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Original subtitles

Bem-vindos ao Last Week Tonight.

Eu sou John Oliver. Muito obrigado pela companhia.

Foi uma semana cheia.

Andrew Cuomo será candidato a prefeito de Nova York,

um morango de $19 viralizou nas redes sociais,

e na Califórnia, a feira de carros do Vale do Silício apresentou algo

que parecia incrível:

Não faltam carros impressionantes aqui, com tecnologias inovadoras.

Mas um dos que mais chamam atenção é o carro voador Alef.

É um veículo elétrico com uma função extra

que nenhum outro tem.

Ele pode decolar verticalmente e voar.

Certo, primeiro, vamos falar do carro.

Ele é meio decepcionante.

Quando eu imaginava como seriam os carros voadores no futuro,

eu imaginava pequenos foguetes com bancos de couro e geladeiras,

e não um que parece um Relâmpago McQueen que foi cancelado

e se reinventou começando a própria marca de energéticos.

Quanto a esse cara,

se ele chegasse em mim e oferecesse uma viagem em um carro voador,

eu presumiria que ele quer vender MD, e de má qualidade.

E se ele parece um DJ fajuto que se chama de DJ Wizard

e lançou a música Sex Machine com 115 visitas no YouTube em nove anos,

é porque foi exatamente isso.

E saibam que ao menos 50 visitas fomos nós essa semana,

vamos escutar um pouco:

Eu sou a máquina sexual

Quem você pensa que é?

Eu sou a máquina sexual

Eu vou te levar para longe.

Legal. Mas...

Sabe quem não precisa avisar que é uma máquina sexual?

Uma máquina sexual.

Uma verdadeira máquina sexual é respeitosa, profissional

e focada no seu programa semanal de televisão.

É claro, eu estou falando de Noah Wyle.

E se você está com dúvidas quanto ao carro voador,

saibam que eles deram acesso limitado à mídia,

com ênfase no limitado:

A NBC News teve acesso exclusivo

para ver o modelo conceitual com nossos próprios olhos.

E o vimos decolar, passar por outro carro e pousar.

Mas mesmo com a magia do momento, nós tivemos restrições.

Tivemos que filmar a meio campo de futebol de distância,

e não vimos o motorista entrando ou saindo do veículo.

É, 50 metros de distância e sem motorista visível.

Isso é mesmo um carro voador, ou um drone disfarçado de carro?

Porque eu tenho tanta fé nisso me transportando com segurança

como tenho na Delta Airlines.

Enquanto isso, o governo Trump teve outra semana de terror.

Eles lançaram um vídeo gerado por IA mostrando o futuro de Gaza,

com um Elon Musk mais humano que o real comendo húmus,

estátuas douradas de Trump

e Trump e Netanyahu bebendo e mostrando os peitos na piscina.

Mas ainda não foi a coisa mais chocante da Casa Branca nesta semana.

Essa seria a reunião desastrosa de sexta com Volodimir Zelenski

no Salão Oval,

que virou um desastre quando JD Vance sugeriu que a Ucrânia fosse diplomática.

Zelenski explicou que a Rússia já tinha rompido um cessar-fogo,

e as coisas só pioraram a partir daí:

Você não tem as cartas que precisa agora.

Eu não estou jogando cartas. Isso é sério, Sr. Presidente.

- Você está jogando cartas. - Sou um presidente em uma guerra.

Está apostando com as vidas de milhões de pessoas.

Está apostando com uma terceira guerra mundial.

O que está fazendo é desrespeitoso com este país.

Eu os respeito.

Que apoiou vocês muito mais do que falaram que deveríamos.

- Você já agradeceu alguma vez? - Muitas vezes.

A reunião desastrosa acabou, a coletiva de imprensa foi cancelada

e Zelenski e a equipe foram tirados da Casa Branca.

O Secretário de Estado disse: "Voltem quando quiserem a paz".

Trump então foi passar o fim de semana na Flórida após falar o que pensa.

Isso vai ser ótimo para a televisão, eu já posso dizer.

Depende, ver o presidente cagar em um aliado mais fraco

por não querer ser conquistado enquanto o vice-presidente capanga

tenta lamber o rabo dele estando no sofá do lado

é bom para a televisão?

Eu diria que é bom para bater na TV com um martelo até a dor passar,

mas podemos discordar respeitosamente.

Todo o espetáculo foi terrível.

A embaixadora da Ucrânia nos EUA estava com as mãos na cabeça,

Marco Rubio parecia tentar afundar no sofá,

e para deixar claro, Zelenski agradeceu aos EUA e aos estadunidenses

ao menos 33 vezes,

o que me parece suficiente.

Ele não deveria ser mandado agradecer o tempo todo,

ele é um presidente em guerra,

não uma criança abrindo um presente da vovó.

