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Original subtitles

- CIDADE OCUPADA - LEGENDA : SUB_COMANDO

Ruysdaelstraat, 71.

Escritório de Keesing, gráfica e editora de revistas.

Jacob Keesing, sua esposa, Esperance, e as irmãs, Suzanne e Marianne,

suicidaram-se no porto de IJmuiden em 15 de maio de 1940,

no dia em que o exército holandês se rendeu.

Muitos judeus esperavam ir para a Inglaterra de lá,

mas a maioria não achou um barco que os aceitasse.

O diretor da empresa,

irmão de Jacob, Isaac Keesing,

conseguiu fugir para os EUA em 1942.

Ele transferiu a empresa ao funcionário Peter Diesveld.

Ele teve que trabalhar para um "Verwalter",

um supervisor imposto pelos alemães

a todas as empresas judaicas.

Diesveld continuou a pagar secretamente

os ex-funcionários judeus.

Ele se mudou para a casa de Isaac Keesing

e abrigou fugitivos lá e no escritório.

Um homem se escondeu por dias em cima do elevador.

Praça Prins Bernhardplein.

Autoridades alemãs proibiram usar nomes

de membros vivos da família real holandesa nas ruas.

Esta praça foi renomeada "Gooiplein",

em referência a uma área rural próxima a Amsterdã.

Schagerlaan, 7.

Em dezembro de 1942, a família Bergsma disse à polícia

que um bebê de quatro meses foi deixado na casa deles.

Ao longo de 1942,

os jornais relataram uma "inundação de recém-nascidos".

Assim, bebês judeus poderiam ser cuidados legalmente por aliados,

e sua identidade reais eram ocultadas.

Para deter essa prática,

os alemães anunciaram em janeiro de 1943

que todos os bebês seriam considerados judeus.

O bebê David Kurk sobreviveu à guerra como Rudolf Bergsma.

Sua mãe, Carolina Kurk-à Cohen,

foi morta no campo de Auschwitz, em 1944,

e seu pai, Jacob Kurk,

foi morto no campo de Mauthausen, em 1945.

Demolido.

Praça Rembrandtplein.

Muitos bares e cafés na praça próxima ao antigo bairro judeu

eram frequentados por alemães

e membros do partido nazista holandês, o NSB,

e a unidade paramilitar, os Camisas-Negras de WA.

Em junho de 1940, essas gangues antissemitas

vandalizaram o café "De Kroon"

e outros lugares vistos como judeus.

Meio ano depois, quebraram janelas de bares

sem placas de "Proibido Judeus"

e destruíram um bar que recebia artistas judeus.

Em fevereiro de 1941, brigas de rua ocorreram aqui

entre nazistas holandeses, aliado à polícia alemã,

e judeus, organizados na defesa contra os ataques brutais.

A polícia holandesa não podia interferir.

Em 15 de setembro de 1941,

judeus foram oficialmente proibidos em cafés, bares e restaurantes.

Um vereador comentou que o lucro perdido

"ao menos era compensado" pelos soldados alemães.

Mais tarde, na guerra,

a praça virou um centro de atividades ilegais.

"Boa noite."

"No meu primeiro discurso na TV sobre o coronavírus,

achei que seria o último.

Por muito tempo, pareceu que seria.

Mas hoje, infelizmente, tenho que voltar ao tema.

Com outro anúncio importante.

Na última coletiva de imprensa,

eu disse que estávamos numa encruzilhada.

Disse que talvez precisássemos de medidas mais rígidas

se as infecções continuassem subindo.

Infelizmente, foi exatamente o que vimos acontecer

numa velocidade vertiginosa.

O coronavírus se espalha ainda mais rápido

do que previmos na semana passada.

E é por isso que a Holanda

entra em confinamento, por cinco semanas, no mínimo.

Os Países Baixos estão fechando.

Significa fechar todos os lugares

onde as pessoas se aglomeram.

Estamos atravessando algo sem precedentes juntos,

algo maior do que jamais vivemos em tempos de paz.

Mas vamos superar.

O que importa nas próximas semanas é..."

AMOR TRABALHADORAS DO SEXO

BOQUETES EMPREGOS DE VERDADE!

Rua Zeedijk.

O distrito da luz vermelha era oficialmente restrito

aos soldados do exército alemão.

E na guerra, se tornou um centro de comércio ilegal.

DISTRITO DA LUZ VERMELHA: O CORAÇÃO PULSANTE DE AMSTERDÃ

SEXO AO VIVO

Oudezijds Achterburgwal, 74, térreo.

Lar de Betje Fuld.

Segundo o relatório de prisão da Polícia de Assuntos Judaicos,

datado de 10 de julho de 1942:

"Antes ela era costureira, atualmente prostituta.

Estava na rua, sem a estrela judaica e se prostituía.

Também afirmou que cobrava por sexo com pessoas arianas."

Fuld foi morta em Auschwitz, em setembro de 1942.

MANTENHA DISTÂNCIA

ESTAMOS TEMPORARIAMENTE FECHADOS

Rua Kalverstraat.

Uma briga começou nesta rua em 31 de agosto de 1941,

aniversário da rainha Guilhermina.

A rainha holandesa desafiou os alemães em Londres.

Cor Snijders, da resistência, relembrou após a guerra:

"Comemoramos caminhando por Kalverstraat

com flores na lapela.

Nazistas holandeses tentaram arrancá-las

e decidimos colocar lâminas de barbear por trás.

E quando os Camisas-Negras tentavam arrancar a flor,

a coisa ficava feia.

Foi uma confusão,

no fim, isolaram parte da rua.

Todos usando flores foram presos."

Praça Max Euw, 62, Leidsekade na época.

Restaurante Lido.

"Leidseplein totalmente limpa"

foi a manchete de um jornal do partido nazista holandês,

em janeiro de 1941.

E continuava: "É difícil acreditar no que vemos.

Judeus são proibidos no prestigioso hotel Américain.

Judeus são proibidos no Lido, que até recentemente

era seu ponto de encontro na Leidseplein.

Judeus são proibidos no maior cinema, o City.

Em suma, judeus são proibidos em qualquer lugar.

É quase bom demais para ser verdade:

não há judeus para perturbar cristãos em seu lazer."

XADREZ TEMPORARIAMENTE FECHADO DEVIDO À COVID-19

Em março de 1943,

ao perder a Batalha de Stalingrado,

os alemães fecharam todos os restaurantes e lojas.

Os funcionários foram enviados para a Alemanha.

Após a libertação, em maio de 1945,

o Lido virou um clube de oficiais canadenses.

Um dos músicos residentes

foi o saxofonista surinamês Kid Dynamite.

Demolido.

MAX EUWE, CAMPEÃO MUNDIAL DE XADREZ

CUIDAMOS DA SUA SEGURANÇA (1,5 M DE DISTÂNCIA SOCIAL)

Apollolaan, 123.

Apollo House.

Hospedagem da família Joseph,

todos assassinados em Auschwitz em 1942,

como muitos de seus hóspedes.

Depois tornou-se uma hospedagem para alemães.

O Serviço de Segurança Alemão, o SD, requisitou o hotel

após o bombardeio da sua sede em novembro de 1944.

A casa tinha alguns móveis da residência da família Ruys.

O resistente, Gerrit Ruys,

era advogado em Keizersgracht,

onde foi preso em janeiro de 1945

quando seu filho, Hugo, foi pego

distribuindo o jornal clandestino "Het Parool".

O outro filho de Gerrit Ruys, Herman,

já havia sido preso dois anos antes.

Os dois filhos foram executados.

Gerrit Ruys morreu no campo de Sandbostel.

Sua esposa, Johanna Ruys-Bavinck, também foi presa

e libertada da prisão em abril de 1945.

Amsterdã, 15 de maio de 1940.

As tropas alemãs chegaram a Amsterdã pelo leste

e dirigiram-se à cidade pela ponte Berlage no rio Amstel,

onde alemães e simpatizantes holandeses

foram mobilizados para recebê-los.

O exército holandês tinha se rendido após os bombardeios de Roterdã

e as ameaças de destruição de mais cidades.

Inicialmente, a Holanda tentou se manter neutra,

como fez na Primeira Guerra,

mas o país foi atacado pelo exército alemão

ao mesmo tempo que a Bélgica e a França.

A rainha Guilhermina exilou-se com seu governo em Londres.

Em 1940, moravam 800 mil pessoas em Amsterdã,

não muito menos do que agora, 10% eram judeus.

Os nazistas viam os holandeses como colegas arianos

e esperavam incorporar a Holanda no Grande Império Germânico.

Encontraram um grupo grande de apoiadores na capital.

O partido nazista holandês, NSB, obteve quase 30 mil votos

nas eleições municipais um ano antes da guerra.

Uma das primeiras ações dos alemães foi adiantar o relógio em 1h40

para Amsterdã e Berlim ficarem no mesmo fuso.

O boletim meteorológico desapareceu dos jornais.

O clima foi considerado segredo militar.

Da ponte Berlage,

uma parte das tropas alemãs foram para a prefeitura.

A cidade teve que abrigar todos os alemães,

começando pelos soldados.

Uma administração cívica foi instalada na Holanda.

Os alemães começaram a substituir as organizações holandesas

como os sindicatos e as ONGs pelas nacional-socialistas.

A imprensa ficou sob controle alemão

e até os escoteiros foram nazificados.

No primeiro dia da ocupação de Amsterdã,

um vereador informou ao tenente-general alemão,

Carl von Tiedemann, que esperava que os alemães

não perturbassem os cidadãos judeus, em nome da prefeitura.

Tiedemann respondeu de forma evasiva:

"Se os judeus não querem nos ver, não veremos os judeus."

Museumplein, na época, o Clube de Patinação,

local para grandes eventos.

Foi onde os Camisas-Negras do NSB marcharam,

onde o chefe da SS, Heinrich Himmler, inspecionou as tropas,

e o líder nazista holandês, Anton Mussert,

e o comissário do Reich Arthur Seyss-Inquart

falaram em comícios.

As mansões a leste da praça tornaram-se a sede

do exército alemão e da administração civil.

Ao lado da Concertgebouw, situava-se a sede do NSB.

Em 1943,

os alemães começaram a construir fortificações na praça,

incluindo cercas de arame farpado

e bunkers, conhecidos popularmente como "os três picos".

Algumas ruas também foram isoladas.

Após a invasão da Normandia em junho de 1944,

Hitler ordenou que Rotterdã e Amsterdã fossem defendidas

pelo maior tempo possível.

Esta praça se tornou um "Stützpunkte",

ou "bastiões", para a defesa alemã de Amsterdã.

Os bunkers alemães só foram explodidos em 1953.

Museumstraat, nº 1, Stadhouderskade, nº 42, na época.

O Rijksmuseum.

Em 1939, antes da invasão alemã,

o museu transferiu as obras de arte mais importantes de sua coleção

para igrejas e outros locais da Holanda do Norte,

até terminarem as construções de bunkers estatais

nas dunas perto de Castricum.

"A Ronda Noturna" de Rembrandt

ficou num castelo na Holanda do Norte,

antes de ir para os cofres subterrâneos

no Monte São Pedro, perto de Maastricht.

Durante a ocupação, os nazistas tentaram transformar Rembrandt

em um herói germânico,

com comemorações em seu aniversário, 15 de julho,

agora chamado de Dia de Rembrandt.

O cineasta nazista alemão Hans Steinhoff

filmou um longa-metragem sobre o pintor num estúdio em Amsterdã.

Membros do exército alemão entravam no museu gratuitamente.

As autoridades de ocupação proibiram obras de artistas judeus,

ou que retratassem o povo judeu.

O museu expandiu seu acervo após a guerra,

com obras de propriedade de judeus.

O museu tinha relações com o Banco Liro, que saqueou bens dos judeus.

Há obras que só voltaram recentemente aos seus proprietários legítimos.

O Rijksmuseum teve que exibir exposições de propaganda,

incluindo "A Arte da Frente de Batalha"

e "Âmbar: Ouro Louro dos Povos Germânicos".

Brinquedos feitos pela Polícia da Ordem Alemã

também foram exibidos.

O Rijksmuseum também fez suas próprias exposições.

A exposição "Espírito de Cristo" foi fechada

por incluir muitas obras abstratas,

que os nazistas viam como degeneradas.

Em 1944, o museu organizou uma exposição

de objetos de ferro forjado e fundido,

sobretudo pelas propriedades à prova de bombas dos materiais.

O museu fechou após a "Dolle Dinsdag", ou "Terça-feira Louca",

a terça de setembro de 1944, em que ocorreram celebrações

após rumores de que a Holanda estava prestes a ser libertada.

Pouco depois da libertação,

a "Ronda Noturna" foi devolvida ao Rijksmuseum

numa embarcação fluvial.

Em outubro de 1945, os primeiros 26 quadros saqueados

a voltarem da Alemanha foram recebidos no Rijksmuseum.

A POLÍCIA PODE TE REVISTAR

ÁREA DE ALTO RISCO

LIBERDADE ACIMA DE TUDO!

PODEMOS FALAR SOBRE ISSO?

MANTIDOS REFÉM EMOCIONALMENTE E FINANCEIRAMENTE

TOMAMOS CAFÉ PACIFICAMENTE

"Atenção."

"O prefeito instaurou uma ordem de emergência.

Por favor, saiam em direção ao Concertgebouw,

ou agiremos com violência."

Concertgebouwplein, 4 e 6,

antigo Jan Willem Brouwersplein, o Concertgebouw.

Muitos eventos nacional-socialistas ocorreram neste edifício.

Em 1942, por exemplo,

o nazista holandês Anton Mussert

foi declarado líder do povo holandês aqui.

Eram realizados espetáculos para o exército alemão,

de óperas a danças e cantos das "Onze Donzelas".

O comissário do Reich, Seyss-Inquart,

a maior autoridade alemã na Holanda,

gostava de ir ao Concertgebouw.

E fez um camarote particular para ele no teatro.

Willem Mengelberg, regente da Orquestra Concertgebouw,

apresentava-se para organizações alemãs na Holanda

e viajou com a orquestra para concertos na Alemanha e na Áustria.

A última vez que os membros judeus da Orquestra Concertgebouw tocaram

foi em junho de 1941.

No programa, a Sinfonia n.º 9 de Beethoven,

o Hino à Alegria com a frase: "Alle Menschen werden Brüder",

ou "todos se tornam irmãos".

O público aplaudiu e acenou aos músicos demitidos.

Músicas de compositores judeus já não podiam ser tocadas.

Em 1942, tecidos foram usados para ocultar

as cártulas com os nomes dos compositores judeus:

Mahler, Rubinstein e Mendelssohn.

O regente, Willem Mengelberg,

pediu para manter os membros judeus da orquestra.

Muitos músicos foram para Barneveld,

um campo de confinamento criado para judeus privilegiados

que inicialmente não seriam deportados.

Por fim, a maioria foi para o campo de Theresienstadt.

Mengelberg seguiu na defesa de artistas judeus,

tanto que o líder do Departamento de Cultura Alemão disse:

"O que Mengelberg fala já não faz diferença para nós.

Ele já ajudou muitos judeus."

No último inverno da guerra, conhecido como "Inverno da Fome",

o frio e a falta de luz causaram o cancelamento de muitos concertos.

Houve um concerto de Natal em 1944:

"Só havia velas nos atris

e a atmosfera era mais uma história de horror do que um conto de fadas",

escreveu Nel Bakker.

"Sentamos, com frio, encolhidos nos casacos.

Não se ouvia o habitual murmúrio.

Os músicos que restaram tocavam como anjos.

Esse outro mundo ainda existia.

Espalhados pela plateia

estavam oficiais alemães, também sozinhos.

E todos saíram em silêncio e invisíveis no escuro,

como se tivéssemos num sermão secreto e proibido.

Agora eu podia enfrentar o resto do inverno.

O pior ainda estava por vir."

Na primeira apresentação após a libertação,

a autoridade militar holandesa

proibiu a execução do hino holandês,

"O Guilherme",

"devido à postura duvidosa da orquestra durante a ocupação."

Mengelberg foi banido permanentemente de reger,

punição posteriormente reduzida para 6 anos.

"Esquadrão antimotim, avance!"

"Atenção, unidade 02."

"Direcione dois grupos para a direita."

"Agora!"

P.C. Hoofstraat, 28. Vineta Bar.

