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�frica.
A maior vastid�o selvagem do mundo.
O �nico lugar na Terra
onde podemos observar a plena majestade da natureza.
H� muito mais aqui do que alguma vez imagin�mos.
Estou de p�, onde o equador
atravessa precisamente o meio do continente.
A norte de mim, existe um imenso deserto
do tamanho dos Estados Unidos da Am�rica.
Para oeste, uma vasta floresta tropical do tamanho da �ndia.
E atr�s de mim, por milhares de quil�metros,
as savanas mais f�rteis do mundo.
Do tecto de �frica...
...� selva mais profunda.
Lugares raramente vistos, e hist�rias por contar.
N�o existe outro lugar no mundo
onde a vida selvagem assume um maior espet�culo.
Este � o �ltimo lugar na Terra
onde podemos ficar, olhos nos olhos,
com os maiores animais que caminham no nosso planeta.
Isto � �frica.
A nossa viagem come�a no extremo sudoeste,
no mais antigo e estranho canto do continente.
Aqui, a terra sedenta est� coberta
com milhares e milhares de c�rculos.
N�s ainda n�o conhecemos as suas origens.
Plantas venenosas, insectos devastadores
e at� mesmo o magnetismo, foram todos sugeridos,
mas cada um foi descartado.
Os c�rculos n�o se movem, e a sua forma nunca varia.
Eles s�o imut�veis,
tal como esta parte pr�pria de �frica.
Antiga e �rida, quase nunca chove nesta terra.
Ainda assim existe �gua aqui, escondida � dist�ncia.
Para sobreviver aqui, a vida deve usar cada truque do livro.
Inverno.
As temperaturas da madrugada podem cair muito abaixo de zero.
E isso � um problema para este drongo.
Est� muito frio para as suas presas habituais,
insectos voadores.
Mas ele tem um plano.
O drongo � o maior trapaceiro do Kalahari.
E estas s�o as suas v�timas.
Uma fam�lia de suricatas, especialistas do deserto.
Depois de se aquecerem ao sol da manh�,
os suricatas come�am a sua procura pelo pequeno almo�o.
O drongo pode come�ar agora os seus truques.
Mas ele deve ganhar primeiro a confian�a das suas v�timas.
Ele detecta uma �guia a ca�ar, e soa um alerta.
Um aviso que indica aos suricatas a correrem para a seguran�a.
O perigo passou.
E agora, ele possui a sua confian�a.
Ele soa outro aviso.
Mas desta vez, � um falso alarme.
Muito obrigado!
Os suricatas deixaram-se enganar.
Tudo isto parece muito f�cil. Ele tenta o mesmo truque novamente.
Mas os suricatas n�o s�o est�pidos - eles apenas se deixam enganar uma vez.
O escorpi�o suculento n�o ser� para ele.
Ent�o, de repente, o som de um aviso de uma sentinela.
Nenhum suricata pode ignorar isto. As sentinelas nunca mentem.
Mas a sentinela n�o v� nenhum perigo.
Adivinhe quem �?
Claro, o drongo.
Ele aprendeu a imitar
o pr�prio chamamento de aviso dos suricatas.
E agora, ele pode desfrutar do seu pr�mio.
Um grupo de suricatas...
...enganado por uma ave.
O drongo � apenas trai�oeiro nos meses mais dif�ceis de Inverno.
Durante o resto do ano, ele fornece uma prote��o honesta.
Assim, a longo prazo,
a fam�lia de suricatas � beneficida, assim como o drongo.
Uma vida � muito mais dif�cil,
se ainda n�o aprendemos os truques do of�cio.
Este jovem leopardo tem apenas um ano de idade,
e encontra-se num ponto cr�tico da sua vida.
A sua m�e lutou para criar as suas duas crias,
mas encontrar alimento suficiente para elas
est� agora fora dos seus problemas.
A partir de hoje, ele vai ter de cuidar de si mesmo.