Estamos gravando no sábado, então quem sabe o que vai acontecer,

mas na sexta à noite, ao sair da Casa Branca,

Trump mandou esse recado para Zelenski:

Ele precisa dizer: "Eu quero a paz".

Não pode ficar falando: "Putin isso, Putin aquilo",

só coisas negativas.

É, o que o Putin fez ao Zelenski

além de matar dezenas de milhares de pessoas

e causar danos incontáveis ao país dele?

Ele não pode falar uma coisa boa?

Como suas bochechas são fofinhas como dois rolinhos havaianos,

ou como esse cavalo não se matou depois dessas fotos.

Não é tão difícil ser gentil!

Mas os desastres desse governo não são só internacionais.

Eles também continuam com os cortes draconianos

ao orçamento doméstico e servidores do Estado.

O problema não é só quem sai do governo, é quem entra.

Como o FBI.

Semana passava, Kash Patel, fotografado aqui enquanto cagava,

ou via o parto de uma girafa, foi confirmado como diretor do FBI.

Já falamos dele antes no programa.

Ele trabalhou no primeiro governo Trump e virou uma personalidade na direita.

Ele escreveu vários livros infantis sobre um mago chamado Kash

que tenta salvar o rei Donald de inimigos políticos,

como Hillary Queenton.

E ele escreveu suas memórias com o título "gângsteres do governo",

o que virou um filme produzido por Steve Bannon

e estrelado por Patel.

E já podemos dizer oficialmente que ele não ganhou um Oscar.

E depois de tomar posse como diretor do FBI,

nem ele parecia acreditar:

Antes de tudo, nós estivemos com o presidente Trump

e eu quero agradecê-lo.

Sei que ele não está aqui, mas que jornada a nossa.

Que guerreiro e líder corajoso ele é.

E a fé e a confiança que ele tem em mim para comandar o FBI

é a maior honra da minha vida.

Isso é uma loucura do cacete!

É, realmente, é uma loucura do cacete

É loucura ter um diretor do FBI que nunca trabalhou no FBI

e foi ao menos sete vezes em um podcast que nega o Holocausto

e elogia a Hitler,

e que quando Trump sugeriu como vice-diretor do FBI

no primeiro mandato, Bill Barr disse: "Por cima do meu cadáver".

Mal sabia ele que o único critério para as novas indicações de Trump seria

se vão matar Bill Barr.

Patel começou, previsivelmente, de forma caótica.

Fez uma videochamada com chefes do FBI onde lançou tantas mudanças

que os funcionários não sabiam se era tudo sério,

disse não gostar de reuniões e saiu para atender outra ligação,

disse que pretendia passar muito tempo em Las Vegas, onde ele mora,

e ainda disse que quer uma parceria entre o FBI e o UFC.

Mas a maior loucura foi a escolha dele como vice-diretor:

Dan Bongino será vice-diretor do FBI.

Não precisa de uma confirmação do Senado,

e parece que também não precisa de experiência no FBI.

Dan Bongino tem um exército de seguidores.

Milhões de ouvintes dele no rádio e via podcast

que compartilham a devoção pelo presidente Trump,

suas teorias da conspiração sobre as eleições de 2020

e o compromisso dele em sacanear os liberais.

O novo cargo de Bongino foi anunciado horas após um grupo de agentes do FBI

ter pedido a Patel para escolher um agente ativo do FBI,

como é o caso há 117 anos.

Sim, os agentes pediram a Patel para escolher um veterano do FBI.

Parece que ele disse que faria e depois escolheu Dan Bongino.

É como uma mãe prometendo um mágico para o aniversário

do filho de oito anos,

para depois contratar Ken Burns.

Que porra é essa, mãe?

Foi o contrário do que concordamos!

E para ficar claro, é um trabalho bem importante.

Para alguns oficiais do FBI, é mais importante que o do diretor,

porque o vice comanda operações, supervisiona os agentes de campo

e lida com os dados mais sensíveis do governo federal.

Mas Bongino é ex-agente do Serviço Secreto

e apresentador da NRA TV e Fox News.

Ele não parece nada qualificado.

Ele continua apresentando o podcast dele,

e é difícil resumir como ele é, mas esse vídeo mostra bem:

Não é mais uma dúvida séria

que o FBI, o governo e os Democratas

fraudaram as eleições de 2020.

Não temos mais dúvidas.

Quer que paremos de reclamar de fraude eleitoral?

Tem um jeito rápido: Não fraudem eleições!

É só uma ideia.

Certo, vou falar logo.

O programa de hoje é patrocinado por nossos amigos do My Patriot Supply.

Pessoal, boas notícias.

Está ainda mais fácil se preparar para essa economia atual,

para a inflação, falta de comida e o que for.

É, Bongino é só uma versão leve de Alex Jones.

Ele grita teorias de conspiração enquanto vende suplementos

e provisões para o apocalipse,

mesmo que ele não pareça animado em vendê-las.