Em 1940, este café foi um dos primeiros de Amsterdã

a pendurar placas dizendo: "Judeus não são bem-vindos"

ou "Judeus são Proibidos".

Retratos de Adolf Hitler, Herman Göring

e Anton Mussert, líder do NSB, decoravam suas paredes.

A polícia alemã sempre organizava festas no bar.

P.C. Hoofstraat, nº 39 e nº 41.

Simons, uma papelaria e loja de suvenir.

A família parcialmente judia que dirigia a loja morava na sobreloja,

onde abrigava três pessoas em segredo.

Enquanto ocorriam prisões de judeus,

Eva Broessler-Weissman escondia-se no porão.

Em suas memórias, ela conta

que havia uma mesa pesada na porta.

Eva temia que, se os Simons fossem levados pelos alemães,

ela ficaria presa lá.

A filha do lojista, Eka Simons, foi presa em uma casa abandonada

em que foi pegar objetos de valor das pessoas que abrigava.

Quando um oficial alemão visitou a loja,

a mãe de Eka inventou uma forma de tirar Eka da prisão.

O policial em questão se interessou por uma boneca da vitrine da loja.

Ela alegou que era só para exposição, não estava à venda.

O oficial insistiu que queria a boneca para sua filha.

Então, a mãe de Eka disse...

que sua filha foi presa injustamente.

"Se ela for solta, eu te dou a boneca da vitrine", ela prometeu.

Eka retornou no dia seguinte.

Churchilllaan, 157, terceiro andar.

Estúdio fotográfico de Helmuth e Annemie Wolff-Koller,

que fugiram da Alemanha em 1933.

Helmuth era judeu.

O casal tentou se suicidar juntos no dia da rendição holandesa.

Helmuth conseguiu,

mas Annemie estava viva quando a empregada chegou,

e sobreviveu.

Em 2008, acharam uma caixa contendo retratos

tirados por Annemie em 1943.

Na maioria dos casos, as fotos parecem feitas

para documentos falsos.

Muitas pessoas nas fotos usavam o distintivo de estrela amarela.

As famílias faziam retratos de recordação

para o caso de se separarem,

escondidas ou após a deportação.

Anja, aperte a câmera.

Essa linha vermelha precisa sumir.

Você deve ter tirado uma foto agora.

Agora você deve...

Mais uma, eu acho.

- Acho que já temos todas. - Não, não temos.

Uma ainda não chegou, mas vamos começar.

- Vamos começar. - Quer a espátula?

- Maravilhoso. - Veja essas cores.

Linnaeusstraat, 89.

Hospital.

Soldados holandeses feridos

foram tratados aqui em maio de 1940.

Em 14 de maio, o sargento judeu Helmut Hirschfeld

atirou na própria cabeça e morreu.

Em 1943, a enfermeira Esmée van Eeghen

conheceu o médico Henk Kluvers aqui.

Ela começou a ajudá-lo levando crianças judias

para a província da Frísia.

Em 1944, ela foi delatada.

Os alemães a mataram e jogaram seu corpo em um canal.

Victorieplein, 1.

Em 1941, a sorveteria Delphi

foi designada como um "local judeu".

Judeus só podiam entrar em lojas com essa placa,

como Anne Frank fazia muito, de acordo com seu diário.

Na carta de um leitor publicada em junho de 1942

na revista antissemita "The Foghorn", lê-se:

"Como se não fosse ruim o bastante ver aquelas estrelas tomando sorvete,

o mais escandaloso é que todas as embalagens e colheres

são jogadas na rua.

Sei que é um costume judaico,

e que se sentiriam em casa em qualquer chiqueiro,

mas ainda há alguns góis no Bairro Sul."

Dijkstraat, 32.

Casa de Friedrich Steinbach e família desde 1943,

quando os alemães proibiram morar em caravanas

e perseguiram todos os que chamavam de ciganos.

Alguns ciganos foram para casas abandonadas no bairro judeu.

Os ciganos registrados aqui foram capturados em maio de 1944,

na perseguição nacional de ciganos.

Foram deportados para o campo de trânsito de Westerbork,

e de lá para Auschwitz, onde foram mortos.

Demolido.

Havenstraat, 6.

Centro de Detenção II,

mais conhecido como Prisão de Amstelveenseweg.

Prisioneiros judeus eram forçados a limpar corredores com escovas de dente.

A ala feminina abrigava resistentes

como Reina Prinsen Geerligs e Hannie Schaft,

estudantes que atacaram colaboradores holandeses.

Reina foi executada no campo de Sachsenhausen,

perto de Berlim, em 1943.

Schaft foi baleada nas dunas perto de Amsterdã

semanas antes do fim da guerra.

Também estiveram aqui Johannes Kleiman e Victor Kugler,

que ajudaram a família Frank a se esconder no "anexo secreto".

Em 1943, o membro da resistência Johan Benders, professor,

pulou para a morte do 3º andar da prisão

por medo de, ao ser interrogado,

revelar endereços de pessoas escondidas.

Logo após a libertação,

o exército canadense confiscou a prisão para encarcerar criminosos de guerra.

Um jornal escreveu em maio de 1945:

"É reconfortante que as lideranças do serviço de segurança foram presas.

Eles vestiam uniformes alemães,

esperando que não fossem notados entre as tropas enviadas aos campos."

Algumas semanas depois, um deles,

o chefe da Gestapo, Julius Dettmann,

morreu por enforcamento na prisão.

Koninginneweg, 151, ou Queen's Road, térreo.

Lar do escritor "Édouard de Nève".

Ele montou uma rota de fuga para pilotos britânicos.

Membros da Força Aérea Britânica receberam instruções:

se sofressem acidentes, deveriam ir para a Queen's Road.

O número da casa, 151, era costurado nos colarinhos,

simulando um número de lavanderia.

De Nève, que tinha contato com a inteligência britânica

antes da guerra,

levou 13 pilotos pela fronteira.

E ajudou holandeses a fugirem do país,

como o escritor judeu Jacques Gans.

De Nève assumiu o controle do jornal clandestino "Vrij Nederland",

ou Holanda Livre,

depois de quase toda a equipe ser presa em 1941.

Ele também foi capturado poucos meses depois.

Usando a insanidade como defesa, ele não foi condenado à morte,

mas ficou preso no sanatório Eickelborn.

Ele retornou a Amsterdã logo após a libertação.

Cornelis Krusemanstraat.

Em suas memórias "O Ano da Fome", Nel Bakker escreveu:

"No meio da Krusemanstraat, em Amsterdã,

de repente, vi uma batata.

Eu a peguei e continuei andando,

abaixei-me, não havia carros.

Havia outra, cinco metros adiante,

depois outra.

No total, catei sete batatas na rua.

Em euforia, escolhemos cuidadosamente um livro

que queimaria por tempo o suficiente para fervê-las."

A fome do "Inverno da Fome" começou no outono de 1944.

O sul da Holanda tinha acabado de ser libertado

e nem comida nem combustível chegavam a Amsterdã,

ainda menos, após os ferroviários entraram em greve

em apoio ao esforço de guerra aliado.

Os alemães responderam com um bloqueio fluvial.

A fome foi agravada pelo inverno rigoroso.

A vida pública foi extinta.

Os bondes pararam, gás e luz foram cortados,

o lixo não era coletado, os telefones não funcionavam,

crianças quase não iam à escola e mulheres não menstruavam.

Houve escassez de comida, carvão, gasolina,

sabão, remédios e até caixões.

Muitos foram para as fazendas

trocar seus pertences por alimentos.

Singel, 399.

Escritórios locais da LO,

uma das maiores organizações nacionais de resistência, em 1945.

Este grupo protestante ajudou quem se escondia dos nazistas.

Em Amsterdã, conseguiram ajudar 25 mil pessoas.

O grupo elaborou uma lista de 10 mandamentos aos que apoiou.

"1º: Você é convidado, comporte-se como tal

e cumpras suas responsabilidades,

não só na primeira semana, mas sempre."

"2º: Sua presença significa, pelo menos em parte,

que você será um fardo para sua família anfitriã.

Comporte-se adequadamente."

"3º: Tente sempre estar a serviço do seu anfitrião e anfitriã.

Assuma as tarefas domésticas pesadas.

Ter um membro adicional é um fardo para a dona de casa.

Alivie sua carga ajudando as crianças com sua lição de casa.

"4º: Adapte-se às rotinas da família em que você está,

especialmente para comer e dormir.

Esqueça suas rotinas domésticas pessoais."

"5º: Não interrompa os padrões estabelecidos da vida familiar,

não tente se tornar parte da família.

Isso certamente causaria um grande problema a longo prazo.

Comporte-se como inquilino.

Fique em sua área, em seu quarto, se tiver um.

Principalmente quando a família se reúne à noite ou no fim de semana."

"6º: Não perambule pela sala ou cozinha,

mesmo que os anfitriões o convidem repetidamente.

Seja firme!

Só fique em raras ocasiões ou em noites ou tardes específicas.

Estar em contato pessoal próximo por muito tempo

geralmente causa incômodo a uma das partes envolvidas."

"7º: Viver escondido requer força de caráter e autodisciplina.

Exige força de vontade, compreensão

e capacidade de se adaptar em seu ambiente."

"8º: Você não se adaptará sem atividades regulares

e uma rotina diária.

Além de realizar as tarefas na casa,

aprenda novas habilidades domésticas ou comece a estudar,

de preferência, um curso em seu próprio campo profissional.

Ou dedique-se a um passatempo de longo prazo."

"9º: Quando se trata de sair ao ar livre, receber visitas,

mandar cartas e assuntos relacionados,

sempre consulte seus anfitriões primeiro.

Eles têm a palavra final."

"10º: Mesmo que as autoridades não estejam te procurando ativamente,

se está escondido para evitar trabalho forçado na Alemanha,

procure evitar que os vizinhos saibam de sua presença."

"Memorize estes dez mandamentos e os siga.

Aplique-os em práticas diárias."

A LO ajudou principalmente homens

tentando escapar do trabalho forçado na Alemanha.

Só uma parte das pessoas que ajudaram eram judeus.

"Era muito difícil encontrar lugares para judeus",

disse um membro após a guerra.

"Quase ninguém os aceitava."

Estima-se que 12 mil judeus de Amsterdã se esconderam,

principalmente fora da cidade.

Um terço foi capturado antes do fim da guerra.

Koenenkade.

A floresta de Amsterdã, ou "Plano Florestal",

um parque iniciado na crise econômica dos anos 30

para combater o desemprego.

Em agosto de 1941,

as defesas aéreas alemãs abateram uma aeronave da RAF,

que caiu no parque, matando três tripulantes.

Os alemães montaram campos de trabalho

em vários lugares do novo parque,

frequentemente usando projetos de criação de empregos existentes.

No início de 1942,

foi montado um campo ao lado do canal Ringvaart

para presos políticos não judeus.

Havia um campo para detentos judeus perto da pista de remo Bosbaan.

Em 1944, fizeram um campo de trabalho extra para judeus com mais de 45 anos

em "casamentos mistos",

isto é, estavam protegidos da deportação

pelo casamento com uma não judia.

Tinha 200 pessoas lá. Era um "campo de vai e vem",

onde os trabalhadores voltavam para casa à noite.

Todas as manhãs, um bonde especial os levava para lá.

"Cavávamos na pista de remo",

escreveu Sal Santen em suas memórias.

Um lago que cavaram ficou conhecido como "Poço dos Judeus".

Quando criança, Philo Bregstein foi visitar seu pai ali,

Marcel Bregstein, demitido da Universidade de Amsterdã

onde era professor de direito, por ser judeu.

Philo escreveu do orgulho pelo pai "usando botas e calças de trabalho,

com o carrinho de mão, como um trabalhador autêntico."

O violinista Paul Godwin e outros músicos do campo

formaram o Quarteto do Plano Florestal,

e se apresentavam nas tardes de domingo.

Na "Terça-feira Louca", 5 de setembro de 1944,

quando muitos acreditaram erroneamente

que Amsterdã seria libertada pelos Aliados,

os chefes alemães incendiaram os alojamentos dos trabalhadores,

e desapareceram.

Van Spilbergenstraat, 48.

Lavanderia e casa da família Vermeulen.

Em 1943, havia 21 judeus escondidos aqui,

cada um pagando 45 florins por suas despesas.

Eles ganhavam esse dinheiro de várias formas,

fazendo esculturas em madeira de Jesus,

à igreja Westerkerk e a outras construções.

Após a guerra, Sjaak de Wolf, que ficou abrigado, disse:

"Não havia privacidade, é claro.

Dormíamos no chão, lado a lado, com um cobertor gasto.

Éramos jovens e sexualmente ativos.

Mesmo só compartilhando esses momentos íntimos

muitas vezes causava situações que afligiam as pessoas.

Mas a necessidade não conhece lei."

Uma das mulheres escondidas engravidou.

Quando acabou a comida no Inverno da Fome,

a resistência encontrou outros esconderijos.

Prinsengracht, 321.

Departamento de racionamento de medicamentos.

Após a libertação da Holanda,

as pessoas com edema da fome

podiam trocar seus cupons por rações aqui.

Um cupom dava direito a uma ração de duas semanas,

com quatro latas de leite condensado,

500g de açúcar e 600g de biscoitos.

Prinsengracht, nº 384, primeiro andar.

Casa de Johanna van Hal-Veltstra, ou "Tia Hallie".

Ela ofereceu abrigo às pessoas em sua hospedagem.

Os resistentes ficavam pouco tempo nos quartos da frente,

os moradores judeus mais antigos ficavam nos fundos.

Van Hal instalou um alarme, e se visse qualquer ameaça

pelos espelhos na janela, ela o acionava.

Prinsengracht, 385 a 395.

O novo Suykerhofje,

conhecido pelos residentes como o "Claustro dos Príncipes".

Muitos moradores eram estudantes,

e vários eram membros de grupos de resistência.

Ajudavam pessoas escondidas, aqui e em outros lugares

e estabeleciam uma rota de fuga para a Suíça.

Em abril de 1943, o serviço de segurança alemão

fez uma batida e prendeu 15 pessoas.

Uma delas era Bram Kuiper,

estudante de biologia e membro da resistência CS6.

Ele foi solto após um mês,

mas foi preso na Bélgica no verão seguinte

ao inspecionar uma rota de fuga.

Em outubro de 1943, Bram foi executado nas dunas,

três semanas depois do seu irmão, Sape, também membro do CS6.

O artista judeu Bob Hanf viveu escondido aqui.

Ele também foi preso em abril de 1944.

Hanf morreu em setembro daquele ano

em Auschwitz ou a caminho de lá.

Keizersgracht, 763.

O artista e escritor judeu, Eduard Veterman,

dirigia o "Escritório de Falsificação" neste endereço.

Em 1942, ele tornou-se diretor do departamento teatral

do Hollandsche Schouwburg, ou Teatro Holandês,

quando só judeus podiam se apresentar e visitar o teatro.

Uma das últimas peças apresentadas, em junho de 1942,

foi escrita por Veterman.

O título da peça era

"As Coisas Não Serão Como Você Espera".

Veterman forja quase 2 mil identidades em branco

para grupos da resistência.

Também fez versões próprias de documentos desconhecidos.

O resistente Guusje Rübsaam disse após a guerra:

"Veterman fez certidões de nascimento brasileiras sem nunca ter visto uma.

Ninguém sabia como era uma certidão brasileira!"

Alguns desses "documentos desconhecidos" eram usados

no contato com o advogado alemão Hans Calmeyer,

que tratou de petições de holandeses

que contestavam seus registros como "judeus".

Veterman foi isento da deportação por um tempo

por trabalhar para o Conselho Judaico.

Em outubro de 1943, Veterman foi traído e preso.

Ele foi condenado à morte em 1944,

mas sobreviveu à guerra em várias prisões alemãs.

Em 1946, Veterman e sua esposa, Katy van Witsen,

morreram num acidente de carro

em circunstâncias que alguns viam como suspeitas.

Veterman delatou a corrupção e a colaboração

de pessoas influentes

e manifestou a atuação amadora

dos serviços secretos holandeses em Londres durante a guerra.

Sarphatistraat, 470.

Quartel de cavalaria.

Durante a invasão alemã dos Países Baixos,

o exército holandês utilizou este quartel

para prender alemães e membros do NSB.