Kalahari significa "terra da grande sede".
As presas s�o escassas.
De todos os leopardos de �frica, estes t�m de ser os mais engenhosos.
Um grande javali.
Uma presa potencial,
mas armada e perigosa.
A sua progenitora tentou atacar um, mas isso quase a matou.
Ele observa algo mais promissor.
Um raficero, trata-se de uma escolha melhor.
Ele n�o ir� atacar,
a menos que se aproxime a cerca de quatro metros,
e sem fazer o menor ru�do.
Um chacal soa um alarme.
Mas o raficero ainda n�o tem ideia que est� a ser perseguido.
Quanto mais perto ele estiver, mais silencioso ter� de ser.
Ele est� a estragar tudo.
Uma boa oportunidade como esta n�o surge muitas vezes.
Com fome e sede, ele regressa a casa,
e encontra uma carca�a escondida numa �rvore,
quase certamente da sua pr�pria m�e.
E, como qualquer adolescente,
ele n�o pensa em mais nada do que invadir a sua despensa.
Uma armadilha.
N�o � realmente o seu dia, pois n�o?
Alguns jovens leopardos crescem para se tornarem brilhantes oportunistas.
Mas mesmo eles encontram uma vida dura aqui no Kalahari.
Estas aves pequenas e bizarras s�o crias de avestruz.
Possuem apenas alguns dias de vida.
Com o tempo, ir�o tornar-se soberbos sobreviventes do deserto.
Mas no Kalahari, estes primeiros dias s�o perigosos.
Como os leopardos e os suricatas, as avestruzes adultas podem extrair
toda a humidade de que necessitam da sua alimenta��o.
As crias, no entanto,
n�o ir�o sobreviver muito mais do que outro dia sem �gua.
Mas n�o h� nada � vista.
Como podem os seus progenitores encontrar �gua aqui?
As crias seguem os seus progenitores,
que se dirigem para uma terra inculta inexpressiva.
Parece uma viagem suicida.
A plan�cie salgada de Etosha.
Aqui, a �gua � mais frequentemente uma miragem do que uma realidade.
Est�o agora mais de 40 graus cent�grados.
O progenitor abriga as suas crias do sol do meio dia.
Outra miragem?
N�o. A fam�lia de avestruzes n�o est� s� aqui.
Cercada por quil�metros de lama cozida ao sol,
�gua doce e fresca brota das profundezas abaixo do solo...
como um milagre.
Embora os progenitores tenham conseguido
guiar as suas crias at� � �gua,
ainda h� um problema - o tr�fego.
Tr�fego pesado.
Estas min�sculas e fr�geis aves poderiam ser facilmente pisadas.
A �gua encontra-se tentadoramente perto.
Onde as presas se reun�m, os predadores nunca est�o muito longe.
As lutas dos le�es inconscientemente fizeram um favor �s jovens avestruzes.
O charco est� agora livre.
�s vezes, precisamos de um pouco de sorte na vida.
A sua primeira bebida...
e na hora certa.
O seu progenitor fez o seu trabalho.
Um rinoceronte negro, o residente mais rabugento do Kalahari.
Eles n�o gostam de companhia,
e eles certamente n�o gostam de partilhar um charco com le�es.
Felizmente - para todos -
eles apenas visitam o charco duas vezes por semana.
O Kalahari � o �ltimo reduto do rinoceronte negro.
E aqui, no abrigo da escurid�o,
num charco secreto e muito especial,
os rinocerontes abandonam a sua normal vida solit�ria,
e v�m de quil�metros em redor para se encontrarem debaixo das estrelas.
Utilizando a mais recente c�mera com luz das estrelas,
podemos revelar pela primeira vez o verdadeiro car�cter do rinoceronte.
Esta jovem f�mea parece nervosa.
Ela sente outros rinocerontes por perto.
Uma progenitora surge das sombras com a sua cria.
Timidamente, elas cumprimentam-se.