Ele falou: "Certo, vou logo"

com o tom de um zelador de escola

quando precisa limpar vômito na quadra.

E sinceramente, me sinto mal pelos amigos dele do My Patriot Supply.

É difícil assustar as pessoas para que elas comprem

comprimidos antirradiação, cartas de baralho comestíveis

e um balde de café de sobrevivência.

E o site deixa claro: "Não gosta de café?

Não importa, é um item valioso para negociações ou trocas."

O que é ótimo, não é?

Ninguém quer comprar um balde de café para o apocalipse

e depois perceber que nem gosta de café.

E quando ele disse que o FBI fraudou a eleição, não foi só uma vez.

Ele passou anos reclamando que o FBI é agressivo contra conservadores

e permissivo com os Democratas.

E ele propôs várias vezes uma solução para isso,

e com certeza os novos funcionários dele vão adorar:

O FBI precisa ser desfeito.

É uma instituição completamente falha.

Temos que parar de palhaçada e de enrolação,

temos que desfazer o FBI.

Existe corrupção profunda e sistêmica no FBI,

não tem conserto.

A agência está falida, precisa ser desfeita e ponto.

Decidido, o martelo foi batido, muito obrigado.

Espera, você não pode ter um martelo de juiz.

Quem você acha que é, porra, o excelentíssimo juiz Steve Harvey?

Mas sendo justo, eu entendo o apelo.

Uma batida de martelo faz tudo parecer mais oficial.

Eu vou mostrar, olhem.

Dan Bongino parece um pai em um jogo dos filhos

que está prestes a ser preso.

Decidido, o martelo foi batido.

Parece um Joe Rogan congelado. Decidido, caso encerrado.

Não podem discutir comigo,

porque fiz meu palitinho fazer "bum, bum".

E eu não sou fã do FBI ou de como eles operam.

Ele tem muitos problemas.

Mas há preocupação de que Bongino vá usar como instrumento

contra o que ele considera os inimigos dos EUA.

Basicamente, qualquer um à esquerda dele.

E agora ele é o vice-diretor, trabalhando para esse desgraçado.

Não tem nenhum freio.

Parece que cada decisão desse governo,

cada corte, cada chilique, cada escolha de funcionário

só deixa claro que nosso governo e suas principais agências

estão nas mãos de gente querendo usar para os piores propósitos.

O que não é só assustador.

Citando o novo diretor do FBI, "é uma loucura do cacete".

E agora, isso:

E agora, as ligações da C-Span de pessoas com opiniões

sobre a regra de uma vez a cada 30 dias.

Vamos falar com Alexis de Wilmington, Carolina do Norte,

na linha independente.

Alexis, bom dia.

Bom dia para vocês, obrigada por me atenderem.

Se passaram exatamente 30 dias, estou feliz por participar.

Bill, de Waycross, Georgia, na linha dos Democratas. Alô.

Bom dia. Eu...

É difícil esperar 30 dias. Eu enlouqueço.

Obrigado por me atenderem,

mas vocês me fazem esperar muito.

Eu tenho que esperar 30 dias.

Bom dia, obrigada por me receberem.

É muito difícil esperar 30 dias.

Aqui é o Joe. Você me conhece.

Eu o conheço bem, Joe.

Você liga a cada 30 dias, que é quando se pode ligar.

Oi, George. Bom dia. Já se passaram 30 dias?

- Sim, senhora. Liguei em 31 de março. - Certo.

- Greta, bom dia. - Bom dia.

É o seu amigo George.

Sabe o que eu preciso perguntar.

Sobre as chuvas do último mês. XXX

Obrigada, George. Você liga a cada 30 dias?

Vocês poderiam mudar a regra de 30 dias para as ligações?

Essa regra existe desde que eu estou neste programa,

ela costuma funcionar bem.

Você já ligou antes?

Já.

Vamos pedir para não fazer isso.

Eu tenho 77 anos...

Espere, antes de continuar, quando disse que ligou antes,

você quis dizer hoje?

- Isso. - Sinto muito, vamos parar por aí.

Espere, você já ligou hoje?

Já.

Certo, vamos parar por aí, sinto muito.

Eu amo a C-Span.

E obrigado pelo lembrete de ligar só a cada 30 dias.

Se ligou há menos tempo, nem tente, sabemos quem você é.

Obrigado pela gentileza de seguirem as regras, como Debbie falou.

E AGORA

Continuando.

O tema de hoje é sobre restaurantes,

uma das coisas mais idiotas que compramos com o dinheiro da HBO,

empatado com a saqueira de Russell Crowe, esse bolo gigante

e a diária de gravação de Armie Hammer.

Três dias mais transporte, a propósito. Não temos muito a dizer.

Mas especificamente vamos falar sobre gorjetas.

Não temos as visto só em restaurantes, e isso está irritando as pessoas:

Eu estou comprando uma cadeira pela internet

e perguntaram se quero deixar uma gorjeta.