Durante a ocupação,

o quartel foi usado pelo exército alemão,

onde se prepararam para a "Operação Leão Marinho",

codinome da invasão planejada do Reino Unido em 1940.

O comandante, Felix Steiner,

foi incumbido de formar uma divisão da Waffen SS

composta por europeus ocidentais voluntários.

Mais tarde, tornou-se a "Wiking",

uma Divisão Panzer da SS, implantada pela primeira vez

durante a Operação Barbarossa,

a invasão alemã da União Soviética em 1941.

Rapenburgerstraat, 45, terceiro andar.

Casa da família Tak.

Em fevereiro de 1941,

os alemães prenderam o carvoeiro Isaac Tak,

no primeiro ataque aos judeus

e o detiveram no campo Schoorl, na Holanda.

De lá, foi deportado para Mauthausen, onde morreu em setembro.

Um oficial alemão registrou com ironia a causa da morte

como "cancro mole",

uma doença venérea prevalente em regiões tropicais.

Bloeme Tak-Philips, esposa de Isaac Tak, e seus quatro filhos

foram transportados para Westerbork em maio de 1943.

Os alemães deixaram um dos meninos, Nico, sair do campo

por ser filho de Bloeme com um homem não judeu,

então, era considerado meio-judeu.

Nico voltou para Amsterdã para morar com um tio.

Bloeme, Nathan, Suzanna e Mozes Tak

foram mortos em Auschwitz, em agosto de 1943.

Demolido.

Amstel, 25.

Departamento do Conselho Judaico para Permissões de Viagem e Realocação.

Na primavera de 1942, este era um dos 14 locais

onde os judeus tinham que comprar distintivos amarelos

na forma de estrela de Davi com a palavra "judeu" impressa.

Para não-judeus, usar o distintivo era um delito.

Demolido.

Em frente ao nº 170 do canal Nieuwe Achtergracht.

Gerrit Kaldenberg, membro do NSB,

foi preso após a libertação.

Em 9 de novembro de 1945,

recém-saído da prisão e em liberdade condicional,

ele foi baleado na garganta aqui.

Na guerra, Kaldenberg teve uma hospedagem

e atraiu judeus para morarem escondidos

e os traiu.

Esquina da Weesperstraat com Nieuwe Keizersgracht.

Em 13 de julho de 1942,

pouco antes da partida do 1º trem para o campo de Westerbork,

o feirante, Eliazar Moffie,

foi detido na fila do Conselho Judaico,

por incitar um protesto antialemão.

Um relatório da polícia holandesa registrou suas palavras:

"Temos de recusar a ir para a Alemanha.

Levam nossas mulheres e filhos à noite

porque não ousam fazer isso de dia.

Haverá uma revolta. Espero que comece hoje."

Moffie foi entregue à polícia alemã

e assassinado em Auschwitz em setembro de 1942.

Sua esposa e filhas foram mortas lá um ano depois.

"O rei acabou de chegar em Nieuwe Keizersgracht.

Muitas famílias judias viviam nessa área antes da guerra."

Weesperstraat.

Antes da guerra, Weesperstraat era uma estreita rua comercial,

apelidada de "Rua dos Judeus".

70% das pessoas desse bairro eram judias,

a maior porcentagem em Amsterdã.

Em fevereiro de 1941,

esta região e o antigo Bairro Judeu foram isolados.

Os alemães queriam criar um gueto fechado,

como fizeram na Europa Oriental.

O plano não foi executado, a prefeitura se opôs.

Segundo o prefeito,

um gueto seria prejudicial para a infraestrutura da cidade.

Além disso, muitas famílias cristãs teriam de se mudar.

"Estamos prontos, Vossa Majestade."

Você é a primeira pessoa que convido

para entrar no memorial."

Em maio de 1941,

os alemães criaram o chamado "gueto óptico",

colocando placas como "Área Judaica", "Rua Judaica"

e "Canal Judaico" ao redor.

Em 1942,

esta se tornou uma das três áreas de Amsterdã

e de todo o país, onde judeus ainda podiam viver.

Havia cinco açougues, cinco cabeleireiros e dois cafés

designados como "estabelecimentos judaicos".

As placas das ruas foram retiradas no fim de 1943,

quando as deportações terminaram

e os alemães declararam Amsterdã "Judenrein",

ou "livre de judeus".

No Inverno da Fome,

os habitantes de Amsterdã saquearam madeira

e outros materiais das casas desocupadas.

Após a guerra, autoridades decidiram não reconstruir a área.

Disseram que antes da guerra já existiam

muitos problemas sociais e de trânsito.

Todos os edifícios foram demolidos e a rua foi alargada.

"O rei e o anfitrião Jacques Grishaver,

colocaram um seixo no Muro das Homenagens.

Outros convidados farão o mesmo.

Segundo os costumes judaicos, o seixo é a prova

da visita ao memorial."

"Os nomes nos tijolos são os nomes oficiais

registrados das vítimas

e não os nomes pelo qual eram conhecidas.

Por exemplo, Anne Frank está listada

como Annelies Frank.

Todos os nomes estão em ordem alfabética no muro.

Isso significa que as famílias não estão agrupadas.

Qualquer pessoa pode adotar um nome do memorial

e contribuir para o financiamento do memorial.

A adoção de um nome custa 50 euros.

Até agora, mais de 80 mil pessoas adotaram um nome."

Em 1950, um monumento foi erguido neste local,

o Monumento da Gratidão Judaica.

Foi fundado por sobreviventes judeus e dedicado a ajudantes não-judeus

Com o tempo, o monumento foi considerado inapropriado,

já que não havia um monumento em homenagem

às vítimas judias, romenas e ciganas de forma individual.

Em 2021, o Monumento da Gratidão Judaica

abriu caminho para o Memorial Nacional dos Nomes do Holocausto.

O Monumento da Gratidão foi transferido para outro local.

"Temos que encarar isso de verdade agora.

Uma das medidas mais rigorosas.

Um toque de recolher entrará em vigor essa noite.

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra.

Essa medida é justificada?

Os municípios e a polícia podem aplicá-la?"

Ceintuurbaan.

No dia em que a Alemanha se rendeu,

em 4 de maio de 1945,

uma patrulha alemã atirou em pessoas comemorando nas ruas

após o início do toque de recolher às 19h.

Uma bala atingiu Sigi Mendels,

um menino judeu que se aventurou a sair

depois de se esconder por anos.

Ele morreu pelos ferimentos oito meses depois.

Os alemães impuseram toque de recolher no início da ocupação.

Ninguém poderia sair entre meia-noite e 4h.

Só os membros da equipe de ataque aéreo eram autorizados.

A partir de setembro de 1944,

o toque de recolher começava às 20h, às vezes às 19h como punição.

Os alemães penduravam cartazes

dizendo que qualquer um na rua poderia ser baleado.

Pijnackerstraat, 9.

Vredeskerk, ou "Igreja da Paz".

Em 1940, jovens paroquianos criaram o grupo de resistência

conhecido como "Exército Laranja Holandês".

Eles planejaram atos de sabotagem e uma fuga para a Inglaterra.

Mas alguém os traiu e vários membros foram presos.

Frank e Jan Fontaine, Jan Kootwijk e Jaap Besters

não voltaram dos campos de concentração.

Padres católicos foram proibidos de ministrar sacramentos

aos membros do NSB.

Em julho de 1942,

nas igrejas católicas e protestantes dos Países Baixos,

foi lida uma carta

condenando o trabalho forçado e a deportação de judeus.

Os nazistas retaliaram, prendendo e deportando

mais de 200 judeus convertidos ao catolicismo.

O sino da igreja foi removido em 1942.

Antes da invasão alemã, as autoridades holandesas

registraram os sinos de igrejas da Holanda

para derretê-los, se necessário, em caso de guerra.

De certo modo, graças a isso,

em seis meses os alemães puderam tirar

quase 7 mil dos 9 mil sinos de igrejas do país.

Dois terços desses sinos foram derretidos e transformados em armamentos.

Um ditado dizia:

"Quando os sinos acabarem, a guerra termina",

ou seja, se os alemães precisavam derreter sinos pelo metal,

suas chances de vencer a guerra não eram boas.

Hekelveld.

Na noite de 4 de maio de 1945,

a Polícia de Ordem Alemã matou a enfermeira Annick van Hardeveld.

A enfermeira, de 21 anos, era mensageira da resistência.

Ela pedalava ao norte de Amsterdã para levar a mensagem

sobre a rendição iminente dos alemães.

Van Hardeveld vestia o uniforme da Cruz Vermelha

para sair no toque de recolher.

Sobre o uniforme, ela usava a bandeira holandesa.

Stadhouderskade, 56.

Sede do grupo da resistência "2000", em 1945,

na casa da família Verwoerd.

Depois que o filho do casal, Leo, foi pego com documentos falsos,

o Serviço de Segurança Alemão, SD,

invadiu o local em 9 de março de 1945.

Os Verwoerd rapidamente levaram Rob Waaker,

um jovem judeu que vivia escondido com eles, até o vizinho.

Cada membro do Grupo 2000

tinha um código gravado num registro.

A chave desse registro estava escondida sob a entrada do escritório.

Era essencial que essa chave não chegasse à SD,

por isso, no dia 10 de março,

vários membros do grupo forçaram a entrada no prédio.

Durante o tiroteio,

o sargento-inspetor do SD, Ernst Wehner, foi morto.

O SD retaliou com a execução de 30 prisioneiros

do presídio de Weteringschans em Eerste Weteringplantsoen.

Entre eles, Leo e Henk Verwoerd.

Os alemães reuniram transeuntes e pessoas que moravam por ali

e os forçaram a assistir às execuções.

Quem desviasse os olhos

recebia um chute ou uma coronhada.

Os corpos caíram num monte de lixo

acumulado diante de um abrigo antiaéreo nas semanas anteriores

porque não havia coleta.

Alguns dias depois,

desconhecidos puseram uma bandeira holandesa ali.

A líder do "Grupo 2000", Jacoba van Tongeren,

assistiu às execuções de seu esconderijo,

num posto de primeiros socorros ali perto.

"Chorei como nunca chorei antes",

ela escreveu em suas memórias.

Depois, ela entrou na sede por um prédio vizinho

e levou a chave para o registro do código.

VACINA DA COVID AMEAÇA À VIDA?

Spinozastraat, 5, térreo.

Casa do renomado pesquisador de câncer, Nathaniël Waterman.

O hospital Antoni van Leeuwenhoek teve que demiti-lo em 1941.

Em setembro de 1943,

Waterman integrou a última deportação em larga escala de judeus

para Westerbork.

Mas, em novembro, os alemães o mandaram de volta a Amsterdã

para montar um laboratório e continuar sua pesquisa

sobre os efeitos cancerígenos dos corantes.

Ele deixava os ratos de laboratório num local especial no jardim.

A esposa de Waterman, Mien Waterman-Rippe,

ficou no campo de trânsito como refém.

Tanto ela quanto o marido sobreviveram.

Dois de seus filhos foram mortos,

Elizabeth Fischer-Waterman em Auschwitz, em setembro de 1942,

e Dolf Waterman, em Mauthausen, em novembro de 1942.

O terceiro filho deles, Léon Waterman, arquiteto, sobreviveu.

Em 1962, ele projetou o primeiro memorial do Holocausto

no Teatro Holandês,

o principal centro de deportação em Amsterdã.

Nieuwmarkt.

Esta praça se tornou um centro de atividades ilegais.

Em agosto de 1942,

um homem foi preso aqui por vender cupons de ração

necessários para comprar alimentos básicos,

como pão e leite.

Um policial reconheceu-o como Jan Catoen,

um notório ladrão que fugiu do campo de Amersfoort.

Após um julgamento de fachada,

um tribunal alemão condenou Catoen e dois cúmplices à morte

pelo roubo do posto de racionamento.

Foram executados em setembro de 1942.

Ao longo da ocupação,

quatro crianças foram mortas em Nieuwmarkt.

Annie Meijer, de quatro anos foi baleada num ataque

pela Polícia de Ordem Alemã em setembro de 1944.

Os jovens Bari Baars e Israël Deegen morreram em março de 1945,

atingidos por balas de borracha contra comerciantes ilegais.

Em 12 de abril de 1945,

Alex Evers, de 16 anos, caminhava em Nieuwmarkt a caminho de casa.

Dois minutos após às 20h, a hora do toque de recolher.

A Polícia de Ordem Alemã começou a atirar.

Uma bala atingiu a mão de Alex

e ele entrou no abrigo antiaéreo no meio da praça.

Quando saiu do outro lado, a Polícia de Ordem atirou de novo.

Alex morreu na ambulância a caminho do hospital.

Europaplein, antes Westerscheldeplein.

Em 11 de novembro de 1940, uma aeronave italiana,

que participou do ataque aéreo à Inglaterra,

aterrissou nesta praça com problemas no motor.

A partir de julho de 1942,

esta praça foi usada como ponto de reunião

nas prisões de judeus.

As pessoas iam de bonde daqui para a Estação Central,

de onde partia o trem para o campo de Westerbork.

Jovens com 16 anos ou mais iam a pé.

O senhor é destro ou canhoto?

- Sou destro. - Por favor, sente-se.

Estava ansioso?

Eu estava com um pouco de medo.

- Certo. - Aqui vamos nós.

Deixe seu braço solto e relaxe.

Minhas mãos estão frias, não?

Ótimo.

Agora pressionamos por dois minutos.

Já terminou?

- Já terminei. - Não senti nada.

Sente-se por 15 minutos na outra sala.

Vai receber o certificado de vacinação.

- Não vá embora sem ele. - Não, não, não.

Também não vou embora sem ela.

Haarlemmerweg, do 8 ao 10.

Usina de Gás Wester.

Esta usina foi um dos três locais em que os moradores

tiveram que entregar suas bicicletas, em julho de 1942.

Havia cerca de 300 mil bicicletas em Amsterdã antes da guerra.

Depois, eram 160 mil.

No Inverno da Fome,

as pessoas tentaram roubar carvão da usina.

A polícia atirava nos ladrões, às vezes com consequências fatais.

Amsterdã, boa tarde!

Quando eu digo: "Nem antes, nem agora",

vocês dizem...

Fascismo nunca mais!

Nem antes, nem agora...

Fascismo nunca mais!

A democracia é frágil

e a democracia está mais frágil do que nunca.

Vimos quando as mulheres não votavam.

Vimos quando mulheres negras ainda não podiam votar depois.

Vimos quando homossexuais não tinham direito de se casar.

E vimos quando um partido de extrema direita

perguntou se queríamos menos ou mais marroquinos neste país.

Vimos quando alguns políticos acharam normal

chamar refugiados de "negros flutuantes"

enquanto estavam em seus mandatos.

E isso prejudica quem cresceu aqui com a ideia

de que teríamos aprendido

com o que aconteceu na Segunda Guerra.

Então eu vejo na TV

que os supremacistas brancos, apoiadores do Trump

quase não são impedidos de invadir o Capitólio.

Mas irmãs e irmãos negros

podem tomar um tiro por uma lanterna traseira quebrada

naquele mesmo país.

Isso mostra a hipocrisia do privilégio branco

e quão perigosa é a supremacia branca.

Não podemos legitimá-la, começando na Holanda.

As pessoas lutaram pelos direitos que temos.

É nosso dever continuar essa luta,

não dar espaço ao fascismo em nossa sociedade.

# CHEGA DE FASCISMO

# CHEGA DE FASCISMO

Oosterspoorplein.

Estação de trem Muiderpoort.

A partir de outubro de 1942,

ao menos 11 mil pessoas foram deportadas por esta estação,

principalmente para o campo de trânsito de Westerbork,

e de lá para os campos de extermínio de Auschwitz e Sobibor

na Polônia ocupada.

Funcionários do Conselho Judaico foram postos na estação

para registrar "os viajantes",

obrigados a entregar as chaves de suas casas.

Suas casas seriam lacradas

até que móveis e pertences fossem registrados

e muitas vezes transportados para a Alemanha.

Wibaustraat,

renomeada de Weesperpoortstraat.

Em 1942, os alemães renomearam 18 ruas com nomes de judeus.

Também renomearam uma rua com o nome de um socialista,

o vereador de Amsterdã, Floor Wibaut.

Ele era membro proeminente do Partido Trabalhista Holandês.

"Se a expectativa se concretizar de que no início do verão

quem quiser ser vacinado já tiver tomado ao menos uma dose,

então, poderemos dar um grande passo...

em direção à vida normal.