Eles podem ser mal humorados durante o dia,
mas agora eles tornam-se delicados e afectuosos.
Mais e mais chegam.
N�o t�nhamos ideia que os rinocerontes reuniam-se para socializar
e construir amizades como esta.
A jovem f�mea possui um admirador.
Mas ela n�o parece interessada nele.
Ela est� excitada com alguma coisa.
Ou com algu�m.
Agora chega um macho realmente grande.
Desta vez, ela � muito mais acolhedora.
Quem pensaria que um rinoceronte poderia ser t�o selectivo?
O primeiro macho tentar colocar-se entre eles.
De uma forma ou de outra,
ele possui um par de chifres de ant�lope presos no seu nariz.
� como se ela fosse conquistada pelo seu estilo exc�ntrico.
Ele leva-a, para longe da festa.
Ele pode ter estilo -
mas ele est� a transformar-se numa esp�cie de decep��o.
Uma rapariga n�o consegue aguentar tanto.
A �nica forma de ela se livrar dele � fingir que est� a dormir.
Observar tantos rinocerontes num s� lugar � uma revela��o.
E este � o poder que a �gua possui aqui - o poder de reunir
a maior concentra��o de rinocerontes em qualquer lugar da Terra.
Spitzkoppe.
Um antigo vulc�o, que se eleva acima de um planalto
que possui dois mil milh�es de anos.
Esta terra manteve-se inalterada
por mais tempo do que qualquer outra parte de �frica.
Os animais aqui levaram um longo tempo para encontrar solu��es inventivas
para o desafio de encontrar �gua.
Nas plan�cies abertas,
a vida deve aguardar pela hip�tese da chegada de chuva.
Quando ela cai, causa um efeito extraordin�rio.
Cada chuva espor�dica pode durar apenas poucos minutos,
mas pode trazer vida, e em n�meros espetaculares.
Tecel�es de bico vermelho.
S�o as aves mais numerosas do mundo.
Ao todo, mais de mil milh�es vivem aqui no Kalahari.
Ningu�m sabe muito bem como,
mas eles parecem ter uma extraordin�ria capacidade de localizar
a queda de chuva, e ent�o instantaneamente,
exploram a bonan�a que se segue.
Estes n�madas possuem agora cinco semanas para econtrar alimento,
construir um ninho e criar uma ninhada.
Mas eles n�o est�o sozinhos.
As chuvas tamb�m criaram uma praga.
Estes s�o grilos terrestres coura�ados.
Insectos gigantes, com um apetite voraz...por carne.
Com os progenitores tecel�es ausentes a alimentarem-se,
as suas crias est�o indefesas.
Os adultos regressam.
Mas o grilo d� luta.
Esguicham o seu pr�prio sangue com sabor desagrad�vel nos seus olhos.
O grilo ainda est� vivo,
mas o cheiro do seu sangue atrai a aten��o de outros.
Agora, � ele o alvo.
Estes grilos tornaram-se canibais.
Em breve, a bonan�a trazida pela chuva termina,
e os tecel�es dirigem-se � procura do pr�ximo raro aguaceiro.
O Kalahari est� marcado por rios que secaram h� muito tempo,
a �gua reivindicada pela terra sedenta.
Mas ela n�o est� longe.
Em baixo, encontra-se um segredo,
que foi descoberto h� apenas 25 anos atr�s.
O ar h�mido que se lan�a para a superf�cie,
d� a este lugar o seu nome,
a Caverna do Sopro do Drag�o.
O eixo desce at� aos 60 metros, at� encontrar...
...�gua.
Aqui, existe uma grande c�mara
grande o suficiente para engolir tr�s avi�es jumbo, do nariz � cauda,
cheia de �gua fresca.
O maior lago subterr�neo do mundo.
Esta � uma �gua f�ssil.
Encontra-se presa aqui, imperturb�vel, durante milhares,
se n�o milh�es, de anos.