Agora pedem gorjeta no drive-thru?

O aeroporto de Nova Jersey me pediu para deixar gorjeta

no autoatendimento.

Eu dou gorjeta para mim? Eu que fiz tudo. É para quem?

Compramos frozen yogurt ontem. E você se servia.

Quando fui pagar, o caixa falou: "Vou só fazer uma pergunta".

A pergunta era quanto de gorjeta eu queria deixar.

Por que eu ia deixar gorjeta? Eu me servi!

Eu peguei o pote, eu abaixei a alavanca,

eu até joguei os pedacinhos de biscoito.

Se alguém merece uma gorjeta, sou eu!

Certo, certo, primeiro, ninguém deve ficar tão bravo

por causa de frozen yogurt.

É sorvete para pessoas que se odeiam.

Dito isso, eu concordo que você deveria poder se dar gorjeta

quando faz um bom trabalho.

Na verdade, vou começar hoje.

Vou botar um dinheiro nesse pote quando eu fizer uma boa piada

ou um ponto importante.

Fiquem vendo.

A questão é que as pessoas estão furiosas com tantos pedidos de gorjeta.

É o pior encontro público com um iPad,

fora o cara vendo pornografia no ônibus.

De fato, três a cada quatro pessoas

acham que as gorjetas saíram do controle.

Muitas pessoas falam sobre gorjetas em lugares estranhos.

Uma mulher disse que pedem gorjetas onde ela paga a hipoteca.

Outra conta que quando rebocaram o carro dela,

ela foi buscar e, na hora de pagar,

apareceram opções para deixar uma gorjeta.

E pedirem gorjeta depois de rebocar o seu carro pode parecer loucura,

até virem esse TikTok de um café totalmente automatizado:

ISSO ESTÁ FORA DE CONTROLE

Você quer gorjeta? Isso é sério?

Acho que todos concordamos que isso é ridículo,

essa máquina com olhos não quer uma gorjeta.

Ela só quer a liberdade da morte e ser recebida no Reino dos Céus.

Mas fique sabendo, robô, isso nunca vai acontecer.

Você não vai para o céu e sabe o motivo, repitam comigo.

Não foi batizado!

Exato, é isso aí, aproveite o inferno de robôs.

Vai descer e vai ficar lá.

A questão é que não estão errados em achar que pedem mais gorjetas.

Mas por mais que seja frustrante,

muita gente depende de gorjetas para sobreviver.

O assunto foi central ano passado, quando Trump fez essa promessa:

Eu vou eliminar os impostos sobre gorjetas para trabalhadores

de restaurantes e hotéis, e qualquer um que dependa de gorjetas.

Chega de impostos sobre gorjetas.

Sem impostos sobre gorjetas.

Nenhum.

Nenhum.

Olhem, Trump pode ser o homem mais previsível da história,

mas pelo menos ele tenta gerar suspense

em momentos aleatórios no meio de frases normais.

Gorjetas!

A cada três ou quatro minutos ele grita uma palavra aleatória

como se anunciasse o convidado musical do Saturday Night Live.

Mas é verdade, Trump prometeu isentar impostos sobre gorjetas,

e Kamala Harris seguiu com uma proposta parecida.

E no momento os legisladores estão decidindo se a proposta

vai entrar para o orçamento.

Mas a questão é que gorjetas são mais complicadas e frágeis

do que imaginam.

Por isso, esta noite, vamos falar sobre gorjetas.

Por que as damos? Quais são os problemas com elas?

Como podemos resolver ao menos alguns problemas?

Vamos começar dizendo que gorjetas nos EUA são bem mais presentes

que no resto do mundo, é bem menos comum na Europa,

enquanto no Japão é considerado vergonhoso e constrangedor.

E quando estadunidenses viajam para o exterior,

às vezes eles confundem os trabalhadores se tentam dar gorjeta.

Um exemplo foi esse homem em Amsterdã:

Tomamos umas cervejas e deixei uma nota de cinco na mesa,

e ele falou: "Você esqueceu."

Eu falei: "Não, é para você", e ele: "Por quê?".

E se eles perguntam isso, provavelmente são bem pagos.

Eles não veem isso e aproveitam.

Se alguém em Portland vê dinheiro na mesa

e não sabe por quê, você pega os cinco dólares.

Isso fala muito sobre a cultura da nossa economia

e de como tratamos os funcionários.

Sim, o país está indo bem quando alguém recusa dinheiro grátis.

"Não precisamos de seus cinco dólares,

porque recebemos salário digno e temos saúde pública universal,

e um belo moinho para dormir,

e todas as tulipas que conseguirmos comer.

É um paraíso mesmo, não é?"

Mas apesar de ser conhecido como um costume dos EUA,

a origem das gorjetas vem da Inglaterra na era Tudor,

quando visitantes em casas particulares davam dinheiro ao fim das visitas

pelos serviços oferecidos pelos servos dos anfitriões.