Isso é o que esperamos.

Sejamos honestos, todos nós desejamos isso.

Uma mudança de ambiente e de cultura."

Plantage Kerklaan, 36 e 38.

Cartório de Registro Civil.

Ocupantes alemães decretaram que todos os cidadãos

tinham que andar com documentos o tempo todo.

Documentos de judeus foram marcados com uma grande letra "J" preta.

O novo documento holandês, com uma foto e duas digitais,

era muito difícil de falsificar

e podia ser comparado aos registros.

Em 1942, o PBC,

um grupo de artistas especializados em forjar documentos,

começa a planejar um ataque ao Escritório de Registro.

Em 27 de março de 1943,

combatentes da resistência disfarçados de policiais

entram no escritório e neutralizam 8 guardas

da Polícia de Amsterdã.

Injetam-lhes um sedativo

e os deixam no Jardim do Zoológico Artis.

Os invasores molham as fichas de registro com benzeno

e armam cargas de TNT.

Às 23h, soam explosões e começa um incêndio.

"Amsterdã aproveitou a fogueira",

escreveu o jornal clandestino "Het Parool".

O ataque se tornou um dos atos de resistência mais conhecidos

e elevou o moral.

"Uma boa notícia",

Anne Frank escreveu em seu diário no anexo secreto.

Mas o incêndio não destruiu todos os registros,

nem a ação zelosa do corpo de bombeiros.

No fim, só 15% dos registros foram efetivamente destruídos.

Os alemães também tinham registros em outros lugares.

Willy Lages, diretor do serviço de segurança alemão,

ofereceu 10 mil florins

por informações que levassem à captura dos agressores.

Vondelstraat, 24, térreo.

Numa mensagem de telex ao líder da SS, Heinrich Himmler,

datada de 2 de abril de 1943,

Hanns Albin Rauter, chefe da SS na Holanda, declarou:

"Durante a noite,

fizemos várias prisões em Amsterdã e Utrecht.

Portanto, é certo

que três envolvidos no ataque incendiário

ao Registro Civil de Amsterdã estão sob custódia."

Um dos detidos foi Sjoerd Bakker, estilista e alfaiate.

Ele fez a réplica dos uniformes da polícia holandesa

usados pelos invasores, no estúdio dele.

Ele e outros 11 envolvidos no ataque foram executados

nas dunas em 1º de julho de 1943

e jogados em uma vala comum.

A pedido do próprio, Bakker usou uma camisa rosa na execução.

Quando a vala foi descoberta após a guerra,

a camisa rosa ajudou a identificar o grupo.

Kerkstraat, 225, térreo.

Casa de Henry van Adelsbergen, judeu num casamento "misto".

Enquanto esteve preso no campo de Westerbork,

ele foi forçado a escolher entre ser deportado ou esterilizado.

Ele optou pela esterilização e retornou a Amsterdã.

Em março de 1943,

Van Adelsbergen divorciou-se de sua esposa e mudou-se.

Em 1944, ele foi convocado à sede da polícia alemã.

Lá, ele encontrou por acaso

a ocupante do apartamento de cima, na Kerkstraat,

Branca Simons,

informante judia que delatava pessoas para se salvar.

Simons informou que, como o antigo vizinho havia se divorciado,

ele não estava mais isento da deportação.

Van Adelsbergen foi preso imediatamente.

Ele morreu em março de 1945

no campo de concentração de Vaihingen, na Alemanha.

Após a guerra, Simons foi condenada à morte

mas foi solta em 1959.

Demolido.

Vegastraat, 26, térreo.

Dina Gobitz-Wagenaar e quatro de seus filhos

viviam escondidos aqui, em sua própria casa,

após fugirem do Centro de Deportação do Teatro Holandês.

Após a guerra, a filha de Dina, Carla Kaplan-Gobitz, lembrou:

"Os resistentes criaram muitos esconderijos em nossa casa,

e funcionaram tão bem

que cada vez mais pessoas se escondiam lá.

Antes alguns até se escondiam na rede de esgoto.

É horrível viver escondido.

Todos viviam com medo, e não podíamos brincar.

Não podíamos abrir as cortinas.

Não podíamos falar,

porque tinha que parecer que ninguém morava na casa."

Carla e sua irmã disseram

que um guarda alemão, Alfons Zündler,

as ajudou a escapar do centro de deportação.

Mas quando eles e outros

propuseram Zündler para o prêmio Yad Vashem em 1993,

que o honraria em Israel como "Justo entre as Nações",

isso provocou uma onda de protestos.

Os oponentes disseram que este guarda da SS

só ajudava os outros em troca de álcool ou sexo.

Descobriu-se que Zündler e dois outros guardas

tinham sido presos em 1943

por ter relações sexuais com mulheres judias,

e foram condenados a 10 anos por um tribunal alemão.

Em uma entrevista de 2012, o resistente Harry Cohen,

mensageiro do Conselho Judaico, disse sobre Zündler:

"Sim, ele salvou pessoas,

mas ao ser indicado ao Yad Vashem, protestei.

Seria ir longe demais.

Fala sério!

Ele estava na SS e decidia quem vivia ou morria!"

Van Ostadestraat, 201 e 203.

Escola Herman Elte.

Em setembro de 1941, os alemães decretaram

que crianças judias iriam a escolas separadas.

A administração de Amsterdã é obrigada

a criar mais de 40 novas escolas,

principalmente em prédios escolares existentes,

para cerca de 7.500 alunos.

Escolas judaicas que já existiam antes da guerra,

também viraram parte do sistema.

Quando as deportações começaram, as turmas encolhiam a cada dia.

Em setembro de 1943, todas as escolas judaicas fecharam.

Albrecht Dürerstraat, 44, primeiro andar.

Em 1943, Sonja van Hesteren

mudou-se para o que ela descreveu como um "quarto luxuoso"

num apartamento antes ocupado por uma família judia.

Ela trabalhava no "Hausraterfassungstelle",

o departamento que registrava

o conteúdo das casas dos judeus deportados.

Van Hesteren disse após a guerra que, para continuar morando lá,

ela teve que se unir à equipe da polícia alemã.

Lá ela ajudou a prender resistentes.

Em abril de 1944, ela ligou para Henk Dienske,

líder do grupo de resistência LO,

fingindo ser a filha de um líder comunista.

Disse que o pai dela tinha uma mensagem.

Dienske aceitou encontrá-la e foi imediatamente preso.

Dienske morreu em Beendorf em 1945,

um subcampo do campo de Neuengamme, na Alemanha.

Após a guerra, Van Hesteren foi condenada a 12 anos de prisão.

Beethovenstraat, 154, terceiro andar.

Casa do médico Johan Strak.

Ele era membro do partido nazista holandês, o NSB,

e da SS, e confidente do chefe do SD, Willy Lages.

Em 1942,

ele se tornou conselheiro da saúde pública de Amsterdã.

Como médico, Strak realizava avaliações

de mulheres que queriam se casar com membros da SS,

para determinar se elas eram de "raça germânica pura".

Em 1942, era responsabilidade dele

determinar se os órfãos seriam judeus.

Ele decidiu que um bebê chamado de "Remi van Duinwijck",

nomeado em razão da rua onde foi encontrado,

era judeu, mesmo não sendo circuncidado.

Strak disse que o garoto tinha "orelhas de judeu".

Remi foi assassinado em Sobibor, em 1943.

Seu nome verdadeiro, Koen Gezang, só foi descoberto em 2002.

Após a guerra, Strak foi condenado a seis anos de prisão.

"Testemunhas na primeira fila."

Amstel, 3, térreo.

Livraria de Louis Lamm,

uma das maiores livrarias antiquárias judaicas da Europa.

- Bruna dos Santos Vieira? - Sim.

- E Magteld Elsemiek Jakobs? - Sim.

Por favor, levantem-se.

Deem a mão direita uma à outra.

Olhem nos olhos uma da outra.

E ouçam as perguntas que farei a vocês.

Quando as deportações começaram,

o vizinho de cima de Lamm, o resistente Cas Oorthuys,

achou um lugar seguro para ele,

mas Lamm, que havia fugido da Alemanha em 1933, recusou a oferta.

Lamm e sua filha Ruth

foram assassinados em Auschwitz em novembro de 1943.

A livraria foi extinta pela equipe do "Reichsleiter" Rosenberg,

uma organização nazista que saqueava bens culturais judaicos.

Após a guerra,

Lydia Oorthuys-Krienen lembrou:

"Depois que eles foram levados,

encostaram escadas na frente do prédio,

e uma longa calha correu da janela

até uma embarcação plana."

"Passaram dias usando a calha

para levar os valiosos livros para o barco."

Demolido.

Van Woustraat.

Em setembro de 1942,

um policial prendeu o jornalista Philip Mechanicus

por não usar o distintivo de estrela amarela.

Dois membros do NSB o reconheceram

e o delataram em uma parada de bonde.

Mechanicus foi para o campo de Amersfoort

e dali para Westerbork.

Mechanicus manteve um diário contrabandeado do campo de trânsito

e publicado após a guerra como "Esperando a Morte".

"Sinto-me fazendo uma reportagem de um naufrágio",

ele escreveu do campo.

Em outubro de 1944, Mechanicus foi morto a tiros em Auschwitz.

Van Woustraat, 149.

Koco, uma das duas sorveterias geridas pelos refugiados judeus alemães,

Ernst Cahn e Alfred Kohn.

As janelas da sorveteria deles na Rijnstraat

foram quebradas em fevereiro de 1941,

assim, os donos reuniram um grupo de clientes

para proteger as lojas.

Dias depois,

nazistas holandeses passaram pelo salão, cantando,

então os donos fecharam a loja.

Começaram a bater na porta,

e os defensores do salão jogaram gás amônia neles

com um cilindro de resfriar sorvete.

Mas, em vez dos Camisas-Negras, eram policiais da Ordem Alemã.

Para os nazistas, esse evento serviu de justificativa

para a primeira batida no antigo bairro judeu,

nos dias 22 e 23 de fevereiro.

Ernst Cahn foi condenado à morte por um tribunal nazista.

Em 3 de março de 1941,

tornou-se o primeiro resistente na Holanda

a morrer diante de um pelotão de fuzilamento.

Alfred Kohn faleceu em 1945,

provavelmente numa marcha da morte de Auschwitz.

De Mirandalaan, 9, antiga Burgemeester van Leeuwenweg.

Piscina do parque Amstel.

A partir de 21 de maio de 1941,

os alemães proibiram judeus de usarem as piscinas públicas.

A única piscina permitida a nadar era esta,

às segundas, quartas e sextas-feiras.

Menos de um mês depois, também foram banidos dessa última piscina.

Todas as piscinas foram fechadas no outono de 1944

devido à falta de gás e eletricidade.

No Inverno da Fome,

as pessoas cortaram as árvores ao redor das piscinas para lenha.

O trampolim de madeira também foi cortado.

Na década de 1930,

apelidaram-na de "Piscina De Miranda".

em homenagem ao seu idealizador,

o vereador socialista Monne de Miranda.

Ele foi preso em julho de 1942

e levado ao campo de Amersfoort,

onde foi submetido a tantos abusos físicos,

por outros cativos holandeses, que morreu 10 dias depois.

Em 1946, a piscina foi oficialmente nomeada "Piscina De Miranda".

Anos depois, a rua também foi nomeada em sua homenagem.

Demolido.

Binnen Bantammerstraat,

conhecida desde os anos 20 como "Tong Yan Kai",

ou "Rua dos Chineses".

Centenas de marinheiros chineses que não puderam sair de Amsterdã

devido à guerra, conseguiram ganhar a vida

com negócios locais.

Os desempregados tiveram que trabalhar para os alemães.

Houve 40 casamentos sino-holandeses em Amsterdã na guerra.

Em 1943,

a "Storm", uma revista holandesa da SS, escreveu:

"Como é possível que as holandesas não se envergonhem,

quando se jogam nos braços de um oriental,

que, além disso, é pouco mais que um mendigo?"

O restaurante chinês mais antigo,

Kong Hing, no nº 11,

fechou durante o Inverno da Fome.

Após a rendição do Japão,

os chineses em Amsterdã comemoraram a vitória

em Nieuwmarkt e na Praça Dam.

Molenbeekstraat, 26, segundo andar.

Casa de Philip van der Kar, Sophia van der Kar-Polak

e seus filhos, Sieg e Mary.

Sophia Polak conseguiu obter o chamado "Selo Calmeyer",

que indicava que ela era apenas "parcialmente" judia.

Ela e a irmã conseguiram isso

porque seu pai biológico não era Samson Polak,

mas o falecido Albertus Demmenie,

um não-judeu que teve um caso com sua mãe.

O filho de Demmenie concordou com essa mentira.

Para receber seus selos, Sophia e Stella

submeteram-se a um exame físico de verificação racial

no "Zentralstelle" de Amsterdã,

o Escritório Central para a Emigração Judaica,

As duas irmãs de meia-idade tiveram que levantar as saias

para Ferdinand Aus der Fünten, o chefe da Zentralstelle.

Com as saias levantadas, tiveram que caminhar de meias

para que o capitão da SS determinasse

se tinham "pernas de judias".

A família Van der Kar-Polak produzia documentos falsos

e sempre escondeu pessoas, lotando os cômodos.

"Passei ao menos três anos dividindo a cama com meus pais",

Mary disse após a guerra.

Depois que os "hóspedes" ficavam alguns dias,

Sophia e Mary os tiravam da cidade

e os escondiam no campo.

Nas quatro vezes que autoridades invadiram a casa,

os hóspedes se esconderam no telhado, atrás da chaminé.

Niersstraat, 29, primeiro andar.

Casa de Simon de la Bella, senador judeu do partido socialista.

Quando ele foi preso em julho de 1940,

ele tentou se matar ingerindo veneno,

mas não teve êxito.

Ele morreu em 1942

no campo de concentração de Dachau, na Alemanha.

Harry? Abaixe nove centímetros.

Nove.

A filha de De la Bella, Carla, se uniu à resistência,

transportando documentos ilegais e armas.

Mais tarde, ela disse:

"Antes da guerra, meus pais mandavam em mim,

eu não podia fazer nada.

Percebo agora que fui jogada à fase adulta.

Não havia mais limites. Fazíamos o que quiséssemos.

Comparado ao período anterior, foi um caos.

Todos viviam com todos, dormíamos com todo mundo.

Se tivesse bebida, era hora da festa.

Era uma loucura.

Também foi nosso modo de responder à tensão da resistência."

Valentijnkade, cemitério judaico de Zeeburg.

O cemitério estava lotado em 1914

e só foi usado esporadicamente a partir de então.

Cerca de 100 mil pessoas estão enterradas aqui.

Em 1942, o exército alemão

reutilizou parte do cemitério como campo de treinamento.

Enterros ilegais ocorreram nos cemitérios judaicos

perto de Diemen e Ouderkerk,

mas não foi provado que tais enterros ocorreram aqui.

Depois da guerra, diziam que durante o Inverno da Fome

um alemão deixou uma vaca pastando aqui.

Segundo essa história,

pessoas da vizinhança a roubaram e a abateram.

Em 1956, as autoridades locais adquiriram parte do cemitério

para construir uma estrada.

Sob supervisão rabínica, as sepulturas dessa parte foram exumadas

e deslocadas para o cemitério de Diemen,

com as poucas lápides restantes.

Nieuwe Keizersgracht, 58.

Sede do Conselho Judaico,

a organização que os nazistas impuseram aos judeus em 1941

para implementar suas políticas.

O Conselho causa polêmica até hoje.

A organização colaborou ou apenas tentou evitar o pior?

A entrada era no nível do porão,

e as filas, às vezes, se estendiam até a Weesperstraat.

Todos queriam trabalhar lá, porque no início

os funcionários do Conselho e suas famílias não eram deportados

A organização criou inúmeros departamentos pela cidade,

de autorizações de viagem a distribuição de vegetais.

Em suas decisões, o Conselho tendia a favorecer a elite.

O presidente David Cohen defendeu esta política nas suas memórias:

"Deve-se valorizar todas as vidas,

mas uma vida com valor para outras pessoas

deve ser mais protegida em tempos de guerra

do que a vida de alguém que só importa para si."

Relatórios do que acontecia nos campos da Polônia ocupada

chegaram ao Conselho Judaico, mas eles não acreditaram.

