que possa fazer.

Bem, eu estava pensando que talvez haja.

Se um de voc�s, rapazes, acreditasse em algo com tanta for�a quanto ele,

tenho certeza que n�o haveria nada que os convencesse.

Acho que irei � cidade

e ver se consigo falar com aquele rapaz de alguma forma.

Eu os vejo � noite.

Tenha cuidado, papai.

Boa noite, Sr. Cartwright.

Sr. Simpson.

O garoto Preston est� no quarto?

N�o, n�o est�...

ele provavelmente ainda est� correndo pela cidade,

cantando aquela m�sica e fazendo esc�ndalo.

Esteve assim o dia inteiro.

Eu lhe garanto, Sr. Cartwright,

que vou expuls�-lo deste hotel assim que ele voltar.

Por qu�?

Ele infringiu alguma lei?

- N�o, mas... - Ele causou algum dano no hotel?

N�o, Sr. Cartwright.

- Coloque-o na cadeira. - Sim.

- O que houve com voc�, garoto? - Algu�m me atacou no beco.

Eu vou chamar um m�dico.

E voc� n�o tem ideia de quem lhe bateu, hein?

J� lhe disse, Xerife. Estava muito escuro para ver.

Algu�m me bateu por tr�s e come�ou a me bater.

Poderia ter sido qualquer um.

N�o tenho muitos amigos nesta cidade, Xerife.

Tem alguma ideia, Ben?

O garoto tem raz�o. Ele n�o tem muitos amigos por aqui.

Ele causou muita inquieta��o desde que chegou,

mas n�o consigo pensar em ningu�m

t�o zangado para fazer isso.

Conhe�o algu�m que ficaria zangado o suficiente.

Quem � esse?

O homem que assassinou Frank Stanley.

Oh, espere a�, rapaz.

Voc� cavalga at� a cidade e canta uma Balada

que faz muitas acusa��es e n�o oferece nenhuma prova.

Oh, vamos, Xerife.

Acha que algu�m me bateu s� para praticar?

Acho que algu�m nesta cidade pensa que estou me aproximando da verdade

e tenta me impedir.

Esperei 15 anos para limpar o nome do meu pai.

A �nica forma de algu�m me deter agora � me matando.

- � um jovem amargurado, Ben. - �.

Ele tem o direito de ser.

Oh, aquele linchamento foi h� 15 anos.

Foi errado, toda a cidade sabe, mas acabou, est� feito agora.

O pai do rapaz seria enforcado de qualquer jeito, ele era culpado.

Sim.

Eu acho que ele era.

Eu tinha certeza na �poca.

- Mas, Ben, a prova... - Sim.

A prova.

Fa�a-me um favor.

Pe�a ao Juiz Borman e Dave Sinclair para me encontrarem no hotel.

� muito tarde, Ben.

Sim, � tarde.

Talvez 15 anos tarde.

Cavalheiros.

Boa noite, Ben.

Obrigado por virem t�o tarde da noite.

S�o bons amigos.

Amigos ou n�o, � melhor que seja importante, Ben.

Bom, eu acho que � importante.

Algu�m espancou o garoto Preston esta noite.

Sim, o Xerife nos disse.

Mas, francamente, n�o estou surpreso, Ben.

O rapaz andou procurando encrenca.

Faz parte da natureza humana, Ben.

As pessoas n�o querem ser lembradas do linchamento,

ent�o atacam tudo o que traz � tona a mem�ria.

Essa � uma possibilidade.

Qual � a outra?

Bem, eu tenho um... talvez seja loucura, mas...

estou com o estranho pressentimento de que talvez...

algu�m esteja tentando manter o rapaz quieto

para se proteger.

Juiz, gostaria de rever os autos do julgamento.

Mas foi um caso encerrado, Ben.

Voc� mesmo viu Doug Preston sair do celeiro ap�s o assassinato.

Voc� n�o tinha d�vidas h� 15 anos.

Eu sei que n�o tinha.

Eu sei.

Mas aquele garoto foi espancado esta noite.

Juiz...

talvez tenhamos omitido alguma coisa no julgamento.

Acho que devemos isso a n�s mesmos e ao garoto Preston para garantir

que nada foi subestimado.