Centenas de anos depois, turistas dos EUA

levaram o costume para o país deles, que decolou após a Guerra Civil,

quando alguns patrões contrataram ex-escravizados,

pagando pouco e encorajando que clientes pagassem gorjetas.

E eu preciso dizer que sempre houve resistência a essa prática.

William Howard Taft

foi considerado o santo padroeiro da cruzada anti-gorjetas,

o que é um eufemismo ótimo para "mão de vaca".

Ralph Waldo Emerson reclamou das gorjetas

para serviços ruins, e escreveu:

"Eu confesso com vergonha que às vezes eu cedo e dou um dólar.

Mas é um dólar maldito,

e eu deveria ter a hombridade de não entregar."

E tudo bem dizer que gostaria de um dia ser forte o bastante

para resistir à pressão de dar gorjeta,

eu vou dizer que esse cara derreteria na frente desse robô.

Ele entregaria a casa dele para aquele monstro com olhos,

mesmo que ele errasse o pedido.

O movimento anti-gorjetas cresceu tanto no começo do século XX

que seis estados aprovaram leis criminalizando essa prática.

Mas isso obviamente não durou.

E hoje em dia, existem gorjetas em todo lugar.

Mas parece que ninguém entende as regras de quando e quanto dar de gorjeta.

Mesmo um dos principais especialistas acadêmicos sobre o assunto disse:

"Eu não sei quanto deixar de gorjeta, e eu estude isso."

Chegamos ao ponto de algumas pessoas optarem não usar o sistema,

como esse cara:

Eu não vou mais dar gorjetas. Chega, acabou.

Antes você dava gorjeta por um serviço excepcional.

Quando foi a última vez que recebeu um serviço excepcional?

Alguém fez a comida e você trouxe até minha mesa.

Você trouxe minha Coca Zero. Obrigado, era seu trabalho.

Você não ganha 25% por fazer seu trabalho.

Eu não sou o vilão aqui. Não sou.

Mas você tem certeza total disso?

Você pode não gostar do sistema atual, mas protestar prejudicando o garçom

é como protestar o orçamento da polícia

dando o dedo para um cão policial.

Ele não tem nada a ver com a política, e você só está prejudicando ele.

E também, entre defender não pagar os garçons

e a camisa "eu amo combustíveis fósseis", eu diria que você é o vilão.

Mas para entender por que só deixar de dar gorjeta não adianta,

temos que entender quem recebe gorjetas e como são pagos.

Porque sempre pensamos em trabalhadores de restaurantes,

porque são uma grande parte de quem ganha gorjetas,

mas o grupo também inclui croupiers, porteiros, caddies de golfe,

camareiras de hotel e taxistas, entre outras profissões.

Pela lei federal, um trabalhador pode ser considerado

um trabalhador por gorjeta se receber $30 por mês em gorjetas.

E essa distinção faz diferença.

Porque na maioria dos estados,

os empregadores podem pagar um salário base bem menor,

como esses gráficos vão explicar:

Funciona assim.

O salário mínimo federal é de $7,25 por hora.

Mas se você recebe gorjetas, é de $2,13 por hora.

Se chama "salário submínimo".

É, o salário submínimo federal, conhecido como "mínimo com gorjeta",

é de só $2,13 por hora.

E está nesse nível desde 1991.

É a coisa mais deprimente que ainda trazemos daquele ano,

tirando que foi o mesmo ano que esse cara aqui entrou na Suprema Corte.

A oferta do ônibus não vale mais, a propósito.

Foi um grande erro. Enorme.

Agora...

para deixar claro, vários estados escolhem definir um salário maior,

mas só esses sete e algumas cidades

possuem o mesmo salário mínimo

para trabalhadores que recebem e que não recebem gorjetas.

Em todos os outros lugares, a expectativa é que recebam menos

porque as gorjetas vão compensar a diferença.

Mas a questão é que $2,13 às vezes não bastam

nem para os impostos, como essa trabalhadora explica:

Em Indiana você ganha $2,13 por hora.

- Pagam $2,13? - Isso.

É...

Você não recebe um cheque.

Recebe um cheque dizendo "isso não é um cheque".

"Zero dólares. Isso não é um cheque."

Porque vai tudo para os impostos?

Então você basicamente começa do zero.

É, você recebe um cheque dizendo "isso não é um cheque".

Por favor! Quem emite esses cheques? René Magritte?

Ce n'est pa um cheque, Magritte.

Oi. Se está vendo isso, ativou a opção de explicar a piada na sua HBO.

René Magritte foi um pintor surrealista da Bélgica.

Sua obra mais famosa é esse quadro de um cachimbo, dizendo:

"Isso não é um cachimbo".

Porque, claro, não é um cachimbo. É um quadro.