N�o temos ideia da profundidade que o lago ter�.
Os mergulhadores foram at� aos 100 metros,
e ainda n�o h� sinal do fundo.
Notavelmente, o Sopro do Drag�o
faz parte de um vasto sistema de cavernas
que se estende por baixo do Kalahari por milhares de quil�metros.
Mesmo aqui, nesta caverna solit�ria, existe vida.
Peixes-gato-dourados, apenas encontrados nesta caverna.
S�o os peixes mais raros e isolados do mundo.
A vida aqui � t�o desafiadora tal como � no deserto em cima.
N�o h� alimento,
excepto os detritos que, ocasionalmente, caem na superf�cie.
E estes peixes-gato s�o totalmente cegos.
O �nico mundo que conhecem � o que eles sentem atrav�s do toque.
A vida de um peixe cego em p�rpetua escurid�o,
nas profundezas de uma das regi�es mais �ridas de �frica.
Que ironia cruel.
Tanta �gua escondida e fora de alcance.
Ao longo da borda oeste do Kalahari, a terra tornou-se t�o seca,
que parece imposs�vel sobreviver aqui qualquer forma de vida.
O Namibe.
Um milh�o de quil�metros quadrados de areia
requintadamente esculpidos pelo vento.
Este � o deserto mais antigo do mundo.
O al�vio tempor�rio surge
com o nevoeiro vindo do oceano Atl�ntico.
Condensa-se em algumas gotas preciosas.
Apenas o suficiente para sustentar a vida.
Uma vespa ca�adora pesquisa as dunas.
Ela n�o est� � procura de uma bebida,
mas de um lugar h�mido para depositar o seu ovo.
Como � que ela vai conseguir um local assim?
A entrada de uma toca. Vale a pena investigar.
Ela pode ser pequena, mas quando decide escavar,
ela pode deslocar quantidades extraordin�rias de areia.
Ela escolheu esta aranha para um fim terr�vel.
Est� t�o seco, que o �nico lugar com humidade suficiente para o seu ovo
est� dentro do corpo de outra criatura viva.
Primeiro, ela deve paralisar a sua v�tima.
Mas, ent�o, a aranha desempenha o seu trunfo.
A apropriadamente chamada aranha-rodopiadora-dourada
consegue rebolar r�pido o suficiente
para escapar do seu destino terr�vel.
Para a vespa, a sua pr�xima procura imposs�vel continua.
Se � dif�cil o suficiente para uma pequena vespa
sobreviver aqui no Namibe,
como � que � poss�vel para um gigante?
Uma girafa do deserto.
� dif�cil imaginar como � que um animal t�o grande
pode viver num lugar com t�o pouca �gua.
Este velho macho est� bem no limite da sua resist�ncia.
A terra pode estar seca,
mas h� sinais de que a �gua fluiu uma vez aqui.
O Hoanib, um dos rios da Nam�bia.
Um rio de areia.
As �rvores que revestem estes rios de areia
enviam ra�zes para baixo, at� mais de 30 metros
para chegarem � �gua que se encontra nas profundezas do leito do rio.
Estas �rvores s�o a salva��o da girafa,
mesmo que ele tenha de se esticar
at� ao seu ponto mais alto para obter o alimento.
Mesmo na ponta dos p�s,
ele ainda precisa de uma l�ngua de meio metro de comprimento
para alcan�ar as folhas que tanto necessita.
Ele governou este trecho do Hoanib por mais de uma d�cada,
e este territ�rio primordial atrai as f�meas.
Ele espera confiantemente por ela.
Mas eles t�m companhia.
Um jovem macho.
O velho macho n�o vai tolerar um rival.
Aos empurr�es, eles avaliam-se um ao outro.
O jovem rival pensa ter uma hip�tese e ataca.
Os primeiros golpes normalmente resolvem as coisas nestas batalhas,
mas aqui, as apostas s�o altas.