Bem... se voc� se sente t�o decidido sobre isso, Ben...

Eu sinto.

Sinto, Juiz.

Eu vou ficar na cidade.

Podemos come�ar a revisar os autos logo pela manh�,

se estiver bom para voc�s.

Est� bem.

Boa noite, Ben.

Eu o verei pela manh�.

Sr. Simpson, ficarei aqui esta noite.

Posso ficar no meu quarto de sempre?

Certamente, Sr. Cartwright.

Aqui est�, senhor. Espero que n�o haja problemas.

Espero que n�o.

Boa noite.

Harold.

O que est� fazendo acordado a essa hora da noite?

Mam�e n�o conseguia dormir.

Ela estava sentada perto da janela e o viu entrar no hotel.

Ela queria falar com o senhor.

Sobre o garoto Preston?

Sim.

- Ela sabe quem ele �? - N�o, mas ela o ouviu cantando.

Olhe, se pudesse subir e falar com ela,

dizer-lhe que est� tudo bem...

tenho certeza que ela poderia dormir ent�o.

Sim, claro.

M�e, Ben Cartwright est� comigo.

Ben!

Obrigada por vir me ver. Sente-se.

Obrigado, Lisa.

Bem... ouvi dizer que voc� n�o tem se comportado.

Voc� n�o tem descansado tanto quanto deveria.

Vou descansar, vou descansar.

Eu s� queria falar com um velho amigo por alguns minutos.

� bom v�-la.

Quem � aquele rapaz?

Aquele com o viol�o. Quem � ele, Ben?

S� um rapaz com um viol�o.

N�o h� raz�o para voc� se incomodar com isso.

Eu continuo dizendo isso a ela, Sr. Cartwright.

Sempre h� uma raz�o.

Doug Preston foi enforcado pelo assassinato de meu marido.

Ben, quem � esse rapaz?

Bem, voc� parece determinada

a descobrir sobre isso.

Ele � o filho de Doug Preston.

O filho de Doug Preston.

Sim.

Acho que a cidade se esqueceu daquele garoto.

Sim, imagino que a maioria da cidade tenha esquecido.

Voc�...

voc� o ouviu cantando.

Ele est� convencido de que...

que seu pai n�o matou Frank.

E...

ele s� veio aqui para descobrir quem fez isso,

se mais algu�m o fez.

Voc� acha que foi outra pessoa?

N�o, acho dif�cil acreditar que tenha sido outra pessoa, mas...

bem, algu�m espancou aquele rapaz esta noite.

Por qu�?

Viu o que causei lhe contando?

N�o, voc� ajudou me contando.

� pior imaginar e n�o saber.

A gente imagina tantas coisas.

Sim, isso � verdade.

Com certeza � verdade.

Agora, Lisa, tenha uma boa noite de descanso.

Obrigada, Ben, pode deixar.

- Boa noite. - Boa noite.

Eu n�o gosto desse violonista.

Voc� n�o � o �nico que n�o gosta dele, Hank.

Ele n�o tem o direito de cantar sobre o pelot�o.

N�o me importa se ele � filho de Preston.

Era um bom pelot�o.

Fizemos o que t�nhamos que fazer.

Eu estava nele.

Na verdade, voc� tamb�m, n�o �?

Sim, claro que estava nele.

Ei, voc�!

N�o queremos mais ouvir suas can��es.

Na verdade, n�o queremos mais voc� por aqui.

Olhe para mim quando estou falando com voc�!

N�o queremos o filho de um assassino fedorento perambulando nesta cidade!

V�o brigar l� fora!

Esperem, fiquem longe do bar...

V�o brigar l� fora!

V�o brigar l� fora!

- Desculpem o atraso, senhores. - Est� tudo bem, Ben.

Talvez tenha sido desnecess�rio agora.

O que isso significa?

O Xerife veio nos ver h� alguns minutos.

Ele teve que prender o garoto Preston ontem � noite.

Parece que ele se meteu em uma briga no bar

e fez um �timo trabalho destruindo tudo.

Ele n�o p�de pagar os danos, ent�o o Xerife vai deix�-lo

se acalmar por algumas horas

e depois escolt�-lo para fora da cidade.