Pode parecer banal agora,

mas acreditem, em um museu de arte na França em 1929,

isso iria fazer a sua cabeça explodir.

As pessoas falavam em línguas, vomitavam,

Parecia uma cena de A Sagração da Primavera.

ME EXPLIQUE A PIADA

Oi, você apertou de novo.

A Sagração da Primavera é uma obra de Igor Stravinsky

que foi tão avant-garde que causou revoltas na estreia.

Parece que Camille Saint-Saëns saiu com raiva da estreia,

apesar de que essa afirmação é contestada atualmente.

Se me desculpam, preciso voltar para o programa.

Tem que ter colhões, não é?

A questão é que você pode ganhar $2,13 por hora,

e se o que você ganha em gorjetas não te leva até o salário mínimo,

em teoria o seu patrão deveria cobrir a diferença

com o que se chama "crédito de gorjeta".

Mas isso é difícil de se registrar e é fácil de se trapacear.

Se diz que o crédito muitas vezes é abusado contra o funcionário.

Um funcionário disse: "Desde que trabalho com isso,

nunca na minha vida eu conheci ninguém que foi compensado

por um período de rendimento abaixo do mínimo."

O fato é que muito do salário desses trabalhadores

depende de quanto deixamos como gorjeta.

E se você já trabalhou dependendo de gorjetas,

você sabe que pode ganhar bem.

Mas isso depende não só de onde você trabalha, mas quando

ou mesmo o humor do cliente no dia,

como diz essa ex-funcionária de hotelaria:

Se você trabalha em uma terça-feira...

Algumas pessoas fazem festa na terça, mas bem menos que no sábado.

Imagine que você está no lugar de quem trabalha por gorjetas.

Você consegue viver com $2,50 por hora

e esperar que o bêbado na sua frente pague seu aluguel?

Sim, sua capacidade de pagar o aluguel pode depender de um bêbado

ou alguém que faz festa em uma terça-feira.

Ou, se for o atual Secretário de Defesa, provavelmente os dois.

E tudo isso ajuda a explicar por que estudos recentes

indicam que taxas de pobreza para quem depende de gorjetas

são mais que o dobro do que para outros trabalhadores.

E alguns costumam ter mais desvantagens que os outros.

Estudos mostraram que consumidores negros e brancos

dão mais gorjetas para trabalhadores brancos.

E um estudo mostrou que garçonetes na casa dos 30 anos e seios grandes,

cabelos loiros ou corpos mais magros recebiam gorjetas maiores em média

do que suas companheiras sem essas características.

E olhem, não é novidade que a vida seja mais fácil

para pessoas atraentes.

Eu sei bem.

Eu apareci na Vogue em 2015 em uma galeria com o título, e é real:

"Dez alternativas não convencionais ao homem mais sexy do mundo".

Que, a propósito, na época era David Beckham.

Sabem? A vida é diferente para nós, seja você o homem mais sexy do mundo

ou a sua "alternativa não convencional".

Mas obviamente as maiores gorjetas podem trazer assédio indesejado.

E para quem ganha um salário submínimo,

pode haver pressão para aguentar isso em nome de se sustentar.

E tem uma última reviravolta aqui:

A gorjeta pode nem ser completamente de quem a recebe.

Alguns restaurantes esperam que dividam as gorjetas

ou que paguem uma parte dessa gorjeta

para o resto dos funcionários.

E dependendo de como for feito, pode complicar os trabalhadores.

Aqui vemos a mesma mulher de antes explicando como é para ela:

Você tem que dividir a gorjeta, na maioria dos restaurantes

é entre três e cinco por cento do valor total.

Então mesmo que paguem 20%, o padrão para um ótimo serviço,

a maioria divide de 3 a 5% disso com limpadores, anfitriões e bartenders.

E se eu não der gorjeta?

Temos que pagar, com você dando gorjeta ou não.

Digamos que sua conta seja de $100, eu tenho que pagar 5%,

mas você não deixa gorjeta.

Eu pago cinco dólares por atender você.

Do meu próprio bolso.

É verdade.

Em alguns lugares você não subsidia só os garçons,

mas eles podem subsidiar os outros funcionários.

Se isso parece menos um negócio e mais um carrossel maluco de dinheiro,

onde todos pagam a todos e continuam sendo pobres,

bem-vindos à indústria dos restaurantes!

A essa altura, você pensa: "Que se dane esse sistema.

Por que não nos livramos dele?"

E outros já sugeriram isso.

Aqui está o cara que vimos antes dizendo o sistema que ele prefere:

Se você tem um restaurante, me diga o valor.

Não quero ninguém morrendo de fome.

Quanto custa para me alimentar e pagar os funcionários

para não irem para o cartel ou fazerem algo

tipo O Senhor das Moscas e Oliver Twist?

Eu quero todos bem cuidados.

Me diga quanto custa.