Em 1947, um Tribunal Especial de Justiça

colocou David Cohen e Abraham Asscher,

os dois presidentes, em prisão preventiva.

Foram soltos um mês depois.

No mesmo ano, um tribunal judaico

concluiu que Cohen e Asscher

"falharam em um mundo que já estava errado."

Valeriusplein, 15.

Liceu de Amsterdã.

Em 1940, os professores e funcionários públicos judeus

foram demitidos,

em um dos primeiros atos para isolar os judeus.

Em 1941,

uma cerimônia de despedida ocorreu no auditório

para os 72 alunos judeus.

O diretor, Piet Gunning,

os havia levado para passar uma semana em "Cloudland",

na casa de campo da escola.

Gunning foi demitido em 1942

e detido pelo crime de "Judenbegünstigung",

ou favorecimento de judeus.

Após a libertação, ele foi reintegrado.

- Máscara, sim? - Sim.

Certo. O que estava pensando?

Use sua máscara.

Máscara.

A ideia é cobrir o rosto.

Não é um protetor de queixo.

Várias organizações alemãs requisitaram a escola,

incluindo a Polícia de Ordem e a Força Aérea.

Soldados foram alojados em salas de aula,

enquanto oficiais ficavam na sala do diretor.

Os alemães criavam porcos no porão

e construíram um canil no terreno.

Cercas de arame farpado protegiam o prédio.

As aulas continuaram em outro lugar.

Vários professores e alunos se uniram à resistência.

Em dezembro de 1942,

dois alunos foram até o campo de Westerbork

com um microscópio para o professor de biologia, Jacob Heimans,

porque ele sentia saudades dele.

Também forjaram uma certidão de batismo

para a mãe de um colega,

na esperança de que ela fosse "arianizada".

Esquina da Apollolaan com a Beethovenstraat.

Em setembro de 1944, houve uma trégua tácita

entre a polícia alemã e a resistência holandesa:

se não houvesse ataques violentos contra as forças de ocupação,

não realizariam quaisquer execuções.

A milícia de resistência KP não pretendia

matar Herbert Oelschlägel, só queriam sequestrá-lo.

Esse infame detetive do SD falava holandês

e controlava uma rede de informantes.

A KP queria que ele revelasse os informantes e o libertaria.

Eles seguiram o detetive por quatro semanas

e fizeram um plano de captura.

Mas em 23 de outubro de 1944,

ele não apareceu no horário esperado.

A KP o encontrou em um café no centro da cidade.

Eles o seguiram até o Distrito Sul,

mas o alvo percebeu que era seguido,

e na esquina da Apollolaan com a Beethovenstraat,

o atacaram.

Começou uma briga no escuro

e o frasco de clorofórmio que a KP usaria

para sedar o detetive, caiu e quebrou.

Um deles atirou na cabeça de Oelschlägel.

Seu corpo permaneceu onde estava,

em frente à tabacaria na Beethovenstraat, 6.

A retaliação por matar um alemão

sempre era maior do que por matar um holandês.

Na manhã seguinte,

o SD levou 29 detidos da prisão de Weteringschans para Apollolaan.

Nem todos eram "candidatos à execução".

Um era ladrão.

O SD ordenou aos residentes que saíssem de casa e vissem,

e atirou nos prisioneiros em filas de dez

em frente ao abrigo antiaéreo no jardim público.

Os alemães também incendiaram duas casas na esquina,

uma era do casal judeu Mina e Louis Stibbe,

que se mataram em 1942.

Sem o conhecimento do SD,

a vila foi ocupada por um colaborador holandês.

Ele tentou ser indenizado,

mas o líder do SD, Willy Lages, disse:

"O que destruímos, a cidade tem que pagar."

Na segunda-feira, 7 de maio de 1945,

os habitantes se reuniram na Praça Dam

para celebrar a libertação dos Países Baixos.

Mas o exército alemão ainda estava em Amsterdã, e armado.

Naquela tarde, uma equipe do exército britânico

chegou à Praça Dam,

onde o público subiu em seus carros.

Segundo testemunhas oculares, quando a unidade britânica partiu,

uma carroça chegou à praça levando mulheres com amantes alemães

Após a guerra, Karel Marquenie lembrou:

"As mulheres foram raspadas e pichadas de forma pouco gentil.

O sangue escorria de seus rostos.

Elas gritavam por ajuda

enquanto os alemães observavam."

Não se sabe qual foi a causa exata,

mas as tropas da Marinha alemã em Paleisstraat

que viam tudo das janelas e dos telhados

começaram a atirar no povo, e trocaram tiros com a resistência holandesa.

Os presentes buscaram refúgio onde puderam,

até atrás de postes de luz e de um realejo.

Mais de 30 pessoas foram mortas.

Praça Dam.

Em junho de 1945, foi organizada uma festa de três dias

pelo "comitê de celebração da libertação

da capital da opressão alemã".

No último dia, a rainha Guilhermina

saiu na varanda do Palácio

e viu um desfile das tropas aliadas

e das Forças Armadas Nacionais,

seguido por uma procissão de carros alegóricos.

Em um dos carros, indonésios usavam trajes tradicionais

segurando a placa "Indonésia oprimida".

Durante a guerra, indonésios que estudavam na Holanda

se uniram à resistência, sob o lema:

"Primeiro, liberar a Holanda e depois a Indonésia."

As chamadas "Índias Holandesas" foram ocupadas pelo Japão em 1942,

mas a liberdade reivindicada pela organização

"Perhimpoenan Indonesia"

incluía a libertação do colonizador holandês.

Ringweg, 41,

antes, a parte rural da vila de Sloten.

Em 15 de julho de 1943, os membros do grupo de resistência CS6

Sape Kuiper e Johan Kalshoven

atiraram no policial Hendrik Blonk e sua esposa Johanna Blonk-Martens,

em sua casa.

Ambos sobreviveram ao ataque.

Blonk era um notório detetive

do Departamento de Assuntos Judaicos

que diz ter prendido ao menos 100 judeus escondidos.

Após a guerra, Blonk foi condenado a 8 anos de prisão.

Ele foi solto em 1949.

Kalshoven e Kuiper foram pegos e executados em outubro de 1943.

Demolido.

Gabriël Metsustraat, 7.

Em 1944, essa escola cristã para meninas

foi reivindicada para treinamento de motoristas do NSKK,

o Corpo de Transporte Nazista,

uma organização paramilitar que apoiava o exército

e transportava autoridades alemãs.

Cerca de 10 mil holandeses se alistaram,

muitas vezes depois de considerados inaptos para a Waffen ou para a SS.

Polderweg.

Base da polícia militar holandesa tomada pelos alemães.

Foi usada como ponto de reunião durante as prisões em massa.

Na noite de 2 de outubro de 1942,

eles detiveram judeus aqui

dos campos de trabalho de Amsterdã e arredores.

No dia seguinte, esses homens e as famílias,

trazidas de suas casas,

foram levados para o campo de trânsito de Westerbork.

Todos os judeus de Amsterdã que não tinham um "Sperre",

uma isenção de deportação,

tiveram que se apresentar aqui no dia 20 de maio de 1943

e entregar as chaves de casa.

Daquele dia em diante,

nenhum judeu podia residir em Amsterdã,

a menos com a explícita permissão do "Zentralstelle",

o Escritório Central para a Emigração Judaica,

Apenas mil pessoas apareceram naquele dia.

Ferdinand Aus der Fünten, o chefe da "Zentralstelle",

então pediu ao Conselho Judaico

para selecionar 7 mil de seus funcionários,

totalizando a metade da equipe do Conselho.

Eles tiveram que se apresentar aqui, em 25 de maio.

Desta vez, por volta de 1.600 pessoas compareceram.

As autoridades alemãs já esperavam

e planejaram uma captura em massa

no antigo bairro judeu.

Às duas da manhã do dia seguinte,

começaram a reunir as pessoas.

Eles os reuniram na sinagoga,

e transportaram por bonde 3 mil pessoas para essa base,

ou direto para a estação de Muiderpoort,

onde iam de trem a Westerbork.

Alguns escaparam com a ajuda da equipe do Conselho Judaico.

Sam de Hond fingiu levar um grupo

para o centro de deportação do Teatro Holandês.

Ao chegaram lá, mandou todos fugirem.

Após a libertação, esse prédio se tornou o Camp East,

um campo de detenção para "delinquentes políticos".

Em maio de 1946,

Wietze Zootjes, notório membro da Landwacht,

uma força policial de nazistas holandeses,

escapou por um buraco que fez no chão de seu quarto.

Em agosto do mesmo ano, 10 membros do NSB escaparam,

usando um alicate roubado para dobrar as grades das janelas do campo.

Demolido.

Keizersgracht, 321.

A "Red House" foi comprada pelo artista Han van Meegeren,

em 1943.

Ele vendia suas versões de pinturas de antigos mestres

para museus holandeses e nazistas de alto escalão,

como o marechal Hermann Göring.

Seu estúdio ficava mais adiante no canal,

onde o artista dava festas frenéticas.

Pouco após a libertação,

Van Meegeren foi preso por colaboração.

Para convencer o tribunal que não colaborou,

o artista revelou que seus quadros eram cópias.

Para provar, durante o julgamento,

ele pintou uma obra no estilo de Vermeer.

O artista pegou um ano de cadeia,

mas morreu antes de cumprir sua sentença.

"Sol, multidões e muito álcool."

Em muitos lugares da cidade, parecia o "Dia do Rei".

Como se a Covid não existisse.

"Está bem lotado!"

"O prefeito disse que a cidade não cumprirá as regras."

"Isso é o que ganhamos..."

Westerstraat, 120, térreo.

Peixaria administrada por Isaäc Gerritse.

A partir de junho de 1942, só judeus podiam comprar aqui.

Um ano depois, Gerritse foi deportado para Westerbork.

Ele foi assassinado em Auschwitz em agosto de 1943.

Após a deportação, autoridades locais

muraram a casa para protegê-la de saqueadores.

Após a guerra, o município cobrou por isso

do único filho sobrevivente de Isaäc, Maurits,

que teve de pagar 1.100 florins.

Em 1943, a cidade reservou 70 mil florins

para ações que impedissem a remoção de madeira

de edifícios desocupados.

Isso incluía murar as casas, mas um relatório apontou

que isso era contraproducente,

porque atrás dos muros, os saqueadores

podiam fazer seus negócios sem perturbação.

Vliegen Woods, antiga IJ-Woods.

Em 2 de julho de 1942,

Abraham Prins, fisioterapeuta,

pedalou por esse parque, que, como todos os outros,

era proibido para judeus a partir de setembro de 1941.

O Batalhão de Amsterdã estava em treinamento ali,

e um policial o prendeu.

Prins afirmou que se esqueceu que não tinha permissão.

Ele foi deportado para Westerbork.

A caminho de Auschwitz, ele jogou um bilhete do trem

que chegou à sua esposa não-judia.

Dizia: "É melhor deixar a irmã se afogar."

Prins foi assassinado em Auschwitz, em setembro de 1942.

Em fevereiro de 1945, a Polícia de Ordem procurava por homens

para trabalhos forçados na Alemanha.

Na captura,

Willem Schreuder correu para o parque e foi baleado,

onde morreu em poucos minutos.

Muitas árvores do parque foram cortadas no Inverno da Fome.

Jacob Obrechstraat, 92. Hospital Central Judaico.

Na noite de 28 de setembro de 1943,

o hospital foi desocupado.

Os alemães ordenaram que fosse usado

para a esterilização de mulheres judias em casamentos mistos.

Alguns membros da equipe médica,

que já tinham sido deportados para Westerbork,

retornaram para realizar esse trabalho.

As operações foram conduzidas por um cirurgião nazista holandês.

Mais tarde na guerra,

a organização de assistência social nazista, a NVD,

usou o prédio como maternidade

para mulheres grávidas de soldados alemães.

Após a guerra, foi reaberto como hospital judaico

e acolheu sobreviventes de campos de concentração.

Demolido.

Adama van Scheltemaplein, 1.

Em junho de 1942, essa escola desocupada

tornou-se o "Zentralstelle für Jüdische Auswanderung",

o Escritório Central para a Emigração Judaica,

a agência alemã que organizava as deportações.

Judeus só podiam entrar lá pela porta dos fundos.

As primeiras 4 mil pessoas convocadas ao trabalho forçado eram da Alemanha,

sobretudo judeus que fugiram da Alemanha, em 5 de julho de 1942.

Quando menos pessoas respondiam a essas convocações,

os alemães introduziram uma nova abordagem.

À noite, em Amsterdã,

policiais levavam as pessoas diretamente de suas casas,

sem aviso prévio.

Para essa tarefa, supervisados pela Polícia de Ordem Alemã

também foram usados homens do novo Batalhão de Amsterdã.

Essa unidade ficou famosa por sua brutalidade e corrupção.

Cerca de 18 mil judeus foram deportados do Zentralstelle,

onde foram mantidos no ginásio ou no pátio.

O jornalista Heinz Wielek, que trabalhava para o Conselho Judaico,

escreveu após a guerra

sobre a atmosfera sinistra da SS no edifício:

"Quantas vezes uma massa assustada e silenciosa de pessoas

passava a noite inteira no pátio,

tão cheio que ninguém podia se mexer."

Quando o Teatro Holandês se tornou o principal centro de deportação,

o "Zentralstelle" permaneceu o núcleo burocrático

do Holocausto em Amsterdã

O saque de bens judaicos também foi organizado pelo "Zentralstelle".

Em novembro de 1944,

o prédio foi destruído num bombardeio aliado

à sede do serviço de segurança alemão, que ficava do outro lado da rua.

Mosveld.

Área do clube de futebol Volewijckers,

que deve sua reputação de "clube de resistência"

a Douwe e Gerben Wagenaar.

Douwe presidia o clube

e Gerben era um membro importante da resistência comunista.

Em julho de 1943,

a área foi atingida num bombardeio dos aliados.

Um mês depois,

os Volewijckers jogaram contra um clube de Haia

com camisas laranja em vez das habituais verde e branca.

As autoridades prenderam Douwe Wagenaar logo após o jogo

e o detiveram por 3 dias.

O clube ganhou o campeonato nacional em 1944.

P.C. Hoofstraat, 176, térreo.

O professor socialista de criminologia Willem Bonger

e sua esposa, Maria Bonger-van Heteren,

tentaram suicidar-se aqui, em 15 de maio de 1940.

Ele escreveu: "Não vejo mais futuro para mim,

e não me curvarei a esses bandidos que estarão no controle agora."

Maria Bonger-van Heteren sobreviveu.

Demolido.

Gerrit van der Veenstraat, 108, antiga Euterpestraat.

Segundo andar.

Casa dos Klingensteins,

uma família judia que fugiu da Alemanha nos anos 30.

Em 15 de maio de 1940,

seis membros da família se mataram inalando gás.

Sua empregada, Karoline Falk, também escolheu a morte.

Willemsparkweg, 128, térreo.

Estúdio Larette.

Centro de vendas de Mágica e Ilusionismo

pertencente ao mágico húngaro, Cornel Hauer.

Hauer era católico batizado num "casamento misto",

que o protegeu da deportação.

Em maio de 1943,

dois soldados alemães aguardavam na porta,

enquanto Hauer se matava com um tiro.

Soldados já tinham ido lá,

mas para comprar truques de mágica.

Agora tinham ido lá porque Hauer, que era surdo,

estava ouvindo alto a rádio inglesa, que era proibida.

Os homens ouviram do lado de fora.

Deurloostraat, 6, térreo.

Casa da família judia Wolfsbergen.

Ellie, Willy e seu filho Fred, que tinha 17 anos,

e sua avó Rika

suicidaram-se inalando gás em 14 de maio de 1940.

Em uma nota de suicídio aos vizinhos,

Ellie Wolfsbergen escreveu:

"Antes de partirmos, envio uma saudação final.

É impossível vivermos como párias.

Fred concorda conosco, ou não teríamos feito isso.

Qualquer um de vocês que desejar,

leve uma lembrança de uma gaveta ou de outro lugar,

seja prata ou qualquer outra coisa.

Pegue o que quiser."

Eerste Helmersstraat, 104. Hospital Guilhermina.

Em 1942, os alemães mudaram o nome para Hospital West.

Após a rendição holandesa,

muitos vieram para cá após tentativas fracassadas de suicídio.