E ser� uma boa viagem.

Se o menino vai embora ou n�o,

n�o vai mudar nada para ele ou para n�s.

Temos que fazer o rapaz ver...

Ver o qu�? Que a evid�ncia � correta?

Ben, Preston era culpado da acusa��o.

Todos concordamos com isso h� 15 anos.

Sim, Dave, n�s concordamos.

Mas talvez estiv�ssemos um pouco ansiosos.

Se voc� se lembra, o homem que est�vamos julgando

j� havia sido executado.

Bem, irei ao escrit�rio do Xerife

e verei o que posso fazer pelo rapaz.

Enquanto isso, voc�s v�o come�ar a revisar as evid�ncias?

Est�vamos fazendo isso, Ben.

- Vamos continuar. - Obrigado.

Tudo bem, garoto, sua fian�a foi paga.

Est� livre para ir embora.

Quem pagou?

O Sr. Cartwright.

Filho, tenho trabalho para voc� e um lugar para ficar, se quiser.

Est� me oferecendo um emprego?

Por que n�o?

Sempre h� lugar para um pe�o extra na Ponderosa.

E parece que tem experi�ncia com gado, filho.

Acha que eu seria tolo o suficiente para aceitar?

Eu cavalgaria at� a Ponderosa com o senhor, mas nunca voltaria.

Por que n�o me deixa voltar a prend�-lo, Ben?

Deixe-me a s�s com ele por um minuto, est� bem?

Filho... filho, gostaria de ser seu amigo.

Mas acho que voc� n�o acredita nisso, n�o �?

Tem raz�o, n�o acredito.

Mas voc� quer saber sobre seu pai, n�o �?

Se ele era culpado ou inocente?

Eu tenho o Juiz e o Promotor

trabalhando nas evid�ncias,

caso tenhamos perdido alguma coisa 15 anos atr�s.

Est�o fazendo isso?

Eu quero a verdade tanto quanto voc�.

Eu n�o acredito.

Tudo bem.

Espere um minuto.

Eu vou com o senhor.

Mas n�o espere nenhum agradecimento pelo que est� fazendo.

Esta cidade ainda assassinou meu pai

e o senhor faz parte desta cidade.

Qual � o nome de seu filho?

Adam.

Ah, sim, Adam.

- Ele toca muito viol�o? - Oh, sim.

O tempo todo.

Sentimos falta disso.

Voc� est� convidado a us�-lo enquanto estiver aqui.

Muito obrigado.

Eu nunca tive um t�o bom.

Onde voc� aprendeu a tocar?

Sozinho.

Eu costumava ouvir meu pai, quando eu era bem pequeno.

Ele era um �timo violonista.

Compunha mil m�sicas por hora.

Voc� parece ter o mesmo dom.

Oh, n�o.

Todas as can��es do meu pai eram alegres.

Aposto que voc� poderia inventar uma m�sica feliz, se tentasse.

Bem, h� uma coisa que eu teria que descobrir primeiro.

O que �?

Como � se sentir feliz.

Bom, pode se refrescar.

Vejo voc� no jantar.

Hop Sing, isso estava delicioso.

Voc� se superou novamente.

O jovem n�o gosta.

Ele come menos que passarinho.

Estava bom, eu s� n�o estava com muita fome.

N�o se preocupe.

O Sr. Hoss terminar� com tudo de qualquer maneira.

Ele � o �nico que come bem.

Hop Sing fica em frente ao fog�o quente o dia todo.

Ningu�m come.

Em breve, Hop Sing pede demiss�o.

N�o o decepcione.

Sr. Cartwright, o senhor disse algo sobre rever aqueles autos.

Sim, na verdade, o Juiz Borman

e Dave Sinclair trabalharam neles o dia inteiro.

Vou me juntar a eles amanh�.

Eu certamente gostaria de ver esses autos.

Acho que seria uma boa ideia.

Vou lhe dizer, vamos juntos � cidade logo pela manh�.

Papai, pensei em ir � cidade amanh� de qualquer maneira.

H� algo que eu possa fazer?

Sim, pode pedir a Dave Sinclair para trazer

uma c�pia dos autos com ele, para o rancho.