Pode parecer razoável,

a parte de pagar um preço justo pelo que se recebe, não a loucura

sobre garçons no cartel ou em O Senhor das Moscas e Oliver Twist,

seja lá o que isso signifique.

Não sei quais versões ele leu, mas O Senhor das Moscas e Oliver Twist

mostram respostas muito diferentes

do que acontece quando crianças ficam sem supervisão.

E nenhuma parece se aplicar a trabalhadores recebendo o mínimo.

Mas infelizmente, quando muitos dizem "me diga quanto custa",

também querem dizer "é melhor que custe exatamente o mesmo ou vou ficar bravo",

como explica um especialista em gorjetas:

Eu fiz estudos onde ofereço cardápios hipotéticos.

Um tem os preços normais, e no fim diz que é comum deixar uma gorjeta

entre 15% e 20%.

E outro onde diz: "Não permitimos gorjetas",

mas os preços do cardápio são 15% mais altos.

Ele então perguntou o quanto acham que o restaurante é caro.

A grande maioria achou que o cardápio com preços 15% maiores

era mais caro que o cardápio com 15% ou mais em gorjetas.

É, mesmo o dinheiro que você gasta sendo exatamente o mesmo nos dois,

as pessoas consideram o cardápio já com a gorjeta mais caro,

porque dá a sensação de ser mais caro.

É como dá a sensação de que sou mais velho que David Beckham,

mas, que curiosidade,

eu sou dois anos mais novo que ele.

Ele envelhece como vinho, e eu, como um picles.

É, eu mereço.

E isso levou as pessoas a procurarem outras formas

de aliviar a pressão financeira sobre quem recebe gorjetas,

o que nos traz de volta à promessa de Trump de isentar impostos.

Ele teve orgulho de revelar que a ideia teve apoio de uma celebridade:

No seu recibo, quando pega o recibo no restaurante,

sabem quem me mandou um? Kid Rock. Kid Rock não é demais? Não é?

Ele me mandou um recibo.

E ele escreveu no recibo:

"Vote em Trump e não vai pagar impostos sobre gorjetas".

Ele escreveu no recibo.

Eu achei muito inteligente. Muito inteligente. Que cara inteligente.

Para funcionários de restaurantes, de hotéis, para caddies,

para pessoas de carros, qualquer um que receba gorjetas

não vai pagar impostos por elas.

Vai ser uma coisa ótima.

Tem tanta coisa para se dizer.

Da frase "pessoas de carros" à ênfase surpresa em "caddies",

os conselhos políticos de Kid Rock,

um homem que sempre parece julgado por "fraude de aguardente ilegal".

Mas a questão é que a ideia tem apoio.

É apoiada por 75% dos Republicanos, Democratas e Independentes.

E eu sou a favor de dar isenção de impostos para quem ganha menos,

mas muitos economistas têm muitas preocupações

por essa política.

Primeiro, o alívio que isso causa é no máximo aleatório:

Uma forma de fazer os impostos serem justos

é fazer gente com a mesma renda pagar a mesma quantidade de impostos.

Neste caso, você não faz isso.

Por exemplo, quem faz entrega de comida recebe gorjetas.

Então seriam beneficiados.

Mas pessoas que entregam pacotes não costumam receber,

e não vão ser beneficiadas.

Mas eu não vejo por que isentar impostos de quem entrega comida

mas não de quem entrega pacotes?

Não faz muito sentido, faz?

Se alguém faz entregas para a Amazon ganha o mesmo

que alguém que entrega comida,

não parece justo que sejam taxados de forma diferente.

Mas sendo justo, teríamos que taxar mais

o dono da empresa que envia esses pacotes.

Mas esse não é o assunto de hoje.

A questão é que o plano de Trump só ajuda 2,5% dos trabalhadores dos EUA

que trabalham por gorjetas, e nem todos esses,

já que mais de um terço possuem rendas tão baixas

que já não pagam impostos federais.

E esse não é o único problema.

Também é fácil de se aproveitar dessa política.

Por exemplo, quem tem salários maiores pode declarar o salário como gorjeta

para não pagar impostos.

E preocupa que os patrões possam reestruturar os pagamentos

para dependerem mais das gorjetas.

Então poderiam começar a pedir gorjetas em categorias novas de consumo.

Então você pode ter que pagar mais gorjetas do que agora.

A questão é que isenção de impostos pode trazer aplausos fáceis,

mas não é tão eficiente quanto parece.

Se quer mesmo ajudar quem recebe gorjetas,

eu diria que a solução é eliminar o salário submínimo.

Basicamente, todos recebem pelo menos o salário mínimo,

e a gorjeta seria um acréscimo.

É a proposta que esse grupo defende no país todo.

Mas eu reconheço que nem todos estão de acordo.

Em Michigan, tem uma luta pelo aumento do salário submínimo.