Foram registrados 156 suicídios em 1940, em Amsterdã,

a maioria no sul da cidade.

128 desses casos envolveram judeus.

Frequentemente, famílias inteiras morriam, inclusive crianças.

A causa da morte geralmente era asfixia por gás,

às vezes um sedativo, ou veneno, era usado.

Várias pessoas se afogaram no rio Amstel.

Os alemães instalaram um hospital da força aérea aqui,

com cerca de 800 leitos e sua própria equipe alemã.

Um hospital auxiliar foi inaugurado em outro local para moradores.

Membros da resistência capturados feridos

também foram tratados aqui.

A resistência conseguiu libertar alguns deles.

Em novembro de 1944,

não havia equipe alemã suficiente para tratar soldados,

então, enfermeiras holandesas foram chamadas.

Enfermeiras que se recusassem eram suspensas ou demitidas.

Os soldados não podiam retornar às suas unidades,

mas seriam recrutados para defender Amsterdã.

Nieuwe Herengracht, 213.

Loja de molduras de Benjamin de Vries.

Ele foi assassinado em Sobibor em 1943.

A casa virou refúgio temporário

de fugitivos do centro de deportação do Teatro Holandês

que não tinham onde se esconder.

Após a guerra, seu genro, Jac van de Kar,

que era mensageiro do Conselho Judaico, disse:

"Durante o dia, os fugitivos ou saíam sozinhos

ou pediam para parentes buscá-los.

Em geral, as pessoas libertadas não tinha bagagem

e suas roupas, que fediam e estavam amarrotadas,

tinham que ser lavadas."

Demolido.

Singel, 65, térreo.

Casa de Willem Arondéus,

artista e escritor do "Brandarisletter",

uma das primeiras publicações ilegais.

Arondéus virou líder do grupo de resistência PBC,

que começou falsificando documentos

e também participou do ataque ao Registro Civil.

Ele foi preso no mês seguinte ao ataque

e em 1º de julho de 1943,

foi executado nas dunas com mais 11 pessoas.

No dia anterior à execução,

Arondéus pediu ao seu advogado, o resistente, Lau Mazirel,

que divulgasse, após a guerra,

que "homossexuais não são covardes."

Roelof Hartstraat, 31, terceiro andar.

Casa da enfermeira Antje Roos.

Em 1942,

Bernardine Bloemgarten-Hertog começou a se esconder aqui.

Após a guerra, seu filho Salvador descreveu o que via da janela

em 14 de julho desse ano,

durante uma batida da polícia alemã:

"O que mais me marcou foi o orgulho e a dignidade

com que nosso povo enfrentou seu destino,

com postura firme

e negando a presença dos guardas uniformizados.

Aquilo era demais para Roos.

Ela gritava: 'Assassinos, assassinos',

e a tiramos da janela

porque os guardas se tornaram ameaçadores."

Os alemães fizeram essa razia

porque poucos judeus se apresentaram

ao trabalho forçado na Alemanha.

800 foram presos,

sob a ameaça de irem para Mauthausen, Áustria,

um campo de concentração famoso e temido.

No fim, vieram o suficiente

para encher um trem até Westerbork,

e soltaram a maioria dos reféns.

Roos estava envolvida no ataque ao Registro Civil.

Foi presa e condenada a um ano de trabalho forçado

no campo de Ravensbrück.

Após seu retorno, ela voltou à resistência.

Bernardine Bloemgarten-Hertog foi eventualmente capturada.

Em maio de 1943, foi assassinada em Sobibor.

Victorieplein, 45 e 47.

O prédio de 12 andares, conhecida como "Arranha-céu".

Nos inquilinos dos 24 apartamentos, incluía-se...

o número 45, oitavo andar.

Casa de Stefan Schlesinger, designer gráfico,

e sua esposa Anna Kerdijk, tradutora.

Ambos foram assassinados em Auschwitz, em 1944.

A partir de 1943,

a refugiada vienense Irene Hellmann-Redlich

se escondeu nesse apartamento.

Hellmann se mudou de novo em 1944,

mas voltou ao apartamento para pegar algo e foi presa.

Hellmann também foi assassinada em Auschwitz.

Número 45, quarto andar.

Casa de Anthonie Donker,

escritor que incentivou escritores e artistas

a não se unirem à Câmara de Cultura nazista.

Só membros desta organização poderiam interpretar,

expor ou publicar suas obras.

Donker escreveu num manifesto

que a arte não deve subordinar-se a princípios políticos.

Após sua publicação em fevereiro de 1943,

Donker foi demitido do seu cargo de professor,

na Universidade de Amsterdã,

e detido em um campo de reféns. Ele foi solto por engano.

Aqui se escondeu o escritor surinamês da resistência,

Albert Helman.

Ele era um antifascista declarado.

ouco antes da guerra, publicou o livro

"O Sofrimento de Milhões: A Tragédia dos Refugiados Judeus."

Número 47, quinto andar.

A famosa cantora Julia Culp e a irmã,

a pianista Betsy Rijkens-Culp, se esconderam em 1942.

Uma intervenção de Willem Mengelberg,

regente da orquestra Concertgebouw,

e Wilhelm Furtwängler, regente da Filarmônica de Berlim,

fez com que pudessem voltar ao "Arranha-céu".

Sob o nome "Cabaret Flore", apresentaram-se esporadicamente

nas tardes de domingo no bicicletário.

Número 47, sétimo andar.

Casa do dentista Davy Schaap, Debora Schaap-Ossedrijver

e seus filhos Franz e Josephina.

Eles foram mortos em Auschwitz, Sobibor e Oberlangen.

Número 45, décimo andar.

Casa de Gerben Sonderman, piloto.

Na invasão de maio de 1940, ele abateu três aviões alemães.

Ele era o braço direito de Piet Six,

líder do grupo de resistência OD.

Em 1944, instalou um transmissor de rádio

num apartamento vazio do prédio

para enviar mensagens a Londres.

Durante as transmissões, um operador britânico

num avião de reconhecimento da RAF sobrevoava Amsterdã.

No dia da libertação,

Sonderman fez um voo comemorativo

sobre Amsterdã em um pequeno avião esportivo.

Keizersgracht, 609 e 611.

Museu Fodor.

Antes da invasão,

suas obras foram guardadas em outros museus.

O prédio tornou-se a sede da defesa aérea de Amsterdã,

ajudando civis após os bombardeios.

Em todos os bairros, eles construíram abrigos

e instalaram pequenas salas de primeiros socorros.

Voluntários faziam rondas todas as noites.

A resistência muitas vezes assumia a tarefa,

para poder sair legalmente durante o toque de recolher.

Na sede, eram obrigatórios cursos de autoproteção,

e baldes de areia foram espalhados pela cidade

para apagar incêndios.

Nos jornais, alertaram:

"Não deixem que a areia seja usada

para outros fins ou brincadeiras."

Durante a guerra,

as sirenes de ataque aéreo soavam cem vezes ao ano,

mas Amsterdã não foi muito bombardeada.

O maior ataque aéreo ocorreu em julho de 1943.

As bombas aliadas miravam a fábrica de aviões Fokker,

ocupada pelos alemães no norte da cidade.

Mas, por baixa visibilidade

e possivelmente, inexperiência americana,

as bombas caíram na área residencial perto da fábrica.

Cerca de 200 pessoas morreram.

Uma igreja, uma delegacia e centenas de casas foram destruídas.

O município abrigou os desabrigados nas casas vazias

após a deportação de seus residentes judeus.

Uma semana depois, a RAF conseguiu acertar o alvo

e destruir a maior parte da fábrica da Fokker.

Após a guerra, o prédio abrigou o Departamento de Evacuação,

que ajudava a encontrar lares para pessoas que se escondiam.

Kleine-Gartman Plantsoen, 14.

Centro de Detenção I,

mais conhecido como Prisão de Weteringschans.

Na ala alemã,

ficavam detidos os prisioneiros políticos e resistentes.

O "barracão judeu", um abrigo sem sanitários, ficava no pátio.

Uma cela comportava até 16 detentos.

Os judeus eram forçados a andar pelo pátio e a cantar por horas a fio:

"Sou judeu. Me batam até a morte. A culpa é minha."

O detetive alemão Kurt Döring

chutou uma grávida tão forte que ela sofreu um aborto.

Os resistentes eram mantidos em "celas da fome"

para forçar confissões.

Após a guerra, Anton Beekman escreveu:

"Havia um cheiro constante de comida

saindo de uma grade. Aquilo me enlouquecia!"

Prisioneiros se comunicavam com o mundo exterior

por cartas escondidas nas roupas

que suas famílias lavavam em casa.

Prisioneiros ditos "Todeskandidaten",

ou "condenados à morte",

eram executados em retaliação a ataques a alemães pela resistência.

Se isso acontecesse, as esposas dos mortos

podiam buscar as alianças no dia seguinte.

A resistência tentou libertar os companheiros duas vezes.

Na primeira, na noite de 1º de maio de 1944,

liderados por Gerrit van der Veen,

falharam ao atirar em um cão de guarda

e o som alertou os vigias.

Na segunda, em julho, um carcereiro holandês

ajudaria um grupo liderado por Johannes Post,

mas ele avisou os superiores e o grupo sofreu uma emboscada.

Cerca de 25 mil pessoas

foram encarceradas aqui durante a guerra.

A maioria, incluindo Anne Frank e sua família,

permanecia poucos dias.

Em setembro de 1944, espalhou-se o boato

de que os Aliados iriam libertar Amsterdã.

Os ocupantes se desesperaram.

O diretor da prisão queimou documentos e retirou o retrato de Hitler.

Em setembro e novembro de 1944,

detentos de crimes menores foram libertados.

Um dia após a libertação, todos os presos foram soltos.

As forças armadas holandesas logo trouxeram novos prisioneiros.

Como Abraham Puls,

cuja empresa retirava pertences das casas de judeus deportados.

As "moffenhoeren", ou "prostitutas de guerra",

mulheres suspeitas de se relacionarem com alemães,

tiveram as cabeças raspadas nos portões da prisão.

Parcialmente demolido.

Jonas Daniël Meijerplein.

Praça entre as sinagogas sefarditas e asquenazes.

Nomeada em homenagem ao primeiro advogado judeu da Holanda.

Os alemães mudaram o nome para "Houtmarkt",

ou mercado de madeira.

A 1ª prisão em massa de judeus em Amsterdã ocorreu aqui,

no antigo bairro judeu,

em 22 e 23 de fevereiro de 1941.

A Polícia de Ordem Alemã prendeu mais de 400 judeus nas ruas.

Eles foram forçados a sentar-se, curvados, e então espancados.

Os homens foram enviados

para os campos de concentração de Buchenwald e Mauthausen,

onde a maioria morreu logo em seguida.

Essa primeira razia levou à Greve de Fevereiro.

O Partido Comunista clandestino

iniciou o protesto contra o tratamento dado aos judeus.

A greve de fevereiro de 1941 foi a única resistência pública

contra a perseguição durante a guerra.

Mesmo tendo sido enorme, quase não há nenhuma foto.

Apenas uma foto borrada tirada em Amsterdã

surgiu há pouco tempo.

E não dá a dimensão do que foi.

Não mostra como a reação alemã foi cruel.

Precisamos das histórias para isso.

Em 25 de fevereiro, muitos condutores de bonde se recusaram a trabalhar,

e servidores e operários aderiram à greve.

No dia seguinte, quase 300 mil estavam em greve.

Este protesto maciço surpreendeu os ocupantes.

No 2º dia, houve uma dura repressão pela polícia alemã,

que abriu fogo contra as pessoas nas ruas.

Nove pessoas morreram.

Mais tarde, os alemães executaram quatro grevistas

e fizeram inúmeras prisões.

O prefeito e o chefe de polícia foram demitidos

e substituídos por nazistas.

Oosterpark.

Em março de 1944, os alemães fecharam o parque

e o usaram para sua frota de veículos.

Em 4 de maio de 1945,

a Polícia de Ordem Alemã começou a atirar

em quem roubava blocos de madeira dos trilhos,

para usar nos fogões em casa.

Johan van Es, que pedalava, foi atingido fatalmente.

Amsteldijk, 296 e DR. C.W. Ittmannpad,

viveiro de plantas Rozenoord.

Em 1944,

os alemães começaram a realizar execuções aqui.

Em geral, eles executavam as pessoas

no local de um ataque da resistência,

mas no fim da guerra, sem combustível e carros,

às vezes isso era impossível.

Cerca de 140 homens foram executados no Rozenoord.

Sabemos a identidade de 100 homens.

A maioria estivera presa em Weteringschans.

O maior grupo, 53 homens, foi executado em 8 de março de 1945,

em retaliação a um ataque ao líder da SS, Hanns Rauter.

As execuções eram feitas no início da manhã,

e o pelotão era escolhido na noite anterior.

Recusar era arriscar a própria vida.

O oficial alemão Jupp Henneböhl

recusou-se a participar em três ocasiões.

Em suas memórias,

esse "bom alemão", como foi descrito, recordou:

"Às vezes eu me questionava.

Ao recusar eu não salvaria vidas,

mas correria o risco de ser morto,

privando a resistência de um ponto de contato."

Frans Hendrikx, diretor do clube de tênis Amstel View,

testemunhou várias execuções.

Depois da guerra, escreveu:

"Do meu esconderijo aqui perto,

pude ver rostos sombrios e cinzentos.

Vi cabelos emaranhados em cabeças nuas

e olhares aterrorizados de medo encarando o horizonte."

Demolido.

Beursplein, 5. Bolsa de Valores.

O Banco Liro, um banco judeu,

foi tomada pelos ocupantes e virou "banco de pilhagem".

Os judeus tinham que entregar dinheiro e bens valiosos

como ações, arte e joias ao banco,

com os quais os alemães financiaram suas deportações.

O banco negociou as ações de judeus na bolsa.

O presidente da associação de corretores concordou.

As ações de judeus eram vendidas

a preços baixos em "dias de desconto".

O mercado de ações praticamente parou em setembro de 1944.

Os corretores jogaram dominó até a libertação.

Gerrit Van Der Veenstraat, 99, antiga Euterpestraat.

Em 1941, essa escola de meninas tornou-se a sede em Amsterdã

da "Sicherheitspolizei" e "Sicherheitsdienst",

a polícia e o serviço de segurança alemães.

Era um dos prédios mais temidos da cidade.

O SiPO e o SD rastreavam todos os inimigos do nacional-socialismo,

incluindo comunistas, maçons e testemunhas de Jeová.

Todos foram interrogados neste edifício.

As celas ficavam no porão.

Um antigo preso escreveu:

"Primeiro, deixe-o dias em uma cela com teto baixo

com água até a metade,

onde é impossível se sentar, deitar ou se inclinar,

no escuro, sem comida ou bebida.

Então, de repente, leve-o desse buraco imundo ao ar livre.

Dê golpes na cabeça dele com uma corrente

e, se necessário, dê um bom chute na barriga.

Assim, esse 'cão vira-lata' vai falar."

Em 26 de novembro de 1944,

a escola foi bombardeada pela RAF

a pedido da resistência holandesa.

A RAF se opôs ao bombardeio por ser em área residencial

mas cederam ao príncipe Bernhard,

supremo-comandante das forças armadas holandesas.

Mais de 50 pessoas morreram,

incluindo pessoas escondidas e quatro policiais alemães.

40 prédios foram destruídos.

Mesmo assim, segundo uma testemunha, os cidadãos se alegraram com a visão.

Pouco após a libertação,

a rua recebeu o nome do artista executado

Gerrit van der Veen, um dos membros mais famosos da resistência.

Paleisstraat, 1.

"De Grote Club", um clube de cavalheiros.

Antes da guerra, recusava membros judeus.

A marinha alemã confiscou o prédio

e, em 1943, ele virou uma das fortalezas

na defesa alemã de Amsterdã.

Deste edifício, em 7 de maio de 1945,

soldados alemães atiraram na multidão

que estava na praça comemorando a libertação.

ATAQUE À LIBERDADE DE IMPRENSA?

DESTRUIR O MURO APARTHEID NA PALESTINA

ENQUANTO HOUVER RACISMO SISTÊMICO ALGUÉM ESTARÁ AQUI

Middenweg, 72.

Propriedade de Frankendael, viveiro de plantas.