Ei, eu vou com voc�, para que voc� n�o se perca.

Tem muito trabalho para voc� fazer aqui amanh�.

E n�o tente se safar disso.

Bem, nesse caso, acho que vou dormir.

Eu os verei de manh�.

Acho que vou dormir tamb�m, pai. Boa noite. Boa noite, Colter.

- Boa noite. - Boa noite, Hoss.

Acho melhor ir dormir tamb�m.

N�o dormi muito naquela cadeia ontem � noite.

Colter... h� algo que eu...

gostaria de lhe perguntar.

N�o sei bem como coloc�-lo.

Bem, suponho que a melhor forma � ser direto,

de homem para homem.

O que lhe deu tanta certeza...

todos esses anos...

que seu pai era inocente?

Porque ele me disse.

E meu pai n�o mentiria para mim, Sr. Cartwright.

Ele disse que era inocente

e acreditei nele, do fundo do meu cora��o.

Bem... um de n�s deve estar errado.

Tem que ser.

E... esse vai ter que...

encarar a verdade... e aceit�-la.

Sim, eu sei disso, Sr. Cartwright.

Eu sei.

A que horas acha que eles chegar�o, Sr. Cartwright?

J� deveriam estar aqui agora. Por volta das 11:00hs, eu acho.

Essa � realmente uma bela pe�a.

Sim, voc� tem um bom olho, jovem.

Sabe quem me deu isso?

O pr�prio Sam Colt.

Isso � uma beleza.

Nunca vi uma cole��o t�o bonita quanto a sua.

Sim, � muito boa.

Esta � uma pe�a interessante. � uma Blunderbuss belga.

E aquelas do meio ali,

s�o duas pistolas inglesas.

Essas s�o as pistolas dos bucaneiros l� em cima.

Sim, os piratas costumavam coloc�-las em seus cintos.

Ah, eu acho que eles est�o vindo.

Deixe-me ver isso...

Pai!

Aqui!

Pai, o que aconteceu?

Colter atirou em si mesmo por acidente.

Pegou de rasp�o, mas acho melhor lev�-lo para ver o Dr. Martin.

Pegue �gua quente, sim?

N�o poder� mentir para escapar desta vez, Cartwright.

Ele tentou me matar!

Ouviram? Ele tentou me matar!

Hank, o que aconteceu? O que � toda a agita��o?

Est�o com Ben Cartwright l� dentro.

Ele tentou matar o sujeito cantor.

- Ben Cartwright?! - Voc� me ouviu.

O garoto est� acusando-o de tentativa de homic�dio.

Ei, Hoss, espere a�. O que est� acontecendo?

Eles o prenderam, Joe?

Olhe, rapazes, n�o podemos dizer nada. �...

Fizemos uma pergunta simples. Qual � a diferen�a?

Vai sair no jornal, n�o �?

Se estiver no jornal, pode ler sobre isso.

M�e, n�o entendo por que est� t�o nervosa.

J� lhe disse pela d�cima vez, n�o estou tentando esconder nada.

Durante 15 longos anos, sentei-me � janela, Harold,

observando a rua l� embaixo.

Eu vi coisas que ningu�m jamais viu.

Eu sei coisas sobre esta cidade que ningu�m jamais saber�.

Esta tarde, vi Ben Cartwright e seus dois filhos

cavalgando at� a cidade

com o filho de Doug Preston e Dave Sinclair.

Eu os vi entrar na pris�o.

Mas n�o vi Ben Cartwright sair.

Diga-me, Harold.

M�e, sabe o que o m�dico disse sobre ficar chateada.

Diga-me, Harold.

Tudo bem.

O filho de Doug Preston acusou Ben Cartwright de tentar assassin�-lo.

Obrigada, Harold.

Eu s� estava tentando poup�-la do desgosto.

Tudo vai passar.

Sim, � claro.

N�o acha que deveria ir para a cama agora?

N�o, n�o.

V� para o seu quarto.

Eu s� quero me sentar aqui mais um pouco.

# A verdade se perdeu por 15 anos #

# Ben Cartwright cavalgou alto e livre #

# Mas agora seus filhos compreender�o minhas l�grimas #

# Como seu pai balan�ar� pendurado em uma �rvore #

# Eu canto uma m�sica de dor e sangue #

O senhor vai morrer...