Até quem poderia se beneficiar tem dúvidas:

Andrea Souther trabalha duro pelas gorjetas.

É o que me faz viver. É o que me faz voltar, com certeza.

Como ganha gorjetas, seu salário mínimo é de $4 por hora.

Logo isso vai mudar e ela vai receber o salário mínimo padrão,

cerca de $10 por hora em Michigan.

Quando virem quanto ganhamos por hora, vão dar menos gorjetas.

Vão pensar: "Eles já ganham o salário mínimo.

São uns $10 por hora".

É, eu entendo a preocupação.

Não digo que seja o único motivo, mas ter o que parece o chefe dela

a um metro olhando a câmera com um olhar fulminante

pode ajudar.

Mas entendo a preocupação.

Embora, vale lembrar que há sete estados

sem um salário abaixo do mínimo há décadas

e as pessoas deixam gorjetas.

Na verdade, de acordo com um estudo,

os trabalhadores recebem entre 10% e 20% a mais em gorjetas e salário.

Não estou dizendo que a mudança é fácil.

Há proprietários de restaurantes com dúvidas de boa-fé,

que operam com margens muito limitadas

e pensam em como seria um aumento repentino de salários.

É por isso que em muitos lugares onde o salário mínimo foi eliminado,

foi feito gradualmente,

para que os restaurantes possam se reorganizar.

Adicionar uma taxa de serviço ou aumentar os preços aos poucos.

Vale observar que onde isso foi feito o setor gastronômico não acabou.

Flagstaff, no Arizona,

tem eliminado o salário submínimo aos poucos desde 2017

e os empregos no setor de gastronomia e o número de restaurantes cresceu.

Enquanto isso, Washington DC começou o processo há dois anos.

Ainda não podemos saber o impacto total,

mas os números não mostram problemas em termos de emprego.

Há menos bartenders e mais garçons e garçonetes

e as rendas são semelhantes às dos últimos anos.

Mas talvez a expressão mais clara

da diferença de eliminar o salário submínimo

é comparar os estados que o fizeram e os que não o fizeram.

Veja uma garçonete do Wisconsin,

que tem um salário submínimo para trabalhadores que recebem gorjetas

falar sobre Minnesota, que o eliminou.

E se alguém dissesse a você:

"Seremos iguais aos nossos vizinhos de Minnesota

e você receberá o salário mínimo como base mais as gorjetas"?

Eu adoraria.

Conheço pessoas que trabalharam em Minnesota como garçonetes.

Quando vieram para cá, viram que ganhariam apenas US$ 2,33.

E disseram: "Estou perdendo milhares de dólares

por ter vindo trabalhar em Wisconsin."

Isso não é bom.

Você não pode perder milhares de dólares apenas por estar em Wisconsin.

Especialmente porque o dinheiro é mais útil lá,

já que é lá onde fica o museu nacional de mostarda.

Ele tem tudo: Vende uma assinatura para o clube da mostarda do mês

e esta excelente camiseta que diz: "Eu mostardo em você".

Você precisa de dinheiro extra para essas coisas.

Se somarmos todos esses dados, algumas coisas ficam claras.

Primeiro, é improvável que a gorjeta acabe totalmente.

Ela está muito enraizada na cultura, não importa o que aconteça.

Segundo, não é um agradecimento como muitos acreditam.

Em muitos lugares hoje em dia é uma necessidade essencial.

Se comer em um restaurante, você precisa deixar uma gorjeta.

Em outros casos, também é um fato.

Por exemplo, "pessoas dos carros" e caddies!

Isso significa que também deve dar gorjeta quando guincharem seu carro?

Não, de forma alguma.

Gorjeta para esse robô? Sem chance!

Isso não pode acontecer jamais. Esse robô deve ir pro inferno e irá.

Mas se você não sabia que muitas pessoas dependem da gorjeta

para atingir o salário mínimo, agora vocês sabem.

E se você preferir que a gorjeta seja um pequeno bônus

e não algo vital para a sobrevivência de alguém, ótimo.

Isso significa que você apoia a eliminação do salário submínimo

e pode falar com seus legisladores estaduais e federais sobre isso.

Mas se você não quer dar gorjeta

para provar alguma coisa sobre a injustiça do setor,

lamento dizer isso: talvez você seja o vilão.

Bem, esse é o fim do assunto e o final do episódio.

Para aqueles que me veem em casa, a tela fará uma pergunta.

Vá em frente e faça sua escolha. Sem pressão, nós trabalhamos duro.

Se você adormeceu, mas há um gato acordado na sua casa,

passe a pata sobre a tela. O papai quer dinheiro.

Isso foi tudo, obrigado por assistir.

Vejo vocês na próxima semana. Boa noite.

Não 15%. Vem pra cá.

Aceito 25%, por favor.

Trabalhamos duro esta semana. Pega, pega!

Pega, gato! 25.25!

Pega, pega!

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