O teatro ao ar livre no jardim foi usado pela Jeugdstorm,

a ala jovem do NSB,

para eventos como celebrações do Solstício de Verão.

Demolido.

Haarlemmerweg próxima à Coronelstraat.

Após a resistência atacar a ferrovia perto de Sloterdijk,

em 15 de dezembro de 1944,

os ocupantes retaliaram executando três resistentes:

Pieter Elias, policial,

Matthijs Verkuijl, líder do grupo de resistência BS

e seu filho Henk Verkuijl.

Seus corpos ficaram ali por dois dias para intimidar os habitantes.

O SD deu à polícia local estas instruções:

"Os corpos que estão aqui

pertencem a terroristas que matamos.

Não deixem ninguém se aproximar ou levá-los embora.

Só a equipe da funerária Bleekemolen

tem permissão para removê-los."

EM MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA DOS CIDADÃOS JUDEUS

MORTOS ENTRE 1940-1945

Se pudermos motivar os jovens,

podemos garantir que se sintam envolvidos.

Que conectem o passado e o presente.

Então temos que encontrar palavras e maneiras

de alcançá-los.

Encontrar um caminho aos seus corações.

Sim, eles precisam ouvir as histórias

sobre a miséria, os horrores e a tristeza.

Mas também as histórias da resistência,

dos atos de heroísmo.

São essas as histórias que atraem os jovens.

São Nicolau!

Prinsengracht, 876. térreo.

Casa de Tom Koreman e Yara Koreman-Wainschtok.

Esconderijo de Dio Remiëns e Nel Hissink,

que trabalhavam para os grupos da resistência CS6 e PBC.

Em março de 1943,

a casa foi a base do ataque ao Registro Civil.

Hissink e Remiëns foram presos após traição

no verão de 1943.

Remiëns foi executado nas dunas, em 1º de outubro de 1943.

Hissink foi executado

em Sachsenhausen, em novembro de 1943.

O SD prendeu Tom Koreman

ao achar uma pistola em seu escritório.

Remiëns entregou a ele após o ataque ao Registro.

Koreman também foi executado.

Os alemães também prenderam Yara Koreman,

mas depois a libertaram

Ela se suicidou semanas depois.

Estava grávida do seu primeiro filho.

Em 1940,

os alemães ordenaram que postes e prédios fossem apagados

para impedir aviões aliados

de usarem a luz da cidade para navegação.

Lojas vendiam papel e cortinas para evitar vazamento de luz.

A polícia impunha multas pesadas.

Nesse apagão,

muitas pessoas se perderam ou caíram na água,

a maioria em 1940, quando 55 pessoas morreram afogadas.

Livros de astronomia eram populares nas bibliotecas durante a guerra.

O apagão tornava as estrelas claras à noite.

Lindengracht.

Em 4 de fevereiro de 1945, a polícia holandesa

atirou em um grupo de homens que serrava árvores.

Eles precisavam da madeira para cozinhar e se aquecer.

Um relatório diz que Johannes Eijkelboom,

funcionário de armazém,

foi baleado na cabeça e no peito, e morreu.

Jeroenensteeg.

O corpo de uma mulher

foi encontrado aqui, em 18 de dezembro de 1944.

Um relatório policial diz:

"Provavelmente judia, de 60 a 65 anos,

maçãs do rosto largas, cabelos grisalhos.

As ruas estavam molhadas e seus sapatos secos.

O corpo deve ter sido trazido."

A mulher era Judith de Hond-Walvisch.

Ela vivia escondida perto da esquina.

Ela morreu de septicemia por ferimento na cabeça.

Seus filhos deixaram o corpo no beco, sem documentos.

Bloedstraat, 7, térreo.

Quarto da prostituta, Catherina van Heerden.

Em 10 de julho de 1942,

o judeu mecânico de bicicletas de 19 anos, Leendert van West,

foi preso por pagar dois florins por "sexo com uma ariana".

Casamento e sexo entre judeus e não-judeus

foram proibidos na Holanda, em março de 1942,

pela Lei de Proteção ao Sangue, uma das Leis de Nuremberg.

Em maio de 1943, Van West foi assassinado em Sobibor.

Keizersgracht, 218 e 220.

Igreja e mosteiro dos Redentoristas.

Base do Departamento Donia,

unidade investigativa criada pelo líder da resistência,

Walraven van Hall,

e comandada pelo policial S. van der Wind,

que tinha se escondido.

Ele avaliava a confiabilidade dos membros da resistência.

Em setembro de 1944,

esconderam aqui a administração do Fundo Nacional de Apoio,

instituição que o banqueiro Van Hall criou para financiar a resistência.

Sarphatipark.

Nomeado em homenagem a Samuel Sarphati,

médico e urbanista judeu.

Em 1942, foi renomeado Bollandpark,

nome de um filósofo antissemita.

A estátua de Sarphati foi removida.

Os artistas Else Berg e Mommie Schwarz

tinham um estúdio com vista para o parque.

Suas últimas pinturas, de 1942,

eram paisagens do parque na neve.

Berg e Schwarz foram presos em sua casa em novembro de 1942,

e assassinados uma semana depois em Auschwitz.

O parque foi ponto de reunião em um dos últimos cercos.

Na manhã de 20 de junho de 1943,

carros com alto-falantes ao sul e ao leste de Amsterdã

ordenaram judeus a saírem de casa.

Mais de 5 mil pessoas foram capturadas naquele dia.

Kinkerstraat, 344, segundo andar.

Casa de Jan Bogaard,

um guarda da Prisão de Weteringschans,

e sua mãe, Johanna Bogaard-van Klingeren.

Jan Bogaard prometeu ajudar a resistência KP

de Johannes Post

a atacar a prisão na sexta-feira, 14 de julho de 1944.

Para garantir isso,

a mãe de Bogaard iria para um local seguro

na manhã de sexta-feira.

Ela seria morta se seu filho os traísse.

Mas a Sra. Bogaard disse que só iria no dia seguinte.

Mesmo assim, o ataque prosseguiu.

E Bogaard de fato os traiu.

No dia seguinte, Johannes Post, sem saber da traição,

esperava na Kinkerstraat

para buscar a mãe de Bogaard quando foi preso.

Foi executado no dia seguinte, nas dunas,

com outros membros do seu grupo.

Marinus, irmão dele,

vigiou a casa de Bogaard após a prisão,

mas a polícia alemã

já havia levado Bogaard a um endereço seguro em Utrecht.

Após a guerra, Bogaard foi condenado à morte.

Ele foi executado em 1947.

Spaarndammerstraat, 78.

Clube da Associação Católica Romana.

O prédio abrigava um centro de combate à fome no verão de 1945.

Corpos eram achados nos canais do bairro

durante o Inverno da Fome.

Nem todos haviam se afogado.

Às vezes, jogavam corpos de parentes falecidos na água,

seja por falta de transporte até o cemitério,

seja para continuar recebendo cupons de ração do falecido.

Demolido.

Agamemnonstraat, 44.

Escola maternal "De Blauwe Reiger".

Após a libertação, foi a base da Polícia Auxiliar,

voluntários que ajudavam a proteger detentos,

prédios e transporte de alimentos.

Lidavam também com soldados canadenses

que vinham a Amsterdã em licença da Alemanha.

Os canadenses não podiam se misturar

com a população alemã.

O "Leave Centre" ficava no Estádio Olímpico.

Um voluntário relatou:

"A vizinhança do estádio é palco de cenas repugnantes

envolvendo soldados.

Eles levam meninas de 18 ou 19 anos

e passam a noite com elas.

Elas muitas vezes são encontradas intoxicadas.

Uma vez, até a Polícia Canadense teve de intervir,

e investigar carros estacionados aqui.

Os resultados foram surpreendentes.

De cada carro saíram de duas a quatro meninas."

Hoogte Kadijk, 188.

Em 1941,

foi aberta a segunda Cozinha Municipal nessa usina.

Em outubro de 1944,

o fornecimento de gás residencial foi cortado,

e, de repente, 440 mil habitantes viraram usuários das cozinhas,

cujo número subiu para mais de 15.

Para distribuir a comida,

usaram escolas e outros prédios públicos.

O cardápio de outubro de 1944:

Segunda: repolho com batatas. Terça: mingau.

Quarta: cenouras e batatas. Quinta: beterraba e batatas.

Sexta: repolho e batatas.

Sábado: sopa de ervilha. Domingo: mingau.

Quando as batatas acabaram em 1945,

as cozinhas serviam beterraba e bulbos de tulipas.

Parcialmente demolido.

Herengracht, 552.

O radialista judeu demitido, Gustav Czopp,

começou a produzir e vender jogos de tabuleiro.

A loja, Variété,

tornou-se fachada para a resistência.

Czopp foi traído e, em 1944, faveceu em Dachau.

Camperstraat, 38, terceiro andar

No fim de 1943, um bebê chamado Charles Viskoop

foi escondido aqui.

Sua mãe o deixou aos cuidados de Adrie Bijmoer

logo após seu nascimento.

Foram traídos por Roza Busnach,

uma mulher judia que virou informante do SD.

Em 6 de dezembro de 1943,

a Coluna de Henneicke invadiu o local.

Bijmoer levou o bebê para o Departamento de Polícia para Assuntos Judaicos.

De lá, Charles foi levado para a Prisão de Weteringschans,

onde Janny Moffie-Bolle, enfermeira presa dias antes,

teve que cuidar dele na cela.

Em 24 de dezembro, o bebê Charles foi enviado para Westerbork.

Ele morreu em Auschwitz, em janeiro de 1944.

Sua mãe, Verônica Viskoop-de Brave,

já havia morrido lá em novembro de 1943.

Seu pai, Sem Viskoop,

foi morto no mesmo campo em fevereiro de 1944.

Após a guerra, Busnach foi condenada a 2 anos de prisão.

Demolido.

A Krugerplein ficava no meio de Transvaalbuurt,

um bairro com grande população judaica antes da guerra.

Em 1942, essa área se tornou a "área judaica II",

último lugar onde judeus puderam viver na Holanda.

A praça era ponto de reunião durante as rondas.

Após a guerra, Greetje Papegaaij-van der Meer lembrou:

"Chegou o dia, era nossa vez.

Minha mãe estava grávida do meu irmão mais novo.

Já estávamos nos caminhões,

quando vimos oficiais alemães discutindo.

Temiam que minha mãe desse à luz no caminhão

e causasse problemas.

Então nos jogaram para fora."

Krugerplein, 28, térreo.

Na noite de 31 de janeiro de 1945,

um grupo de 50 pessoas

arrombou a porta dessa padaria.

Um relatório policial registra:

"Cerca de 300 pães e um saco de farinha foram levados."

Plantage Middenlaan, 31. Creche.

Uma creche que, a partir de setembro de 1941,

era só para crianças e funcionários judeus.

Em outubro de 1942,

crianças menores de 12 anos com pais detidos

no centro de deportação do Teatro Holandês, eram mantidos aqui.

A diretora da creche, Henriette Pimentel e sua equipe

trabalharam com o Conselho Judaico

e vários grupos da resistência para salvar 600 crianças.

Quando os pais permitiam

eles as removiam secretamente dos registros.

Algumas foram contrabandeadas em cestos de roupa ou mochilas.

Outras escaparam nos braços de cuidadoras em bondes,

ou no intervalo do trabalho.

Outras fugiam pelos jardins do prédio ao lado,

a Faculdade de Treinamento de Professores.

Era mais fácil achar lares para bebês.

Crianças loiras, ditas "substitutos do chá",

foram para a Frísia, no norte.

As morenas, ou "substitutos do café",

foram para Limburg, no sul.

As 70 crianças presentes em 23 de julho de 1943

foram deportadas,

com a maior parte da equipe e a diretora.

A creche foi fechada definitivamente em setembro de 1943.

Demolida.

Plantage Middenlaan, 24.

Hollandsche Schouwburg, ou Teatro Holandês.

Foi renomeado "Teatro Judeu", em outubro de 1941,

e aberto apenas a artistas e espectadores judeus.

A recém-formada Orquestra Sinfônica Judaica

tocava aqui, por exemplo,

muitos membros pertenciam à Orquestra Concertgebouw,

demitidos por serem judeus

Só podiam tocar músicas de compositores judeus.

Em julho de 1942, o teatro tornou-se um centro de deportação.

Foi renomeado "Umschlagplatz Plantage Middenlaan",

ou Centro de Transporte Plantage Middenlaan.

Os atores do teatro foram os primeiros funcionários.

As pessoas ficavam detidas ali

desde algumas horas até algumas semanas.

A média era de cinco dias.

Geralmente, 300 a 400 pessoas eram mantidas aqui ao mesmo tempo.

Às vezes, esse número subia para 1.400.

À noite, as cadeiras eram empilhadas contra a parede

e colchões de palha eram trazidos

e dispostos no chão.

Quando deportados, os detidos iam a pé,

de bonde ou caminhão

para uma das estações de Amsterdã.

Os guardas tinham quartos no andar superior.

Walter Susskind, gerente judeu,

sempre fornecia álcool para embebedar os guardas

e trazia prostitutas para mantê-los ocupados.

Centenas de pessoas conseguiram fugir do teatro,

a maioria com ajuda do Conselho Judaico.

Muitos fugitivos foram recapturados.

Um caçador de judeus holandês recebia 7,5 florins

por cada pessoa entregue.

Wim Henneicke e seu grupo capturaram mais de 8 mil pessoas,

antes de ser morto pela resistência.

Várias pessoas se suicidavam no teatro,

por exemplo, pulando da sacada.

Em abril de 1943,

o grupo de resistência CS6 tentou incendiar o teatro,

mas o fogo foi rapidamente apagado.

O centro de deportação funcionou por 16 meses.

Cerca de 50 mil judeus foram deportados daqui,

geralmente primeiro para Westerbork,

e dali para campos de concentração e de extermínio na Europa,

sobretudo Auschwitz e Sobibor.

A última deportação do teatro ocorreu em novembro de 1943.

Após a guerra, o novo dono quis reabrir o teatro,

mas a indignação pública o impediu.

Em 1962, um memorial foi instalado no prédio em ruínas,

que, desde 1993 possui um muro

com todos os nomes dos judeus deportados.

Vondelpark.

Muitas das mansões ao redor do parque abrigaram oficiais alemães.

Eles também confiscaram o pavilhão do parque.

Em 1943, soldados alemães exibiram brinquedos

feitos por eles em seu tempo livre.

O partido nazista holandês, o NSB,

fez celebrações de inverno ali,

para promover a herança germânica.

Em julho de 1943, o "Jewish Weekly" anunciou

na coluna "Você Precisa Saber":

"As ruas de Vondelpark, em Amsterdã,

são consideradas parte do parque,

e estão, portanto, proibidas para os judeus."

O parque foi fechado em novembro de 1944,

porque "árvores eram serradas em toda parte."

Houve até leilões para comprar árvores.

Após o fechamento, um campo alemão e um estacionamento

foram instalados no sul do parque

e cercados por arame farpado.

O fechamento beneficiou a população de aves.

Quatro novas espécies surgiram, incluindo o papa-figo e o cuco.

Willemsparkweg, 186.

Em 1941, homens que queriam se unir à SS holandesa

faziam exame físico aqui.

Cerca de 25 mil holandeses voluntariaram-se

para lutar na Waffen-SS na frente oriental.

Em 1942,

este prédio se tornou a sede da Jeugdstorm,

a organização juvenil nazista.

Jovens de 16 a 18 anos

podiam ir para os "campos esportivos de defesa" na Alemanha.

Um anúncio prometia: "Voltará forte e saudável!"

Em 1943, tornou-se a sede só para meninas associadas.

Os meninos foram para um prédio maior na Keizersgracht,

a sede do então proibido grupo escoteiro.

Porto de Minerva.

Na madrugada de 6 de maio de 1941, quatro homens:

Mickey Beelaerts van Blokland,

um oficial do exército que se uniu à resistência,

Govert Steen, piloto,

Wijbert Lindeman, mecânico de aviões,

e o engenheiro Wim Boomsma,

roubaram um hidroavião alemão e voaram para a Inglaterra.

O piloto nunca havia pilotado um hidroavião.

Beelaerts van Blokland viu o avião, um Fokker T-VIII,

num passeio de bicicleta.

Eles usaram um colchão inflável para chegar ao avião no escuro.

O avião tinha suásticas

e, ao chegarem à Inglaterra, foram alvejados.