Sr. Cartwright, vai morrer assim como meu pai morreu.

Est� dizendo que s� porque � Ben Cartwright,

- n�o poderia acontecer? - N�o disse que n�o poderia acontecer.

S� disse que n�o acho que fez.

O que o rapaz diz faz sentido para mim.

Ben o espancou para assust�-lo

e quando n�o funcionou, ele tentou mat�-lo.

Quem voc� acha que �, o juiz?

Eu tenho o direito de dizer o que penso.

Nem todos aqui acham que os Cartwrights sejam t�o puros como voc�.

Para ter tanto, � preciso pisar em algu�m ao longo do caminho, isso � um fato.

Por que ele levou o rapaz para o rancho?

- Pode explicar isso? - Cale-se, sim?

E ent�o, Sr. Cartwright, o senhor...

n�o s� pagou a fian�a para este rapaz,

mas foi ainda al�m e...

convidou-o para ir ao rancho.

Pode explicar por que fez isso?

Bom, eu...

eu me senti mal pelo rapaz.

Ele era, me parecia, um jovem amargurado...

que estava se destruindo, pensei,

por causa de uma ideia equivocada com a qual conviveu por 15 anos.

Eu n�o cometi nenhum equ�voco. J� provei o que vim buscar aqui.

Continue, Sr. Cartwright.

Eu... imaginei que se pudesse...

chegar at� Colter,

chegar at� sua mente,

dar-lhe uma vida familiar,

algo que eu acho ele n�o teve a chance de ter antes,

ter pessoas ao seu redor que...

que n�o estivessem cheios de �dio.

Quando diz: ter pessoas ao seu redor,

est� falando de seus filhos?

Sim, essa foi... essa foi a minha inten��o.

No dia em quest�o,

seus filhos estavam presentes?

- N�o, senhor, n�o estavam. - E o senhor e Colter Preston

estavam sozinhos na Ponderosa?

Sim, senhor, est� correto.

Ele at� mandou Little Joe fazer tantas tarefas do outro lado do rancho

e enviou Hoss � cidade em algum tipo de miss�o.

N�o havia sequer um empregado no local.

Jovem, voc� permanecer� em sil�ncio at� ser interrogado

ou eu darei instru��es ao Xerife

para remov�-lo do Tribunal e prend�-lo por desacato.

Agora, Sr. Cartwright,

na noite do ataque anterior,

o senhor admite ent�o que...

que estava na cidade,

que estava nas proximidades do local do ataque

e na hora exata em que aconteceu?

Isso mesmo.

Ent�o, o senhor poderia ter sido o homem que deu

uma surra em Colter Preston?

Se est� se referindo � hora e ao local,

sim, eu poderia ter feito isso, mas n�o o fiz.

Mas poderia ter feito.

Ele j� respondeu � pergunta.

Que tipo de audi�ncia � essa?

S� vai ouvir o que quer ouvir?

Este � o tipo de julgamento que deram ao meu pai?

Ordem! Ordem!

Lisa!

Ela insistiu, Juiz.

Eu n�o pude det�-la.

N�o perde nem um pouco, n�o �, Cartwright?

Trazendo a vi�va do homem assassinado

para que tenham pena voc�!

- Sente-se! - Tenho o direito de falar!

Qual � o problema, Cartwright, tem medo da verdade?

Viu meu pai saindo do celeiro naquela noite, ou ele viu voc�?

Delegado, sente esse rapaz naquela cadeira.

N�o � verdade, Cartwright? V� em frente!

Tudo bem, vamos, rapaz. Sente-se.

- Vou sentar. - Sente-se e comporte-se.

Se ele se levantar ou abrir a boca de novo,

tire-o daqui e prenda-o.

Droga, Dave...

simplesmente n�o faz sentido.

Se papai pretendia atirar em Colter,

por que esperou at� chegarmos l� para ver?

A testemunha, por favor, responda � pergunta do Promotor.

Eu repito...

assim que chegamos, ouvimos um tiro.

Corremos para dentro da casa.

Ben Cartwright estava l�.

Colter Preston estava segurando um lado.