Perder significa exilar-se no deserto.
Nenhum deles ir� recuar.
Enquanto a luta se intensifica, eles mudam de t�tica.
O jovem macho aponta para a garupa.
O velho macho atinge as pernas do seu rival.
O velho macho caiu.
Ser� o fim do seu reinado?
Ele sabe que um golpe inesperado est� para chegar.
Mas o velho macho engana o advers�rio...
...e d� um golpe na barriga do seu rival.
Fora da contagem.
O velho macho sai vitorioso.
Mas apenas por enquanto.
O rio de areia continua seu para governar.
Trata-se de um rio que ir� ser transformado.
Debaixo do c�u azul, as inunda��es descem o Hoanib.
A consequ�ncia de boas vindas
da chuva que caiu a centenas de quil�metros de dist�ncia.
A �gua s� pode fluir durante uma quest�o de horas.
Mas esta inunda��o milagrosa � suficiente para fornecer
uma t�bua de salva��o para as �rvores e girafas do rio Hoanib.
� por isto que vale a pena lutar neste lugar.
Aqui, lagos f�sseis, charcos secretos, nevoeiro do deserto
e rios ef�meros como este fornecem �gua suficiente
para a vida poder sobreviver, n�o importa o qu�o duro ela seja.
� dif�cil encontrar solu��es mais inventivas para permanecer vivo
do que neste canto mais antigo de �frica.
Durante quatro anos,
a equipa de "�frica" procurou no continente
hist�rias novas e surpreendentes.
N�o s� de criaturas estranhas e desconhecidas,
mas tamb�m de alguns que pensamos que conhecemos.
O veterano operador de c�mera de vida selvagem,
Martyn Colbeck, aceitou o desafio
de revelar a vida da girafa do deserto da Nam�bia.
Eu agarrei a oportunidade de trabalhar com um animal
que eu realmente nunca tinha gasto muito tempo com ele.
Imediatamente, eles provaram serem bastante reveladores.
S�o animais com um aspecto bizarro.
N�s apenas fic�vamos a olhar para eles a partir de diferentes �ngulos
e pareciam-nos ainda mais estranhos.
A combina��o do tipo de estranhas aproxima��es,
e da bela paisagem em que eles se inserem.
Eles s�o divertidos...
Na verdade, fiquei realmente ligado a eles.
Sobrepondo tudo isto, est�vamos sempre � espera de uma luta.
Mas observar
uma verdadeira luta sangrenta � muito raro.
Ent�o, a �nica maneira com que esper�vamos observar isso
era esperar, dia ap�s dia, todos os dias, durante 30 dias.
Tivemos sorte suficiente
por termos encontrado um macho a guardar uma f�mea.
E do nada, este macho entra em cena.
E quase imediatamente enfrentou o nosso macho.
Absolutamente sem nenhum aviso de que isto ia acontecer,
criou-se um completo pandem�nio no carro.
Mas, felizmente, eu tinha a c�mera pronta
e a funcionar a tempo para filmar realmente esta luta,
e tudo isto durou at� um minuto, em tempo real.
Quando eu filmei isto, n�o observava isto em c�mera lenta.
E assim apenas continuei com o fluxo.
N�o estou a experenciar a luta,
basicamente estou apenas a enquadr�-la e a captur�-la.
Por isso, foi s� mais tarde, que observ�mos tudo em c�mera lenta,
e quando realmente entendemos como era t�o violento.
Consegu�amos observar o impacto sobre a pele.
Consegu�amos observar as pregas atrav�s da pele.
Mas foram os golpes finais que se tornaram a verdadeira surpresa.
Foi como uma daquelas chamin�s a cair.
No �ltimo momento, apenas a cabe�a foi atingida!
E n�s pens�mos que ele estava morto.
Ach�mos que esta criatura estava morta.
E permaneceu ali, provavelmente uns tr�s minutos.