Os tripulantes agitaram uma bandeira holandesa.

Steen pousou na praia de Broadstairs,

no sudeste da Inglaterra.

Steen treinou na Inglaterra como piloto da RAF.

Em 1942, ele foi abatido na França.

Seu corpo nunca foi encontrado.

Blokland tornou-se comandante da Brigada Prinses Irene,

unidade militar holandesa composta de voluntários

que participaram da libertação da Europa.

500 homens do Suriname,

uma colônia holandesa, se voluntariaram para a Brigada,

mas foram recusados.

Piet Gerbrandy, premiê holandês no exílio,

disse que não queria "negros" na Brigada

para não ofender os voluntários da África do Sul.

O governo holandês em Londres

usou o dinheiro enviado pelo Suriname

para comprar um avião "Spitfire".

Hembrug.

Em setembro de 1944,

o exército alemão pôs explosivos na coluna principal

da ponte do trem sobre o Canal do Mar do Norte.

O governo em Londres

pediu à resistência em Amsterdã para sabotar a ponte.

Na noite de 27 de setembro,

dois membros do clube de natação Neptune

besuntaram-se de vaselina e tinta escura,

nadaram até a coluna

e afundaram 400 caixas de explosivos no canal.

Quando a Wehrmacht soube,

quatro soldados alemães que vigiavam a ponte

foram executados por negligência.

Os alemães plantaram os explosivos de novo.

A resistente Lies Schouten jogou água da ponte em um dos dutos,

esperando causar um curto-circuito se a ponte explodisse.

Ela recebeu ajuda de um guarda alemão.

Demolida.

West Harbour Way, antiga Hemweg, 201.

A fábrica da Ford produziu caminhões com esteiras

e outros veículos para o exército alemão.

Em 1944, quase todo o maquinário

foi para a Alemanha, como os equipamentos

da maioria das fábricas de Amsterdã.

Após a libertação,

os diretores foram presos por colaboração,

mas soltos logo em seguida,

assim como a maioria dos colaboradores econômicos.

A partir de 8 de maio de 1945,

o exército canadense deteve prisioneiros alemães aqui.

Com a permissão canadense,

uma corte marcial alemã julgou os fuzileiros

Bruno Dörfer e Rainer Beck aqui.

Eram desertores que se apresentaram

à sua unidade após a libertação.

Beck e Dörfer foram condenados à morte

e fuzilados por um pelotão alemão em 13 de maio de 1945.

Rainer Beck se alistou por ser parcialmente judeu

e pensou estar mais seguro no exército.

Foi reabilitado em 1997.

Demolido.

Amstel, 115 a 125.

Teatro Carré.

Em novembro de 1940,

os bondes pararam de circular após as 19h30.

"Sem bondes, não sobrevivo", afirmou o diretor do teatro.

As matinês sempre esgotavam,

mas as apresentações noturnas eram quase vazias,

então os shows noturnos aconteciam mais cedo.

O "Carré" continuou excepcionalmente movimentado.

As pessoas queriam diversão.

Em 1942, o comediante Lou Bandy, um dos astros do teatro,

foi preso por imitar o comissário Seyss-Inquart, que mancava.

Bandy foi proibido de atuar.

Pessoas de todo o país vêm ao Carré, em Amsterdã,

prestar seus respeitos a Peter R. de Vries.

Jovens e idosos, de longe e de perto.

De Zeeland e Apeldoorn, e até da Frísia.

"AJOELHADO NÃO É UMA FORMA DE SER LIVRE"

Peter R. de Vries foi morto em pleno dia em Amsterdã.

Por isso, são tão cautelosos aqui.

Em 1943, a polícia alemã invadiu o teatro

várias vezes durante as matinês do Circus Strassburger,

em busca de fugitivos do trabalho forçado na Alemanha.

Quando uma batida ocorria,

a equipe levava os homens às tendas,

onde rapidamente vestiam uniformes de circo.

Os donos judeus do circo Strassburger

tinham fugido da Alemanha em 1935.

Em 1939, transferiram a propriedade

para seu empresário não-judeu.

O teatro Carré fechou as portas no outono de 1944.

O primeiro grande show após a guerra se chamou:

"As Luzes Voltam a Acender."

Nieuwe Keizersgracht, 104 a 114,

Hospital Judaico Holandês.

Era o maior hospital judeu em Amsterdã,

com quase 300 leitos.

Em 1942 e 1943,

médicos judeus tentaram impedir deportações

por meio de cirurgias falsas,

colocando gessos falsos

e administrando medicamentos que induziam febre.

Alguns desses "pacientes" morreram.

O hospital foi fechado em agosto de 1943.

Demolido.

Vijzelstraat, 88.

HaKo, loja de espartilhos de Hendrik Koot.

As vitrines da loja eram decoradas com fotos de Hitler.

Koot era membro dos Camisas-Negras do NSB

e morreu após confrontos no bairro judeu

em fevereiro de 1941.

Segundo a imprensa nazista, judeus o lincharam até a morte.

O NSB deu a Koot um funeral suntuoso.

A procissão passou em sua loja de espartilhos.

Demolida.

Rivierenbuurt.

Em 1942, Rivierenbuurt foi selecionada

como uma das três áreas judaicas de Amsterdã.

O bairro tinha uma grande população judaica antes da guerra.

Na década de 1930, refugiados da Alemanha vieram para cá.

Agora o "Bairro Judeu III continha três cabeleireiros,

nove açougues e cinco cafés ditos "instalações judaicas",

onde só judeus podiam comprar.

Após a introdução em maio de 1942 do distintivo de estrela amarela,

alguns chamavam a área de "Via Láctea".

Em outubro desse ano,

autoridades forçaram os judeus restantes

do Bairro Judeu III a se mudarem para o Bairro Judeu II,

o Transvaalbuurt, no leste da cidade.

Reguliersgracht, 34B.

Casa da Fraternidade Única.

Em 1943, alunos tiveram que assinar

uma declaração de lealdade aos ocupantes.

Quem se recusasse devia se apresentar aos trabalhos forçados na Alemanha.

Muitos alunos se esconderam.

Após a maioria dos alunos partir,

o resistente Ivo Schöffer abrigou

12 refugiados judeus nos andares superiores,

com entrada separada.

Incluindo Gideon Kahn e Judica Kahn-Kalker,

esposa de Arnold Kahn,

que pereceu em Buchenwald em 1941

Os Kahns eram vizinhos da família Schöffer.

Ivo instalou um alarme

e esconderijos secretos na casa.

Os residentes usavam cronômetros

e levavam 2 minutos para se esconder.

Eles nunca foram descobertos.

Em 1945,

uma pedra foi posta na fachada do edifício

retratando São Jorge e o Dragão,

junto ao lema em latim: "Submergo ut emergam",

"Afundo para renascer."

Leidseplein.

O médico Frits Dekking andava na Leidseplein em 1942,

quando testemunhou um evento que mudou sua vida.

"Vi na minha frente," ele escreveu,

"um detento ser empurrado por um policial alemão,

que chutou seu rosto.

Não uma vez, mas várias, com seu coturno alemão.

Eu estava ali parado, e não fiz nada.

Simplesmente fiquei ali, estático.

Passei o dia perambulando e pensando:

'Você agiu como um idiota, não pode continuar assim.'

Desde então, passei a me dedicar a pequenas atividades,

antialemãs, é claro.

Nada de heroico ou grandioso.

Mas, como podem imaginar, acabei preso.

Isso ocorreu em 1943, e fiquei preso até 1945."

"O coronavírus."

Lijnbaansgracht, 241.

"Caliënte", um clube de dança exótica.

Os camisas-negras do NSB atacaram o clube em 1941,

quando já era proibido dançar,

mas as autoridades faziam vista grossa.

Em 1942, os ocupantes alemães

proibiram qualquer música com "elementos negros".

Música latino-americana ainda era permitida.

"Refugiados ucranianos partiram no meio da noite."

"A maioria pela Polônia."

"Vemos um aumento de refugiados nas estações."

"Quando dizemos um trem, são 70 pessoas de Berlim..."

Rubensstraat, 90.

Casa do capitão da SS, Ferdinand Aus der Fünten,

o chefe do Zentralstelle,

a agência para a emigração dos judeus.

Aus der Fünten foi condenado à morte em 1950,

mas a rainha Juliana comutou a sentença para prisão perpétua.

Aus der Fünten foi um dos criminosos de guerra do grupo alemão

detido na prisão de Breda.

Conhecidos como os "Quatro de Breda",

depois "Três de Breda" e, finalmente, "Dois de Breda".

Os outros incluíam o chefe do SD, Willy Lages,

que foi solto em 1966 e morreu em 1971,

o comandante adjunto do campo de Amersfoort,

Joseph Kotalla, que morreu na prisão em 1979,

e Franz Fischer, que deportou judeus em Haia.

Fischer e Fünten morreram após serem soltos, em 1989.

Intensas discussões públicas envolveram essas libertações.

Estação Central.

Na madrugada de 15 de julho de 1942,

os dois primeiros trens partiram da Central

para o campo de trânsito de Westerbork.

No mês seguinte,

o jornal comunista ilegal "Truth" emitiu um apelo:

"Condutores, considerem cada trem como carregado de escravos

transportados por vocês ao matadouro!"

As ferrovias holandesas receberam 140 dos chamados "trens judeus",

de Amsterdã a Westerbork.

Estima-se que 25% dos judeus de Amsterdã

foram deportados por essa estação.

Por ordem do governo no exílio,

condutores e outros funcionários

entraram em greve em setembro de 1944,

para ajudar a invasão aliada.

Os primeiros trens com sobreviventes de campos

chegaram na estação vazia logo após a libertação.

Rita Boas retornou de Ravensbrück, via Suécia.

Ela relembra:

"Cheguei à Central à noite, no escuro,

e me apresentei,

Disseram para nos alegrarmos

por não termos ficado em Amsterdã.

Contaram sobre a fome.

Como se tivéssemos vindo de St. Moritz."

Dos 107 mil judeus deportados da Holanda,

apenas cerca de 5 mil retornaram.

75% dos judeus não sobreviveram.

Esta foi a maior porcentagem da Europa Ocidental ocupada.

Amsterdã perdeu mais de 60 mil de seus 80 mil habitantes judeus.

O serviço regular de trens voltou em 21 de junho de 1945,

para Roterdã.

Praça Dam.

Em junho de 1940, o comandante alemão

mandou fazer um coreto em frente ao Palácio Real

para concertos da Polícia de Ordem.

O coreto permaneceu lá durante a guerra

e era usado por nazistas alemães e holandeses.

A imprensa nazista escreveu em 1941:

"A juventude de Amsterdã ficou encantada

pelas marchas vigorosas e canções de batalha."

Praça Dam, 1.

Loja de departamentos Bijenkorf.

Em junho de 1940,

membros do Partido Nacional-Socialista Holandês

quebraram oito vitrines da loja.

Como muitos funcionários eram judeus,

os soldados alemães não podiam visitar a loja.

Mas o refeitório no último andar

era proibido para judeus

Os donos judeus conseguiram deixar o país.

Em fevereiro de 1941,

alemães puseram colaboradores holandeses na gerência.

Demitiram todos os judeus.

Quando introduziram os distintivos amarelos,

na primavera de 1942,

a resistência "The Spark" fez 300 mil estrelas de papel

impressas com o slogan "Judeus e não-judeus unidos na batalha."

Eles jogaram algumas do telhado de Bijenkorf,

que voaram para as ruas.

Quando ciclistas ou carros quiserem cruzar a marcha,

digam: "Você não deve fazer isso."

Não entrem em brigas.

Mantenham a decência.

Conversem, mas sem correr perigo.

OBRIGAÇÕES CLIMÁTICAS PARA GRANDES POLUIDORES

Praça Dam, 9.

Antiga Warmoesstraat, 187 a 205.

Em agosto de 1940,

o comandante criou um clube do exército alemão

na Polmans House, parte do Hotel Krasnapolsky.

O evento recebia 1.300 convidados na maioria dos dias.

Havia bilhar e tênis de mesa.

Grandes mapas mostravam o progresso da guerra na linha de frente.

500 a 750 membros do exército alemão

ficavam no hotel mensalmente e em outros hotéis de luxo,

como o Amstel e L'Europe.

No Natal e outros feriados,

a organização beneficente nazista "Winterhilfswerk"

distribuía refeições às crianças.

Às sextas, exibiam filmes para a Força Aérea Alemã.

Em 1943,

a polícia de Amsterdã teve que assistir a filmes de propaganda

sobre a polícia alemã nos Países Baixos e na frente oriental.

Quem fizesse barulho no auditório

poderia ter o salário reduzido.

"Queremos um ambiente verde e limpo

e um mundo habitável para todos."

"Não é vergonhoso

que as crianças precisam estar aqui para lembrar aos adultos

o quanto essa questão é urgente?"

"Temos voz!"

"Vamos deixá-la ser ouvida hoje."

"Tão alto,

que poderá até ser ouvida em Glasgow."

"Deixem que chegue até Haia e Bruxelas."

"Digam a esses egocêntricos e oportunistas,

digam aos céticos, aos cínicos,

e aos imediatistas:"

- O que queremos? - Justiça climática!

- Quando queremos? - Agora!

- O que queremos? - Justiça climática!

- Quando queremos? - Agora!

"Isso mesmo! Vamos lá!"

A praça Dam foi o local de muitos comícios

da polícia alemã e do partido nazista holandês.

Se fossem em outro lugar,

instalavam alto-falantes aqui e em outras praças da cidade.

Em junho de 1941, as palavras do comissário Seyss-Inquarts,

soaram na Praça Dam:

"Para que a história de 2 mil anos da Europa faça sentido,

a Alemanha deve vencer, não só derrotar os soviéticos

e seus parceiros puritanos ingleses,

mas, sobretudo, a mente judaica."

Em fevereiro de 1945,

a distribuição de comida colapsou.

As cozinhas centrais forneciam

uma refeição de poucas calorias por dia,

e no mercado ilegal, os preços eram exorbitantes.

Uma fatia de pão custava 200 vezes mais do que no ano anterior.

O partido comunista ilegal convocou mulheres a protestar.

Escreveram: "Mulheres, lutem por nossos filhos.

Exijam mais comida.

Não reclamem, tomem uma atitude!".

Em 21 de fevereiro, 200 mulheres marcharam à prefeitura

e exigiram falar com o prefeito.

Uma delas disse após a guerra:

"Com o protesto, queríamos garantir que o prefeito

garantisse que nossos filhos não morreriam de fome."

O prefeito visitou duas cozinhas,

confirmou a péssima qualidade dos alimentos

e prometeu melhorias. Sem sucesso.

Uma semana depois, elas marcharam de novo,

agora com os filhos, mas o prefeito não os recebeu.

Os alemães ordenaram que a polícia abrisse fogo,

alegando que reuniões eram proibidas.

A polícia não seguiu as ordens desta vez.

As cozinhas centrais foram fechadas no fim de abril.

Antes da libertação,

cerca de 4 mil habitantes morreram de fome e frio,

principalmente idosos e crianças.

# ...de todas as pessoas.

# Com amor, Tu nos deste

# Nosso sagrado Shabbat Como herança

# Louvado seja, Senhor

# Que santifica o Shabat

Amém.

- E você beberá. - Não, está vazio.

Primeiro sobre a cabeça.

Depois sobre seus ombros.

# Bendito seja, Senhor

# Rei do universo

# Que nos deu a Torá da verdade

# E vida eterna

# Bendito seja, Senhor

# Que nos deu a Torá

Amém.

Tente outra vez.

Isso é um ensaio, mas na cerimônia

vou abençoá-lo com o aron aberto.

- Certo? - Sim.

Agora pode fechá-lo.

Que Ele, que abençoou Abraão, Isaac e Jacó,

Sarah, Rebecca, Rachel e Leah, abençoe Yosef Ben Avraham,

que chegou à idade de mitzvah e recebeu aliyah neste Shabat.

Que Deus o abençoe,

proteja, fortaleça e una seu coração com o d'Ele.

Estude a Torá e siga Seus caminhos,

que encontre graça aos olhos de Deus e dos homens,

que seus pais o eduquem para seguir a Torá,

se casar e ser justo. Amém.

Agora é hora de um verdadeiro mazel tov!

Observou bem?

Um dia será sua vez.

LEGENDA : SUB_COMANDO

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