Ele foi ferido por um tiro.

Bem, Hoss?

Fale, Hoss.

N�o foi assim que aconteceu?

Sim, foi isso mesmo.

Voc� ter� que falar para que o Tribunal possa ouvir.

Eu disse que sim, est� certo.

Merit�ssimo, em vista das evid�ncias,

pe�o que Ben Cartwright

seja acusado de agress�o

e ataque com arma letal

com inten��o de matar.

Ben... se voc� tem algo a dizer...

se voc� tiver outra linha de defesa...

Ben, sua �nica defesa, at� agora, tem sido

sua convic��o de que o rapaz est� mentindo.

Ele est� mentindo, Juiz.

Ele pode n�o saber que est� mentindo, mas est�.

- Por favor, m�e! - Ordem!

Como pode ter tanta certeza, Lisa?

Porque meu filho e eu vivemos com uma mentira por 15 anos.

M�e, n�o vou deix�-la fazer isso.

Vai me deixar, Harold.

De certa forma, ser� como sair da pris�o.

Deveria ter sido dito h� 15 anos.

Deveria ter sido dito na noite em que meu marido foi morto.

Eu estava no celeiro naquela noite, Ben.

Isso � o que voc� n�o viu.

Doug Preston e eu est�vamos no celeiro e meu marido entrou.

Meu marido era um homem violento.

Voc� sabia disso, Ben.

Mas, pelo meu bem, voc� tentou ignor�-lo.

Mas voc� sabia disso.

Tinha outras mulheres, bebia muito...

Eu estava apavorada com o que ele poderia fazer com meu filho

em uma de suas crises de embriaguez.

Eu precisava de algu�m que me entendesse,

que me desse carinho.

N�o quer�amos que acontecesse, mas nos apaixonamos.

Planejamos fugir juntos,

levar nossos dois filhos conosco.

- Ela est� mentindo! - Delegado.

Meu pai ia me levar com ele.

Ele teria me contado se tivesse interesse nesta mulher.

� uma mentirosa, mulher!

Frank come�ou a suspeitar de n�s.

Est�vamos no celeiro naquela noite e Frank entrou.

Houve uma discuss�o horr�vel.

Doug Preston sacou sua arma e atirou.

N�o! N�o foi assim!

Doug saiu correndo do celeiro. Foi quando Ben o viu.

Eu me escondi no feno e vi Ben entrar e...

se aproximar do meu marido, morto ali.

Doug estava com medo.

Ele era culpado e estava com medo.

Ele me disse que ia tentar fugir da pris�o,

e eu o encorajei.

N�s nos encontrar�amos em algum lugar.

Eu disse a ele que cuidaria de seu filho, Colter,

mas ele queria o filho com ele.

Se ele n�o tivesse passado naquela noite para pegar o filho,

o pelot�o nunca o teria pego.

N�o minta, Colter. Por favor, n�o minta.

J� n�o foram muitas vidas arruinadas por mentiras?

Voc� tem algo a dizer agora, Colter?

Eu menti.

Eu atirei em mim mesmo.

E a outra surra, no beco?

Eu tamb�m fiz isso.

Eu apenas bati minha cabe�a contra a parede,

fingindo que estava batendo minha cabe�a contra Ben Cartwright,

arrancando a verdade dele.

Precisava saber a verdade. Eu precisava saber a verdade!

Bom, agora voc� sabe.

As acusa��es contra Ben Cartwright foram retiradas.

A Corte encerra a sess�o.

Meu pai mentiu para mim.

Ele disse que era inocente.

E... se eu n�o tivesse realmente acreditado nele, eu...

n�o teria causado tantos problemas a ningu�m,

especialmente � senhora.

Ele mentiu para voc� porque o amava.

Esque�a a mentira, lembre-se do amor.

� disso que eu me lembro.

Era isso que eu estava tentando proteger.

Acho que Lisa disse a ele o que aconteceu.

Algum dia o �dio desaparecer�

e ele se lembrar� apenas do amor.

Sabe, uma vez ele me disse que ele...

nunca cantou uma can��o alegre,

porque ele n�o sabia como.

Talvez ele o saiba agora.

Eu certamente espero que sim.

Vamos.

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