Eventualmente, a criatura levantou-se, o que estava deitado,
e os dois em seguida permaneceram de p�,
e o que foi derrubado completamente
de seguida pensou: "Eu j� passei o suficiente".
"Ok. Ok. Venceste e eu estou fora".
Eu acho que � muito improv�vel observar algo como isto novamente.
Eu acho que � apenas uma vez na vida. Eu realmente acho.
N�o vai ser f�cil olhar para as girafas novamente da mesma forma.
No outro lado do deserto,
outro grande �cone animal de �frica
atraiu a aten��o da equipa
quando encontraram um charco secreto.
Eles esperavam revelar um lado muito diferente
da personalidade do rinoceronte preto.
A equipa tinha ouvido falar que,
� noite, os rinocerontes comportavam-se de forma estranha.
Uma c�mera especialmente constru�da para a luz das estrelas,
permitiria � equipa penetrar na escurid�o.
� incr�vel. Estar a filmar algo que n�o podemos sequer ver.
Sim, e se olhar l� para fora agora...
Sim, � tudo preto, n�o �?
Mas atrav�s disto, parece de dia.
Os rinocerontes s�o notoriamente anti-sociais,
no entanto aqui eles apreciam a companhia uns dos outros.
Isto � incr�vel.
Trata-se de um comportamento t�o �ntimo,
que s� podemos observar isto ao filmar durante a noite.
� incr�vel.
Mas n�o foram apenas as c�meras
que mostraram um lado novo dos rinocerontes.
Ao ocultar pequenos r�dios microfone por todo o charco,
a equipa esperava escutar na actividade da noite.
E o que eles ouviram foi surpreendente.
Eles s�o realmente conversadores.
Eles est�o realmente a ter uma boa conversa.
Estes animais s�o muito mais comunicativos do que os elefantes.
Eles est�o apenas a ir e a vir, e a conversar.
Est� uma noite linda e cristalina,
por isso temos belas filmagens estreladas.
Uma grande quantidade de sons incr�veis. Soprando e ofendendo-se.
S�o agora duas da manh�.
H� apenas um rinoceronte solit�rio aqui.
Os restantes devem ter ido para a cama, mas este est� decidido a deitar-se
precisamente em cima do r�dio microfone.
A equipa prepara-se para mais uma noite
no charco, debaixo da lua cheia.
Parece que eles n�o est�o aqui realmente pela �gua,
mas mais para socializarem.
Um pouco como sair � noite.
Ele possui uns chifres de kudu na sua cabe�a,
estendidos sobre o seu nariz!
Isto t� gravado, tamb�m?
Estas imagens possuem uma especial pung�ncia
num mundo em que o chifre do rinoceronte
vale mais do que o seu peso em ouro.
A ca�a furtiva est� a atravessar agora um momento muito cr�tico
na �frica do Sul.
Em m�dia,
um rinoceronte foi morto todos os dias apenas no ano passado.
Trata-se realmente de ca�a furtiva grave.
� uma preocupa��o enorme que aquilo que vimos e film�mos
poder� n�o acontecer novamente.
Nunca mais!
S� agora � que a tecnologia revelou um novo lado
da personalidade do rinoceronte.
O rinoceronte preto � um s�mbolo do mato africano.
Mas parece que esta criatura tem sido muito mal interpretada.
Para a equipa de "�frica", revelar um novo lado
das girafas e dos rinocerontes foi apenas o come�o.
A �frica pode ser um continente que n�s pensamos conhecer,
mas ainda est� repleta de surpresas.
No pr�ximo epis�dio, estarei aqui nas grandes savanas do leste de �frica.
Esta � uma terra sempre em mudan�a, com um passado e presente turbulento.
Onde os animais devem apostar com as suas vidas.
Delimitada por montanhas poderosas e p�ntanos fumegantes,
esta terra � o para�so mais prol�fico de vida selvagem na Terra.
Uma terra pela qual vale a pena lutar!
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